Consumo deve voltar a níveis pré-Covid no 3º trimestre de 2021

As empresas de consumo, que incluem setores voltados ao consumidor final, devem ver os seus negócios retornarem ao nível pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2021 em escala global. A conclusão é de um levantamento da consultoria ZRG Partners obtido pelo Estadão/Broadcast, e que considera 100 empresas de capital aberto de todo o mundo em segmentos como varejo, alimentos e bebidas, lazer e vestuário. Duas empresas brasileiras, o GPA e a Natura &Co, fazem parte do chamado ZRG Consumer 100 Index, e devem seguir essa mesma tendência.

“O GPA atua em um setor que foi considerado essencial, então, pode ser que ele volte antes até do que empresas de outras indústrias”, diz Bruno Lino, um dos sócios da ZRG no Brasil, e responsável pelas pesquisas da consultoria na área de consumo no País. “Como brasileiro, olhando para o índice, é interessante notar que estamos alguns meses ‘atrás’ na pandemia, e por isso, podemos ver quais as tendências estão aparecendo nos outros países”, diz ele.

O Consumer 100 Index calcula o desempenho dos papéis das empresas que fazem parte dele nas bolsas em que estão listadas. A lista de companhias incluídas é definida por um algoritmo que pondera fatores como poder das marcas, investimento em inovação, receitas e crescimento. Do total, 62% dos nomes são de consumo discricionário, e 38% de consumo essencial.

A maior parte das empresas do índice, 63%, tem capitalização de mercado acima de US$ 10 bilhões. 30% são médias, com valores entre US$ 2 bilhões e US$ 10 bilhões. Os 7% restantes têm valores abaixo de US$ 2 bilhões. Considerando-se os 100 nomes, 69% pagaram dividendos aos acionistas até o final de abril, ante 83% em dezembro de 2019. Em termos gerais, com o impacto da pandemia, todas viram seus lucros caírem no primeiro trimestre, mas o estudo ressalta que 2019 oferece uma base difícil de comparação, visto que foi a máxima histórica de resultados do grupo.

Pesos pesados

Marcas mais tradicionais dividem espaço com pesos pesados do campo da tecnologia. Dos Estados Unidos, por exemplo, o Walmart divide espaço com Amazon e Apple. O grupo chinês de e-commmerce e serviços de internet Alibaba também está na lista. Segundo Lino, nomes brasileiros do varejo virtual, como B2W e Magazine Luiza, não entraram na lista principalmente por terem operações limitadas ao Brasil, o que não ocorre com GPA e Natura.

Olhando para os índices globais, o profissional enxerga uma tendência lá fora parecida com a vista por aqui: enquanto nomes mais tradicionais do setor de consumo deixam de chamar atenção nas bolsas, marcas de varejo online ou que estejam, de alguma forma, ligadas à digitalização da sociedade avançam e renovam máximas históricas – fenômeno visto, na Bolsa de Nova York, com a Amazon, e aqui no Brasil, como B2W e Magalu.

“Isso sem dúvida é uma tendência global. As empresas que caminham para a digitalização, e não apenas da venda, mas também na operação dos canais, têm uma tendência de crescimento maior”, afirma Lino. Por esse motivo, explica ele, o ZRG Index tem o investimento em inovação entre os principais quesitos para “credenciar” as participantes.

Neste ponto, entretanto, as duas participantes brasileiras estão um pouco abaixo da média mundial, e não necessariamente pelo que ocorre porta adentro das companhias. “Não podemos esperar que empresas locais tenham o mesmo nível de investimento em inovação que as de fora se o mercado local não está preparado para alguns níveis de inovação”, considera. “Essas duas empresas [GPA e Natura] estão em linha com os pares globais, especialmente comparando com alguns anos atrás, mas ainda um pouco abaixo.”

(fonte: https://newtrade.com.br/economia/consumo-deve-voltar-a-niveis-pre-covid-no-3o-trimestre-de-2021/ )

 

‘As vendas digitais vieram para ficar’, diz vice-presidente da Ricardo Eletro

Em entrevista nesta quarta-feira à Live do Tempo, Ana Garini, vice-presidente de transformação digital da Ricardo Eletro, falou sobre os investimentos da empresa para aprimorar os canais de vendas online de produtos e serviços da empresa nesse momento de isolamento social. Com lojas fechadas em função da pandemia de coronavírus, a executiva explicou como a rede varejista está atuando para chegar aos clientes e disse que e-commerce e WhatsApp estão representando cerca de 80% das vendas atualmente. “Estamos investindo uma boa parcela de toda a receita da companhia para melhorar o mix de produtos, aumentar todas as ferramentas disponíveis para os clientes e ampliar o marketing digital”, disse Ana Garini. Confira a entrevista.

Qual o seu olhar feminino numa empresa como a Ricardo Eletro? Para todo mundo que trabalha na Ricardo Eletro, esse orgulho de ter saído de Minas é uma constante. Importante, não pode ser perdido. O olhar feminino é mais de humanização. O mundo masculino tem uma linha reta, geralmente, para resolver as coisas. A energia feminina flui, tendo um pouco de jogo de cintura. A ideia aqui é a gente tentar dar um pouco de jogo de cintura para essa companhia e fazer isso através da transformação digital. Olhar para a empresa e ver como a tecnologia pode ajudar a Ricardo Eletro a atingir seus objetivos de negócios e acima de tudo, a melhorar a vida dos consumidores, que é o grande propósito que ela tem.

Qual é o caminho agora nessa transformação digital, qual a marca digital que quer colocar na empresa? Temos que deixar uma marca de todo um time. Estou aqui para representar um time de gente muito competente que está tocando o dia a dia na Ricardo e que quer fazer essa mudança. A marca registrada de toda a direção e dos funcionários daqui para frente é garantir que nosso consumidor tenha acesso àquilo que precisa, seja produto ou serviço onde ele quiser ao alcance da mão. Temos visto na pandemia que mais de 70% dos acessos às nossas plataformas  vêm de celular, então temos que respeitar isso. Foi isso que fez com que a gente migrasse parte dos nossos serviços e vendas para o WhatsApp. Além de estarmos com lojas físicas fechadas, foi isso que fez com que a gente desse mais força oara as redes sociais da Ricardo Eletro, para que a gente procurasse expandir os canais que os clientes têm para conversar com a empresa. A marca registrada é falar de facilidade, produtos, serviços e interoperabilidade. O importante é o cliente encontrar o que ele quer. Se não tem dentro da Ricardo Eletro, a gente quer ajudá-lo a encontrar, onde quer que seja, o serviço ou produto que ele precisa.

