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Vendas em Minas Gerais cresceram 17,7% até julho

As vendas de veículos em Minas Gerais cresceram 17,7% no acumulado até julho deste ano contra os mesmos meses de 2016. Somente na Capital, que respondeu por 60,5% dos emplacamentos no Estado no período, houve um salto de 56,6% na comercialização de automóveis na mesma comparação. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

De acordo com a entidade, de janeiro a julho, foram vendidos 279,2 mil veículos em Minas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. No confronto com os emplacamentos do mesmo período de 2016 (237,1 mil unidades), o avanço foi de 17,7%.

Somente em julho, as vendas de veículos no Estado somaram 42 mil unidades contra 51,3 mil unidades, uma queda de 18%. Ao contrário, em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram emplacados 37,7 mil veículos, foi apurada uma evolução de 12,5%.

Considerando apenas o segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas de janeiro a julho em Minas somaram 34 mil unidades, praticamente 81% do total. Frente as 43 mil unidades comercializadas no mesmo intervalo de 2016 houve uma queda de 20,8%.
No segmento de automóveis e comerciais leves, o destaque estadual é a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), com planta em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). De janeiro a julho, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves da montadora somaram 159,7 mil veículos sobre 172,4 mil unidades nos mesmos meses de 2016, redução de 7,4%, menos grave que o recuo global deste mercado no Estado (-20,8%).

As vendas de caminhões e ônibus continuam em queda no Estado. Entre janeiro e julho, foram vendidas 3,9 mil unidades contra 4,4 mil veículos deste tipo nos mesmos meses do exercício anterior, uma retração de 12,1%, com base nas informações divulgadas pela Fenabrave.

Para ilustrar a situação das vendas de caminhões e ônibus no Estado, a Iveco Latin America, fabricante de veículos pesados do grupo FCA, em Sete Lagoas (região Central), é um bom exemplo. As vendas de caminhões da marca caíram no acumulado do ano até julho, somando 1 mil unidades, contra 1,6 mil nos mesmos meses de 2016, queda de 37,5%. Em contrapartida, os emplacamentos de ônibus da Iveco, na mesma comparação, cresceram 65,4%.

Capital – As vendas de veículos em Belo Horizonte de janeiro a julho deste ano somaram 169 mil unidades sobre 107,9 mil em iguais meses de 2016, consolidando um crescimento de 56,6%. A Capital respondeu por 60,5% dos emplacamentos de veículos em Minas para o acumulado do ano.

O crescimento das vendas na Capital aconteceu em função do aquecimento no mercado de automóveis e comerciais leves. De janeiro a julho, foram vendidos 161,1 mil veículos deste tipo em Belo Horizonte contra 99,5 mil emplacamentos em idêntico intervalo de 2016, um salto de 61,9%.

(fonte: Diário do Comércio)

Composição de preços ganha aliado

Mas não é apenas para controlar os dados internos que o código de barras é utilizado no varejo. Uma prática tradicional desse segmento é a pesquisa de preço da concorrência e, nesse campo, as barras de identificação do produto também têm se mostrado extremamente úteis. Tanto que há empresas especializadas nesse nicho. É o caso da Price Survey, startup com um ano e meio de operação e sede no Raja Valley, espaço de inovação que abriga várias startups na região Centro-Sul da Capital.

A empresa desenvolveu uma ferramenta para pesquisa e inteligência de preços, que funciona a partir da leitura de códigos de barras por smartphones. “Boa parte da composição de preços no varejo é influenciada pelo preço do concorrente. Para isso, eles fazem pesquisa nos concorrentes de sua região por meio de funcionários que vão com suas pranchetas e suas milhares de folhas para os pontos de venda fazer anotações”, relata o sócio, Eduardo Batista Oliveira Santos. De acordo com o empreendedor, o que a Price Survey faz é levar inovação para essa tarefa tão importante do varejo.

