Comércio varejista cresce 1,3% em no Brasil

Segundo dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista brasileiro obteve um crescimento de 1,3% em agosto deste ano em relação ao mês anterior. Depois de três meses de queda o aumento no volume de vendas sinaliza a retomada do setor, que já registrava uma recuperação lenta antes da paralisação dos caminhoneiros realizada em maio. Neste cenário, a receita nacional cresceu 1,5% e reverteu a queda registrada no mês de julho pelo segmento (-0,5%). Dentre as atividades pesquisadas, oito obtiveram resultados obtidos. Os setores de Tecidos, vestuário e calçados, juntos, lideram a amostra registrando um acréscimo de 5,6%.

Varejo responsável, cliente engajado

Imagine duas lojas concorrentes. Uma delas reverte uma parte do valor de suas vendas para programas sociais. A outra, não. Em qual delas você compraria? Levando em consideração as pesquisas recentes sobre tendências de consumo, a escolha do cliente será, cada vez mais, pela marca que for mais preocupada com a sociedade. Isso é ainda mais forte entre os millenials – pessoas entre 18 e 40 anos atualmente. De acordo com o estudo “Cenários de transformação para as empresas de varejo e consumo”, feito pela PWC, essa geração não se contenta apenas com o ato de adquirir. Eles querem dar um significado à compra. Nesse contexto, os produtos oferecidos devem ter algo a mais, de preferência, relacionado a causas comunitárias. Segundo dados levantados pelo WGSN (World Global Style Network, 66% dos millenials ao redor do mundo estão dispostos a pagar mais por produtos de empresas socialmente engajadas. Existem diversas formas de responder a essa exigência por responsabilidade.

“O consumidor mostra que pagaria mais por produtos que apoiam uma causa. Ele está mudando suas preferências e exigências com relação às marcas e lojas em que escolhe comprar.” Renata Chemin, cofundadora d’O Polen

Uma delas é abraçar causas que sejam relevantes para o seu público. Para atender a essa demanda, surgem iniciativas como O Polen – uma ferramenta para lojas virtuais que transforma parte dos lucros de cada venda em doações para ONGs. Outra opção é se apropriar de demandas da cidade – como fizeram Mirela Barbosa e Raquel Silva, donas do Armazém Moderno, uma loja de presentes e artigos de decoração da zona norte de Porto Alegre.

Fazer a diferença

Uma praça mal cuidada e ruas com pouca – quase nenhuma – circulação de pedestres. Esse era o cenário que, até pouco tempo atrás, cercava o Armazém Moderno, no bairro São Sebastião. “Sentíamos na comunidade um medo de circular pela região, em função da segurança, e uma fragilidade relacionada ao acesso à cultura e ao lazer”, conta Mirela. Então a dupla de empresárias capitaneou, junto com umgrupo de moradores, a revitalização da praça que fica em frente à loja. Além disso, passaram a organizar, nas quintas-feiras, um happy hour aberto à comunidade – regado a gastronomia, bebidas e atrações culturais. Iniciado em janeiro deste ano, o evento se tornou parte da rotina de moradores e frequentadores do bairro. “As pessoas nos agradecem, dizem que nós mudamos o cotidiano da região. Agora, elas se sentem mais seguras para frequentar a praça e caminhar pelas redondezas. E isso impacta positivamente nas vendas.

Em alguns dias de happy hour, superamos as vendas da semana inteira. A marca ambém ficou infinitamente mais forte. Hoje, os clientes não nos chamam mais de ‘lojinha’. Somos o Armazém Moderno”, relata Mirela. A loja fica na rua Bom Retiro do Sul, 23.

