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Pandemia mudou hábitos de consumo e forçou adaptação de empresas

Entre as pessoas que estão abrindo negócios neste momento estão empresários que viram seus negócios tomarem novos rumos por causa da pandemia. Quem se reinventou e compreendeu a nova lógica do mercado pôde vislumbrar um crescimento.

A confeiteira Ana Carolina Paranhos é um exemplo de quem apostou na mudança e conseguiu conquistar um bom lugar no mercado. Até março do ano passado, 95% de sua produção era dedicada a casamentos, que foram adiados devido aos protocolos de segurança. Mas ela preferiu não fechar sua loja, localizada no Vila da Serra, em Nova Lima, nem demitir seus funcionários – já treinados para a produção de bolos finos. “Passamos a vender produtos de pronta-entrega por meio do aplicativo e delivery próprio”, relatou.

A mudança deu tão certo que a empresária aceitou o convite para levar a marca Doce Carol Ateliê para os endereços do Mercado da Boca na Savassi e no Buritis. Com investimento de R$ 160 mil, ela reformou a primeira loja e montou as outras unidades.

“Logo no início, percebemos que havia muitos clientes na região central de Belo Horizonte, no Buritis e na Pampulha. Abrir outras unidades foi uma forma de estar mais perto do público e fazer uma redistribuição de nossas entregas”, explicou Ana Carolina, que ainda pretende abrir uma loja na Pampulha.

Segundo ela, não foi fácil fazer a adaptação do negócio num primeiro momento, mas hoje a empresa está mais bem estruturada para as necessidades dos clientes. “A gente sofreu muito no início da pandemia até entender como de fato funciona a pronta-entrega. Houve alguns momentos de erros até acertar”, explica.

Quem também teve de investir numa readequação do negócio foi Thiago Leone, dono do antiquário Helô Franco Arte, localizado no centro da capital. A loja, especializada em móveis clássicos e diferenciados, seria aberta em abril de 2020, mas os planos tiveram de ser alterados, e a abertura para o público só pôde ser feita em 2021.

Para que o negócio pudesse atingir o público em um novo contexto social, foi preciso apostar no ambiente virtual. “O primeiro passo foi investir em um site mais completo, uma plataforma que fosse além da compra e venda. Fiquei resistente no início com ideia de venda pela internet, mas decidimos por desenvolver uma plataforma em que o cliente pudesse ter a experiência virtual, como se estivesse em nosso show room”, afirmou.

O novo site possui textos e vídeos que tratam das peças presentes na loja. Dessa forma, ele pôde ampliar o alcance do público interessado em design. “O público antes seria restrito a Belo Horizonte, mas agora não há mais barreiras físicas. E o mercado do design continuou crescendo, mesmo na pandemia. Estou muito otimista, vendo um bom horizonte, mesmo que no médio e longo prazo”, conclui.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/pandemia-mudou-habitos-de-consumo-e-forcou-adaptacao-de-empresas-1.2449046 )

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