Mais de 170 mil MEIs faturam com marmitas

Os primeiros meses do ano são, tradicionalmente, o período no qual grande parte das pessoas resolve colocar em prática novos sonhos e projetos. Isso explica o fato de que esse período do ano concentra o maior volume de abertura de novas empresas no Brasil. São milhões de pessoas buscando tirar do papel uma ideia e transformar em realidade o desejo de ser dono do próprio negócio. Segundo a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), abrir o próprio negócio é o quarto sonho do brasileiro, depois de ter a casa própria, viajar pelo Brasil e comprar o carro.

Entre os segmentos mais procurados pelos potenciais empreendedores, estão loja virtual, pet shop, beleza, turismo, moda, marmita, restaurante, reciclagem, consultório de pedagogia e consultoria. Para incentivar e inspirar os futuros empresários, uma série de matérias conta a trajetória de donos de pequenos negócios que conquistaram seu espaço nesses dez segmentos. Hoje é a vez da comida fora de domicílio, como as marmitas.

Foco, qualidade e horário

Foco e buscar apresentar sempre o que há de melhor. Esses são os conselhos para quem quer ter sucesso no negócio de marmitaria, segundo Zenaide Francisca Alves, que atuou por 30 anos no segmento, primeiro na informalidade e depois como Microempreendedora Individual (MEI).

“O segredo é focar em um certo número de pessoas para, em seguida, pegar novos clientes”, explica Zenaide, que tem em uma fábrica em Recife, onde mora, sua principal compradora. “O horário também é muito importante para que o negócio dê certo, assim como a variedade do cardápio e a qualidade da comida”, ensina a empreendedora, contando orgulhosa que o trabalho com marmita ajudou a formar sua filha. “Há 30 anos só me dediquei a isso”.

Acompanhamento

Um setor com forte concorrência, mas sem muitas barreiras de entrada a novos competidores, assim é o negócio de fornecer marmitas. De acordo com dados da Receita Federal e do Portal do Empreendedor, a atividade de “fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar” passou do nono lugar em 2014 para o sexto lugar em 2017, alcançando um crescimento de 22,5% neste período. Atualmente são aproximadamente 172 mil MEIs registrados nessa área, que compreende a preparação de refeições ou pratos cozidos, inclusive congelados, entregues ou servidos em domicílio, como entrega de marmitas.

A maioria dos consumidores desse segmento situa-se em áreas que apresentam grande concentração de escritórios, lojas, consultórios e serviços públicos. Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Além disso, vender refeição em domicílio é o tipo de negócio que exige o acompanhamento constante do empreendedor junto ao processo produtivo. A administração rigorosa da cozinha, em busca de qualidade e economia, garante o padrão de desempenho desejável. Alguns temperos diferenciados também agregam valor ao produto, sem elevar os custos. Além disso, o empresário deve sempre fazer o atendimento pessoal dos clientes, um dos modos mais seguros de fidelizar a clientela.

Uma outra sugestão é variar permanentemente o cardápio. A preparação de pratos congelados também constitui uma boa opção para incrementar a receita do estabelecimento. Para viabilizar esta linha de negócio, o empreendedor pode desenvolver parcerias com canais de distribuição do varejo como supermercados e lojas de conveniência.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/mais-de-170-mil-meis-faturam-com-marmitas )

Carnaval de 2020 e o comércio de Belo Horizonte e Região Metropolitana

CARNAVAL DE 2020 E O COMÉRCIO DE BELO HORIZONTE E REGIÃO METROPOLIANA

Os dias de Carnaval não são considerados feriados nacionais, por falta de previsão legal. No entanto, cada Convenção Coletiva de Trabalho pode definir as condições de trabalho, ou determinada Lei municipal pode definir o horário do comércio nessa data.

