19,7 milhões de consumidores compraram online no 1º semestre

O mercado digital brasileiro gerou R$32,1 bilhões no 1º semestre deste ano, o que representa um crescimento de 16,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Os dados são do relatório NeoTrust, elaborado pelo Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, em parceria com o E-commerce Brasil.

O relatório traz uma visão 360° do varejo online, com intuito de oferecer ao mercado compreensão e clareza no segmento do e-commerce. Traduzindo em números, no 1º semestre de 2019 houve um total de 76,5 milhões de pedidos, contra 66 milhões no período do ano passado.

Já o tíquete médio teve leve aumento de 0,3%, com uma média de R$420,30 gastos na primeira metade de 2019, ante R$ 419 reais por pedido no mesmo período do ano anterior.

No Brasil, cerca de 19,7 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra virtual no primeiro semestre de 2019, o que representa um aumento de 35,8% em relação ao primeiro semestre de 2018.

(Fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/19-7-milhoes-de-consumidores-compraram-online-no-1o-semestre )

Empresas excluídas do Simples que aderiram ao Refis têm até esta segunda para pedir retorno ao sistema

Micro e pequenas empresas que foram excluídas do Simples Nacional têm até esta segunda-feira (15) para pedir a reinserção no sistema.

A opção só vale para os pequenos negócios que tenham sido excluídos em 1º de janeiro de 2018 e que tenham aderido ao chamado Refis das PMES — o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN).

A volta ao Simples deve ser requerida à Secretaria Especial da Receita Federal, por meio de um formulário. No pedido, deve constar a assinatura do contribuinte ou de seu representante legal e também o documento de constituição da pessoa jurídica.

As empresas que voltarem ao regime terão que cumprir com as obrigações tributárias retroativas a 1° de janeiro de 2018.

A resolução que permite esse retorno foi publicada no último dia 3.

“O Simples Nacional tem impacto direto na sobrevivência da micro e pequena empresa. Estudos realizados pelo Sebrae mostram que, se o modelo de tributação acabasse, 67% das empresas optantes fechariam as portas, seriam empurradas para a informalidade ou reduziriam suas atividades. Por isso, esta Resolução é tão importante, representa uma oportunidade para as micro e pequenas empresas”, disse em nota o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

 O Simples Nacional é um regime de arrecadação, cobrança e fiscalização de impostos que unifica oito impostos municipais, estaduais e federais em uma só guia de pagamento: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP).

A Receita Federal estima que aproximadamente 50 mil contribuintes se enquadrem nas regras para o retorno ao Simples.

“Para muitos contribuintes, realizar a opção retroativa pelo Simples Nacional será mais oneroso do que não fazer esta opção. Cada contribuinte deve avaliar se é vantajoso ou não o retorno para o regime”, informou o Fisco, em nota.

(fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/07/15/empresas-excluidas-do-simples-que-aderiram-ao-refis-tem-ate-esta-segunda-para-pedir-retorno-ao-sistema.ghtml )

Vendas do varejo decepcionam

Em maio, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do varejorestrito (que não inclui veículos e material de construção) apresentou alta de 1% sobre o mesmo mês de 2018 (ver tabela abaixo), enquanto no caso do varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve aumento de 6,4%.

Em 12 meses, o crescimento das vendas alcançou a 1,3% e 3,8%, respectivamente, mantendo-se praticamente estável, no primeiro caso, e acelerando levemente no segundo.

O resultado anual do varejo restrito veio abaixo do esperado pelos analistas de mercado, mesmo levando-se em consideração a existência de um dia útil adicional, além da base de comparação extremamente fraca do ano passado, afetada pela greve dos caminhoneiros.

Essa mesma base contribuiu de forma importante para o aumento mais expressivo do varejo ampliado, pois as vendas de veículos foram intensamente prejudicadas pela paralisação do transporte, iniciada em maio do ano passado.

A fraqueza do varejo continua sendo explicada pelo alto desemprego e pelo baixo crescimento dos salários, fruto tanto da desocupação como do aumento da informalidade, que reduzem a confiança do consumidor, fazendo com que as famílias prefiram destinar suas compras a itens mais essenciais, tais como farmácias e perfumarias e outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas cresceram na comparação interanual.

