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Em meio ao desemprego e à queda de renda, número de microempreendedores aumentou 19% em um ano

Fazer da crise a oportunidade. Esta máxima foi levada à risca por Amanda Ribeiro, 39, que decidiu abrir uma loja de doces e salgados com produção caseira no auge da pandemia. Em apenas um ano de negócio, ela comemora já ter duplicado os rendimentos em comparação à época em que trabalhava de carteira assinada em uma agência de turismo. Amanda foi demitida após mais de 20 anos de trabalho na mesma empresa. O dinheiro que recebeu da rescisão virou capital para criar o Delícias D’Amanda na cozinha de casa.

“Foi muito no início da pandemia, ninguém estava contratando, a área de turismo foi muito afetada e como ninguém sabia o que iria acontecer e com a economia só piorando pensei que seria a hora de colocar em ação outras habilidades. Hoje, nem penso mais em voltar para o mercado formal se tiver alguma oportunidade”, conta a nova a empresária, que já planeja contratar funcionários e alugar uma cozinha para aumentar a produção. “Já teve fins de semana com 60 pedidos, e eu faço tudo sozinha e entrego. É muito trabalho, mas é compensador, porque é meu”, avalia.

Assim como Amanda, em meio ao desemprego e à queda de renda, o número de pessoas abrindo o próprio negócio cresceu no país. Em Minas, desde o início da pandemia, em março de 2020, o número de Microempreendedores Individuais (MEI) aumentou 19%. O Estado, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas), registrou a criação de 204.748 MEIs em um ano, ficando atrás apenas de São Paulo (517.993) e do Rio de Janeiro (218.461).

Em Belo Horizonte, foram abertos 36.037 MEIs, com o número de registros saltando de 198.636 de março de 2020 para 234.673 de março de 2021 – um crescimento de 18,1%.

Esse aumento, segundo Luander Falcão, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae, não aconteceu exatamente por vocação, mas principalmente por necessidade. Impulsionados pela crise gerada pela pandemia, os brasileiros estão buscando na atividade empreendedora uma alternativa de renda.

De acordo com o Ministério da Economia, o número de empresas abertas no ano passado foi o maior nos últimos 20 anos e os microempreendedores individuais cresceram em 2,6 milhões.

Fernanda Magalhães, 24, decidiu empreender no início da pandemia e, hoje, é proprietária da Utrimque, loja de personalização de blusas, canecas, almofadas e cerâmicas. “Com a distância imposta pela pandemia e as restrições, as pessoas têm focado em um conforto e um carinho mesmo que a distância para as pessoas queridas. Antes, as pessoas nem mandavam presentes no aniversário, só iam na comemoração do bar, mas agora elas querem mandar uma lembrança”, afirma.

“A tendência é continuar crescendo. O desemprego está levando as pessoas a se tornarem empreendedoras. Não por vocação genuína, mas pela necessidade de sobrevivência e como forma de realizar um sonho antigo”, afirma o especialista, que pontua que o número de novas empresas abertas no Estado é o maior desde 2017.

Setor erótico

Na pandemia, a renda da professora particular Clara Vaz, 26, despencou. Sem alunos, ela se juntou com mais duas amigas e decidiu abrir uma loja no Instagram dedicada a produtos eróticos.

“Nós tínhamos um grupo que sempre juntamos para comprar as coisas e pagar mais barato o frete. Em uma dessas compras chegou tanta coisa que eu brinquei que iria vender. Com o ensino remoto e até mesmo pela pandemia, minha renda diminuiu muito. Eu estava quebrada. Eu falei brincando, mas foi uma solução”, conta.

O diferencial da loja, segundo ela, que por enquanto é só pelo Instagram, é vender produtos acessíveis e saindo do senso comum. “Nada de coisa vermelha e pimenta, queremos abordar o assunto desmistificando e focando nas experiências”, explica.