Queria situar a Ricardo Eletro dentro deste contexto de pandemia. Qual o percentual de lojas está aberto, como está a demanda por meios digitais nesse período? Assim como todas as outras redes varejitas, no dia 1 foi um baque, chegamos a ter 100% das lojas físicas fechadas. Um orgulho da Ricardo Eletro é que fechamos as lojas e esvaziamos os escritórios antes das determinações federal, estaduais e municipais porque a primeia grande preocupação sempre foi e continuará sendo a saúde e a segurança dos nossos colaboradores. Fechamos as lojas e 48 horas depois todos os funcionários, não só os vendedores, já tinham seu acesso para fazer vendas em casa através do WhatsApp. Hoje, esse número varia muito, mas a gente está com vinte e poucos por cento das lojas abertas. Todo dia muda de acordo com as determinações municipais e estaduais. Então, das quase 300 lojas, devemos estar com pouco mais de 20% abertas hoje. E temos 33% do nosso volume de vendas voltado para o WhatsApp. A população já comprava pelo WhatsApp, o que a gente fez foi institucionalizar isso para que nossos consumidores continuassem tendo acesso aos produtos que eles precisam mesmo durante a pandemia. E a gente intensificou também o investimento de marketing nos canais digitais para melhorar o engajamento dos consumidores através das nossas  redes, que soubessem qual  a promoção do momento, inclusive para passar dicas de saúde e segurança, tanto no Facebook, Youtube e Instagram. E tivemos, como todo varajista, um aumento de procura e compra no site e e-commerce.

As pessoas estavam acostumadas a comprar pelo e-commerce e passaram a usar mais o WhatsApp. Como vocês se prepararam para atuar com esse mecanismo de venda, houve investimento, treinamento? A primeira coisa que fez com fosse muito fluida essa mudança foi pegar o mesmo sistema que eles operavam na loja e passar isso para o WhatsApp. usando a mesma interface com o que está acostumado, o que facilita bastante a vida do funcionário. A segunda coisa foi deixar com que eles estabelecem seus horários. Tivemos até plantões, por exemplo, no Dia das Mães, começamos as vendas às 6h. Tivemos um plantão de saldão de 36 horas ininterruptas começando à meia-noite também. Os nossos funcionários estão bastante imbuídos do papel que têm junto ao consumidor e de saber, por exemplo, que uma boneca que está vendendo é a felicidade de uma criança que está fazendo aniversário. Uma geladeira que ele está tirando o pedido é a realização de um sonho de um consumidor. O mais importante, nosso DNA, é querer sempre dar o melhor valor para o dinheiro do nosso cliente e garantir que ele consiga ter acesso a todos os serviços e produtos que ele precisa. Buscando respeoitar a segurança dos funcionários e os horários flexíveis, mas o que vimos foi o engajamento de todos. Funcionários nossos criaram campanha, montaram minisistemas de relacionamento com seus consumidores na caderneta ou nas suas redes sociais. Isso fez com que a gente fizesse esse grande movimento que chamamos internamente “somos todos vendedores”. A pessoa que mais vendeu no mês passado e que não era frente de loja foi uma caixa, que nunca tinha vendido nada, no Piauí. Ela entendeu que a empresa estava apostando nela. Se abrir o sistema, o CEO e os vice-presidentes estão vendendo.

Como estão fatiadas essas vendas digitais? WhatsApp representa mais de 30% das nossas vendas. Lojas entre 10% a 20%. Um pouco menos de 50% focado no e-commerce, que está tendo uma crescente expressiva. A ideia é que cresça ainda mais, e nossos investimentos estão voltados para ter um aplicativo novo, melhorar a interface do usuário. A Ricardo Eletro já conta hoje com a assistente em libras no site, para que ele seja mais inclusivo.

A forma digital será o caminho no comércio de forma definitiva e como ficam as compras financiadas no WhatsApp? As vendas digitais vieram para ficar. Essa nova fase pós-pandemia vai definir o quanto e quais os canais que vão prevalecer e em que momento vai ser legal eu fazer a minha compra pelos canais digitais e em que momento devo ir à loja. A Amazon, que nasceu como uma plataforma online, criou umas lojas físicas para atender também seus clientes com os produtos mais vendidos da semana ou do mês. Loja vai rodando o estoque só com produtos mais desejados. A digitalização veio para ficar. A multicanalidade ainda fvai passar por muitas transformações. Hoje você já consegue comprar online  e retirar na loja, mas talvez amanhã você consiga comprar online e retirar numa loja que não seja a que você comprou, mas que tenha em estoque o produto.

O market place da Ricardo Eletro é um concorrente forte em relação às outras redes de varejo? Ele está em franca expansão nesse momento. Foi desenhado antes para olhar para poucos parceiros, hoje já conta com mais 190 parceiros e nos próximos três a seis meses vamos ter um grande plano de expansão regional. A ideia é que a gente consiga pegar redes menores, mas com expressividade regional, principalmente no Nordeste e nos interior dos Estados, nas regiões Centro-Oeste e Sul também, para que a gente consiga dar visibilidade desses produtos e serviços para nossos clientes. Temos cerca de 7 milhões de pessoas comprando na Ricardo ou fazendo suas buscas no nosso site todos os meses.

Como está o plano plurianual de investimentos da empresa? O plano é a gente chegar até o fim desse ano com cerca de 900 lojistas, parceiros. E para o ano que vem, a ideia não é ter lojistas que vendem produtos, mas também serviços. Se cliente comprar um micoondas, ele não precisa ir à loja retirar. Eu posso oferecer um voucher para que ele emita um boleto de qualquer aplicativo de transporte para buscar para ele. Por que eu não posso comprar um tablet para meu filho e já assinar um curso de inglês por meio do market place? A ideia é que a gente tenha algo em torno de 2.000 a 3.000 serviços e produtos.

Um desafio das vendas digitais é a logística. Como estão lidando com isso? Com o desafio do horáro de entrega? A Ricardo Eletro, como todos os varejistas, foi pega de surpresa. A quantidade de vendas online creceu muito com os mesmos transportadores para todos, e a gente está sendo que se adequar. Estamos fazendo é garantir que os nossos transportadores liguem e confirmem que as pessoas estão em casa para receber a mercadoria. A segunda coisa é tentar antecipar um pouco os  movimentos de eventuais quarentenas. A gente tem uma série de cidades em que não se consegue sair e outras que não se consegue entrar com o caminhão. Duplicamos a quantidade de agentes que temos no serviço de atendimento ao cliente. Por último, estamos estudando como é que daqui a frente, olhando como vamos automatizar ainda mais essa cdeia de logística para que o cliente saiba passo a passo onde está o pedido dele e quando vai receber.

O delivery regionaliza o negócio. Isso ajuda ou a atrapalha na distribuição? Em Minas Gerais, estamos conseguindo entregar, às vezes, em 12, 24 horas as compras. Temos um grande centro de distribuição no Estado. Acho que toda vez que a gente consegue dar para o consumidor o que ele precisa, a gente ajuda. A questão é o período de ajuste que estamos passando agora. Mas acreditamos que ajuda e queremos criar outros canais. Por que não ter um totem da Ricardo Eletro num ponto de ônibus onde o cliente possa entrar e fazer a compra? Tem acontecido de muitos parentes e amigos de funcionários nossos querendo vender também para ter uma renda extra ou por estar desempregado. Estamos vendo. Quantos mais canais tiver para chegar ao consumidor e resolver o problema dele, melhor.