A queda observada no caso dos hiper e supermercados também é fruto do efeito estatístico da base de comparação de maio de 2018, porém, em sentido contrário aos casos anteriores, já que nesse momento houve grande elevação das vendas, devido ao temor de esgotamento dos estoques, decorrente da paralização do transporte rodoviário.

Em síntese, em maio, o varejo continua com fraco desempenho, aumentando a chance de baixo crescimento no segundo trimestre do ano. O avanço da reforma da Previdência no Congresso, além do efeito positivo sobre as expectativas de empresários e consumidores, possibilita a flexibilização da política monetária, fatores que podem contribuir para o melhor desempenho do comércio durante os próximos meses.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/economia/vendas-do-varejo-decepcionam )

Brasil entra em acordo internacional para agilizar registro de marcas

O Brasil aderiu ao sistema de marcas internacionais administrado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que ajuda proprietários a protegerem e promoverem suas marcas em 121 países em todo o mundo.

A agência recebeu recentemente o instrumento de adesão do Brasil ao protocolo relativo ao Acordo de Madri referente ao Registro Internacional de Marcas. O documento foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Através do chamado Acordo de Madri, os titulares terão a possibilidade de registrar suas marcas em outros 120 países, através de um só pedido. Isto agiliza o processo de obtenção e de gestão de registros de marcas, proporcionando economia de tempo e de dinheiro.

O diretor-geral da Ompi, Francis Gurry, saudou a adesão do Brasil ao sistema, destacando o país como “uma das mais importantes economias do planeta”. Gurry disse esperar que outros países na região sigam o exemplo brasileiro.

O sistema entrará em vigor, para o Brasil, três meses após o depósito do instrumento de adesão, em 2 de outubro de 2019. O país é o quinto membro da América Latina e do Caribe a fazer parte do Sistema de Madri.

REDUÇÃO DE CUSTOS

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, ressaltou a importância da adesão para redução nos custos das transações comerciais no país e a simplificação dos procedimentos de registro de marcas do mundo inteiro.

Segundo ele, “através desta adesão, o Brasil demonstra o seu empenho em prol da modernização de sua economia e do incentivo à prosperidade econômica e à inovação, num contexto de economia de mercado”.

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) é uma das 16 agências especializadas das Nações Unidas, criada em 1967, com sede em Genebra.

A agência se dedica à constante atualização e proposição de padrões internacionais de proteção às criações intelectuais em âmbito mundial.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/brasil-entra-em-acordo-internacional-para-agilizar-registro-de-marcas )

Magazine Luiza transforma erro em promoção

Os clientes do Magazine Luiza que abriram o aplicativo da empresa na madrugada da última quinta-feira, 11, tiveram acesso a um cupom que dava R$ 1 mil de desconto para qualquer produto da loja online que custasse acima de R$ 1 mil.

Com essa barbada, consumidores conseguiram comprar telefone celular por R$400, TVs por R$ 99,90, notebooks por R$ 49,90, por exemplo. Na manhã de quinta, o assunto era o segundo mais comentado no Twitter.

A “promoção relâmpago”, que começou a valer a partir das 4h de ontem, resultou de uma falha no sistema da varejista. A companhia, porém, vai honrar todas as compras com uso dos cupons de descontos feitas durante esse período.

Como é praxe, mais uma vez a companhia aproveitou o erro para vender mais. Em julho de 2016, quando a presidente do conselho da companhia, Luiza Helena Trajano, caiu carregando a tocha olímpica, a varejista rapidamente virou o jogo e uso o mote para lançar nas redes sociais uma campanha de descontos. “Agora o que caiu foram os preços, com até 70% de desconto. # Cair faz parte.”

Na quinta, nas redes sociais, o perfil da Lu do Magalu, atendente virtual do Magazine Luiza, brincou com o episódio dos cupons de descontos de R$ 1 mil e postou: “E aí: foi marketing ou eu buguei?”.

Na imagem, uma Lu fora de registro. Questionada se havia chance de a promoção voltar, ela respondeu aos usuários do site que “os cupons de desconto ficam disponíveis apenas durante algumas campanhas promocionais”.

