Confiança do comércio melhora em agosto, diz FGV

Melhoraram as avaliações do setor sobre a situação atual e sobre as expectativas em relação aos próximos meses.
Com a alta de 5,9 pontos em agosto, o Índice da Situação Atual (ISA-COM), usado no cálculo do indicador de confiança, subiu 5,9 pontos, chegando a 72 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 8,2 pontos em agosto, atingindo 93 pontos, o maior desde agosto de 2014 (95). Houve alta dos indicadores que medem o grau de otimismo tanto com as vendas nos três meses seguintes quanto com a evolução da situação dos negócios nos 6 meses seguintes.
“O resultado de agosto consolida a tendência de alta da confiança do Comércio em 2016, com alguma melhora na percepção sobre o ambiente atual dos negócios. Ainda assim, a distância recorde de 21 pontos entre os índices que medem expectativas e percepção sobre o momento presente (IE e ISA) ilustra o fato de que, em agosto, o setor apresenta um grau de otimismo em relação ao futuro que se aproxima da neutralidade mas continua enfrentando grandes dificuldades no dia a dia”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Produção de Bens Públicos da FGV/IBRE, por meio de nota.

(Fonte: Exame)

Microempresários diminuem negócios, queimam reservas e aguardam fim da crise

O Brasil tem 6,2 milhões de microempreendedores individuais (MEI); em Minas, são 689 mil. Para enfrentar a crise e se manter vivo, o malabarismo inclui queimar reservas, tomar empréstimos e ainda encolher o tamanho do negócio. O contingente vem sendo reforçado também por aqueles que estão fazendo o caminho inverso, microempresários que com o efeito da crise diminuíram de tamanho para aliviar o peso da carga tributária, adequando a contribuição à nova realidade de menor volume de vendas.

Em 2008, depois que se aposentou, Antônio Kleinsorge, de 61 anos, montou um comércio onde vende produtos de informática em um shopping no Centro da capital mineira. Especialista em engenharia de sistemas, ele também presta serviços na área, o que lhe ajudou a fidelizar um grande número de clientes. Mesmo com a boa carteira, Kleinsorge sentiu muito os efeitos da crise. Nos últimos dois anos, o faturamento começou a cair, até que se manter como microempresa se tornou insustentável.
Antônio então decidiu diminuir de tamanho. Reduziu o negócio, deixou de ser uma microempresa e migrou para o sistema do microempreendedor individual, onde a carga tributária é mais baixa e compatível com seu faturamento atual. “Quero voltar a crescer, voltar a ser uma microempresa, mas se até o ano que vem o comércio não reagir, vou fechar a loja e ficar apenas com a prestação de serviços”, planeja.

Para fugir da inadimplência a estratégia da microempreendedora Viviane Rodrigues, cadastrada como MEI em Montes Claros, no Norte do estado, foi queimar as reservas. “Estou apertada demais. Não tenho dívidas, mas também não tenho capital de giro”, afirma Viviane, que é dona de uma lanchonete especializada em crepes.

A microempresária afirma que não está inadimplente porque recorreu às economias e agora, sem fundos para emergências, ela torce para que a economia volte a crescer. “Fui obrigada a usar as reservas que tinha feito para outras finalidades. Somente assim estou conseguindo cobrir as despesas, inclusive o pagamento de impostos”, confessa.

Com o aprofundamento da recessão, as vendas foram derrubadas, mas os custos das matérias-primas aumentaram. “No meu caso, a crise pesou ainda mais porque os preços dos alimentos subiram muito por conta das adversidades climáticas”, diz Viviane, que atesta que os preços de alguns produtos usados para fazer crepes subiram mais de 80% em oito meses. Entre eles estão derivados do leite, como queijo muçarela, requeijão e manteiga. A microempreendedora reclama da burocracia e acha que falta mais apoio aos microempreendedores individuais. Na sua opinião, os bancos deveriam disponibilizar mais recursos e linhas de crédito para a categoria conseguir atravessar momentos difíceis. “Os valores dos empréstimos liberados para os MEIs são muito baixos”, avalia.