Minas lidera queda

Se a crise pode impulsionar, ela também é a responsável por muitos fechamentos. De acordo com a pesquisa Sobrevivência das Empresas 2020, Minas Gerais é o Estado com a maior taxa de mortalidade (30%) de pequenos negócios com até cinco anos de atividade no país. O estudo mostra que, em nível nacional, os microempreendedores individuais (MEI) são os que mais encerraram os negócios no período (29%).

(fonte: O Tempo )

Empresas brasileirs gastam até 1.501 horas para pagar impostos

O Banco Mundial (BM) revela que o tempo gasto por empresas com obrigações tributárias no Brasil varia de 1.483 a 1.501 horas por ano.

O intervalo de tempo, que considera o preparo, a declaração e o pagamento, é maior do que em qualquer outro país do mundo. “Leis complexas, requisitos fiscais complicados, incidência de vários tributos sobre o mesmo fato gerador e altas cargas tributárias constituem os principais obstáculos”, observa o BM.

A conclusão é do relatório Doing Business Subnacional Brasil 2021, estudo patrocinado pela CNC e divulgado nesta terça-feira (15). É a primeira vez que o Doing Business Subnacional Brasil 2021 avalia o ambiente de negócios nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, com base na metodologia do Doing Business. Como uma das apoiadoras do projeto, a CNC acredita que o estudo é fundamental para que um país avance na agenda de melhoria de negócios.

(Fonte: CNC)

Fluxo de consumidores em lojas físicas cresce 77% em maio ante abril, mostra IPV

Na comparação com abril de 2021, o mês de maio teve um crescimento de 77% no fluxo de consumidores das lojas físicas e de 65,8% nos shopping centers. As lojas situadas nos centros de compras dobraram o fluxo em relação ao mês anterior, já as localizadas nas ruas subiram 42,1%.

O levantamento é do Índice de Performance do Varejo (IPV), organizado pela venture capital HiPartners Capital & Work em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Os dados são da FX Data Intelligence, especialista em visão computacional dirigida por Inteligência Artificial, e da F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas. O números são chancelados pela 4Intelligence.

Na análise regional das lojas físicas, o Sudeste teve o maior aumento de fluxo de clientes, com 126,7%, seguido pelo Centro-Oeste, com 121,4%. Na sequência aparecem Sul, com 43,8%, Nordeste, com 40,4%, e Norte, com 22,1% de aumento. Entre os shopping centers, a movimentação no Sudeste foi 130,3% superior, enquanto no Sul o aumento foi de 37% e, no Nordeste, 9,5%. Os centros de compras do Centro-Oeste e do Norte não tiveram amostragem significativa no levantamento.

Nas categorias, apenas “drogaria” teve recuo no levantamento mensal, com queda de 2,8%. “Utilidades domésticas” e “moda”, em contrapartida, tiveram os maiores aumentos, com 114,6% e 109,2%, respectivamente. Na sequência aparecem “beleza” (92,7%), “ótica” (73,9%), “calçados” (64,3%), “departamento” (62,8%), “home center” (9,1%) e “eletroeletrônicos” (5,7%).

O crescimento no fluxo de consumidores foi significativo na comparação com maio de 2020, quando o comércio já convivia com as portas fechadas. Dessa forma, houve crescimento de 488,9% nos fluxo de consumidores nos shopping centers e de 296,5% nas lojas físicas. Os pontos de venda estabelecidos em centros de compra tiveram o maior salto, com 1.780,7%, enquanto os localizados em ruas subiram 73,3%.

(fonte: O Tempo)

Compras em rede social avançam e elevam concorrência para shoppings

O prazer de passear em um shopping, olhar vitrines, tomar um café, encontrar amigos, ir ao cinema, jantar. E, é claro, comprar. Durante 150 dias em 2020, os brasileiros ficaram impedidos de desfrutar dos centros de compras -contando o período em que os empreendimentos ficaram fechados ou operaram com horário reduzido.