De acordo com a companhia, o presidente da varejista, Frederico Trajano, decidiu transformar o episódio, que teve origem numa falha do sistema, em ação de marketing da empresa, que deve se repetir.

“Todas as empresas do mundo digital estão sujeitas a erros desse tipo porque, no fundo, quem define os parâmetros são algoritmos”, diz Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo. Em sua opinião, o aspecto relevante é como empresa reagiu ao episódio.

“A resposta que deu ao erro mostra que ela está no mundo digital não só pela estratégia e tecnologia, mas também pela cultura. Entendeu que erros fazem parte do processo e soube transformá-los, em oportunidades.”

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/magazine-luiza-transforma-erro-em-promocao )

Confiança do comércio cai de maio para junho

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,7% na passagem de maio para junho e chegou a 118,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na comparação com junho do ano passado, o indicador avançou 8,5%.

Na passagem de maio para junho, a queda foi puxada principalmente pela piora das avaliações sobre as condições atuais, que recuaram 5,1%. A avaliação sobre o momento atual da economia caiu 8,5%.

Tanto as expectativas do empresariado em relação ao futuro quanto as intenções de investimento recuaram de forma mais moderada, em 0,5%.

Na comparação com junho do ano passado, as avaliações sobre as condições atuais cresceram 12,8%. As expectativas subiram 7,2% e as intenções de investimento, 6,9%.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/confianca-do-comercio-cai-de-maio-para-junho )

Proporção de consumidores inadimplentes tem queda em junho

A inadimplência do consumidor caiu 1,9% em junho na comparação com maio, já descontados os efeitos sazonais, de acordo com os dados nacionais da Boa Vista.

Em relação a junho do ano passado, o indicador recuou 2%. Com isto, ele acumula queda de 5,3% no ano e 3% no acumulado 12 meses (julho de 2018 até junho 2019 frente aos 12 meses anteriores).

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, todas as regiões ainda registram queda: Centro-Oeste (-4,6%), Norte (-3,3%), Nordeste (-3,2%), Sul (-6,5%) e Sudeste (-1,8%). A região Sudeste foi a única a apresentar alta na comparação mensal (0,7%).

A queda da inadimplência observada desde o final de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

Com isso, a inadimplência dos consumidores atingiu um patamar historicamente baixo, o que proporcionou a redução dos juros e motivou o aumento das concessões a partir de 2017.

Os economistas da Boa Vista têm alertado que o elevado nível de desocupação e subutilização da mão-de-obra, somado à lenta recuperação da renda, aumenta o risco de que a expansão recente dos empréstimos resulte em maior inadimplência.

Por enquanto, ao menos, porém, o indicador de registros de inadimplência não aponta nesta direção. Após a alta de maio, o indicador voltou a recuar em junho. A queda no acumulado em 12 meses, por sua vez, segue em trajetória de aceleração.

O avanço da reforma da Previdência e seu impacto na redução dos juros futuros são uma boa notícia para o mercado de crédito, que também tende a ser favorecido pela inclusão automática no Cadastro Positivo, em vigor desde o último dia 9/07.

Apesar da inadimplência baixa e do avanço em medidas estruturais, contudo, uma retomada mais vigorosa do crédito aos consumidores, sem aumento dos riscos, segue condicionada às condições do mercado de trabalho e ao endividamento das famílias.

CLIQUE AQUI para ver a série histórica do indicador

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/financas/proporcao-de-consumidores-inadimplentes-tem-queda-em-junho )

Walmart está testando modelo de entrega por assinatura

O Walmart está testando um serviço de assinatura de entrega de supermercado no mesmo dia. O chamado “Delivery Unlimited” permite aos clientes pagar US$ 12,95 por mês ou US$ 98 por ano para receber pedidos sem pagar a taxa de entrega de US$ 9,95 por pedido que normalmente acompanha as entrega de compras online.

Com a exceção de remover a taxa de entrega, a experiência de compra continua a mesma para os compradores. O Walmart não forneceu outros detalhes, além de confirmar que o serviço está funcionando em modalidade piloto em alguns mercados dos EUA.

O Delivery Unlimited adiciona uma nova opção de pagamento para os serviços de supermercado online bem-sucedidos do Walmart, sendo um concorrente direto dos rivais Amazon e Target.

