Quase 80% das famílias de BH estão endividadas

Quase 80% das famílias residentes em Belo Horizonte têm alguma dívida. Os dados são da Fecomércio-MG, que divulgou nesta segunda-feira a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) referente a agosto. O índice de 79,1% para o mês representa um aumento de 12,1 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2018, que registrou 67%. Em relação a julho, a pesquisa revela que o endividamento cresceu 0,9 ponto percentual entre as famílias da capital mineira.

O cartão de crédito representa o maior objeto de dívidas: 87,4% dos entrevistados afirmaram estar comprometidos com essa modalidade. Um crescimento de quase 7 pontos em relação a agosto de 2018, quando 80,6% das famílias haviam contraído dívida no cartão de crédito.

De acordo com Guilherme Almeida, economista-chefe da Fecomércio-MG, o motivo para o índice de endividamento elevado com o cartão de crédito é a alta acessibilidade dessa modalidade e a falta de responsabilidade no uso. “O problema é que muitas famílias encaram o cartão como complemento da renda”, explica. Por isso, Almeida recomenda que as famílias se planejem para usar o cartão, levando em conta que esse tipo de pagamento compromete a renda futura.

Depois do cartão, o maior percentual de dívida é com o financiamento de veículos (14,1%). Almeida atribui esse número ao aumento nas vendas do setor. De acordo com o economista, a queda relativa da taxa de juros estimulou as famílias a investir na compra de carros e motos. Por outro lado, o boom dos aplicativos de transporte e entrega também estimulou muitos a comprar e alugar veículos, o que contribui para a taxa de endividamento.

Depois, as maiores dívidas são com carnês (11,5%)financiamento de imóveis (10,7%) e cheque especial (9%). Além disso, 24,9% dos entrevistados afirmaram que destinam mais da metade do orçamento mensal para pagar dívidas como prestações de veículo, cartão de crédito e empréstimos, entre outras.

Outro fator analisado na pesquisa é a inadimplência das famílias. De acordo com a pesquisa, em agosto 31,8% dos consumidores da capital deixaram de honrar algum compromisso financeiro. Considerando apenas as famílias com renda mensal menor que 10 salários-mínimos34% estão com débitos em atraso. Dentro da contagem dos endividados, esse número é de 40,1%.

Questionadas se conseguirão se organizar para pagar as dívidas, 44% das famílias responderam que não terão condições, enquanto 39,4% afirmaram que conseguirão pagar apenas parte da dívida. A maioria dos inadimplentes (58,7%) atrasou o pagamento em pelo menos três meses. De acordo com Almeida, a partir desse tempo, a dívida começa a se tornar impagável. Com isso, a alternativa é renegociar, ainda mais considerando o elevado desemprego no país.

De acordo com a análise da Fecomércio-MG, o alto percentual de endividamento indica a manutenção do nível do consumo. Porém, os números estão relacionados “à elevação da inadimplência, a dificuldade do acesso ao crédito, ao comprometimento da renda familiar e ao próprio consumo”, argumenta Almeida.

A Peic é calculada com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa entrevistou mil famílias residentes em Belo Horizonte nos 10 últimos dias de julho. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

(fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/09/16/internas_economia,1085583/quase-80-das-familias-de-bh-estao-endividadas.shtml )

 

Como transformar seu negócio em um comércio sustentável

Falar em sustentabilidade normalmente nos faz pensar em ações que buscam preservar a natureza, produzir menos poluição e gerar menos desperdício – ações que podem ser reproduzidas por qualquer ser humano. Mas, quando tentamos associar o assunto ao mundo empresarial, a coisa muda de figura. Poucas empresas se mostram preocupadas com o assunto.

Nas palavras de Jesus Rodriguez, head latam de responsabilidade social da Subway, o descarte de materiais como o plástico é um problema global e as grandes empresas precisam buscar soluções para ele. “Em países como o Brasil, em que a infraestrutura para fazer a reciclagem destes materiais está sobrecarregada, é ainda mais preocupante”.

