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Lojistas da Grande BH estimam melhora nas vendas no 1º semestre

Empresários do comércio de materiais de construção estão otimistas em relação às vendas para o primeiro semestre de 2018. É o que aponta a pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), que mostra que 63,6% das empresas estimam vendas melhores na comparação com os últimos seis meses do ano passado.

O estudo ouviu empresários de Belo Horizonte, Betim, Confins, Contagem, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, São José da Lapa e Vespasiano e revelou ainda que 95,7% deles estão confiantes em uma evolução ou manutenção da saúde financeira de seus negócios neste período, superando o percentual da última avaliação, de 91,2%.

Na avaliação do economista da Fecomércio/MG, Guilherme Almeida, as expectativas são favoráveis devido ao comportamento recente dos indicadores macroeconômicos como a inflação, que fechou 2017 abaixo da meta, e a taxa de juros, principalmente com referência à Selic, reduzida ao menor patamar histórico. Segundo Almeida, as condições abrem brechas para a redução das taxas de juros praticadas ao consumidor final, barateando o crédito para o segmento, que depende de condições de financiamento e de compras a prazo.

“A oscilação de indicadores macroeconômicos influencia no volume demandando para o setor varejista. Especificamente para os materiais de construção, o peso da taxa de juros, ou seja, do crédito no mercado, é ainda mais importante. Portanto, esse otimismo é resultado de melhora dos indicadores desde o início de 2017”, afirma Almeida.

Desempenho 
– Apesar das perspectivas positivas, o estudo das entidades mostra que 32,4% tiveram desempenho pior durante o segundo semestre de 2017 frente ao primeiro. No comparativo com o mesmo período de 2016, houve queda no volume de vendas para 51,5% dos empresários. Para o economista, a projeção positiva apesar dos resultados aquém do esperado nos últimos semestres, é justificada porque o comportamento dos indicadores que balizam o consumo tem maior relevância na avaliação dos empresários.

“Se a tendência da taxa de juros é continuar caindo para o consumidor na ponta, se temos condições de crédito mais favoráveis nesse semestre, isso pode indicar a retomada da demanda familiar. Nesse sentido, ainda que pouco mais da metade dos empresários tenha apresentado resultados desfavoráveis nos últimos semestres, a expectativa é otimista justamente pelo peso da avaliação desses indicadores que vem se tornando cada vez mais positivos”, explica.

A possibilidade de investimentos e consequente retomada do varejo da construção também estão relacionadas com a projeção de expansão para o primeiro semestre deste ano. De acordo com Almeida, os resultados obtidos pelo levantamento são referências de como o segmento da região percebe o cenário e o indicador de expectativa traz uma visão de mercado para que o empresário compare a sua realidade com o contexto da média do mercado para se referenciar.

“Esse é um indicador antecedente que pode predizer possíveis investimentos. Os empresários esperam um cenário mais favorável e um faturamento superior nesse semestre, o que significa que eles enxergam maior possibilidade de vendas e, consequentemente, uma lucratividade maior. Então, as empresas que engavetaram investimentos durante os anos de crise por causa das condições adversas ao consumo, já pensam diferente”, analisa o economista.

(fonte: Diário do Comércio)

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