Com a solução da startup, o pesquisador precisa levar apenas um smartphone simples, que fará a leitura dos códigos de barra e registrar informações como preço, lote e validade. De acordo com Santos, o processo diminui o tempo de pesquisa de, em média, quatro horas para 40 minutos. Ele destaca que a ferramenta da Price Survey ainda traz um diferencial: além de gerar um relatório com todas as informações coletadas, ela tem uma inteligência embarcada que sugere as melhores práticas de preços para cada produto, respeitando o lucro do estabelecimento e gerando competitividade.

“Muitos varejistas fazem essas contas de cabeça, simplesmente adicionando ao custo a margem de lucro que gostariam de ter em cada produto. Mas definição de preço é muito mais que isso: depende de onde você está, da quantidade de concorrentes na região, da sazonalidade do produto, entre outros fatores que são considerados pela nossa ferramenta para a composição do preço”, defende. A Price Survey tem hoje 12 clientes dos setores de supermercados e atacarejos. A expectativa do empreendedor é chegar ao fim do ano com 60 empresas em sua carteira de clientes.

Tradição – Com 17 anos de experiência nesse segmento, o Mercado Mineiro também oferece solução de pesquisa de preços no varejo e, assim como a Price Survey, a empresa presta o serviço de forma personalizada para estabelecimentos. Mas, além disso, o Mercado Mineiro tem um aplicativo com acesso gratuito sobre pesquisa de preços de cerca de 1.000 produtos em 11 supermercados de Belo Horizonte e Contagem, na RMBH.

“Os pesquisadores vão para os pontos de venda com smartphones, que leem o código de barras dos produtos e enviam a informação para o banco de dados do Mercado Mineiro. A tecnologia ajuda não só na leitura do código, mas também porque nos permite saber, por meio da geolocalização, onde o pesquisador está e quanto tempo ficou em cada estabelecimento”, explica.

O empreendedor afirma que as pesquisas atualizadas constantemente pelo aplicativo da empresa ajudam os consumidores, que querem comprar mais barato, mas também os lojistas e até os fornecedores, já que a precificação é uma informação importante para a negociação de compra e venda. O aplicativo do Mercado Livre já teve mais de 50 mil instalações e o site recebe 380 mil visitas por mês.

(fonte: Diário do Comércio)

Startups protagonizam mudanças no varejo

O desenho é inconfundível: barrinhas alinhadas lado a lado. O código de barras é reconhecido em qualquer lugar, seja na etiqueta de uma roupa, na caixa de um eletrodoméstico ou no adesivo colado em uma fruta. Mas, muito mais que identificar produto e preço, o sistema tem um potencial incrível para a gestão e a potencialização do ponto de venda. De olho nesse nicho, startups mineiras oferecem soluções que trazem inteligência para o código de barras.

O diretor técnico da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, Roberto Matsubayashi, explica que grande parte dos códigos de barras que são encontrados no varejo é padronizada pela GS1 Brasil, que é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de implementar e disseminar padrões de identificação de produtos. Ele destaca a importância do uso do código não só para a simples identificação do produto, mas para a inteligência que se pode tirar desses números.

“A qualidade dos dados de identificação de produtos é importante para que os processos sejam corretos e ágeis desde o chão de fábrica até a chegada do produto ao consumidor final, passando por todos os sistemas logísticos”, afirma. Ele explica que a utilização inteligente do código, assim como a automação de processos de maneira mais ampla é relativamente recente no Brasil, mas, ao mesmo tempo, um movimento crescente. “A indústria liderou esse movimento por um tempo, automatizando seus meios de produção, mas hoje essa é uma preocupação muito presente no comércio e nos serviços também”, diz.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci, confirma a análise de Matsubayashi. Ele afirma que a inovação no ponto de venda é “um caminho sem volta” e que os lojistas que não se adaptarem a essa realidade vão ficar para trás. “O Brasil passa por uma crise de grandes proporções que muito refletiu no setor de comércio e serviços. Mas precisamos sair dela fortalecidos e isso passa pela inteligência e pela tecnologia no ponto de venda. Os lojistas precisam buscar soluções para controlar o negócio com mais eficiência, rapidez e baixo custo, assim como ferramentas para melhorar a comunicação com seu cliente”, frisa.