Este ano, o jejum para evitar o contágio do novo coronavírus durou pouco mais de um mês. Mesmo com a vacinação a passos lentos no país, os shoppings não temem que a chegada da terceira onda de Covid-19 cause estragos ainda maiores do que os observados em 2020, quando as 500 milhões de visitas mensais caíram para menos da metade e 12% dos lojistas (13 mil pontos de venda) fecharam as portas.

Mas existe um concorrente que se fortaleceu durante a pandemia: a compra online, com destaque para as redes sociais.

Dados da consultoria Ebit|Nielsen apontam que, no ano passado, o comércio eletrônico faturou R$ 87,4 bilhões, uma alta de 41% sobre 2019. Só no primeiro trimestre de 2021, o faturamento cresceu 38,2% em relação ao mesmo período de 2020, para R$ 22,6 bilhões. Nesta comparação trimestral, o número de pedidos avançou 19,4%, para 46,3 milhões, enquanto o tíquete-médio subiu 15,8%, para R$ 488.

Sites de busca e as redes sociais são o principal caminho para iniciar as compras, diz a consultoria. No ano passado, por exemplo, 29% das compras online de roupas e calçados começaram em redes como Instagram e Facebook. O mesmo aconteceu em 27% dos pedidos de alimentos e 22% de perfumaria.

Por outro lado, entre maio de 2020 e abril de 2021, os shoppings amargaram uma queda de 43,3% nas visitas e de 21,3% nas vendas, segundo a pesquisa IPV – Índices de Performance do Varejo, da FX Data Intelligence. A voltinha no shopping foi substituída pelo rolê no feed do Instagram.

“A digitalização do consumidor veio para ficar porque ele vê vantagens neste canal. Os shoppings têm que correr para acompanhar este movimento”, diz Fernanda Rodrigues, analista da consultoria Lafis, que avalia os dados da pesquisa IPV.

Na opinião do consultor em varejo Eugênio Foganholo, da Mixxer, o setor de shoppings vive uma situação desafiadora, porque tem boa parte das suas vendas baseadas na compra por impulso. “Pela conveniência e rapidez, o consumidor vem se adaptando a um modo de fazer compras muito mais digital, o que tira a participação do shopping”, diz. Com a duração maior que o esperado da pandemia, a mudança de hábito se arraigou. “Não tem mais volta ao normal”.

O recuo nas vendas durante a pandemia não foi ainda maior porque os varejistas de shopping têm partido para a venda digital na tentativa de minimizar os prejuízos, diz o consultor Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail. “Muitas lojas acabaram usando seu espaço físico como base logística para as vendas online, buscando compensar em parte a queda drástica de tráfego”, diz.

“Na internet, o shopping perde a venda por impulso”, diz Vander Giordano, vice-presidente institucional da Multiplan. “O setor precisa do avanço na vacinação para o público voltar”, diz ele. Em março, a Multiplan lançou uma campanha, estrelada pela atriz Glória Pires e pelo apresentador Evaristo Costa, convidando os consumidores a voltar aos shoppings, apresentando o ambiente como seguro e controlado.

“Os shoppings gastaram muito dinheiro na compra de EPIs [equipamentos de proteção individual], na contratação da consultoria Hospital Sírio-Libanês para elaborar protocolos de operação a fim de reabrir as instalações, e em todos os equipamentos de controle para ir muito além do que é exigido pelas autoridades”, diz Giordano. “Acredito que, no caso de uma terceira onda, haja competência no poder público para evitar um novo fechamento do comércio”.

A campanha encomendada pela Multiplan -que tem na carteira 19 empreendimentos, como Morumbi Shopping (SP), VillageMall (RJ), Park Shopping (DF) e Pátio Savassi (MG)- procurou mostrar aos consumidores que a vida está voltando ao normal, diz Giordano. “O tempo médio de permanência do público em nossos shoppings diminuiu: era de uma hora antes da pandemia, caiu para meia hora e agora está em 40 minutos”, afirma.