As opções de compras online do Walmart são populares entre os clientes, e o Delivery Unlimited pode atrair compradores frequentes. As lojas Walmart que oferecem coleta e entrega de supermercado atraem novos clientes e aumentam o tamanho da cesta entre os consumidores que experimentam os serviços. Agora, os clientes que compram e recebem frequentemente com o Walmart podem assinar o Delivery Unlimited para economizar dinheiro, o que poderia ajudar o varejista a cimentar sua posição de destaque entre os clientes mais fiéis.

O Delivery Unlimited atua como um concorrente direto do Amazon Prime Now e da entrega no mesmo dia do Target via Shipt. A modalidade pode ajudar o Walmart a competir por compradores frequentes em mercados onde a Amazon ou a Target também estão disponíveis. Como esses clientes fazem mais pedidos, podem ser mais avessos a pagar taxas de entrega fixas, mas esse foi o único modelo de custo que o Walmart anteriormente oferecia. Isso poderia ter ajudado seus concorrentes a parecerem mais atraentes, mas o Delivery Unlimited remove essa vantagem. Ele pode ser expandido no futuro para um serviço de assinatura mais amplo no estilo do Amazon Prime.

No piloto, o modelo oferece pouco mais do que uma estrutura de custos diferente para a entrega de produtos, mas o Walmart deve considerar a possibilidade de adicionar mais benefícios. Uma grande expansão que o varejista poderia considerar em fazer para o programa é renunciar ao valor mínimo de pedido de 35 dólares que os compradores precisam cumprir para obter entrega gratuita de dois dias em pedidos de e-commerce. O varejista também pode oferecer descontos para membros em determinados produtos na loja, de forma semelhante à forma como a Amazon oferece descontos aos membros do Prime Foods. Embora o varejista não tenha mencionado nenhum plano para aumentar os benefícios do serviço dessa forma, há uma chance de que o Delivery Unlimited possa se tornar um concorrente do Walmart para o Amazon Prime no longo prazo.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/06/24/walmart-esta-testando-uma-assinatura-de-entrega/ )

Belo Horizonte ganha espaço para unir varejo e startups

Para promover a conexão entre o mercado tradicional do varejo e o ecossistema de inovação, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) inaugurou em sua sede o Espaço Varejo Inteligente. O novo ambiente é focado em inovação e tem como objetivo transformar o mercado por meio de um ambiente contemporâneo, de colaboração, compartilhamento e conexões, que irá impulsionar a inovação nos setores de comércio e serviços.

O presidente da CDL/BH, , afirmou “assim como a Entidade foi pioneira com a criação do Programa Varejo Inteligente, somos novamente com o lançamento deste novo espaço, que é o primeiro focado em inovação para o varejo e o comércio, voltado para o pequeno e médio empresário”.

O Varejo Inteligente funcionará como um ponto de conhecimento e interações, que irá unir empreendedores, investidores e mercado, abrigando startups que tenham soluções tecnológicas e estratégicas para o varejo. Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, promover a inovação é uma prioridade da entidade e o novo espaço irá ajudar a atingir este objetivo. “Inovação de processos, de produtos, de métodos, inovação tecnológica, tudo com foco na melhoria dos processos, que agreguem valor e contribuam para melhorar os resultados. Por isso lançamos este espaço, que será destinado à troca de ideias, ao estímulo ao empreendedorismo, a inovação no sentido mais amplo”, falou. “O Espaço Varejo Inteligente nos ajuda a aproximar cada vez mais o mercado tradicional ao ecossistema da inovação. Além de ser um ambiente que também estará aberto para a comunidade”.

O espaço, que também é um coworking, estimula os empresários varejistas à busca constante de capacitações, inovação e evolução, além de promover a conexão entre empreendedores, pois serão realizadas imersões semanais dos empresários em um processo de capacitação e diagnóstico de inovação. Os frequentadores do espaço terão acesso à infraestrutura, que permite a adequação das salas de reuniões de acordo com as necessidades, além de estações de trabalho modernas e uma ampla área externa (rooftop). “Para reinventar o varejo é preciso primeiro reinventar as pessoas. Inovação não é só tecnologia. Inovação é mudar processos, adaptar o modelo de negócio, trocar o mindset, e é isso que este novo ambiente irá proporcionar”, explicou o presidente da CDL/BH.

