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Novembro é mês de liquidação

A versão brasileira da Black Friday – que acontece na última sexta deste mês –, já chega a ser a terceira data mais importante em vendas, só perdendo para Natal e Dia das Mães em alguns setores do comércio. É o caso da rede de calçados femininos Rafa’s, que tem seis lojas em Belo Horizonte. “O brasileiro já se acostumou com a data”, diz o gerente da empresa, Rafael César de Almeida.

Ele conta que a empresa já adota a estratégia há quatro anos. Nesta edição, espera vender, pelo menos, 10% mais que no ano passado. Os descontos, segundo Almeida, devem chegar a até 50%.

Com ofertas no mesmo patamar, o proprietário da loja de moda masculina L’Uomo, na Savassi, Alessandro Runcini, também espera conseguir vender, no mínimo, 10% mais durante a Black Friday. Além do apelo da data, o empresário ressalta que a melhora da economia deve ajudar. “Não dá para descer mais. O pior já passou”, analisa.

Para ele, a data vem ganhando importância, em especial nos último dois anos. “Ela já é aguardada pelo público. E, dependendo do tipo de varejo, chega a ser a terceira ou quarta mais relevante no ano”, observa.

Numa época em que vale tudo para vender mais, há lojas que estão adotando a Black Week, com uma semana de descontos, e até a versão de ofertas durante todo o mês, a chamada Black November. É o caso do site de viagens Hotel Urbano, que antecipou e expandiu a Black Friday, com descontos de até 40% durante todo o mês.

A mesma estratégia foi adotada pelas lojas da Damyller. A campanha foi chamada de Black Damyller e começou na sexta-feira (3). De acordo com a empresa, a promoção se estenderá nas lojas físicas e no e-commerce enquanto durarem os estoques.

A plataforma Shop2gether promete descontos progressivos semanais durante todo o mês de novembro: a White Friday. E para a Black Friday em si estão previstos descontos de até 80% para 250 mil itens.

Poucos dias. Para Runcini, que também é diretor do conselho da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Savassi, oferecer descontos durante uma semana ou durante todo o mês descaracteriza a Black Friday. “O ideal é que sejam no máximo 48 horas de descontos”, diz.

No Shopping Cidade, no hipercentro de Belo Horizonte, a campanha será de quatro dias – entre os dias 23 e 26 deste mês. Os descontos, segundo a gerente de marketing do centro de compras, Carolina Vaz, chegarão a 50%.

O mall adota a data há quatro anos. “Um dia só de descontos, como acontece nos Estados Unidos, aqui não é muito tradicional. Mas durante um mês todo, acredito que é pouco eficaz para as vendas, em especial das lojas físicas. O consumidor percebe de fato que é uma promoção quando sabe que tem poucos dias para comprar e que o produto corre o risco de acabar”, diz.

Gastos

Mais de R$ 1.000. Segundo pesquisa do comparador de preços Zoom sobre intenção de compra na Black Friday, 52% das pessoas pretendem gastar mais de R$ 1.000 em compras neste ano.

(fonte: O Tempo)

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