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Empresários mineiros querem prorrogação de acordos de suspensão de contrato

Depois do fim do programa de suspensão temporária de contratos de trabalho ou redução de jornada, criado pelo governo federal como medida econômica para enfrentamento da pandemia de Covid-19, empresários mineiros de diversos setores reivindicam a prorrogação dos acordos em caráter emergencial. De acordo com o vice-presidente do Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas), Cesar Albuquerque, a grande preocupação dos empresários é que a falta de auxílios cause o fechamento de empresas e demissões de trabalhadores.

“Precisamos de socorro do governo federal, estadual e dos municípios. Seja linha linhas de créditos, prorrogação de impostos ou a volta dos benefícios emergenciais para a preservação de Emprego e Renda. O próximo quinto dia útil está chegando e os empresários não tem como pagar, nem para demitir as empresas possuem caixa”, afirma ​o empresário, que junto da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Minas Gerais (ABIH-MG), da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) e da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (FHOREMG), criaram o movimento “Levanta Minas”.

Segundo as entidades, atualmente, devido a Onda Roxa, prorrogada até 11 de abril no Estado, 71% dos meios de hospedagem em Minas estão momentaneamente fechados. Somente nos primeiros três meses do ano, a estimativa é que 8 mil pessoas foram demitidas. No comércio, a projeção é que desde o início da pandemia 20 mil pessoas já perderam seus empregos e mais de 5 mil lojas foram fechadas.

​No último ano, para evitar uma onda de demissões em meio pandemia, o governo federal autorizou empresários a firmar acordos individuais com os empregados por um período máximo de 180 dias, e criou o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), com o pagamento de uma compensação aos trabalhadores com carteira assinada que aderiram ao programa e tiveram perda de renda.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que prorrogou, por três vezes, o pagamento das parcelas de abril a dezembro do IPTU/2020. Em nota, o município ressaltou ainda que elaborou um pacote de 26 medidas para a retomada econômica na capital beneficiando estabelecimentos comerciais, de serviços, feirantes, bancas de revistas e trabalhadores ambulantes de rua licenciados.

Ainda de acordo com a PBH, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) enviará nas próximas semanas um Projeto de Lei para a Câmara Municipal com novas medidas de amparo econômico aos comerciantes de Belo Horizonte.

Já o governo de Minas destacou que tem adotado diversas medidas de socorro às empresas, principalmente, aos micro e pequenos empreendedores. Entre as ações imediatas está a oferta de crédito para vários setores via Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), além da possibilidade de parcelamento de débitos junto à Cemig e à Copasa.

Outra iniciativa, segundo o executivo mineiro, é o adiamento de 90 dias para o recolhimento do Simples Nacional ao microempreendedor individual, micro e pequenas empresas mineiras.

Até a noite desta sexta-feira (2), o Ministério da Economia não havia se manifestado sobre a retomada dos benefícios emergenciais para a preservação de Emprego e Renda.

(fonte: O Tempo)

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