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Pagamento de dívidas cresce 5% em Belo Horizonte

O número de pessoas que estão pagando suas dívidas subiu 5,02% em março deste ano, em relação a igual mês do ano passado, em Belo Horizonte. Nos últimos 12 meses, foi o crescimento mais significativo no índice de consumidores que conseguiram recuperar crédito, na base comparativa anual. Em fevereiro de 2017, no comparativo com igual mês do ano passado, houve uma pequena alta de 1,37%. No comparativo julho de 2016 com  julho de 2015, houve acréscimo de 0,88%. Nos demais meses de 2017 e de 2016 foram registradas quedas. As informações constam de levantamento feito junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e foram divulgadas ontem.

Segundo a economista, Ana Paula Bastos, esse alívio por parte do consumidor, que está conseguindo quitar mais dívidas, tem três causas principais. Uma delas é a liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “A entrada desse capital dá mais fôlego para as pessoas pagarem suas dívidas”, diz. O saque do dinheiro do FGTS começou em 10 de março.

Além disso, ela enumera o arrefecimento da inflação, que leva a um menor impacto do custo de vida na renda das famílias. E, por fim, a economista cita a queda de juros, que leva as dívidas a ficarem menores, incentivando as negociações.

Ana Paula Bastos reforça que a estabilidade da recuperação do crédito só virá com a redução da taxa de desemprego.

Na base de comparação mensal, o levantamento registrou o primeiro índice positivo do ano em Belo Horizonte. Em março de 2017, com relação ao mês anterior, a quantidade de pessoas que recuperaram crédito aumentou 0,52%. Em fevereiro, na comparação com janeiro, foi registrada queda de 4,67%. Já em janeiro, com relação a dezembro de 2016, houve redução de 0,12%.

De qualquer forma, a economista pondera que o resultado de março pode ser efeito do calendário, já que em fevereiro ocorre o Carnaval. “Março é um mês forte de comparação devido à maior quantidade de dias úteis. Isso contribui para um valor positivo no período”, explica.

Ainda de acordo com o levantamento, no acumulado do ano (janeiro a março de 2017 /janeiro a março de 2016) o índice de renegociação de dívidas apresentou retração de 0,6%.

Gênero e idade – As mulheres estão conseguindo pagar mais contas que os homens, segundo o estudo. Em março, as mulheres foram responsáveis por 56,36% dos cancelamentos de registros de inadimplência junto ao SPC . Entre os homens, o percentual ficou em 43,64%. De acordo com Ana Paula Bastos, essa característica se deve ao fato de as mulheres terem dívidas de valores mais baixos.

Quanto à faixa etária, a maioria dos consumidores que quitou os débitos tem entre 30 e 39 anos (25,39%). Os outros índices, de acordo com a idade, são: acima de 65 anos (12,54%); de 50 a 64 anos (23,29%); de 40 a 49 anos (23,43%); de 25 a 29 anos (8,89%); de 18 a 24 anos (6,40%).

De acordo com a economista, entre os idosos há mais dificuldade de pagar dívidas porque alguns vivem exclusivamente com o dinheiro da aposentadoria e sentem mais o impacto do custo de vida. Já os jovens estão acumulando menos dívidas porque demoram a entrar no mercado de trabalho e, como não têm renda, não consomem.

(fonte: Diário do Comércio)

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