7 passos para reduzir os custos e aumentar a eficiência da sua empresa

Quando não há uma boa disponibilidade de recursos, o ideal é fazer uma boa gestão de custos para reduzir os gastos sem perder qualidade nos processos. Sua empresa passa por esse dilema? Então acompanhe 7 passos que vão ajudá-lo.

1. FAÇA UMA AVALIAÇÃO

Antes de otimizar a gestão de custos, é importante fazer uma avaliação dos sistemas de TI disponíveis. Isso porque, em muitos casos, software e serviços se tornam ultrapassados e desnecessários para a empresa. Com a rotina atarefada do gestor de TI, muitas vezes, é comum que essa atividade seja postergada, ou até mesmo não realizada.

Mas, quando se faz uma análise detalhada, é possível perceber como sistemas obsoletos causam um impacto significativo no orçamento. Assim o responsável sabe o que pode ser descartado para enxugar custos e o que, de fato, funciona para tornar a organização mais eficiente.

É importante projetar os custos dos sistemas legados para 3 ou até mesmo 5 anos visando comparar com soluções já disponíveis no mercado. Chamamos isso de TCO (Total cost of ownership) ou custo total de posse em tradução livre. Nessa análise avaliamos todos custos do ecossistema ao qual o legado está inserido (custo de manutenção de software, pessoas, hardware, custos de falha recorrente, disponibilidade entre outros).

2. REAL USO DOS APLICATIVOS E SISTEMAS

Esse é um dos temas que envolve Governança de TI. Gerir todo o ambiente de TI de forma contínua e estruturada requer conhecimento, disciplina e processos. Para isso existe uma metodologia chamada SAM (Software Asset Management) que traz diretivas de pessoas, processo e tecnologia afim de propiciar a redução de custos, otimização de recursos e gestão dos riscos sob o ponto de vista de TI.

Deve-se realizar uma análise 360º nos softwares que sua empresa possui e descobrir o que realmente está sendo usado. Esse processo chamamos de metering que visa mostrar as licenças que estão em uso, apontar as “sobras” de licenças e a partir disso estruturar um estoque de licenças.

3. AUTOMATIZE PROCESSOS E MELHORE A SUA GESTÃO DE CUSTOS

Existem diversas atividades na área de TI que são rotineiras e repetitivas, e elas são necessárias para que todo o processo funcione da maneira correta. Por isso, a empresa não precisa designar um funcionário exclusivo apenas para essas tarefas — é aí que entra a automatização de processos.

Com esse recurso, a organização faz com que esses processos sejam realizados de forma automática, o que exige um pouco de investimento inicial, porém implica em um ganho de tempo — uma vez que as tarefas serão realizadas com maior rapidez. Além disso, há a diminuição dos custos, já que os processos repetitivos serão automáticos, tornando todo o processo mais dinâmico e eficiente.

Entender e criar um mapa de processos das principais regras de negócio e como são feitas atualmente, ouvir seus funcionários através de um brainstorm(reunião de discussão de idéias e melhorias) e a partir disso colocar em prática! É possível que nessa fase ocorra resistência mas a ideia aqui é realmente sair da zona de conforto.

4. TERCEIRIZE SERVIÇOS

Contar com uma equipe bem treinada faz toda a diferença para uma empresa de TI. Contudo, existem certos serviços e processos que não precisam ser realizados diretamente por ela. Algumas tarefas podem ser realizadas por uma empresa terceirizada, mas controladas por profissionais da organização.

Muitos gestores de TI, no entanto, ainda têm o pé atrás com a terceirização de serviços, preferindo trabalhar diretamente com equipes próprias, o que implica em maiores custos e que nem sempre dão o retorno esperado. Justamente por isso, as terceirizadas são interessantes, pois já contam com profissionais especialistas no assunto e oferecem serviços a um custo acessível. O importante é que o gestor saiba escolher uma empresa competente e confiável para essa tarefa.

Contar com empresas terceirizadas é uma excelente opção para uma diminuição de custos e melhor gestão de recursos, já que o custo-benefício dessa tarefa é altamente interessante, e problemas simples podem ser sanados sem qualquer dificuldade.

