Avanço e recuo nas vendas do varejo

O varejo ampliado deve registrar crescimento de 3,64% em março na comparação com igual mês de 2018, conforme projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar).

A previsão é de redução do ritmo nos meses seguintes, que devem ficar em 2,62% em abril e 1,25% em maio, de acordo com o estudo.

As vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos devem ser um destaque no varejo brasileiro nos próximos meses, segundo o Ibevar.

Para março, a expectativa é que essa categoria cresça 8,23% ante o mesmo mês de 2018, com crescimentos de 7,60% e 6% nos dois meses seguintes

No setor de hipermercados e supermercados, a expectativa é de crescimento de 1,71% em março, seguida de uma expansão de 2,09% em abril e 1,15% em maio.

Já para o setor de tecidos, vestuário e calçados as expectativas são de leve alta nas vendas, conforme o Ibevar, de 0,51% em março ante igual mês de 2018. Em abril e maio, há ainda perspectiva de avanço 0,16% e 0,33%, respectivamente.

Já para o setor de móveis e eletroeletrônicos as expectativas são de queda nas vendas, conforme o Ibevar, de 0,93% em março ante igual mês de 2018. Em abril e maio, há ainda perspectiva de queda de 1,02% e 1,80%, respectivamente.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/avanco-e-recuo-nas-vendas-do-varejo )

Marcas mais caras ganham espaço nas prateleiras

O império das marcas de menor valor ficou para trás. Isso porque, no caso dos equipamentos de tecnologia, um aparelho de boa qualidade, que tenha assistência técnica, não é apenas sonho de consumo.

Com a emergência da economia compartilhada, o celular de último tipo pode ser também um instrumento de geração de renda.

É um movimento que as duas líderes em smartphones no País -a Samsung e a Motorola, que concentram 78% das vendas no País -já perceberam.

“As marcas menores não tinham suporte ao cliente. Então, o que a pessoa podia fazer? A única alternativa era jogar fora”, resume Juliana Pereira Mott, diretora de marketing da Motorola Brasil.

Para o cliente que não quer arriscar ficar na mão, mas não pode arcar com os custos de um produto topo de linha, a fabricante que pertence à chinesa Lenovo lançou linhas como Moto E e Moto G, que podem custar menos de R$ 1 mil.

“Esse consumidor está mais empoderado. Então, é preciso entender para quais atividades ele usa o celular.”

De acordo com Loredana Sarcinella, diretora sênior de marketing da Samsung, o consumidor da classe C conhece melhor as últimas tecnologias do que os dos estratos de renda mais alta.

“Eles são os que conhecem e pesquisam mais sobre os aparelhos, para garantir que o dinheiro que estão investindo valerá a pena”, diz a executiva.

E a orientação mais recente tem sido comprar aparelhos um pouco mais caros, tanto que o preço médio por unidade vendida passa de R$ 1 mil.”

O consumidor que está em busca de eletrodomésticos ou aparelhos de tecnologia está disposto a gastar a sola de sapato para fazer o melhor negócio.

É um percurso que a técnica em enfermagem Charleane Macedo, de 33 anos, faz neste momento. Grávida e prestes a se casar, ela está mobiliando sua casa no momento.

Demitida em maio do ano passado por causa de um corte de custos na empresa onde trabalhava, Charleane hoje faz trabalhos esporádicos como fotógrafa de eventos.

E conta que fez uma espécie de “ajuste fiscal” – hoje, guarda tudo o que ganha com os bicos em festas para os eletrodomésticos da casa nova. O futuro marido, que trabalha como auxiliar de produção em uma fábrica, arca com as contas do dia a dia.

Apesar do orçamento limitado, Charleane vai comprar, de uma só vez, geladeira, máquina de lavar e micro-ondas. “Estou pesquisando os preços pela internet antes de fechar negócio.”

Algumas empresas, no entanto, ainda veem a disposição para a retomada do consumo com cautela. É o caso da Whirlpool (dona das marcas Brastemp, Consul e Kitchen Aid).

João Carlos Brega, presidente da companhia na América Latina, vê nas vendas atuais mais um movimento de reposição de produtos de linha branca do que uma compra planejada.

Cauteloso, o executivo acredita que só vai ser possível sentir a reação da economia a partir do terceiro trimestre. A retomada, segundo ele, depende da condução das reformas, sobretudo da Previdência.

