Abertura de novas empresas cresce 18,89% em Minas Gerais

Quem não arrisca não petisca. O velho ditado pode ser muito representativo para milhares de empreendedores mineiros, que, mesmo frente a uma grande crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19, estão abrindo negócios em 2021. Dados da Receita Federal, divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), indicam que houve aumento de 18,89% na abertura de empresas em Minas Gerais em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Nessa lista, estão empresários que estavam com projetos engavetados por causa da pandemia, pessoas que foram demitidas e usaram o acerto trabalhista para investir e outros que apostaram em novos nichos de mercado, especialmente por causa das mudanças de consumo impostas pela quarentena.

Entre os empresários que apostam na abertura de um novo negócio está o casal Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães. Chefs de cozinha, desde 2019 eles vinham planejando a abertura de restaurantes na capital, mas a pandemia fez com que os sonhos tivessem de ser adiados.

Quando voltaram de Barcelona, onde moraram por sete anos, os dois pretendiam abrir um bar de gastronomia contemporânea para ele e um restaurante de culinária asiática para ela. Em março de 2020, já estavam com equipamentos comprados e uma reunião agendada para assinatura de aluguel de um imóvel, mas o anúncio de fechamento do comércio não essencial mudou todos os projetos.

Durante a quarentena, os dois trabalharam a gastronomia de forma diferente. Começaram cozinhando para amigos e familiares e viram o negócio do delivery crescer. Deu tão certo que o projeto Gui&Gabi ganhou 10,6 mil seguidores no Instagram. “Chegou um momento em que precisamos de cozinha profissional para fazer o projeto. Usamos diferentes espaços na cidade, mas sentíamos que precisávamos ter a nossa própria cozinha”, explicou Guilherme.

Em um contexto de aumento de casos de Covid, o casal achou mais prudente investir, nesse momento, em um estabelecimento pequeno, focado na gastronomia asiática, apresentando pratos que vão além do tão explorado sushi. Em março, vão inaugurar o Okinaki em uma esquina do bairro Lourdes. “Optamos por um restaurante mais enxuto, com aluguel mais baixo. Assumimos um risco. Sabemos que vários restaurantes fecharam durante a pandemia, como A Favorita, Alma Chef e Vecchio Sogno. A oferta gastronômica ficou mais limitada no Lourdes por causa da pandemia, e isso pode gerar oportunidade para o nosso projeto”, disse Guilherme.

Mudanças de mercado trazem oportunidades

Gerente da unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão explica que é natural que haja um aumento de número de novas empresas durante uma crise. Primeiro porque existem muitas pessoas que perderam o emprego e encontram no empreendedorismo uma forma de obter renda e também porque outros viram oportunidades nas mudanças de mercado.

“Quando se tem uma crise, é muito natural que empresas surjam para ocupar espaços deixados por outras que fecharam”, explicou Brandão, acrescentando que alimentação, vestuário e serviços continuam sendo áreas muito exploradas pelos micro e pequenos empresários, embora tenha novas propostas.

Muita gente viu quais eram as novas demandas do isolamento social e levou isso para o campo profissional. “Ainda que não haja muita modificação nos ramos de atividades mais demandados, o empreendedor deve ter expertise para as necessidades no mercado. Muitos restaurantes fecharam, por exemplo, mas também muitos profissionais dessa área migraram para a preparação de alimentos na residência, o famoso congelado”.

Tíquete médio de crédito é de R$ 10 mil

A fintech paulista Lendico, especializada em empréstimo pessoal online, verificou que neste início de ano mais pessoas estão procurando crédito para investir em um novo negócio ou na expansão da empresa. O número de pedidos de empréstimo com esse perfil, em Minas, cresceu 50% em janeiro de 2021, se comparado com o mesmo período do ano passado. O tíquete médio de empréstimos é de R$ 10 mil, segundo a empresa.

A alta na procura por crédito já vinha crescendo desde novembro, e a tendência é aumentar ainda mais ao longo do ano. “Vimos que houve um aumento grande de pessoas que precisam de crédito que foram para o mundo do empreendedorismo, em busca de uma fonte de renda”, disse Bruno Borges, Chief Marketing Officer (CMO) da Lendico.