Dedique esforços ao seu core business!!

5. DIMINUA O NÚMERO DE SERVIDORES

Parece contraditório, mas não é. Não são poucas as empresas que utilizam diversos servidores, que têm baixo desempenho e altos custos operacionais. Para corrigir esse problema, o ideal é que se faça a substituição destes por servidores com maior capacidade.

Aparentemente, é um custo maior fazer essa troca, mas, na prática, ocorre justamente o oposto: a empresa investe em um servidor mais potente, que consegue concentrar licenças e softwares com capacidade de realizar processos de forma mais rápida, ganhando em desempenho e eficiência. Afinal, é melhor contar com um ou dois servidores que conseguem concentrar todas as suas tarefas do que ter cinco ou seis que apresentam baixo rendimento e são caros.

6. APOSTE NA CLOUD COMPUTING

Não há como negar: a cloud computing (computação em nuvem) está se expandindo cada vez mais, oferecendo serviços diferenciados e cada vez mais inteligentes. Uma forma totalmente segura para fazer a gestão de custos nas empresas e ainda ganhar em termos de produtividade é apostar nessa tecnologia sem medo!

A melhor maneira de enxugar custos e fazer a sua produção subir é mesmo transferir de forma estruturada a infraestrutura de TI da empresa para uma cloud. Além das vantagens financeiras, optar por essa solução torna a vida do gestor muito mais simples, já que as informações corporativas podem ser acessadas de qualquer lugar, por meio de dispositivos móveis e possuem SLA’s de 99,999% que garantem tranquilidade, escalabilidade e segurança.

Ao migrar para a nuvem, a empresa não tem mais a necessidade de investir em equipamentos caros que exigem manutenção constante. Ao invés de ter uma sala com um datacenter, que abriga em seus servidores todas as informações corporativas, elas passam a ser armazenadas de forma simples na nuvem, a um custo bem mais reduzido.

7. OUÇA OS SEUS FUNCIONÁRIOS

Quem melhor conhece uma empresa do que as pessoas que trabalham nela? O erro de muitos gestores é o de tomar decisões sem saber a opinião dos seus colaboradores. Muitas vezes, a ideia de um empregado pode fazer com que a organização baixe os seus custos por meio de um caminho ou ação que o gestor não levou em consideração. E é justamente ela que pode auxiliar na gestão de custos e fazer com que a tecnologia utilizada seja aperfeiçoada, substituída ou mais enxuta.

Também é importante ouvir os seus colaboradores ao implantar uma tecnologia mais recente, pois o feedback de quem trabalha todos os dias com uma determinada tecnologia é o mais importante, o que pode render ao gestor insights valiosos para a empresa. Ao colocar essas dicas em prática, é possível fazer uma gestão de custos inteligente, eficaz, bem trabalhada, que fará a sua empresa crescer consideravelmente e fortalecer a sua marca no mercado.

(Fonte: Software One)

Clientes querem ser atendidos por pessoas

Mesmo com as diversas promessas de comodidade e facilidade por meio da tecnologia, quase 90% dos consumidores querem ser atendidos por pessoas e não por máquinas durante o processo de compra.

O dado é de uma pesquisa do IDC e da LogMeIn e aponta um desafio que o varejo digital ainda terá que superar para agradar ao público. A exigência por boa comunicação e pela resolução ágil dos problemas é um dos itens que colocam os humanos na frente. Confira outros dados do levantamento:

O conteúdo faz parte da Conexão Varejo, publicação mensal do Sindilojas Porto Alegre. Quer ler a revista completa? Clique aqui.

(fonte: Sindilojas Poa)

Como montar uma liquidação na sua loja

As ações que envolvem a redução de preço são uma oportunidade para liberar estoque. Adote a estratégia quando houver sobra de produtos ou mudança de coleção. Confira os passos para aumentar o giro dos itens sem perder dinheiro.

Escolha o momento. Lance mão das liquidações nas seguintes situações: troca de coleção, finalização de estoque, geração de fluxo na loja e negociação de grandes volumes com a indústria.