“Com a taxa de desemprego alta, as vendas de bens duráveis sofrem”, disse. “A compra planejada de produtos de linha branca virá a partir de dados concretos de retomada da economia”

Decifrar os desejos da classe C ficou mais difícil à medida que o deslumbramento com o consumo ficou para trás.

A lista de compras da classe média – um grupo heterogêneo, cuja renda familiar pode variar de pouco mais de R$ 2 mil a quase R$ 7 mil, segundo o Instituto Locomotiva – está mais variada.

No topo do sonhos de consumo de Elizabete Souza Costa, dona de casa de 36 anos que vive em Guarulhos, estão viagens e não produtos: “Não gosto muito de comprar, prefiro viajar.”

Viagens para destinos nacionais, aliás, aparecem no topo da lista de prioridades de intenção de consumo da classe C para 2019 – o item foi citado por 58% dos mais de 2 mil entrevistados.

Esse objetivo é seguido por reforma da casa (45%), móveis (43%) e smartphones (30%). Segundo o instituto, são necessidades que ficaram represadas desde 2015 e que a classe média está ávida por satisfazer.

O levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 77% das pessoas consideram que a situação melhorou; para 38%, melhorou muito.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/marcas-mais-caras-ganham-espaco-nas-prateleiras )

Classe C volta a crescer, aponta pesquisa

Uma década depois da criação do termo “nova classe média”, essa parcela da população no Brasil voltou a crescer de 2017 para 2018 – passando de 50% a 51% da população, uma adição de mais de 2 milhões de pessoas -após uma queda brusca nos dois anos anteriores.

Embora ainda não tenham recuperado tudo o que perderam durante o período em que a economia recuou 8%, as famílias da classe C estão otimistas com o que está por vir e pretendem voltar a comprar bens de maior valor agregado, como eletrodomésticos e materiais de construção, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva.

Mas a busca por essas metas não será a qualquer preço: o consumo-ostentação dos tempos de bonança foi substituído pela exigência de um claro custo-benefício.

Essa nova relação com o consumo é “caminho sem volta”, segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, especializado em estudar os hábitos da classe C.

Com o aumento ainda tímido – de 0,9% -da renda desse contingente no ano passado, para convencer os 106 milhões de membros da classe média a gastar o dinheiro que têm em mãos -montante estimado em R$ 1,57 trilhão para 2019 -, as empresas terão de suar.

“As marcas vão precisar saber muito mais sobre os hábitos desses consumidores para convencê-los a abrir a carteira”, diz Meirelles. “O consumo agora não vai estar mais ligado ao acesso a qualquer custo, à ostentação, mas sim à performance e à relevância de cada produto.”

Esse retorno ao consumo é pautado muito mais pela expectativa do que por avanços econômicos consistentes. Isso porque tanto o emprego quanto a renda ainda estão longe de recuperar os níveis anteriores à crise.

Apesar da queda da inflação e do juro básico no patamar mínimo de 6,5% ao ano, o desemprego está na faixa de 12%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para este ano, no entanto, as expectativas de crescimento do PIB ainda se situam em cerca de 2%, apesar de reduções recentes nas estimativas, o que pode ter um efeito positivo especialmente para a classe média.

Segundo cálculos da consultoria MacroSector, a renda da classe C poderá crescer 3,5% em 2019, sobre o ano passado. A consultoria também projeta alta de 3% para as vendas no varejo este ano.

Todas essas perspectivas, no entanto, dependem de fatores ainda não concretizados – como a aprovação das reformas estruturais no Congresso.

“Há uma expectativa de crescimento respaldada na aprovação das reformas. Caso isso não ocorra, podemos entrar numa crise pior do que a de 2014”, afirma José Ronaldo Souza Júnior, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A nova classe média chega ao fim de sua primeira década de existência presa em um paradoxo embalado pela desaceleração da economia a partir de 2014.

Apesar dessa população estar mais escolarizada -o total de pessoas de renda média com ensino superior subiu dez pontos porcentuais, para 48% -, o número de indivíduos vivendo de “bicos” cresceu, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva.

Em 2008, 41% da classe C tinham emprego formal, enquanto 35% declaravam estar na informalidade ou trabalhar por conta própria No ano passado, 40% tinham carteira assinada e 38% viviam de “bicos” ou atuavam por conta própria.