FORMALIZAÇÃO Apesar de o país ter tido um aumento de 2% no número de formalizados nos sete primeiros meses deste ano, se comparado ao mesmo período de 2015, em Minas, a quantidade de MEIs formalizados entre janeiro e julho de 2016 (69.328) foi menor que os 70.136 formalizados no mesmo período do ano anterior.
O analista do Sebrae em Minas Leonardo Medina acredita que o comportamento da inadimplência está ligado ao desempenho da economia e é otimista: “A crise que o país atravessa pode se tornar um pouco mais controlada”.
Heraldo José Muniz, de 65 anos, também decidiu encolher. Há dois anos, ele tinha três pequenas lojas de artigos esportivos em shoppings populares, fechou duas, demitiu três funcionários e agora trabalha sozinho como microempreendedor. “As vendas caíram muito. O comércio ficou difícil, mas pelo menos não tenho dívidas”, declara.

 MEI – O que é?
» Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário, tendo direito a um CNPJ.
» Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.
» O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Efeitos da inadimplência
» O MEI não terá direito à cobertura previdenciária até a regularização dos débitos mensais. A Previdência Social não faz parcelamentos dos tributos atrasados. O Simples Nacional também não parcela débitos do MEI.

» Caso o MEI não consiga recolher os tributos atrasados de uma só vez, poderá pagar o mês atual com alguns dos boletos mais atrasados até quitar todo o débito. Se o boleto já estiver vencido, o MEI precisará imprimir outro boleto para atualizar a data de pagamento e o valor. É importante verificar na Previdência sobre o retorno dele à cobertura previdenciária.

» Quem optar por sair do sistema, deve dar baixa no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) para que não sejam gerados novos boletos. A dívida de boletos já gerados permanece em aberto no sistema, o que pode prejudicar algum benefício previdenciário futuro, já que não é contabilizada a contribuição.

» O MEI que estiver há dois anos inadimplente com as contribuições mensais terá sua inscrição cancelada.

(EM)

Consumidores começam a trocar cartões de crédito por cartões de loja

Em meio ao cenário de juros altos e maior restrição nas concessões de crédito, os consumidores diminuíram a posse de cartão de crédito e aumentaram o uso de cartões de lojas e supermercados. O porcentual de consumidores que usavam cartão de crédito caiu de 42% em 2015 para 40% em 2016. Já o total que usava cartão de loja e supermercados avançou de 25% para 28% no período, maior patamar em pelo menos dez anos.

Os dados são de um levantamento da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, obtido com exclusividade pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

“O uso de cartão de estabelecimentos comerciais vem crescendo desde 2012. Aumentaram as parcerias do comércio com instituições financeiras. Os estabelecimentos estão cada vez mais envolvidos na forma de pagamento. É o varejo tendo que se reinventar para não perder mercado”, apontou o gerente de economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Quanto aos critérios para a escolha da modalidade de crédito, 30% dos consumidores entrevistados disseram priorizar a rapidez na aprovação e outros 30% atribuíam a escolha ao valor das parcelas. O cartão de loja costuma proporcionar justamente a aprovação imediata de crédito e ainda possibilita esticar mais o prazo de pagamento, o que acaba diminuindo as parcelas.

“Você tem uma margem considerável de pessoas ainda com carteira assinada, com condições de tomada de crédito, e que não tinham acesso ao cartão de loja. Nesse momento de cobertor curto, essa é uma forma de fazer girar o orçamento. Então elas recorrem a essa modalidade de crédito”, justificou Travassos.

