Após dois anos de queda, parcelamento no cartão volta a subir

A proposta de se passar a cobrar juros dos consumidores nas compras parceladas no cartão de crédito gerou um amplo debate entre representantes de bancos e representantes do comércio no início deste ano.

De um lado, argumentava-se que, para viabilizar economicamente a redução do prazo de pagamento aos lojistas das vendas na modalidade – atualmente de 30 dias –, seria preciso repassar ao menos parte dos custos da mudança para os consumidores que parcelam as compras – e são subsidiados no atual modelo.

Do outro lado, temia-se que a redução ou extinção do parcelamento sem juros prejudicasse o comércio e a retomada da economia.

Um dos principais desafios na avaliação do impacto de propostas como esta é estabelecer relações de causa e efeito. Muitas vezes, o máximo que se consegue analisar é a associação entre duas variáveis.

Assim, se não é possível dizer exatamente qual seria o impacto do fim do parcelamento sem juros nas vendas do varejo, ao menos não se pode negar a relevância da modalidade para o comércio e a relação entre a evolução das vendas parceladas e o faturamento dos varejistas.

Segundo cálculos feitos pela área de Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista SCPC, com base nas Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, divulgadas no dia 3 de agosto pelo Banco Central, após dois anos de queda, as vendas parceladas sem juros no cartão de crédito voltaram a crescer em 2017.

Conforme mostra o gráfico 1, após caírem de R$ 154 bilhões em 2014 para R$ 152 bilhões em 2015 e R$ 148 bilhões em 2016, as vendas em 2 ou 3 parcelas no cartão de crédito cresceram 1,3% em 2017 em termos reais – já desconta a inflação –, para R$ 150 bilhões.

Já as vendas parceladas de 4 a 6 vezes no cartão de crédito subiram 6,6% em 2017, chegando a R$ 117 bilhões – após terem recuado de R$ 121 bilhões para R$ 110 bilhões entre 2014 e 2016.

O maior crescimento, porém, foi observado nas vendas em 7 ou mais parcelas, que, com alta de 10,1%, passaram de R$ 86 bilhões em 2016 para R$ 94 bilhões em 2017, aproximando-se, com isto, do valor registrado em 2014, último ano antes da crise, quando as vendas em 7 ou mais vezes somaram R$ 95 bilhões.

O movimento pode ser associado à melhora das condições de crédito, com maior oferta de limites por parte dos bancos, e à retomada de setores como os de vestuário, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, nos quais o parcelamento das compras no cartão de crédito é mais frequente.

De fato, dados do IBGE (Gráfico 2) mostram que, no ano passado, as vendas dos setores de vestuário, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos cresceram acima da média do varejo como um todo. Por outro lado, entre 2014 e 2016, estes setores registraram desempenho abaixo da média geral.

Seguindo a mesma direção, a participação das vendas em 4 ou mais parcelas no volume total movimentado pelos cartões de crédito, que vinha crescendo até 2013, caiu daquele ano até 2016 e voltou a subir em 2017, retornando ao patamar de 28,9%. (Gráfico 3)

Afinal, durante a crise, bancos tornaram-se mais conservadores na concessão de empréstimos e limites, enquanto as famílias cortaram gastos, evitaram se endividar e priorizaram a compra de bens de primeira necessidade. Com a recuperação da confiança, da renda, do emprego e a melhora das condições de financiamento (juros mais baixos e maior oferta de crédito), consumidores puderam retomar projetos adiados como a reforma e decoração da casa ou a substituição do fogão e da geladeira por modelos mais novos.

Apesar da recuperação dos parcelamentos, as transações no débito seguem ganhando espaço na preferência de consumidores e lojistas, tendo atingido R$ 495 bilhões em 2017 (Gráfico 1), crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior, após altas de 4% em 2016 e 1% em 2015.

O melhor desempenho do débito, que já vinha sendo observado mesmo antes da crise, pode ser explicado pela migração dos meios de pagamento, mais intensa entre itens de menor valor, onde a modalidade costuma ser mais utilizada do que o crédito.

Conforme mostra o gráfico 4, o valor médio das compras no débito, já descontada a inflação, caiu de R$ 65 em 2016 para R$ 62 em 2017, seguindo a tendência observada desde de o início da série histórica. O valor médio das vendas em 7 ou mais parcelas no crédito, por sua vez, saltou de R$ 1.028 em 2016 para R$ 1.052 em 2017.

