pexels-photo-325876

‘Novo normal’ até nas compras de fim de ano deixadas para a última hora

O normal pode até ser novo. Mas a mania de deixar para comprar presente na última hora continua igual. A menos de dez dias do Natal, o comércio de Belo Horizonte começa a registrar forte aumento na demanda. A pandemia não conseguiu mudar esse hábito, só que trouxe outros, como as compras híbridas, que começam nas plataformas online e terminam na loja. “O cliente faz o pedido via WhatsApp, a gente separa para ele aqui na loja, marca um horário e ele vem só para pagar e pegar. Assim, gente finaliza a operação com uma agilidade bem maior”, conta o gerente da Polo Wear, Daniel Alvim.

O sistema funciona como uma espécie de drive thru, que tem sido adotado por vários shoppings, como estratégia para garantir as vendas, sem deixar de lado a segurança sanitária. “Esse momento está exigindo novos hábitos e mais flexibilidade. Por isso, a gente oferece diferentes modalidades como compra online diretamente com a loja, o drive thru que o consumidor recebe o produto sem sair do carro e, quem preferir presencial, o shopping está aberto, seguindo todos os protocolos de segurança”, conta a gerente de marketing do Del Rey, Isabela Moreira.

A estratégia tem refletido em vendas. “Comparar com o Natal do ano passado não dá, por questões óbvias. Mas, no último fim de semana, a Polo teve um aumento de 10% a 12% em relação ao anterior. E para esse próximo, esperamos um crescimento do fluxo de 20% a 25%”, estima o gerente Daniel Alvim.

Segundo a Isabela, o movimento dos dias 12 e 13 de dezembro trouxe otimismo. “Nós vimos bastante consumidor andando pelo shopping com sacolas e os lojistas contentes com o resultado de vendas. A previsão para este fim de semana que antecede o Natal é de que esse movimento seja ainda melhor”, afirma a gerente de marketing do Del Rey.

No Minas Shopping, as sacolas também foram termômetro. “O último fim de semana foi muito bom. Mesmo com todos os protocolos de segurança, que restringem a capacidade de circulação, foi possível ver muita gente com sacolas, ou seja, as pessoas têm costume de passear, mas estão vindo realmente para comprar”, afirma a gerente de marketing Ana Paula Alkimin.

A empresária Cláudia Cravez Coelho comemora o aquecimento das vendas e ressalta a importância da tecnologia para agilizar as compras e garantir ainda mais a segurança aos clientes. “Eu tenho uma franquia da Kings Sneakers, que vende marcas conhecidas. Os consumidores olham o Instagram, mandam mensagens e já chegam mais focados no que querem”, conta. Ela também tem uma loja Havaianas, onde criou um catálogo ver os catálogos pelo celular. “Basta acessar o QR Code para olhar as fotos e escolher. Não precisa nem pegar no produtos. A compra fica mais rápida e segura”, conta Cláudia.

Vendas devem movimentar R$ 3,5 bilhões em Minas

O movimento da reta final acende a esperança de o comércio recuperar pelo menos parte das perdas acumuladas com os meses de fechamento impostos pela pandemia. O crescimento da demanda nesses últimos dias fez a Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisar para cima a projeção para o Natal deste ano. Até o início de dezembro, a estimativa de crescimento para as vendas do Natal era de 2,2%. Agora, o setor espera um aumento de 3,4% em todo o país. Se confirmado, será o maior aumento desde o Natal de 2017.

No Brasil, a expectativa é de que o Natal movimente R$ 38,1 bilhões. Em Minas Gerais, a previsão do setor é de R$ 3,48 bilhões. “A expectativa para o Estado é um crescimento de 2,8% nas vendas em relação ao Natal de 2019”, afirma o economista chefe da CNC, Fábio Bentes. Em 2019, as vendas de Natal cresceram 3,9% em Minas Gerais.

Bentes ressalta que o avanço será maior nas vendas online. Segundo a Receita Federal do Brasil, o volume de vendas no varejo virtual avançou 45% no período de março a setembro deste ano, ante o mesmo período do ano passado. A CNC estima que essa tendência deve se manter. “A circulação de pessoas nas ruas ainda está muito abaixo do normal. Por isso, as vendas via varejo eletrônico devem crescer mais de 60% neste ano”, afirma.

Apesar do crescimento, o comércio online ainda tem uma participação pequena em todas as vendas do Brasil. “Ainda vai demorar um tempo para chegar a 10%”, estima Bentes.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/novo-normal-ate-nas-compras-de-fim-de-ano-deixadas-para-a-ultima-hora-1.2425351 )

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *