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Metade dos pequenos negócios em Minas atribui sobrevivência às vias digitais

Cinco em cada dez donos de pequenos negócios em Minas Gerais acreditam que o uso de ferramentas de Marketing Digital para divulgar ou vender produtos e serviços foi essencial para a sobrevivência dos empreendimentos em meio à crise econômica causada pela pandemia de Covid-19. O dado consta de uma pesquisa feita pelo Sebrae Minas, que ouviu 1.160 pequenos empreendedores, de 8 a 20 de maio.

O estudo mostra o uso cada vez maior da internet para divulgar ou vender produtos e serviços, em seis em cada 10 pequenos negócios no Estado. Outros 20% usam somente os meios digitais para alcançar os clientes. O impacto da adesão ao meio digital entre os pequenos negócios também fez com que uma parcela deles abandonasse os estabelecimentos físicos e passasse a atuar só pela internet – 10%, diz o levantamento.

O Comércio é o setor em que os empreendimentos mais usam o marketing digital – 71%. Seguido de Serviços – 64%; Indústria – 63%; e Construção Civil – 53%. Quando se mede a importância do uso da internet para os negócios, a Indústria lidera a lista, com 79%, seguida por Serviços, 78%; Comércio, 75% e Construção Civil, 69%.

Na opinião de Paola La Guardia, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, o impacto do marketing digital nos pequenos negócios em Minas poderia ser maior, já que cerca de um terço desse modelo de empresas ainda não usa as ferramentas.

Novos mercados

A inserção dos pequenos negócios no meio digital também é vista como uma forma de muitos empreendimentos alcançarem mercados antes limitados pelo espaço físico. “O marketing deixou de um ser somente um setor de custos, para ser incorporado à estratégia da empresa. A pandemia causou um movimento de quem não se digitalizou pelo amor – ou seja, antes da necessidade–, mas se digitalizou pela dor, para não fechar as portas. É um caminho sem volta”, sentencia Marcelo Sander, especialista em Marketing Digital e professor das Faculdades Promove.

Ferramentas auxiliam empreendedoras a apresentarem seus produtos a mais clientes

Nesta pandemia, a confeiteira Stefanie dos Santos, de 32 anos, deixou para trás a Biblioteconomia para investir na confeitaria, paixão dos tempos da adolescência. Em janeiro de 2020, decidiu comprar um carrinho para vender os bolos e cakes produzidos em casa, mas foi surpreendida com as medidas de isolamento social. Sem saída, decidiu buscar o marketing digital como aliado.

“Apostei em um aplicativo de delivery e nas redes sociais para alcançar os meus clientes. Investi em anúncios pagos para aumentar o alcance das publicações e hoje chego a um público que não alcançaria na loja física”, afirma a microempreendedora.

A empresária Cristina Souza, sócia de uma clínica de biomedicina e estética, passou a ver nas redes sociais a saída para vencer a crise econômica. Desde julho do ano passado, capacitou seu empreendimento para aperfeiçoar o uso da internet nas vendas e divulgação dos serviços.

“Temos mais de 20 mil seguidores no Instagram e a maioria dos nossos clientes chegou on-line”, revela. Cristina garante que 70% do faturamento é proveniente dos clientes alcançados na rede.

Dica

“É melhor usar um canal – como Instagram, Facebook ou WhatsApp, por exemplo – em toda a sua potencialidade, atingindo o alvo, do que tentar atirar para todos os lados. Não é somente usar as mídias sociais, é fazer com que os clientes sejam laçados pelas ações”, garante Carla Gobb, analista de Inovação e Competitividade do Sebrae Minas.

(fonte: Hoje em Dia)

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