Em apenas três meses da campanha, ao compararmos com maio de 2019, reduzimos o uso de canudos de plástico em mais de 20% e o de tampas de plástico em 14%. Isso representa uma média mensal de quase um milhão de canudos e quase 250 mil tampas que não estão mais em circulação na América Latina. Alinhando esses canudos e tampas lado a lado, seria possível cobrir uma área de aproximadamente 325 quilômetros quadrados a cada mês.

PRODUTORES LOCAIS

Na opinião de Rodriguez, trabalhar de forma mais sustentável também passa por eliminar os intermediários e priorizar agricultores locais, ajudando a melhorar o rendimento e qualidade dos produtos.

Ele explica que quando o fornecedor passa a ter um comprador regular e de confiança, os estabelecimentos elevam os padrões de qualidade da marca e têm rastreabilidade aprimorada de suas matérias-primas e, por consequência, produtos mais frescos na loja.

“Como o agricultor está ganhando mais dinheiro, melhora a sua qualidade de vida, a da sua família e a economia das comunidades vizinhas – benefícios enormes para todos os envolvidos”, diz.

MENOS PLÁSTICOS

Neste ano, a Campanha Não Salvem os Canudos se comprometeu em reduzir em 50% o uso de canudos e tampas plásticas de uso único até o fim de 2020 em todos os restaurantes da América Latina.

Na Costa Rica, por exemplo, Rodriguez diz que a meta foi alcançada entre 2017 a 2018. No último levantamento, feito no meio de 2019, este número subiu para 70%.

“Esta é uma grande prova de que poderemos fazer o mesmo no resto do mundo”.

De acordo com o executivo, é possível chegar a esse resultado de duas maneiras: a primeira é sensibilizar através da comunicação nos pontos de venda e mídia digitais e sociais. A segunda é retirando tampas e canudos do alcance dos consumidores e tornando-os disponível apenas mediante solicitação.

ESTENDA ISSO PARA O DIA A DIA DO CONSUMIDOR

Outra sugestão de Rodriguez é fazer da campanha um convite para que os clientes reduzam o plástico em suas próprias vidas e se tornem parte da solução, como, por exemplo, não usar materiais plásticos na próxima visita ao estabelecimento.

“Também convidamos os consumidores a se envolverem na limpeza de praias e outros esforços de conservação em suas comunidades locais”.

SEJA REALISTA

O engajamento das empresas com práticas mais sustentáveis é muito valioso e importante para as marcas. No entanto, Rodriguez esclarece que é preciso ser honesto sobre o que de fato pode ser feito.

No caso da Subway, por exemplo, ele diz que será muito difícil eliminar 100% do plástico de toda a operação. Além disso, o plástico que a empresa se compromete a reduzir é aquele que não interfere na qualidade e na segurança dos produtos – em alguns processos ainda é inviável eliminá-lo por completo sem colocar em risco a segurança alimentar dos nossos consumidores.

TRANSMITA O POSICIONAMENTO DA MARCA

Seja para franqueados ou funcionários, o engajamento com a questão ambiental tem que ser geral. Rodriguez diz que a resistência de alguns reflete a falta de entendimento do impacto desse comportamento no negócio.

“A chave para transmitir essa mensagem é mostrar o impacto real que isto traz para os negócios e que esta é uma relação de ganha-ganha. E isso tem que ficar claro para a equipe, o gerente da loja , o artista de sanduíche e o franqueado”, diz.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/sustentabilidade/como-transformar-seu-negocio-em-um-comercio-sustentavel )

Sebrae orienta empresários com cinco dicas para contratar funcionários

Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Sebrae, envolvendo mais de 5,8 mil empreendedores, indicou que 52% deles tinham dificuldade em contratar mão de obra qualificada. Outro estudo, realizado em março de 2019, mostrou que o percentual de empresários que pretendiam abrir vagas em seus negócios ultrapassava a 32%, o que realmente aconteceu em junho, quando foram criados mais de 57 mil novos postos de trabalho. Mas para contratar um trabalhador, são necessários alguns cuidados e o estabelecimento de critérios.