Segundo ele, muitas pessoas procuram crédito com fintechs por encontrar barreiras em grandes bancos tradicionais. “Nas fintechs, normalmente as pessoas encontram facilidade e análise rápida de perfil”, afirmou.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/abertura-de-novas-empresas-cresce-18-89-em-minas-gerais-1.2449040 )

Pandemia mudou hábitos de consumo e forçou adaptação de empresas

Entre as pessoas que estão abrindo negócios neste momento estão empresários que viram seus negócios tomarem novos rumos por causa da pandemia. Quem se reinventou e compreendeu a nova lógica do mercado pôde vislumbrar um crescimento.

A confeiteira Ana Carolina Paranhos é um exemplo de quem apostou na mudança e conseguiu conquistar um bom lugar no mercado. Até março do ano passado, 95% de sua produção era dedicada a casamentos, que foram adiados devido aos protocolos de segurança. Mas ela preferiu não fechar sua loja, localizada no Vila da Serra, em Nova Lima, nem demitir seus funcionários – já treinados para a produção de bolos finos. “Passamos a vender produtos de pronta-entrega por meio do aplicativo e delivery próprio”, relatou.

A mudança deu tão certo que a empresária aceitou o convite para levar a marca Doce Carol Ateliê para os endereços do Mercado da Boca na Savassi e no Buritis. Com investimento de R$ 160 mil, ela reformou a primeira loja e montou as outras unidades.

“Logo no início, percebemos que havia muitos clientes na região central de Belo Horizonte, no Buritis e na Pampulha. Abrir outras unidades foi uma forma de estar mais perto do público e fazer uma redistribuição de nossas entregas”, explicou Ana Carolina, que ainda pretende abrir uma loja na Pampulha.

Segundo ela, não foi fácil fazer a adaptação do negócio num primeiro momento, mas hoje a empresa está mais bem estruturada para as necessidades dos clientes. “A gente sofreu muito no início da pandemia até entender como de fato funciona a pronta-entrega. Houve alguns momentos de erros até acertar”, explica.

Quem também teve de investir numa readequação do negócio foi Thiago Leone, dono do antiquário Helô Franco Arte, localizado no centro da capital. A loja, especializada em móveis clássicos e diferenciados, seria aberta em abril de 2020, mas os planos tiveram de ser alterados, e a abertura para o público só pôde ser feita em 2021.

Para que o negócio pudesse atingir o público em um novo contexto social, foi preciso apostar no ambiente virtual. “O primeiro passo foi investir em um site mais completo, uma plataforma que fosse além da compra e venda. Fiquei resistente no início com ideia de venda pela internet, mas decidimos por desenvolver uma plataforma em que o cliente pudesse ter a experiência virtual, como se estivesse em nosso show room”, afirmou.

O novo site possui textos e vídeos que tratam das peças presentes na loja. Dessa forma, ele pôde ampliar o alcance do público interessado em design. “O público antes seria restrito a Belo Horizonte, mas agora não há mais barreiras físicas. E o mercado do design continuou crescendo, mesmo na pandemia. Estou muito otimista, vendo um bom horizonte, mesmo que no médio e longo prazo”, conclui.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/pandemia-mudou-habitos-de-consumo-e-forcou-adaptacao-de-empresas-1.2449046 )

Marcas criam salas no Clubhouse para falar diretamente com os consumidores

Marcas das mais diversas estão usando a rede social do momento, o Clubhouse, para falar diretamente com seus consumidores. Desde que o aplicativo que permite a interação por áudio virou febre no Brasil, há cerca de 15 dias, ele tem atraído CEOs e personalidades.

Nesta quarta-feira (17), a apresentadora de TV Bela Gil mediou um bate-papo em uma sala criada pela marca de Azeites Andorinha, do Grupo Sovena. O tema foi “A importância de uma alimentação saudável e consciente” e a ideia foi debater os caminhos e barreiras para uma alimentação de verdade, bem como aprofundar a discussão sobre o seu acesso.

