Confiança empresarial cai em agosto

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,1 ponto em agosto ante julho, para 93,9 pontos, informou nesta sexta-feira (30/8), a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,6 ponto, a segunda alta consecutiva.

“Após avançar no mês anterior, a confiança empresarial ficou estável em agosto, com movimentos em sentidos opostos de seus dois componentes. O Índice de Situação Atual continuou avançando e sinaliza sustentação da economia em terreno positivo neste terceiro trimestre. Já as expectativas recuaram, mostrando que as empresas ainda manifestam dúvidas quanto à continuidade, nos próximos meses, da fase de aceleração do nível de atividade econômica iniciada no segundo trimestre”, diz Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA-E) subiu 1,1 ponto, para 91,3 pontos.

Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 0,8 ponto, para 99,8 pontos, interrompendo uma sequência de quatro meses de avanços.

Entre os componentes do ICE, apenas a confiança no setor de serviços recuou em agosto, em 1,1 pontos. A confiança da Indústria subiu 0,8 ponto; a do comércio, 3,2 pontos; a da construção, 2,2 pontos.

“Em agosto o resultado foi bastante heterogêneo entre os setores. O comércio continua sendo o setor mais otimista, talvez em função da expectativa favorável com a liberação de recursos do FGTS a partir de setembro. Caminhando em sentido oposto no mês, o setor de Serviços adota uma postura mais cautelosa. A indústria se situa no meio dos dois, mas o grande destaque de agosto é a Construção. Embora a confiança deste setor ainda seja a mais baixa entre os quatro, vem avançando consistentemente há três meses, impulsionada pelo aumento do otimismo no segmento de edificações residenciais e comerciais”, diz Campelo Júnior.

A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.806 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 23 de agosto.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/confianca-empresarial-cai-em-agosto )

Workshop Sustentabilidade Sindical

WORKSHOP SUSTENTABILIDADE SINDICAL

Realizou-se, hoje, importante evento reunindo empresários, presidentes e executivos de Sindicatos do Estado de Minas Gerais, estes em torno de 23 entidades representativas da categoria do Comércio e Serviços de Minas Gerais.

O Workshop Sustentabilidade Sindical contou com a presença do ilustre Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema, além do Deputado Federal e empresário Hercílio Diniz.

Foram debatidas questões ligadas à economia do Estado, tributação, situação financeira, além dos temas que levaram à realização do evento, voltadas para estudos, análises e soluções na manutenção dos sindicatos notadamente do setor do comércio, para sua sustentabilidade no intuito de viabilizar o fortalecimento e a representatividade do segmento, nos seus reais interesses, junto aos órgãos públicos federais, estaduais e municipais.

O presidente do SINDILOJAS-BH Nadim Donato, presidindo o evento, destacou a importância na união dos sindicatos em defesa dos interesses de seus representados e de trabalharem mais diretamente com o Governo de Minas Gerais, subsidiando na tomada de decisões para o desenvolvimento econômico e social do Estado. #sindilojasbheregião

Transformação de pagamentos será similar a da telefonia

O varejo passa por um novo momento na gestão de pagamentos. Com o aumento da competitividade e da integração dos canais, as soluções oferecidas no checkout da loja pode fazer a diferença na decisão de compra.

No comércio, 40% do faturamento é obtido por meio de cartões e 39% das micro e pequenas empresas aceitam essa modalidade de pagamento. Além disso, 91% das empresas veem no uso do cartão de débito uma maneira de aumentar o tíquete médio das suas vendas, de acordo com a Mastercard.

Hoje, as transações via cartões de débito, crédito, comércio eletrônico, soluções P2P, entre outras, totalizam R$ 1,36 trilhão, em cerca de 13 bilhões de operações anuais.

Com o avanço das soluções digitais, novas opções substituírão parcelamentos com juros, crediários, boletos de papel e até mesmo o pagamento em dinheiro.

Em entrevista ao Diário do Comércio, Marco Bravo, vice-presidente da ACI Worldwide, que fornece pagamentos eletrônicos para mais de cinco mil organizações em todo o mundo, diz apostar em novos recursos e tecnologias de pagamentos para aumentar a competitividade dos negócios, melhorar a experiência do consumidor e ampliar as possibilidades de vendas.

Na prática, em que momento estamos quando falamos sobre pagamentos eletrônicos?

Diversas indústrias já passaram pelos movimentos de padrões abertos e globalização. O setor de telecomunicações passou por isto há décadas e a Internet foi resultado disto. O setor de energia passou por isto mais recentemente e hoje a energia solar da sua casa pode estar alimentando outra casa. Os exemplos mostram que padrões abertos geram valor para uma indústria e a indústria de pagamentos e seus usuários, todos nós, começarão a se beneficiar disto em breve.

A discussão de Open Banking em curso no Banco Central do Brasil e que já avançou na Europa é um grande impulsionador deste movimento e veremos seus efeitos ao longo dos próximos dois ou três anos. Um exemplo,  será a possibilidade de integrações de pagamentos entre as diversas carteiras digitais que hoje já estão presentes no mercado mas que ainda funcionam com baixo nível de interoperabilidade.

Qual deve ser o impacto do Open Banking no cenário de negócios?

Da mesma forma que outras indústria experimentaram, os padrões abertos trarão mais competitividade para o mercado financeiro brasileiro e global. Não é desprezível o efeito que a redução do custo de pagamentos pode trazer através da liberação de um volume financeiro significativo na economia. Outros países, como a Malásia, chegaram a calcular o efeito direto de injeção de recursos na economia e crescimento do PIB, somente reduzindo o custo de pagamentos no país.

Em princípio, pode parecer um impacto negativo para a indústria financeira, porém a história mostra que todas as indústrias cresceram através de abertura de seus padrões. Em pagamentos não será diferente e embora as receitas por transação serão achatadas, os benefícios para todos será sentido pelo aumento de volumes ao longo do tempo.