Assinado pelo arquiteto Junior Piacesi, o projeto arquitetônico do espaço foi desenvolvido a partir do conceito de “Smart Work”, que é um contraponto ao “Hard Work”, que tem sido cada vez mais demandado por empresas visionárias e inovadoras. O arquiteto comenta que a qualidade da experiência dos usuários, focada no bem-estar das pessoas que utilizam o espaço foi a premissa utilizada para o desenvolvimento deste projeto. “´Projetamos um espaço contemporâneo multifuncional, fluido, flexível, onde tudo foi criteriosamente planejado para favorecer o bem-estar físico e emocional das pessoas e, como consequência, a criatividade e produtividade no dia a dia”, explicou.

Com capacidade para receber até 120 pessoas, o local conta com 24 estações de trabalho fixas, duas mesas redondas para até dez pessoas e dois jogos de sofás para reuniões rápidas. Na área externa todos os bancos são equipados com tomadas.

O espaço tem também cinco salas de reuniões modulares, sendo que duas comportam até dez pessoas; uma para oito e uma para 14, que juntas formam uma sala multiuso que comporta até 42 pessoas, além de três espaços menores para quatro pessoas. Todas as salas são equipadas com televisor, que permite a transmissão simultânea entre elas.

O Espaço Varejo Inteligente também conta com um café e um rooftop, que tem capacidade para receber até cem pessoas, de acordo com sua montagem. No momento 14 pessoas, de duas startups, já estão trabalhando no local.

As 24 estações de trabalho podem ser reservadas apenas por associados da CDL/BH, por um período mínimo de um mês. Já os demais espaços, que incluem o rooftop e as salas de reunião, podem ser ocupadas pelo público externo. O período mínimo de locação das salas de reunião é de uma hora. Para os usuários o espaço funciona 24 horas.

Para Caio Camargo, sócio-diretor da GS&Up, a iniciativa acompanha o surgimento de  novas tecnologias e oportunidades que podem tornar o varejo cada vez mais competitivo, eficiente e lucrativo. “Se aproximar das startups pode ser um dos caminhos mais rápidos, e até financeiramente mais interessantes para inovar, do que buscar acompanhar sozinho o ritmo dinâmico das demandas de mercado e de seus consumidores. As startups vêm se provando como um excelente atalho, por conta de seu mindset aberto, sempre dispostas a aprender, sem medo de se arriscar ou correr riscos”, afirmou Camargo.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/06/05/belo-horizonte-ganha-espaco-para-unir-varejo-e-startups/ )

Brasileiros buscam produtos mais saudáveis e sustentáveis

Cresce entre os consumidores a preocupação com a saúde e o meio ambiente, o que vem sendo concretamente refletido nas estratégias e nas vendas da indústria e do varejo brasileiro.

De acordo com o estudo Estilos de Vida 2019 da Nielsen, o meio ambiente já aparece como uma das 10 principais preocupações do brasileiro, ficando atrás apenas da violência, serviços públicos, aumento no custo de vida, educação e economia.

A população do Brasil está mais prática (55% dos entrevistados vão direto à loja para efetuar a compra), mais conectada (64% têm um smartphone), mais saudável (57% reduziram o consumo de gordura e 56% diminuíram a ingestão de sal), mais negociadora (64% escolhem as marcas pelo baixo preço) e mais sustentável (42% estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir o impacto no meio ambiente).

O shopper saudável – aquele que declara ir ao médico ao menos uma vez por ano, ter aumentado o consumo de orgânicos e diminuído a ingestão de sal, açúcar, gordura e industrializados – já representa 28% da população brasileira (Estilos de Vida 2018). Os domicílios formados por eles são, em sua maioria, compostos por 3 a 4 indivíduos, sem crianças e pertencentes às classes A e B, apresentando um maior ticket médio e indo mais vezes aos pontos de vendas.

No entanto, mesmo com maior incidência nas classes mais altas, a busca por um consumo mais saudável e sustentável vem permeando todas as faixas da população brasileira, indo além de uma segmentação demográfica, como mostra a edição 2019 do estudo Estilos de Vida.