Vocês têm um centro de distribuição em Contagem. Fica mais fácil mesmo o atendimento? Está funcionando bem na Ricardo Eletro? É um projeto que nós temos, de dar parte do nosso CD para que, principalmente, as pequenas redes que não têm outro jeito de distribuição próprio fazer suas entregas. Estamos em um  piloto, não tenho segurança para dar muitos dados. Mas acredito que sim. usar uma malha logística que já está estabelecida é uma facilidade para que pequenos ou redes regionais possam se plugar a uma rede grande e ele vender seu produto e entregar mais rápido.

Projetos que pretendem implantar ainda este ou ano ou com a pandemia terá atraso? Não temos isso fechado ainda porque toda ideia de transformação digital de uma companhia parte do princípio de testar e errar pequeno e quando acertar, conseguir escalar. Estamos em teste. Os varejistas podem trabalhar juntos. Uma rede naconal que consegue olhar o regional fazendo parcerias regionais que sabem os produtos mais desejados no local é uma ideia.

A digitalização pode ter um efeito no espaço físico da Ricardo, com redução de lojas e de funcionários? A Ricardo trabalha com uma premissa, manter sua presença nacional e garantir a entrega do melhor produto e serviço. Pode passar por mudanças. Ao invés de ter uma loja grande, posso ter dois varejistas dividindo espaço, posso não ter dez vendedores na loja e ter metade deles com venda porta a porta. Os modelos estamos pesquisando, temos um futuro incerto, não sabemos quanto tempo vai levar para saber quando todas as lojas estarão abertas e entender como serão trabalhadas.

Já tem alguma loja da Ricardo que não volta após a pandemia? Até esse momento, não. Não conseguimos saber em que tempo as lojas vão voltar, quais fazem sentido abrir ou não. Estamos fazendo o possível para manter nossa marca presente, manter nossos funcionários e garantir a entrega para os clientes.

Como o consumidor faz para não cair em armadilhas na internet? A primeira coisa é procurar informações sobre o site. Se viu um produto ou serviço muito barato, abaixo do mercado, desconfie. Veja se tem página verificada nas redes sociais, nos órgãos de proteção ao consumidor, se as empresas têm reclamações. Ver a presença do cadeado no site, que é indicação de segurança. E verificar se tem canais de contato.

Nesse momento, de desafio novo, como estão trabalhando o cumprimento da jornada dos funcionários? Não consigo responder com detalhe, é uma questão do RH, mas sei que estamos flexibilizando as jornadas e respeitando os limites dentro das vendas por aplicativos. Sei a hora que o vendedor entrou e a que saiu. Se precisar pagar uma hora extra para o vendedor finalizar uma compra nós vamos finalizar. A gente não pode deixar de atender o cliente.

Você acredita que as relações trabalhistas vão mudar? Acredito que temos um longo caminho como sociedade para chegar em relações trabalhistas que fiquem justas para todos. Entendo o lado do trabalhador e do empresário. Acho que um evento como essa pandemia e as tecnologias que temos para trabalhar de onde quiser vão ajudar nessas relações.

Ricardo Nunes, fundador, continua na empresa? Ele tomou uma decisão de sair da companhia e tocar alguns projetos pessoais, mas é o principal torcedor e crítico nosso. A gente respeita muito a construção da Ricardo Eletro e o nome que ele deixou como legado.

Vocês pensam em formas de pagamento mais simplificadas que podem até gerar desconto numa compra à vista. Os meios de pagamento no Brasil são bastante avançados. A gente consegue ter hoje mecanismos de ponta para garantir a segurança e a maior possibilidade de meios de pagamento para que o cliente possa finalizar sua compra. Através do WhatsApp o cliente hoje consegue pagar um boleto, usar até dois cartões de crédito na mesma compra. No delivery muda um pouco a relação porque a pessoa está indo te entregar, você consegue usar o dinheiro, débito, crédito. O que a gente recomenda é que as pessoas usem menos dinheiro porque pode ser um agente de contágio da Covid-19.

Transferência também? A gente trabalha com boletos. Transferência está precista para a próxima revisão do aplicativo do site.

Demorou por questões de segurança? Tem uma questão de regulatório, não é só segurança. Nossos ambientes são seguros e criptografados. O cliente pode se sentir seguro como quando vai na boca do caixa  e entrega o dinheiro ou usa o cartão na maquininha. Temos todos os protocolos de segurança garantidos para que não ocorra nenhum problema.

Qual o maior desafio na transformação digital na Ricardo Eletro? As marcas foram todas fundidas, embora todas tenham o reconhecimento. Em algum momento a gente até mantém o logo da loja antiga no uniforme dos funcionários porque é uma lembrança carinhosa que o consumdor tem da marca. Mas todas as lojas estão sob a bandeira Ricardo Eletro. O maior desafio na transformação digital primeiramente é ela ser pautada no cliente como centro das decisões. Não adianta a gente contratar tecnologia da Nasa e ela não responder a uma demanda do nosso cliente. Segundo, ser clara e transparente, de fácil uso, E terceiro, é o processo de mudança grande de cultura para funcionários e consumidor, que terá uma série de canais para fazer suas compras.

Qual o investimento para essa transformação digital? Estamos investindo uma boa parcela de toda a receita da companhia para acelerar essa transformação, melhorar o mix de produtos, aumentar todas as ferramentas disponíveis para os clientes e fazer investimento em marketing digital.

Como foi trabalhar em empresas multinacionais e agora numa genuinamente brasileira e que já deixou um legado de democratizar o consumo no Brasil? Eu me sinto muito orgulhosa como cidadã brasileira. Tenho orgulho da carrreira que construi, tendo passado por essas experências em empresas multinacionais. mas trabalhar nelas é um pouco mais engessado do que dentro de uma brasileira. Numa multinacional você tem que respeitar certos padrões da empresa. Acho que temos um caminho muito bonito para trilhar.

Tiveram que aumentar a estrutura de TI para esse momento atual? Temos duas estuturas dentro de tecnologia. A primeira é garantir que o site não caia, que todos os sistemas estejam rodando e que consigamos emitir a nota fiscal para o consumidor. Outra estrutura onde a gente está crescendo em funcionários e parceiros é  a tencologia que olha para desenvolvimento, como eu melhoro a interface para o consumidor usar. A primeira área cresceu muito a questão de servidores, sistemas de ça porque o tráfego aumentou muito.

A empresa teve faturamento de R$ 2 bilhões no ano passado. Esse ano contam com uma queda expressiva ou com aumento? A gente conta com uma certa queda, estamos finalizando uma revisão de planejamento estratégico e olhando muito para os canais digitais, serviços e produtos para compor essa queda. Até janeiro, o grande mote da Ricardo eram as lojas, as grandes geradoras de receita, fazer essa mudança requer novos times, readequações internas.

Qual o produto campeão de vendas pelos canais digitais? Percentualmente, os dois produtos que mais cresceram de busca, quase 800%, foram cadeira gamer e kit churrasco. Olhando o volume total de vendas, as pessos têm comprado muito a TV de 32 polegadas, microondas, fritadeiras e smartphone.

