Cupons de desconto viram opção na crise

Cupons de desconto viraram opção para driblar a crise. O benefício pode ser obtido pelos consumidores por meio de aplicativos, talões ou códigos oferecidos em sites especializados nesse modelo de oferta. Atualmente, além dos sites de cupons de desconto, também existem empresas que ajudam o consumidor a pagar menos pelos produtos de interesse.

É o caso da Wave Cash, de Belo Horizonte. De acordo com o diretor da empresa, Daniel de Lima Gramigna, que criou o clube de desconto gastronômico impresso em 2013, o negócio não para de crescer. “Estamos indo para o quinto ano. Hoje, temos em torno de 12 mil clientes cadastrados em nossa base, porém não vendemos assinaturas, vendemos o produto semestralmente”, explica. Ele diz que, no ano passado, a empresa cresceu 30% em relação a 2016 – tanto no número de restaurantes interessados (mais de 40) quanto em novos clientes.

Para o ano que acaba de começar, Gramigna trabalha com a perspectiva de aumentar ainda mais o leque de restaurantes. “Estamos pensando migrar para um aplicativo, mas temos receio, pois o mineiro ainda gosta do tangível”, avalia o diretor do Wave Cash. Para a próxima edição dos talões, composto por 48 cupons, que são enviados aos clientes via correio, ele deseja aumentar ainda mais o número de parceiros, “selecionando-os ainda mais para termos os melhores conosco”, diz. O passaporte está na sua 10ª edição, e pode ser utilizado até o dia 30 de setembro.

Para comercializar os talões de desconto do Wave Cash, o empresário criou uma plataforma de e-commerce.” Mas, hoje, nosso foco é ter mais pontos de venda física do produto”, observa. Segundo ele, nesse modelo de negócio todos saem ganhando. No caso do Wave Cash, a pessoa adquire o talão por R$ 60 e aproveita os benefícios.

“Oferecemos descontos diversos, ou ‘compre um prato e ganhe outro’, ou porcentagem em bares e botecos, com descontos de até 50% nas porções. No Porcão, por exemplo, o usuário pode comprar um rodízio e o acompanhante ganhar o outro. Na 68 La Pizzaria, compra-se uma pizza e ganha outra de igual ou menor valor. No Xico da Carne, 50% de desconto na alcatra com mandioca”, exemplifica.

Todos ganham – Para se sustentar, as empresas costumam trabalhar com o modelo de marketing de afiliação, no qual eles obtêm um retorno sempre que o usuário realiza uma compra nas lojas parceiras. Já as empresas parceiras, que vendem os produtos com desconto, ganham com a maior visibilidade que o cupom traz e o consumidor poupa dinheiro.

De acordo com o administrador do passaporte de descontos O Check-in, Emmanuel Santos, o guia torna-se, além de uma forma de economia, um roteiro de lazer para o consumidor. “As pessoas estão sempre em busca de ótimas oportunidades e novas experiências. O propósito do passaporte é aliar esse desejo a um bom custo-benefício”, explica.

A ideia do passaporte é oferecer descontos de até 100%. Ou seja, o cliente compra um produto ou serviço e, ao utilizar o voucher, ganha outro de igual ou menor valor. Para Fernando Junior, proprietário do restaurante Porcão, o guia é uma forma de preencher os dias de menor movimento. “A ideia é movimentar a casa nos dias mais ociosos”, explica.

Segundo Santos, buscando abranger um público maior e mais heterogêneo, o guia O Check-in incluiu, entre seus 50 anunciantes, além da alta gastronomia, barzinhos, lazer e atividades físicas. “Os passaportes que já se encontram no mercado visam um público mais velho e elitizado. Quando idealizei este projeto, busquei ao máximo incluir os jovens neste universo. Agora eles, também, possuem em mãos um guia para curtir o final de semana”, diz.

(fonte: Diário do Comércio)

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