‘Polinizando’ o consumo

Aos varejistas que pretendem iniciar um processo de engajamento social, mas não sabem como, uma boa dica é utilizar O Polen – uma ferramenta virtual vinculada ao site da loja que facilita doações a entidades sociais por meio das compras. Para o consumidor, funciona assim: ao comprar numa loja parceira do projeto, o consumidor escolhe a instituição que deseja colaborar e a loja doa parte do seu lucro a uma ONG. Ao comprador não custa nada, enquanto as empresas participantes se tornam mais valorizadas no âmbito social. “Grandes marcas já estão fazendo isso com investimento e estrutura, mas como você faz quando é pequeno ou médio? Nosso objetivo é facilitar isso para qualquer varejista”, diz Renata Chemin, cofundadora da startup. Segundo ela, a utilização d’O Polen gera uma diminuição de até 20% no abandono do carrinho e 50% dos compradores que interagem com a ferramenta acabam finalizando a compra. “Temos casos em que aumentamos em mais de 30% a conversão de vendas de um site como um todo. A mudança do consumidor já aconteceu. É só prestar um pouquinho de atenção e veremos diversas lojas que conseguem até colocar um preço mais alto por incluir propósito, que é algo que valoriza a empresa e o produto”, aponta Renata. Atualmente, O Polen está presente em dez e-commerces do Brasil. Para o ano que vem, um dos planos é expandir a “polinização” para lojas físicas de todos os tipos e tamanhos.

“A cultura e o lazer são aliados para vencer o medo que os moradores sentiam de andar na rua, o que é ruim para qualquer loja física. O movimento do happy hour ajudou desde a feira de hortifrúti até a pastelaria do bairro.” Mirela Barbosa, sócia-proprietária do Armazém Moderno

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(fonte: Sindilojas Poa)

 

Como inovar em um setor tão tradicional e continuar relevante dentro do segmento

O mercado de livros encolheu 21% no Brasil entre 2006 e 2017, segundo informações de um estudo recente realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Por outro lado, somente nos primeiros seis meses de 2018, foram vendidos mais de 24 milhões de livros, um crescimento de 5,24% em relação ao mesmo período do ano passado. Em faturamento, o volume cresceu ainda mais, registrando 9,97% de aumento.

Dados como esses mostram que o segmento de livrarias enfrenta um enorme desafio, que se torna ainda mais sério quando se soma a crise econômica ao baixo hábito de leitura dos brasileiros. Ainda assim, há livrarias que estão conseguindo se diferenciar por meio de inovações que surpreendem os consumidores e estão encabeçando os bons resultados apresentados pelo setor, independentemente do tamanho que o negócio tenha, como o Viveiro Cultural e a Livraria Taverna.

Aconchegantemente local

Situada no Centro Histórico de Porto Alegre, a Livraria Taverna nasceu como um e-commerce de livros com entregas de bicicleta dentro da cidade. Hoje, já soma quatro anos de história, sendo dois e meio com as portas abertas na Rua Fernando Machado. A loja sempre esteve nos planos dos sócios Ederson Lopes e André Günther e veio como uma oportunidade quando a participação em feiras de rua – que permitia um contato próximo com os consumidores – começou a diminuir.

No pequeno e aconchegante espaço da loja (que está sendo ampliado), o visitante encontra uma cuidadosa curadoria de 4 mil títulos nas áreas de artes, humanidades, literatura e publicações independentes – um dos grandes diferenciais. Além disso, a Taverna realiza eventos semanais, como lançamento de livros, sessões de autógrafo, workshops, saraus, entre outros, para atrair o público e tornar o espaço ainda mais familiar. Seções destinadas a poesia, autoria negra, feminismo e LGBT dividem espaço com cervejas e cachaças artesanais, vinhos e cafés, que abraçam o visitante e o convidam a permanecer, fazendo jus ao termo que dá nome ao lugar. Nos últimos meses, a Taverna se lançou também como editora, o que aumentou para 30% as vendas pelo site, e lança mais três novos títulos durante a Feira do Livro de Porto Alegre, que acontece este ano de 1º a 18 de novembro, na Praça da Alfândega.

Cultura para todos

Outro estabelecimento que inova no segmento é o Viveiro Cultural, localizado em Cachoeira do Sul, na região central do Estado. Por lá, a experiência ao visitante é o que comanda os trabalhos, e para isso, o local promove várias atividades culturais, especialmente para o público infantil, como contações de histórias, teatro e música. Por meio da iniciativa, o Viveiro atrai visitantes e ainda ajuda na formação de novas gerações de leitores. A história do negócio começou em 2004, com venda de livros online, mas logo surgiu a oportunidade de comprar uma pequena livraria que estava fechando, dando origem ao sonho dos sócios Rodrigo Keller, Daiane Keller e Carlos Rodrigues de criar um centro cultural na cidade. Em 2008, a loja ganhou vida, e em 2016, após completa reformulação (inclusive do nome, que passou a ser Viveiro Cultural), a comunidade ganhou um novo espaço de convivência e cultura. Inspirado nos centros culturais de grandes cidades, o Viveiro se adaptou ao município do interior e hoje conta com café, estúdio para aulas de música, espaço multiúso para eventos e estúdio de fotografia, que recebem em torno de 1,5 mil pessoas por mês e tornam o local um importante polo de cultura da região.