“O propósito da marca é transformar positivamente a relação das pessoas com a alimentação. E informação é fundamental para isso. Por isso, contar com o Clubhouse e com a Bela Gil para dar voz a este tipo de debate é extremamente valioso e gratificante para nós”, afirmou a  diretora de marketing da empresa, Loara Costa,

Na semana passada, a Nesceu também fez sa estreia na rede social estreou na rede social Clubhouse. A marca promoveu um bate-papo com a presença da paratleta Verônica Hipólito e Flávia Saraiva, ginasta brasileira. Na sala Nescau Sports Talk, a conversa levantou pontos como o poder transformador do esporte, a importância da prática de atividades para desenvolvimento pessoal e também no processo de superação de dificuldades.

A Audi é outra marca atenta à novidade. No último dia 8, foi a primeira primeira montadora no Brasil a promover um painel no Clubhouse. Com o tema “A Era dos Carros Elétricos, Powered by Audi”, a marca mediou a troca experiências e informações sobre a propriedade, uso e a transição para os veículos 100% elétricos.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/18/marcas-criam-salas-no-clubhouse-para-falar-diretamente-com-os-consumidores/ )

Busca por crédito no País sobe 22% se comparado com janeiro de 2020

A taxa que mede a busca por financiamento no Brasil cresceu 22% em janeiro na comparação com igual mês de 2020, informa a Neurotech. No entanto, o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) fechou o primeiro mês de 2021 com queda de 8% em relação a dezembro do ano passado. O declínio do indicador, que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços, foi motivado por fatores sazonais, conforme a nota.

O setor de serviços liderou a demanda por crédito em janeiro no confronto com o mesmo mês de 2020, ao mostrar expansão de 62%. Na sequência, aparecem bancos e financeiras, com alta de 19%, enquanto o varejo apresentou crescimento de 17% na comparação interanual.

Já em relação a dezembro, houve queda de 30% na busca por crédito no varejo brasileiro. Em contrapartida, bancos e financeiras registraram alta de 3%.

O recuo observado no setor varejista em janeiro em relação ao mês anterior é considerado “normal” devido à sazonalidade, afirma o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, Breno Costa. “Historicamente, janeiro e fevereiro são meses de baixa para o comércio”, recorda. A expectativa de menos demanda por crédito neste ano, diz, não deve ser diferente, já que “tem o agravante de menos pessoas consumindo, com maior desemprego e maior endividamento.”

A despeito da conjuntura econômica menos favorável, Costa ressalta que a procura por crédito tem demonstrado consistência na recuperação pós-pandemia de covid-19. Desde março e abril de 2020, ápice do isolamento social por causa do novo coronavírus, a busca por financiamento tem apresentado alta em quase todos os meses, com exceção de outubro (estabilidade), novembro (-4%) e agora janeiro (-8%).

Costa afirma que há um apetite do brasileiro a crédito. “O consumo foi impossibilitado no início da pandemia, o que gerou a forte alta da demanda por recursos a partir de maio. Depois deste movimento, o comportamento está mais tímido, até por conta de toda a incerteza que ainda paira na economia. Mesmo assim, a tendência de crescimento continua”, estima.

Ao avaliar o varejo de forma isolada, o levantamento da Neurotech mostra que houve queda na demanda por crédito no segmento de bens de consumo não essenciais em janeiro de 2021 ante o mesmo mês de 2020. Houve recuo de 6% em eletrônicos, retração de 4% em vestuário, declínio de 41% em lojas de departamento e baixa de 11% em móveis. Os recuos, avalia Costa, estão relacionados aos fatores macroeconômicos, como aumento do desemprego, fim do auxílio emergencial e alta dos preços.

A retração vista nas categorias acima, no entanto, vai na contramão da do crescimento de 87% na busca por crédito em supermercados. “As pessoas estão priorizando os bens de primeira necessidade e adiando as decisões de consumo de bens supérfluos diante do cenário ainda incerto marcado pela segunda onda da pandemia e demora na vacinação”, afirma.

