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Saldo de empregos nas micro e pequenas empresas recua 59%

Em abril, apesar de ainda positivo, o saldo de empregos nas micro e pequenas empresas (MPEs) de Minas Gerais caiu 59,46% frente a março, saindo de 17.077 para 6.925 vagas no quarto mês do ano. A queda já reflete os impactos do novo fechamento de diversas atividades econômicas para o controle da pandemia de Covid-19. Porém, na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado, os números de abril de 2021 foram bem expressivos, saindo de um déficit de 66.924 empregos para um saldo de 6.925, o que mostra a recuperação.

Os dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), que foram divulgados ontem, mostram ainda que ao longo do primeiro quadrimestre, Minas acumula um saldo de 74.357 vagas. Valor bem maior que o déficit de 57.256 vagas registradas no mesmo período do ano passado.

Os dados mostram que, no Estado, foram admitidas 80.436 pessoas em abril deste ano frente aos 73.511 desligamentos efetuados, o que gerou um saldo de 6.925 vagas. Em abril do ano passado, período mais crítico da pandemia de Covid-19 e quando as medidas de isolamento eram ainda mais restritas, as demissões chegaram a 101.239, ante 34.315 admissões, o que gerou um saldo negativo de 74.357 vagas.

Belo Horizonte apresentou, em abril, o terceiro maior saldo, 3,12 mil, atrás apenas de São Paulo (11,3 mil) e Brasília (3,7 mil).

“Em abril, podemos ver que o saldo de empregos foi bem menor que em março. Isso aconteceu pelas medidas de isolamento que foram adotadas a partir do final do terceiro mês para conter a pandemia de Covid-19. Já na comparação com abril de 2020, a situação é mais positiva. No ano passado, as empresas enfrentavam, pela primeira vez, restrições e eram muitas as incertezas. Em abril de 2021, apesar das restrições, elas ainda eram menores e muitas empresas conseguiram se adaptar”, explicou a analista do Sebrae Minas, Gabriela Martinez.

O setor que encerrou abril com o maior saldo de vagas foi o de serviços, com 3,38 mil de saldo, resultado que veio das 28.267 admissões e 24.882 demissões. Em segundo lugar, o maior saldo foi do setor de construção civil, 1.431 vagas. O setor agropecuário registrou um saldo de 698 empregos e comércio, 615. Já na indústria foi verificado déficit de 204 vagas, resultado das 14.300 admissões e das 14.504 demissões.

Resultado positivo no saldo de empregos também é visto no acumulado de janeiro a abril deste ano. Conforme os dados, foram 74.357 vagas de saldo, ante 57.256 de déficit registrado no primeiro quadrimestre de 2020.

Este ano, até abril, foram feitas 385.802 admissões, ante 319.149 registradas em igual período de 2020, alta de 20,8%. As demissões caíram de 376.405, no acumulado dos primeiros quatro meses de 2020, para 311.445 atuais, 17,25% a menos.

“Os dados do quadrimestre indicam uma retomada dos empregos. Apesar de ainda convivermos com a pandemia, o cenário é diferente do de 2020. A vacinação contra a Covid-19, ainda que lenta, está acontecendo. Além disso, as restrições de funcionamento são menores. As empresas também se adaptaram e criaram novas formas de atendimento. Tudo isto faz com que a economia reaja, principalmente, nas micro e pequenas empresas, que reagem mais rapidamente do que as médias e grandes”, disse Gabriela.

Setores – No quadrimestre, os setores com os maiores saldos de emprego foram serviços com 25.784 vagas, seguido pela indústria, com 18.494 de saldo, e comércio, 13.714.

As cidades que se destacaram no período foram: Belo Horizonte, com um saldo de 7.336 empregos, Contagem (2.995), Uberlândia (2.578) e Betim com 1.679 vagas.

(fonte: Diário do Comércio)

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