Qual a dica para  a mulher conciliar família e carreira? Todo dia vai faltar alguma coisa. O grande segredo é a gente saber o que vai faltar. Um dia vai faltar um pouco para o trabalho, outro vai faltar para a família, marido, filhos.

(fonte: https://www.otempo.com.br/live-do-tempo/as-vendas-digitais-vieram-para-ficar-diz-vice-presidente-da-ricardo-eletro-1.2355520 )

Shopping adota sistema de vendas on-line

Fechados desde o dia 20 de março, em função do decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em combate ao Covid-19, os shoppings da capital mineira amargam perdas, como o fechamento de operações e vagas de trabalho, e tentam se reinventar para amenizar, de alguma maneira, os impactos impostos pelo distanciamento social.

O Boulevard Shopping, localizado na região Leste da cidade, por exemplo, adotou o sistema de vendas on-line com entregas via delivery.

De acordo com o superintendente do centro de compras, Maurício Malta, em uma estratégia sugerida pelo grupo Aliansce Sonae, do qual o Boulevard faz parte, as lojas do empreendimento que possuem canais de venda não presencial foram cadastradas no portal do shopping, de maneira ampliar o alcance ao consumidor. Ao selecionar uma loja, o cliente é direcionado para os canais de venda on-line do estabelecimento, seja e-commerce, aplicativo ou WhatsApp.

“As vendas on-line com entregas via delivery se tornaram a única opção viável para que as lojas do shopping mantivessem a operação, de forma segura e adequada ao atual momento. Temos diversos segmentos, como artigos para o lar, calçados, vestuário, alimentação, joalheria e serviços”, citou.

A medida está em vigor desde maio e, conforme o superintendente, o mall funciona como uma vitrine ou um intermediador para que os clientes cheguem até o e-commerce das lojas e saibam quais produtos estão disponíveis. Ele ressaltou que a finalização da compra e a combinação da entrega é feita diretamente com o lojista, por isso não é possível mensurar resultados de vendas. No entanto, revelou que 45% das operações já aderiram ao serviço.

“Esperamos que esta solução contribua para que haja um incremento nas vendas, de maneira segura e confortável para o consumidor. Utilizamos nossa audiência e credibilidade com os clientes para estimular e promover as vendas virtuais dos nossos lojistas”, explicou.

Prejuízo – Em relação aos impactos da pandemia no centro de compras, Malta destacou que são grandes, uma vez que já são mais de três meses com atividades suspensas e lojas fechadas, à exceção dos serviços essenciais e delivery.

Porém, disse que não houve consequências relevantes em rescisões contratuais e que o empreendimento tem implementado uma série de medidas de suporte ao varejo, como isenção na cobrança do aluguel e do fundo de promoção, além de descontos progressivos nas taxas condominiais como forma de ajudar aos lojistas.

Neste exercício, o Boulevard Shopping completa 10 anos. Inaugurado em 2010, foi o primeiro grande centro de compras da região Centro-Leste da cidade e marcou a entrada da Aliansce Shopping Centers – atualmente Aliansce Sonae – na capital mineira.

O mall se destaca pelo projeto arquitetônico, o Boulevard Corporate Tower – torre comercial de 17 andares -, a rede de cinema Cineart com a única sala Imax de Minas Gerais e o mix de lojas diferenciado.

CDL UBERLÂNDIA LANÇA PLATAFORMA GRATUITA

Com a pandemia do Covid-19 e o consequente fechamento do comércio, muitos empresários encontraram no e-commerce a alternativa para manterem seus negócios. No entanto, essa é uma atividade que requer investimentos iniciais com tecnologia e profissionais qualificados e nem todas as empresas conseguem acelerar esse processo.

Como estratégia para propiciar a entrada das empresas associadas no mundo digital para vender pela internet, a CDL Uberlândia lançou o CDLmebox, um marketplace gratuito, intuitivo, de fácil acesso, com possibilidade de controle e segurança nas vendas. A plataforma foi criada pela startup Code Square.

Por meio dessa ferramenta exclusiva de e-commerce, os empresários administram seus negócios, adicionam todos os dados dos produtos, fotos e preços. A plataforma está disponível tanto como aplicativo quanto por aplicação via web, sendo possível acesso pelo computador.

“Juntos vamos transformar a forma de fazer negócios. Para dar suporte a esses empresários, a CDL formará um grupo exclusivo de empresas para troca de experiências, além de um programa de mentoria que inclui lives, treinamentos, suporte e atendimento personalizado”, afirma o presidente da CDL Uberlândia, Cicero Heraldo Novaes.

Suporte – O acesso ao aplicativo Mebox é gratuito. O CEO da Code Square, Tassyo Tchesco, explica que para cadastrar basta acessar o domínio cdlmebox.org.br para gerenciar e cadastrar a loja.

“É fácil criar a loja virtual, inserir produtos, foto e preço. Todo lojista terá um gerente on-line que o ajudará e o apoiará na construção e organização da loja digital. Nosso intuito é acompanhá-los, haja vista que eles não têm histórico de usar esse tipo de plataforma. Vamos ajudar na construção e continuar avaliando como está o movimento, as vendas, ajudar na organização e nas promoções. A plataforma é ilimitada para a inserção de produtos, não cobra mensalidade e nem taxa de implantação. Cobra apenas uma pequena taxa administrativa quando se efetiva a venda. Diferente de outras plataformas, essa não tem taxa administrativa de frete, o que favorece a todos”, salienta Tassyo.

Para o usuário final, visualizar as lojas ativas e realizar a compra basta acessar o site mebox.app ou procurar pelo aplicativo Mebox nas lojas de aplicativos. “Quando o cliente entra, ele consegue visualizar as lojas em qualquer segmento como alimentação, beleza, eletrônicos, serviços, vestuário, petshop e outras mais próximas de sua residência e comprar. Através dessa loja, o cliente pede e pode pagar através da plataforma do aplicativo, site ou meios próprios, sendo cartões de crédito, débito ou dinheiro”, esclarece.

O e-commerce é uma tendência crescente e permanente. “Essa plataforma mostra aos pequenos lojistas que não estão inseridos no mundo da tecnologia, que esse é o caminho e o futuro. Todos estão sendo forçados a adiantar essa evolução. Os consumidores estão com o celular na palma das mãos a todo o tempo e os lojistas precisam estar inseridos nessa modalidade de venda. É um canal de vendas atrativo. Já tínhamos este projeto em andamento e aceleramos para lançar agora”, afirma o presidente da CDL Uberlândia.

A ferramenta vai beneficiar a base de empresas associadas à CDL Uberlândia. Destes, 70% são Micro e Pequenas Empresas, 49% são empresas do segmento do comércio e 42% de serviços.

Vendas on-line – De acordo com os dados que integram a 41ª edição do Webshoppers, o mais amplo relatório sobre e-commerce do País, elaborado semestralmente pela EbitNielsen – em parceria com a Elo, a atividade cresceu.