Como a experiência do cliente com o pagamento para fazer a diferença para o varejista?

Até algum tempo atrás, o varejista entendia pagamentos como um mal necessário. Algo complexo, que envolvia risco e que gerava pouco diferencial competitivo. Os exemplos de um novo cenário já estão em todo o lugar.  Quem vai pegar um táxi hoje em dia, confere primeiro se existe bateria no celular do que se existe dinheiro na carteira.  No futuro, os modelos de negócio serão ainda mais inovadores, em particular com o crescimento da Internet das Coisas a ser habilitada por tecnologias como o 5G. A relação do consumidor com o dinheiro vivo está em profunda transformação.

As novas formas de pagamentos eletrônicos permitem enxergar o pagamento como um evento de relacionamento com o seu cliente e muito pode ser extraído desta relação. Os imensos volumes de dados oriundos de pagamentos abrem uma imensa oportunidade para conhecer melhor seu cliente e abordá-lo em situações cada vez mais específicas para seu interesse. A tradicional transação financeira de cartão física traz praticamente somente o valor na sua mensagem.   No e-commerce uma transação de pagamento traz, além do valor, toda a descrição do que está sendo comprado. Ainda que as informações de privacidade do consumidor estejam sendo preservadas, os modelos de comportamento de compra em um determinado varejista podem ser analisados cada vez com maior nível de profundidade.

O que tem sido pensado para o sistema de pagamentos para pequenos e médios comerciantes – no sentido de tornar os processos mais simples?

Toda a complexidade do sistema de pagamentos global é oriunda basicamente do imenso volume de transações que existe com uma multiplicidade de atores pagadores e recebedores. Para suportar todas as relações comerciais possíveis em bilhões de transações por  segundo, uma série de agentes apareceram na cadeia de pagamentos ao longo de décadas, pois a tecnologia não era capaz de  processar os volumes envolvidos de forma simples. A capacidade tecnológica global além da existência ampla de terminais móveis celulares começa a habilitar esta simplificação. Hoje, qualquer celular já pode ser encarado como um possível terminal financeiro para receber ou efetuar um pagamento.

O varejista pode receber o valor diretamente em sua conta sem processos complexos de compensação e liquidação que eram absolutamente necessários no passado e que levavam dias para acontecer. O mais interessante é que tudo isto fica ainda mais evidente para varejistas de pequeno porte, que hoje já podem abrir uma conta digital instantaneamente e se livrar dos riscos da manipulação do caixa. Os custos ainda são elevados, principalmente para negócios de pequena margem, mas os aumentos de volume e a competição estão beneficiando uma enorme massa de varejistas.

Isso funciona até mesmo para varejistas com foco na classe C, D e E?

Com toda certeza, embora existam aspectos culturais a serem superados. Hoje ainda existe uma parcela significativa da população que não possui conta em banco pois os serviços financeiros podem ter um custo alto para estes usuários. Para a grande maioria destas classes, eles continuam fazendo transações em dinheiro.  Muitas vezes até recebem no banco, mas sacam o valor total e passam o mês fazendo transações em espécie. Por outro lado, grande parte deste público possui relacionamentos fortes com grandes varejistas focados nas classes C, D e E. Estes varejistas possuem agora acesso à tecnologia para oferecer uma conta digital para o seu cliente financiada somente pelo giro dos depósitos nesta conta, sem maiores custos.

Evidentemente, os custos destas contas são muito menores devido aos baixos custos de conformidade ainda exigido pela regulação para os volumes de transações envolvidos em comparação com os bancos. Esta distância tende a se reduzir e incentivar a aproximação destas classes da diversidade de serviços bancários e com isto ampliar as oportunidades para elas e o consequente incentivo ao consumo,  que é uma das molas da economia de um país de centenas de milhões de habitantes.

Como os consumidores têm reagido a essas novas experiências de pagamentos?  

Talvez a melhor palavra seja ”confusos”. Neste momento, estamos passando por uma explosão de carteiras e serviços financeiros digitais. Em cada grande e-commerce onde se faz um checkout você recebe uma oportunidade para uma nova carteira digital. A pergunta que fica é: quantos aplicativos eu preciso ter? Eu consigo gerenciar meu dinheiro neste monte de aplicativos para tirar vantagem de tudo o que me oferecem?

Evidentemente que é um estágio de maturação da indústria onde todo mundo está investindo e nem todos sobreviverão. Cada um quer que seu método de pagamento seja vencedor sozinho. Novamente, o que passou em outras indústrias vai passar aqui também. Nem todos os métodos sobreviverão e os vencedores serão os que  conseguirem atrair mais clientes ao se integrarem com todos os outros e se diferenciarem em um nicho específico.

Como podemos avançar tanto se ainda há pessoas sem acesso bancário e a outros processos digitais?

É verdade que muitos ainda não possuem acesso bancário e, como já falamos, muitos dos que tem conta em banco não usam a conta – apenas sacam todo o dinheiro e não podem ser considerados bancarizados. Entretanto, hoje existem quase tantos celulares no mundo quanto pessoas. No Brasil, na Rússia, na Itália,  na Alemanha, na Hungria e muitos outros países existem mais celulares que pessoas. Então, a questão não é acesso à tecnologia.  A questão é cultural e custo.

A relação do varejo como consumidor será o maior habilitador deste movimento, pois o varejo conhece o consumidor melhor que ninguém. Qualquer pessoa no mundo é um consumidor e o maior educador nos novos métodos de pagamento será o varejista. Por outro lado, muito se falou que isto poderia significar o fim das instituições financeira, o que é evidentemente algo que não irá acontecer de forma nenhuma, pois além delas possuírem um papel fundamental na gestão do risco do sistema financeiro, elas estão cada vez mais cientes de seu novo papel como auxiliar do varejo na inovação.

