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Vendas do comércio em Minas crescem 4,8% em outubro

O comércio mineiro manteve em outubro o ritmo de crescimento que vem sendo observado ao longo de todo o ano, e fechou o mês com um volume de vendas 4,8% maior do que o verificado em igual período de 2016. O avanço do setor no Estado superou a média do País, que foi de 2,5% no mesmo intervalo. No confronto com

A alta em outubro foi a 10ª seguida do varejo estadual na base de comparação. O aumento das vendas foi impulsionado, principalmente, pelos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (27,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (19,2%) e hipermercados e supermercados (15,8%). O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Guilherme Almeida, explica que os itens considerados de primeira necessidade têm tido papel fundamental no processo de recuperação do setor em 2017.

“Esses bens possuem comportamento interessante: no período de crise, eles sentem sim o recuo, porém sofrem com intensidade menor do que os outros. Produtos de alimentação, vestuário, são itens que o consumidor não tem como abrir mão. Portanto, de certa forma, esse processo de recuperação é capitaneado sim por bens de primeira necessidade”, pondera Almeida.

O desempenho positivo do comércio estadual se repetiu na maioria das bases de comparação contempladas pela pesquisa. No confronto com setembro, o resultado do varejo em Minas Gerais foi, inclusive, o melhor entre as 27 unidades da federação, ao apontar um crescimento de 2,1% nas vendas em outubro. Ao lado do Estado, entretanto, apenas Rondônia (1,3%), Mato Grosso do Sul (1,0%), Santa Catarina (0,5%) e Espírito Santo (0,2%) conseguiram ver o setor expandir na passagem de um mês para o outro. Todas as outras unidades apresentaram recuo no período.

No acumulado do ano até outubro, o varejo mineiro avançou 3,8%, também puxado pelas vendas dos ramos de tecidos, vestuário e calçados (31,3%) e hipermercados e supermercados (13,8%). Em 12 meses, o setor cresceu 2,7% na região, sendo a sexta elevação seguida após 23 meses de quedas.

Melhora – Para o economista da Fecomércio-MG, os números favoráveis ao consumo são reflexos do comportamento dos indicadores de inflação, taxa de juros e emprego neste ano. Com os dois primeiros em queda e o terceiro em alta, os mineiros têm sido mais encorajados a irem às compras.

“Em outubro, tivemos também o Dia das Crianças, que pode ter contribuído para as vendas. Essa é uma data que ajuda a movimentar o varejo. A inflação, taxa de juros e emprego, por outro lado, basicamente balizam a demanda familiar. As famílias, na hora do consumo, avaliam preço, que está relacionado à inflação; custo do crédito, que depende da taxa de juros; e salário real, que tem a ver com o emprego”, destaca.

Almeida analisa ainda que, diante do cenário observado em 2017, já é possível estimar uma variação positiva para as vendas do comércio no Estado para este ano. O economista lembra que em novembro teve a Black Friday e agora em dezembro há o Natal, datas que devem trazer um grande impacto para os números do varejo, representando mais aumento para o setor.

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