As demais razões mais citadas para a escolha do crédito foram o prazo para parcelamento (25%) e a menor taxa de juros (22%). “Está mais difícil aprovar um crédito bancário do que pegar um crédito na própria loja. O crédito de loja depende exclusivamente do lojista. Ele pensa: ‘vou aumentar a receita e correr mais riscos’. Vai do limite de cada lojista até onde ele tem condições e vale a pena assumir esses riscos”, disse o economista da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), Flávio Calife.

Juros mais baixos

Segundo Calife, o cartão de loja ainda tem a vantagem de ter normalmente juros mais baixos do que os praticados pelos cartões de crédito em caso de inadimplência, o que atrai os consumidores mais prudentes.

“Há uma cautela no consumidor de tentar evitar modalidades com juros muito elevados. Os juros (no cartão de loja) são mais baixos, é o mesmo que atrasar e pagar multa de um pagamento de escola ou curso de inglês. Até o crédito consignado é mais caro”, contou Calife.

Embora o uso do cartão de loja tenha aumentado no último ano, a fatia de inadimplentes nessa modalidade de crédito recuou. Segundo dados da Boa Vista SCPC, o cartão de loja era a origem de 6% da inadimplência em junho deste ano, ante uma fatia de 9% do total de inadimplentes em junho de 2015.

Travassos, da Fecomércio-RJ, lembra que a principal razão para a tomada de crédito pelo consumidor ainda é a falta de dinheiro para pagamento à vista. “O consumidor ainda não presta tanta atenção nos juros quanto poderia prestar. É mais pela disponibilidade e pelo momento de precisar esticar o cobertor”, declarou ele. As informações são do jornal

(O Estado de S. Paulo)

Dólar cai ante o real, na contramão do exterior

Após seis altas seguidas e em dia de oferta menor de swap cambial reverso no leilão do Banco Central, o dólar virou e passou a cair logo após a abertura em alta nesta sexta-feira (19). O movimento vai na contramão do exterior, onde o dólar se mostra mais forte.

Às 9h27min, o dólar à vista caía 0,29%, a R$ 3,2286. O dólar futuro para setembro recuava 0,40%, a R$ 3,2395.

As atenções nesta sexta-feira estarão na reunião de emergência do presidente em exercício, Michel Temer, tem com seus ministros e presidentes do Senado e Câmara. O assunto a ser tratado, segundo revelou a assessoria do Planalto, será orçamento, Desvinculação de Receitas da União (DRU), dívida dos Estados e aumento do funcionalismo.

Ainda no radar do dia está o presidente do BC, Ilan Goldfajn, que tem encontro à tarde com um grupo de investidores liderados pelo Santander.

(JCRS)

Vendas do varejo caem 7,2% em julho ante julho de 2015, aponta IDV

As vendas do varejo recuaram 7,2% em termos reais em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). A entidade, que reúne grandes redes de varejo do Brasil, considerou que o desempenho tem sido impactado pelo cenário macroeconômico, sobretudo a inflação, mas avaliou que as expectativas pela frente são mais positivas.

Pesquisa feita com as redes de varejo sobre suas expectativas futuras indicou que, apesar de se projetar a continuidade dos resultados negativos nos próximos três meses, o decréscimo esperado é menor, sinalizando mudança de cenário. O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do IDV) aponta para expectativa de queda real de 4,8% em agosto, 0,5% em setembro e 2,0% em outubro.

O setor de bens duráveis teve o pior resultado em julho, com queda real de 8,9%. A projeção dos associados para os próximos meses é de queda de 3,4% em agosto, 3,7% em setembro e 3,3% em outubro.

Já o setor de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, apresentou queda real de 5,1% em julho, na comparação anual. A expectativa para os próximos meses é de resultados positivos: 1,4% em agosto, 2,5% em setembro e 1,3% em outubro.

O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, apresentou queda de 7,1% nas vendas realizadas em julho e sinaliza nova queda em agosto, de 7,2%, recuperação em setembro de 1% e novamente decrescimento de 2,6% em outubro.