O movimento dos bancos com as fintechs é um exemplo claro disso. Muitos bancos têm se juntado a fintechs para ofertar através de dispositivos móveis novos produtos e serviços àqueles que não teriam acesso ao banco de outra forma. Em resumo, o futuro é entusiasmante para uma indústria por onde passa cada centavo que troca de mãos entre pessoas físicas ou jurídicas. A indústria de pagamentos como um todo, sejam os players oriundos do mundo financeiro ou os novos entrantes vindos dos varejos e das fintechs já se conscientizaram que o horizonte é enorme, mas cabe a cada um ser ágil e identificar seu papel rapidamente neste novo cenário.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/tecnologia/transformacao-de-pagamentos-sera-similar-a-da-telefonia )

Condições para o trabalho no feriado de 7 de Setembro de 2019

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte e Região informa que o comércio lojista poderá convocar seus empregados para trabalhar no feriado de 7 de setembro (Independência do Brasil), nas cidades de Belo Horizonte, Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão Das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano, mediante celebração de Termo Específico em conjunto com o SINDILOJAS/BH e o SEC/BH, disponível nos sites www.sindilojasbh.com.br, e www.secbhrm.org.br.

O trabalho somente será permitido para as empresas do comércio que celebrarem o Termo Específico e estiverem com sua Taxa de Convenção 2019 e Contribuição Assistencial, devidamente quitadas perante o SINDILOJAS/BH nos últimos 02 (dois) anos.

Nesse feriado, a jornada de trabalho no comércio lojista será de 08 (oito) horas, com no mínimo 01 (uma) hora de intervalo para descanso e alimentação. O horário de funcionamento do comércio lojista em Shopping Center será de 10:00 às 22:00 horas.

Os estabelecimentos comerciais, como forma de compensação dos dias de feriados trabalhados, deverão conceder para cada empregado que trabalhar nestes dias, 01 (uma) folga, a serem concedidas no prazo de até 60 (sessenta) dias após o respectivo mês do feriado trabalhado. A folga não poderá ser concedida em dia feriado, nem coincidir com dias destinados ao repouso semanal remunerado.

A multa por trabalho em feriado sem observância das condições previstas na Convenção Coletiva e no Termo Específico pode chegar a R$ 4.025,33, sendo dobrada em caso de reincidência e a oposição à fiscalização, aplicada pelos órgãos competentes em caso de fiscalização, além de multa de R$289,00 por empregado do estabelecimento, sem prejuízos de medidas judiciais cabíveis.

O que muda na MP da Liberdade Econômica, após passar pelo Senado

Aprovada nesta semana pelo Senado, a Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica pretende, segundo o governo, diminuir a burocracia e facilitar a abertura de empresas, principalmente de micro e pequeno porte.

Na votação, os senadores retiraram do texto três artigos que alteravam o trabalho aos domingos. O texto aprovado pela Câmara autorizava que a folga semanal de 24 horas do trabalhador fosse em outros dias da semana, desde que o empregado folgasse um em cada quatro domingos.

Os senadores entenderam que o trabalho aos domingos era estranho ao texto original e poderia gerar questionamentos na Justiça por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe emendas distintas da MP original. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), comprometeu-se e encaminhar projeto de lei sobre o tema.

Outro ponto que provocou questionamentos foi uma brecha que, para alguns senadores, autorizariam o desmatamento automático caso órgãos do meio ambiente atrasassem a emissão de licenças ambientais. Para permitir a aprovação da MP, o governo fez um acordo e prometeu editar um decreto para deixar claro que a dispensa de licenças para atividades de baixo risco não valerá para questões ambientais.

Entre as principais mudanças, a proposta flexibiliza regras trabalhistas e elimina alvarás para atividades de baixo risco. O texto também separa o patrimônio dos sócios de empresas das dívidas de uma pessoa jurídica e proíbe que bens de empresas de um mesmo grupo sejam usados para quitar débitos de uma empresa.

ENTENDA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

Registro de ponto

– Registro dos horários de entrada e saída do trabalho passa a ser obrigatório somente para empresas com mais de 20 funcionários, contra mínimo de 10 empregados atualmente.

– Trabalho fora do estabelecimento deverá ser registrado.

– Permissão de registro de ponto por exceção, por meio do qual o trabalhador anota apenas os horários que não coincidam com os regulares. Prática deverá ser autorizada por meio de acordo individual ou coletivo.

Alvará e licenças

– Atividades de baixo risco, como a maioria dos pequenos comércios, não exigirão mais alvará de funcionamento.

– O Poder Executivo definirá atividades de baixo risco na ausência de regras estaduais, distritais ou municipais.

– Governo federal comprometeu-se a editar decreto para esclarecer que dispensa de licenças para atividades de baixo risco não abrangerá questões ambientais.

Fim do e-Social

– O Sistema de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (e-Social), que unifica o envio de dados de trabalhadores e de empregadores, será substituído por um sistema mais simples, de informações digitais de obrigações previdenciárias e trabalhistas.

Carteira de trabalho eletrônica

– Emissão de novas carteiras de Trabalho pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia ocorrerá “preferencialmente” em meio eletrônico, com o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como identificação única do empregado. As carteiras continuarão a ser impressas em papel, apenas em caráter excepcional.

– A partir da admissão do trabalhador, os empregadores terão cinco dias úteis para fazer as anotações na Carteira de Trabalho. Após o registro dos dados, o trabalhador tem até 48 horas para ter acesso às informações inseridas.

Documentos públicos digitais

– Documentos públicos digitalizados terão o mesmo valor jurídico e probatório do documento original.

Abuso regulatório

A MP cria a figura do abuso regulatório, para impedir que o Poder Público edite regras que afetem a “exploração da atividade econômica” ou prejudiquem a concorrência. Entre as situações que configurem a prática estão:

– Criação de reservas de mercado para favorecer um grupo econômico.

– Criação de barreiras à entrada de competidores nacionais ou estrangeiros em um mercado.

– Exigência de especificações técnicas desnecessárias para determinada atividade.

