Varejo tem aumento nas vendas de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado

Os dias quentes de verão podem não ser de tanto agrado para os porto-alegrenses, mas para quem trabalha em segmentos específicos do comércio, como lojas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, as altas temperaturas são muito bem-vindas. É isso o que indica o último estudo do Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre. O levantamento constatou que as vendas de ventiladores e ares-condicionados aumentaram em 64,5% dos estabelecimentos neste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, ainda que 80,6% deles não estejam realizando promoções nesta linha de produtos. Segundo o estudo, o crescimento médio foi de 20% para a venda de ventiladores e de 36% para aparelhos de ar-condicionado, totalizando aumento aproximado de 30% na comercialização desses dois tipos de produtos.

Segundo os entrevistados, a procura maior dos consumidores tem sido pelos seguintes itens: ventilador portátil (66,7%), split (20,5%), ventilador de teto (10,3%) e ar-condicionado portátil (2,6%). O preço médio do ventilador mais vendido neste verão é de R$ 112 e do ar-condicionado é de R$ 1.500. E para os próximos meses da estação, 48,8% dos lojistas acreditam que as vendas ainda podem aumentar em 26%.

(Fonte: Sindilojas POA)

Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – janeiro de 2019

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

Acesse a Análise completa da ICF – janeiro de 2019

Acesse os Gráficos da ICF – janeiro de 2019

Baixe a Série Histórica da ICF

(fonte: CNC – http://cnc.org.br/central-do-conhecimento/pesquisas/economia/pesquisa-de-intencao-de-consumo-das-familias-icf-janeir-3 )

Comércio varejista cresce 2,9% de outubro para novembro

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,9% na passagem de outubro para novembro de 2018. O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta veio depois de duas quedas: 0,7% de agosto para setembro e 1,1% de setembro para outubro.

O indicador também teve altas de 0,4% na média móvel trimestral, de 4,4% na comparação com novembro de 2017, de 2,5% no acumulado do ano e de 2,6% no acumulado de 12 meses.

Seis das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram alta na passagem de outubro para novembro, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%), móveis e eletrodomésticos (5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%), que foram beneficiados por promoções anunciadas em novembro.

Também tiveram alta os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%) e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

Por outro lado, dois setores tiveram queda no volume de vendas: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%).

O varejo ampliado, que também considera os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, teve crescimento de 1,5% de outubro para novembro. A alta foi menos intensa do que a do varejo por causa das quedas de 2,2% nos setores de veículos, motos, partes e peças e de 0,7% nos materiais de construção.

Na média móvel trimestral, o varejo ampliado teve queda de 0,1%, mas nas outras comparações teve alta: comparação com novembro (5,8%), acumulado do ano (5,4%) e acumulado em 12 meses (5,5%).

Receita nominal

A receita nominal do comércio varejistas teve alta de 2,7% na comparação com outubro de 2018, de 1% na média móvel trimestral, de 8,4% em relação a novembro de 2017, de 5% no acumulado do ano e de 4,8% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado teve alta na comparação com outubro de 2018 (1,4%), na média móvel trimestral (0,2%), comparação com novembro de 2017 (9,2%), no acumulado do ano (7,3%) e no acumulado de 12 meses (7,1%).

(Fonte: Agência Brasil)

Varejo consolida recuperação e tem o melhor novembro em quatro anos

Dados divulgados hoje (15) pelo IBGE, na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostram que o volume de vendas dos dez segmentos que integram o comércio varejista no conceito ampliado avançou 1,5% em relação ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Esse foi o melhor resultado nesse tipo de comparação desde 2014 quando o indicador mensal avançou no mesmo ritmo (+1,5% em relação a outubro daquele ano).

Já em relação a novembro de 2017, o varejo ampliado registrou crescimento de 5,8%, destacando-se as altas de 16,9% nas vendas de artigos de uso pessoal e doméstico e de 12,8% no comércio automotivo. Juntos, esses dois segmentos, foram responsáveis 83% do aumento das vendas ante novembro de 2017.