Compras de valor mais alto, como seria de se esperar, estão associadas a um maior número de parcelas.

Nada evidencia, portanto, que a crise trouxe mudanças significativas e duradouras no comportamento de consumidores e lojistas em relação ao uso de meios eletrônicos de pagamento e ao parcelamento das transações.

Seja como for, a necessidade de aprimoramento do sistema de pagamento de varejo no Brasil pode trazer novamente à tona o debate a respeito do parcelamento sem juros e do prazo de recebimento das vendas no cartão.

Afinal, é fato que o modelo atual apresenta uma série de subsídios cruzados, com o pagamento à vista e sem desconto subsidiando compras em parcelas sem juros no cartão de crédito, e o maior prazo de recebimento dos lojistas subsidiando o maior prazo de pagamento de quem paga com cartão de crédito, para ficar apenas em dois exemplos.

A forte relação entre o desempenho do varejo e as vendas parceladas, contudo, sugere que o parcelamento sem juros está profundamente enraizado nos hábitos de consumidores e lojistas brasileiros, de forma que, no caso de alterações no sistema, é preciso se pensar em regras de transição para evitar mudanças abruptas, que poderiam colocar em risco a já tímida recuperação da atividade econômica e a saudável expansão dos pagamentos eletrônicos.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Como aumentar as vendas: 26 dicas de especialistas

Existem 4 maneiras principais de como aumentar as vendas:

  1. Conquistar novos clientes
  2. Vender mais vezes para os clientes atuais
  3. Vender valores mais elevados (aumentar o ticket médio) a cada compra dos clientes atuais
  4. Se relacionar por mais tempo com os clientes

Mas como colocar isso em prática rapidamente? Nesta postagem, separamos 26 dicas de como aumentar as vendas, a maioria delas bastante objetivas e fáceis de operacionalizar agilmente.

Outras são mais conceituais e importantes para planejar suas ações, principalmente na internet, de forma mais assertiva.

Confira agora nossas 26 dicas de como aumentar as vendas, elas se inspiraram em experts no assunto, tais como:

  • Aaron Ross (ex-diretor do Salesforce) e Mary Lou Tyler, apresentadas no livroPredictable Revenue
    Kotler, baseadas em seu best seller Marketing 4.0 – Mudando do Tradicional para o Digital
    Richard Lazazzera, fundador da incubadora online A Better Lemonade Stand
    Jeff Walker, retiradas de seu livro Lunch

Vamos lá?

26 dicas de como aumentar as vendas por quem entende (muito) do assunto

As 12 primeiras dicas para aumentar vendas são de Ross e Tyler

1- Divida seu time de vendas em especialistas de prospecção e especialistas de vendas, assim cada um deles fará um trabalho melhor e mais eficiente.

2- Não foque os esforços de seu time de vendas em “vender sempre”, mas em saber se sua solução pode realmente ajudar aquela empresa (venda consultiva).

3- Mude seus KPIs de vendas, não meça quantas ligações seu vendedor consegue fazer, foque em ações efetivas, meça quantos leads ele conseguiu gerar com suas ligações.

4- Não faça ligações “frias”, use recomendações de outras pessoas ou seus especialistas em prospecção para ligar para quem está realmente interessado em seus produtos e serviços.

5- Além dos especialistas em prospecção, divida seus vendedores em 3 tipos:

  • Qualificadores: têm o primeiro contato com os leads para verificar se vale a pena prosseguir com a venda.
  • Closers: especializados em fechar vendas, entender as necessidades dos clientes e mostrar o valor de sua solução para eles.
  • Farmers: “cultivadores” de clientes, são os gerentes de conta que se esforçam para aumentar a retenção de clientes e o volume de vendas.

6- Tenha foco ao prospectar: canalize suas forças em poucas empresas e trabalhe bem com elas, você terá melhores resultados tentando se conectar comercialmente 10 vezes com 10 empresas, do que se tentar só uma vez, com 100 empresas.

7- Não aceite um não muito cedo: insista e seja sutil em tentar descobrir o porquê daquele não.

8- Desista de clientes que não se beneficiarão de sua solução. Não atravanque seu funil de vendas com clientes que, na verdade, não precisam de você.