Embora a crise tenha tido papel inegável no aumento das pessoas trabalhando na informalidade, o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, diz que há fatores sociais por trás do empreendedorismo entre os integrantes da classe C.

Apesar de a trajetória dos brasileiros de classe média ter sido parecida com a de uma montanha-russa – com forte crescimento até 2014 e uma freada sem precedentes de 2015 a 2017 -, o especialista diz que o acesso a novas categorias de consumo trouxe confiança a esses brasileiros. “Uma coisa é certa: paladar não regride e o brasileiro não quer abrir mão das conquistas.”

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/brasil/classe-c-volta-a-crescer-aponta-pesquisa )

Novas datas comemorativas para impulsionar o comércio?

Na sexta-feira, 15, foi celebrado o Dia do Consumidor. Na esteira do sucesso da Black Friday, foi possível observar iniciativas do comércio para alavancar as vendas na data.

O Dia do Consumidor, contudo, ainda não aparece com o mesmo destaque das demais datas comemorativas no calendário do comércio.

De acordo com pesquisa realizada pela Boa Vista, quando questionados se a data incentiva a ida às compras, apenas 24% disseram que sim, contra 76% para quem não se trata de uma data comemorativa com essa característica, mas sim um momento para conscientização dos direitos dos consumidores.

Ainda assim, a pesquisa explorou a percepção dos entrevistados em relação ao Dia do Consumidor como uma data comemorativa no calendário do comércio.

Neste caso, o que mais incentivaria o consumo, na opinião dos respondentes, seriam os descontos (70%), seguidos pelas promoções (16%).

Entre os produtos que seriam mais procurados, destacaram-se eletrodomésticos (15%), eletrônicos, empatados com alimentos e bebidas (12%), itens para casa e decoração (11%) e moda e acessórios, empatados com telefonia celular (10%).

Ou seja, os consumidores esperariam por uma nova Black Friday, agora no primeiro semestre.

Mas seria interessante uma nova Black Friday? Se sim, para quem?

Historicamente, o mês de dezembro, que concentra as vendas para o Natal, é o mais importante para o comércio brasileiro.

Mais do que as festividades natalinas e as trocas de presente em si, por trás da forte sazonalidade das vendas de dezembro há um fator econômico relevante: o décimo terceiro salário, dividido em duas parcelas, uma paga até o final de novembro e a outra, até 20 de dezembro.

O mês de janeiro, por sua vez, sempre foi um período de grandes liquidações, quando o varejo “queima” os estoques de mercadorias que não foram vendidas no final do ano.

A partir de 2010, a Black Friday passou a fazer parte do calendário do comércio. Se, inicialmente, as promoções estavam restritas ao comércio eletrônico, em poucos anos elas chegaram também às lojas físicas.

Em 2018, em grande parte devido à Black Friday, novembro registrou a maior alta mensal das vendas do varejo no ano (3,1% em relação a outubro, já descontados os efeitos sazonais). Por outro lado, a maior queda mensal foi registrada em dezembro (-2,1% na comparação com novembro).

Isso seria um indício de que as promoções da Black Friday estariam não necessariamente alavancando as vendas, mas apenas antecipando o movimento do Natal.

De fato, quando comparamos a sazonalidade atual do comércio com a observada cinco anos atrás (em 2013, antes da crise econômica, portanto), notamos que as variações mais significativas ocorreram exatamente nos meses de novembro e dezembro.

Conforme é possível observar no gráfico abaixo, elaborado a partir dos dados da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, a participação do mês de novembro nas vendas do ano passou de 8,7% em 2013 para 9,1% em 2018 (alta de 0,4 ponto percentual).

Por outro lado, caiu de 11,1% para 10,7% (-0,4 ponto percentual) a participação das vendas de dezembro. Trata-se, portanto, de outro indício de antecipação das vendas.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/novas-datas-comemorativas-para-impulsionar-o-comercio )

Inovação aumenta a competitividade dos pequenos negócios

Um passaporte para alcançar o crescimento sustentável: uma pesquisa do Sebrae feita com 5.691 donos de pequenos de todo o Brasil mostra que 83% deles criaram cultura inovadora em sua empresa. Outros 84% buscaram novas parcerias e, 83% desenvolveram novos métodos organizacionais.