De acordo com a analista do Sebrae Carolina Moraes, umas das principais regras sobre o assunto é não contratar quem não se pode demitir. Além disso, a especialista recomenda conhecer mais profundamente o futuro funcionário. Hoje, além de saber mais sobre os cinco tipos de contratação (carteira assinada, estágio, menor aprendiz, temporária e terceirização), o empreendedor deve levar em conta algumas recomendações sobre o assunto. Confira as dicas reunidas pelo Sebrae
1 – Selecione profissionais confiáveis e competentes
O ideal é que todos os colaboradores do empreendimento, mesmo sendo ela uma microempresa, sejam profissionais confiáveis e competentes. Muitas vezes a falta de transparência entre os envolvidos e a falta de critério na seleção poder gerar problemas futuros.
2 – Observe os valores éticos do candidato
No momento de contratar uma profissional, é importante avaliar a integridade dela, seus valores éticos. Caso contrário, nem perca tempo. O candidato ao emprego pode ter um excelente currículo, mas se não tiver integridade pode ser um tiro no pé.
3 – Valorize o interesse no aprendizado
Em seguida, é necessário que a pessoa tenha motivação e brilho no olho. É fundamental que o candidato a uma vaga tenha vontade e, também, facilidade para aprender. Segundo Pesquisa do Sebrae, realizada em março desde ano, mais de 80% dos empresários preferem capacitar seu futuro funcionário.
4 – Experiência prévia é desejável, mas não obrigatória
É desejável que a pessoa tenha experiência prévia, mas não considere isso um pré-requisito obrigatório, pois, se a pessoa for íntegra, e tiver vontade de aprender, tudo se resolve. É sempre bom que o empresário tenha em mente o perfil do profissional que deseja selecionar e que deve estar de acordo com os valores do seu negócio.
5 – Não contrate alguém que você não pode demitir
Outra dica que é bastante delicada, considerando a grande quantidade de empresas familiares existente no Brasil, é: não contrate quem você não pode demitir. Ninguém pensa dar emprego a alguém pensando que vai mandá-lo embora em algum momento. Porém, se o empresário contrata sua sogra, por exemplo, um grande amigo de infância, um familiar e, por algum motivo, essa pessoa não mostrar os resultados desejados, como você terá coragem de demitir essa pessoa depois? Por isso, se possível, não entre nessa cilada.

 

Dia das crianças: o que deve movimentar o comércio eletrônico

As expectativas em torno das vendas para o Dia das Crianças são positivas no universo on-line. Com base nos dados coletados pela Social Miner, plataforma de automação para aumentar conversões, que entrevistou cerca de mil consumidores de todas as regiões do Brasil, sendo que 47,6% estão localizadas no Sudeste, a data não deve passar em branco.

Em 2018, o evento promoveu crescimento de 5% em relação ao ano anterior, representando uma receita de R$1,82 bilhões para as lojas virtuais, de acordo com dados da Ebit|Nielsen.

VAI TER PRESENTE?

Ao que parece, a criançada já pode comemorar. Isso porque 58,1% dos consumidores afirmaram que pretendem ir às compras, enquanto outros 14,2% ainda estão indecisos. Ou seja, apenas 27,7% não pretendem ir atrás de presentes.

Outros 27,7% de consumidores dizem não ter intenção de comprar na data. Desse total, quando questionados sobre possíveis promoções – 76,3% realmente não pretendem mudar de ideia. Entretanto, preços competitivos e promoções relevantes, ainda podem fazer a cabeça de 28,6% dos entrevistados que poderiam cair em tentação e acabar comprando um mimo.

As ofertas, inclusive, são quase unanimidade entre os consumidores. Quando questionados sobre o que faria com que escolhessem uma loja em relação à outra, aqueles que estão realizando pesquisas para a data ou que estão, pelo menos, na dúvida apontaram o “preço” e as “promoções” como os fatores mais relevantes na decisão de compra.

A busca por boas ofertas já começou para 42,1% dos consumidores. O restante (57,9%) ainda não pensa na data. Dos consumidores que ainda não estão pesquisando por ofertas, 25,2% afirmaram que devem começar em breve e 43,9% devem ir atrás dos presentes com pelo menos 15 dias de antecedência.