(fonte: https://www.otempo.com.br/mundo/busca-por-credito-no-pais-sobe-22-se-comparado-com-janeiro-de-2020-1.2447563 )

Informações sobre Carnaval 2021 em BH

Em razão de informações divulgadas por outra entidade, o SINDILOJAS BH esclarece que:

A Lei Municipal 5.913/91, de Belo Horizonte, estabelece quanto à abertura e funcionamento do comércio lojista em geral na terça-feira de carnaval integralmente e na quarta-feira de cinzas até as 12 horas, não podendo haver expediente nestas respectivas datas, à exceção de algumas atividades na referida lei listadas, mas não decretando como feriados os respectivos dias.

Desta forma, e como o período carnavalesco também não é considerado, por força de lei federal como feriado, as empresas podem utilizar do trabalho de seus empregados neste período. Apenas a segunda-feira feira de carnaval, e isso em razão de Convenção Coletiva de Trabalho para o comércio lojista local, é estabelecida como sendo feriado para comemoração do Dia do Comerciário.

Contudo, em razão dos prejuízos sofridos durante o fechamento do comércio, somente o SINDILOJAS BH, entidade legalmente constituída para celebrar Convenção Coletivas de Trabalho, conseguiu negociar com o Sindicato de Empregados no Comércio de Belo Horizonte e Região Metropolitana, o trabalho dos comerciários durante todo o período de Carnaval em Belo Horizonte, nas seguintes condições:

  1. Segunda-feira (Dia do Comerciário): haverá o trabalho. A empresa deverá conceder uma folga até o dia 31/05;
  2. Terça-feira de Carnaval: haverá o trabalho. A empresa deverá conceder reduções de jornadas (Banco de Horas), ou folgas compensatórias, podendo também utilizar o Banco de Horas Negativo, em até 150 dias;
  3. Quarta-feira: haverá o trabalho. A empresa deverá conceder reduções de jornadas (Banco de Horas), ou folgas compensatórias, podendo utilizar o Banco de Horas Negativo, em até 150 dias.

Importante também esclarecer que as folgas acima são concedidas em caráter excepcional em 2.021, e foram decorrentes de negociação coletiva, em que as empresas serão beneficiadas, com as seguintes medidas que flexibilizam as relações de trabalho:

  1. Possibilidade pagamento de salários de janeiro a maio até o dia 18 do mês seguinte, ou em duas parcelas (50% no dia 10 e 50% no dia 25);
  2. Cancelamento de férias em 48 horas, em decorrência da reabertura do comércio;
  3. Prorrogação do prazo de compensação do Banco de Horas negativo em até 180 dias;
  4. Possibilidade de suspensão dos contratos de trabalho dos empregados do Grupo de Risco, mediante pagamento de abono de no mínimo 70% do salárioSINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE BELO HORIZONTE E REGIÃO

Pagamentos com cartões movimentam R$ 2 trilhões em 2020, diz Abecs

Os pagamentos feitos pelos brasileiros com cartões de crédito, débito e pré-pagos chegaram aos R$ 2 trilhões em 2020, o que corresponde a um crescimento de 8,2% na comparação com o ano anterior, segundo balanço divulgado hoje (9) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Entre as modalidades de pagamento, o uso do cartão de débito teve desempenho acima da média em 2020, chegando a R$ 762,4 bilhões, com crescimento de 14,8%. O cartão de crédito registrou R$ 1,18 trilhão em transações, com alta de 2,6%. Já o cartão pré-pago movimentou R$ 45,3 bilhões e cresceu 107,4% no ano passado.

Para a entidade, apesar da pandemia da covid-19 e de seus efeitos para o país, o resultado superou as expectativas de desempenho do setor, mostrando forte recuperação no segundo semestre.

“Tivemos um ano atípico, como a maioria dos segmentos, mas conseguimos encerrar o período com alta de mais de 8%. Apesar dos desafios, o setor mostrou sua capacidade de inovação e inclusão, ajudando consumidores e lojistas a viabilizarem suas transações com a conveniência e a segurança dos pagamentos digitais, via e-commerce, carteiras digitais, aplicativos, transações sem contato, entre outras modalidades”, analisou o presidente da Abecs, Pedro Coutinho.