Os números são resultado do programa Agente Local de Inovação (ALI), onde empresas que fazem adesão recebem visita de um desses técnicos para um diagnóstico completo do estágio da inovação, além das oportunidades de melhoria a serem exploradas para ampliar a sua competitividade.

A partir desse diagnóstico, o ALI propõe a construção de um plano de ação para inserir soluções inovadoras no ambiente da empresa. Depois de definido o plano, ele será implementado sob a responsabilidade da empresa com o acompanhamento/orientação do Agente Local de Inovação durante um período de 30 meses.

A pesquisa revelou ainda que cerca de 67% dos donos de pequenos negócios alteraram seus produtos e serviços após participar do projeto. Outros 45,2% conseguiram alcançar um crescimento no lucro mensal, e 46,2% obtiveram aumento em seu faturamento de até 40%. Houve ainda 57% que declararam que mudaram o layout da empresa, e 53% adotaram novas formas de promoção de marketing após a presença do ALI.

O ALI foi lançado, em nível nacional, em 2010, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de orientação proativa, gratuita e personalizada. Esta orientação é realizada por bolsistas do CNPq, selecionados e capacitados pelo Sebrae, que acompanham um grupo de empresas.

(fonte: Dcomércio.com)

 

7 benefícios do certificado digital para as empresas

O certificado digital para empresas é um arquivo eletrônico que permite que o seu portador assine digitalmente os documentos que emitir. Ele surgiu para acompanhar as inovações tecnológicas, para facilitar a rotina de trabalho e para garantir mais segurança às transações realizadas pela internet.

Por ser assim, a lei estabelece, atualmente, que todos aqueles que emitem nota fiscal são obrigados a adquirir esse certificado. Porém, em razão dos inúmeros benefícios que ele oferece, até aqueles que não são obrigados estão optando por utilizá-lo.

Ainda não tem? Então, confira 7 vantagens e não perca mais tempo!

1. Segurança

Ao assinar um documento por meio do certificado digital, você estará amparado por lei e não correrá riscos de fraudes e alterações no arquivo, uma vez que ele ficará bloqueado para edições.

Também convém destacar que a troca de dados é criptografada e, com isso, é muito mais difícil de ser acessado por terceiros.

2. Redução de despesas

Com a utilização do certificado digital, não será necessário imprimir documentos, gastar com reconhecimento de firma em cartórios ou investir em procedimentos de faturamento e logística da nota fiscal eletrônica etc.

Se você fizer o cálculo mensal dessas despesas, verá o quanto reduzi-las representará um impacto nas contas da sua empresa.

3. Facilidades na declaração do Imposto de Renda

Aqueles que possuem o certificado digital conseguem baixar os arquivos da declaração do Imposto de Renda para ajustes e inclusão de despesas e deduções. Além disso, também fica mais fácil acompanhar o processamento da declaração e retificar informações.

4. Possibilidade de participar de leilões eletrônicos

A Receita Federal e a Polícia Federal disponibilizam os leilões em um Sistema de Leilão Eletrônico. As pessoas físicas ou jurídicas que tiverem interesse em participar dos processos precisam adquirir um certificado digital, já que somente com ele é possível acessar os lotes e as datas disponíveis para o envio de propostas.

5. Elaboração de procurações eletrônicas

Como o certificado digital para empresas permite a assinatura segura e impede a alteração das informações do arquivo após ele ter sido assinado, as procurações podem ser enviadas por meio eletrônico.

6. Redução da burocracia

Vários tipos de serviço podem ser realizados pela internet se você tiver o certificado digital. Além de maior segurança nas transações bancárias e na emissão das notas fiscais, você poderá, por exemplo, liberar pelo computador a chave de conectividade do FGTS na Caixa Econômica Federal.

7. Mobilidade

Além de todas as vantagens anteriores, o certificado digital pode ser instalado em mais de um computador. Com isso, você pode trabalhar tanto na empresa quanto em casa. Isso facilita a sua vida e ainda permite que você trabalhe ou envie arquivos durante uma viagem, por exemplo.

Agora que você já sabe as vantagens de obter um certificado digital para empresas, não perca tempo e comece a modernizar a sua empresa e a facilitar a sua vida. Nada melhor que usar a tecnologia a seu favor!