9- Use o conceito de conversas significativas com os clientes, aquelas que não necessariamente fecharam uma venda, mas que o levaram uma etapa adiante no funil de conversão, sempre com um próximo passo já agendado, seja uma reunião, telefonema ou outra forma de contato.

10- Pergunte ao cliente “por quê?”. Essa pergunta pode ajudá-los a entender qual problema que estão buscando resolver e quais as opções de soluções que podem empregar. Uma delas pode ser a sua!

11- Seu foco são os problemas dos clientes, não as características de seus produtos ou serviços. O ideal é passar 25% do tempo de relacionamento com o cliente tentando descobrir isso.

12- Invista em costumer success, isto é: após a venda, faça de tudo para que sua solução seja realmente útil e traga sucesso ao negócio do cliente.

Depois destas sugestões bastante práticas, agora é a vez de Philip Kotler te passar 2 dicas de como aumentar vendas, mais conceituais:

13- Esqueça o marketing de interrupção (como anúncios na TV) e conquiste os 3 sharesfazendo sua marca ser conhecida (e divulgada) pelos 3 tipos de influenciadores digitais:

  • Pessoas que vivem da internet: se sua marca conquistar a preferência de quem tem muitos seguidores e fãs na internet, suas recomendações serão um trunfo em suas mãos. Eles vão te proporcionar Hartshare (uma fatia do coração do público).
  • Jovens: são os primeiros a adotar novas tecnologias e adoram ser os primeiros a espalhar novidades. Eles vão te proporcionar Mindshare (uma fatia da mente do público).
  • Mulheres: menos impulsivas, sempre analisam diversas opções em busca da melhor solução. Elas vão te proporcionar Marketshare (uma fatia do mercado).

14- Substitua os 4P’s do marketing pelos 4C´s do marketing digital:

  • O P de Produto virou o C de Co-creation: co-criação, colaboração e feedback dos consumidores em tempo real (ou não) permite criar produtos e serviços que atendem exatamente a suas demandas.
  • O P de Preço virou o C de Currency: recorrência, os produtos e serviços tendem a ser oferecidos de forma a gerarem receitas recorrentes (que se repetem mensalmente), como em clubes de consumo, em que se paga uma taxa mensal para receber “seleções” de produtos (como vinhos, cosméticos e até roupas íntimas), assim como os SaaS, softwares vendidos como serviços por assinatura.
  • O P de Praça virou o C de Comunal Activation: ativação comunitária, qualquer pessoa pode vender o que quiser de onde estiver, desde grupos no Whatsapp, passando por marketplaces como o Mercado Livre ou se tornando afiliado de grandes lojas, como na plataforma Meu Magazine, do Magazine Luiza.
  • O P de Promoção virou o C de Conversação: o marketing de conteúdo e a interação online com os clientes têm muito mais poder de gerar vendas do que anúncios e outras ações do marketing tradicional.

Vamos voltar agora a dicas bastante práticas de como aumentar as vendas, especificamente para e-commerces, dadas por um empreendedor e consultor de sucesso, Richard Lazazzera.

15- Faça ofertas upsell (para aumentar o valor da compra) na hora em que o consumidor estiver fazendo checkout, para aumentar o ticket médio.

16- Use ferramentas de popup – quando seu cliente estiver lendo um artigo de seu blog – sugerindo que ele assine sua newsletter. Com isso, você poderá captar mais leads.

Algumas ferramentas deste tipo, inclusive com opções de planos gratuitos, são: Thrive Leads,Sumo e Hello Bar.

17- Enviar e-mails especificamente criados e personalizados para clientes que abandonaram carrinhos antes de fazer o checkout. A abordagem mais efetiva é perguntar o motivo que o fez desistir, se a empresa pode ajudá-lo em alguma coisa, se ele deseja outro produto etc., e não simplesmente refazer a oferta.

18- Ofertas especiais para clientes “especiais”, aqueles que são extremamente fiéis, deixando claro que aquelas ofertas são só para clientes como ele, inclusive pedindo sugestões de melhoria no e-commerce.

Assim ele se sentirá um verdadeiro “consultor” da empresa e acaba se transformando em um “advogado” ou “embaixador” da marca, divulgando seu e-commerce e o defendendo.