Segundo a pesquisa, os destaques de novembro foram os segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico (+6,0%) e móveis e eletrodomésticos (+5,0%). “Esses segmentos são tipicamente aqueles mais impactados pelo aumento das vendas decorrentes da Black Friday”, diz o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. “É um evento caracterizado por ações coordenadas de promoções em diversos segmentos do varejo, mas, especialmente, naqueles de linha branca e eletroeletrônicos e que na edição de 2018 proporcionou ao setor um faturamento R$ 3,3 bilhões”, pontua o economista.

Avanço regional

Regionalmente o volume de vendas registrou avanços em 25 das 27 unidades da Federação com destaques para os Estados do Espírito Santo (+14%), Rondônia (+11%) e Santa Catarina (+10,9%). No acumulado do ano de 2018 até novembro, o varejo apresentou alta de 5,4% – maior taxa para este período desde 2012.

Perspectivas 2019

O recuo da taxa de câmbio nas últimas semanas e a percepção de que a economia internacional crescerá menos do que o projetado favorecem a manutenção dos juros básicos no piso histórico, permitindo a reação também do mercado de crédito. Diante desse cenário, a CNC revisou de +5,5% para +5,8% sua expectativa quanto à variação do volume de vendas do varejo ampliado ao final de 2019.

Acesse a análise completa da PMC.

(fonte: CNC – http://cnc.org.br/noticias/economia/varejo-consolida-recuperacao-e-tem-o-melhor-novembro-em-quatro-anos )

Programas de fidelidade ganham cada vez mais espaço

Em tempos de crise, a versatilidade do comércio para atrair consumidores pode fazer a diferença no faturamento mensal. Só que não basta apenas conquistar novos clientes. Fazer com que eles retornem é fundamental para a sustentabilidade dos negócios. Uma das tendências para que isso aconteça é a adesão a programas de fidelidade, recurso que concede algumas vantagens ao consumidor assíduo.

A mecânica é simples: o consumidor faz uma compra no estabelecimento e, com isso, acumula pontos que podem ser trocados mais tarde por outros produtos ou serviços. No entanto, alguns programas estão indo além e oferecendo ainda mais aos clientes.

Crescimento além da crise

Antes mais restrito a companhias aéreas (com acúmulo de milhagens a cada voo ou trecho percorrido), os programas de fidelidade ganharam outros ramos da economia e estão cada vez mais presentes no varejo. Só as cinco empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) – Multiplus, Smiles, Dotz, Netpoints e Grupo LTM – já somam mais de 72,9 milhões de cadastros efetuados. “Esse número, no entanto, não equivale à quantidade de pessoas, pois uma mesma pessoa pode estar cadastrada em mais de um programa”, explica o presidente da Abemf, Roberto Medeiros, que também preside a Multiplus.

Criada como o programa de fidelidade da companhia aérea Tam (agora Latam), desde 2009 a Multiplus segue independente e é a líder desse mercado, com lucro líquido de R$ 136 milhões só no primeiro trimestre de 2016. A empresa tem mais de 400 parceiros no Brasil e cerca de 15 milhões de adeptos. “A cada trimestre, trazemos mais novidades aos nossos participantes e reforçamos a nossa posição de liderança no setor com números crescentes, mesmo diante de um cenário econômico desafiador”, afirmou Medeiros.

Vantagens ao cliente e ao comerciante

Os números das gigantes do segmento impressionam. A Dotz, principal programa de fidelidade do varejo atualmente, já conta com mais de 19 milhões de cadastros. E, só nos seis primeiros meses de 2016, a Multiplus registrou mais de 368 milhões de pontos resgatados. Mas o que faz o cliente se interessar tanto por esses programas? “Os consumidores acabam aderindo a preferências por determinados estabelecimentos, pois, quanto mais compras o cliente fizer naquele parceiro, mais ele será recompensado, trocando seus pontos/milhas acumulados por viagens e/ou produtos/serviços desejados”, disse o presidente da Abemf.

Para o consumidor, é uma forma de ser percebido como um cliente especial, além das vantagens econômicas e comerciais. “O cliente pode receber uma oferta customizada ou um presente de aniversário, entre outras possibilidades. No fundo, esse cliente frequente começa a ser descoberto pelas marcas e a ser recompensado por isso também. Então, não é só a questão de juntar selos e ganhar algo em troca. Ele se sente reconhecido entre as marcas que ele frequenta”, explica o cofundador e diretor da Bonuz, Marvio Alencar.