Da segunda quinzena de março até o fim de abril de 2020, houve aumento de 48,3%, comparado ao mesmo período do ano de 2019. Comparado ao período pré-Covid (do início de fevereiro à primeira quinzena de março), o aumento foi de 14,4%. No consolidado de 2019, o e-commerce ultrapassou a marca de R$ 60 bilhões em faturamento e atingiu 148 milhões de pedidos. E de 1º de janeiro até 30 de abril de 2020, já foi atingido 32% do resultado de todo o ano anterior.

“A tendência atual do comércio virtual é evoluir cada vez mais, devido ao número de brasileiros conectados à internet e sua utilização para efetivar compras. Com a pandemia, essa forma de vender se tornou uma necessidade. Os empreendedores devem se preocupar ainda mais em investir em um e-commerce efetivo e é isso que queremos oferecer”, afirma o presidente da CDL Uberlândia.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/shopping-adota-sistema-de-vendas-on-line/ )

Governo vai prorrogar suspensão de contrato por 2 meses e redução de salário por 30 dias

O governo deve prorrogar a suspensão de contrato de trabalho por mais dois meses e a redução de jornada e salário por mais 30 dias. A informação é do secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal.

A prorrogação foi autorizada pelo Congresso durante a votação da medida provisória (MP) 936, que está em vigor desde abril. Porém, para entrar em vigor a permissão à prorrogação, o presidente Bolsonaro ainda precisa sancionar a MP 936 e depois editar um decreto autorizando a prorrogação.

A sanção e a edição do decreto devem sair nos “próximos dias”, segundo Bianco. O secretário esclareceu que os empresários terão de fazer um novo acordo individual ou coletivo com seus funcionários caso queiram estender os efeitos da medida. Ele também explicou que será possível suspender os contratos por mais 2 meses e reduzir a jornada e o salário por mais um mês, totalizando 90 dias de prorrogação.

(fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/breves/governo-deve-prorrogar-suspensao-do-contrato-por-dois-meses-e-reducao-de-salario-por-30-dias/ )

Especialista prevê mudanças no mercado

O mercado como conhecíamos antes do período pré-pandêmico não existe mais e as empresas e profissionais que estão se preparando durante o período de isolamento social, causado pelo novo coronavírus (Covid-19), certamente, terão vantagens na retomada total das atividades econômicas.

A avaliação é do consultor e palestrante João Vidal, que participou no dia 24 passado, de live organizada pela equipe de Comunicação e Marketing do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG).

O especialista, que atua nas áreas de consultoria de gerenciamento, de marketing, negócios, treinamento, negociação, desenvolvimento de liderança, desenvolvimento de equipes, live coaching e coaching executivo considera que o momento é de voltar a nossa atenção ao emocional das pessoas.

Com mais de 30 anos de vivência prática em vendas, nos últimos anos vem atuando nos bastidores preparando estratégias para vendas. Em relação ao cenário atual, João Vidal remonta no início do século passado.

“Ninguém no mundo vivenciou uma situação como esta, já que a última pandemia global de graves consequências ocorreu em 1918. Estamos aprendendo a lidar com um problema que nos pegou de surpresa. Daqui a alguns meses, o joio e o trigo serão separados, aqueles que se abateram com a situação terão muitas dificuldades, mas as pessoas que enfrentaram o problema sairão mais fortalecidas”.

João Vidal observa ainda que o mundo passou, no século passado, por duas grandes guerras mundiais, mas que ocorreu longe do Brasil. Apesar do impacto psicológico, a vida aqui seguiu seu curso normal. “Hoje temos uma guerra silenciosa que amedronta as pessoas e literalmente parou o mundo. As pessoas não sabem o que fazer”.

Segundo ele, neste momento as pessoas se perguntam: o que vou fazer? “Existem aqueles empresários que geram empregos, aqueles que trabalham mais e os líderes de equipe, que estão procurando soluções para o problema. Se não estamos produzindo, as pessoas se perguntam o que fazer para que a gente e as empresas continuem de pé”.

Tem mais um detalhe, acrescenta João Vidal, as despesas fixas como o aluguel, a luz, água e impostos podem ser negociados, mas não cancelados. Além disso, vem aquela enxurrada de informação sobre quantas pessoas morreram, quanto a se contaminaram e quantos se recuperaram do Covid-19.

Conceitos – Segundo João Vidal, é necessário rever nossos conceitos e seguir em frente. “Precisamos conduzir nossas empresas e as negociações de vendas. Dou assessoria para empresas e mentoria de carreira para alguns profissionais e eles sempre me perguntam: João, o que faço para vender se está tudo fechado? Eu digo a eles que este momento é o de não focar diretamente nas vendas, mas sim em estratégia. Temos que fazer autoanálise e pensar onde queremos chegar. Não adianta falar que tem que vender. Pela primeira vez estou falando isso para meus clientes. Temos agora que nos preocupar com o ser humano, cuidar das emoções e do intelecto. Antes de existir produtos e serviços, existem pessoas. Se eu cuido de mim, estou apto para compreender minha equipe e a empresa e, assim, estou preparado para cuidar dos meus clientes, por que eles também estão com medo. Antes de pensar em números, temos que pensar no emocional de cada pessoa”.

Conforme João Vidal, neste momento a empresa que tem o histórico de sua clientela pode, com essas informações, trabalhar no bem-estar dela “Não é ligar para vender, a estratégia e tocar o coração do cliente, devemos fazer contatos para desejar um bom dia e uma excelente semana e agradecer pela parceria”.

O que deve ocorrer quando o mercado abrir completamente é que a guerra de prazo e preços continuará, mas agora o momento é de solidariedade.

“Daqui alguns dias quando seu cliente abrir o estabelecimento, outros concorrentes também vão entrar em ação para tentar fecha negócio. Mas, se durante o período de crise a concorrência não ligou para ele ou ligou para oferecer produtos e serviços, e você optou por hipotecar solidariedade, de quem o cliente vai lembrar com carinho quando retomar os negócios?”

Presencial – De acordo com o especialista, neste momento em que o contato presencial é quase impossível, os negócios poderão ser alavancados por meio de outras ferramentas de contatos como e-mail, telefone e WattsApp. Mas o caminho continua no trabalho da questão do emocional e mostrar que você está preocupado com o cliente.

“Sempre que estiver algo novo, mantenha-o informado. Pergunte como está operando a sua empresa e como pode lhe ajudar”.

Para João Vidal, com certeza, todos nós sairemos mais fortalecidos desta crise. Estamos aprendendo a lidar com as emoções, família, dinheiro e fazer mais com menos. Hoje tem muita gente sofrendo com a dor que não é delas, por exemplo, você está preocupado com o Covid-19 sim, mas está fazendo a sua parte. Por outro lado, não adianta ficar desesperado esperando que alguém descubra uma vacina. Ora esse problema não é nosso, quando elimino da mente essa preocupação, posso focar mais nas minhas necessidades”.