19- Usando as mesmas ferramentas citadas na dica 16, detectar pelos movimentos do mouse que o cliente vai sair do site e abrir um popup com uma oferta especial de vendas.

Ideais bastante prática que você pode começar a usar agora mesmo! Para finalizar, 7 dicas de como aumentar vendas usando técnicas de persuasão por meio de gatilhos mentais em seu site ou em seu discurso de vendas, por Jeff Walker:

20- Autoridade: se seu conteúdo, títulos acadêmicos e conquistas na carreira mostrarem que você é uma autoridade no assunto, as pessoas vão se interessar em ouvir o que tem a dizer.

21- Confiança: ser reconhecido como autoridade fará você ser ouvido, mas se o que disser se mostrar pouco confiável e falho, logo as pessoas deixarão de acreditar em você.

22- Reciprocidade: quem recebe algo de alguém, sente instintivamente a necessidade de retribuir. Ao oferecer um e-book gratuito, você pode conseguir os contatos de um cliente, por exemplo. Ofereça conteúdos, sugestões, dicas e as pessoas se sentirão na obrigação de retribuir.

23- Comunidade: fazer parte de um grupo é algo que agrada muito às pessoas. Crie selos para melhores clientes, categorias preemium e outros mecanismos de inclusão para seus clientes se sentirem parte atuante de seu negócio.

24- Antecipação: pré-lançamentos, edições limitadas exclusivas para quem faz “pre-order” (compra antecipada, mesmo antes do produto estar disponível) e revelações deste tipo criam ansiedade em seus clientes em relação a novos produtos, aumentando muito sua divulgação.

25- Conversação: as pessoas querem ser ouvidas. Por isso, sempre as responda nas mídias sociais e crie fóruns de discussão onde podem dar opiniões e sugestões. Mostre que a opinião deles é importante.

26- Prova social: muito usada em landing pages, provas sociais são depoimentos de clientes, cases de sucesso e outras mostras de que seu produto ou serviço é conceituado e respeitado, aumentando sua autoridade no assunto perante os clientes.

Foram 26 dicas de como aumentar as vendas, muitas delas bastante práticas e fáceis de adotar rapidamente, principalmente para quem tem um e-commerce.

(fonte: GoSuperSonic)

Brasil institui novo modelo de NF-e

As Secretarias de Estado da Fazenda de todo o país anunciaram uma mudança no dia a dia das empresas que emitem Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A antiga versão utilizada pelos contribuintes (3.10) deu lugar à NF-e 4.0 desde a última quinta-feira (02/08). Disponível para testes desde dezembro do ano passado, o novo modelo, de uso obrigatório, apresenta algumas alterações. Boa parte dessas modificações tem caráter técnico e serão aplicadas automaticamente para quem usa um sistema emissor atualizado e confiável.

O coordenador do Jurídico Tributário e Legislativo da Fecomércio MG, Marcelo Morais, observa que a nova versão garante mais segurança aos contribuintes, com a utilização de novo protocolo de criptografia (TLS 1.2). Todavia, ressalta que a fiscalização terá outras informações que poderão aumentar o controle das operações, com a introdução de campos até então inexistentes no documento fiscal, como a forma de pagamento (dinheiro, cartão, cheque ou vale alimentação). “Esse mecanismo poderá maximizar o trabalho de fiscalização, permitindo cruzar informações novas com outras já existentes, como aquelas repassadas pelas operadoras de cartão de crédito.”

Aqueles que não aderirem à nova versão serão impedidos de emitir os documentos fiscais e não terão seus dados verificados pela Receita Federal, Secretarias de Estado de Fazenda ou prefeituras. Sem essa validação, o governo poderá entender que a empresa está omitindo ganhos, o que é considerada uma infração gravíssima, sujeita a penalidades como multas e até prisão.

Novidades da NF-e 4.0

 Fundo de Combate à Pobreza (FCP): para cada situação em que é taxado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), será preciso preencher o campo do FCP, de acordo com o Código de Situação Tributária (CST). Para tanto, é necessário verificar qual a alíquota vigente em cada Estado.

 Validação do Número Global do Item Comercial (GTIN): tornou-se obrigatório o preenchimento dos campos dos códigos de barra cEAN (que corresponde ao produto faturado na nota fiscal) e cEANTrib (que remete ao produto tributado), de acordo com a ramo de atividade do contribuinte.

