Mais da metade vai passar Dia dos Pais em branco em BH

Neste ano, muitos pais da capital mineira terão de se contentar em passar a data dedicada a eles sem receber presentes. Segundo uma pesquisa divulgada ontem pela Fundação Ipead, mais da metade dos entrevistados (57,14%) afirmaram que não pretendem fazer compras para o Dia dos Pais, em 14 de agosto.

Já aqueles que não vão passar a data em branco devem receber presentes modestos da família. No estudo, que traz indicadores sobre a inflação para Belo Horizonte em julho, 76,6% dos entrevistados disseram que planejam gastar um valor igual ou menor que o do Dia dos Pais que em 2015. “Esse é um sinal ruim para o comércio, mais uma data fraca para as vendas”, avalia a coordenadora de pesquisa da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira.

A auxiliar de serviços Cláudia Soares, 43, é uma das que vai reduzir as despesas. “Vou gastar menos este ano, até R$ 200. No ano passado, gastei mais e comprei mais presentes. Está tudo muito caro”, diz ela. Já o motorista Antônio de Paula, não pretende comprar nada. “A gente tem que andar mais recuado nas finanças, está difícil”, afirma ele, que costuma ir às compras na data.

País. Já em todo o país, um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê queda no faturamento de 9,4% em comparação com o Dia dos Pais de 2015 – pior desempenho desde o início do estudo, em 2004.

De acordo com o economista da CNC Fabio Bentes, no Dia dos Pais, nem mesmo perfumaria e cosméticos, setor que vinha relativamente bem no varejo, terá bons resultados. “Todos os segmentos vão registrar queda neste Dia dos Pais”, projeta o economista. (Com agências)

Inflação na capital desacelera em julho e fecha em 0,10%

A inflação na capital mineira em julho, segundo o Ipead, fechou em 0,10%, em queda, já que no início do mês o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,67%. Segundo a coordenadora do instituto, Thaize Vieira, o número é comum para essa época do ano, que tem historicamente inflação mais baixa.

O que mais contribuiu para a queda foi a redução de 12,88%no conserto de automóveis, seguida pelo seguro voluntário de veículos (-5,34%). Já entre os que inflacionaram, estão leite (16,88%) e feijão (27,84%). (FC)

Maiores impactos

0,13 p.p. foi o quanto o preço do leite influenciou no IPCA de julho

0,09 p.p. do preço da gasolina comum, que aumentou 2,54% no mês

No mesmo valor

“Vou comprar um sapato para o dias dos pais, na faixa de R$ 60, mesmo valor do ano passado. Está tudo caro, e acho que não vai melhorar até a metade de 2017.”
Verônica Jasmine, 19, estudante

“Devo gastar em torno de R$ 150 e R$ 200. Sou pai de família, acompanho os preços todos os dias, e a inflação está em um nível assustador. É preocupante.
Jarbas Orestes, 53, técnico em qualidade

(O Tempo)

Cresce em julho confiança do micro e pequeno empresário do varejo e serviços

O micro e pequeno empresário de varejo e serviços ganhou um pouco mais de confiança em relação à economia do País em julho. O indicador da SPC Brasil que mede o sentimento destes profissionais cresceu 4,2%, saindo de 42,93 pontos em junho para 44,72 pontos no mês passado. Na comparação anual, a variação foi ainda mais expressiva, de 20,6%. A despeito do aumento da confiança na passagem de junho para julho, o indicador ainda revela pessimismo, uma vez que obedece a uma escala de zero a 100 pontos em que graduações acima de 50 pontos revelam otimismo e abaixo, pessimismo.

Apesar disso, na passagem do mês, a maior parte dos entrevistados ainda avaliou que as condições gerais da economia e de seus negócios pioraram no último semestre. As estatísticas oficiais dão razão à percepção majoritariamente negativa. De acordo com o IBGE, a queda observada pelo Varejo foi de 7,3% nos cinco primeiros meses do ano, considerando-se o volume de vendas do setor. Na mesma base de comparação, a queda observada pelo setor de Serviços foi de 5,1%.

Segundo os técnicos da SPC Brasil, mesmo com o retrospecto ruim para a maioria, as perspectivas para os próximos meses continuam a melhorar. Segundo eles, a proporção dos que se dizem confiantes com a economia subiu, ao passo que a proporção dos que se dizem pessimistas caiu.