O balanço mostrou que ao todo foram feitas 23,3 bilhões de pagamentos com cartões ao longo do ano, 3,6% a mais do que no ano anterior. Os gastos de brasileiros no exterior caíram 60% e registraram o menor resultado em 16 anos, de US$ 3,46 bilhões (R$ 16,8 bilhões). Já as compras feitas por estrangeiros no Brasil caíram 48,3%, somando US$ 2,16 bilhões (R$ 10,6 bilhões).

De acordo com os dados, com o a adesão maior dos consumidores ao comércio online por causa da pandemia e do isolamento, houve aumento de 32,2% no ano, um movimento de R$ 435,6 bilhões no uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais.

Os pagamentos por aproximação, modalidade que permite o pagamento sem contato físico com a máquina de cartão, aumentou 469,6% na comparação com 2019, atingindo R$ 41 bilhões em transações. O mais usado nessa função foi o cartão de débito, com R$ 19,5 bilhões, seguido pelo cartão de crédito, com R$ 18,8 bilhões, e pelo cartão pré-pago, com R$ 2,7 bilhões.

(Fonte: https://www.otempo.com.br/economia/pagamentos-com-cartoes-movimentam-r-2-trilhoes-em-2020-diz-abecs-1.2445285 )

Lojas vagas em malls da Grande BH encheriam shopping center inteiro

O número de lojas vagas nos shopping centers da Grande Belo Horizonte seria o bastante para encher um centro comercial de grande porte, com cerca de 300 lojas, segundo estimativa da Associação de Lojistas de Shopping Center de Minas Gerais (Aloshopping). Alguns dos maiores empreendimentos da capital mineira não revelam exatamente quantas de suas lojas foram fechadas e estão vagas durante a pandemia, mas a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indica que, nacionalmente, a taxa de pontos desocupados quase dobrou de 2019 a 2020, passando de 4,7% para 9,3%.

A Aloshopping calcula que as vendas nos centros comerciais despencaram 40% e não foram recuperadas durante um Natal frustrante. Com um primeiro trimestre tradicionalmente difícil para o setor, o superintendente da associação, Alexandre França, prevê que a escalada da vacância continuará. “No ano passado, muitos lojistas saíram dos shoppings, mas a vacância não passou de 10% a 15%, já que alguns lugares fizeram negociações e colocaram lojistas de grandes redes no lugar de quem saiu. Agora, a bolha vai estourar”, diz, lembrando que os shopping centers da Grande BH reúnem por volta de 2.800 lojas.

Na perspectiva dele, fatores anteriores à pandemia e agravados por ela pressionam essa bolha. Ela soma os custos de aluguel e condomínio cobrados pelas administradoras, que ele considera altos, e a gradual mudança do comportamento do consumidor, que migra para as compras online. “Agora é a hora da verdade. A vacância vai crescer muito se os shoppings não negociarem, e eles não estão dispostos a fazer isso. O custo de operação de uma loja em um shopping deveria ser de no máximo 10% sobre o faturamento da empresa. Mas a média está em 20%, em alguns casos ele chega a 30%”, completa França.

Esse custo operacional inclui condomínio, aluguel, que prevê uma 13ª parcela, e um fundo de promoção — valor pago pelos lojistas com destino à publicidade do shopping center. França diz que aluguéis foram negociados durante o fechamento dos shoppings, que durou cerca de seis meses em 2020, porém agora a cobrança foi retomada. Por outro lado, os administradores de shopping também tiveram lucros abocanhados, segundo a Abrasce, que estima queda histórica de 33,2% do faturamento do setor, além de uma abstenção de R$5 bilhões com adiantamentos e suspensão de despesas dos lojistas.

A associação de shopping centers justifica que, desde o início da pandemia, o setor esteve em diálogo com os comerciantes, o que é ecoado por algumas das grandes redes de Belo Horizonte. A rede Multiplan, que gerencia BH Shopping, Diamond Mall e Pátio Savassi, não respondeu à reportagem quantas de suas lojas estão vagas atualmente e informou que as unidades cumprem “rigorosamente os seus contratos e seguem comprometidos com a recuperação das atividades dos seus lojistas”.