O mercado, de acordo o João Vidal, vai continuar existindo, porém do ponto de vista operacional, sofrerá grandes alterações. O comércio varejista sempre foi conhecido por manter a loja aberta à espera do cliente. Isso também vai mudar devido à expansão do e-commerce e da participação maior de afiliados, ou seja, aquelas pessoas que necessariamente não é funcionário, mas trabalha como parceiro da empresa nas vendas.

“O mundo mudou e nossos pensamentos e valores também. Hoje o foco é no que eu posso fazer para inovar. A máxima do mundo antigo era esmagar a concorrência; o de hoje é trabalharmos mais a questão emocional e a humana. Antes de pensar em números é bom colocar a ética e Deus em primeiro lugar”, enfatizou João Vidal .

O projeto de lives do CIEE/MG é organizado pela Secretaria de Comunicação e Marketing da instituição, sob a supervisão de Alexandre Cézar de Oliveira Melo, tendo a social media Ana Carolina Oliveira como mediadora. Fernando Beiral e Márcio Panzera estão envolvidos na produção das mesmas.

A divulgação da agenda das lives está disponível no site e também no Instagram @ciee.mg. A equipe da Secretaria de Comunicação promete que outros assuntos serão pautados no projeto, com foco nos interesses de estudantes, estagiários, aprendizes, empresários e educadores.

(fontes: https://diariodocomercio.com.br/negocios/especialista-preve-mudancas-no-mercado/ )

Restaurantes lutam contra o fechamento

Com as portas cerradas há cerca de 100 dias, nem todos os bares e restaurantes de Belo Horizonte encontraram no delivery a solução para reduzir os impactos das medidas de distanciamento social promovidas para o combate ao novo coronavírus (Covid-19).

A situação é alarmante, pois a pandemia nem chegou ao fim e a estimativa é de que 25% dos estabelecimentos já tenham encerrado permanentemente as atividades. E o número pode ser ainda maior quando chegar o chamado “novo normal”.

E, enquanto ele não chega, empresas conceituadas da alta gastronomia mineira e belo-horizontina vão tentando se reinventar. É parrilla que virou distribuidora; chef que aproveita a fama para fazer lives, ensinar receitas e cozinhar ao vivo com os fãs e, até mesmo, uma entrega personalizada com direito a menu completo. Mas há também os que não viram outra solução, senão encerrar o ciclo e se despedir de uma das Cidades Criativas da Gastronomia pela Unesco.

Este foi o caso do Mercado da Boca, por exemplo. Inaugurado em 2018, no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). No último dia 23, o estabelecimento informou via redes sociais que não suportou a crise, mas garantiu que a recém-inaugurada filial da Savassi continuará funcionando e reabrirá as portas assim que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) permitir a retomada do setor.

O imóvel em Nova Lima onde funcionava o complexo já foi entregue à proprietária, a Construtora EPO, que informou que já busca novo inquilino para o imóvel. A reportagem tentou contato com os administradores do Mercado da Boca, sem sucesso.

Mas a lista não para por aí. Fundado há seis anos na Capital, o Alma Chef, por exemplo, encerra as atividades neste sábado (27), em uma live de despedida, em que serão preparados hambúrgueres que na sequência serão entregues aos consumidores que compraram os sanduíches antecipadamente. O restaurante estava funcionando no formato delivery desde o início da pandemia, mas as incertezas do cenário atual não o permitiu continuar.

“Nessa tentativa de redesenhar o mundo, de imprimir propósito em tudo o que fazemos, decidimos pausar nossas atividades”, anunciou a casa nas redes sociais no último dia 16 de junho. Já o Tasca do Miguel, também no Lourdes, em maio anunciou pelas redes sociais o fechamento da casa.

Indignação – De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, a entidade tentou todos os caminhos possíveis em diálogo constante com a prefeitura, mas não alcançou êxito nas negociações para liberação das atividades das empresas do setor.

A associação chegou a recorrer à Justiça, no fim do mês passado, pedindo a reabertura dos estabelecimentos, sob alegação de falta de transparência da PBH no processo.

“Só queríamos uma data para que o empresário pudesse olhar para suas finanças e planejar seu retorno. Essa data nunca foi dada e está todo mundo esperando um possível anúncio, que nunca chegou. A incerteza para o administrador de um negócio com pouco capital de giro é fatal. Já são cerca de 100 dias fechados e estimamos que 25% do segmento de alimentação fora do lar já tenha quebrado. Mais do que isso, ainda há o receio de outros 10% ou 15% não conseguirem retomar as atividades diante de tanta regra e novidade”, explicou.

Nos últimos meses, conforme Rodrigues, a maior parte dos estabelecimentos adotou a alternativa do delivery. Para alguns deu certo, para outros não e muitos nem tentaram a modalidade, porque acharam que voltariam em breve. “Nunca tivemos um decreto com transparência, porque até os governantes estão perdidos”, completou.

Humberto Scalioni tinha dois restaurantes no Mercado da Boca Jardim Canadá – Marítimo e Tapas! Tapas! que, juntos, faturavam algo em torno de R$ 200 mil por mês. E, de repente, viu este número ir a zero e, agora, literalmente, fechar. Ele chegou a ter 20 funcionários fixos e 10 freelancers nos fins de semana, mas teve que dispensar todos.

“Vejo o fechamento com muita lamentação e tristeza, porque era um projeto inovador, moderno e único. A cidade e o Estado perdem, porque estamos falando de um centro de turismo e gastronomia que reunia todos os tipos de comida da alta gastronomia e com preço acessível”, justificou.

Scalioni ainda mantém o Esquina Parrillera, na unidade do Mercado da Boca Savassi e disse que as atividades do restaurante foram transformadas em distribuidora de cortes de carnes resfriados para serem entregues por delivery, e adiantou que vai reabrir o Marítimo no Vila da Serra no mês que vem.

O restaurante O Italiano, que funciona no Olhos d’Água, na região Sul de Belo Horizonte, adotou o delivery há cerca de 20 dias. E, segundo o sócio gestor da casa, Vinícius Veloso, tudo está sendo feito em vistas de evitar demissões e manter a cadeia de fornecedores e prestadores de serviço. Ele destacou as mudanças na vida das pessoas e na rotina dos estabelecimentos comerciais mesmo após a pandemia.

“Todos teremos que nos adaptar à nova realidade até que tenhamos uma vacina. O Italiano tem o privilégio de contar com uma área ao ar livre ampla que permite o distanciamento dos clientes e, obviamente, todas as medidas de segurança de higiene serão redobradas quando a casa reabrir, inclusive a equipe já foi treinada e está de prontidão à espera da liberação por parte das autoridades”, afirmou.

No caso do Gomez Restaurante, no Lourdes, região Centro-Sul da Capital, a primeira opção diante das restrições de funcionamento também foi o delivery tradicional, por meio de aplicativos. Para tal, o cardápio foi reestruturado e os investimentos em publicidade nas redes sociais incrementados. Mas, segundo o proprietário da casa, Renzo Sudário, com o passar do tempo, constatou-se que as vendas mensais correspondiam apenas a 5% do faturamento tradicional.