(fonte: Contática)

Redução de custos: 10 dicas para a sua empresa economizar

Mercados altamente competitivos, crise econômica, altas cargas tributárias, falta de recursos e por aí vai. A maioria das empresas têm sentido na pele os efeitos do cenário conturbado que nos cerca nos últimos anos.

Se manter competitivo e engendrar uma trajetória de crescimento em meio a este contexto desafiador, requer grandes habilidades gerenciais, disciplina e muito jogo de cintura. Por essa razão, o termo “redução de custos” passou a fazer parte do dia a dia da grande maioria dos gestores e empreendedores brasileiros.

Já que economizar é a ordem do dia, separamos 10 dicas que vão ajudar a sua empresa a reduzir custos. Confira a seguir!

1 – Analise os seus custos atuais

Um dos primeiros passos quando o assunto é a redução de custos é saber exatamente como e com o que a sua empresa está gastando, certo? Afinal como você pode criar uma estratégia em reduzir um custos sem conhecer, em detalhes a situação atual da sua empresa?

Muitas empresas acabam gastando muito justamente porque não fazem um controle adequado das suas contas. Neste sentido é importante que todas as despesas sejam registradas, todas mesmo! Desde a compra do material de escritório até os jantares que o setor comercial oferece aos clientes. Não importa que a princípio o valor pareça irrelevante, a soma de irrelevâncias as vezes resulta em volumes bastante significativos.

A análise dos gastos por categorias permite que os gestores analisem quais os setores e as atividades da empresa que estão consumindo mais recursos do que deveriam e, a partir daí, fica mais fácil criar estratégias assertivas para a redução de custos.

Pode parecer bobagem, mas muitas vezes estratégias simples como reformular o contrato com a companhia telefônica podem proporcionar grandes economias. O desafio é justamente identificar quais são esses gastos e isso só é possível através de uma análise consistente dos custos atuais.

2 – Otimize os processos

A ineficiência das atividades organizacionais é um outro vilão quando o assunto são os custos. Quanto mais eficiente for o trabalho, menos a empresa gasta com horas extras, com energia elétrica, sem contar que considerando uma escala mais ampla, muitas vezes é possível realizar o mesmo trabalho com menos funcionários quando ele é executado da maneira adequada.

Por essa razão a tecnologia é uma grande aliada da empresas. Alguns setores, como o financeiro, exigem um grande número de operações diárias, como o registro de contas a pagar, contas a receber, etc. Quando as empresas contam com um sistema, organizar essas atividades se torna muito mais simples, rápido e dinâmico.

Você já pensou por exemplo, em elaborar uma série relatórios para analisar as despesas de cada setor utilizando planilhas? Quanto tempo você vai gastar para mapear os custos que cada setor está gerando? Softwares de gestão financeira permitem que relatórios por categoria sejam criados de forma muito simples e rápida.

Além de tornar as atividades operacionais mais eficientes, as informações ficam organizadas e podem ser acessadas com mais facilidade.

3 – Renegocie com fornecedores

Você já parou para analisar as compras realizadas e os serviços que a sua empresa contratou nos últimos meses? Os seus fornecedores realmente representam a melhor opção do mercado, atualmente, em termos de preço e prazo? E a negociação com esses fornecedores, como você está conduzindo esse processo?

Embora ser fiel a um fornecedor possa trazer inúmeros benefícios, é importante sempre estar atento aos preços que a concorrência está praticando. Essa informação pode ser muito útil até mesmo na hora de você negociar com seu próprio fornecedor de confiança.

Uma eventual troca de fornecedores, em alguns casos, pode ser uma solução para a redução dos seus custos, só fique atento para garantir que você está comprando um produto da mesma qualidade e que a mudança não irá afetar outros setores da empresa.

Por exemplo, um fornecedor pode oferecer a mesma matéria-prima por um preço inferior mas entregar em um prazo maior e isso pode acabar afetando a eficiência do setor produtivo da sua empresa. Fica sempre atento a esses detalhes.

4 – Considere a terceirização

A terceirização tem se tornado um processo cada vez mais comum para empresas de diferentes portes e que atuam nas mais variadas áreas.

A terceirização é uma alternativa para as empresas que querem economizar com o pessoal, ou que estejam com o intuito de reduzir custos fixos. Por exemplo, ao terceirizar uma parte da atividade produtiva da empresa, se torna possível ocupar um espaço menor internamente, o que reduz possíveis gastos com locação e assim por diante.