➡️ Belo Horizonte

O comércio de Belo Horizonte terá o seguinte funcionamento durante o Carnaval de 2020:

– Domingo, 23 de fevereiro: O comércio lojista de Belo Horizonte poderá funcionar normalmente no domingo de Carnaval.

– Segunda-feira, 24 de fevereiro: Na segunda-feira de Carnaval não será permitido convocar o trabalhador, uma vez que a Convenção Coletiva atribui a esse dia efeito de feriado (Dia do Comerciário).

– Terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de fevereiro: Na terça-feira de Carnaval, e na quarta-feira de cinzas até o meio dia, o comércio lojista não poderá funcionar, por força da Lei municipal 5.913/91.

➡️Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão Das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano,

Os lojistas das cidades de Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão Das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano, deverão observar o seguinte:

Segunda-feira, 24 de fevereiro: Apesar de a Convenção Coletiva de 2.020 ainda não ter sido celebrada, tradicionalmente as Convenções Coletivas celebradas pelo SINDILOJAS/BH atribuem a esse dia efeito de feriado (Dia do Comerciário). Assim, recomenda-se que o lojista dessas cidades não convoque o comerciário para trabalhar na segunda-feira de Carnaval.

Nos demais dias de Carnaval (domingo, terça e quarta-feira): Recomendamos consultar a Prefeitura local, para questionar sobre a existência de Lei municipal regulamentando o horário de funcionamento durante o Carnaval.

➡️ Brumadinho, Confins e São José da Lapa

Recomendamos consultar a Prefeitura local, para questionar sobre a existência de Lei municipal regulamentando o horário de funcionamento durante o Carnaval nesses dias.

Contribuição Sindical 2020

Participe da contribuição sindical e transforme o comércio de Belo Horizonte.

É tempo de transformar e inovar. É tempo de buscar novas oportunidades, para o desenvolvimento do comércio da grade BH.

O Sindilojas BH é a sua casa, é o lugar onde você encontra toda a infraestrutura e o apoio que você precisa para crescer.

É tempo de nos unir, para desenvolvermos o comércio mineiro. Vamos juntos! Emita sua guia AQUI e fortaleça o seu negócio e o comércio da sua cidade. O Sindilojas-BH está com você!

Varejo: o que ficar de olho em 2020

Pouco a pouco, a crise econômica que abalou o varejo brasileiro nos últimos anos perde a força. De acordo com a projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas de Natal do comércio paulistano podem crescer 4,5% em média ante igual mês de 2018, quando as vendas apresentaram crescimento de 2,6%.

Neste cenário, surge também a expectativa de redução da taxa real de juros, certa retomada na confiança dos empresários e consumidores, maior acesso ao crédito e leve queda da taxa de desemprego – tudo isso tenta sustentar uma expectativa mais positivo para o varejo em 2020.

Ainda que a consolidação prevista aconteça, os fatores macroeconômicos não garantem o bom desempenho de um negócio. De tecnologias inovadoras a experiências nos canais de vendas, há muito a ser feito seja no serviço de atendimento, no pós-vendas e em muitos outros pontos de loja física ou virtual para aproveitar um novo momento no consumo.

Mais de dois milhões de varejistas são empresas de pequeno e médio porte, ou seja, pequenos empreendedores que lutam para ter acesso a recursos e tecnologias que, antes, eram exclusivos de grandes lojistas.

Na virada para 2020 fechamos uma década, que foi marcada pela popularização dos smartphones, do streaming e o avanço da realidade virtual. Será que isso se mantém? As aplicações de tecnologia no panorama brasileiro em comparação com o resto do mundo mostram que o varejo nacional ainda tem muito a evoluir.

MEIOS DE PAGAMENTO

Adotar sistemas de gestão automatizados, que permitem administrar melhor os negócios, com mais precisão em questões fundamentais, como estoque, tributos, controle de demanda é fundamental para essa dinâmica.