(EM)

Co­mi­da ali­via e in­fla­ção re­cua

Con­si­de­ra­do uma pré­via da in­fla­ção ofi­cial, o Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo caiu de 0,54% em ju­lho pa­ra 0,45% em agos­to in­fluen­cia­do, prin­ci­pal­men­te pe­la de­sa­ce­le­ra­ção dos pre­ços dos ali­men­tos, se­gun­do in­for­mou on­tem o Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE). Ape­sar da de­sa­ce­le­ra­ção, a ta­xa de agos­to é a maior pa­ra o mês des­de 2004, quan­do o in­di­ca­dor su­biu 0,79%. No ano, o IPC-S acu­mu­la al­ta de 5,66%, en­quan­to em 12 me­ses fi­cou em 8,95%. Se­gun­do in­for­mou o IBGE, a pré­via da in­fla­ção fi­cou pra­ti­ca­men­te es­tá­vel na Re­gião Me­tro­po­li­ta­na de Be­lo Ho­ri­zon­te, pas­san­do de 0,59% em ju­lho pa­ra 0.60% em agos­to. No ano, o IP­CA-15 da ca­pi­tal mi­nei­ra tem al­ta de 6,15% e em 12 me­ses a va­ria­ção che­ga a 8,67%.

De ju­lho pa­ra agos­to, o que mais con­tri­buiu pa­ra que o IP­CA-15 de­sa­ce­le­ras­se foi a al­ta de pre­ços dos ali­men­tos, que re­cuou de 1,45% pa­ra 0,78%. Den­tro des­se gru­po, o fei­jão ca­rio­ca, con­si­de­ra­do o no­vo vi­lão da in­fla­ção, su­biu bem me­nos de uma pré­via pa­ra a ou­tra, pas­san­do de um au­men­to de 58,06% pa­ra uma al­ta me­nor, de 4,74%. Al­guns pro­du­tos re­gis­tra­ram que­da de pre­ços em agos­to. Fi­ca­ram mais ba­ra­tos ce­bo­la (-22,81%), ba­ta­ta-in­gle­sa (-18%) e hor­ta­li­ças (-9,01%).

Mes­mo com al­tas me­no­res, os ali­men­tos fo­ram res­pon­sá­veis por 44% da in­fla­ção des­te mês, o equi­va­len­te a 0,20 pon­to por­cen­tual da ta­xa de 0,45%, se­gun­do o IBGE. Os maio­res au­men­tos no gru­po Ali­men­ta­ção fo­ram re­gis­tra­dos nas re­giões me­tro­po­li­ta­nas de Be­lo Ho­ri­zon­te (1,31%), Rio de Ja­nei­ro (1,15%) e For­ta­le­za (1,10%), en­quan­to que a al­ta me­nos acen­tua­da foi na re­gião me­tro­po­li­ta­na do Re­ci­fe (0,32%).

Tam­bém aju­da­ram o IP­CA-15 a re­gis­trar va­ria­ção me­nor os pre­ços de ves­tuá­rio, que re­cua­ram 0,13%, de ha­bi­ta­ção, que ti­ve­ram que­da de 0,02%, pu­xa­das por ener­gia elé­tri­ca (-1,87%), e o de trans­por­tes, que de­sa­ce­le­rou pa­ra 0,10% com a re­du­ção nos pre­ços da ga­so­li­na. Ao con­trá­rio dos ou­tros gru­pos, o de pre­ços re­la­ti­vos à edu­ca­ção su­bi­ram mais de ju­lho pa­ra agos­to (de 0,1% pa­ra 0,90%). “Os cur­sos re­gu­la­res ti­ve­ram va­ria­ção de 0,97%, en­quan­to os cur­sos di­ver­sos (in­for­má­ti­ca, idio­ma, etc.) su­bi­ram 1,13%”, in­for­mou o IBGE.