A administração do shopping Del Rey também não revelou quantas lojas foram fechadas durante a pandemia — por fazer parte de um grupo com capital aberto, não divulga essas informações. Ela destaca, porém, que, a maioria já estava com encerramento previsto e que, desde junho de 2020, 15 novas operações foram iniciadas no espaço, número que seria maior que o de fechamentos. Ela pontuou, ainda, que tem um plano de negociação personalizada com cada lojista e um projeto de capacitação dos empreendedores.

Lojistas migram dos shoppings para as ruas

Com experiência de quase três décadas em shopping centers de BH, Márcio Pasch, dono da rede de lojas de cama e banho Sonho Perfeito, decidiu retirar as unidades dos centros comerciais e estabelecê-las na rua em bairros próximos. “Em março, quando as lojas fecharam, o shopping queria cobrar aluguel integral. Eles nunca negociam com associações, com os lojistas juntos, mas com cada um, então nosso poder diminui. O lojista inocente, que vai abrir hoje uma loja em shopping, acha que vai ficar rico ali, mas é o contrário. Eu pagava em torno de R$30 mil por uma loja de 98m² em shopping e agora pago um sexto disso por uma de 200m²”, diz.

Com a queda de vendas no varejo devido à pandemia, sair dos shoppings também serviu para ele se adequar à menor demanda. Na rua, já não precisa manter as portas abertas após o início da noite ou aos domingos, o que era habitual nos centros de compras antes da pandemia. A nova realidade tem pontos negativos, ressalta: “No shopping, precisamos ter dois quadros de funcionários, para a manhã e para a noite. Agora, dispensamos 28 funcionários”.

Assim que o fechamento do comércio foi anunciado em BH, em meados de março de 2020, a empresária Cila Borges também decidiu interromper as atividades em um shopping da cidade e se concentrar apenas na loja de roupas de banho Cila Underwear que mantém na região da Savassi há quatro décadas. “Além de aluguel e condomínio altos no shopping, se você precisar de uma escada para trocar a lâmpada, precisa pagar o aluguel dela. A loja não dava prejuízo, mas dava muita dor de cabeça. Para mim, ter loja em shopping era um marketing, mas já tenho clientes há muitos anos”, conclui.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/lojas-vagas-em-malls-da-grande-bh-encheriam-shopping-center-inteiro-1.2443044 )

Aditivo Emergêncial 03/02/2021

SINDILOJAS BH CONSEGUE ADIAR SALÁRIOS DE FUNCIONÁRIOS, PARA AJUDAR OS LOJSTAS A RECUPERAREM O CAIXA, E CONSEGUE CANCELAR FERIADO DE CARNAVAL, AUTORIZANDO O FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO EM TODOS OS DIAS.

CONFIRA ABAIXO AS PRINCIPAIS CLÁUSULAS NEGOCIADAS PARA AJUDAR NA EMPREGABILIDADE DO COMÉRCIO:

ADITIVO EMERGENCIAL CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO SINDILOJAS-BH PARA O COMÉRCIO

03/02/2021

LOJISTAS DE BELO HORIZONTE, CAETÉ, LAGOA SANTA, NOVA LIMA, PEDRO LEOPOLDO, RAPOSOS, RIBEIRÃO DAS NEVES, RIO ACIMA, SABARÁ E VESPASIANO Como forma de reduzir as graves dificuldades econômicas do comércio lojista decorrentes da pandemia do COVID-19, e também manter o maior número possível de empregos, o SINDILOJAS-BH informa que celebrou o 5º Termo Aditivo à CCT/Calamidade Pública com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte e Região Metropolitana, autorizando as seguintes condições nas relações de trabalho:

1 – Prazo para pagamento de salários:

A. Os salários de janeiro, fevereiro, março, abril e maio de 2021 poderão ser pagos até o dia 18 do mês subsequente, OU em duas parcelas: 50% até o dia 10 e 50% até o dia 25 do mês subsequente.