Os meios de pagamento, por exemplo, estão cada vez mais rápidos e inteligentes. Com o objetivo de gerar mais receitas com transações, as empresas estão criando suas próprias áreas de pagamento. Com o avanço das soluções digitais, novas opções substituírão parcelamentos com juros, crediários, boletos de papel e até mesmo o pagamento em dinheiro.

Marco Bravo, vice-presidente da ACI Worldwide, que fornece pagamentos eletrônicos para mais de cinco mil organizações em todo o mundo, diz que os exemplos de um novo cenário já estão em todo o lugar.

“Quem vai pegar um táxi hoje em dia, confere primeiro se existe bateria no celular do que se existe dinheiro na carteira. No futuro, os modelos de negócio serão ainda mais inovadores, em particular com o crescimento da Internet das Coisas a ser habilitada por tecnologias como o 5G. A relação do consumidor com o dinheiro vivo está em profunda transformação”.

PEGADA ARTESANAL

Com um mundo cada vez mais padronizado e pasteurizado, feiras de produtores locais, cervejas artesanais, peças de decoração únicas feitas à mão e outros produtos de manufatura são cada vez mais apreciados e valorizados. Essa tendência vem sendo cada vez mais popularizada – o Instagram, por exemplo, permite que pequenos artesãos e produtores possam divulgar seus produtos e serviços.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Opinion Box, 47% dos internautas já compraram um produto indicado por alguém no Instagram. Mas ela não é a única. O crescimento do uso do WhatsApp como canal de divulgação de produtos e serviços é visível. Além disso, existem muitos sites que funcionam como marketplaces para agregar diferentes produtores e comerciantes.

Estamos vivendo a era da experiência, em que o consumidor se preocupa tanto ou mais em ter uma experiência marcante com uma marca do que com o produto em si. O que isso quer dizer na prática? Quer dizer que as empresas precisam se preocupar com a experiência como um todo, desde a navegabilidade no site e o atendimento na loja até a performance do produto.

“Ainda que grandes marcas possam oferecer experiências incríveis, as pequenas marcas e os produtores locais ganham muitos pontos nos quesitos proximidade, customização e atendimento diferenciado”, diz Dani Schermann, Head de Marketing do Opinion Box.

Outro ponto que estimula a busca por produtos artesanais é que eles são um contraponto aos produtos ultraprocessados, pasteurizados e padronizados que a indústria em geral costuma oferecer. Esta tendência dos produtos artesanais tende a aumentar nos próximos anos e vai ser impulsionada também pelo uso de materiais sustentáveis, orgânicos e renováveis. A vantagem é que tanto as pequenas marcas quanto as grandes podem se beneficiar deste comportamento.

ENTREGA NO MESMO DIA

As expectativas dos clientes em relação as compras on-line e quanto ao tempo de envio estão cada vez mais exigentes – eles querem urgência. Com muitos e-commerces oferecendo entrega em até 48 horas, o senso de urgência chegou a outro patamar. O Prime Air, da Amazon, ilustra bem essa tendência ao utilizar a tecnologia dos drones para entregar pedidos dos compradores em 30 minutos ou menos e também pelo surgimento de startups de robôs de entrega.

AUTOMAÇÃO DOS PEQUENOS

A automação comercial do pequeno e médio varejo também evoluiu. Com a tecnologia cada vez mais presente nas empresas, existem muitos serviços exclusivos com soluções em nuvem, como o PDV Portátil, com a proposta de integrar todas as operações do negócio em apenas um lugar: o celular. O recurso é um ponto de venda portátil que se comunica com a solução SaaS da rede: todas as informações estão na nuvem e só é necessário ter internet para acessá-las e assim, transformar o celular em centro de todas as operações.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/varejo-o-que-ficar-de-olho-em-2020 )

A jornada de compra do cliente neste Natal

O comportamento do consumidor nas compras de final de ano vem se alterando nos últimos tempos. Com cada vez mais opções e ferramentas para pesquisar, comparar e acompanhar os preços, a busca pelos presentes começa cada vez mais cedo e em diferentes esferas – ruas, shoppings, internet e aplicativos.