Profissionais cuja demanda de trabalho seja esporádica, também podem ser contratados somente quando necessário.

5 – Crie metas de redução de custos

Assim como as demais atividades da empresa, a redução de custos deve ser traduzida em metasmensuráveis e realizáveis.

Por exemplo, ao analisar o setor comercial da empresa, contatou-se que houve um aumento expressivo no valor gasto com as impressões. A empresa pode criar metas de economia neste sentido: “Queremos passar de 100 mil impressões por mês para 20 mil dentro de um prazo de três meses”.

A conta telefônica está muito alta? É possível estimular os funcionários a utilizar formas gratuitas de comunicação, como o Whatsapp e Skype. As falhas operacionais estão causando muito desperdício no setor produtivo? É possível criar uma estratégias para reduzir as falhas operacionais através de treinamentos e assim por diante.

O importante é que a análise dos custos e a criação de estratégias para reduzi-los, seja uma prática contínua dentro de uma empresa.

6 – Envolva a sua equipe

Só será possível alcançar os resultados esperados de redução de custos com o apoio e envolvimento do seu time, portanto envolva os colaboradores na sua estratégia. Mostre o quanto aquela redução de custos e melhoria de processos é importante para a empresa e porque ela deve ser levada a sério.

Outra forma de obter engajamento é fazer com que os colaboradores façam parte da formulação da estratégia de redução de gastos. Lembre-se que, por fazer parte do dia a dia de cada setor, os colaboradores podem fornecer sugestões relevantes de como cortar gastos e melhorar os processos na qual estão envolvidos.

Quando a equipe ajuda a descobrir soluções, os membros se sentem mais motivados a se engajar nas ações, o que potencializa os resultados alcançados.

7 – Invista em capacitação

Quanto mais preparados os seus colaboradores estiverem para realizar uma atividade, melhor será o seu desempenho. Quanto melhor o desempenho, menor o tempo necessário para executar uma atividade.

Equipes desmotivadas ou sem capacitação acabam custando muito mais caro para as empresas e este é um custo difícil de ser identificado.

Se, neste momento, a sua empresa não tem recursos disponíveis para contratar palestrantes ou investir em cursos externos, estimule os próprios gestores a organizar treinamentos com a sua equipe. Além do ganho de produtividade, os resultados certamente irão aparecer nas finanças da sua empresa

8 – Analise os benefícios concedidos pela sua empresa

Embora os benefícios concedidos pelas empresas sejam muito valorizados pelos colaboradores, muitas empresas acabam gastando mais do que o necessário e não analisando o retorno que benefícios estão, efetivamente, trazendo para os seus colaboradores.

Uma pesquisa com os colaboradores pode revelar quais são suas demandas, o que consideram prioridade e acham importante. É importante sempre manter um olhar crítico sobre os benefícios concedidos e não deixar o valor sair do controle.

9 – Implante um banco de horas

Uma alternativa para as empresas que querem fugir do custo com horas extras é registrar o tempo excedente trabalhado em um banco de horas. As horas trabalhadas a mais podem virar dias de folga, podem ser utilizadas no dia em que o funcionário precisar ir ao médico ou ver uma apresentação do filho na escola, além disso, elas podem servir para prolongar férias, emendar feriados, etc.

Mas atenção, a compensação das horas precisa ocorrer dentro do ano corrente, caso contrário, a empresa pode vir a ter problemas com a legislação trabalhista.

10 – Verifique as formas de contratação

Multas e processos trabalhistas podem ser uma fonte inesperada de despesas para uma empresa e representar uma verdadeira dor de cabeça para o empresário. Para não ser pego de surpresa, é importante ficar atento ao que a legislação prevê na hora de contratar um funcionário.

Muitas empresas contratam um colaborador como um prestador de serviço, em situações em que esta não é a alternativa mais recomendada. As chances de a empresa acabar respondendo a um processo trabalhista, nesses casos são altas, por isso é importante ficar atento.

Por fim, ao focar na redução dos custos, a empresa passa analisar os seus processos de outra forma e mais do que reduzir os gastos, em si, uma consequência natural desse processo é tornar a empresa mais produtiva e competitiva perante o mercado.

O empresário deve encarar a redução de custos como uma forma de realizar mudanças positivas na sua empresa, sair da zona de conforto e aumentar suas chances de crescer.