A Bonuz surgiu inicialmente em parceria com o Grupo Trigo (dono das marcas Spoleto e Koni), mas já se expandiu para outras empresas do ramo de food service. Atualmente, atende mais de 350 mil usuários ativos em todo o País. No caso da Bonuz, a tecnologia foi fundamental no processo, já que o programa funciona por meio de um aplicativo para smartphones que lê os cupons fiscais dos estabelecimentos e registra os pontos para os usuários.

Para o diretor da Bonuz, as vantagens para o comerciante não se resumem apenas a uma ação de fidelização. “Sempre que o cliente registra o seu cupom fiscal para receber os pontos, ele pode avaliar a experiência que teve na loja. Então, essa é uma forma de o consumidor ter voz com a marca e também de o comerciante saber o que está sendo falado sobre a sua loja, não apenas os pontos negativos, como é comum na internet, mas também os elogios”, disse Marvio Alencar.

“O varejista que deseja obter sucesso em suas ações de fidelidade, seja por meio de um projeto próprio ou parcerias com programas já consolidados, deve seguir o mesmo caminho, oferecendo cada vez mais tecnologia, agilidade e comodidade a seus clientes”, corrobora Roberto Medeiros, presidente da Abemf.

A falta da tecnologia, no entanto, não é impedimento para colocar o recurso em prática. O bom e velho cartão de papel com carimbo ainda é o preferido das micro e pequenas empresas. “Tentamos desenvolver outras propostas, mas esse foi o modelo que mais se adaptou à nossa realidade”, afirmou Luzia Costa, fundadora da rede de estética Sóbrancelhas, em depoimento ao Valor Econômico. “Temos um cartão específico para cada unidade franqueada. Após somar cinco selos, o cliente ganha um procedimento cortesia”, completou Luzia.

Independentemente da forma, a utilização de programas de fidelidade é uma boa ferramenta para aumentar a cartela de clientes. “Um programa desse tipo permite que os varejistas conheçam melhor os hábitos de consumo de seus clientes para que possam, por meio de um bom planejamento de marketing, apresentar ofertas direcionadas a cada consumidor, gerando também um melhor resultado de vendas”, concluiu Roberto Medeiros.

(fonte: CNC – http://cnc.org.br/noticias/comercio/programas-de-fidelidade-ganham-cada-vez-mais-espaco )

Consumidores empoderados exigem empresa afiada nas redes sociais

Cada vez mais conectado nas redes sociais, o mercado viu aumentar o número dos chamados consumidores empoderados e, com eles, reclamações e boicotes contra marcas têm se tornado processo mais comum e de rápida resposta.

Um exemplo foi quando a Farm, grife carioca de moda, divulgou coleção no ano passado com estampa que retratava o Brasil no século 19, com mulheres e homens negros, e foi vista como racista.

Após reclamações, a Farm pediu desculpas: “Ficamos tristes com a repercussão negativa. (…) Estamos retirando as peças do nosso site e lojas. Pedimos desculpas a todos”, publicou a marca no Facebook, em julho de 2017.

Nesse novo contexto, tornou-se fundamental as empresas apresentarem um posicionamento claro e uma equipe afiada de marketing, pois a resposta a casos como esses pode até piorar a situação.

Para o professor de comportamento do consumidor da ESPM-SP Fábio Mariano, muitas empresas ainda sofrem com boicotes, pois existe uma “cegueira” dos profissionais de marketing. Elas não entenderam, diz ele, que as reclamações não são mais sobre um produto, mas sobre o posicionamento da marca. “Estamos na época da transparência. Nunca foi tão essencial se posicionar.”

Dados da pesquisa “O varejo na era do consumidor empoderado”, da Euromonitor Internacional, divulgada em setembro, apontam que 26% dos consumidores no mundo já são classificados como empoderados e estão mudando o varejo.