MAS NÃO É SÓ ISSO…

Outros itens relacionados a experiência do consumidor também pesam nessa decisão. Em alguns casos, a batalha de preços pode perder espaço para itens, como a “facilidade no pagamento” e “atendimento” . Essas vantagens competitivas foram destacadas como relevantes por 34,5% e 26,5% dos entrevistados da pesquisa, respectivamente.

ONDE DISPONIBILIZAR OFERTAS

Sites de busca como Google e Bing são os meios favoritos na busca por ofertas (56,5%). Portanto, é importante focar nas palavras-chave que estão em alta nesse período e otimizar conteúdos para alinhar posicionamento da marca nos resultados de pesquisa.

Para quem tem um público fiel é bem provável que ele vá buscar por ofertas diretamente no seu e-commerce (41,4%) ou nas redes sociais (34,8%). Esses espaços são uma vitrine da sua marca, portanto seja acessível e atraente.

CATEGORIAS

Os brinquedos são — como já era de se esperar — a categoria favorita do público para o Dia das Crianças. A categoria de Multivarejo, que inclui “brinquedos”, aumentou suas vendas em 1,1% durante o evento.

No entanto, parece que os baixinhos também devem ganhar roupas, calçados e acessórios, jogos e artigos eletrônicos, além de itens de bebês e livros — boa notícia para o setor de Livraria, que no ano passado sofreu uma queda de 3,19% nas vendas no período.

 

Aprenda com o Google a lucrar com a Black Friday

Ainda dá tempo: com a injeção de recursos na economia, como a liberação do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) e do PIS/Pasep, os varejistas já podem intensificar os preparativos para atrair essa fatia do mercado e faturar durante a Black Friday, que será realizada no próximo dia 29 de novembro. No ano passado, a data movimentou R$ 2,6 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo levantamento da Ebit|Nielsen.

As grandes empresas se antecipam e se organizam durante o ano todo para a data mas, e como ficam as pequenas e médias empresas? Pesquisa divulgada no recente Google Retail Summit mostra que, com planejamento, as PMEs podem se sobressair aos olhos dos consumidores e lucrar nessa época do ano.

“O brasileiro quer evoluir em várias frentes, e os movimentos de sazonalidade do segundo semestre devem funcionar como gatilho para compras e projetos saírem do papel. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para atender a essa demanda”, afirma Fernanda Bromfman, gerente do Google Customer Solutions do Google Brasil.

PREÇO É TUDO. OU NÃO

De acordo com a pesquisa, em 2018 a percepção de “preços iguais” e preço alto definiu os escolhidos. Cerca de 68% dos entrevistados afirmaram ter deixado de comprar algum produto porque os preços estavam muito altos. Mas o preço não é tudo: Mais da metade dos fatores de escolha estão ligados à confiança e ao nível de serviço.

Para quem costuma adquirir produtos em grandes datas do varejo, o aspecto mais importante na hora de definir o local de compra é o “melhor preço” (30,2%), seguido por “loja conhecida” (15,9%) e “frete grátis” (15,6%).

“O preço é importante para ser competitivo em datas como Black Friday, mas só isso não basta. Em 2018, as pessoas consideraram aspectos ligados à confiança e nível de serviço como primordiais – o que mostra que ter uma marca forte e oferecer boa experiência de compra é determinante”, complementa Bromfman. Cerca de 40% afirmaram considerar comprar novamente em lojas em que já compraram em edições anteriores.

Quanto à entrega de produto, “frete grátis” é o item mais importante para o consumidor (44,7%). “Frete rápido” (18,7%), “retirar na loja física no mesmo dia” (15,2%) e “receber em casa via aplicativos de entrega” (5,9%) demonstram a urgência das pessoas em receber os produtos.

O QUE LEVAM OS CONSUMIDORES ÀS COMPRAS?