(fonte: Controlle  https://blog.controlle.com/reducao-de-custos-10-dicas-para-a-sua-empresa-economizar/ )

Carnaval deve impulsionar as vendas em BH

O Carnaval em Belo Horizonte se tornou uma das maiores festas populares do Brasil. A expectativa, segundo a prefeitura, é que circulem 4,6 milhões de foliões nos mais de 23 dias de programação (de 16 de fevereiro a 10 de março), 20% a mais que em 2018, quando a festa recebeu 3,8 milhões de pessoas. O fortalecimento da data é motivo de otimismo para a maioria dos empresários belo-horizontinos (63%), que espera um crescimento no volume de vendas superior ao conquistado em 2018. É o que mostra a pesquisa Expectativas para o Carnaval 2019, realizada pela área de Estudos Econômicos e o setor de Negócios Turísticos da Fecomércio MG.

O economista da Federação, Guilherme Almeida, acredita o cenário atual está favorável ao turismo interno na comparação com o Carnaval passado, pois a inflação baixa combinada ao dólar mais caro favorece o aumento no fluxo de turistas nacionais, impactando, principalmente, as atividades econômicas relacionadas aos serviços turísticos, como hospedagem, alimentação e transporte.

A maior parte das empresas ouvidas (80,7%) também espera que o Carnaval de rua na cidade será positivo para o setor de comércio, serviços e turismo da cidade. Em 2018, esse percentual era de 80,2%, mantendo-se estável. A atração de mais turistas (56,3%), o crescimento do movimento (27,7%) e a maior divulgação da festa (12,7%) foram os principais motivos destacados para o otimismo em relação ao período.

A analista de turismo da Fecomércio MG, Milena Soares, ressalta que os empresários devem se planejar para o movimento do período, principalmente, durante o Pré-Carnaval, que gera impacto direto no comércio varejista. “O empresário precisa analisar seu público, ano após ano, e verificar quais são os produtos mais procurados e vendidos, além de estar atento as tendências.”

Funcionamento do comércio 

Durante o período de Carnaval deste ano, 54,4% das empresas entrevistadas estarão em atividade. Entre as que irão funcionar durante as festividades, 72,2% abrirão todos os dias e 65,9% realizaram ou irão realizar algum investimento para a data. As ações que mais se destacam, neste contexto, são o aumento do estoque dos produtos do comércio (45,9%) e o treinamento de funcionários (34,8%).

Dados da CNC

Com todas essas ações, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), estima que Minas Gerais movimente R$ 615,5 milhões com a folia, ficando atrás dos Estados do Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão). Os segmentos de alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes, transporte rodoviário e os serviços de alojamento em hotéis e pousadas responderão por mais de 84% da receita gerada com o maior feriado do calendário nacional.

Sobre a pesquisa

A área de Estudos Econômicos e o setor de Negócios Turísticos da Fecomércio MG realizaram esta análise com o intuito de identificar as expectativas para o período de Carnaval e captar oportunidades de negócios para o comércio varejista. A pesquisa Expectativas para o Carnaval 2019 ouviu empresas de alguns segmentos do comércio varejista impactados pelo período, localizadas em regiões de maior circulação de pessoas durante as festas de rua na cidade, de acordo com a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur). O questionário foi aplicado para 279 empresas de 17 bairros que compõem as Regiões Centro-Sul, Leste e Oeste entre os dias 1° e 6 de fevereiro.

(fonte: Fecomércio MG)

Preço médio de itens consumidos no Carnaval subiu 2,91%

Os produtos e serviços mais consumidos no Carnaval subiram, em média, 2,91% nos últimos 12 meses. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e refletem o período entre março de 2018 e fevereiro deste ano.

O resultado ficou abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV, que subiu 3,98% no mesmo período.

Segundo o coordenador do IPC do Ibre, André Braz, a inflação do Carnaval ficou menor que o IPC porque a economia ainda está andando um pouco devagar: “Temos ainda um número de desempregados bem grande, a inflação está contida e a previsão este ano é que ela continue abaixo da meta. Então, os preços andam bem-comportados”, disse o economista.

Para ele, um serviço ou outro surpreende um pouco, como por exemplo, as excursões, item que subiu 11,28%. Braz diz que o folião não vai estranhar muito os preços, mas deve ficar de olho no que acontece durante o Carnaval. “Pela lei da oferta e da procura, os preços ficam diferenciados [nesse período]”.