– Criação de demanda artificial ou forçada de produtos e serviços, inclusive “cartórios, registros ou cadastros”.

– Barreiras à livre formação de sociedades empresariais ou de atividades não proibidas por lei federal.

Desconsideração da personalidade jurídica

– Proibição de cobrança de bens de outra empresa do mesmo grupo econômico para saldar dívidas de uma empresa.

– Patrimônio de sócios, associados, instituidores ou administradores de uma empresa será separado do patrimônio da empresa em caso de falência ou execução de dívidas.

– Somente em casos de intenção clara de fraude, sócios poderão ter patrimônio pessoal usado para indenizações.

Negócios jurídicos

– Partes de um negócio poderão definir livremente a interpretação de acordo entre eles, mesmo que diferentes das regras previstas em lei.

Súmulas tributárias

-Comitê do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal (Carf) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) terá poder para editar súmulas para vincular os atos normativos dos dois órgãos.

Fundos de investimento

-MP define regras para o registro, a elaboração de regulamentos e os pedidos de insolvência de fundos de investimentos.

Extinção do Fundo Soberano

– Fim do Fundo Soberano, antiga poupança formada com parte do superávit primário de 2008, que está zerado desde maio de 2018.

PONTOS RETIRADOS DA MP NO SENADO

Trabalho aos domingos

– A MP abria espaço para que a folga semanal de 24 horas do trabalhador fosse em outros dias da semana, desde que o empregado folgasse um em cada quatro domingos.

– Pagamento em dobro (adicional de 100%) do tempo trabalhado no domingo ou no feriado poderia ser dispensado caso a folga seja determinada para outro dia da semana.

– Se folga não ocorresse, empregado continuaria a ter direito ao adicional de 100% pelo domingo ou feriado trabalhado.

PONTOS RETIRADOS DA MP NA CÂMARA 

Trabalho aos domingos

– Texto aprovado na comissão especial da Câmara garantia folga obrigatória em apenas um domingo a cada sete semanas.

Fins de semana e feriados

– Autorização para trabalho aos sábados, domingos e feriados em caso de necessidade do agronegócio
Direito Civil.

– MP permitiria que contratos de trabalho acima de 30 salários mínimos fossem regidos pelo Direito Civil em vez da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Apenas direitos trabalhistas assegurados pela Constituição seriam mantidos.

Caminhoneiros

– MP criaria o Documento Eletrônico de Transporte, que funcionaria como contrato único para cada transporte de bens no território nacional.

– Anistia a multas por descumprimento da tabela do frete.

Motoboys

– MP acabaria com adicional de periculosidade de 30% para motoboys, mototaxistas e demais trabalhadores sobre duas rodas.

Fiscalização e multas

– Fiscais do trabalho aplicariam multas apenas após a segunda autuação. A primeira visita seria educativa.

– Decisões trabalhistas seriam definitivas em primeira instância, se prazos de recursos fossem esgotados.

– Termo de compromisso lavrado por autoridade trabalhista teria precedência sobre termo ajuste de conduta firmado com o Ministério Público.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/leis-e-tributos/o-que-muda-na-mp-da-liberdade-economica-apos-passar-pelo-senado )

Fluxo de caixa para empreendedores

O gerenciamento financeiro de um negócio requer planejamento e organização. Isto facilita o controle das contas e permite que elas sejam mantidas sob controle do empresário. Uma das melhores ferramentas para alcançar este objetivo é o fluxo de caixa.

O fluxo é essencial aos negócios, pois permite estruturar as entradas e saídas de recursos da empresa. Além disso, ele fornece dados estratégicos para o empreendedor tomar as melhores decisões para o seu negócio. Logo, aprender a usar o fluxo de caixa é primordial. Confira esse conteúdo e saiba como utilizá-lo.

O que é o fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta de gerenciamento financeiro da empresa. Por isso, ele é usado para organizar e controlar as entradas e saídas de dinheiro do negócio. Portanto, ele facilita o controle do funcionamento dos negócios.

As entradas representam os resultados da comercialização dos produtos ou serviços. Ou seja, a venda de bens e ativos da empresa e recebimentos de dívidas. Por outro lado, as saídas representam o que o empreendedor precisa gastar na operação do negócio. Por exemplo, podemos citar a compra de matérias-primas; o pagamento de funcionários e fornecedores; o aluguel de imóvel, dentre outros.

Para que o fluxo de caixa possa fornecer informações válidas, é necessário registrar todos os ganhos e gastos detalhadamente. Para isso, é preciso que o empreendedor tenha disciplina e atenção aos detalhes, para não deixar passar nada. Portanto, é notável a importância que o fluxo de caixa tem para os negócios. Mas, quais seriam as vantagens que ele oferece?

Vantagens do fluxo de caixa

Como se trata de uma ferramenta que mapeia as movimentações financeiras, o fluxo de caixa ajuda a perceber as origens e destinos do dinheiro que circula no seu negócio. Então, ele tem a grande vantagem de permitir a identificação de desperdícios e gargalos financeiros. Portanto, o fluxo de caixa facilita a tomada de decisão sobre o negócio. Além disso, ele também permite a análise do desempenho do negócio em intervalos de tempo específicos, dentre outros pontos como os que seguem:

Controle de gastos e investimentos

Com base nos registros, o empreendedor pode extrair informações valiosas. Por exemplo, verificar se todas as despesas são justificadas ou se os custos com matérias-primas estão acima do planejado, indicando a necessidade de rever as negociações com fornecedores.

Monitoramento de recebimentos

O registro das entradas possibilita identificar as principais fontes de recursos, como vendas, recebimento de juros, etc. Desse modo, é possível analisar se o volume recebido é suficiente para manter o negócio e fazê-lo crescer. Em caso negativo, é possível tomar decisões importantes, como aumentar os preços dos produtos ou diversificar a produção.

