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Composição de preços ganha aliado

Mas não é apenas para controlar os dados internos que o código de barras é utilizado no varejo. Uma prática tradicional desse segmento é a pesquisa de preço da concorrência e, nesse campo, as barras de identificação do produto também têm se mostrado extremamente úteis. Tanto que há empresas especializadas nesse nicho. É o caso da Price Survey, startup com um ano e meio de operação e sede no Raja Valley, espaço de inovação que abriga várias startups na região Centro-Sul da Capital.

A empresa desenvolveu uma ferramenta para pesquisa e inteligência de preços, que funciona a partir da leitura de códigos de barras por smartphones. “Boa parte da composição de preços no varejo é influenciada pelo preço do concorrente. Para isso, eles fazem pesquisa nos concorrentes de sua região por meio de funcionários que vão com suas pranchetas e suas milhares de folhas para os pontos de venda fazer anotações”, relata o sócio, Eduardo Batista Oliveira Santos. De acordo com o empreendedor, o que a Price Survey faz é levar inovação para essa tarefa tão importante do varejo.

Com a solução da startup, o pesquisador precisa levar apenas um smartphone simples, que fará a leitura dos códigos de barra e registrar informações como preço, lote e validade. De acordo com Santos, o processo diminui o tempo de pesquisa de, em média, quatro horas para 40 minutos. Ele destaca que a ferramenta da Price Survey ainda traz um diferencial: além de gerar um relatório com todas as informações coletadas, ela tem uma inteligência embarcada que sugere as melhores práticas de preços para cada produto, respeitando o lucro do estabelecimento e gerando competitividade.

“Muitos varejistas fazem essas contas de cabeça, simplesmente adicionando ao custo a margem de lucro que gostariam de ter em cada produto. Mas definição de preço é muito mais que isso: depende de onde você está, da quantidade de concorrentes na região, da sazonalidade do produto, entre outros fatores que são considerados pela nossa ferramenta para a composição do preço”, defende. A Price Survey tem hoje 12 clientes dos setores de supermercados e atacarejos. A expectativa do empreendedor é chegar ao fim do ano com 60 empresas em sua carteira de clientes.

Tradição – Com 17 anos de experiência nesse segmento, o Mercado Mineiro também oferece solução de pesquisa de preços no varejo e, assim como a Price Survey, a empresa presta o serviço de forma personalizada para estabelecimentos. Mas, além disso, o Mercado Mineiro tem um aplicativo com acesso gratuito sobre pesquisa de preços de cerca de 1.000 produtos em 11 supermercados de Belo Horizonte e Contagem, na RMBH.

“Os pesquisadores vão para os pontos de venda com smartphones, que leem o código de barras dos produtos e enviam a informação para o banco de dados do Mercado Mineiro. A tecnologia ajuda não só na leitura do código, mas também porque nos permite saber, por meio da geolocalização, onde o pesquisador está e quanto tempo ficou em cada estabelecimento”, explica.

O empreendedor afirma que as pesquisas atualizadas constantemente pelo aplicativo da empresa ajudam os consumidores, que querem comprar mais barato, mas também os lojistas e até os fornecedores, já que a precificação é uma informação importante para a negociação de compra e venda. O aplicativo do Mercado Livre já teve mais de 50 mil instalações e o site recebe 380 mil visitas por mês.

(fonte: Diário do Comércio)

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