Oportunidade – Enxergando nessa demanda uma oportunidade de mercado, empreendedores mineiros lançam soluções inovadoras que transformam as famosas barrinhas de identificação em informações valiosas para o varejista. Uma dessas soluções é a da startup Kcollector, que atualmente é acelerada pelo Fiemg Lab, programa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) com sede em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A empresa criou uma versão mais inteligente e econômica para o coletor de dados, que é o aparelho utilizado no varejo para identificação de código de barras e geração de relatórios a partir dos dados coletados. A solução funciona por meio de um smartphone comum e a leitura do código é feita pela câmera do celular.

Entre as funções oferecidas pela solução estão controle de estoque e de consumo, pesquisa de preço em concorrente e controle de validade e de lote do produto. No início deste mês, a startup também lançou uma funcionalidade que é de conferência de mercadoria recebida, que dá segurança e agilidade para essa atividade corriqueira no varejo.

“O estabelecimento faz a compra e recebe uma nota fiscal em um arquivo XML. Até então, quando essa mercadoria chegava, era conferida manualmente por um funcionário. Com a nossa funcionalidade basta importar o arquivo referente à compra para a KCollector e, em seguida, fazer a leitura dos códigos dos produtos recebidos. Nosso sistema fará o cruzamento das informações, dizendo se o que foi comprado é o que chegou”, explica o CEO da startup, Antônio de Deus.

O empreendedor afirma que a solução democratiza o acesso ao coletor de dados, que era muito restrito aos grandes varejos devido ao seu custo. Segundo ele, um equipamento tradicional custa entre R$ 4 mil e R$ 30 mil. Já a Kcollector tem assinatura mensal de R$ 49,90 por usuário. Com um ano e meio, a startup tem cerca de 200 usuários ativos no País, entre supermercados, padarias, lojas de roupas e autopeças. A expectativa do CEO é chegar ao fim do ano com 500 clientes pagantes.

Outra startup mineira que também oferece a possibilidade de um uso mais eficaz do código de barras é a Forsee, que tem sede em Betim, na RMBH, além de uma filial em São José dos Campos, no interior de São Paulo. De acordo com o CEO, Márcio Mariano Júnior, a empresa oferece soluções de gestão inteligente para a indústria e cadeia de suprimento. “A partir das informações que vêm do código de barras e que são cadastradas no ERP do varejo, o software identifica padrões de consumo e informa o que está girando mais rápido e o que não está. Dessa forma, o gestor tem em mãos uma informação que vai ajudá-lo na gestão do seu estoque”, explica.

O CEO explica que esse processo fica ainda mais facilitado caso o sistema seja integrado com a fábrica, pois a informação é repassada automaticamente. Se para a fábrica a solução traz economia no processo produtivo, para o ponto de venda o ganho está principalmente na manutenção de um estoque reduzido e, ao mesmo tempo, diversificado. “Em tempos de crise, o varejo não pode se dar o luxo de ter um caixa empatado com o estoque. É primordial o uso de inteligência para liberar o caixa da empresa. Nós oferecemos isso com uma solução que reduz o estoque, dá sortimento de produtos aos clientes e reflete no aumento de vendas”, garante.

(fonte: Diário do Comércio)

CEF divulga manual para parcelamento do FGTS

A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou na semana passada o manual de orientação para o parcelamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) do Governo Federal. Essa é a quinta versão do documento, cuja publicação foi divulgada no Diário Oficial da União.O manual de orientação esclarece os procedimentos necessários à regularidade do empregador junto ao FGTS, inclusive aqueles relacionados ao parcelamento de débitos de contribuições sociais da Lei Complementar 110/2001, na modalidade do Programa Especial de Regularização Tributária (Pert). Além de estabelecer as contribuições sociais, essa lei autoriza créditos de complementos de atualização monetária em contas vinculadas do FGTS.