Verificação e monitoramento de saldos

O fluxo de caixa permite a verificação e o monitoramento periódico dos saldos. Portanto, ele evita que a empresa fique descapitalizada e, consequentemente, não consiga quitar suas obrigações. Com essa análise, é possível adotar medidas rápidas para positivar o caixa e as contas bancárias, em uma eventual situação de falta de capital de giro.

Planejamento financeiro

Por meio da análise do histórico dos fluxos de caixas passados, é possível realizar algumas projeções. Eventualmente, elas ajudam a empresa a se planejar financeiramente. Assim, o empreendedor pode fazer uma previsão de receita e de saída para determinado mês. Portanto, ele pode antecipar potenciais impactos causados por sazonalidades e crises econômicas, entre outros problemas.

Suporte na tomada de decisão

O empreendedor pode usar o conhecimento extraído da análise dos dados retirados do fluxo de caixa para embasar suas decisões. Assim, ele pode aprimorar o planejamento financeiro e estratégico da empresa em curto, médio e longo prazo.

Como fazer fluxo de caixa

Um fluxo de caixa eficaz deve abranger não apenas as movimentações financeiras de entrada e saída de valores. Igualmente, ele deve conter o orçamento disponível — incluindo investimentos recebidos ou empréstimos adquiridos — e o plano de negócios da sua empresa. Mas, não basta estar atento a estes pontos, é preciso ações como:

Criar um inventário financeiro

O inventário financeiro consiste no levantamento de custos fixos e variáveis. Assim como em receitas em caixa e a receber — incluindo recebimentos únicos e parcelados —, investimentos e expansões previstas para o período de controle e análise.

Para facilitar a criação dele, você pode organizar estes dados por categorias. Por exemplo, operacionais, para questões do dia a dia, e de investimento, para assuntos relacionados a inovação e expansão.

Detalhar dados reais

Ferramentas que auxiliam a gestão, como o fluxo de caixa, só funcionam se forem alimentadas com dados reais. Daí a necessidade de registrar cada nova movimentação de entrada e saída, por menor que seja.

Para facilitar os registros dos dados da empresa, boas práticas de processos diários ajudam na disciplina dos profissionais responsáveis pela operação das movimentações financeiras.

Analisar relatórios

O acompanhamento das informações é imprescindível para criar um ciclo virtuoso de melhorias do negócio. Por isso, é preciso definir com que frequência será feito o acompanhamento dos relatórios de gestão. Eventualmente, só assim será possível usar a análise dos dados do fluxo de caixa para otimizar processos e tomar decisões inteligentes.

A análise pode ser feita semanal, quinzenal ou mensalmente, dependendo da necessidade da sua empresa. Contanto que exista frequência, isso permitirá verificar novas possibilidades para o negócio. Isso inclui: investimento; contratações; aumento de salários e até mesmo a definição de novas estratégias de venda. Por exemplo, promoções de queima de estoque sem giro.

Meu Negócio em Dia

Com o desenvolvimento crescente de ferramentas digitais e online, existem  sistemas e aplicativos, que podem ajudar a manter o fluxo de caixa sob controle.

O uso dessas soluções tecnológicas aumenta a eficácia dos lançamentos e melhora a confiabilidade dos dados. Além disso, permite que os empreendedores direcionem a atenção para processos estratégicos e de maior valor agregado para o negócio. Portanto, eles deixam de investir tempo com registros manuais, repetitivos e cansativos.

Um ótimo exemplo é o aplicativo Meu Negócio em Dia. Desenvolvido em parceria entre o Sebrae Minas e a Febraban, o aplicativo gratuito de gestão e educação financeira, tem como objetivo ajudar na educação financeira de empreendedores e empresários, assim como facilitar a gestão das finanças de seus negócios.

Com ele, você será pode organizar as finanças de sua empresa. Além disso, ele permite avaliar as principais receitas e despesas de seu negócio; analisar a viabilidade do seu empreendimento, e ainda ter acesso a informações que contribuirão para uma melhor tomada de decisão.

Ferramentas adicionais

O Meu Negócio em Dia conta com diversas funcionalidades, entre elas duas são destaques para você melhorar o dia a dia de sua empresa:

  1. Calculadora do Empresário –  nele você pode comparar os custos dos principais produtos e serviços financeiros para pessoas jurídicas disponíveis no mercado;
  2. Simulador de sonhos – permite saber se o seu plano para o crescimento da empresa ou qualquer outro investimento é compatível com o prazo que estipulou e os seus objetivos.

Agora você já sabe a importância de manter um bom fluxo de caixa na sua empresa e como ele contribui para a saúde financeira do seu negócio.

(fonte: Sebrae – http://sebraemgcomvoce.com.br/fluxo-de-caixa-para-empreendedores/?fbclid=IwAR3JoN7HngqSvXk8CGV0BuMT3z9nlp660mVcXFMejXwfbMZ7yOSQYThJyQE )

As cartas estão na mesa no jogo do varejo do futuro

Rappi, Uber Eats e James Delivery são apenas alguns dos entrantes e ficam no corner dos aplicativos de delivery com a intenção de ampliar seu relacionamento, incorporando, além da entrega em si, porque não, meios de pagamento, relacionamento, milhagem e, quem sabe, a própria cozinha.

Já estavam no jogo Rede, Cielo, Stone, PagSeguro, SafraPay, Getnet e outros mais no outro canto do corner. Aquele que reúne as credenciadoras de cartão que sabem que o jogo vai mudar. E muito. Vamos incluir nesse grupo os chineses como Alibaba, por meio do Ant Financial, seu braço financeiro, buscando espaço apoiado em sua forte presença no mercado chinês e nas vendas via e-commerce que já fazem no Brasil.

Tem ainda o corner que reúne os que vêm do mundo da tecnologia, com Linx, Totvs, Merci e outros mais, que sonham integrar suas plataformas com os sistemas de pagamentos móveis e tudo mais que possa ser incorporado, apoiados em sua presença no mercado e sua visão digital. Para facilitar vamos incluir nesse grupo também Apple Pay e Samsung Pay.