VARIAÇÕES

Dos 23 itens pesquisados pelo Ibre/FGV, o gás natural veicular (GNV) foi o que mais subiu: 16,52%, enquanto o etanol teve deflação de 2,52%. André Braz reiterou que os desafios são hospedagem, pedágio, revisão de carro e comida fora de casa.

De acordo com o economista, uma forma de diminuir esse desafio é preparar pelo menos as principais refeições do dia em casa, ou no acampamento, e deixar para gastar na rua com a cerveja e a água mineral. “Dessa forma, dá para passar um Carnaval sem estourar o orçamento.”

Conforme o levantamento do Ibre, subiram abaixo da inflação medida pelo IPC: óleo lubrificante (1,75%), pedágio (3,04 %), serviço de reparo em automóvel (3,74%), refeições em bares e restaurantes (2,82%), cafezinho (2,66%) e bebidas destiladas (2,19%). As menores variações foram observadas, porém, em cerveja (0,93 %) e hotel (0,53 %).

Além do item excursão, tiveram resultados negativos: preservativo e lubrificante (4,99%), doces e salgados (4,77%), café da manhã (4,59%) e sanduíches (4,29%), que subiram acima da inflação dos produtos consumidos no período carnavalesco.

(fonte: Diário do Comércio)

Há 52 milhões de empreendedores no Brasil

Em 2018, dois em cada cinco brasileiros entre 18 e 64 anos estavam à frente de uma atividade empresarial ou tinham planos de ter um negócio.

É o que mostra a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que verificou o segundo melhor desempenho para a taxa de empreendedorismo brasileira desde 2002, quando o índice começou a ser medido.

A pesquisa mostra que a taxa total de empreendedorismo, que reúne novos empreendedores e donos de negócios já estabelecidos, chegou a 38%.

Segundo esse indicador, aproximadamente 52 milhões de brasileiros em idade produtiva estavam envolvidos com alguma atividade empreendedora no ano passado. A pesquisa foi realizada em 49 países e, no Brasil, contou com o apoio do Sebrae.

Nesse contexto, uma das informações mais importantes reveladas pela pesquisa é que o empreendedorismo por oportunidade, verificado quando os empresários abrem negócio motivados pela identificação de uma oportunidade de mercado, registrou o melhor resultado dos últimos quatro anos (61,8%).

Segundo o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), João Henrique de Almeida Sousa, a recuperação do índice de empreendedorismo por oportunidade é um resultado muito animador para a economia brasileira.

“Diferente de quem empreende por necessidade, depois de passar por uma situação de desemprego, por exemplo, o empresário motivado por uma oportunidade, normalmente é aquele que faz um plano de negócio, que estuda a concorrência e tem – por consequência – maior probabilidade de sobreviver no mercado”, afirma Sousa.

Em contraposição, o empreendedor por necessidade é aquele resolve abrir a empresa pela falta de outras possibilidades para geração de renda e de ocupação. “Em geral, esse tipo de empreendedor é menos qualificado para administrar o próprio negócio, e enfrenta mais dificuldades para gerir a empresa”, conclui o presidente do Sebrae.

A pesquisa também revelou um crescimento do público jovem (18 a 24 anos) entre os novos empreendedores. De 2017 para 2018, a participação dessa faixa etária subiu de 18,9% para 22,2% do total de empreendedores que iniciavam uma atividade empresarial, com negócios (formais ou informais) de até 3,5 anos.

A taxa de empreendedorismo inicial (da sigla em inglês TEA) começa a decair a partir dos 45 anos, chegando a 9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. Entretanto, mesmo com uma taxa menor, a pesquisa GEM revela que o contingente de pessoas com mais de 55 anos iniciando um negócio é de quase 2 milhões de empreendedores.

Em relação às taxas de empreendedores iniciais e estabelecidos, a pesquisa GEM indicou que a TEE (estabelecidos) com 20,2%, superou a TEA (iniciais) em pouco mais de 2 pontos percentuais.

Com isto, é possível avaliar que 2018 foi um ano em que, majoritariamente, os empreendedores atuaram de forma a consolidar os negócios criados em períodos anteriores, ou seja, um certo contingente de empreendedores iniciais tornou-se estabelecido.

(fonte: Diário do Comércio)