A nova versão do material está disponível no botão desta matéria ou no site da Caixa (www.caixa.gov.br). Ao acessá-lo, é preciso clicar na aba “Downloads”, no canto superior da tela, e depois buscar o link “FGTS Manuais Operacionais”.

Sobre o Pert
Instituído pela Medida Provisória (MP) nº 783/2017, o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) oferece oportunidade para que os empresários e as pessoas físicas regularizarem suas dívidas tributárias e não tributárias com descontos nas multas e juros e também possibilidade de parcelamento. O programa receberá adesão até o dia 31 de agosto de 2017.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

(fonte: Fecomércio MG)

Regulamentação da lei para aporte de investidor-anjo

A regulamentação do investimento-anjo, uma das conquistas da Lei Complementar 155/2016 (Simples Nacional), foi publicada no último dia 21 de julho, na forma de Instrução Normativa (IN) da Receita Federal. Embora mantenha uma alta tributação sobre os rendimentos, a medida torna mais claras as regras para o aporte de recursos e gera mais segurança jurídica aos negócios.

A advogada da Fecomércio MG Mariel Orsi Gameiro explica que a principal novidade da IN foi definir a tributação dos rendimentos oriundos do aporte de capital. As alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte serão aplicadas de forma regressiva, conforme o tempo de contrato do investidor com a corporação. “A figura do investidor-anjo foi criada para estimular as atividades de inovação e os investimentos produtivos nas micros e pequenas empresas. A tributação assemelha-se às regras sobre ganhos de capital e investimentos. Embora tenha sido alta, o mais importante era regulamentar. Além disso, a redução das alíquotas em função do prazo pode contribuir para que os aportes sejam mantidos por períodos mais prolongados”, analisa.

O valor do rendimento do aporte poderá ser resgatado mensalmente ou após o mínimo de dois anos, de modo integral, desde que estabelecido no contrato de participação. As taxas aplicadas para o IR serão:

  • 22,5% em contratos de participação com prazo de até seis meses;
  • 20% em contratos de participação com prazo de seis meses a um ano;
  • 17,5% em contratos de participação com prazo de um a dois anos;
  • 15% em contratos de participação com prazo superior a dois anos.

Na modalidade do investidor-anjo, as micro e pequenas empresas – grande parte delas startups em estágio inicial de operações – podem receber investimentos de instituições, desde que mantenham o seu capital social. Ou seja, não perdem os benefícios do sistema simplificado de tributação, caso estejam inscritas no Simples Nacional.

(fonte: Fecomércio MG)

Faturamento das lojas de conveniência no País registraram aumento de 6,2% no ano passado

Ao contrário do que aconteceu com o varejo no País, as vendas nas lojas de conveniência cresceram em 2016, mostram dados de uma pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Enquanto as vendas no varejo recuaram 6,2% em 2016, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as das lojas de conveniência registraram expansão na mesma magnitude desse declínio, de 6,2%, atingindo faturamento de R$ 7,2 bilhões.

Além disso, o tíquete médio das lojas de conveniência avançou 7,3%, para R$ 11,91. O número de transações no canal também cresceu, com aumento de 3,3%. Já a venda média por loja no canal registrou ganho de 5,3%, em faturamento.

De acordo com o Sindicom, as empresas de distribuição de combustíveis têm buscado fidelizar os consumidores por meio de programas de relacionamento e promoções instantâneas. A classe média e a alta representam 97% do faturamento das lojas de conveniência. O levantamento também revelou que as lojas de conveniência elevam em torno de 20% as vendas de combustíveis nos postos.

Para o, diretor-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Equipamentos e de Serviços para o Mercado de Combustível e de Conveniência (Abieps), Ricardo Spinelli, o setor de lojas de conveniência tende a crescer, considerando que atualmente o País conta com mais de 40 mil postos de combustíveis, ao passo que o número de lojas de conveniência é apenas cerca de 7 mil. O assunto será um dos temas de discussão da Expopostos & Conveniência, que acontecerá em São Paulo neste mês.