O corner final reúne os varejistas, com Magazine Luiza, Casas Bahia, Lojas Americanas, Pão de Açúcar e outros que sabem que o último trem do protagonismo nesse novo jogo está prestes a partir.

Todos sonham poder se posicionar de forma similar ao que ocorre na China, onde perto de 80% das vendas são pagas com celular e apenas dois players, Alipay e WeChat Pay, processam 94% de todas as transações, criando uma realidade estratégica que permite a expansão quase ilimitada de negócios aportando como ativo o conhecimento, relacionamento, promoção e capacidade preditiva de comportamento dos consumidores pelo monitoramento – em tempo real -, do que acontece no mercado.

Os consumidores não terão em seus celulares mais do que duas ou, no máximo, três plataformas de pagamentos, pois tenderão a concentrar seu relacionamento em poucas delas para potencializar os benefícios que serão oferecidos. Como os descontos e cash back já hoje disponíveis. O mais provável é que a esmagadora maioria concentre tudo em apenas uma plataforma única.

Essa vantagem competitiva é de tal magnitude que o fee transacional na China, o conhecido MDR (Merchant Discount Rate), é quase irrelevante. Coisa difícil de aceitar para quem vive no mundo financeiro. Especialmente no Brasil.

Diferente do que acontece nas vendas com cartão de crédito, que por aqui são taxadas em percentuais que podem chegar próximo a 5%, dependendo do porte do varejista ou prestador de serviço, ou perto de 2% no débito. E ainda até pouco tinha o tempo de reembolso que podia chegar a 30 dias e o que a competição recente fez baixar.

As previsões sobre o futuro próximo variam de acordo com a fonte de análise.

Os que analisam com a ótica do setor financeiro acreditam que ainda vai demorar muito tempo para que essa realidade, ou algo próximo dela, possa ocorrer, pois mudança de hábito não acontece de uma hora para outra.

Os varejistas percebem que, ou criam suas plataformas e as tornam relevantes rapidamente, ou continuarão a pagar a conta, como sempre fizeram com o SPC, cartões de crédito e débito, e farão no Cadastro Positivo, pela prestação dos serviços financeiros.

As empresas de tecnologia querem conquistar a extensão de seus serviços, se possível incorporando um novo negócio envolvendo o conhecimento profundo do consumidor e estão se preparando para o novo cenário, aconteça quando acontecer.

O fato definitivo é que, mesmo considerando que nada em qualquer outra região possa ser equiparado à particular realidade chinesa, estamos prestes a viver um novo cenário onde a liderança da transformação estará sob controle de novos players, isoladamente, ou combinados entre si.

A favor da iminência da nova realidade pode-se destacar o jovem perfil dos omniconsumidores brasileiros e sua particular rapidez na adesão às inovações digitais e o fato de que a tecnologia não é, definitivamente, barreira de entrada. Ao contrário, pelo menos umas dez soluções estão disponíveis em busca de incorporação e disseminação.

De fato não se pode definir se o novo cenário com predominância do uso do celular para pagamento de produtos e serviços, com certificação por reconhecimento facial em alguns casos, acontecerá em três, cinco ou dez anos, mas o que se sabe com certeza é que será mais breve do que se possa imaginar.

E, mais importante, sua incorporação irá gerar uma profunda transformação na estrutura de mercado, redefinindo papéis, responsabilidades, lideranças, modelos de remuneração e estrutura de custos.

No preocupante conjunto de elementos em transformação, ao menos alguns pontos positivos: os consumidores terão mais alternativas, mais facilidade, mais rapidez, menores custos e menos atrito em todo o processo.

Definitivamente as pedras estão na mesa no futuro jogo do varejo do futuro.

(fonte: Mercado e Consumo: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/08/19/as-cartas-estao-na-mesa-no-jogo-do-varejo-do-futuro/ )

Vendas do comércio para o Dia dos Pais crescem 1,2%

As vendas do comércio para o dia dos pais cresceram 1,2% em 2019 quando comparadas a 2018, de acordo com os dados da Boa Vista.

O pequeno crescimento nas vendas nesta data ocorre após o significativo crescimento de 2,8% em 2018, mostrando a tendência do ritmo de crescimento do comércio varejista nos últimos meses.

A redução da confiança dos consumidores e o mercado de trabalho ainda em recuperação têm inibido um aumento mais vigoroso do comércio em 2019, tendência que devemos observar também nas próximas datas comemorativas do ano.

EXPECTATIVA

A projeçaõ da Boa Vista era de crescimento menor nas vendas do Dia dos Pais neste ano, em comparação com o feriado do ano passado.

A área de Indicadores e Estudos Econômicos da instituição previa uma expansão de, no máximo, 1,5% na comparação com 2018.

A projeção era baseada nas consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista, o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) e na Pesquisa Hábitos de Consumo para o Dia dos Pais 2019, também da Boa Vista, que mostra estabilidade da intenção de compras e queda do valor médio do presente em termos reais na comparação com 2018.

(Fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/vendas-do-comercio-para-o-dia-dos-pais-crescem-1-2 )

Para sobreviver, papelarias ganham nova roupagem

O “volta às aulas” já foi o Natal do setor de papelarias, um dos ramos mais tradicionais do comércio. Há cerca de duas décadas, o período representava 80% do faturamento desses comerciantes, sendo que 50% do valor das vendas era equivalente aos livros didáticos. Hoje, esse montante caiu para 45% e 25% respectivamente, e por alguns motivos bem simples.

O primeiro é alta concorrência do setor, disputado por cerca de 74 mil estabelecimentos no país, -e que também enfrenta competição acirrada com supermercados, farmácias, escolas e até com os próprios fabricantes.