Foi então que buscaram a alternativa de levar a experiência do restaurante para dentro da casa das pessoas e, agora, oferecem a experiência completa, por meio da comercialização do ‘Box GomeZ’ – um kit com entrada, duas opções de pratos principais e sobremesas. A ideia é que o produto seja mantido no cardápio até mesmo quando a casa reabrir.

“O plano foi colocado em prática no Dia dos Namorados, quando criamos três kits de jantar exclusivos para a data. O resultado foi tão surpreendente que apenas o faturamento do Dia dos Namorados foi equivalente a quase dois meses do delivery tradicional”, revelou.

O Villa Giannina, localizado no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, também está operando via delivery, mas, além dos pratos tradicionais, também atende a encomendas, sendo ideais para comemorações, mesmo que restritas. Assim, o restaurante, que antes operava em formato self-service e massas a montar, além de encomendas e eventos, desenvolveu um menu à lá carte para a nova modalidade de operação.

Diariamente, há opções de entrada, pratos principais, pratos fit, saladas, sobremesas e, em alguns dias da semana e nos fins de semana, há sugestões do chef que incrementam o cardápio.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/restaurantes-lutam-contra-o-fechamento/ )

Fechamento do Comércio

O prefeito Alexandre Kalil decidiu recuar no processo de reabertura do comércio de Belo Horizonte. A partir da próxima segunda-feira (29), apenas serviços considerados essenciais poderão abrir as portas. A medida foi anunciada nesta sexta (26).

Poderão funcionar apenas supermercados, farmácias, laboratórios, clínicas, hospitais e demais serviços de saúde em funcionamento no interior de shopping centers, centros de comércio e galerias de lojas. Esta é a chamada ‘Fase 0’ do processo de reabertura estabelecido pela prefeitura.

 

Decreto 17.377 da Prefeitura de BH sobre o fechamento do comércio: Clique aqui para acessar

Resumo do Decreto 17.377: Clique aqui para acessar

Pesquisa Linhas de Credito Empresariais Pandemia COVID–19

Com portas fechadas durante meses e sem a certeza de quando o mercado retorna ao ritmo anterior à pandemia de coronavírus, cerca de 53% dos lojistas mineiros recorreram a linhas de crédito para manter as contas em dia — mas quase metade deles não conseguiu obtê-las e aponta problemas como burocracia dos bancos e juros altos como os maiores obstáculos.

Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pelo Sindilojas-BH. Junto a outros 14 sindicatos patronais de Minas Gerais, ele ouviu ouviu 423 empresas, distribuídas entre 25 cidades mineiras e totalizando cerca de 1.300 pontos de vendas e quase 11 mil empregos.

Confira a pesquisa: Clique aqui

Pesquisa-Mockup

 

Após tentativas, quase metade de empresas em MG não consegue crédito na pandemia

Com portas fechadas durante meses e sem a certeza de quando o mercado retorna ao ritmo anterior à pandemia de coronavírus, cerca de 53% dos lojistas mineiros recorreram a linhas de crédito para manter as contas em dia — mas quase metade deles não conseguiu obtê-las e aponta problemas como burocracia dos bancos e juros altos como os maiores obstáculos.

Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pelo Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH). Junto a outros 14 sindicatos patronais de Minas Gerais, ele ouviu ouviu 423 empresas, distribuídas entre 25 cidades mineiras e totalizando cerca de 1.300 pontos de vendas e quase 11 mil empregos. “O comércio, de modo geral, nunca teve linhas de crédito baratas como a indústria e a agricultura. Temos linhas com juros de 1,5% a 2% ao mês, o que dá 25%, 30% ao ano. No começo da pandemia, o Governo Federal liberou crédito barato para empresas pagarem as folhas de pagamento, mas esse dinheiro não chegou a elas”, aponta o presidente do Sindilojas-BH, Nadim Nonato.

A maioria das empresas precisou dos empréstimos para ter capital de giro ou honrar com a folha de pagamento, mostra o levantamento. Menos de 1% dos entrevistados diz ter conseguido contratar empréstimo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e sequer 10% tiveram sucesso com os bancos privados.

No início desta semana, o Banco Central (BC) anunciou uma nova de linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas, o Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), com potencial de R$ 127 bilhões. Em maio, o governo federal já havia anunciado o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), linha de crédito que, até então, nem todos os bancos já oferecem — de acordo com a pesquisa do Sindilojas-BH, pouco menos de 2% das empresas entrevistadas conseguiram crédito pelo programa. Nesse cenário, lojistas que tiveram dificuldade na obtenção de crédito durante a pandemia temem que a ajuda chegue tarde demais.

“Vivemos uma insegurança política, uma insegurança jurídica, com riscos trabalhistas, e agora essa insegurança econômica e financeira. Para ter coragem de continuar no negócio temos que estar minimamente seguros”, diz Luciana Morato, dona de três lojas franqueadas de calçado, todas elas em shopping centers da capital. Ela conta que procurou linhas de crédito já em meados de março, quando precisou suspender o funcionamento das lojas, e conseguiu obter uma por meio de um banco privado, com juros anuais de 15%, no final de abril para cobrir a folha de pagamento dos 21 funcionários, que foram colocados de férias. Luciana pontua que burocracia — como solicitação de documentos contábeis — e morosidade de bancos privados para lidar com os recursos públicos foram empecilhos para ter acesso mais rápido ao dinheiro.

Agora, as férias e o período de suspensão de contrato já foram finalizados e ela reduziu a jornada dos trabalhadores, que passaram a se dedicar a vendas online. Enquanto não consegue mais empréstimos, assiste ao acúmulo de dívidas de aluguel das lojas, impostos e contratos com os fornecedores. “Eu preciso do dinheiro, primeiro, para colocar as dívidas em dia. E não acho que as linhas de crédito oferecidas sejam de investimento, elas são para sanar problemas de curto prazo. Mas o pequeno e médio empreendedor vai precisar reinvestir para dar continuidade ao negócio. Precisamos de linhas com perfil de investimento, mais longas”, diz.

Nadim Nonato, do Sindilojas-BH, cobra celeridade da disponibilização dos empréstimos e que o governo federal garanta o repasse de juros mais baixos pelos bancos privados que aderirem aos programas federais. “Se não conseguir crédito agora, o negócio vai morrer.Eles precisam abrir as portas e ter dinheiro para ir pagando o aluguel e as mercadorias e ir recuperando as vendas”, destaca.

Por meio de nota, o Ministério da Economia afirma que “tem tomado todas as providências para que o crédito chegue ao micro e pequeno empreendedor”. De acordo com a pasta, a Caixa Econômica foi a primeira instituição a concluir habilitação para fornecer crédito pelo Pronampe – até então, é a única, e outras serão listadas no Portal do Empreendedor na medida em que se habilitarem, informa o ministério.

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), também por meio de nota, afirma que a taxa de juros do programa BDMG Solidário Coronavírus, lançado em virtude da pandemia, é mais baixa que a do BNDES, chegando a 0,83% ao mês, e que registrou um recorde de crédito para micro e pequenas empresas em maio desde ano, disponibilizando R$ 62 milhões.