Ener­gia elé­tri­ca

A ta­ri­fa de ener­gia elé­tri­ca re­cuou 1,87% em agos­to, den­tro do IP­CA-15. O item aju­dou a re­du­zir em 0,02% as des­pe­sas das fa­mí­lias com ha­bi­ta­ção no mês. A con­ta de luz fi­cou mais ba­ra­ta gra­ças aos cor­tes re­gis­tra­dos nas re­giões me­tro­po­li­ta­nas de Cu­ri­ti­ba (com que­da de 4,76%, de­vi­do à re­du­ção de 13,83% nas ta­ri­fas que pas­sou a vi­go­rar em 24 de ju­nho), São Pau­lo (-3,94%, pro­ve­nien­te de um cor­te de 7,30% nas ta­ri­fas a par­tir de 4 de ju­lho, em uma das con­ces­sio­ná­rias) e Por­to Ale­gre (-0,34%, co­mo con­se­quên­cia da re­du­ção de 7,50% em vi­gor des­de 19 de ju­nho, tam­bém em uma das con­ces­sio­ná­rias). O de­sem­pe­nho da ener­gia elé­tri­ca foi in­fluen­cia­do ain­da pe­la re­du­ção nas alí­quo­tas do PIS/Co­fins em seis das 11 re­giões pes­qui­sa­das. Em Be­lém, a al­ta de 1,12% na con­ta de luz re­fle­te o rea­jus­te de 7,50% na ta­ri­fa em vi­gor a par­tir do dia 7 de agos­to.

(EM)

Inadimplência com cheques cai em julho para 2,26%, menor nível do ano

Em julho, a inadimplência com cheques alcançou em todo o país o menor percentual do ano. É o que revela o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos, que foi divulgado nesta quarta-feira (24), em São Paulo.

Em todo o país, segundo o indicador, a porcentagem de devolução de cheques por insuficiência de fundos somou 2,26% em julho, com 1.042.209 cheques devolvidos e 46.134.886  compensados. No mês anterior, 1.142.456 cheques foram devolvidos (2,36% de devoluções) e, em julho do ano passado, houve 1.295.541 (2,29%) de devoluções).

Para os economistas da Serasa Experian, no entanto, apesar desse ter sido o menor patamar de inadimplência com cheques do ano, ainda representou o segundo pior mês de julho desde 1991.

Por isso, eles consideram que ainda é cedo para falar em estabilização da inadimplência com cheques já que “fatores como desemprego, recessão e inflação ainda se encontram presentes no cenário econômico”, finalizam.

(O Tempo)

‘Devo, não nego, pago quando puder’

A auxiliar de serviços gerais Cleonice Leão tem uma dívida com o banco há cerca de um ano e meio, e sofre com isso, porque não tem condições de pagá-la. “Eu penso em quitar a dívida, pois estou como nome sujo, só que eu tenho que manter a casa”, diz. Assim como ela, muitos brasileiros inadimplentes estão descrentes quanto ao reequilíbrio das finanças pessoais no curto prazo.

Essa falta de perspectiva levou mais da metade da pessoas que responderam a uma pesquisa da SPC Brasil a afirmar que não terão condições de quitar suas dívidas em atraso (46%), pelo menos, nos próximos três meses, ou a dizer que, embora tenham condições, não pretendem saldar esses pagamentos integralmente (7,9%).

Não é para menos. Seis em cada dez entrevistados (61,2%) acreditam que a situação financeira piorou na comparação com o ano passado, seja em razão do endividamento (24,4%), porque estão desempregados (16,4%) ou pelo fato de a renda ter diminuído (20,4%). Apenas uma em cada cinco pessoas entrevistadas (20,6%) afirmam reunir condições de pagar as dívidas integralmente nos próximos 90 dias.

A pesquisa concluiu ainda que 71,4% das pessoas que têm alguma dívida em atraso, se tornou inadimplente pela primeira vez. Ou seja, é a primeira vez que teve seus nomes manchados em cadastro de mau pagadores.

