Confiança do comércio recua ao patamar de novembro de 2017

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 4,1 pontos na passagem de abril para maio, para 92,6 pontos, informou nesta quinta-feira (24/05), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a queda de maio, o Icom voltou para o nível verificado em novembro do ano passado.

Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 1,0 ponto, depois de oito altas seguidas, informou a FGV. Em relação a maio de 2017, o Icom está 4,6 pontos maior.

“Depois de iniciar o ano com altas consistentes, a queda da confiança do comércio em maio sinaliza que o setor já percebe uma desaceleração no ritmo de crescimento das vendas. Chama atenção, por exemplo, o fato de que pela primeira vez no ano a confiança do resiliente segmento de duráveis também recuou no mês. A queda da percepção atual sugere que a recuperação das vendas deve continuar de forma gradual e sujeita a tropeços ao longo do ano”, diz Rodolpho Tobler, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) e coordenador da Sondagem do Comércio.

Em maio, 11 dos 13 segmentos pesquisados recuaram. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 4,7 pontos, registrando 89,4, menor nível desde janeiro passado (88,0 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-COM), caiu 3,2 pontos para 96,2 pontos, menor valor desde setembro de 2017 (95,6 pontos).

(Fonte: Dcomércio.com.br)

O que aprender com as empresas que mais atraem os jovens

“As vendas de televisores devem crescer e os supermercados também serão beneficiados porque as pessoas comprarão mais comida e bebida para assistir aos jogos com amigos e familiares. Então, cerveja, salgadinho, pipoca, carne para churrasco e similares tendem a ter um aumento forte no consumo”. Este é o cenário esperado por Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele comenta que a Copa do Mundo 2018 deverá impactar positivamente alguns setores do varejo brasileiro. Bares, restaurantes e lanchonetes também deverão ter mais movimento nesta época, em especial se realizarem promoções e ações voltadas para a Copa, atraindo o público que quer acompanhar as partidas fora de casa.

O presidente da ACSP ressalta que durante os jogos da seleção o movimento de clientes pode cair substancialmente, mas isso não representa necessariamente um prejuízo. “Como isso já é esperado, o consumidor se programa, ao antecipar ou postergar suas compras”.

“É importante lembrar que os brasileiros continuam cautelosos, conforme mostra nosso Índice Nacional de Confiança. É claro que, se a seleção brasileira se sair bem, as pessoas vão se animar para comprar roupas e adereços nas cores verde e amarelo”, finaliza Burti.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Impulsionadas pelo Dia das Mães, vendas crescem na quinzena

 O varejo paulistano registrou alta média de 4,1% no movimento de vendas na primeira quinzena de maio sobre igual período do ano passado.

O desempenho foi puxado pelo Dia das Mães, mas foi desigual entre as modalidades vista (-4%) e a prazo (12,2%). Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Os números indicam que, diferentemente do ano passado, neste Dia das Mães as compras não ficaram restritas aos presentinhos, adquiridos à vista, e houve espaço para bens duráveis, geralmente parcelados e, portanto, incentivados pela conjuntura mais favorável”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Contribuíram para tanto a queda dos juros, alongamento dos prazos e recuperação salarial.

Em 2017 o Balanço de Vendas/ACSP registrou alta média de 1,3% na primeira quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, com alta de 4,7% no sistema à vista e retração de 2,2% a prazo.

“É importar dizer que agora o sistema à vista foi prejudicado pelas temperaturas mais altas no período, sem frentes frias, o que não estimulou a procura do consumidor por roupas e calçados da moda Outono-Inverno, seja para presentear as mães, seja para uso próprio”, diz Burti.

Ele ressalta ainda que o resultado da quinzena não pode ser projetado para o mês

como um todo, uma vez que eventuais mudanças na temperatura podem ajudar a alavancar o segmento de vestuário.

Variação mensal

Na comparação com o mesmo período de abril, a primeira quinzena de maio registrou elevação média de 20,8% (0,3% a prazo e 41,3% à vista), puxada pelo efeito sazonal do Dia das Mães ? a primeira metade de abril não contou com data comercial.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.

(fonte: Dcomércio)

Quase 70% dos carrinhos de eletroeletrônicos são abandonados

 Problemas técnicos no site, falta de opções de pagamento, prazos de entrega e frete caro são algumas das razões que levam o consumidor a abandonar uma compra que estava prestes a ser efetivada pela internet.

Com a categoria de eletroeletrônicos não é diferente. Um estudo divulgado recentemente pela Neoatlas e Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) mostra que 69,1% dos carrinhos gerados em lojas virtuais especializadas neste nicho são abandonados.

