Micro e pequenas geram mais empregos

O desempenho das micro e pequenas empresas (MPEs) em geração de empregos, durante 2017, foi melhor que o de negócios de outros portes, segundo mostrou levantamento divulgado ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas). A pesquisa indicou que, de janeiro a dezembro do ano passado, as MPEs de Minas abriram 36.055 vagas (diferença entre 1.070.991 contratações e 1.034.936 demissões). Por outro lado, levando-se em conta o balanço total ? incluindo empresas de todos os portes ?, Minas terminou 2017 com abertura de 24.296 vagas (1,671 milhão de contratações e 1,647 milhão de demissões). As três cidades com melhor resultado na geração de emprego por micro e pequenas empresas foram Belo Horizonte, Betim (Região Metropolitana de BH) e Uberlândia (Triângulo Mineiro).

Analista de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Bárbara Alves Araújo de Castro atribui esse desempenho a dois fatores principais. Um deles é o fato de o setor de serviços ? onde as MPEs atuam fortemente ? ter apresentado um bom desempenho em geração de empregos em 2017. Segundo o Sebrae, o setor de serviços concentrou mais da metade (20.258) dos empregos gerados pelas MPEs mineiras. O outro fator é a característica própria das empresas de menor porte, que conseguem mais agilidade e flexibilidade para se adaptar às demandas do mercado.

Bárbara Alves ressalta ainda a recuperação do setor, já que, em 2016, o saldo de empregos das MPE ficou negativo em 36.747 vagas. ?O que observamos ao longo de 2017 é que o mercado de trabalho formal nos pequenos negócios teve desempenho melhor do que médios e grandes negócios, mostrando a importância dessas empresas na economia?, ponderou. ?Em tempos de crise, as MPEs foram o colchão amortecedor de desemprego, pegando parte de parcela de trabalhadores disponíveis?, completou.

De acordo com o levantamento do Sebrae Minas, os 10 municípios mineiros com maior saldo de empregos gerados pelas MPEs em 2017 foram Belo Horizonte, que abriu 6.029 vagas; Betim (1.620); Uberlândia (1.248); Patos de Minas, no Alto Paranaíba (934); Iturama, no Triângulo (866); Montes Claros, no Norte (788); Varginha, no Sul (773); Nova Lima, na RMBH (757); Paracatu, no Noroeste (750) e Alfenas, no Sul (693).

Vagas fechadas – Aqueles que tiveram desempenho negativo, com maior número de vagas fechadas em 2017, foram Serra do Salitre, no Alto Paranaíba (-433); Governador Valadares, no Vale do Rio Doce (-303); Muriaé, Zona da Mata (-292); Itabira, região Central (-291); Janaúba, Norte (-275); Coronel Fabriciano, Vale do Aço (-254); Juiz de Fora, Zona da Mata (-208); Astolfo Dutra, na Zona da Mata (-185); José Raydan (-158) e Ouro Branco, região Central (-156).

As regiões de maior destaque foram Central, com 13.234 vagas, e Sul, com 6.925 postos de trabalho. Em seguida vieram Triângulo e Alto Paranaíba (5.633); Centro-Oeste e Sudoeste (4.175); Noroeste (2.112); Zona da Mata e Vertentes (1.689) e Norte (1.167).

Os empregos mais gerados foram os de alimentador de linha de produção; faxineiro; atendente de lojas e mercados; repositor de mercadorias e servente de obras. Já as demissões ocorreram principalmente entre os pedreiros, gerentes administrativos, gerentes comerciais, supervisores administrativos e gerentes de lojas e supermercados.
A pesquisa do Sebrae considerou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

(fonte: Diário do Comércio)

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