(fonte: Diário do Comércio)

 

Dia dos Pais anima comerciantes

O comércio da capital mineira deve faturar com o Dia dos Pais cerca de R$ 1,77 bilhão. Pelo menos é o que estima a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), uma das entidades que representa os setores de comércio e serviços do município. A soma esperada para a data, que neste ano será comemorada no próximo dia 13, representa um crescimento de 1,22% nas vendas do setor na comparação com a data em 2016. Nos últimos dois anos, a expectativa para o evento havia sido de recuo.

A melhora nos indicadores macroeconômicos como inflação, taxa de juros e desemprego, segundo o vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar, explica o maior otimismo dos lojistas. Para 2017, 62,4% dos empresários do varejo apostam em vendas melhores do que no ano passado. Em 2016, este universo era de apenas 20%. Na análise por segmento, os comerciantes mais esperançosos são os das áreas de calçados, óticas, vestuário e drogarias/perfumes.

“Estamos com uma inflação abaixo do centro da meta, os juros inferiores a dois dígitos, e algum sinal de melhoria nos níveis de desemprego, então parece que a economia está voltando a caminhar nos trilhos. Claro que para chegar a um nível satisfatório ainda está longe, mas o atual já é suficiente para dar ânimo ao empresário”, pondera Gaspar.

Roupas (21,5%), perfumes/artigos de barbearia (11%), acessórios como carteira, cinto e meias (11%) e calçados (10,1%) são os produtos que, na opinião dos lojistas, devem liderar a lista de preferência dos consumidores para presentear no Dia dos Pais. O tíquete médio estimado para este ano, de R$ 180,62, aliás, é bem maior do que o do ano passado, que foi avaliado em R$ 117,23.

Gaspar reconhece que o valor é elevado, principalmente diante do cenário econômico enfrentado pelo País. Entretanto, o vice da CDL-BH avalia que ele pode ser uma resposta a um consumo que vem sendo reprimido já há um bom tempo. “Nos últimos anos, algumas pessoas deixaram de dar presentes para os pais em função da crise e pode ser que, neste ano, que está um pouco melhor, tenham vontade maior de presentear os pais”, justifica.

O pagamento parcelado no cartão de crédito, para a maior parte dos entrevistados (64,1%), deve ser o escolhido pelo consumidor na hora das compras, seguido da forma à vista, também no crédito, citada por 14,5% dos empresários.

Estratégias – Ainda segundo o levantamento da CDL-BH, 41,7% dos lojistas acreditam que, para estimular as compras e superar a barreira da cautela que ainda paira sobre os consumidores, as promoções, ofertas e liquidações continuam sendo a melhor opção. O investimento em divulgação (31,9%) e a flexibilização das formas de pagamento (15,3%) também estão entre as estratégias mais apontadas pelos comerciantes. “Ter cordialidade, oferecer conforto, comodidade, atendimento de qualidade, equipe de vendedores bem treinada, tudo isso ajuda a fidelizar o cliente”, acrescenta o presidente da CDL-BH, Bruno Falci.

Os três fatores que podem prejudicar as vendas mais citados pelos empresários são desemprego (26,5%), falta de agilidade e cordialidade no atendimento (22,6%) e aumento do preço dos produtos (17,5%).

Lojas Renner cresce no Trimestre e eleva previsão de aberturas de lojas

As Lojas Renner, mais uma vez, conseguiu se destacar em desempenho. No segundo trimestre deste ano, a companhia conseguiu elevar o lucro líquido em 10,7%, para R$ 193,6 milhões. As vendas da empresa, que detém as marcas Renner, Camicado e Youcom, verificaram aumento de 11,3%.

De acordo com Laurence Gomes, diretor financeiro da companhia, o desempenho deve-se à gestão de preços da empresa. “É importante reforçar que a Renner continua trabalhando para oferecer preços competitivos e coerentes ao mercado, de forma a manter estoques e vendas alinhados”, disse a analistas.