Pesquisas de empresas especializadas em comércio eletrônico indicam que a média geral (incluindo 25 categorias) de abandono no checkout é de 82,3%. Já a média mundial é de 50%, de acordo com a Forrester Research.

Outro agravante do mercado online de eletroeletrônicos se dá na média de recompra em e-commerce. Em geral, essa taxa é de 22,6%. No entanto, de acordo com a pesquisa, apenas 15% dos consumidores de eletroeletrônicos voltam a comprar no mesmo site.

Existem várias razões para esse cenário, de acordo com Ricardo Rodrigues, CEO da Social Miner, plataforma de engajamento que ajuda sites a aumentarem suas conversões. Uma delas é que a jornada de compra de um consumidor dessa categoria de produtos é mais longa.

Afinal, o valor do tíquete médio é bem mais alto. Por isso, o cliente investe em pesquisa e dificilmente, adquire algo por impulso. Além disso, o índice de rejeição desses e-commerces também é mais alto.

Esses fatores demonstram que é preciso entender melhor esse público, para fazer ofertas mais assertivas e fidelizar o cliente.

Para Rodrigues, a solução está em instruir o consumidor no processo de decisão, fornecendo mais informações sobre o produto desejado, conteúdos relevantes ou mensagens que o farão engajar com sua marca.

Maurício Salvador, presidente da Abcomm, concorda. Para Salvador, o processo de decisão de compras de eletrônicos, ainda que sendo nas lojas físicas, tem altíssima influência pelo online.

“Devemos admitir que o tráfego das páginas de lojas virtuais de eletrônicos, também gera tráfego e vendas nas lojas físicas”, diz.

PANORAMA DA CATEGORIA 

O estudo também traça um panorama do mercado de eletroeletrônicos no e-commerce brasileiro com base nos números apurados de 2017.

Na divisão regional, a região Sudeste representou 68,2% dos pedidos, liderando o ranking. São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Santa Catarina são os estados com a maior taxa de conversão, com respectivamente 1,7%, 1,7%,1,6% e 1,6%.

A participação dos gêneros na categoria tem uma predominância do público masculino: 58%. Já a faixa etária mais ativa neste tipo de transação é a de 25 à 34 anos (38% do total).

Seguindo o comportamento dos últimos anos, o cartão de crédito desponta como líder em opção de meio de pagamento, totalizando mais de 58,4% dos pedidos captados.

De acordo com a pesquisa, a forte cultura de parcelamento do brasileiro permite que as marcas possam trabalhar preços e promoções de maneira mais atrativa.

Outros destaques da pesquisa focada no mercado de eletroeletrônicos:

*A parcela de compras geradas exclusivamente via smartphones da categoria foi de 14%, inferior à média das demais categorias, que foi de 31%.

*O número de pedidos está mais concentrado no segundo semestre com 53,5% das vendas do ano de 2017.

*A categoria de eletroeletrônicos é muito dependente das buscas do Google para conquistar clientes. 56% das compras online acontecem após uma busca no buscador.

*O número de compras  com mais de seis parcelas da categoria de eletroeletrônicos foi de 49%, muito superior à média das demais categorias, que foi de 13%.

*A taxa de conversão média da categoria é de 1,7%, levemente superior à do e-commerce geral, que é de 1,4%.

*Consumidores de eletroeletrônicos navegam 67% a mais da média geral dos e-commerces. A taxa de rejeição é de 56,7%, 7% a mais da média geral.

*Somente 2% de todos os pedidos são realizados através de um tablet.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Para promoção relâmpago, varejo se vale de redes sociais

A 15 dias, às vezes menos de uma semana do prazo, as lojas que vendem produtos próximos da data de validade empregam as redes sociais para chamar os consumidores e anunciar as promoções relâmpago.

O WhatsApp é hoje a principal ferramenta de Dayana Ferraz Primarano, sócia do Mercado Vanessa. “Por dia, adiciono 100 novos contatos. Tenho 15 mil pessoas na lista de transmissão”, conta. Todo dia pela manhã ela é a estrela de um vídeo de um minuto e meio anunciando as barganhas, que envia para todos os clientes.

Vanessa investiu num estúdio no mezanino da loja. Os filmes são gravados artesanalmente com um celular pela assistente. “Saí da crise por causa do WhatsApp. Hoje, terça-feira, o mercado estaria morto se não tivesse enviado o vídeo”, diz Vanessa, que atribui o fluxo de pessoas ao aplicativo.

Os vídeos são bem-humorados e quase sempre com um mote: Dia das Mães ou mês das noivas, por exemplo. “Já gravei filme descarregando as mercadorias do caminhão.”