A pesquisa aponta que 73% dos consumidores saudáveis afirmam que gastariam mais com marcas que se preocupam com o meio ambiente, porém, 43% deles declaram que ainda é difícil encontrar produtos sustentáveis nas lojas. No quesito saudabilidade, 64% afirmam seguir alguma dieta que limita ou proíbe o consumo de determinados produtos ou ingredientes: 44% gostariam de ter mais opções de produtos orgânicos, 26% adotaram uma dieta livre de glúten e 15%, sem lactose.

O consumidor saudável vai, em média, 27 vezes ao ponto de venda, com um ticket médio de R$ 29, comprando 6 itens por visita. Os canais especializados estão entre os seus preferidos: 96% declara fazer compras em feiras de rua e 74% em sacolão/hortifruti, ou seja, 26% acima da média do total de lares brasileiros sem esse perfil.

“A qualidade e a conveniência são atributos muito valorizados pelo shopper saudável, 83% afirmam que uma das principais razões para escolha da loja é encontrar itens de boa qualidade e 64% preferem fazer compras no fim de semana, principalmente, para ter mais tempo para analisar os ingredientes que os compõem”, explicou Fernanda Vilhena, gerente de Atendimento ao Varejo.

Além disso, um grande percentual dos compradores demonstra confiança em produtos de Marca Própria (71%), além de estar mais conectado, assumindo pesquisar sobre os produtos e preços em aplicativos antes de ir à loja (60%) e gostar de interagir com suas marcas preferidas pelas redes sociais (79%).

Os produtos saudáveis vêm impulsionando o mercado de FMCG, crescendo 12,7% em faturamento no último ano, o que representa 5% do total faturado. Dentre estes, os segmentos sem glúten/sem lactose, fresco/natural/orgânico e diet/light/zero recebem o maior destaque, somando 61% de importância e contribuindo com 75% do crescimento na categoria de saudáveis.

Atentos a isto, a indústria e o varejo se movimentam cada vez mais para atender tais demandas do consumidor. Alimentos e bebidas têm focado nos ingredientes – reduzindo sal, açúcar, gorduras e calorias – e recorrendo a porções menores para os produtos com atributos opostos à saudabilidade.

Para Higiene e Beleza, além das embalagens refil, os produtos com ingredientes naturais são destaques deste movimento, crescendo 18%, frente ao incremento total de 3,5% da cesta (2018 vs. 2017). Os produtos voltados para cuidados do cabelo são os principais responsáveis (95%) por este resultado.

Já no segmento de Limpeza, embalagens sustentáveis e elementos menos abrasivos têm sido as alternativas mais recorrentes para atender tais demandas.

“A indústria tem se movimentado no sentido de ampliar seu portfólio por meio da aquisição de outras marcas, de modo a ingressar em categorias ou nichos com o apelo saudável e estreitar relação com seus consumidores”, comentou Fernanda. Também já se observam investimentos em inteligência artificial a fim de criar produtos personalizados com base na demanda individual de cada consumidor.

O varejo, neste mesmo sentido, também passa a investir na saudabilidade e sustentabilidade, seja trabalhando a Marca Própria como forma de impulsionar e democratizar o consumo, seja com o investimento em estratégias digitais para engajar e personalizar a compra via mobile. Também têm sido observadas ações contra o desperdício, compras responsáveis, gestão de resíduos e do impacto ambiental de suas operações.

Para um terço da população brasileira, sustentabilidade já está entre as três principais preocupações do consumidor e 28% dos lares já adotam medidas saudáveis, destacando-se com maior frequência de compras e ticket médio mais alto em todos os canais. Os produtos saudáveis crescem 12,7% e impulsionam o resultado das categorias que atuam com diferentes drivers de crescimento, como lançamentos, descontos de preços e pulverização de canais.

Neste sentido, indústria e varejo têm buscado, cada vez mais, diversificar suas estratégias adquirindo novas marcas, reformulando produtos, lançando novos formatos de lojas, programas de reciclagem e gestão de suas operações. Desenhar uma estratégia de sortimento, comunicação e precificação para atingir o shopper saudável também se configuram como ações vencedoras para fidelizar esses clientes e garantir melhores resultados.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/07/09/brasileiros-buscam-produtos-mais-saudaveis-e-sustentaveis/ )