A publicitária Liana Rangel é exemplo de consumidora empoderada, que faz questão de se posicionar nas redes sociais. Inspirada no livro Sem Logo, de Naomi Klein, a ativista começou a fiscalizar marcas e diz que não pretende aliviar. “Entendo meu poder como consumidora”, diz Liana, que mudou hábitos de consumo observando o posicionamento de empresas. “Admito erro em questão de produto mal lançado, mas não dá pra aceitar o posicionamento da marca como um todo.”

Fenômeno social

O boicote a marcas não é uma prática recente – há casos registrados desde o século passado na Europa. O que mudou de lá para cá, explica Fábio Mariano, foi o advento das redes sociais, que possibilitaram maior engajamento. “Quem sempre disse para o consumidor que ele é rei foi a empresa e, hoje, ele entendeu isso e assumiu o reinado.”

O professor ressalta que, no Brasil, o boicote sempre foi mascarado como atitude de quem está certo. “Historicamente, ficou essa visão de consumidor bonzinho e empresa do mal, mas nem sempre é assim. As redes sociais mostram que o boicote é uma ferramenta usada por qualquer um dos lados.”

Casos de quando a empresa refuta o preconceito do consumidor foram protagonizados pelo Boticário. Neste ano, a marca lançou campanha para o Dia dos Pais que narra a história de uma família negra. Em 2015, a campanha para o Dia dos Namorados retratava casais gays. Nos dois casos, a marca sofreu boicote de conservadores, mas reafirmou a posição de que seus produtos são para todos – e transformou ataques em vendas.

Para o professor da ESPM, mesmo as pequenas empresas têm de nascer preparadas para responder aos consumidores, ou ao menos se preparar antes de lançar campanhas.

“Primeiro, é preciso contratar uma equipe de mídias sociais competente, qualificada e alinhada com as pautas atuais. Segundo, dar autonomia, liberdade e poder para essa equipe. Terceiro, entender que grande parte das reclamações não se referem a um produto e, sim, a pautas sociais, como objetificação da mulher, desrespeitos racial e à comunidade LGBT.”

Criada em 2016, a gaúcha Dobra é uma dessas empresas que, mesmo de pequeno porte, estão preocupadas com a imagem.

Especializada em carteiras e tênis com material que imita papel, levanta a bandeira LGBT e da diversidade desde o começo das atividades, conta o sócio-fundador Eduardo Seelig.

“A Dobra existe por um propósito maior e não só para vender um produto.” Ainda assim, a empresa recebe ataques de um público mais conservador. “Se a pessoas não querem comprar por isso, tudo bem, mas não vamos deixar de nos posicionar.”

*Estagiário sob supervisão do editor de suplementos, Daniel Fernandes 

(fonte: https://pme.estadao.com.br/noticias/pme,consumidores-empoderados-exigem-empresa-afiada-nas-redes,70002637466,0.htm )

A evolução do varejo físico diante do universo digital

A adoção do comércio eletrônico está ainda em sua fase inicial, mas já é evidente que mudou a maneira de consumir. A loja física, que historicamente assumiu uma posição dominante no varejo, tem que repensar o seu papel na jornada do cliente. Este fenômeno pode ser avaliado por meio da analise do perfil de evolução de diversos mercados e as experiências internacionais trazem valiosos aprendizados.

Hoje, nos encontramos na vanguarda de uma nova evolução que pode remodelar o cenário do varejo Belga e podemos analisa-lo como tendência de comportamento, para comparar este processo em outros mercados do mundo, como por exemplo, no Brasil.

O comércio eletrônico estende seu alcance de compras ao seu limite máximo, permitindo que os consumidores visitem qualquer loja, seja ela chinesa ou americana, no conforto de seu sofá, em casa. Segundo uma recente pesquisa sobre o segmento de varejo realizada na Bélgica pela PWC, 43% dos consumidores da categoria moda já consideram ser compradores de ambos canais, off-line e on-line. 21% indicaram ainda, comprar eletrônicos apenas de maneira online.

O estudo realizado pela consultoria PWC com 84 varejistas e 186 fabricantes, que foram questionados sobre o papel da loja física, aponta uma percepção de um futuro sombrio para a loja física. Pouco mais da metade dos participantes indicam declínio de sua importância nos negócios e apenas 16% acredita num futuro brilhante para o tradicional canal de compras.