Os filmes têm uma marca registrada. Ao final, Vanessa sempre fala um enfático “Vem!”, chamando os interlocutores para a loja. Por conta disso, tem gente que vai para a loja e pede para tirar foto com ela. “Tenho de criar um vínculo com o cliente”, diz.

Os vídeos alavancam tanto as vendas que há indústrias que oferecem um desconto maior no preço se o seu produtos for incluído no filme, conta ela.

No supermercado Vovó Zuzu não há vídeos, mas tem também lista de clientes no WhatsApp gerenciado diretamente por Vanderli Santana.

Ele veicula diariamente as ofertas no formato de tabloide, desses que ficam na entrada das redes tradicionais com imagens recortadas de produtos e a indicação de preço.

O principal canal de comunicação com os clientes é a página da loja no Facebook, seguida por 34 mil pessoas. “O Facebook é barato e resolve”, diz.

A comercialização de produtos com prazo próximo do vencimento hoje não é uma prática explorada apenas pelas lojas especializadas.

Aos poucos, as grandes redes começam a desenvolver estratégias para o nicho. O Grupo Pão de Açúcar (GPA) começou a testar o modelo em 2014 para reduzir as perdas de produtos que venciam no estoque das lojas.

“Era uma ação para combater o desperdício, mas a procura foi tão boa que já consideramos tratar a área como um modelo de negócio”, conta a diretora de sustentabilidade do GPA, Susy Yoshimura, que no ano passado expandiu o projeto para as 751 unidades do grupo.

No Carrefour, o programa Rebaixa, lançado há dois anos, também trabalha com produtos próximos do prazo em 140 lojas. Como no GPA, a linha não tem uma prateleira específica. Os produtos são posicionados junto aos demais, mas com uma comunicação especial.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Movimento do comércio sobe em abril

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,2% em abril na avaliação mensal dessazonalizada, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC.

No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 4,2% (maio de 2017 até abril de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior). Já na avaliação contra abril do ano anterior, houve aumento de 2,0%.

O resultado de abril aponta uma leve melhora após o baixo desempenho no início do ano. A atividade do varejo é impactada pelo mercado de trabalho ainda fragilizado, que reduz o impacto positivo de medidas como a queda na Selic.

Com as expectativas de continuidade na redução de juros ao consumidor, expansão do crédito e diminuição do desemprego, espera-se que ocorra a consolidação de um ritmo maior de recuperação em 2018.

SETORES 

Na análise mensal, dentre os principais setores, o de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 1,9% em abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 5,4%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,3% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 3,1%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” aumentou 0,2% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 3,9%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” cresceu 0,7% em abril considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses ainda apresenta queda de 1,1%.

Abaixo a tabela contemplando os valores mencionados:

METODOLOGIA 

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Shoppings devem precisar de 4 anos para ocupar 12 mil lojas que estão vazias

Apesar de a economia brasileira ter voltado ao azul, a crise deixou marcas profundas no setor de shoppings. Há hoje cerca de 1 milhão de metros quadrados vagos nos 522 shoppings espalhados pelo país. São 12,5 mil lojas desocupadas. Se nenhum novo empreendimento fosse construído ou ampliado, seriam necessários pelo menos quatro anos para que todo o espaço vazio fosse ocupado.

Isso é o que revela um estudo do Ibope Inteligência sobre a vacância do setor. No último ano, houve uma melhora na ocupação, sobretudo nos shoppings consolidados, construídos antes de 2012. Nesse grupo, 8,5% das lojas estavam vagas em 2017. Neste ano, essa marca caiu para 7,9%. Nos shoppings novos, abertos a partir de 2013, a vacância em número de lojas, que atingiu o pico de 46% em 2017, recuou para 41% este ano.

Mas a situação ainda é bem crítica nos shoppings novos, afirma Marcia Sola, diretora executiva de Shopping, Varejo e Mercado Imobiliário do Ibope. “Nos shoppings novos, a torneira está aberta em cima do ralo: entra contrato novo de locação, mas eles perdem varejistas.”

Foi exatamente esse movimento que se viu nos últimos três anos no comércio em geral. De 2015 a 2017, entre abertura e encerramento, o saldo de lojas foi negativo em 226 mil, aponta a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para este ano, o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, projeta um saldo positivo de 20,7 mil lojas. Com o ritmo lento de recuperação, ele confirma a projeção do Ibope. “Não será possível repor antes de 2022 todos os pontos de venda fechados por causa da crise.”

