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Vendas em Belo Horizonte avançam 3,68%

Com o maior crescimento dos últimos seis anos para o mês de fevereiro, o varejo da capital mineira registrou mais um resultado positivo. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas aumentaram 3,68%. Os dados são do Termômetro de Vendas divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e mostram ainda que, nos últimos 12 meses, o varejo apresentou crescimento de 0,61% após três anos de queda nessa base de comparação e, no acumulado do ano, as vendas registraram alta de 2,48%.

Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, os números são reflexo do efeito positivo da recuperação da atividade econômica no País e do processo de melhoria de alguns fatores econômicos. Indicadores macroeconômicos em patamares mais baixos, como inflação medida pelo IPCA do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, em fevereiro de 2017 estava em 0,33% e, no mesmo mês deste ano registrou 0,32%, além da queda da taxa de juros de 12,25% no último ano para 6,75% em fevereiro de 2018 são atribuídos ao resultado positivo do varejo. Além disso, a taxa de desemprego que era de 11,3% no 4º trimestre de 2017 frente a 11,5% do mesmo período em 2016 e a queda da inadimplência de 2,67% no ano passado para -2,56% neste ano, também ajudam a explicar o percentual de aumento das vendas.

“A inflação baixa e sob controle, o começo de uma flexibilização do crédito e o crescimento da renda são fatores contribuem para que a economia volte a apresentar recuperação. Apesar do ambiente ainda não refletir crescimento, há uma recuperação mais consistente da economia e isso impacta na confiança tanto do empresário quanto do consumidor”, explicou Falci.

O setor de supermercados foi o maior destaque entre os segmentos que apresentaram crescimento nas vendas na comparação anual, com alta de 6,21%, seguido pelos artigos diversos que incluem acessórios em couro; brinquedos; óticas; caça; pesca; material esportivo; material fotográfico; computadores e periféricos e artefatos de borracha, com crescimento de 6,08%. Também apresentaram resultados positivos os segmentos de vestuário e calçados (3,44%); móveis e eletrodomésticos (3,06%) e material elétrico e construção (2,67%), enquanto o único setor que registrou queda em fevereiro deste ano na comparação com 2017 foi o de veículos e peças (-0,12%).

A expectativa de Falci para os próximos meses é de um processo gradual e virtuoso de recuperação econômica que deve continuar, podendo ser alterado pelas incertezas políticas do ano eleitoral. “Acreditamos em uma recuperação mais consistente a partir da análise dos indicadores macroeconômicos. Terminamos 2017 muito melhor do que começamos e houve uma recuperação gradual. A tendência é de crescimento, salvo alguma novidade no cenário político”, afirmou o presidente da CDL/BH.

Carnaval – A comparação com o mês imediatamente anterior mostrou uma queda de 0,67% no índice real de vendas. A comemoração do Carnaval e, consequentemente, o fluxo de turistas na cidade geraram crescimento para alguns setores específicos relacionados à data. Supermercados e produtos alimentícios registraram aumento de 4,34% nas vendas, além de tecidos, vestuário, armarinho e calçados com crescimento de 3,45% e drogarias, perfumes e cosméticos, com 2,49%.

O período comemorativo e o menor número de dias úteis em fevereiro foram responsáveis pela queda das vendas nos demais segmentos, que não estão atrelados ao Carnaval, como veículos e peças (-3,73%); móveis e eletrodomésticos (-2,29%); material de elétrico e construção (-1,03%).

Variação nacional – Dados divulgados ontem pelo IBGE mostraram que o volume de vendas do comércio varejista nacional variou -0,2% em fevereiro deste ano na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, após avançar 0,8% na passagem de dezembro para janeiro. Isso fez com que a média móvel trimestral ficasse estável.

Em relação a fevereiro de 2017, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,3%, alcançando a 11ª taxa positiva consecutiva, embora tenha sido a menos acentuada. O varejo acumulou alta de 2,3% no ano e, no acumulado nos últimos doze meses, cresceu 2,8%, mantendo a recuperação observada desde outubro de 2016.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em fevereiro variou 0,1% na comparação com o mês imediatamente anterior e contribuiu para que a média móvel trimestral também ficasse próxima à estabilidade (-0,1%) no trimestre encerrado em fevereiro. Na base comparativa com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 5,2%, a 10ª taxa positiva sequencial, acumulando ganho de 5,9% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (5,4%) foi o maior desde julho de 2013 (5,8%).

No Brasil é registrado recuo de 0,2%

Rio de Janeiro – O varejo registrou queda em quatro das oito atividades pesquisadas na passagem de janeiro para fevereiro. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, o varejo recuou 0,2%.

O recuo mais relevante foi observado em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%), setor de maior peso no varejo. As demais quedas ocorreram em Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,4%).
Na direção oposta, houve crescimento em Móveis e eletrodomésticos (1,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,8%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (2,7%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (1,6%).

Veículos – No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve ligeira queda de 0,1% em fevereiro ante janeiro.

As vendas de Veículos e motos, partes e peças tiveram avanço de 2,5%, enquanto Material de construção registrou aumento de 0,3%

(fonte: Diário do Comércio)

 

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