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(fonte: Sindilojas Poa)

Consumidores preferem uma semana inteira de promoções à Black Friday apenas na sexta

Estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas POA aponta que 91,1% dos consumidores entrevistados preferem ter acesso às ofertas da Black Friday durante toda a semana. Ou seja, preferem ter uma Black Week a uma Black Friday. Para este ano, a maior parte do público espera encontrar descontos entre 21% e 30% nos produtos selecionados para a promoção, que deve ter itens como televisão, vestuário, móveis e celulares como os mais procurados. O estudo foi feito no dia 26 de outubro, em Porto Alegre.

Inflação oficial é de 0,45% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,45% em outubro. É a maior taxa para o mês desde outubro de 2015 (0,82%). O índice ficou abaixo do 0,48% de setembro. O IPCA foi divulgado nesta quarta, dia 7, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O indicador acumula inflação de 3,81% no ano e de 4,56% em 12 meses.

Causas

Os principais responsáveis pela inflação de outubro foram os gastos com transportes e alimentação. Os transportes, por exemplo, tiveram alta de preços de 0,92%, puxada principalmente pelos combustíveis (2,44%). Foram observados aumentos de preços no etanol (4,52%), óleo diesel (2,45%), gasolina (2,18%) e gás veicular (2,45%). Apesar disso, todos eles tiveram uma inflação mais moderada do que em setembro.

Já o grupo alimentação e bebidas apresentou alta de preços de 0,59%, motivada por produtos como o tomate (51,27%), batata-inglesa (13,67%), frango inteiro (1,95%) e carnes (0,57%).

Os demais grupos de despesa tiveram as seguintes taxas em outubro: habitação (0,14%), artigos de residência (0,76%), vestuário (0,33%), saúde e cuidados pessoais (0,27%), despesas pessoais (0,25%), educação (0,04%) e comunicação (0,02%).

(Fonte: Agência Brasil)

Comércio Lojista de BH e Região Metropolitana poderá funcionar no feriados de 15 de Novembro

O Sindilojas BH & Região informa que o comércio lojista de Belo Horizonte, Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão Das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano está autorizado a funcionar no feriado 15 de novembro (Proclamação da República) de 2018, conforme Convenção Coletiva de Trabalho.

Para poder funcionar nesse feriado, a empresa deverá requerer ao SINDILOJAS/BH e ao SEC/BH a expedição das respectivas Certidões de Regularidade, atestando que está em dia com as contribuições, que, no caso patronal, a assistencial dos últimos 02 (dois) anos.

O trabalhador que prestar serviço nesse feriado terá uma jornada de trabalho de 8 horas, com no mínimo uma hora para descanso.

A jornada de trabalho em Shopping Center de Capital será de 14h às 20h horas, com exceção do Shopping Cidade, Shopping Norte e Anchieta Garden Shopping, que será de 10h às 16h horas.

Os estabelecimentos comerciais deverão conceder uma folga compensatória no prazo de 60 dias. Não será necessário pagar gratificação.

SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE BELO HORIOZONTE E REGIÃO – SINDILOJAS/BH

A responsabilidade do franqueador com o insucesso do franqueado

Qualquer atividade empresarial envolve riscos. No franchising estes riscos são diminuídos pela sua própria natureza, que engloba, entre outros fatores, a utilização de um modelo de negócio testado, uma marca consolidada no mercado e a assistência contínua prestada pelo franqueador ao franqueado. Sob este ponto de vista, em quais hipóteses é possível imputar ao franqueador a responsabilidade pelo eventual insucesso do franqueado?

Diante da complexidade das relações de franquia, cada situação necessita ser analisada isoladamente. De modo geral, pode-se afirmar que as condutas caracterizadas como infrações contratuais graves são passíveis de justificar a responsabilização dos franqueadores. Por outro lado, são comuns as situações em que os franqueados reclamam de atitudes dos franqueadores, mesmo aquelas que estão em conformidade com o estabelecido no contrato de franquia.

o analisar os julgamentos dos tribunais brasileiros sobre o assunto, verifica-se que é dada grande relevância à efetiva demonstração do “nexo de causalidade” entre a conduta do franqueador e o impacto negativo na operação franqueada. Ademais, é preciso comprovar o comportamento culposo ou o abuso de direito, vide, como exemplos, o erro grosseiro na determinação de políticas de preço e falhas reiteradas no abastecimento.