De acordo com a SPC Brasil, todas as pessoas abordadas relataram um motivo forte que as levaram a atrasar seus compromissos. Para 28,2% dos participantes, a situação não teria chegado onde chegou se não tivessem perdido seus empregos. Para 14,8%, a diminuição da renda teria sido o motivo que os levaram a não honrar seus compromissos financeiros na data acordada com o credor.

O descontrole financeiro e a falta de planejamento orçamentário como explicações para a inadimplência entraram numa porcentagem menor na pesquisa, com apenas 9,6% atribuindo a estas respostas a razão para terem se tornado inadimplentes. O empréstimo do nome para compras feitas por terceiros explica o nome sujo de 9,3% dos entrevistados.

Os principais produtos e serviços que os consumidores compraram e que os levaram às dívidas e à inadimplência: roupas (45%), calçados (25,8%) e eletrodomésticos (17,4%) – 11% nem ao menos se lembram dos produtos comprados. (Com agências)

Prioridades

Pagamento. Tem certas contas que é melhor não atrasar. Os compromissos que mais se encontram em dia são aluguel (94,9%), plano de saúde (91,8%) e condomínio (91,3%).

(O Tempo)

Demanda do consumidor por crédito sobe 11,9% em julho

A demanda do consumidor por crédito teve alta de 11,9% em julho contra junho, descontados os efeitos sazonais, segundo indicador divulgado nesta terça-feira (23) pela Boa Visa SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Na avaliação ante o mesmo mês do ano anterior, o indicador caiu 9,9%. Já na variação acumulada em 12 meses houve intensificação da tendência de queda, que passou de -5,1% no mês anterior para atuais -6,0%.

 A avaliação mensal mostrou que nas instituições financeiras houve elevação de 10,8% na demanda, enquanto para o segmento não-financeiro a alta foi de 12,5%, segundo a instituição responsável pelo indicador.Em nota, a Boa Vista SCPC destaca que o cenário ainda é de muita incerteza para o consumidor, apenas de alguma melhora nas expectativas para a economia. “Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso”, diz a empresa.

A Boa Vista SCPC espera que a demanda por crédito continue em território negativo neste ano e apresente níveis positivos no acumulado em 12 meses somente a partir de 2017.

(O Tempo)

Consumidores esperam inflação de 9,8% em 12 meses a partir de agosto, diz FGV

A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 9,8% em agosto, de acordo com o Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores. O resultado é levemente inferior ao dado de julho, de 10,0%, mas confirma a trajetória de queda do indicador no curto prazo depois de atingir a máxima histórica de 11,4% em fevereiro deste ano, avaliou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

“A queda de 14% na expectativa de inflação dos consumidores em relação à máxima do ano, de 11,4%, reflete um alívio e uma preocupação. Alívio, pois a trajetória de aumento de expectativas de inflação do consumidor iniciada em 2015 reverteu-se. Preocupação, porque a queda mostra-se lenta, reflexo da resiliência apresentada no índice de inflação oficial”, afirmou o economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) Pedro Costa Ferreira em nota à imprensa.

Em agosto, a maior queda no indicador ocorreu entre os consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00: a expectativa para inflação caiu 0,4 ponto porcentual para 10,4% nos próximos 12 meses.

A proporção dos consumidores pesquisados que esperam inflação superior a 10% nos próximos 12 meses diminuiu de 36,2% em julho para 34,7% em agosto. Já a proporção dos consumidores que acreditam que a inflação ficará entre 0% e 6,5% aumentou de 7,6% para 8,3%, ressaltou a FGV.

O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido com base em informações coletadas no âmbito da Sondagem do Consumidor. Produzidos desde setembro de 2005, os dados vinham sendo divulgados de forma acessória às análises sobre a evolução da confiança do consumidor. Desde maio de 2014, as informações passaram a ser anunciadas separadamente.

A Sondagem do Consumidor da FGV coleta mensalmente informações de mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do país. Cerca de 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

(EM)