“O fenômeno repete-se, com intensidade ainda maior, quando analisamos as perspectivas para o futuro dos próprios negócios. Mais da metade dos empresários diz estar confiante com o desempenho futuro de sua empresa”. Em resumo, observa-se crescimento da confiança com o futuro e melhora na avaliação dos últimos seis meses, embora, neste caso, ainda haja uma maioria que enxerga piora da conjuntura.

“A consolidação dessa tendência dependerá de sinalizações da equipe econômica que, para além da agenda restritiva do ajuste, precisará acenar com uma agenda positiva capaz de destravar investimentos. Medidas que facilitem o processo de abertura e fechamento de empresas, bem como o pagamento de impostos e o acesso ao crédito, além de ações que estimulem o empreendedorismo são cruciais para o desenvolvimento das pequenas empresas”, ressaltam os técnicos da SPC Brasil.

O micro e pequeno empresário de varejo e serviços ganhou um pouco mais de confiança em relação à economia do País em julho. O indicador da SPC Brasil que mede o sentimento destes profissionais cresceu 4,2%, saindo de 42,93 pontos em junho para 44,72 pontos no mês passado. Na comparação anual, a variação foi ainda mais expressiva, de 20,6%. A despeito do aumento da confiança na passagem de junho para julho, o indicador ainda revela pessimismo, uma vez que obedece a uma escala de zero a 100 pontos em que graduações acima de 50 pontos revelam otimismo e abaixo, pessimismo.

Apesar disso, na passagem do mês, a maior parte dos entrevistados ainda avaliou que as condições gerais da economia e de seus negócios pioraram no último semestre. As estatísticas oficiais dão razão à percepção majoritariamente negativa. De acordo com o IBGE, a queda observada pelo Varejo foi de 7,3% nos cinco primeiros meses do ano, considerando-se o volume de vendas do setor. Na mesma base de comparação, a queda observada pelo setor de Serviços foi de 5,1%.

Segundo os técnicos da SPC Brasil, mesmo com o retrospecto ruim para a maioria, as perspectivas para os próximos meses continuam a melhorar. Segundo eles, a proporção dos que se dizem confiantes com a economia subiu, ao passo que a proporção dos que se dizem pessimistas caiu.

“O fenômeno repete-se, com intensidade ainda maior, quando analisamos as perspectivas para o futuro dos próprios negócios. Mais da metade dos empresários diz estar confiante com o desempenho futuro de sua empresa”. Em resumo, observa-se crescimento da confiança com o futuro e melhora na avaliação dos últimos seis meses, embora, neste caso, ainda haja uma maioria que enxerga piora da conjuntura.

“A consolidação dessa tendência dependerá de sinalizações da equipe econômica que, para além da agenda restritiva do ajuste, precisará acenar com uma agenda positiva capaz de destravar investimentos. Medidas que facilitem o processo de abertura e fechamento de empresas, bem como o pagamento de impostos e o acesso ao crédito, além de ações que estimulem o empreendedorismo são cruciais para o desenvolvimento das pequenas empresas”, ressaltam os técnicos da SPC Brasil.

(Portal EM)

Vendas do Dia dos Pais deve ter queda de 9,4% na comparação com 2015

O varejo deve movimentar R$ 4,2 bilhões em vendas no Dia dos Pais deste ano, uma queda de 9,4% rem relação ao ano passado, de acordo com estimativa divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Se confirmada a estimativa, será o pior desempenho de vendas em um Dia dos Pais desde o início da pesquisa, em 2004, quando as vendas subiram 1,6%.

“Com taxas de juros ao consumidor batendo nove recordes nos últimos 12 meses, os segmentos mais dependentes das condições de crédito, como eletrodomésticos e produtos de informática, deverão se destacar negativamente”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

Empregos temporários também devem cair
A CNC estima que serão criadas 24,2 mil vagas temporárias no varejo, o que representaria um reco de 3,7% em relação ao ano passado. Seria também o pior resultado desde 2012, quando foram abertas 23,9 mil vagas.

