Mischief Makers
Pic: Miki Barlok

Vendas de artigos infantis em alta

Desde 2010, a administradora Anna Christina Leite Rocha trabalha com itens infantis, como carrinhos, roupas, cadeirinhas, móbiles e brinquedos. Em seu brechó Tudo Novo de Novo, localizado no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul, o volume de vendas cresce 20% no inverno, com as mamães ávidas em busca de roupas para guarnecer o guarda-roupa das crianças.

Pelo fato de vender artigos infantis, a maioria roupas – que, novas, quase sempre são caras e usadas por um curto período de tempo -, a lojista não sentiu muito os impactos da crise. Aliás, entre 2015 e 2016, ela deu um salto em seu negócio, que passou de um barracão nos fundos de uma casa para os atuais 500 metros quadrados. Mesmo com o advento da concorrência virtual, também percebida pela comerciante, a loja vai de vento em popa.
Hoje, Anna Christina Rocha vende, em média, 2 mil peças por mês, a um tíquete médio que ela nem consegue apurar. “Temos produtos de R$ 5 a R$ 150, como um vestidinho de festa. Mas recebo pessoas que gastam até R$ 4 mil renovando um enxoval”, explica.

O brechó, que abre de segunda-feira a sábado, mantém um estoque ‘gigantesco’ e diversificado, renovado constantemente, até porque peças que não são vendidas em um determinado prazo seguem, com a autorização dos donos, direto para instituições carentes. Também é um dos poucos neste segmento que faz troca. “Sou mãe e sei como é importante poder trocar peças infantis. Ás vezes, a gente compra errado, às vezes o bebê cresce e não da para usar, ou então não correspondeu às expectativas”, avalia.

Ainda assim, o giro de mercadorias permanece alto. Segundo Anna Christina Rocha, a demanda dos clientes é bastante estável o ano inteiro, com destaque para os meses frios e o final de ano, quando as vendas aumentam em função das férias de verão. “Roupões, bóias, roupas, tudo isso tem muita saída agora”, afirma, dizendo não ter reclamações do Natal.

“Como os itens vendidos no brechó são de excelente qualidade, nosso portfólio tem sido muito procurado para presentear”, completa. Esse último fator é essencial para o brechó, que tem acesso a artigos seminovos, em bom estado e que normalmente não tem mais serventia para os pais da criança.

(fonte: Diário do Comércio)

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