Alguns estão atrás das melhores ofertas, outros de melhores condições de pagamentos, do menor tempo de entrega e ainda há quem paga para não ter dor de cabeço procurando vaga, entrando e saindo de loja  ou carregando um excesso de sacolas. Portanto, entender as preferências e acompanhar cada jornada é o grande trunfo dos lojistas para vencer a concorrência e garantir boas vendas.

Na hora das compras, 80% dos consumidores praticam tanto o webromming, em que pesquisam pela Internet e compram na loja física; quanto o showromming, no qual visitam a loja física, mas fecham a compra online, segundo levantamento da Criteo Shopper sobre o comportamento do consumidor brasileiro. Veja a seguir o que norteou as compras deste ano:

COMPRAS POR APLICATIVOS

O estudo “Connected Shoppers Report”, realizado pela Salesforce, mostra que 80% dos consumidores brasileiros planejam fazer compras via aplicativos, e 68% devem comprar mais em marketplaces.

A pesquisa também mostra que os brasileiros têm como principais fatores de decisão para as compras durante o período lojas que oferecem frete grátis, códigos promocionais e vendas via aplicativos. Este último quesito, aliás, deve ser um ponto de atenção para as empresas.

Por essa razão, muitas marcas prepararam seus aplicaivos para a alta demanda durante as compras de final de ano realizando testes prévios, como promoções antes da época de compras natalinas. Assim, foi possível testar o desempenho do app, identificar e corrigir erros, para estar 100% nos dias de pico. Outros pontos de atenção são o layout, quanto mais simples e com informações claras, melhor; e a navegação, que precisa ser simples, fluída e intuitiva.

APROVEITARAM A BLACK FRIDAY

Uma pesquisa realizada pela Ebit|Nielsen, logo após a Black Friday traz dados que evidenciam uma tendência de mudança no comportamento do brasileiro, que agora pesquisa mais e aguarda a Black Friday para fazer suas compras, inclusive as de Natal.

Segundo os números, 46% dos entrevistados declararam ter se planejado para fazer as compras no período de ofertas, 11% destes consumidores tiveram a compra de presentes de Natal como principal razão para desembolso.

“Neste ano, vimos que o consumidor ficou de olho nas promoções do varejo online para o período da Black Friday. Ele se programou para as aquisições no evento e, até mesmo, no esquenta, quando tivemos um crescimento 49% em relação ao mesmo período de 2018. Além disso, observamos que muitos também compraram por impulso motivados pelos descontos”, explicou a líder de Ebit|Nielsen, Ana Szasz.

COMPRAS PELA INTERNET

Um levantamento realizado pelo Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostra que as compras online devem movimentar R$ 13,5 bilhões neste Natal, aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

O estudo da Compre & Confie, que considera o período de 15 de novembro a 24 de dezembro, mostra que o aumento das compras está relacionado principalmente ao maior número de pedidos feitos pela internet durante o período: 30,3 milhões de compras online devem ser realizadas, número 27% maior do que o registrado em 2018.

“Grande parte do crescimento é influenciado pelo sucesso da Black Friday, que apresentou um recorde de vendas via e-commerce. Às vésperas de dezembro, a data colaborou para que muito brasileiros aproveitassem as promoções como pontapé inicial para garantir os presentes de Natal”, afirma André Dias, diretor executivo do Compre&Confie.

Prova disso é o fato de que brasileiros devem gastar menos em cada compra. De acordo com o Compre&Confie, o tíquete médio previsto para a data é de R$ 445, valor 2% menor do que o registrado no ano anterior.

“Temos notado que produtos de bens não duráveis apresentaram crescimento ao longo do ano e, neste período de natal, categorias como Moda e Acessórios, além de Beleza e Perfumaria, devem ter ainda mais destaque, colaborando inclusive com a baixa do ticket médio, já que são itens de menor valor agregado”.