(G1)

Vendas do Dia dos Pais deve ter queda de 9,4% na comparação com 2015

O varejo deve movimentar R$ 4,2 bilhões em vendas no Dia dos Pais deste ano, uma queda de 9,4% rem relação ao ano passado, de acordo com estimativa divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Se confirmada a estimativa, será o pior desempenho de vendas em um Dia dos Pais desde o início da pesquisa, em 2004, quando as vendas subiram 1,6%.

“Com taxas de juros ao consumidor batendo nove recordes nos últimos 12 meses, os segmentos mais dependentes das condições de crédito, como eletrodomésticos e produtos de informática, deverão se destacar negativamente”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

Empregos temporários também devem cair
A CNC estima que serão criadas 24,2 mil vagas temporárias no varejo, o que representaria um reco de 3,7% em relação ao ano passado. Seria também o pior resultado desde 2012, quando foram abertas 23,9 mil vagas.

(G1)

A importância do conteúdo gerado pelo usuário no e-commerce

O visual commerce pode até parecer um conceito inventado por profissionais de marketing para vender mais conteúdo visual. Mas vai além disso.

O que torna o comércio visual necessário no atual varejo online é o conteúdo gerado pelo usuário. Os clientes raramente compram qualquer coisa hoje em dia sem antes fazer uma rápida rolagem nas mídias sociais para assistir vídeos no Youtube, ver fotos no Instagram e revisões de outros clientes para se certificar de que estarão fazendo um bom negócio.

Abaixo você verá algumas estatísticas importantes sobre o conteúdo gerado pelo usuário no comércio virtual:

Está em toda parte
A demanda por conteúdo gerada por usuário começou a receber impulso em 2005, quando as plataformas de mídia social tornaram o compartilhamento de fotos e vídeos fácil e conveniente:

>Em 2013, cerca de 114,5 milhões de pessoas têm contribuído para o conteúdo gerado pelo usuário.

>Mais de 1,8 bilhões de fotos são enviadas e compartilhadas pelos consumidores diariamente.
>54% dos consumidores adultos nos EUA já fizeram upload de fotos e vídeos originais nas redes sociais pelo menos uma vez.
>De acordo com o SemRush, 86% das empresas já utilizam conteúdo gerado pelo usuário de alguma forma em suas ações de marketing.
>25% dos resultados de pesquisa para top 20 das marcas no mundo estão ligados à conteúdo gerado pelo usuário.
Vídeos gerados por usuários no Youtube possuem 10 vezes mais visualizações do que os feitos e enviados por marcas.
>Os consumidores gastam, em média, 5,4 horas por dia com conteúdo gerado pelos usuários.

É confiável
>92% dos consumidores em todo o mundo dizem confiar mais no boca-a-boca do que em qualquer publicidade.

 

>De acordo com o relatório da Forrester, 70% dos consumidores consideram recomendações de produtos e marcas de seu círculo social e 46% consideram comentários online postados por outros clientes. Apenas 10% confiam em banners nos sites.
>70% dos consumidores colocam as avaliações de outros clientes acima do conteúdo de marketing profissionalmente escrito.
>Comentários de outros clientes sobre os produtos são 12 vezes mais confiáveis do que o marketing tradicional.

 

>Ao procurar informações sobre produtos, 51% dos consumidores norte-americanos confiam mais no conteúdo gerado pelo usuário do que informações no site da empresa.
>Estima-se que um quinto da população tem influência de consumo sobre 74% da população.
>Millennials consideram mais em informações de outros usuários do que parentes e amigos ao realizar uma compra.

 

>71% dos consumidores se sentem mais confortáveis ao realizar uma compra de produtos avaliados.

 

Esse tipo de conteúdo convence
>82% dos compradores dizem que o conteúdo gerado pelo usuário é extremamente valioso no momento de decidir compras.
>O engajamento da marca aumenta em 28% quando os consumidores estão expostos tanto ao conteúdo profissional, quanto vídeo do produto gerado pelo usuário.
>Marcas veem aumento de 25% nas conversões quando as fotos geradas pelo usuário são usadas ​​no lugar de fotos de produtos feitos por profissionais e marcas.
>Opiniões dos consumidores aumentam 74% na conversão do produto.
>Quando o conteúdo do cliente faz parte da publicidade, lojas virtuais veem taxas quatro vezes maiores de cliques e 50% de queda no custo por clique.
>UGC pode melhorar as taxas de conversão de 6,4% para vestuário, 2,4x para jóias, 1,7x para calçados e 1,6x para os produtos em verticais de beleza e de electrónica de consumo.

