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Comércio de Minas comemora liberação do FGTS e vê crescimento no curto prazo

Entidades mineiras representativas do setor do comércio se manifestaram sobre a decisão de Jair Bolsonaro de liberar os saques nas contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A liberação ocorreu nesta quarta-feira (24/06), por meio de Medida Provisória, assinada pelo presidente. O governo anunciou que serão colocados em circulação R$ 42 bilhões – R$ 32 bilhões este ano e mais R$ 10 bilhões em 2020.

O objetivo é estimular o consumo e, com isso, impulsionar a produção da indústria e gerar empregos. Especialistas da área acreditam que a medida é positiva para o momento atual da economia brasileira, que se encontra bastante desaquecida. Advertem, no entanto, que no longo prazo serão necessárias novas medidas.

O presidente da ACMinas, Aguinaldo Diniz Filho, vê a atitude como um alento. “Isto certamente dará um alívio para o consumidor e para o varejo, uma vez que o consumo familiar está reprimido desde 2017”.

Para ele, a decisão é muito bem-vinda, mas não significa uma solução. “A solução definitiva só virá quando as grandes reformas foram implantadas. A reforma da Previdência Social já foi aprovada na Câmara e deverá ter igual desfecho no Senado. Em seguida, é preciso fazer a reforma tributária, cujas propostas já começaram a ser delineadas e estão caminhando bem”, ressaltou.

O economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, também afirma que essa medida promove um impacto de curto prazo. “Essa injeção representa 0,6% do PIB e é uma medida que chega em boa hora porque a economia está se recuperando de uma forma bastante lenta. Mas é preciso que o governo trabalhe em frentes mais estruturais, melhorando o ambiente de negócios e restabelecendo o investimento produtivo para garantir um aumento da empregabilidade e da renda”.

 Almeida ressalta a importância da liberação do recurso para a economia de Minas Gerais, que vive uma crise minerária e tem um cenário de inadimplência mais grave que o cenário nacional. Os últimos dados apontam que 31% das famílias endividadas estão inadimplentes. A média nacional é 23,6%.

Para a economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Ana Paula Bastos, a iniciativa vai dar um fôlego para a atividade econômica. “Isso funcionou bem para o comércio nos anos anteriores e, com certeza, vai ter um impacto positivo no comércio varejista de Belo Horizonte. Mas, isso não vai ser suficiente para recuperar as perdas do setor”, destacou.

(fonte: Interesse de Minas – https://interessedeminas.uai.com.br/2019/07/24/comercio-de-minas-comemora-liberacao-do-fgts-e-ve-crescimento-no-curto-prazo/ )

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