Shoppers reach out for television sets as they compete to purchase retail items on Black Friday at a store in Sao Paulo, Brazil, November 23, 2017.  REUTERS/Paulo Whitaker     TPX IMAGES OF THE DAY

Black Friday 2018 bate recorde de vendas e rouba a cena do Natal

A retomada da economia e o aumento da confiança dos consumidores fez a versão brasileira da Black Friday ter em 2018 o melhor ano desde a criação do evento, no início da década. Segundo dados de transações eletrônicas por cartão de crédito divulgada pela administradora de cartões Cielo, até o início da noite de sexta-feira, o crescimento nas receitas dos varejistas participantes da Black Friday em 2018 foi 9,4% maior que o de 2017. De acordo com dados da consultoria Ebit Nielsen, referência no comércio eletrônico, as vendas online, até as 17h de sexta-feira, somaram R$ 2,1 bilhões, quantia equivalente a todo o faturamento das varejistas on-line nos cinco dias de promoção da Black Friday do ano passado.

– O varejo on-line se preparou muito melhor esse ano, trazendo descontos já na quinta-feira, o que só ampliou a importância da data no Brasil – diz Ana Szasz, diretora comercial da Ebit Nielsen.

O bom resultado para alguns analistas reflete o otimismo com a economia brasileira. Para o economista Vitor França, do birô de crédito Boa Vista SCPC, as vendas na data estão sendo impulsionadas pela queda do nível de desemprego e de índices historicamente baixos de inadimplência, que baixou de 6% no início de 2017 para 4,9%. Além disso, para França, colaborou o fato de o índice de confiança do consumidor ter aumentado em relação ao mesmo período do ano passado.

Para as grandes varejistas, a data virou a grande vitrine de vendas. No Magazine Luiza, a sexta-feira de descontos representou o melhor dia do ano até agora e empatou com o resultado do Natal do ano passado. O bom resultado foi puxado principalmente pelo bom resultado da linha branca leve, como liquidificadores e batedeiras, alvo de promoções de até 60% desde a madrugada de quinta.

– Vendemos na sexta o equivalente a 15 dias de outubro — diz Fabrício Garcia, vice-presidente do Magazine Luiza.

Apesar da oferta ampla de descontos, dados da consultoria no varejo GfK mostram que os consumidores brasileiros acabam aproveitando a festa para comprar o tradicional. Segundo dados da consultoria levantados com 500 consumidores em nove capitais brasileiras, os itens de maior interesse de compra no Black Friday deste ano são roupas, calçados e acessórios — 51% afirmam querer comprar esses produtos. Em seguida estão smartphones, com 43%, e cosméticos, com 30%. A GfK também identificou o movimento de “roubo de vendas” da Black Friday frente a outras datas importantes para o varejo. Entre o final de 2015 e o início de 2016, as vendas de Natal respondiam por 34% dos negócios feitos por hipermercados e varejistas de eletroeletrônicos no Brasil, mesmo percentual da Black Friday. Um ano depois, a festa desta sexta-feira passou a absorver 38% dos negócios, enquanto o Natal caiu para 29%.

– O consumidor está aprendendo a consumir na Black Friday e já organiza o orçamento para aproveitar os descontos na data, em vez de comprar no Natal, quando os varejistas cobram o preço cheio — diz Gisela Pougy, diretora de varejo na GfK.

A temporada de descontos deve continuar nos próximos dias. No caso do Magazine Luiza, o mesmo rol de produtos em promoção nesta sexta seguirá em desconto de até 50% no sábado e domingo.

(fonte: O Globo – https://oglobo.globo.com/economia/black-friday-2018-bate-recorde-de-vendas-rouba-cena-do-natal-23257164 )

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