PARA POSTAR

Um panetone em uma embalagem diferente. Um chocolate que transborda recheio. Um maiô com uma estampa exclusiva. As compras instagramáveis são o mais novo desafio das varejistas. Patricia Bolenski, especialista e consultora em varejo de moda, argumenta que esse comportamento foi impulsionado pelas próprias marcas, que investiram fortemente no digital presenteando celebridades e influenciadoras com os famosos recebidos. A prática que se tornou comum nas redes sociais abre novas oportunidades e novos modelos de negócios.

“Criou-se uma nova cultura que despertou nos consumidores o mesmo desejo de a cada novo foto postada trazer algo muito inovador, personalizado e que ninguém tenha mostrado antes. Nem sempre aquela peça ou produto traduz a verdadeira personalidade de quem o veste. Mas, vale tudo por um like”, diz.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/a-jornada-de-compra-do-cliente-neste-natal )

O ano novo chegou. E as liquidações também

Em 2019, o varejo paulistano teve um desempenho bem melhor do que no ano anterior, com um empurrãozinho da liberação dos R$ 500 do FGTS e do saldo do PIS/Pasep, e deve fechar o ano com alta estimada de 2% a 3%.

Depois da Black Friday e do Natal, 2020 mal começou e redes varejistas e shoppings já se movimentam para desovar estoques excedentes e equilibrar o caixa com as liquidações de janeiro, espécie de termômetro da economia no início do ano que ajuda a  dar fôlego ao caixa em um mês tradicionalmente fraco em vendas.

Desta quinta-feira, 2 de janeiro, até o próximo dia 12, a Casas Bahia e o Pontofrio queimam estoques nas lojas físicas, sites e apps das marcas com descontos de até 70% em todas as categorias. Nesta sexta (3/1), as lojas abrem às 6h.

Batizada de “Aqui todo mundo tá podendo”, na Casas Bahia, e de “Liquidação Grandes Marcas”, no Ponto Frio, o grande apelo da ação, além dos descontos, é o parcelamento das compras em até 30 vezes sem juros nos cartões das lojas.

Já tradicional, a 27ª edição da “Liquidação Fantástica” do Magazine Luiza, famosa pelos consumidores ‘acampados’ na porta das lojas, acontece nesta sexta-feira (3/1) também a partir de 6h em suas mais de mil unidades no país. Com descontos de até 70% e produtos para pronta entrega, a rede projeta vender o equivalente a 15 dias normais na data.

A ação também se estende aos canais digitais: na edição 2019, com o apelo do frete grátis, o aplicativo Magalu foi o mais baixado e representou 60% das vendas online realizadas na época, de acordo com a varejista.

Alguns shoppings também já estão se movimentando neste sentido, como o Santana Parque Shopping (Zona Norte da capital paulista). Lá, o “Saldão de Verão” começa nesta quinta-feira (2/1) e se estende até domingo (5/1) com descontos de até 70% em lojas de artigos de vestuário e acessórios, chegando a eletrodomésticos e até eletroeletrônicos.

CENA COMUM EM JANEIRO: CLIENTES ‘DORMEM’ NA FILA PARA APROVEITAR OFERTAS

“É uma oportunidade para incrementar resultados das vendas de final de ano, além de liquidar estoques para renovar coleções”, diz Ana Paula Niemeyer, gerente de marketing da Aliansce Sonae, administradora do shopping.

Em outro empreendimento da administradora, o Shopping Taboão, o “Saldão de Natal” também inicia neste dia 2 com descontos de até 70%, e é uma das ações mais esperadas da região, segundo a gerente de marketing Mariuche Ismerin. “O cliente já aguarda a oportunidade de encontrar o que procura por um preço acessível.”