Selecione os itens. Identifique os produtos que vão entrar na ação: podem ser sobras de estoque, aqueles que não tiveram bom giro e itens de coleções antigas. Ao vendê-los com uma margem menor, o empreendedor ganha dinheiro para renovar o estoque.

Determine os prazos. Estabeleça a duração da liquidação, com datas de início e fim. “Escolher o momento certo é fundamental para que o consumidor tenha certeza de que aquela é uma oportunidade única”, afirma Cutait, da Make it Work.

Marque o preço. Calcule o menor valor possível, sem que isso gere prejuízo para o negócio. “Lembre que o consumidor usa a tecnologia para comparar preços. Conceda descontos com transparência”, diz Fabiana, da GS&Friedman.

Planeje as metas. Diante do preço ajustado e do estoque a ser comercializado na liquidação, calcule as metas de venda. Baseie-se também no histórico de liquidações realizadas no mesmo período em anos anteriores.

Anuncie o desconto. Comunique a liquidação em todos os canais de contato: site, redes sociais, publicidade. Anuncie a campanha na vitrine e no interior da loja. No caso do e-commerce, divulgue tanto na home page quanto nas páginas de navegação interna.

Treine o time. Capacite as equipes envolvidas na liquidação. Todos precisam conhecer os objetivos da campanha, as metas a serem atingidas e os produtos ou serviços que estão com desconto.

(Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios)

Como usar o WhatsApp Business no relacionamento com consumidores

O WhatsApp, além de ser a rede social mais usada no Brasil, é um dos principais canais utilizados pelas pequenas e médias empresas para o atendimento e relacionamento com o consumidor. Para melhorar a experiência de uso comercial, acaba de ser lançado no Brasil o WhatsApp Business, disponível para download em dispositivos Android.

A Octadesk, startup especializada em desenvolver soluções de gestão de relacionamento com os clientes, reuniu algumas dicas de uso do WhatsApp Business.Confira:

1. Requisitos

Os requisitos para ter uma conta empresarial verificada são: ser uma PME e fornecer um número, fixo ou móvel, não vinculado a outra conta. Para estabelecer um contato, é necessário que o cliente acione a empresa ou forneça seu número de celular para que ela entre em contato.

2. Vantagens

As vantagens de utilizar a versão empresarial em relação à original são muitas: conta da empresa verificada e sinalizada como comercial, ferramentas para automatizar e classificar as mensagens, possibilidade de agendar mensagens, criar respostas automáticas, métricas de mensagem – o usuário consegue acompanhar as estatísticas sobre as mensagens e possibilidade de integração com chatbot.

3. Finalidades

Idealmente, as empresas devem usar o WhatsApp para se comunicarem com seus atuais clientes, mais do que tentar atrair novos pelo aplicativo, afinal, ninguém gosta de receber mensagens de números desconhecidos. Apesar disso, a responsividade tende a ser maior quando se usa o WhatsApp ao invés da ligação telefônica: os clientes rejeitam mais ligações vindas de números não encontrados do que mensagens personalizadas de texto.

Esse canal pode ser usado para marketing (mensagens personalizadas, aviso de promoções e novidades, etc.), customer support (responder dúvidas dos clientes) e comunicação interna (tratar de questões rápidas e objetivas com os colaboradores, evitando ruídos na comunicação). Além disso, o aplicativo empresarial é uma excelente plataforma one-to-one para comunicação direta com os clientes.

Ao mesmo tempo, para dar conta do volume de mensagens dos clientes, é melhor só escolher o WhatsApp como ponto de contato para atendimento, caso esse volume não seja tão elevado, já que você corre o risco de se desorganizar e deixar o cliente sem respostas.

Outras formas (mais específicas) de usar o WhatsApp para negócios:

– Delivery de comida

– Concierge service

– Plataforma de booking

– Consultas médicas

– Serviços governamentais

Curiosidade

Em apenas 24 horas após a abertura da conta oficial no WhatsApp, a companhia aérea KLM, que usou o serviço na fase de testes, recebeu 1 mil mensagens de clientes pelo aplicativo, sendo 10% em português.