A pesquisa também identificou que para 31% dos varejistas suas lojas estão prontas para o futuro. 59% afirmou estar trabalhando duro para isso, mas admitiu ainda estar longe de alcançar o objetivo final.

Sobre os desafios, embora 72% dos varejistas entrevistados afirmem já ter feito adaptações em suas lojas, o processo de digitalização de equipamento é o que mais preocupa os lojistas belgas, seguido pela integração dos canais de e-commerce.

A criação de uma experiência digital na loja, apesar de ser uma tendência, ocupa o terceiro lugar na lista de prioridades dos varejistas, sendo apontada como desafio por 41,7% dos participantes da pesquisa.

As lojas menores ainda estão em uma fase inicial da transformação digital, e neste segmento, o maior desafio está na captura e utilização de dados, para que desta forma possam colocar o cliente no centro da estratégia.

Enquanto isso, os fabricantes não estão esperando que os varejistas terminem de otimizar suas lojas, já que estão construindo seus próprios canais. 45% dos fabricantes apontaram já ter construído seu canal digital, além disso, outros 10% estão planejando ter um no futuro próximo.

Segundo os varejistas belgas, a otimização do processo de check out é muito valorizada e o pagamento móvel é o número um na lista de prioridades, já que esta é uma etapa vista como crítica para o cliente. Inovações ao redor do mundo como a “Amazon Go” buscam resolver completamente esse incômodo, mas ainda há muito a evoluir.

Os varejistas e fabricantes belgas também acreditam que equipar lojas com tablets é benéfico e que estes podem servir para diversos propósitos. Os colaboradores podem, por exemplo, utiliza-los para atender melhor os clientes. Neste sentido, mais de 68% dos varejistas entrevistados acreditam que a ferramenta pode auxiliar o papel consultivo dos funcionários, capacitando estes colaboradores para atender clientes de maneira personalizada, com base nos dados, em tempo real.

A integração dos canais físico e digital permite que os varejistas coletem dados sobre seus clientes, possibilitando o aumento do engajamento de suas marcas em um relacionamento personalizado, o que impulsiona ainda, a empatia à marca e a fidelidade do cliente.

*Reginaldo Back é Diretor Executivo da SinapseTech

Amazon mira funcionários de escritórios com lojas compactas sem caixas

A Amazon abriu nesta quarta-feira, 12 uma versão compacta de suas lojas sem caixas Amazon Go, ampliando sua presença no universo de varejo físico em uma tentativa de adicionar lojas em lugares como recepções de escritório e hospitais.

Localizada num dos escritórios da empresa em Seattle, a oitava loja Amazon Go está perto da original e tem um quarto do tamanho, com cerca de 137 metros quadrados. A nova loja vende saladas e lanches para os funcionários de escritório.

Assim como as Amazon Go que operam em Chicago, São Francisco e Seattle, a nova loja não possui caixas. Os clientes digitalizam seus smartphones para entrar, câmeras monitoram o que eles retiram das prateleiras e a Amazon realiza o pagamento pelo cartão de crédito cadastrados quando eles deixam a loja.

A venda de alimentos em lojas físicas é uma das principais estratégias da maior varejista online do mundo para conquistar mais negócios. Gianna Puerini, vice-presidente da Amazon Go, disse que o pequeno formato pode servir recepções de escritórios, áreas comuns de prédios grandes e até de hospitais.

Puerini não comentou matéria da Reuters na semana passada de que a Amazon estava procurando adicionar lojas sem caixas em aeroportos dos Estados Unidos. Mas disse: “Aeroportos têm muita gente com fome e com pressa, então nunca se sabe.”

(fonte: http://varejo.espm.br/23301/amazon-mira-funcionarios-de-escritorios-com-lojas-compactas-sem-caixas )

Banco Central projeta inflação do ano em 4,01%

 Divulgado nesta segunda, 7/01, em Brasília, o Boletim Focus do Banco Central projeta a inflação anual oficial do país – medida pelo IPCA – em 4,01% e o câmbio em R$ 3,80. Os dois indicadores são os mesmos apontados há uma semana. Já as expectativas de crescimento econômico tiveram ligeira redução: de 2,55% para 2,53.