>Quando os consumidores ver UGC durante as compras, taxa de conversão sobe 4,6% . Quando interagem com conteúdo gerado pelo usuário, taxa de conversão aumenta 9,6%.
É um imã para Millennials
>84% dos Millennials dizem que o conteúdo gerado pelo usuário em um site da empresa tem alguma influência em suas compras. A mesma coisa é válida para 70% dos Baby Boomers.
>86% dos Millennials dizer que conteúdo do usuário é um bom indicador de qualidade da marca.
>Depois de pesquisar as compras on-line, 52% dos Millennials são mais propensos a comprar online do que em lojas físicas (48%).
>51% dos Millennials dizem que comentários feitos pelo consumidor em sites de empresa têm uma maior influência sobre o que comprar do que recomendações de amigos e familiares.
>Millennials são três vezes mais propensos do que os Baby Boomers a procurar recomendações de produtos e o que comprar em mídia social.
>64% dos Millennials sentem que as empresas devem oferecer mais formas para os consumidores compartilhar seu feedback sobre produtos e marcas online.
>87% dos Millennials apreciam a autenticidade do conteúdo criado por usuários e preferem quando as empresas não editam comentários para gramática e ortografia.
>65% dos usuários de mídia social idades 18-24 levam em consideração informações sobre os produtos em plataformas sociais antes de comprar.
>Millennials (25 anos e acima) e os consumidores Geração X contribuem para 70% de todo o conteúdo gerado por usuários online.
>71% dos Millennials se envolvem com a mídia social e conteúdo gerado pelo usuário diário.
>Millennials acham que o conteúdo gerado pelo usuário é 35% mais memorável do que o conteúdo de fontes convencionais.
>Millennials relatam que o conteúdo gerado pelo usuário é 20% a mais influente em sua escolha de compras do que outros meios de comunicação.

 

(Administradores)

Comércio eletrônico cresce e reclamações também

Enquanto o varejo sofre com o impacto da crise econômica e vem colecionando números negativos, no meio virtual os resultados positivos superam as expectativas. Prova disso é que, mesmo com a redução no poder de compra do brasileiro, o comércio eletrônico deve crescer 18% este ano em relação a 2015 e faturar R$ 56,8 bilhões, de acordo com previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCmm). No entanto, à medida que aumentam as compras on-line, os riscos para os consumidores são ainda maiores. De acordo com alerta do Procon BH, diante desse cenário, até mesmo os sites considerados confiáveis podem representar risco para os clientes, que devem redobrar os cuidados antes de efetuar o pagamento das compras.

De acordo com dados da ABCmm, em 2015, o e-commerce cresceu 22% em relação ao ano anterior e obteve faturamento de R$ 48,2 bilhões. O ano fechou com 155,5 milhões de pedidos e um valor médio de compra de R$ 310. Para este ano, a expectativa é de que o volume de vendas por meio de dispositivos móveis atinja a marca de 30% do total de pedidos (contra 20% em 2015). Além disso, a participação das pequenas e médias empresas no faturamento do comércio eletrônico deve ser de 22,1%. “Há mais reclamações justamente porque o segmento está em expansão, por isso é preciso estar atento às questões que envolvem o direito do consumidor”, comenta o diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), Vitor Hugo.

Ele reforça que toda relação de consumo é baseada na confiabilidade e, quando há uma relação que se estabelece a distância, o impacto da confiança é ainda maior. “A entrega do produto deve ser feita conforme o anunciado, as ofertas devem cumprir o que prometem, a forma de pagamento deve ser respeitada, além de outras questões”, enumera o especialista. Segundo comenta a coordenadora do Procon-BH, Maria Lúcia Scarpelli, o descontentamento do consumidor de Belo Horizonte com o e-commerce tem sido grande. “Há muitas reclamações sobre o segmento, que vão desde pessoas que pagaram cursos on-line e não tiveram acesso às aulas até aquelas que compraram produtos que nunca chegaram”, comenta.