Na pesquisa, o Google tentou investigar os principais pilares que levam os consumidores às compras. E chegou a quatro fatores que ajudam na decisão:

Preço: apesar de sua importância estar diminuindo, ainda é fator essencial;

Marca reconhecida: o ideal é aproveitar setembro e outubro para construir essa mensagem e sua consideração junto ao consumidor

Experiência: esse atributo fica cada vez mais importante para o consumidor. Frete grátis e agilidade são fatores decisivos na hora de escolher a forma de entrega

Benefícios: item que vai além do preço e descontos. O consumidor é impaciente. Os apps de entrega surgiram como opção para que ele consiga o produto mais rápido. Cashback, condições de pagamento, retirada em loja… São extras que fazem toda a diferença, diz o Google.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/aprenda-com-o-google-a-lucrar-com-a-black-friday )

Cartões de crédito devem movimentar R$ 1,8 tri em 2019

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) elevou a sua projeção de crescimento para este ano, que passou de alta de 15% a 17% para 17,5% a 19,5% ante 2018.

A mudança, que já havia sido antecipada pela entidade, indica um movimento de R$ 1,84 trilhão pelo setor neste ano, considerando todas as compras com cartões de crédito, débito e pré-pagos.

A revisão nas expectativas, conforme a Abecs, reflete um melhor desempenho do segmento neste ano, que se refletiu nos resultados apresentados no primeiro semestre.

No período, os cartões movimentaram R$ 850 bilhões, com crescimento de 18% em relação aos seis primeiros meses de 2018. Apenas no segundo trimestre, a alta foi de 19%.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/financas/cartoes-de-credito-devem-movimentar-r-1-8-tri-em-2019 )

No 1º semestre, compras com cartões totalizam R$ 850 bi

O setor de cartões movimentou R$ 850 bilhões na primeira metade do ano, volume 18% maior que igual período de 2018, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Os cartões de crédito responderam por R$ 534,4 bilhões, um aumento de 18,8%, e de débito, R$ R$ 308 bilhões, aumento de 16%. No segundo trimestre, o segmento cresceu a um ritmo ainda mais veloz. De abril a junho, a expansão foi de 19% ante um ano, totalizando cerca de R$ 430 bilhões.

Do volume total, os cartões de crédito somaram R$ 274,5 bilhões, alta de 19,7%, e os de débito totalizaram R$ 155,2 bilhões, elevação de 16,8% em um ano.

“Apesar do cenário econômico desafiador, o setor de meios de pagamentos eletrônicos apresentou o maior crescimento trimestral em sete anos”, disse Pedro Coutinho, presidente da Abecs, nesta quarta-feira (28).

Segundo ele, a expansão do mercado tem como pano de fundo maior inclusão financeira, digitalização dos pagamentos e a maior competição no setor. “Não é só a guerra de maquininhas. A indústria inteira tem trabalhado em inovação, o que tem ajudado a reduzir os custos do setor. E o Brasil ainda tem 45 milhões de desbancarizados”, lembrou.

A quantidade de compras com cartões de crédito, débito e pré-pagos no primeiro semestre passou da marca de 10,3 bilhões. Segundo Coutinho, o montante corresponde a 40 mil transações por minuto. Nesse contexto, o presidente da Abecs espera que o setor ultrapasse a projeção de movimentar R$ 1,8 trilhão em 2019 – o equivalente a 25% do PIB.

“Seguramente, a representatividade do setor será maior no PIB nesse ritmo de crescimento. Vamos ultrapassar”, afirmou.

Contribuem, conforme o presidente da Abecs, eventos importantes no segundo semestre que devem garantir pujança ao mercado de cartões. Como por exemplo, a Semana Brasil, criada pelo governo para incentivar o consumo; a liberação dos pagamentos de PIS e Pasep e FGTS; o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.

“A perspectiva para os próximos cinco meses é de maior crescimento indústria”, afirmou.

(Fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/no-1o-semestre-compras-com-cartoes-totalizam-r-850-bi )

Confiança empresarial cai em agosto

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,1 ponto em agosto ante julho, para 93,9 pontos, informou nesta sexta-feira (30/8), a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,6 ponto, a segunda alta consecutiva.

