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Comércio de BH registra queda nas vendas

O primeiro semestre de 2017 não terminou com resultados positivos para o comércio da capital mineira. Segundo o termômetro de vendas divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), de janeiro a junho deste ano, no comparativo com igual período de 2016, o setor varejista amargou queda de 1,25% nas vendas. No ano passado, nessa mesma comparação (primeiro semestre 2016/primeiro semestre 2015), o decréscimo nas vendas foi de 1,56%.

Na passagem de maio para junho, as vendas decresceram 1,14%. Já nos últimos 12 meses, a redução foi de 1,28%. O único resultado positivo foi na base comparativa anual (junho 2016/junho 2017), que apresentou pequeno aumento de 0,11% nas vendas.

Vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar disse ontem que a perda de faturamento do setor varejista no semestre já era esperada devido ao que vinha sendo observado mês a mês. O resultado é atribuído principalmente à alta taxa de desemprego, que leva à redução de renda do trabalhador. “Não sobra dinheiro para o pessoal consumir”, resumiu.
Segundo Gaspar, a liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não foi suficiente para garantir resultados positivos porque muitos consumidores usaram a verba para pagar dívidas.

E, se por um lado a queda da inflação e dos juros animou os empresários, por outro, a crise política e a alta dos impostos acabaram adiando a tão esperada retomada econômica.
Para o segundo semestre, o setor varejista aguarda uma melhora nos resultados, amparado principalmente na expectativa de inflação e taxas de juros mais baixas. “Esses fatores podem levar a mais contratações e melhoria da renda, colocando freio no ciclo negativo”, diz Gaspar.

A melhoria de 0,11% nas vendas do comércio varejista da Capital no comparativo junho 2017/junho 2016 não é considerada significativa pela CDL-BH porque a base comparativa é fraca. Em 2016, o cenário econômico era mais adverso, com inflação e taxas de juros mais altas que as atuais.

Já a queda nas vendas no comparativo mensal era esperada. Segundo a CDL-BH, apesar de junho contar com a comemoração do Dia dos Namorados, o mês de maio é uma base forte de comparação devido ao Dia das Mães, considerada a segunda melhor data em vendas para o comércio varejista.

Ainda na base comparativa mensal, as vendas apresentaram as seguintes oscilações ao longo deste ano: janeiro 2017/dezembro 2016: -0,84%; fevereiro/janeiro: -0,32%; março/fevereiro: +0,05%; abril/março -1,57%; maio/abril: +0,59%.

Setores – Na passagem de maio para junho, o único setor que teve resultado positivo foi o de vestuário e calçados, com as vendas crescendo 0,31%. Os segmentos que apresentaram redução foram veículos e peças (-1,81%); móveis e eletrodomésticos (-1,42%); artigos diversos (-0,78%); supermercados (-0,7%); papelarias e livrarias (-0,27%); material elétrico e de construção (-0,21%) e drogarias e cosméticos (-0,09%).

Nos seis primeiros meses de 2017, no comparativo com igual período de 2016, apenas o setor de drogarias e cosméticos apresentou desempenho positivo, com alta de 2,65% nas vendas. Os demais segmentos apresentaram as seguintes quedas: artigos diversos, -2,48%; móveis e eletrodomésticos, -1,74%; supermercados, -1,45%; vestuário e calçados, -1,07%; material elétrico e construção, -0,74%; veículos e peças, -0,44% e papelarias e livrarias, -0,35%.

Savassi – Com intenso comércio, a Savassi, na região Centro-Sul da Capital, atravessou o primeiro semestre de 2017 com dificuldades e fechamento de lojas, segundo a presidente da Associação dos Lojistas da Savassi (Alsa), Maria Auxiliadora Teixeira de Souza. Ela disse que os comerciantes estão realizando muitas promoções e trabalhando com estoques pequenos na tentativa de equilibrar os negócios.  “Esse semestre foi bem fraco, com os lojistas investindo pouco. Com tantas crises, o consumidor fica retraído. Mas estamos esperando uma pequena melhora para o segundo semestre”, disse.

(Fonte: Diário do Comércio)

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