2 – Segunda feira de Carnaval (Dia do Comerciário), em Belo Horizonte e Região Metropolitana:

A. Haverá o trabalho do comerciário normalmente;

B. A empresa deverá conceder uma folga até o dia 31/05/2021, como forma de compensar o trabalho na segunda-feira de carnaval (Dia do Comerciário);

3 – Terça e Quarta Feira de Carnaval em Belo Horizonte:

A. Haverá o trabalho do comerciário normalmente;

B. A empresa deverá conceder-lhe folgas através do banco de horas, no prazo de até 150 (cento e cinquenta) dias após o mês da prestação da hora, através de reduções de jornadas

4 – Férias: Possibilidade de a empresa convocar o empregado em gozo de férias, para retorno ao trabalho em 48 horas, em razão da reabertura do comércio.

5 – Banco de horas negativo: Prorrogação do prazo de compensação do banco de horas negativo, em até 180 dias.

6 – Suspensão dos contratos de trabalho para empregados do grupo de risco:

A. Possibilidade de suspensão do contrato de trabalho dos empregados do Grupo de Risco, mediante acordo entre empresa e empregado, com pagamento de abono equivalente a 70% do salário, sem natureza salarial;

B. Sem possibilidade de teletrabalho durante a suspensão;

C. Durante o período de suspensão do contrato, fica vedada a rescisão do contrato de trabalho.

Material escolar: reabertura do comércio rende fôlego às livrarias

Após muita espera e expectativa sobre a retomada das aulas presenciais, instituições de ensino públicas e privadas anunciaram a data de início das atividades de forma remota, a partir desta semana. Para os pais que ainda não foram às compras, a notícia de reabertura do comércio não essencial na segunda-feira (1) veio em ótimo momento. Nesta nova etapa de flexibilização, segundo o Decreto Municipal nº 17.536, divulgado no sábado pela Prefeitura de Belo Horizonte, as lojas de rua poderão funcionar de segunda-feira a sábado, das 9h às 20h, e os shoppings das 10h às 21h.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/ UFMG), aponta que 26,7% dos pais da capital mineira pretendem ter algum gasto com a compra de materiais escolar neste ano e 75% vão adotar alguma estratégia para economizar. Entre elas, a reutilização de itens remanescentes do ano anterior (42,86%) e a tradicional pesquisa de preços (41,07%).

No Shopping Del Rey, na região Noroeste, as principais lojas do segmento estão preparadas para a reabertura, com todos os cuidados que o momento exige, mas continuarão atendendo também no ambiente on-line. “Recebemos com muita alegria e responsabilidade essa nova flexibilização. Durante a pandemia, o shopping incorporou várias medidas de distanciamento e uma rotina rigorosa de higienização, que garantem a segurança de todos os seus frequentadores. Os lojistas continuaram atendendo por meio de seus canais próprios de venda on-line e, por isso, estão prontos para reabrir as portas”, afirma Isabela Moreira, gerente de marketing do Shopping Del Rey, que acredita em uma mudança no comportamento do consumidor para a volta às aulas.

“O que temos percebido é que o comportamento de compra desse consumidor mudou, em função do cenário de incertezas neste início de ano letivo. Ao invés de buscar pela lista inteira, muitos pais vão priorizar, nesse momento, a compra de produtos que são indispensáveis para o início das aulas, correndo atrás de diferenciais como preço, qualidade e disponibilidade do produto”, avalia Isabela Moreira, destacando que aqueles que ainda optarem pela compra on-line em lojas do Del Rey poderão receber seus produtos por delivery, drive-thru ou pelo serviço de entrega da Delivery Center, em até 24 horas

A Leitura é uma das lojas que transformou a sua forma de vender para aproveitar todas as possibilidades do período de fechamento do comércio e agora comemora a possibilidade de trabalhar de portas abertas nesta reta final. “A notícia nos traz novas expectativas para os próximos dias. Muitas pessoas estavam aguardando as definições sobre o regime de ensino, remoto ou presencial, para realizar suas compras. Sentimos que a demanda estava crescendo de forma gradual nesta semana e acredito que agora, combinando a venda física e online, podemos ampliar os resultados”, aposta Marcela Abreu, gerente da Leitura do Shopping Del Rey.