 Pagamento: nesta versão, os contribuintes que gerarem a NF-e também terão que informar os dados de pagamento. Na versão 3.10, apenas quem emitia a Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) tinha que preencher esse tipo de informação. Outra novidade é que o grupo foi reestruturado no arquivo XML, formato que pode ser aberto por qualquer editor de texto.

 Indicador de Escala Relevante: a partir de agora as empresas terão a oportunidade de indicar bens e mercadorias que não serão submetidos ao Regime de Substituição Tributária.

 Outras inclusões relevantes da versão 4.0: ICMS efetivo, grupo de parcelas, indicador de presença, modalidade do frete, código de benefício fiscal e modificações nos campos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

WhatsApp Business transforma a comunicação dos negócios

Sabe quando você acessa um site e vê lá “número do fax”? Pois esta vai ser a mesma sensação ao visualizarmos um endereço de e-mail!

O WhatsApp Business chegou para melhorar a comunicação entre as pequenas e médias empresas e logo vem a versão para grandes empresas, a Enterprise. A proposta das duas versões do app é uma comunicação mais rápida, segura e em uma única plataforma, sacramentando que não dá mais para ficar esperando pelo e-mail pra fechar negócio.

A “formalização” do app no mundo corporativo (pois sabemos que há tempos empreendedores usam o WhatsApp para falar com clientes, vender produtos e serviços) é reflexo da entrada no mercado de trabalho das novas gerações (Millennials e geração Z). Nós não nos comunicamos ou consumimos mídia mais da forma tradicional. Os vídeos no YouTube ganham da televisão aberta, os filmes e séries no Netflix, a locomoção via bike ou aplicativos como Uber e Cabify, as listas de música no Spotify. É uma mudança natural, de comportamento, que veio para “ficar” – e cabem as aspas aqui porque nada em comportamento, geração, ou tecnologia é estático. As coisas permanecem enquanto fazem sentido. A mudança é inevitável e nos cabe extrair o melhor dela, usando as novidades ao nosso favor.

As novas gerações já vinham matando os e-mails no universo corporativo com uso de outras soluções de mensageria. Empresas como a Slack e a Wrike oferecem plataformas internas, blogs e interação entre os funcionários de uma companhia por meio de canais, grupos, chat e vídeo chamada em contexto empresarial. Criam-se canais sobre temas específicos, documentação centralizada, sem aquela longa troca de e-mails.

Agora, as novas versões do WhatsApp combinadas aos Bots vêm para efetivar uma mudança já anunciada, da Era App para a Era Bot. Segundo o estudo Digital in 2017, feito pelo instituto We are Social, são 139 milhões de usuários da Internet no Brasil e pelos dados do app de chat,120 milhões deles usam o Whatsapp. Por ser um canal livre de spam (uma das maiores preocupações da empresa foi crescer sem nunca deixar isso mudar), já estar nos nossos celulares e não demandar aprendizado de uso. A dupla deve sacramentar a morte do e-mail mais rápido que esperamos.

O motivo para tal mudança é bem claro, o consumidor/cliente quer ser atendido a qualquer momento e espera conseguir as informações que deseja (principalmente o preço) no momento em que saca seu smartphone do bolso. Em vários casos no Google Trends a busca por “preço de produto” está acima de “onde comprar o produto”: pense em você buscando um produto na internet, quer saber o preço e quanto tempo demora para chegar. As pessoas desejam pronto atendimento, informações claras, objetivas, rápidas.

Os bots integrados ao WhatsApp desempenharão esse papel muito bem. Neste sentido, também se espera, evidentemente, uma mudança no mercado de trabalho. O vendedor que só sabe tirar pedido também irá para o mesmo caminho fatal dos e-mails. Vai morrer. Perder seu lugar para o vendedor consultivo.

Em resumo, as novas versões de WhatsApp integradas aos Bots – a API ainda não foi liberada, mas olhando para o histórico da empresa, é mais provável que após o lançamento do Entreprise, ela seja liberada para alguns clientes de alto volume de interações escolhidos a dedo no início – vem sacramentar uma nova Era. Uma Era em que uma nova geração, com comportamentos nitidamente distintos da geração anterior, vem mudar as relações de trabalho, a forma como negociamos e nos comunicamos.