As vendas em mesmas lojas aumentaram 6,4% e, de acordo com Gomes, em torno de 75% desse resultado deve-se ao fluxo e o restante a preço. “Mas isso deve se alterar no próximo semestre e era o previsto que o fluxo teria uma contribuição maior do que preço agora”, disse. “Fizemos as demarcações necessárias e trabalhamos na pirâmide de preços de forma a conferir a competitividade da companhia”, avaliou o executivo.

Apesar do bom desempenho em vendas a margem Ebtida da operação de varejo da empresa foi de 18,6%, contra os 20,6% verificados no segundo trimestre do ano passado.

Segundo Gomes, a redução da margem deve-se ao crescimento das despesas operacionais, principalmente estoque. “Os estoques cresceram 25% e isso deve-se ao baixo nível em que operamos em 2016”, explicou o executivo. Além disso, segundo Gomes, projetos de longo prazo têm pressionado a redução da margem do varejo.

Rearranjo

Com a sustentabilidade operacional, a companhia reviu o guidance de abertura de lojas para este ano para a marca Renner: espera-se abertura entre 25 e 30 unidades da marca, incluindo as operações no Uruguai. No início do ano, a projeção era abrir entre 20 e 25 lojas da marca.

“É simplesmente uma questão de oportunidades”, afirmou José Galló, presidente da companhia. “Você tem lojas especializadas que estão reduzindo negócios e com isso aparecem oportunidades. Com boas condições, vamos aproveitar e acelerar o que tínhamos de fazer”, disse o executivo. A projeção de abertura da Camicado deve se manter e somar 15 unidades e 25 da Youcom.

No trimestre, a Companhia inaugurou 22 lojas, sendo sete da Renner, nove da Camicado e seis da Youcom. Os investimentos totalizaram R$ 118,4 milhões, montante menor aos R$ 157,9 milhões do trimestre de 2016.

Ao todo, a Renner opera com 310 lojas e a Youcom, com 70 unidades. A Camicado, por sua vez, contava com 93 lojas ao final do segundo trimestre.

Operações financeiras

Neste trimestre, as operações do Meu Cartão passaram a ser contabilizadas na Realize, instituição financeira da Lojas Renner. Ao todo, o resultado de produtos financeiros totalizou R$ 158 milhões, representando 27,6% do Ebtida total da empresa.

Apesar do desempenho, Gomes afirma que houve impacto da resolução que limitou o crédito rotativo. “É uma mudança importante e há uma incerteza sobre o comportamento da propensão a financiar e é importante ver essa mudança consolidada no comportamento dos consumidores. Devemos ver isso nos próximos meses”, disse o executivo.

(fonte: Portal No Varejo)

Aumento de camelôs em bairros fora do Hipercentro dificulta fiscalização e irrita lojistas

Basta uma caminhada por Belo Horizonte para perceber que o problema dos camelôs vai muito além do Hipercentro, onde a questão vem sendo enfrentada pela prefeitura da capital. Não muito longe, uma das principais avenidas do Barro Preto, também na Região Centro-Sul, está tomada por ambulantes e se tornou novo ponto de muitos dos clandestinos em fuga da fiscalização municipal na área mais movimentada da cidade. Outros migraram para Venda Nova, onde a Rua Padre Pedro Pinto também está lotada de comerciantes informais. Essa mudança criou uma situação inusitada, na qual camelôs que aderiram ao plano municipal de se mudar para o shopping popular instalado na região sofrem com a concorrência dos “colegas” que continuam nas calçadas. Entre um grupo e outro, há quem ainda desconfie da política traçada pela administração municipal para inserir os vendedores de rua em centros populares de comércio e quem espere a ampliação do programa para outras áreas da cidade. Entre opiniões diversas, um consenso reina: o receio da fiscalização e a incerteza dos próximos dias.