O segundo é a transformação digital e a integração de canais de venda. E por último, o principal: o bom e velho consumidor, cada vez mais exigente, conectado e em busca de conveniência e novas experiências de compra.

Para atender ao consumidor de hoje, é preciso ir apostar em um mix diferenciado de produtos, investir em visual merchandising e até criar estratégias digitais próprias – que incluem a parceria com blogueiros e influencers – para que a papelaria se torne muito mais do que um mero espaço de comercialização.

Essa é a proposta da 33ª edição da Escolar Office Brasil, cujo mote é “O mundo das experiências e soluções”, que começa no próximo domingo (4/08) e se estende até quarta-feira 7 na Expo Center Norte, na capital paulista.

Como principal novidade, para mostrar, na prática, como adotar técnicas simples e eficazes para transformar as lojas num ambiente charmoso, atrativo e, claro, lucrativo, a feira apresentará a “Papelaria e Livraria Conceito”.

No espaço, que tem uma proposta moderna e inovadora, os visitantes poderão conhecer estratégias eficientes de vendas avulsas e casadas, entender como melhorar a distribuição de marcas e categorias e racionalizar o fluxo e circulação de clientes, segundo Valeska Oliveira, gerente de negócios da Escolar Office Brasil.

Além de ser um reflexo do mercado, trazer papelaria e livraria juntas na mesma loja é uma forma de apresentar soluções e insights, assim como oportunidades de negócio gerados por essa junção  o que inclui as pequenas e médias papelarias, que também podem se destacar ao se adaptarem a essa nova realidade do mercado.

“O consumidor procura comodidade, conveniência e praticidade. E encontrar tudo isso num espaço agradável e ainda comprar pela internet, além de imprescindível, é excelente para ambos os lados”, diz Valeska.

Na edição 2018 da Escolar office Brasil, as rodadas de negócios geraram R$ 4,139 milhões em 211 reuniões realizadas com 19 compradores. Para essa edição, além de manter a expectativa de público de 15 mil visitantes, 25 compradores vão participar das rodadas – o que deve gerar um aumento de 15% em volume de negócios, sinaliza Valeska. Para mais informações sobre a programação do evento, clique aqui.

OU MUDA OU DESAPARECE 

Na ativa desde 1972, a Livraria e Papelaria MEC, que opera com sete unidades, está sempre em mutação. Principalmente quando percebeu as mudanças do comportamento do consumidor, a concorrência, as transformações digitais, e concluiu que não poderia mais ficar refém do lucro extra e significativo do volta às aulas de antes.

“O único caminho para se destacar foi oferecer outro mix de produtos, como artesanato, informática, material de escritório e de atendimento corporativo, presentes e até brinquedos – uma forma que encontramos de crescer as vendas durante o ano todo”, afirma Paulo Freire, proprietário da Livraria MEC, que fará palestra na Escolar Office com o tema “Planejamento estratégico, e-commerce e mix de produtos: qual é o futuro da papelaria?”.

Com base em sua própria experiência na MEC, Freire aponta algumas estratégias utilizadas na rede de lojas para manter a lucratividade em qualquer época do ano. Como as redes sociais, que não geram custo algum para manter um perfil, mas poucos lojistas ainda sabem ou conseguem aproveitar.

Como fazer parceria com blogueiros e influencers para mandar produtos, convidar para conhecer lançamentos e fazer demonstrações, dando créditos em troca de postagens para aumentar a visibilidade da loja.

“Por conta da rede social, surgem muitos modismos: se o blogueirinho postou algo em tons pastéis, com unicórnios  ou sobre slime, o tema vai bombar -e sua loja deve aproveitar esses modismos para virar referência”, diz.

Também é preciso pensar, a curto prazo, na evolução de um e-commerce: o cliente quer comodidade, quer comprar sem sair de casa ou ir na loja e encontrar o produto separado para retirada.

“Mas também quer atendimento via whatsapp, via rede social e receber retorno disso – uma estratégia que gera custo mínimo ou zero para o lojista.”

Ainda que as vendas online de papelaria correspondam, em volumes, a menos de 10% das lojas físicas, elas crescem em torno de 20% ao ano, lembra Freire. “É uma realidade, e é preciso estar preparado. A não ser que você vá se aposentar”, brinca.

A MEC adotou o e-commerce há quatro anos, e conta com uma pessoa para cuidar exclusivamente de gestão de redes sociais, para fazer cotação de preços via Instagram e Facebook com grupos de mães, que são influenciadoras na decisão de compra, compartilham experiências e só vão à loja para fazer pagamentos e retirar produtos.

“Mas 90% vão porque querem escolher a capa do caderno, a mochila… o que mostra que a experiência de compra conta muito” afirma. “Mas as vendas de papelarias vem caindo, por isso é importante investir no mix, já que 5% a 10% das compras são influenciadas pelo online”, completa.

O visual merchandising (VM) -o maior influenciador de venda dentro da loja, segundo Freire – é um dos fatores mais importantes. Segundo o especialista Ará Cândio, fundador da Viu Visual Merchandising que palestrará na Escolar Office, a aplicação de técnicas do VM devem estar sempre focadas em um discurso que dê vida aos produtos, para que eles demonstrem, através de uma apresentação visual, sua importância para o dia a dia do consumidor.

Algumas técnicas, inclusive, são de uso imediato, como sugerir presentes em datas comemorativas em pontos importantes e focais dentro da loja – os chamados hot spots, com produtos casados que passem a informação de data comemorativa de que fazem parte. Além de simples, a estratégia não gera necessidade de investimento, por se tratar apenas de utilizar melhor a coordenação de produtos já existentes e à venda na loja, segundo Cândio.

“A experiência do consumidor dentro da loja conta muito mais do que apenas o discurso de que ela é apenas funcional. Uma loja atual, com a ajuda de um bom serviço, vende emoção”, afirma.

Além da experiência no ramo, Freire, da MEC, que citou os números que abrem esta reportagem, também é um observador da gestão desse tipo de varejo, em geral pequeno ou médio e administrado por empresas familiares.