Os consumidores estão voltando aos shoppings. A pesquisa Tendência de Mobilidade, do Google Community Report, mostra a variação no número de visitantes em locais de varejo e lazer em relação ao período pré-pandemia. Os consumidores do Nordeste do país foram os que mais seguraram as saídas: o fluxo caiu 63% em abril de 2020, na comparação com o ano anterior. No último mês de abril, essa queda foi suavizada para 38%, sobre o mesmo mês do ano passado.

No Sudeste, onde se concentra a maior parte dos shoppings, os consumidores também estão voltando, mas são mais receosos: a queda no fluxo foi de 59% em abril de 2020 e passou a 44% em abril deste ano.

Já pelos dados da pesquisa IPV, houve uma disparada de 452% no fluxo de visitas aos shoppings em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado, o período mais intenso da quarentena. As vendas, porém, cresceram em uma base bem menor, 49,8%.

“As pessoas ainda querem sair, fazer compras e utilizar serviços em um local seguro. No Brasil, os shoppings fazem parte do estilo de vida”, diz Renan Manda, analista da XP Investimentos. “Comer em um restaurante é diferente de consumir uma refeição em uma caixa de papel. O público vai continuar querendo a experiência”, diz.

“Mas a maior exposição dos consumidores ao streaming e às redes sociais, provocada pela pandemia, deve levar a uma mudança no perfil dos empreendimentos, que veem parte das vendas migrando para o online”, afirma Manda.

Empresas se aliam a concorrentes na busca pelo online Os shoppings sabem disso e estão se mexendo. Antes mesmo da pandemia, em 2019, as duas maiores empresas do setor, Multiplan e BR Malls, se tornaram sócias do Delivery Center. A startup é uma integradora de canais de venda online: recebe o registro da compra, realiza a coleta do produto, a roteirização dos pedidos e a entrega ao cliente.

A Delivery Center possui pontos (hubs) de entrega instalados em shoppings, enquanto concorre – e, ao mesmo tempo, é parceira – de aplicativos como iFood e Rappi, e de marketplaces, como B2W e Mercado Livre. A empresa centraliza e gerencia os pedidos feitos aos lojistas dos shoppings, sejam eles realizados pelos canais próprios de comércio eletrônico ou pelos parceiros.

A Cyrela Commercial Properties (CCP), dona de sete shoppings, entre eles o Tietê Plaza e o Shopping D, em São Paulo, também é sócia do Delivery Center, criado pelo empresário Andreas Blazoudakis, o mesmo que deu origem ao iFood e à Movile. Em outubro, BR Malls, Multiplan e CCP fizeram um novo aporte de R$ 30 milhões na companhia.

O Delivery Center atende as iniciativas digitais dos shoppings. “Criamos um super aplicativo no ano passado, o Multi, em que o cliente pode comprar direto das lojas, com a opção de compra pelo WhatsApp, fazer o pedido aos restaurantes, participar de promoções. As compras podem ser entregues por delivery ou drive-thru, a partir do shopping mais próximo”, diz Giordano, da Multiplan. Segundo ele, foram 800 mil downloadas até agora.

Já a BR Malls, que administra 31 shoppings, entre eles shoppings Villa-Lobos (SP), Tijuca (RJ) e Estação (PR), criou o e-shopping, um aplicativo vinculado a um programa de relacionamento, o Viva. “Com ele, o cliente tem benefícios como estacionamento grátis, café e cupons de desconto”, diz Jini Nogueira, diretora comercial do BR Malls. Segundo ela, por meio do Viva, foram realizadas 200 mil transações, entre agosto de 2020 e março de 2021.

“Também criamos uma solução via WhatsApp, o assistente de compras, que oferece opções de acordo com as necessidades do cliente”, afirma Jini. “O consumidor recebe um link para compra e a entrega pode ser feita dentro de uma hora”.