Maria Lúcia ressalta que, com a expansão desse tipo de comércio, até empresas com nomes consolidados no mercado aparecem na lista de queixas dos órgãos de defesa do consumidor. “A segurança nesse ambiente é muito difícil, pois há uma relação frágil para o consumidor e, por isso, pedimos sempre muita cautela e pesquisa antes das compras”, afirma, considerando os negócios no meio virtual uma temeridade. “Nas lojas físicas, você vê o vendedor, tem o endereço e, caso não fique satisfeito, pode voltar lá e reclamar. O mesmo não ocorre no virtual”, diz.

A estudante da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) Marianna França, de 23 anos, diz ser uma cliente assídua do e-commerce e, mesmo ciente dos cuidados que se devem ter para as compras virtuais, ela já ficou insatisfeita muitas vezes. No ano passado, por exemplo, ela adquiriu, por um site de compras coletivas, o serviço de limpeza de pele de uma clínica de estética. “Porém, a dona da clínica estava sem a profissional para atender e me fez esperar um tempo, o que me fez perder o prazo para o reembolso. Nessa história, perdi R$ 40”, conta. Outra frustração da estudante foi a compra de um livro por um reconhecido site. “Comprei a edição em inglês e veio em português”, afirma, acrescentando que por essa mesma empresa já ocorreu de cobrarem por produtos não comprados. “Mas, nesse caso, entrei em contato com eles e eles me reembolsaram rapidamente”, reconhece.

DENÚNCIA Mariann França ressalta que, muitas vezes, deixa de reclamar para evitar dor de cabeça. De acordo com Vitor Hugo, é importante o consumidor fazer a queixa e usar a própria internet a seu favor. “Atualmente, os clientes insatisfeitos reclamam em redes sociais, blogs e sites de reclamação. Por isso, é importante, antes das compras, conferir nas redes o que outras pessoas estão dizendo sobre determinada empresa”, aconselha Hugo. Ele aponta que, atualmente, há sites de venda de estabelecimentos próprios e aqueles que se tornam grandes vitrines, permitindo que vários vendedores anunciem seus produtos.

Nesse último caso, Hugo enfatiza que a responsabilidade sobre a venda é tanto daquele que vende a mercadoria quanto do site. “É o caso, por exemplo, do Mercado Livre, que habilita o fornecedor, mas não está isento de qualquer responsabilidade.”

LEGISLAÇÂO O Código de Defesa do Consumidor (CDC) foi criado em 1990 e, naquela época, o comércio on-line não existia no país. Porém, desde 2013, está em vigor o Decreto 7.962/2013, que regulamentou o CDC para incluir obrigações às empresas que atuam no comércio eletrônico, ratificando a garantia de direitos básicos do consumidor já previstos no código. O decreto fixa direitos do consumidor na aquisição de bens e serviços por meio eletrônico, como obter informações em destaque. Além disso, exige que o site informe nome empresarial, CNPJ, endereço e outras informações necessárias à localização do fornecedor; características essenciais do produto; riscos à saúde e segurança; prazo de entrega e/ou seguro; modalidades de pagamento; forma e prazo para entrega.

Entre os direitos, há o de arrependimento, já previsto no código, e que exige informação clara e meios adequados e eficazes para o exercício do direito do consumidor se arrepender e exercer a possibilidade de desistência do contrato no prazo de sete dias. Os fornecedores que não cumprirem o decreto estão sujeitos à suspensão de fornecimento de produtos ou serviço, revogação de concessão ou permissão de uso, cassação de licença do estabelecimento, interdição total ou parcial do estabelecimento.

(EM)

Confiança do micro e pequeno empresário do Varejo e Serviços cresce 4,2% em julho

O micro e pequeno empresário de varejo e serviços ganhou um pouco mais de confiança em relação à economia do País em julho. O indicador da SPC Brasil que mede o sentimento destes profissionais cresceu 4,2%, saindo de 42,93 pontos em junho para 44,72 pontos no mês passado. Na comparação anual, a variação foi ainda mais expressiva, de 20,6%. A despeito do aumento da confiança na passagem de junho para julho, o indicador ainda revela pessimismo, uma vez que obedece a uma escala de zero a 100 pontos em que graduações acima de 50 pontos revelam otimismo e abaixo, pessimismo.