A loja, considerada uma das principais desse segmento, está preparada para receber seus clientes com toda a segurança e com alguns diferenciais. “Estamos prontos para reabrir as portas com condições especiais. Como trabalhamos com um grande volume de produtos em estoque, conseguimos manter alguns preços do ano passado, sem o reajuste imposto pelos fornecedores, principalmente nos segmentos de papelaria. Mas, buscamos também as principais novidades do mercado para atender a todos os gostos e bolsos”, explica.

Experiência digital agrada &#8211; </strong>A nova experiência de compra digital oferecida pela pandemia parece ter agrado às famílias. Segundo Márcia Machado, uma das administradoras do Grupo Amor de Mãe, que reúne mais de 20 mil mães em uma rede social, a comodidade de comprar on-line e receber os itens em casa facilita a vida de quem tem acumulado funções nessa quarentena. “As mães foram as mais afetadas nesse período de isolamento social. Elas precisam se dividir entre os cuidados diários com as crianças, atividades escolares, home office e gestão da casa. A possibilidade de planejar com calma a compra dos materiais escolar, pesquisar preços e receber tudo a tempo, sem precisar sair de casa, traz um ganho importante para essa rotina tão atribulada. Tenho certeza de que muitas mães não vão querer voltar ao modelo tradicional”, garante.

Ela acredita ainda que o movimento de compra da lista de materiais deve ser diluído ao longo dos meses. “Com as aulas remotas há quase um ano, muitos materiais ainda estão em condições de uso e outros itens que estão diretamente relacionados ao dia a dia escolar, como uniformes, mochilas e pastas, poderão esperar a retomada das aulas presenciais para serem comprados. De certa forma, é um alívio para as despesas desse início de ano”, diz.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/material-escolar-reabertura-do-comercio-rende-folego-as-livrarias/ )

Delivery continuará a ser usado por 8 a cada 10 comerciantes, mostra pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva sob encomenda VR Benefícios mostra que 81% dos estabelecimentos comerciais no Brasil passaram a fazer delivery na pandemia de Covid-19 e pretendem manter o sistema mesmo depois que as medidas de isolamento social se tornarem desnecessárias. Antes da pandemia, 49% dos restaurantes, lanchonetes, padarias e mercados faziam entregas em domicílio.

O levantamento mostra, ainda, que 47% dos estabelecimentos criaram novos canais de venda a partir da pandemia como forma de sobrevivência. O comércio pelo telefone foi o mais adotado, com 71% de adesão. Na sequência, vêm o Whatsapp (63%), o e-commerce próprio (51%), as vendas online (42%) e os aplicativos de entrega (39%).

Em relação ao atendimento ao cliente, o self-service era oferecido por 59% dos restaurantes antes da crise sanitária, e, agora, 42% deles servem refeições desta forma. Em contrapartida, a oferta do serviço à la carte subiu de 43% para 54% nesta pandemia.

Como medidas de proteção ao cliente, os estabelecimentos afirmam adotar: limpeza e desinfecção do ambiente (91%), disponibilidade de álcool em gel aos clientes (85%), ambiente mais aberto e ventilado (80%) e utilização de mais itens descartáveis (63%).

A pandemia acelerou também a implementação de meios de pagamento sem contato entre os estabelecimentos comerciais. Os que já adotavam a facilidade e intensificaram seu uso no período,e os que inauguraram a modalidade somam 65%. Já as formas mais utilizadas são: aproximação de celular (83%), QR Code (69%), aplicativos no celular, como Google Pay ou Apple Pay (32%), e envio de link por pagamento (18%).

“O aumento do e-commerce é um movimento que vimos crescer fortemente nos últimos meses, principalmente nas plataformas de entrega de comida. E o uso cada vez maior do link de pagamento é uma tendência no setor de benefícios”, explica o diretor-executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhador, da VR Benefícios, Paulo Roberto Esteves Grigorovski.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/29/delivery-continuara-a-ser-usado-por-8-a-cada-10-comerciantes-mostra-pesquisa )