Ainda que as vendas de janeiro representem uma fatia importante do faturamento anual do varejo, boa parte dos artigos vendidos nos saldões geralmente são itens de mostruário, os não-renegociados com fornecedores ou as sobras não só do varejo, mas também da indústria.

Inclusive de outras liquidações. “É um tipo de promoção muito ligada ao estoque, se sobra mais ou menos de um ano para outro”, diz Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Como em 2019 as vendas foram melhores com a injeção de recursos do FGTS, os estoques ficam mais baixos, e nesses casos o varejo compra o que sobrou da indústria para liquidar.”

Sem projetar números, o economista afirma que a expectativa é que não só nas liquidações de janeiro, mas nas vendas do comércio em geral, é de serem um pouco melhores.

No primeiro mês de 2019, de acordo com o Balanço de Vendas da ACSP, as vendas do comércio paulistano cresceram 2,2%, puxadas principalmente por vendas de eletroportáteis (liquidificadores, secadores de cabelo, chapinhas e etc), utilidades domésticas e artigos de moda praia.

“Embora o desemprego continue alto e a informalidade também, as pessoas têm se virado de algum forma. Isso deve refletir na compra de bens de consumo”, afirma, o que deve aumentar as vendas não só de grandes redes, mas do pequeno e médio comércio bem localizado, como na 25 de Março.

Vale lembrar, porém, de acordo com análise dos economistas da ACSP que, para 2020, uma melhora mais significativa nas vendas do comércio depende a manutenção da queda nos juros, o alongamento nos prazos de pagamento e a elevação nos indicadores de emprego.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/o-ano-novo-chegou-e-as-liquidacoes-tambem )

Confiança do comércio cresce em dezembro

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 0,3 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 98,1 pontos, informou nesta quinta-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). No índice de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 0,3 pontos em dezembro, após uma queda em novembro.

“O comércio encerra 2019 com uma acomodação da confiança em patamar próximo aos 100 pontos. Apesar da melhora da percepção dos empresários sobre o ritmo de vendas no momento presente, empresários se mostram cautelosos com a sustentabilidade da recuperação do setor nos próximos meses. A continuidade e a velocidade da recuperação vão depender de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores e do mercado de trabalho”, avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em dezembro, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 0,9 ponto, para 95,8 pontos, maior patamar desde dezembro de 2018, quando estava em 97,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,4 ponto, no terceiro mês de quedas consecutivas, para 100,5 pontos. Apesar dos recuos recentes, o IE-COM se mantém acima do nível neutro de 100 pontos desde julho de 2019.

“Depois de registrar ritmo fraco no início do ano, em especial o segundo trimestre, a confiança do comércio voltou a crescer nos dois últimos trimestres de 2019. O avanço foi influenciado pela melhora do ISA-COM, que subiu 6,1 pontos no segundo semestre, mostrando uma recuperação no ritmo de vendas do setor devido à influência da liberação de recursos do FGTS. Já as expectativas continuam acima dos 100 pontos, mas voltaram a recuar no quarto trimestre indicando continuidade da recuperação ainda em ritmo gradual”, ressaltou a FGV, em nota.

A coleta de dados para a edição de dezembro da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 2 e 20 do mês e obteve informações de 805 empresas.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/confianca-do-comercio-cresce-em-dezembro )

Alta da Carne Reduz Lucro dos Restaurantes de BH

A alta verificada nos preços das carnes, principalmente a bovina, está comprometendo a margem de lucro dos restaurantes de Belo Horizonte. Com o aumento expressivo do custo com a matéria-prima, que em alguns casos chegou a quase 50%, os estabelecimentos estão repassando parte do aumento para o consumidor final. A alta dos preços aconteceu em um período de festas de final de ano, considerado importante para o setor. Para atrair o consumidor, os estabelecimentos ofereceram pacotes especiais e individualizados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Ricardo Rodrigues, o aumento registrado nos preços das carnes de boi impactou de forma mais expressiva os restaurantes que têm o item como principal produto e, neste caso, parte da elevação foi repassada ao consumidor. Nos demais segmentos, o impacto foi menor, uma vez que a carne é um dos ingredientes. Nestes estabelecimentos, o repasse para o consumidor foi menor ou, em alguns casos, não foram repassados.