O CXTrends, estudo realizado pela Octadesk com 350 empresas e 500 clientes, em parceria com a MindMiners, levantou alguns dados interessantes sobre o uso de diferentes pontos de contato, incluindo o WhatsApp, como ferramentas de atendimento e relacionamento com o cliente:

De acordo com as empresas, os canais mais utilizados para atender os clientes são: telefone (88%), e-mail (86%), WhatsApp (57%), Facebook (52%)

No cenário internacional, as perspectivas não são tão diferentes. Segundo o estudo State of Customer Experience 2017, com mais de 200 respondentes, 49% das empresas afirmam utilizar o e-mail para se comunicarem com os clientes, 39% utilizam webchat e 21% oferecem autoatendimento.

A pesquisa da Octadesk com os clientes confirma os dados anteriores sobre telefone e e-mail, mas não sobre WhatsApp e Facebook. Na visão do consumidor, os canais mais utilizados pelas empresas para estabelecer algum tipo de comunicação são: telefone (66%), e-mail (56%), chat no site (38%), autoatendimento (36%), reclame aqui (34%). Aqui, contrariando o que afirmam as empresas, o WhatsApp aparece apenas em oitavo lugar, com 27%.

Já os canais de preferência dos clientes são: telefone (53%), e-mail (49%), WhatsApp (41%) chat no site (31%), autoatendimento (26%).

(Fonte: Portal Administradores)

Mercado espera expansão maior da economia em 2018 e com menos inflação

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) para a pesquisa Focus elevaram as estimativas para o crescimento da economia em 2018, para 2,80%, em vez de 2,70% como contemplado no relatório anterior. Para 2019, as projeções para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) foram mantidas em 3% de expansão.
As apostas para a inflação oficial no fim do ano sofreram um leve ajuste, saindo de 3,84% para 3,81%. Em 12 meses, a previsão para o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,03% para 4,04%.

Entre os economistas que mais acertam as projeções, grupo chamado Top 5, a mediana de médio prazo para a alta do IPCA de 2018 passou de 3,86% para 3,75%. No caso de 2019, a estimativa foi mantida em 4,25% de elevação.

Entre os economistas que mais acertam as projeções, grupo chamado Top 5, a mediana de médio prazo para a alta do IPCA de 2018 passou de 3,86% para 3,75%. No caso de 2019, a estimativa foi mantida em 4,25% de elevação.

(Fonte: Valor Econômico)

A queda da Selic é boa para as PMEs?

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) reuniu-se e, pela 11ª vez consecutiva, decidiu baixar a taxa Selic, que agora opera em 6,75% ao ano. O índice, que chegou ao menor nível da história, não surpreendeu os analistas financeiros, mas para alguns empresários –especialmente os que têm pequenos e médios negócios – trouxe uma dúvida: o que isso muda?

Em tese, a redução da taxa básica estimula a economia, pois os juros menores barateiam o crédito e, como consequência, incentivam a produção e o consumo em um cenário de movimentação econômica fraca. Assim, para os empreendedores que passam por dificuldades financeiras ou têm projetos entravados por falta de investimento, a situação tende a melhorar, já que as taxas para conseguir crédito caem.

Mas, na realidade, as pequenas e médias empresas não têm sentido os efeitos da baixa da Selic. Os juros do cheque especial e do cartão de crédito, por exemplo, ainda alcançam níveis absurdos; e, ao que parece, o cenário não mudará a curto prazo.
Felizmente, essa situação propicia o crescimento de outras instituições financeiras que oferecem verdadeiros benefícios aos empreendedores: as fintechs. Além da possibilidade de juros mais baixos, essas startups diferenciam-se por proporcionar praticidade e agilidade – qualidades fundamentais àqueles que procuram crédito para aperfeiçoar ou, em muitos casos, garantir a sobrevivência do negócio no mercado.