No Barro Preto, o local escolhido pela maioria dos ambulantes é o trecho da Avenida Augusto de Lima entre ruas Araguari e Paracatu. O camelô Neles Almeida Rezende, de 38 anos, que é pedreiro e artesão, conta que trabalha na rua todas as vezes que está sem emprego. Ele vê com desconfiança a política da prefeitura para o setor, que envolve dois shoppings populares – um no Centro e outro em Venda Nova. Eles estão acolhendo temporariamente os camelôs, que ficarão por quatro meses trabalhando em bancas, ao custo mensal de R$ 30, até a aprovação de projeto de lei enviado pelo Executivo à Câmara Municipal para ordenar a atuação dos ambulantes em caráter definitivo.

“O aluguel pode não ser caro, mas puseram várias pessoas em um lugar em que não entra gente para comprar. No Centro, o shopping é ao lado das lojas dos chineses, que são nossos fornecedores. Minha irmã vende bijuterias e foi sorteada. Ela está passando fome”, afirma. Vendedor de um artefato que promete “acabar com o estresse”, ele defende outro local para os ambulantes. “Um lugar adequado, onde pelo menos passe gente para ver nossa mercadoria”, diz.

Somente no Barro Preto, Vanessa Barbosa, de 24, vende bolsas e sonha com um lugar fixo, desde que visível. “O ideal são feiras livres, como existem em São Paulo e no Rio de Janeiro, que deixam a rua bonita, ajudam lojistas e a gente e geram emprego. Poderia ter em várias ruas que têm espaço para pedestres e as barracas. Se nessas cidades-polo têm, por que não aqui?”, questiona. A jovem se preocupa com a migração dos ambulantes do Centro. “Antes era só eu praticamente. Agora, com várias pessoas, o Barro Preto se tornou foco da fiscalização. Estou vivendo na incerteza. A qualquer momento eles podem vir e nos tirar daqui.”
Pedestre sem vez

Em Venda Nova, a concentração é na Rua Padre Pedro Pinto, com as bancas instaladas em um único lado da via. Lá, o desafio é andar pelo passeio. Frutas, eletrônicos, brinquedos, roupas e uma infinidade de itens estão disponíveis em bancas praticamente coladas umas nas outras. São tantas que provocaram uma situação inusitada: no shopping Uai, no número 1.500, os camelôs que atuavam no Centro e foram sorteados pela PBH para se instalar no centro de comércio popular hoje têm como concorrentes os próprios ambulantes, que marcam ponto bem em frente à galeria.

Vendedor de roupas no Uai, Erick Maia, de 24, conta que vendeu a moto para investir no negócio. “A segurança é a melhor coisa do mundo. Ninguém vem aqui nem para roubar nem para comprar”, diz, em tom de bom humor. Segundo ele, a mínima visibilidade só ocorre por causa da feira de roupas que também ocupa o piso inferior. “Vende roupa, porque o resto tem na rua. Ninguém está vendendo nada. A concorrência lá fora é desleal. Tirando os camelôs da rua, acredito que esse problema será resolvido”, diz, mostrando o livro-caixa com ganho de R$ 0 em vários dias. Mas ele não desanima. “Os camelôs que estão aqui querem uma oportunidade. Acredito que vai dar certo, mas acredito também que a prefeitura vai tirar os ambulantes. Muitos estavam aqui dentro e já foram para a rua”, denuncia.
Em Venda Nova, ambulantes que aderiram ao plano da administração municipal e se mudaram para shopping popular agora se queixam da concorrência com os que continuam lotando a Rua Padre Pedro Pinto (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)