“Com o aumento dos preços da carne bovina, que aconteceu em função das exportações para a China, a gente sentiu que alguns restaurantes que trabalham com a proteína sendo o principal produto, como churrascarias, por exemplo, acabaram tendo que fazer reajustes. Nos demais, onde o item é somente parte dos ingredientes, que é a maior parte, não repassou o aumento e está esperando o mercado normalizar. Tradicionalmente, o final do ano é marcado pela elevação dos valores, mas os preços retraem em janeiro. Nossa expectativa é que os preços reduzam”.

Ainda segundo Ricardo Rodrigues, que também é diretor do Restaurante Maria das Tranças, no restaurante o aumento dos custos não foi repassado aos consumidores. “Com o aumento dos preços da carne bovina, a gente percebeu uma reação do mercado e os preços do suíno e das aves também subiram. A gente teve o aumento e não repassamos para o consumidor. Estamos absorvendo esse custo maior com o frango, entendendo os preços irão cair no próximo mês”.

Mesmo com o aumento dos preços das carnes, as vendas do setor, em dezembro, estão cerca de 10% superiores em relação a igual mês do ano anterior. “A melhora do cenário econômico fez com que muitas empresas que no ano passado não fizeram confraternização, voltaram a festejar este ano”, explicou.

No Maria das Tranças, além dos pacotes previamente montados para atender os clientes que querem fazer comemorações de final de ano, também são elaborados pacotes especiais. “Em épocas de crise, quando estamos passando por uma reestruturação, é importante atender o que o cliente quer. Por isso, montamos pacotes conforme a demanda”, explicou.

Margens curtas – De acordo com o gerente de alimentos e bebidas do Sargas Restaurante no Hotel Mercure BH Lourdes, Luís Veríssimo, o aumento do preço da carne bovina impactou expressivamente os custos do restaurante e foi necessário reajustar os valores do cardápio.

“Trabalhamos em um mercado muito competitivo e as margens são curtas. Tivemos que repassar os aumentos, porque foram muito altos”, explicou.

Ainda conforme Veríssimo, o restaurante comprava o quilo do filet mignon, uma das carnes mais pedidas, em torno de R$ 35, valor que saltou para R$ 45 a R$ 50. Outra alta significativa foi verificada no chorizo, cujo preço subiu de uma média de R$ 36 para R$ 52 e, agora, reduziu para R$ 45 o quilo.

“Não sabemos, ao certo, como os preços vão se comportar, mas as carnes representam um percentual muito grande nos custos, em um prato chega a representar entre 30% a 40% só no custo com matéria prima. Por isso, tivemos que repassar este aumento para os pratos que têm menor margem. A reação dos clientes tem sido bem discreta, notamos que há uma migração para pratos com preços mais acessíveis”.

Para que o aumento das carnes não impacte de forma negativa as confraternizações de final de ano, o Sargas trabalha com pacotes especiais e montados conforme a demanda do cliente. “Este ano estamos percebendo uma melhora na demanda pelas comemorações”, disse Veríssimo.

Reinvenção – No restaurante Boi Vitório, no bairro Mangabeiras, o aumento no custo das carnes chegou, em média, a 48%, valor que foi repassado, em partes, para o consumidor. De acordo com o proprietário, Fabrício Lana, o repasse não chegou a 10%.

“Para superar mais este desafio, a estratégia que estamos usando, já há alguns anos, é tentar reinventar o tempo todo. Nós que trabalhamos mais com família precisamos oferecer opções com qualidade e cuidado para manter e buscar novos clientes. É preciso ter qualidade, ótimo atendimento e preços”, disse Lana.