Os números refletem o fortalecimento dessa tendência que, ao que tudo indica, veio para ficar. Entre 2016 e 2017, o número de fintechs no país cresceu 140%, de acordo com a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

 Os reflexos da crise, aliados à falta de tempo que atinge a rotina dos empresários, faz com que, cada vez mais, os processos precisem ser desburocratizados para atender às necessidades de quem empreende. Às instituições financeiras, portanto, cabe aprimorar constantemente os serviços para conquistar esse público. Mas, afinal, quem ganha em meio a essa competição? Quem souber inovar mais e, principalmente, as PMEs, que desfrutarão do aperfeiçoamento dos serviços disponíveis.
(fonte: Administradores.com.br)

Impaciência caracteriza consumidores mobile

O caminho traçado pelo consumidor nas compras mobile é cheio de escalas, com paradas muito rápidas por diferentes ambientes virtuais. Uma pesquisa realizada pela Verto nos Estados Unidos aponta que o tempo de acesso nas plataformas é de quatro minutos em 80% dos casos.

O comportamento do consumidor na internet móvel, segundo a pesquisa, reflete impaciência. Além do tempo relativamente curto de acesso, o consumidor também tem a característica de visitar vários aplicativos e sites ao longo do processo de compra.

Millenials escorregadios  

A geração Millenial é ainda mais impaciente e ágil para realizar compras pela internet móvel. A geração em questão gasta apenas 2,6 minutos em cada sessão, enquanto os chamados baby boomers passam 4,3 minutos.

Facebook lidera

Apesar da predominância da Amazon no varejo americano, a plataforma é apenas a segunda em acesso durante um processo de compra mobile. O líder em acesso é o Facebook, com 8% das sessões. A Amazon vem em segundo com quase metade dos acessos da plataforma líder: 4,9%.

Outra característica do consumidor on-line nos Estados Unidos é que ele trafega pelos mais diferentes ambientes. Além das sociais mídias e dos e-commerces e marketplaces, também acessa as ferramentas de busca e até mensagens SMS. Segundo os dados, as buscas do Google representam 4,5% das sessões.

(fonte: Portal No Varejo)

Quais são as prioridades do varejo em 2018

É possível dizer que o varejo evoluiu mais na última década do que em centenas de anos. Da figura do mascate, passando pela burguesia, e chegando até a revolução industrial, o ato de vender jamais teve tantas variáveis como hoje. A tecnologia trouxe uma verdadeira revolução e o ano de 2018 deve consolidar ainda mais tendências já em voga, como a inteligência artificial, a importância da experiência, entre outras. É o que aponta um estudo da consultoria britânica WGSN.

Segundo o relatório, haverá mudanças profundas no setor este ano. As empresas que detém lojas gigantescas, por exemplo, continuarão enfrentando desafios para equilibrar os seus custos, ainda mais com o e-commerce ganhando cada vez mais espaço.

E o comércio eletrônico continuará crescendo por conta da influência das gerações Y e Z no consumo. Cada vez mais independentes e com dinheiro no bolso, as empresas precisarão se desdobrar para agradá-los. Um dos exemplos é a preocupação em serem sustentáveis e diminuírem sua pegada ambiental.

Para isso, o investimento em tecnologia será fundamental. E segundo o estudo, a inteligência artificial ganhará mais força esse ano. Um dos exemplos desse movimento é a loja da Amazon Go, em Seattle, nos Estados Unidos. Lá, é possível comprar tudo sem filas e sem pagamento físico. Tudo diretamente no seu cartão de crédito.

Confira algumas das tendências para este ano, que começou oficialmente hoje, após as festas de Carnaval:

A equação de valor das novas gerações

Mesmo sendo uma geração mais educada do que as anteriores, os Millennials recebem menos do que os seus pais e avós nos primeiros anos de trabalho. Segundo a WGSN, um representante da geração Y recebe cerca de US$ 11 mil do que as anteriores em seus primeiros empregos. Os salários não acompanharam a desvalorização da moeda em boa parte do mundo.

Diante desse desafio, as empresas também precisam trazer elementos com custo mais baixo para estes jovens. A Amazon, por exemplo, oferece descontos na assinatura do Prime, seu clube de benefícios, para aqueles que recebem assistência governamental dos EUA.