Estamos saindo da “Era dos Apps” para a “Era dos Bots” para manter um diálogo mais dinâmico com o cliente e também e possibilitando o acesso dele aos serviços de forma muito mais ágil. A tecnologia muda em uma velocidade cada vez maior e nós não conseguimos prever o que virá, mas me arrisco a fazer uma previsão de curto a médio prazo: o e-mail vai morrer e o “Botzapp” será, ao que tudo indica, o seu substituto.

Sobre Mateus Azevedo

Sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

Formado em Administração pela ESPM (SP), com pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, Mateus é um dos sócios da BlueLab, responsável pela diretoria de marketing e vendas da companhia. Nessa função, desenvolve a estratégia de vendas, sempre com foco na evolução do modelo de negócios, na experiência do usuário e nas diversas plataformas tecnológicas. Além disso, faz questão de participar da contratação de todos os novos profissionais da empresa.

Mateus iniciou sua carreira em Trade Marketing na Danone do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Em seguida, assumiu a reestruturação de empresas familiares na área metalúrgica, expandindo e diversificando para novos mercados, como projetos de arquitetura estrutural, que garantiram o crescimento mesmo na crise.

Em 2012, ingressou na BlueLab, e fez mudanças significativas na empresa, saltando de uma companhia mais técnica de desenvolvimento de produtos para uma focada em atendimento e experiência do cliente. Fluente em inglês e espanhol, Mateus morou na Austrália por um ano. É grande estudioso e amante da escola austríaca de economia e do livre mercado.

(fonte: Varejista.com.br)

Preferência por apps cresce entre os brasileiros

Aproximadamente 8 em cada dez brasileiros que possuem smartphones preferem comprar por aplicativos do que pelo site acessado via mobile. A constatação é do estudo Mobile Payment Journey, realizado em uma parceria entre Worldpay e Opinium Research. O volume está acima da média global, de 71%. Benefícios como simplicidade e velocidade estão entre os principais que guiam a preferência dos entrevistados. Ao mesmo tempo, a grande preocupação ainda é com a segurança, sendo esse o principal motivo para o abandono de compra nos aplicativos móveis. Veja mais dados da pesquisa:

  •  76% só fazem download do app de marcas que realmente confiam
  •  73% esperam encontrar opções de pagamento na página inicial dos sites
  •  63% dos brasileiros forneceriam dados biométricos se o pagamento ficasse mais rápido
  •  61% querem ver logomarcas de segurança digital já na página inicial do app
  •  47% procuram o concorrente se não tiverem uma boa experiência móvel
  •  37% pagariam mais se a experiência de compra fosse melhor
  •  24% abandonaram uma compra porque o meio de pagamento desejado não estava disponível
  •  19% não comprariam de um varejista que não tivesse um aplicativo

Gostou desse conteúdo? Faz parte da revista Conexão Varejo, publicação mensal do Sindilojas Porto Alegre. Na versão digital você pode conferir gratuitamente a edição completa. Clique aqui e aproveite. Boa leitura!

 

(fonte: Sindilojas Poa)

Erros no cadastro de produtos podem impactar seu e-commerce

Em um setor em contínua expansão como o varejo eletrônico, que registrou um crescimento de 12% em 2017 e uma projeção de 15% para 2018, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), é maior o número de empreendedores que apostam nessa área. Em contrapartida, é comum que ocorram erros no desenvolvimento da loja e no cadastro de produtos, podendo impactar diretamente a performance do e-commerce.

Essas falhas podem ser acarretadas pela falta de um processo de vendas focado na experiência do usuário (UX), fazendo com que os lojistas sejam obrigados a utilizar estratégias comerciais que envolvem preço, cross-selling e upselling, deixando a qualidade das informações em segundo plano. Além disso, os fabricantes dos produtos comercializados também são omissos no que tange os mecanismos de gestão de catálogo, deixando o cadastro dos itens e seus descritivos por conta da equipe das lojas eletrônicas, que normalmente possuem outras atribuições, como a área comercial, o setor de vendas e o marketing. Somado ao grande volume de mercadorias que as equipes desses estabelecimentos precisam atender, é comum que registros sejam feitos com pouco critério de revisão e qualidade.

Como consequência, o e-commerce perde relevância e os usuários deixam de acessar a loja, havendo uma queda do faturamento da empresa. Confira quais são os principais erros e como mitigá-los.