“Após avançar no mês anterior, a confiança empresarial ficou estável em agosto, com movimentos em sentidos opostos de seus dois componentes. O Índice de Situação Atual continuou avançando e sinaliza sustentação da economia em terreno positivo neste terceiro trimestre. Já as expectativas recuaram, mostrando que as empresas ainda manifestam dúvidas quanto à continuidade, nos próximos meses, da fase de aceleração do nível de atividade econômica iniciada no segundo trimestre”, diz Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA-E) subiu 1,1 ponto, para 91,3 pontos.

Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 0,8 ponto, para 99,8 pontos, interrompendo uma sequência de quatro meses de avanços.

Entre os componentes do ICE, apenas a confiança no setor de serviços recuou em agosto, em 1,1 pontos. A confiança da Indústria subiu 0,8 ponto; a do comércio, 3,2 pontos; a da construção, 2,2 pontos.

“Em agosto o resultado foi bastante heterogêneo entre os setores. O comércio continua sendo o setor mais otimista, talvez em função da expectativa favorável com a liberação de recursos do FGTS a partir de setembro. Caminhando em sentido oposto no mês, o setor de Serviços adota uma postura mais cautelosa. A indústria se situa no meio dos dois, mas o grande destaque de agosto é a Construção. Embora a confiança deste setor ainda seja a mais baixa entre os quatro, vem avançando consistentemente há três meses, impulsionada pelo aumento do otimismo no segmento de edificações residenciais e comerciais”, diz Campelo Júnior.

A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.806 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 23 de agosto.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/confianca-empresarial-cai-em-agosto )

Workshop Sustentabilidade Sindical

WORKSHOP SUSTENTABILIDADE SINDICAL

Realizou-se, hoje, importante evento reunindo empresários, presidentes e executivos de Sindicatos do Estado de Minas Gerais, estes em torno de 23 entidades representativas da categoria do Comércio e Serviços de Minas Gerais.

O Workshop Sustentabilidade Sindical contou com a presença do ilustre Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema, além do Deputado Federal e empresário Hercílio Diniz.

Foram debatidas questões ligadas à economia do Estado, tributação, situação financeira, além dos temas que levaram à realização do evento, voltadas para estudos, análises e soluções na manutenção dos sindicatos notadamente do setor do comércio, para sua sustentabilidade no intuito de viabilizar o fortalecimento e a representatividade do segmento, nos seus reais interesses, junto aos órgãos públicos federais, estaduais e municipais.

O presidente do SINDILOJAS-BH Nadim Donato, presidindo o evento, destacou a importância na união dos sindicatos em defesa dos interesses de seus representados e de trabalharem mais diretamente com o Governo de Minas Gerais, subsidiando na tomada de decisões para o desenvolvimento econômico e social do Estado. #sindilojasbheregião

Transformação de pagamentos será similar a da telefonia

O varejo passa por um novo momento na gestão de pagamentos. Com o aumento da competitividade e da integração dos canais, as soluções oferecidas no checkout da loja pode fazer a diferença na decisão de compra.

No comércio, 40% do faturamento é obtido por meio de cartões e 39% das micro e pequenas empresas aceitam essa modalidade de pagamento. Além disso, 91% das empresas veem no uso do cartão de débito uma maneira de aumentar o tíquete médio das suas vendas, de acordo com a Mastercard.

Hoje, as transações via cartões de débito, crédito, comércio eletrônico, soluções P2P, entre outras, totalizam R$ 1,36 trilhão, em cerca de 13 bilhões de operações anuais.

Com o avanço das soluções digitais, novas opções substituírão parcelamentos com juros, crediários, boletos de papel e até mesmo o pagamento em dinheiro.

Em entrevista ao Diário do Comércio, Marco Bravo, vice-presidente da ACI Worldwide, que fornece pagamentos eletrônicos para mais de cinco mil organizações em todo o mundo, diz apostar em novos recursos e tecnologias de pagamentos para aumentar a competitividade dos negócios, melhorar a experiência do consumidor e ampliar as possibilidades de vendas.

Na prática, em que momento estamos quando falamos sobre pagamentos eletrônicos?