“É uma geração que prefere alugar, que não possui tanto interesse em ter a posse de um produto”, diz Luiza Loyola, especialista em tendências da WGSN. “Mas isso acontece também porque o poder de compra deles é inferior às outras gerações quando estavam na mesma idade.”

Por conta disso, as empresas precisam se atentar aos comportamentos desses jovens. Muitos deles ficam na casa dos pais por mais tempo por questões financeiras. Produtos e serviços mais baratos podem chamar a atenção deles.

Experiência se torna um produto

Os consumidores não querem somente comprar um determinado item. Eles querem uma experiência com ele, querem ter sensações. E as empresas que começarem a se movimentar nessa toada vão sair na frente.

Um exemplo é a joalheria Tiffany, que passou a oferecer café da manhã em sua loja mais icônica, em Nova York. O movimento foi inspirado no filme Bonequinha de Luxo e está dando certo – centenas de veículos publicaram a ação, que está atraindo milhares de pessoas.

Para a WGSN, as empresas precisam tocar exatamente na emoção de seus clientes. Não basta agradar, mas fazê-los se identificarem com marcas. Ou seja, é necessário sair daquela zona de conforto e buscar novas maneiras de se relacionar com os consumidores.

É preciso ser sustentável

Diminuir a pegada de carbono e respeitar a todos os credos e raças não serão mais diferenciais para uma empresa. Já é uma obrigação. Casos de empresas que sofreram uma tremenda crise de imagem por fazerem testes em animais ou por atuarem com trabalho escravo, por exemplo, são comuns.

E ter essa preocupação também aumenta as vendas. Cerca de 66% dos Millennials estão dispostos a gastar mais em produtos de empresas socialmente preocupadas, de acordo com a consultoria Nielsen.

“Mas não basta simplesmente fazer uma campanha e não fazer mudanças profundas dentro da empresa”, diz Luiza. “A sustentabilidade não pode ser só o discurso.”

De olho nos usados

O mercado de produtos usados vai crescer nos próximos anos. O “re-commerce” deve saltar dos US$ 18 bilhões registrados em 2016, para US$ 33 bilhões em 2021. E as empresas podem encontrar diversas oportunidades nesse interim.

Fazer parcerias com sites de produtos usados, por exemplo, é uma grande sacada. Lá, será possível entender quais são os itens que têm mais perenidade e até criar coleções especiais deles. De repente, relançar aquilo que continua dando certo com o tempo.

A vez da voz

Assistentes inteligentes de voz estão crescendo em uma velocidade impressionante. E os usuários estão acompanhando esse movimento. De acordo um estudo da Adobe Consumer Electronics, metade das pessoas que têm acesso a um assistente utilizam a ferramenta pelo menos uma vez por dia. Isso fez com que as vendas por meio de programas como a Alexa, da Amazon, Siri, da Apple, e o Assistente do Google dobrassem no último trimestre.

Logo, as empresas precisam estudar qual é a melhor forma de utilizar essas tecnologias para aumentar as vendas.

Outra tendência é o “visual commerce”, que utiliza o reconhecimento de imagens para oferecer produtos. Um exemplo é a Screenshop, que, por meio de do seu aplicativo, consegue “ler” as fotos postadas em uma rede social e oferece as roupas que uma pessoa está usando. Tudo isso em segundos.

Lojas conectadas

Não é por acaso a investida de grandes redes de internet no varejo físico. A Amazon comprou a Whole Foods. Na China, a Alibaba está expandindo um supermercado conceito chamado Hema. E outras empresas devem seguir o mesmo caminho.

O grande desafio, no entanto, é trazer um serviço que realmente seja condizente com a integração entre online e físico. A Amazon Go tenta isso, mas só agora abriu para o público. E um dos diferenciais será exatamente tirar todo o tipo de ruído do consumidor, que não quer ter problemas com filas e pagamentos.