Além da retração da atividade, a imprudência dos investidores em novos projetos, que superestimaram o mercado, foi outro fator que contribuiu para grande ociosidade nos shoppings hoje, observa Marcia. Nos inaugurados em 2017 e localizados no Sudeste, por exemplo, a situação é mais crítica: quase metade (49%) das lojas está vaga, uma marca muito acima da média nacional (41%).

De fato, houve um boom de shoppings. Entre 2012 a 2016, foram abertos 128 empreendimentos, lembra o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai. “Com a crise, ocorreu uma tempestade perfeita que fez com que os shoppings novos tivessem maior dificuldade de amadurecimento. Mas isso não aconteceu com todos.”

A Abrasce não monitora a vacância dos shoppings novos separadamente dos consolidados. Nas contas da entidade, a taxa média de vacância do setor como um todo gira em torno de 5,7% em número de lojas. “A taxa tem flutuado mês a mês e é administrável”, afirma Humai. Ele diz que não conhece a metodologia e a base de dados dos indicadores apurados pelo Ibope e, por isso, não pode comparar os resultados.

(fonte: Época Negócios)

Prateleiras que valem ouro

Dhruv Grewal, professor do departamento de marketing do Babson College –renomada escola de negócios dos Estados Unidos –, publicou em março do ano passado um artigo no Journal of Retailing intitulado ‘O Futuro do Varejo”.

Nele, Grewald destaca cinco áreas-chave que estão movendo o setor para frente. Uma delas, observa o autor, é a importância cada vez maior o design e os displays ganham em pontos de venda.

“Os consumidores de hoje são bombardeados com mercadorias e ofertas. A questão é como desenhar e entregar ofertas que se destaquem. Entender isso pode ajudar varejistas a decidir como, quando e onde apresentar seus produtos e ofertas, de acordo com o canal (na loja ou no online)”, diz Grewal.

Pensando nisso, já em 2015, as pesquisadoras Tatiana Fajardo e Claudia Townsend – que lecionam disciplinas de marketing em universidades americanas –publicaram uma pesquisa no Journal of Consumer Psychology na qual concluíram que a embalagem de um produto é mais confiável –na visão dos consumidores –do que qualquer propaganda que possa ser feita sobre ela.

Com isso, as duas especialistas derrubam por terra aquela velha máxima de que propaganda é a alma dos negócios.

Num dos experimentos, 122 estudantes de graduação (46,7% mulheres) foram aleatoriamente designados a quatro ambientes. Antes de entrar em cada um deles, cada indivíduo recebeu US$ 1 em apreciação pelo seu tempo.

No primeiro ambiente, os estudantes foram expostos individualmente a um anúncio impresso de um famoso energético. No segundo, eles foram expostos a uma embalagem do produto.

Já os ambientes três e quatro eram idênticos aos dois primeiros, com exceção de que, além do anúncio ou embalagem, os pesquisadores também incluíram uma garrafa do próprio energético.

As pessoas foram informadas de que os realizadores do estudo estavam vendendo garrafas do energético remanescentes de um experimento interior. E, após serem submetidos ao estímulo publicitários, foram indagadas se desejam ou não adquiri o produto por US$ 1.

Na comparação entre os dois primeiros ambientes (sem a presença da garrafa do energético), 51,61% dos estudantes que viram a embalagem adquiriram o produto, enquanto apenas 10% dos que viram somente o anúncio fizeram a compra.

“Os dados suportam nossa teoria de que embalagens são mais efetivas que anúncios na geração de vendas”, conclui o estudo.

Na comparação entre os dois ambientes, em que o energético podia ser de fato visto pelos estudantes, também houve maior aquisição por parte daqueles expostos à embalagem (41,94%) em oposição aos expostos ao anúncio (36,67%).

“Quando o anúncio está próximo do produto, consumidores percebem tanto a empresa quanto o material de marketing mais justos e menos manipulativos”, afirma a pesquisa.

Assim, o estudo sugere que as empresas insiram a imagem do produto em seus anúncios para reforçar a credibilidade da mensagem. Também é recomendado que empresas e varejistas dediquem mais atenção aos pontos de venda, criando essa relação de proximidade entre anúncio e produto.

(fonte: Dcomércio.com.br)

CNC aumenta previsão de crescimento do varejo

Os números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de março, divulgados nesta sexta-feira,11/05, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a rever de 5% para 5,4% a projeção de crescimento do varejo em 2018.

De acordo com o IBGE, o chamado varejo restrito, que abrange oito segmentos do comércio, apresentou alta de 0,3% nas vendas em março, ante fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Já a CNC trabalha com o varejo ampliado, que pega dez segmentos do comércio varejista, incluindo o comportamento de veículos e materiais de construção.