Diversas indústrias já passaram pelos movimentos de padrões abertos e globalização. O setor de telecomunicações passou por isto há décadas e a Internet foi resultado disto. O setor de energia passou por isto mais recentemente e hoje a energia solar da sua casa pode estar alimentando outra casa. Os exemplos mostram que padrões abertos geram valor para uma indústria e a indústria de pagamentos e seus usuários, todos nós, começarão a se beneficiar disto em breve.

A discussão de Open Banking em curso no Banco Central do Brasil e que já avançou na Europa é um grande impulsionador deste movimento e veremos seus efeitos ao longo dos próximos dois ou três anos. Um exemplo,  será a possibilidade de integrações de pagamentos entre as diversas carteiras digitais que hoje já estão presentes no mercado mas que ainda funcionam com baixo nível de interoperabilidade.

Qual deve ser o impacto do Open Banking no cenário de negócios?

Da mesma forma que outras indústria experimentaram, os padrões abertos trarão mais competitividade para o mercado financeiro brasileiro e global. Não é desprezível o efeito que a redução do custo de pagamentos pode trazer através da liberação de um volume financeiro significativo na economia. Outros países, como a Malásia, chegaram a calcular o efeito direto de injeção de recursos na economia e crescimento do PIB, somente reduzindo o custo de pagamentos no país.

Em princípio, pode parecer um impacto negativo para a indústria financeira, porém a história mostra que todas as indústrias cresceram através de abertura de seus padrões. Em pagamentos não será diferente e embora as receitas por transação serão achatadas, os benefícios para todos será sentido pelo aumento de volumes ao longo do tempo.

Como a experiência do cliente com o pagamento para fazer a diferença para o varejista?

Até algum tempo atrás, o varejista entendia pagamentos como um mal necessário. Algo complexo, que envolvia risco e que gerava pouco diferencial competitivo. Os exemplos de um novo cenário já estão em todo o lugar.  Quem vai pegar um táxi hoje em dia, confere primeiro se existe bateria no celular do que se existe dinheiro na carteira.  No futuro, os modelos de negócio serão ainda mais inovadores, em particular com o crescimento da Internet das Coisas a ser habilitada por tecnologias como o 5G. A relação do consumidor com o dinheiro vivo está em profunda transformação.

As novas formas de pagamentos eletrônicos permitem enxergar o pagamento como um evento de relacionamento com o seu cliente e muito pode ser extraído desta relação. Os imensos volumes de dados oriundos de pagamentos abrem uma imensa oportunidade para conhecer melhor seu cliente e abordá-lo em situações cada vez mais específicas para seu interesse. A tradicional transação financeira de cartão física traz praticamente somente o valor na sua mensagem.   No e-commerce uma transação de pagamento traz, além do valor, toda a descrição do que está sendo comprado. Ainda que as informações de privacidade do consumidor estejam sendo preservadas, os modelos de comportamento de compra em um determinado varejista podem ser analisados cada vez com maior nível de profundidade.

O que tem sido pensado para o sistema de pagamentos para pequenos e médios comerciantes – no sentido de tornar os processos mais simples?

Toda a complexidade do sistema de pagamentos global é oriunda basicamente do imenso volume de transações que existe com uma multiplicidade de atores pagadores e recebedores. Para suportar todas as relações comerciais possíveis em bilhões de transações por  segundo, uma série de agentes apareceram na cadeia de pagamentos ao longo de décadas, pois a tecnologia não era capaz de  processar os volumes envolvidos de forma simples. A capacidade tecnológica global além da existência ampla de terminais móveis celulares começa a habilitar esta simplificação. Hoje, qualquer celular já pode ser encarado como um possível terminal financeiro para receber ou efetuar um pagamento.

O varejista pode receber o valor diretamente em sua conta sem processos complexos de compensação e liquidação que eram absolutamente necessários no passado e que levavam dias para acontecer. O mais interessante é que tudo isto fica ainda mais evidente para varejistas de pequeno porte, que hoje já podem abrir uma conta digital instantaneamente e se livrar dos riscos da manipulação do caixa. Os custos ainda são elevados, principalmente para negócios de pequena margem, mas os aumentos de volume e a competição estão beneficiando uma enorme massa de varejistas.