Para ficar de olho: pagamento com criptomoedas e reconhecimento facial

Ambas as tecnologias não devem ter uma expansão de massa entre os consumidores em 2018, mas já movimentam bilhões. O mercado de reconhecimento facial, por exemplo, deve saltar de US$ 3,4 bilhões para US$ 9 bilhões entre 2016 e 2021. Alguns sites no Brasil e no mundo já estão utilizando o reconhecimento facial como alternativa de pagamento, como a Dafiti por aqui e a Alibaba na China.

Ao mesmo tempo, as empresas precisam ficar de olho nas criptomoedas. Apesar da volatilidade do Bitcoin, essa alternativa de pagamento será cada vez mais comum no futuro. Atualmente, o valor de mercado das criptomoedas já está em US$ 500 bilhões.

(fonte: Portal No Varejo)

TI ajuda varejo integrar loja real à virtual

Não importa se o cliente compra pela internet ou se apenas faz pesquisas on-line antes de ir à loja física. As grandes varejistas brasileiras estão usando o rastro de dados deixados pelos consumidores, tanto no mundo real quanto no virtual, para entender melhor quem são eles e o que querem.

O objetivo é unir o que os dois modelos têm de melhor: a comodidade e o preço competitivo do on-line com a experiência e a pronta entrega do endereço físico.

A decisão das companhias decorre da mudança de hábito dos consumidores nos últimos cinco anos. Cada vez mais exigentes, eles têm hoje ferramentas literalmente à mão para descobrir sozinhos de que produtos precisam e onde podem pagar menos pelos itens.
“O varejo vive uma revolução digital. Se antes a venda era definida no balcão das lojas, hoje é preciso estar e atender bem em todos os canais para não perder os clientes”, diz o sócio da Deloitte no Brasil, Reynaldo Saad.

Apesar de conscientes da urgência de mudança, são poucas as empresas que têm conseguido investir em inovação sem a garantia de retorno no curto prazo, de acordo com Saad. Saem na frente as que apostaram em tecnologia antes das demais, como é o caso do Magazine Luiza.

Desde 2016, os centros de distribuição e lojas da varejista são integrados para que entregas sejam feitas aos consumidores em até 48 horas sem cobrança de frete. A ideia agora é fazer isso em tempo recorde no Brasil.

Em 10 lojas do País a rede vem testando há poucos meses como entregar em menos de três horas após a compra, poucos minutos a mais do que faz, desde 2014, a gigante Amazon nos EUA.

Outro modelo colocado à prova é o de entregar nas lojas físicas produtos de vendedores do marketplace on-line. Na loja da marginal Tietê, na capital paulista, por exemplo, é possível que alguém vá buscar a churrasqueira comprada na loja virtual e receba ofertas de fraldas ou de cervejas artesanais pelo aplicativo da loja instalado no celular. A correlação feita pela inteligência de dados da empresa é simples: churrasco combina com cerveja, que combinam com pais de filhos pequenos, que sempre precisam comprar fraldas.

“Há cinco anos estudamos o que nossos clientes abandonam no carrinho, a maneira como eles preferem pagar as contas, entre outros detalhes, e com o tempo nos aperfeiçoamos para fazer recomendações de compras precisas para eles nas lojas on-line e físicas”, diz o diretor-executivo de tecnologia do Magazine Luiza, André Fatalla.

Entrega rápida – Como no Magazine, boa parte dos consumidores que compram no comércio eletrônico da Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia) vai buscar os produtos nas lojas físicas, para evitar pagar frete e ter a entrega mais rápida. A fatia dos que optam por isso passou de 8% para 25% na rede do grupo Pão de Açúcar, que integrou as duas modalidades de compras há um ano e meio.

Isso também permitiu que a empresa analisasse os hábitos dos clientes e checasse quais produtos são mais comprados por eles e em quais endereços as retiradas são feitas. Como resultado, a Via Varejo readequou seus estoques de acordo com a preferência dos consumidores de cada região e reduziu para menos de um décimo o custo da entrega por item comprado.