Jobson dos Santos, de 39, também torce pela ordenação do espaço em Venda Nova. “Se não houver providência, não teremos o dinheiro nem do almoço. Muita gente está fazendo o shopping de depósito de mercadoria e trabalhando na rua, e ninguém está fazendo nada”, relata. Camelô há 12 anos em Venda Nova, Poliana Santos, de 29, que tem banca em frente ao Uai, está ansiosa pelo início do cadastramento da prefeitura. “Falaram que seria feito no dia 27, mas de qual mês?”, questiona. Ela é a favor de se instalar num shopping, desde que todos saiam da rua, pois, caso contrário, “o cliente não compra”. “É complicado ficar na rua. Embora a gente venda bem, atrapalhamos a via pública. Se tirar todos, acredito que os clientes irão até onde estivermos.”
Convocação: Em entrevista coletiva anteontem, a secretária municipal de Serviços Urbanos, Maria Caldas, confirmou que uma operação será feita em Venda Nova, a exemplo do que ocorreu no Centro, mas não informou data ou prazos. Sobre o Barro Preto, a assessoria de imprensa afirmou que nada está previsto para a região. No caso do Hipercentro, a prefeitura deu um ultimato aos 576 dos 1.134 camelôs cadastrados que ainda não se manifestaram sobre o interesse em ocupar vagas nos shoppings populares. Eles têm até o dia 21 para fazê-lo ou perderão o direito aos postos de trabalho.

Ontem, foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) portaria convocando as pessoas que se disseram camelôs do Centro, mas que não foram identificadas inicialmente pelas equipes de cadastramento, para comprovar atuação como ambulantes na área. De acordo com a Secretaria de Serviços Urbanos, durante atendimento individual feito no fim de junho no Parque Municipal para esclarecimento das novas oportunidades, cerca de 900 pessoas estiveram no local alegando ser ambulantes, que, por algum motivo, não participaram do cadastro.

Os interessados que se encaixam nessa condição devem comparecer entre os dias 7 e 11 ao Shopping Uai (Rua Saturnino de Brito, 17, Centro), das 9h às 17h, com documentos de identidade e CPF, comprovante de residência e declaração de atuação como camelô no Hipercentro de BH, conforme modelo fornecido pelo município, acompanhado de material que prove a condição.

Entenda o caso 

– A Prefeitura de BH está fazendo valer o Código de Posturas e iniciou fiscalização coibindo a presença de camelôs nas ruas e avenidas da área central da cidade. Anunciado em março e instituído por meio de decreto no fim de junho, o Plano de Ação do Hipercentro traz propostas para acabar com a proliferação e atuação dos camelôs nessa região da cidade.

– Em troca, a administração municipal promete subsidiar, durante cinco anos, os custos de vendedores ambulantes em shoppings populares privados, por meio de um projeto de lei enviado à Câmara Municipal. O modelo começa com os ambulantes pagando apenas R$ 30 mensalmente e ocupando espaços com a configuração de feiras livres dentro dos centros de comércio popular.

– Se aprovado o projeto de lei, o Legislativo vai autorizar a prefeitura a subsidiar o aluguel dos ambulantes em shoppings populares durante cinco anos. Eles começarão pagando R$ 30 e, ao fim do quinto ano, estarão pagando 100% do valor de R$ 600 relativo ao aluguel. Hoje, o preço médio de um box gira em torno de R$ 1,2 mil.
– A diferença, segundo a PBH, é que eles já terão passado por cursos profissionalizantes que permitirão a eles uma organização melhor para dar conta de tocar seus negócios. As primeiras vagas em cursos dessa natureza estarão disponíveis para início das capacitações em setembro.

– Enquanto o projeto de lei não é aprovado, a PBH propõe que os ambulantes trabalhem em bancas de shoppings populares parceiros ao custo de R$ 1 por dia, pelo período de quatro meses. Estavam disponíveis 1.547 vagas para os 1.134 comerciantes informais cadastrados pela prefeitura. Em meio a protestos e confrontos com a polícia que fecharam a Praça Sete, foram sorteadas, no início de julho, 871 para o shopping Uai, na Avenida Padre Pedro Pinto, em Venda Nova, e 676 para o Uai, no Centro, ao lado da rodoviária.

– Outros postos de trabalho serão abertos em feiras livres e feiras regionais, principalmente para a venda de comida e artesanato.

– A operação que mirou o Hipercentro se repetirá em Venda Nova, anunciou a prefeitura.

(fonte: EM)