Isso funciona até mesmo para varejistas com foco na classe C, D e E?

Com toda certeza, embora existam aspectos culturais a serem superados. Hoje ainda existe uma parcela significativa da população que não possui conta em banco pois os serviços financeiros podem ter um custo alto para estes usuários. Para a grande maioria destas classes, eles continuam fazendo transações em dinheiro.  Muitas vezes até recebem no banco, mas sacam o valor total e passam o mês fazendo transações em espécie. Por outro lado, grande parte deste público possui relacionamentos fortes com grandes varejistas focados nas classes C, D e E. Estes varejistas possuem agora acesso à tecnologia para oferecer uma conta digital para o seu cliente financiada somente pelo giro dos depósitos nesta conta, sem maiores custos.

Evidentemente, os custos destas contas são muito menores devido aos baixos custos de conformidade ainda exigido pela regulação para os volumes de transações envolvidos em comparação com os bancos. Esta distância tende a se reduzir e incentivar a aproximação destas classes da diversidade de serviços bancários e com isto ampliar as oportunidades para elas e o consequente incentivo ao consumo,  que é uma das molas da economia de um país de centenas de milhões de habitantes.

Como os consumidores têm reagido a essas novas experiências de pagamentos?  

Talvez a melhor palavra seja ”confusos”. Neste momento, estamos passando por uma explosão de carteiras e serviços financeiros digitais. Em cada grande e-commerce onde se faz um checkout você recebe uma oportunidade para uma nova carteira digital. A pergunta que fica é: quantos aplicativos eu preciso ter? Eu consigo gerenciar meu dinheiro neste monte de aplicativos para tirar vantagem de tudo o que me oferecem?

Evidentemente que é um estágio de maturação da indústria onde todo mundo está investindo e nem todos sobreviverão. Cada um quer que seu método de pagamento seja vencedor sozinho. Novamente, o que passou em outras indústrias vai passar aqui também. Nem todos os métodos sobreviverão e os vencedores serão os que  conseguirem atrair mais clientes ao se integrarem com todos os outros e se diferenciarem em um nicho específico.

Como podemos avançar tanto se ainda há pessoas sem acesso bancário e a outros processos digitais?

É verdade que muitos ainda não possuem acesso bancário e, como já falamos, muitos dos que tem conta em banco não usam a conta – apenas sacam todo o dinheiro e não podem ser considerados bancarizados. Entretanto, hoje existem quase tantos celulares no mundo quanto pessoas. No Brasil, na Rússia, na Itália,  na Alemanha, na Hungria e muitos outros países existem mais celulares que pessoas. Então, a questão não é acesso à tecnologia.  A questão é cultural e custo.

A relação do varejo como consumidor será o maior habilitador deste movimento, pois o varejo conhece o consumidor melhor que ninguém. Qualquer pessoa no mundo é um consumidor e o maior educador nos novos métodos de pagamento será o varejista. Por outro lado, muito se falou que isto poderia significar o fim das instituições financeira, o que é evidentemente algo que não irá acontecer de forma nenhuma, pois além delas possuírem um papel fundamental na gestão do risco do sistema financeiro, elas estão cada vez mais cientes de seu novo papel como auxiliar do varejo na inovação.

O movimento dos bancos com as fintechs é um exemplo claro disso. Muitos bancos têm se juntado a fintechs para ofertar através de dispositivos móveis novos produtos e serviços àqueles que não teriam acesso ao banco de outra forma. Em resumo, o futuro é entusiasmante para uma indústria por onde passa cada centavo que troca de mãos entre pessoas físicas ou jurídicas. A indústria de pagamentos como um todo, sejam os players oriundos do mundo financeiro ou os novos entrantes vindos dos varejos e das fintechs já se conscientizaram que o horizonte é enorme, mas cabe a cada um ser ágil e identificar seu papel rapidamente neste novo cenário.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/tecnologia/transformacao-de-pagamentos-sera-similar-a-da-telefonia )