“Já temos uma loja em São Paulo com realidade virtual e usamos inteligência artificial para indicar smartphones aos clientes”, diz o diretor de e-commerce da rede, Flávio Dias.
A mesma estratégia de mapear os caminhos físicos e digitais dos clientes dentro das lojas foi feita pela varejista de construção e decoração Leroy Merlin. Desde o ano passado os consumidores podem consultar o estoque dos produtos de cada loja no site, além de fazer a compra on-line e retirar na loja física.

Uma parceria do Google também foi feita para atrair mais clientes. Quando se digita “porcelanato” no buscador, por exemplo, os primeiros resultados são de lojas da rede que tenham em estoque o produto procurado e estejam próximas da localização do cliente naquele momento.

Origem dos dados – Demandas como essas vindas de varejistas viraram tão frequentes na operação do Google no Brasil que a companhia decidiu abrir há um ano uma área específica para atender as empresas do setor, assim como já faz nos Estados Unidos desde 2013.

O papel da empresa dentro das estratégias das varejistas é importante. Na prática, é como se o caderno de anotações sobre os clientes, feito pelos comerciantes de antigamente, fosse hoje abastecido diariamente com milhares de dados vindos das buscas feitas por eles na internet.

(fonte: Diário do Comércio)

Ícones americanos ficam para trás e encolhem

Nos últimos 15 anos, a maneira como as grandes varejistas ganham dinheiro mudou drasticamente. Enquanto a velocidade com que as empresas faturam caiu pela metade, é preciso vender o dobro para estar entre as 200 maiores do mundo.
Boa parte da dificuldade está relacionada à lentidão com que as companhias do setor inovam e a dificuldade em entender o que querem os consumidores mais jovens, de acordo com uma pesquisa mundial feita pela consultoria Deloitte.

O levantamento analisou o desempenho das 250 líderes globais do varejo em faturamento nos últimos 15 anos para apontar as mudanças no período, que aconteceram mais rapidamente de 2012 a 2017.

De acordo com o estudo, nestes últimos cinco anos, as compras de supermercados feitas pela internet no mundo saltaram 30% e a China tornou-se o país onde o comércio eletrônico mais cresce – as vendas anuais do segmento por lá sobem cinco vezes mais rápido atualmente do que no mercado americano.

Grandes lojas de departamentos, sem ofertas virtuais atrativas nem possibilidade de entrega e pagamento variados, são coisas do passado. Prova disso, aponta o relatório, está no número recorde de fechamento de pontos comerciais em 2017 nos Estados Unidos. Apenas no ano, 6.885 lojas fecharam as portas. As varejistas Macy’s, J.C.Penney e Sears estão entre as que mais encerraram operações no mundo. O intuito é se concentrarem apenas nas lojas rentáveis e investirem em tecnologia.

“Tanto elas quanto a maioria das varejistas sabem que têm de competir e atuar como a Amazon, mas não sabem nem por onde começar, de tão atrasadas que estão”, afirma o sócio da Deloitte no Brasil, Reynaldo Saad.

Entre as 10 maiores varejistas do mundo em faturamento, o Walmart é o único que se manteve na mesma posição de 15 anos atrás – a liderança. De acordo com Saad, a rede tem investido em inovação e segue hoje o caminho inverso da Amazon, empresa que se tornou sua maior rival no mercado americano.

“Enquanto o Walmart quer aumentar a presença on-line, a Amazon, com a compra do Whole Foods, investe em lojas físicas. As duas estão se preparando para o futuro, com a junção dos dois mundos, físico e on-line”, diz.

Modelo híbrido – Ainda que o comércio eletrônico esteja ganhando relevância, as lojas físicas de varejo não irão desaparecer, mostra a pesquisa. Pelo contrário: os endereços físicos das varejistas têm cada vez mais importância, já que 90% das vendas mundiais ainda são realizadas nelas.

No entanto, a maneira de vender mudou e a exigência dos clientes é muito maior. “Os mais jovens querem comprar em lugares que tragam comodidade, mas também experiências com as marcas e produtos. Eles pensam: ‘Para que sair de casa se não for para ver algo interessante?’”, diz Saad.

(fonte: Diário do Comércio)