Apesar disso, na passagem do mês, a maior parte dos entrevistados ainda avaliou que as condições gerais da economia e de seus negócios pioraram no último semestre. As estatísticas oficiais dão razão à percepção majoritariamente negativa. De acordo com o IBGE, a queda observada pelo Varejo foi de 7,3% nos cinco primeiros meses do ano, considerando-se o volume de vendas do setor. Na mesma base de comparação, a queda observada pelo setor de Serviços foi de 5,1%.

Segundo os técnicos da SPC Brasil, mesmo com o retrospecto ruim para a maioria, as perspectivas para os próximos meses continuam a melhorar. Segundo eles, a proporção dos que se dizem confiantes com a economia subiu, ao passo que a proporção dos que se dizem pessimistas caiu.

“O fenômeno repete-se, com intensidade ainda maior, quando analisamos as perspectivas para o futuro dos próprios negócios. Mais da metade dos empresários diz estar confiante com o desempenho futuro de sua empresa”. Em resumo, observa-se crescimento da confiança com o futuro e melhora na avaliação dos últimos seis meses, embora, neste caso, ainda haja uma maioria que enxerga piora da conjuntura.

“A consolidação dessa tendência dependerá de sinalizações da equipe econômica que, para além da agenda restritiva do ajuste, precisará acenar com uma agenda positiva capaz de destravar investimentos. Medidas que facilitem o processo de abertura e fechamento de empresas, bem como o pagamento de impostos e o acesso ao crédito, além de ações que estimulem o empreendedorismo são cruciais para o desenvolvimento das pequenas empresas”, ressaltam os técnicos da SPC Brasil.

(EM)

Dólar opera em alta ante real, em sintonia com cautela externa

O dólar sobe ante o real, a exemplo do que ocorre em relação a outras moedas emergentes e ligadas a commodities, num dia de cautela externa com petróleo em queda e após dados fracos de atividade no Reino Unido e China.

Às 9h28 desta segunda-feira (1º) o dólar futuro para setembro estava em alta de 0,61%, a R$ 3,2996. A realização do leilão de até 10 mil contratos de swap reverso, das 9h30 às 9h40, também é precificada, segundo um operador.

No radar desta manhã está o ministro Henrique Meirelles, que participa de reunião com líderes da base aliada na Câmara (9h30) O encontro será no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente em exercício, Michel Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu fazer um esforço nesta semana para que a Casa vote a proposta que trata da renegociação da dívida dos Estados com a União.

Juros 

Os juros futuros operam em alta e renovavam as máximas por volta das 9h30, em sintonia com o dólar.

Às 9h28 desta segunda-feira, o DI para janeiro de 2018 estava em 12,82%, na máxima, de 12,83% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 exibia 11,98%, de 11,98%.

(fonte: O Tempo)

Polo de móveis de BH lança megaliquidação

Cientes de que, em meio à crise da economia, o consumidor espera boas promoções para pôr a mão no bolso, mais de 200 lojas do polo moveleiro da Avenida Silviano Brandão, no Bairro da Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, se unem pela quinta vez para realizar megaliquidação com descontos de até 50% dos preços em toda a linha de móveis e complementos. A promoção começa no dia 27 e termina em 7 de agosto. Para manter a saúde financeira dos negócios, os lojistas decidiram ir além dos descontos e também oferecer condições de pagamento facilitadas. Além disso, a cada R$ 500 em compras, o cliente concorre a um carro zero-quilômêtro. A ideia é oferecer bons preços aos consumidores e com isso aumentar o faturamento em mais de 70%. Neste ano, a queda nas vendas do comércio ao longo da avenida está estimada em 40%.

A Liquida Silviano Brandão – Polo Moveleiro é organizada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas), com a proposta de oferecer o maior evento de ofertas já realizado pelo setor, segundo o presidente do Sindilojas, Nadim Donato. “Este ano, trabalhamos por um evento rejuvenescido e demos treinamento aos lojistas, além de muitas reuniões para afinar a estratégia”, comenta.

Segundo o presidente do Sindilojas, falhas observadas nas liquidações anteriores foram corrigidas. “Estipulamos que os descontos sejam de até 50% para que, nas lojas, sejam encontrados aqueles produtos a preços reduzidos em vários percentuais” diz. Ele afirma, ainda, que os comerciantes estão conscientes de que os descontos sejam, de fato, reais e atrativos. “O consumidor não é bobo. A liquidação tem que ser real”, afirma Donato.