Para as festas de final de ano, o Boi Vitório também trabalha com pacotes especiais e os adequa à necessidade dos clientes.

“Estamos registrando resultados mais positivos em dezembro e esperamos, pelo menos, manter o mesmo desempenho registrado em igual período de 2018. Mas o ideal seria crescer entre 10% e 12%”, explicou Lana.

(Fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/alta-da-carne-reduz-lucro-dos-restaurantes-de-bh/ )

Confiança do consumidor sobe em dezembro

A confiança do consumidor subiu 2,7 pontos em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 20, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) alcançou 91,6 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,7 ponto.

“Apesar do aumento da confiança em dezembro, o resultado acumulado do ano foi ligeiramente negativo. Isso significa que apesar da recuperação gradual da economia, a incerteza trouxe um efeito redutor nas expectativas para as famílias brasileiras. O resultado do mês parece ainda influenciado pela liberação do FGTS e a melhora das expectativas com relação à economia e o emprego nos próximos meses. O efeito do FGTS será passageiro, portanto, em 2020, um retorno consistente do otimismo dos consumidores continuará dependendo de uma evolução mais robusta do mercado de trabalho”, avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 1,5 ponto em dezembro, para 80,0 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2015. O Índice de Expectativas (IE) subiu 3,3 pontos, para 100,2 pontos.

O componente que mede a intenção de compras de bens duráveis nos meses seguintes foi o que mais contribuiu para a melhora da confiança em dezembro, com elevação de 4,4 pontos, para 80,6 pontos. Por outro lado, o item que avalia a satisfação com a situação econômica atual caiu 0,8 ponto, para 83,4 pontos, e o componente de expectativas com a situação econômica nos próximos meses aumentou 1,9 ponto, para 118,3 pontos.

Em dezembro, houve aumento da confiança para consumidores de todas as classes de renda, exceto para os que possuem renda familiar mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil.

A maior contribuição positiva no mês foi das famílias com renda até R$ 2,1 mil, uma alta de 6,9 pontos, para 92,4 pontos, influenciado pela melhora da percepção sobre a situação financeira atual. A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.723 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1º e 18 de dezembro.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/confianca-do-consumidor-sobe-em-dezembro )

Varejo segue tendência de retomada em outubro

As vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) mostraram, em outubro, crescimento de 4,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado (ver tabela abaixo), configurando o sexto resultado positivo seguido, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O varejo ampliado (que inclui todos os segmentos) mostrou elevação no volume de vendas de 5,6%, na mesma base de comparação, marcando a oitava alta consecutiva. Também houve aceleração do crescimento do varejo restrito, no acumulado de 12 meses (1,8%), enquanto a alta do ampliado se manteve estável em relação à leitura anterior (3,8%).

Contribuíram para esses resultados não somente o fato do mês contar com um dia útil a mais, como também a expansão de crédito, os juros mais baixos, a recuperação do emprego e da renda, potencializada pela liberação do FGTS. Tudo isso gerou maior confiança do consumidor, aumentando sua disposição a comprar, mesmo com a expectativa da obtenção de descontos no mês seguinte, por conta da “Black Friday”.

Assim, no contraste anual, houve crescimento generalizado das vendas, tanto de itens mais básicos como artigos  farmacêuticos e supermercados, como também móveis e eletrodomésticos, equipamentos e materiais de escritório, veículos, material de construção e outros artigos de uso pessoal.

Em síntese, a evolução do varejo em outubro parece confirmar um ganho de “tração”, que deverá manter-se nos últimos dois meses, impulsionado pelos fatores anteriores, além das promoções da “Black Friday” e das compras de Natal. A continuidade da maior disponibilidade de crédito, conjuntamente com a melhora de suas condições e com a recuperação da renda e do emprego auguram perspectivas favoráveis para o próximo ano.