“São empresas administradas com pouco profissionalismo, sem redes sociais, sem site… Elas podem até continuar na ativa, mas não vão crescer muito mais que isso, e o mercado hoje não aceita mais amadores”, afirma, lembrando que, no setor, virar referência depende de ficar atento às novidades e se tornar especialista no que vende.

Ele também provoca as pequenas papelarias a se imaginarem daqui a cinco, dez anos: integrante da terceira geração de papelarias que começaram na época do seu avô e do seu pai, Freire percebeu que poucos deram ou dão  continuidade ao negócio, porque a maioria ainda seguiu tocando a empresa de forma amadora.

“No atual cenário, quem insistir no tradicional não dura anos. Ou apenas cinco, para ser bonzinho”, afirma.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/para-sobreviver-papelarias-ganham-nova-roupagem )

O que os consumidores querem do varejo?

Os gastos das famílias brasileiras devem alcançar R$ 4,4 trilhões em 2019 em um cenário economicamente desafiador. São 157 milhões de consumidores impactados pelo desemprego, pela falta de confiança e pela expectativa de um governo que promete mudanças econômicas.

Tudo isso mexe com o consumo das famílias que vive altos e baixos, nos últimos cinco anos. Promoções, atacarejos, vencidinhos – foram muitas as artimanhas dos consumidores e dos lojistas para atravessar um longo período de recessão.

Aos poucos, as famílias vão retomando o fôlego do consumo ao reequilibrar seus orçamentos e algumas mudanças começam a ser sentidas. A demanda por custo-benefício, por exemplo, já não é mais a mesma.

De acordo com a pesquisa “O varejo pelo olhar do consumidor”, realizada pela Instituto Locomotiva, apesar de estarem mais preocupados com preço, os consumidores não aceitam abrir mão da qualidade.

Agora, 81% dos entrevistados dizem estar mais atentos à qualidade dos produtos do que no passado. Portanto, a qualidade é o atributo que o consumidor leva mais em consideração na hora de realizar compras nas categorias de alimentos, eletrodomésticos, móveis, produtos de higiene e beleza e roupas.

De acordo com Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o consumidor está mais disposto a experimentar marcas que não ocupam lugar de liderança no mercado, e nessa busca tem descoberto novas possibilidades.

“Com a descoberta das novas possibilidades que a crise proporcionou, as marcas líderes encontrarão dificuldades para se restabelecerem na retomada da economia”, diz.

Mais atentos ao custo-benefício, os consumidores têm ampliado os canais de suas compras: 70% dizem fazer compras em três ou mais canais. Neste universo estão os supermercados, hipermercados, mercadinhos de bairro, farmácias e lojas de comércio de rua – uma busca constante por boas oportunidades. Ou seja, produtos de qualidade com o melhor preço e que estejam alinhados com sua rotina.

REPRESENTATIVIDADE

Da mesma forma que o consumidor valoriza marcas que o represente, ele também deseja ser ouvido. O levantamento indica que 83% dos consumidores querem ser mais ouvidos pelas empresas.

O desejo principal, segundo a pesquisa, é o de se sentir protaganizando algo ao descobrir novos produtos que têm a ver com a sua personalidade.

Além disso, segundo a pesquisa, dois em cada três consumidores dizem preferir marcas e empresas que tenham valores parecidos com os seus, mas não enxergam nas empresas os valores que enxergam em si mesmos.

Colocando em números, quase 68 milhões de consumidores brasileiros não se identificam com nenhuma marca de empresas varejista. São 43% dos brasileiros que acreditam estar distante das empresa.

Esse dado traz à tona outra revelação do estudo que indica que os grupos de consumidores formados  por mulheres, negros e idosos serão os que irão liderar o consumo no Brasil nos próximos anos.

Chamados pela pesquisa de Clube do Trilhão, pois abordam as diferentes populações, eles devem movimentar mais de R$ 1 trilhão nos próximos 12 meses, segundo a pesquisa.

Mulheres – Elas já somam 108 milhões no Brasil, um número que poderia ser considerado o 13º paÍs mais populoso do mundo. Com renda própria, de acordo com o estudo, elas movimentam R$ 1,9 trilhão na economia brasileira ou 41% de todo dinheiro que circulará pelas mãos dos brasileiros.

Grey Power – Outro grupo é o chamado de Grey Power, formado por homens e mulheres com 50 anos ou mais. São 59 milhões de brasileiros nesta faixa etária, que movimentarão aproximadamente R$ 2,1 trilhões por ano.

Negros – A população brasileira cada vez mais se considera negra. E, de acordo com a pesquisa, os negros movimentarão aproximadamente R$ 1,9 trilhão nos próximos 12 meses.

Meirelles cita três condutas comportamentais que ditarão a relação do consumidor com o varejo:

Reconexão ou morte: O varejo precisará se reconectar com o consumidor ou terá que sacrificar as suas margens.

Radicalização do custo benefício: Já foi o tempo em que produto vagabundo e baratinho conquistava o consumidor.

Fim das fronteiras entre canais: Cada vez mais multicanal, o consumidor espera encontrar no varejo uma solução integrada de portfólio, crédito e relacionamento.

ELES SÃO MAIS EXIGENTES 

O levantamento revela também que a população está mais exigente em relação à postura das empresas. 85% concordam que as companhias devem respeitar a diversidade de seus clientes.

O estudo mostra ainda que os consumidores estão mais exigentes em relação aos seus direitos. 89% dizem que quando vão às compras têm mais consciência dos seus direitos do que tinham no passado. E 77% afirmam exigir mais os seus direitos hoje do que há dez anos.

O levantamento foi a campo entre os dias 15 e 28 de junho, e ouviu 1,5 mil pessoas, de 18 anos ou mais, em todo o País. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/vida-e-estilo/o-que-os-consumidores-querem-do-varejo )