Considerada importante para o setor, a promoção envolve não só o polo moveleiro, mas também o comércio da avenida de uma forma geral. “Há oficinas mecânicas que aproveitam o momento e dão descontos”, afirma o presidente do Sindilojas, acrescentando que, assim, ao todo serão cerca de 300 lojas participantes da liquidação. “Os consumidores estão economizando muito e esta liquidação é uma oportunidade para quem precisa, por exemplo, comprar um bom sofá. Para o comerciante é a hora de fazer caixa, pois ele reduz o preço daqueles produtos em estoque e, assim,  atrai o cliente”, diz.

ALAVANCA De acordo com dados do Sindilojas, nas outras edições da liquidação na avenida, que começou em 2012, lojistas conseguiram crescimento de 70%, sendo que houve empresas que chegaram a triplicar seu faturamento. Por isso, a diretora do Luciana Móveis, Lídia Maria Lima, diz que esse movimento é a alavanca para o setor. “Ajuda demais, ainda mais neste ano, cujas vendas caíram em cerca de 40%”, estima.

Lídia Lima avisa que na sua loja o desconto será de até 60% e há muitos lançamentos previstos. “Aceitamos pagamentos em até 10 vezes, em cheque ou débito em conta. No cartão de crédito, o plano máximo será de cinco vezes, sendo que a pessoa pode começar a pagar daqui 60 dias”, anuncia.

Com o mesmo ânimo, Frederico Nisson, proprietário da loja Cadeira & Cia, diz que a liquidação já está inserida no calendário dos consumidores de BH. Há mais de 20 anos no ramo, com duas lojas na Avenida Silviano Brandão, ele ressalta que 80% dos seus produtos são cadeiras de prontaentrega em até 48 horas. Com a redução nos preços, ele pretende aumentar de 30% a 40% o faturamento do negócio.

“Com a crise econômica, tivemos queda nas vendas de cerca de 30%, em dezembro. Em julho, o recuo foi menor, de 15%, em média, nas lojas que tenho na avenida. Na Zona Sul, estou vendendo como no ano passado. Em outubro, pretendo vender como em 2015 em todas as lojas”, afirma. A empresa vai oferecer a possibilidade de pagamento das compras em até seis vezes no cartão de crédito.

Serviço
Liquida Silviano Brandão

» De 27 de julho a 7 de agosto
» Em toda a Avenida Silviano Brandão
» De segunda a sexta, das 9h às 19h
» Aos sábados, das 9h às 18h
» Aos domingos, das 9h às 14h

(O Tempo)

Criação de empresas bate recorde, puxada por microempreendedores

Com o aumento do desemprego e uma quantidade maior de brasileiros buscando abrir o próprio negócio, bateu recorde o número de empresas criadas no País em 2016, mostra pesquisa da Serasa Experian. Foram 851.083 novas companhias registradas de janeiro a maio, o maior resultado para o período desde que o levantamento começou a ser feito, em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 3,5%.

A expansão foi impulsionada pelos chamados microempreendedores individuais (MEIs), única categoria que apresentou crescimento em relação a 2015, de 9,9%. Essa modalidade costuma representar a maior parte dos novos negócios. Neste ano, chegou a 80,3% (683.779) do total de empresas criadas, acima dos 75,4% alcançados no ano passado.

Segundo economistas da Serasa, o aumento é explicado pela alta do desemprego, que leva trabalhadores desempregados a buscarem alternativas para geração de renda. No primeiro semestre, a crise resultou no fechamento de 531,7 mil vagas de empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, o Brasil conta hoje com 11,5 milhões de desempregados.

Por região, Sul e Sudeste foram as principais responsáveis pelo aumento no surgimento de empresas no Brasil no primeiros cinco meses do ano. Foram as únicas que apresentaram crescimento em relação ao ano passado, de 2,3% e 4,1%, respectivamente. Enquanto isso, a região Centro-Oeste apresentou queda de 4,9%; a Nordeste, de 4,8%; e a Norte, de 3,2%.

O setor de serviços continuou sendo o mais procurado nos primeiros cinco meses de 2016, com a abertura de 585.829 empresas, o equivalente a 63% do total. Em seguida, 242.413 empresas comerciais (28,5% do total) surgiram nos cinco primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 70.661 empresas (8,3% do total).

(EM)