O economista Fabio Bentes, da CNC, disse que na análise da confederação, o varejo brasileiro evoluiu 1,1% em março em relação ao mês anterior, “melhor resultado do varejo nesse tipo de comparação desde 2013, quando a alta foi de 1,2%”. Na comparação de março de 2018 sobre o mesmo mês de 2017, a alta no varejo ampliado atingiu 7,8%, melhor desempenho do setor desde março de 2012 (10,3%).

RECUPERAÇÃO

“Isso quer dizer para a gente que o varejo está recuperando parte do desempenho decepcionante que ele teve no primeiro bimestre do ano, quando os dados mensais praticamente não saíram do lugar”.

De acordo com a CNC, o dado positivo de março foi puxado pelo comércio automotivo, que deverá ser o segmento de destaque do comércio varejista este ano. As vendas de automóveis, que subiram 2,9% em março, vinham subindo acima de 3% a 4% nos últimos meses, acumulando alta superior a 12% nos últimos cinco meses.

Segundo Fabio Bentes, isso é importante porque esse segmento responde por um quarto das vendas do varejo e demanda um nível de confiança relativamente elevado, porque envolve financiamentos de longo prazo.

“Se as pessoas estão consumindo mais automóveis nos últimos meses e de forma contínua, é um sinal que elas estão mais encorajadas a contrair esse tipo de financiamento”.

Por isso, o economista aposta que o varejo ampliado tem todas as condições de fechar o ano com um desempenho acima do crescimento de 4% observado nas vendas no ano passado.

COMBUSTÍVEIS

Bentes salientou que também o segmento de combustíveis influenciou o resultado de março. Ocorreu nesse mês uma trégua na alta dos preços. “Os preços não subiram em março pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Pelo contrário, até caíram 0,04%”.

Para os próximos meses, deverá se levar em conta dois fatores preocupantes no desempenho dos combustíveis: a alta do preço do petróleo no mercado internacional e a variação do dólar americano, porque boa parte dos combustíveis consumidos no Brasil é importada. A tendência é que os consumidores continuem pagando reajustes mais altos nos próximos meses por conta desses dois elementos, afirmou Bentes.

No acumulado do primeiro trimestre, o varejo ampliado acumula alta de 6,6% em relação a igual período de 2017. Destaque, mais uma vez, para o comércio automotivo, que subiu 17,9%.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Consumidor brasileiro segue cauteloso

 O consumidor brasileiro segue cauteloso, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17/05), em São Paulo, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) ficou estável ao passar de 42,2 pontos em março para 42,0 pontos em abril. No mesmo período de 2017, o índice estava em 40,5 pontos.

A metodologia da pesquisa, que tem seu indicador de zero a 100, indica que resultados acima de 50 pontos demonstram otimismo entre os consumidores e abaixo dessa marca, representam pessimismo.

“A lenta e gradual retomada ainda não exerce efeito no humor do brasileiro, que segue cauteloso para comprometer sua renda, mesmo com uma inflação sob controle. A expectativa é que a confiança acompanhe o ritmo de melhora do mercado de trabalho, que deve se consolidar apenas após o período eleitoral”, diz o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

CUSTO DE VIDA

Mesmo com inflação controlada, 49% dos consumidores atribuem a avaliação negativa da vida financeira ao alto custo de vida. O aumento de preços de produtos e serviços serve como argumento principal da percepção negativa da economia brasileira para 51% dos consumidores, enquanto 39% citam os altos juros.

“Mesmo com a inflação abaixo da meta, o custo de vida ainda incomoda porque a renda ainda não se recuperou para níveis próximos ao período pré-crise. O desemprego continua elevado, a despeito do avanço recente da atividade econômica”, afirmou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A elevação dos preços é sentida, principalmente, nos supermercados (87%), combustíveis (85%) e conta de energia (82%). Os consumidores mencionam também o fato de estarem desempregados (37%), a queda da renda familiar (27%) e de terem lidado com algum imprevisto que desorganizou as finanças (16%).

Em sentido oposto, para aqueles que consideram o momento atual como bom ou ótimo, o controle das finanças foi a razão mais destacada, lembrada por 57% dos entrevistados. Há ainda 24% que disseram contar com alguma reserva financeira.

FUTURO

A pesquisa também procurou saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia para os próximos seis meses e descobriu que 40% estão declaradamente pessimistas com a economia.

Quando essa avaliação se restringe à vida financeira, o volume de pessimistas cai para 12%. Os otimistas com a economia são 17% da amostra, ao passo que, para a própria vida financeira, o percentual dos que vislumbram uma melhora sobe para 56% dos ouvidos pela pesquisa.

(fonte: Dcomércio.com.br)