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Natal vai injetar R$ 3,06 bilhões na Capital

Com disposição para comprar uma quantidade maior de presentes que em 2016, os consumidores devem garantir resultados positivos para o comércio de Belo Horizonte no Natal de 2017. Após apresentar retração por dois anos seguidos, as vendas de final de ano na Capital devem crescer neste final de ano, segundo projeção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). De acordo com levantamentos da entidade, em 2015 as vendas natalinas recuaram 3,81%, enquanto em 2016 houve queda de 1,84%. Para este ano, o incremento deve ser de 1,42%, com injeção de R$ 3,06 bilhões no comércio da capital mineira. “Crescimento vem só depois da superação das perdas. Mas podemos falar em recuperação”, disse ontem o presidente da CDL-BH, Bruno Falci, durante a divulgação dos dados.

Essa projeção de aumento está amparada no crescimento da quantidade de presentes que cada pessoa pretende comprar. Este ano, o tíquete médio do presente caiu, passando para R$ 107,82, enquanto em 2016 foi de R$ 120,84. Por outro lado, a maioria dos entrevistados – 64,2% – disse que vai comprar até três presentes. No ano passado, a maior parcela afirmou que compraria 1,2 presente, ou seja, metade do que deve consumir este ano. “O tíquete médio é menor, mas os consumidores vão dar mais presentes, fazendo um volume geral maior”, disse Falci.

De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a grande maioria dos consumidores da capital – 78,2% – vai presentear alguém no Natal. Houve crescimento em relação ao ano passado, quando 75,8% dos entrevistados responderam que iriam comprar presentes.

Os que não vão comprar alegaram principalmente corte nos gastos (29,9%), falta de dinheiro (29,9%) e desemprego (23,4%). Segundo Falci, as motivações evidenciam que parte da população continua sofrendo os feitos da crise econômica.

Ainda segundo a pesquisa, a intenção de consumo varia de acordo com a classe social. Nas classes A/B, 88,2% responderam que vão presentear no Natal. Nas classes C/D, o índice é de 78,85%. Na classe E, 73,4% responderam positivamente.

Encabeçando a lista dos produtos mais escolhidos como presentes estão as roupas, opção citada por 43,5% dos consumidores. Em seguida estão brinquedos (22,8%); calçados (15,5%), cosméticos (6,8%), entre outros.

Local – O lugar preferido para realizar as compras de Natal são os shoppings, citados por 45,3% dos entrevistados. Em seguida estão as lojas de rua em centro comercial (30,8%) e shoppings populares (15,6%). A metade dos consumidores dará prioridade ao comércio perto de casa, enquanto 27,5% vão optar por lojas perto do trabalho. A internet foi citada por apenas 3,6% dos consumidores.

A pesquisa apontou que o consumidor está de olho nos preços, sendo que 62,5% responderam que pesquisam o valor dos presentes sempre ou quase sempre. E, na hora de classificar o que mais o atrai à loja, o fator mais citado é preço (29,1%). Em seguida está qualidade do produto (14,5%). “Em descompasso com o ano passado, a população está privilegiando preço em relação ao bom atendimento. Isso ocorre devido aos anos de economia travada”, diz Falci.

Na hora de pagar, o consumidor não quer saber de se endividar. A principal forma de pagamento citada é à vista, em dinheiro, opção de 36,2% dos ouvidos. Em seguida vêm parcelado no cartão de crédito (34,4%); cartão de débito (16,7%) e à vista no cartão de crédito (9,1%). Para Falci, o dado mostra que o consumidor não quer comprometer a renda, indicando maior educação financeira, inclusive devido aos anos de recessão.

(fonte: Diário do Comércio)

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