Taxonomia confusa

A taxonomia no varejo eletrônico é a segmentação e classificação dos produtos. Com a falta de organização no momento do cadastro dos itens entre categorias e subcategorias, a loja se boicota ao dificultar a localização por parte do usuário.

Padronização do título

As nomenclaturas devem apresentar um padrão e ter uma lógica por trás para facilitar o seu entendimento. Essa estrutura deve ser dividida em nome funcional + marca + quantidade. Assim, o consumidor consegue saber detalhes, aumentando as chances de conversão.

SEO

É aplicado para as técnicas de marketing que consistem na melhora do posicionamento nos mecanismos de busca. No varejo eletrônico, existe uma falta de conhecimento sobre quais os termos utilizados pelo fabricante devem ser empregados para indexar a mercadoria nos buscadores. Os lojistas pecam ao esquecer que os consumidores não são especialistas. Então, é comum que a procura seja feita por termos mais simples e genéricos.

Falta de detalhes

Explicações que não ajudam no entendimento do cliente e não sanam suas dúvidas não são viáveis. Anúncios sem informações como tamanho, peso, medidas, variantes de cor, material, modo de uso ou aplicação e principais diferenciais acabam por não vender. O conteúdo faz o mesmo papel de um vendedor na loja física, que deve esclarecer o consumidor para promover uma compra sem inseguranças.

Falhas no Português

Erros de gramática ou concordância demonstram falta de zelo com o fabricante e com o próprio usuário, além de tirar toda a autoridade e relevância da página.

Poucas imagens

Fotos com baixa qualidade e tiradas de poucos ângulos não ajudam na venda, muito menos na explicação dos atributos de uma mercadoria e nem a distância dos concorrentes. Portanto, aposte em imagens boas, autênticas e em posições para garantir o destaque na loja virtual.

Estratégia é a alma do negócio

Para mitigar problemas, é preciso que o gestor volte para a fase de estratégia e planejamento, produzindo um padrão que seja eficiente para seus produtos ou loja. Ao desenvolver um novo método, o processo deve ser mais ágil e garantir a excelência na elaboração dos conteúdos, que devem ser originais e atrativos, levando em conta quais são as palavras com maior relevância para os buscadores e os usuários, prestando atenção aos detalhes, curiosidades e especificações técnicas.

A tecnologia pode auxiliar nessa transação por meio do uso de soluções de catálogo ou sistemas de gestão de informações de produtos. Dessa forma, todos os dados e materiais do portfólio passam a ser gerenciados em um canal único, facilitando a gestão e o desenvolvimento.

*Flavio Salomão é CEO da ISEE E-CONTENT SOLUTIONS, empresa especialista em gestão e criação de conteúdos de produtos para e-commerce. http://isee.com.br/

(fonte: Varejista.com.br)

Estudo indica que vendedores brasileiros são os mais rápidos do mundo

Pesquisa do Pipedrive – software de pipeline e CRM para organizações empreendedoras -, realizada sob análise anônima de mais de 70 mil times de vendas ao redor do mundo, concluiu que as equipes brasileiras são as mais rápidas. A série é feita anualmente e tem o objetivo de mapear as melhores equipes de vendas e as possíveis causas para o sucesso de cada uma.

O recorte de pesquisa foi amplo e contemplou diferentes segmentos como PMEs, educação, tecnologia e finanças. A plataforma revelou que times com as melhores performances de venda obtiveram taxa de conversão de 37%, de modo que fecharam acordos com clientes em um período médio de 36.5 dias. As empresas classificadas com desempenho baixo obtiveram conversão de 4.95% e levaram cerca de 56.62 dias para concluírem o negócio. Nesse contexto, o estudo indicou que os times brasileiros são os mais rápidos entre os quadros analisados, de maneira que o tempo médio para a conclusão de negócios no Brasil foi de 28 dias.

Na Europa o tempo para concluir os negócios é maior. A Bélgica aparece entre os países com desempenho mais lento e pode levar até 56 dias para efetivar uma negociação. A Holanda aparece na sequência, com a marca de 50 dias para fechar uma venda, enquanto Reino Unido e Estados Unidos quase que empatam, com 46 e 44 dias, respectivamente.