Por fim, destaca-se que a jurisprudência costuma ser bastante rigorosa neste sentido, não imputando responsabilidade aos franqueadores em razão de faltas contratuais menores.

*Francisco dos Santos Dias Bloch é mestre em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenador chefe do contencioso do escritório Cerveira Advogados Associados.

(fonte: http://www.varejista.com.br/artigos/gestao/6829/a-responsabilidade-do-franqueador-com-o-insucesso-do-franqueado )

Inadimplência bate recorde

Segundo dados do Serasa, o volume de brasileiros inadimplentes chegou a 61,8 milhões em junho, o maior número registrado. Para os economistas da entidade, o elevado nível de inadimplência no País ocorre por conta do baixo crescimento econômico – que seria um dos fatores determinantes para o aumento da taxa de desemprego no Brasil. A faixa etária predominante entre os inadimplentes é a de pessoas entre 36 e 40 anos (47,3%). De acordo com o Serasa, 40,3% da população adulta brasileira está inadimplente – e o principal motivo continua sendo as dívidas atrasadas com bancos e cartões de crédito.

(Fonte: https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/inadimplencia-bate-recorde)

Contrato Intermitente é alternativa para períodos com alta demanda no comércio

Com a proximidade dos períodos com alto movimento no varejo – com a Black Friday, Natal e promoções de final de ano – o varejo precisa aumentar sua equipe para atender a demanda de pico. E é nesse cenário que efetivação de funcionários por meio do Contrato de Trabalho Intermitente se torna uma interessante alternativa para os varejistas. Para tratar do tema, o advogado Luiz Fernando dos Santos Moreira, do escritório Flávio Obino Fº Advogados Associados, ministrou um workshop para os empresários associados ao Sindilojas POA no dia 03 de outubro.

Especialista em em Direito da Economia e da Empresa, Moreira explica que a regulamentação do trabalho intermitente – que entrou em vigor junto com a Reforma Trabalhista em novembro de 2017 – buscou proporcionar segurança jurídica aos empregados e empregadores, formalizando esse tipo de contratação. Mas, ao mesmo tempo, alerta: o Contrato Intermitente não é sinônimo de trabalho temporário. Enquanto que os temporários só podem ser contratos através de uma empresa terceirizada, os empregados intermitentes podem ser convocados diretamente pela empresa, sem nenhum intermediário para a contratação.

A legislação foi pensada para atender demandas de pico e contempla, especialmente, uma necessidade típica do comércio em datas sazonas e comemorativas. Portanto, segundo o advogado, não pode ser ignorada pelos lojistas. “A possibilidade se diferencia do contrato de trabalho temporário porque não depende de uma situação específica como aumento extraordinário de movimento ou substituição de pessoal permanente. É uma modalidade nova de contratação que visa atender a necessidade de aumento de demanda específica e pontual, em que o empregado é contratado para trabalhar por hora, por dias ou até por semanas”, explica.

(fonte: https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/contrato-intermitente-e-alternativa-para-periodos-com-alta-demanda-no-comercio)

Geração Z: compram online, mas testam na loja

Os jovens nascidos entre o final dos anos 1990 até a primeira década dos anos 2000 são conquistados pela personalização, possuem alto poder de compra, navegam por dispositivos móveis e preferem transações online – mas valorizam muito a experiência em lojas físicas que contam com recursos tecnológicos. É o que revela o recente estudo da Criteo, empresa especializada em marketing comercial, que entrevistou membros da geração Z nos Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Reino Unido e Brasil. Por aqui, pessoas dessa faixa etária já correspondem a quase um quarto da população.

Redes sociais

  • A favorita de 55% dos jovens é o Facebook, seguido por Snapchat e Instagram, ambos com 52%
  • 32% das transações da geração Z são feitas via mobile
  • 62% valorizam descontos
  • 42% são atraídos por lojas físicas com design diferenciado 
  • 57% são atraídos por boas fotos dos produtos
  • 58% apreciam devoluções gratuitas 

(fonte: https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/geracao-z-compram-online-mas-testam-na-loja)