Na comparação das últimas semanas, as projeções de inflação, dólar e crescimento da economia seguem estáveis. Para o próximo ano, analistas ouvidos pelos Focus continuam prevendo inflação de 4% em 2020 e 3,75% em 2021.

Para 2010, as projeções indicam dólar a R$ 3,80 e a R$ 3,85 em 2022. Nos dois anos, a estimativa é de que a alta do Produto Interno Bruto – PIB (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) fique em 2,5%.

Para este mês de janeiro, a previsão é de que inflação se mantenha em 0,37% e, em fevereiro, 0,44% – os mesmos percentuais assinalados na semana passada. Houve, no entanto, expectativa de alta da inflação acumulada nos últimos 12 meses: de 3,87% vislumbrados há uma semana para 3,96% no boletim de hoje.

A consulta do Banco Central – feita semanalmente a analistas econômicos – também aponta estabilidade da taxa de câmbio em janeiro e fevereiro (dólar na faixa dos R$ 3,80).

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/economia/banco-central-projeta-inflacao-do-ano-em-4-01 )

Entenda como a duplicata eletrônica beneficia o varejo

A Lei nº 13.775/2018, que regulamenta o sistema de duplicata eletrônica, foi sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, no fim de dezembro.

A medida faz parte da Agenda BC+, pilar Crédito mais barato, e beneficia especialmente pequenas e médias empresas, que terão mais facilidade ao oferecer suas duplicatas em garantia por operações de empréstimo.

A duplicata é um título de crédito gerado pela venda de mercadorias ou prestação de serviços por uma empresa. Com a nova legislação, em vez de emitidas em papel, elas poderão ser eletrônicas e terão suas informações centralizadas em bases de dados de infraestruturas do mercado financeiro(IMFs), que vão ‘conversar’ entre si.

“Será possível garantir que uma duplicata dada em garantia em uma operação de crédito e já utilizada, por exemplo, não seja descontada novamente”, explica Mardilson Queiroz, consultor no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC.

A medida dá mais segurança jurídica a este tipo de ativo financeiro. As regras anteriores à nova lei não previam um órgão que centralize as informações sobre o mercado secundário de duplicatas.

Além disso, não havia como garantir que de fato há uma transação mercantil por trás do documento apresentado, o que podia resultar na emissão de duplicatas‘frias’.

“A legislação nova é boa para o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e para a economia como um todo. Esse ativo passa a ter mais valor e mais qualidade. Para o varejista, a duplicata possui um valor enorme, pois é um recebível com o qual ele conta para ter acesso a capital de giro”, avalia Queiroz. As mudanças passam a valer 120 dias após a publicação da lei.

“Por meio desses sistemas, a checagem de tudo o que envolve a legitimidade das duplicatas utilizadas como garantia de operações de crédito, como a prova da entrega da mercadoria ou da prestação de serviço, será fácil e ágil”, afirma Antônio Marcos Guimarães, chefe de subunidade no BC.

Uma das infraestruturas de mercado já está autorizada a funcionar no novo tipo de operação. Outras IMFs estão em contato com o BC para fazer parte do processo.

A duplicata em forma de papel continuará existindo e tendo validade. O tipo de uso do ativo, se por meio físico ou digital, dependerá da negociação entre as partes envolvidas no processo. Tomador do empréstimo e credor é que definirão o formato de duplicata que será utilizado.

As alterações trazidas pela lei fazem parte de um processo constante de melhoria da legislação relacionada ao registro das operações do mercado financeiro. Sua implementação definitiva ainda precisa de regulamentação que detalhe o estabelecido pela lei.

Em agosto de 2017, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória nº 775/2017, posteriormente convertida na Lei nº 13.476/2017.

A medida, também integrante do pilar Crédito mais Barato da Agenda BC+, estabeleceu que cabe às infraestruturas do mercado financeiro a prerrogativa legal de constituir ônus e gravames sobre os ativos financeiros (duplicatas, CDBs, LCIs) nelas registrados. A medida possibilitou mais segurança jurídica para contratos de empréstimo.

(Fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/financas/entenda-como-a-duplicata-eletronica-beneficia-o-varejo )