BDMG anuncia adesão a Pronampe, linha de crédito do Governo Federal

O BDMG anunciou, nesta quinta-feira (25), que vai aderir ao  Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), do Governo Federal. As empresas interessadas devem procurar o banco mineiro a partir do dia 30 de junho, por meio da plataforma online BDMG Digital.

Para participar, as empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil e ter sido fundadas até 18 de maio de 2019. A linha promete juros de 1,25% ao ano, com prazo de 36 meses — oito de carência de 28 de pagamento. O crédito poderá ser aplicado em capital de giro ou em investimentos, com limite máximo de contratação de 30% da receita bruta da empresa em 2019.

(fonte: O Tempo – https://www.otempo.com.br/economia/apos-tentativas-quase-metade-de-empresas-em-mg-nao-consegue-credito-na-pandemia-1.2353351 )

 

Para repensar ameaças e oportunidades do comércio eletrônico pós-Covid

O comércio eletrônico no Brasil pode chegar a R$ 100 bilhões de faturamento em 2020, com um crescimento de 61,5% em relação aos R$ 61,9 bilhões de 2019. E esse vertiginoso crescimento vai acontecer também no mundo, em diferentes percentuais, como reflexo das mudanças de comportamento dos consumidores DC – Depois do Coronavírus.

As razões são claras e têm a ver com a familiaridade, facilidade, aumento da oferta e conveniência geradas pelo e-commerce e, principalmente, pela falta de alternativas durante o período de quarentena dos diversos países.

A descoberta para alguns e consagração para outros das virtudes desse canal de vendas, promoção e relacionamento sofreu impacto transformador e estrutural nesse período e seus efeitos permanecerão para sempre.

Essa percepção é uma das poucas unanimidades que caracteriza a análise do mercado neste período, mas traz embutidas ameaças e oportunidades que devem ser consideradas e avaliadas.

1) O comércio eletrônico pressiona a rentabilidade comercial das operações. A compra por esse canal é uma ação mais racional em quase todos os aspectos. Os produtos, as marcas, a experiência de outros consumidores, os preços, os custos de entrega e as condições de pagamentos são muito mais analisados e comparados e a decisão usualmente é por aquela alternativa que oferece mais por menos aos consumidores. O efeito prático e macroeconômico desse aspecto é uma pressão ampla sobre a rentabilidade que, de alguma maneira, é repassada também para a cadeia de valor criando um impacto de dimensões bem maiores.

À medida que cresce a participação do comércio eletrônico nas vendas gerais do varejo o efeito se dissemina e cria esse quadro de pressão macroeconômica, se equivalendo ao efeito Walmart do passado nos Estados Unidos quando a expansão da rede, com sua prática do EDLP – Preço Baixo Todo Dia levava consigo uma depressão das margens praticadas por toda a concorrência na tentativa de equilibrar o jogo;

2) Os marketplaces crescem de participação no conjunto dos negócios do varejo. Os marketplaces se constituem num caminho sem volta como alternativa para os principais players ampliarem sua participação oferecendo serviços para novos entrantes no jogo do comércio eletrônico ao mesmo tempo que criam novas alternativas na estratégia de distribuição para quem já domina o jogo. Mas muito ainda precisa ser revisto nessa alternativa, em especial o que envolve a responsabilidade dos marketplaces com respeito aos produtos vendidos pelas lojas que se abrigam sob sua estrutura. A ideia que o marketplace opera nos moldes de um shopping center no varejo físico e portanto não tem responsabilidade sobre procedência do produto ou serviço, legalidade da operação, garantia de entrega e outros aspectos mais é cada vez mais discutível pois para o consumidor digital essa relação entre fornecedores de fato e o canal market place se confunde e, maciçamente, a percepção é de que o responsável pela venda é o market place e não a marca ou fornecedor final;

3) O desafio de colocar emoção no comércio eletrônico. Sendo como é até agora uma compra mais racional, o desafio cada vez mais presente é como adicionar mais emoção, gratificação, experiência e satisfação nesse processo. Isso permitiria que esse maior prazer e deleite na hora de comprar gerasse diferenciação no processo e permitiria alcançar melhores margens operacionais. Já se discute o impacto que a incorporação da VR (Realidade Virtual) e AV (Realidade Aumentada) possam ter nesse processo, de forma a tornar mais emocionante a compra. Ao invés de comprar numa loja virtual orientada para valor apenas, o consumidor digital poderia imergir num ambiente virtual mais gratificante e incorporar mais doses de emoção no processo de decisão. Essa incorporação deverá se constituir na 5ª onda da evolução do comércio eletrônico. O comércio em si, básico na sua oferta, foi responsável pela 1ª onda. Todo o instrumental tecnológico de monitoramento de comportamento e sugestões, marcou a 2ª onda. Em seguida a incorporação de todas as alternativas de comparação e avaliação, constituíram a 3ª onda. Os marketsplaces sinalizam a 4ª onda. E a perspectiva é agora a incorporação de mais emoção no processo, com novos instrumentos e recursos como VA, VR e outros que permitam uma maior diferenciação no processo de compra que devem caracterizar a 5ª onda, facilitada pelo avanço iminente e, em alguns mercados já presente, do 5G;

5) O DTC – Direto ao Consumidor se torna ainda mais relevante. Já era um processo em clara evolução mas se tornou ainda mais acessível, viável e até mesmo necessário, as marcas e fornecedores de produtos e serviços se aproximarem do consumidor final levando suas alternativas de forma desintermediada e portanto, mais rentável. Mas, mais importante, é poder estabelecer uma conexão direta, sem intermediários, que permita tomar o pulso dos consumidores em tempo real e poder usar isso ampliação de alternativas, agilidade de atuação e, principalmente, a necessária mudança da cultura organizacional trazendo o consumidor final para o epicentro de tudo nas organizações. Os exemplos crescem e se consagraram ao longo do tempo praticamente em todas as categorias de produtos. Dos eletrônicos e tecnológicos com Apple e Samsung, à moda como Ralph Lauren, os alimentos como Nespresso e também até mesmo produtos de limpeza, como as lavanderias Ariel ou Omo. E como já dissemos, quem embarcou nessa não voltou atrás.

E o crescimento da participação do comércio eletrônico só faz aumentar o interesse, a facilidade e o menor investimento necessários para estimular marcas e fornecedores a se aproximarem de forma direta dos consumidores finais, ampliando a oferta e as alternativas para estes e criando um cenário ainda mais competitivo no mercado global.

Esses são alguns elementos que sinalizam os impactos gerados pelo irreversível processo de ampliação da participação do comércio eletrônico nas vendas do varejo no Brasil e no mundo.

Esse salto ativado pela epidemia e suas consequências são parte do novo cenário e talvez um dos mais relevantes elementos de transformação de mercado no período tenha sido a velocidade com que empresas e negócios se reposicionaram e incorporaram essa emergente realidade em seus modelos de atuação.

Há males que vêm para o bem.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/08/para-repensar-ameacas-e-oportunidades-do-comercio-eletronico-pos-covid/ )