Possíveis causas

A competitividade e o estilo amigável na abordagem são os temperos diferentes para que o país apareça à frente dos demais quando o assunto é a velocidade das vendas. Os times brasileiros reconhecem que, se não fecharem a venda de forma ágil, outro vendedor será ainda mais simpático e convincente e acabará fechando a compra.

A análise encontrou semelhanças curiosas entre os países que lideram o ranking, independente da indústria. Os resultados revelaram que empresas com conversões baixas conduziram 30% mais atividades em comparação com as companhias de alta performance. Isso significa dizer que times que apresentaram os melhores desempenhos atingem as metas fazendo menos. As organizações de destaque, que tem a priorização como foco, costumam adicionar apenas metade de suas prospecções ao pipeline, entretanto, costumam fechar o dobro de transações.

“Nós realizamos a nossa avaliação global de vendas para ajudar equipes a aprenderem quais as melhores práticas, técnicas, ferramentas e tecnologias a serem ser utilizadas em cada região e setor de negócios. Enquanto o segmento de vendas cresce naturalmente em âmbito global, o sucesso pode acabar dependendo da expertise em lidar com diversos mercados ao mesmo tempo de forma sutil”, explica Timo Rein, CEO e Cofundador do Pipedrive.

(fonte: Portal No Varejo)

Brasileiros são os que têm maior satisfação com o e-commerce

O consumidor no Brasil tem a mais alta satisfação (88%) com a experiência no e-commerce, em relação aos compradores de outras regiões, como Estados Unidos (85%), Europa (81%), Canadá (77%) e Ásia (57%). O dado é do estudo “UPS Pulse of the Online Shopper”,da UPS, empresa global de logística, que revelou ainda que consumidores online brasileiros estão mais satisfeitos com compras em desktops ou laptops e menos com compras em lojas físicas.

Por aqui, é alta a demanda por varejistas estrangeiros, já que 81% dos entrevistados fizeram alguma compra online internacional nos últimos meses, sendo a China a origem mais comum, especialmente pelos preços mais baixos. E 44% disse também já ter pedido para retirar a compra em uma loja física das marcas, quando 58% desses compradores fizeram compras adicionais ao coletar fisicamente seus pedidos.

Gostou desse conteúdo? Faz parte da revista Conexão Varejo, publicação mensal do Sindilojas Porto Alegre. Na versão digital você pode conferir gratuitamente a edição completa. Clique aqui e aproveite. Boa leitura!

(fonte: Sindilojas Poa)

Comércio Lojista poderá funcionar no feriado de 15 de Agosto

O SINDILOJAS/BH informa que o comércio lojista de Belo Horizonte está autorizado a funcionar no feriado do dia 15 de agosto de 2.018 (Assunção de Nossa Senhora), conforme Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho.

 Para poder funcionar nesse feriado, a empresa deverá requerer ao SINDILOJAS e ao SEC/BH a Certidão de Regularidade, atestando que está em dia com as contribuições previstas na CCT.

 No comércio de rua, a jornada de trabalho será de 8 horas.

 A jornada de trabalho em Shopping Center será de 14:00 às 20:00 horas, com exceção do Shopping Cidade e Shopping Norte, que será de 10:00 às 16:00 horas.

 A empresa deverá conceder, além do repouso para descanso e alimentação, uma folga compensatória até 60 dias após o mês de agosto. Não existe necessidade de pagamento de gratificação.

48% das vendas online ocorrem via mobile

No Brasil, quase a metade das vendas online são realizadas por dispositivos móveis, como smartphones e tablets, conforme o estudo Análise do E-commerce no Mundo, da Criteo, referente ao último trimestre de 2017. Além disso, 22% das compras feitas pelo desktop são precedidas de um clique no ambiente móvel. E, no último trimestre de 2017, foi registrado crescimento de 51% nas transações por meio de celulares (sem contar as feitas por apps) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Categorias mais vendidas no mobile (sem contar apps):

  • 38% cultura e mídia
  • 37% saúde e beleza
  • 36% Grandes varejistas
  • 34% fashion luxo
  • 34% produtos para o lar
  • 25% computação tecnologia

Gostou desse conteúdo? Faz parte da revista Conexão Varejo, publicação mensal do Sindilojas Porto Alegre. Na versão digital você pode conferir gratuitamente a edição completa. Clique aqui e aproveite. Boa leitura!
(fonte: Sindilojas Poa)