Ao comparar os primeiros trimestres de 2021 e de 2019, os shoppings da BR Malls estão operando com 70% do seu horário de funcionamento, 82% do tempo de permanência do cliente e 63% do tíquete médio, considerando mesmas lojas. Para Jini, o pior da pandemia já passou.

“No primeiro trimestre de 2021, somamos 120 novos contratos comerciais, contra 79 contratos do mesmo período de 2020”, diz ela. Nos primeiros três meses do ano, a taxa de vacância da BR Malls ficou em 3,7%. A do Multiplan atingiu 5,4% e, a do Iguatemi, 9,7% – este último administra 14 shoppings, entre eles o Iguatemi São Paulo e o Pátio Higienópolis (SP), e dois outlets, o Novo Hamburgo (RS) e o Santa Catarina (SC). Procurado, o Iguatemi não quis dar entrevista.

Já a Aliansce Sonae, que tem 39 shoppings no seu portfólio, entre eles Shopping West Plaza (SP), Boulevard Shopping Brasília (DF) e Shopping Leblon (RJ), informou, por meio da sua assessoria, que deseja “ampliar sua presença omnichannel [uso simultâneo de vários canais de compras]” para “impulsionar as vendas dos seus lojistas”. “A companhia vem criando uma base única e completa de dados e um sistema exclusivo de cruzamento e análise dessas informações para entender os padrões de comportamento dos clientes e mapear novas soluções”, informou.

Segundo a Aliansce, foi criado um marketplace com uma plataforma integrada ao estoque do lojista, que automatiza o processo de vendas e unifica a loja física com os canais de venda online. A companhia estruturou também um hub Logístico, que permite novos formatos de retirada das compras feitas pela internet, via drive-thru e armários inteligentes (“lockers”).

“Enquanto os shoppings ficaram fechados, tivemos que procurar adaptar as operações para o mundo virtual, via aplicativos, sites, televendas, delivery e lockers”, diz Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Segundo ele, algumas alternativas vieram para ficar, como as compras por drive-thru.

“No auge da pandemia, esta opção foi usada por 92% dos shoppings. Agora, no Dia das Mães, esteve presente em 70% dos empreendimentos”, afirma. No caso dos lockers, a alternativa foi usada por 40% dos shoppings em 2020 e, neste Dia das Mães, por 23%. Segundo Humai, há uma percepção de que a loja vem servindo como show room e hub logístico para as vendas online, uma vez que dois terços dos lojistas não têm centro de distribuição.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) a respeito da movimentação do comércio para o Dia dos Namorados apontou que, para 60% dos lojistas, seus clientes vão usar meios online como alternativa de compra. “As maiores empresas têm transferido suas vendas do presencial para o online. Mas nada substitui o shopping do ponto de vista de lazer e serviços”, diz o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

Para ele, os shoppings vêm se reinventando. “Nasceram como centro de compras, mas se tornaram espaços de lazer e entretenimento, com destaque para a alimentação, que vai do fast food à alta gastronomia”, afirma. Nabil acredita que, a partir do controle da pandemia, 80% do público deve voltar aos shoppings, enquanto um quinto, aproximadamente, continuará no home office.

(fonte: O Tempo)

Pedidos de recuperação judicial crescem 48,4% em maio ante abril, diz Serasa

A Serasa Experian aponta que 92 pedidos de recuperação judicial foram feitos no último mês de maio, aumento de 48,4% em relação a abril. Na visão por segmento, serviços continua se destacando, com 62 pedidos em maio de 2021, seguido por comércio (15) e indústria (12).

Por outro lado, houve queda de 2,1% no total de solicitações na comparação com maio do ano passado. As companhias de menor porte, no entanto, foram na contramão e apresentaram crescimento no período, indo de 54 em maio de 2020 para 60 no mesmo mês deste ano.

Segundo a Serasa, os empreendimentos micro ou pequenos representam 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas.

“Os ‘abre e fecha’ impactam diretamente as companhias menores, que não contam com reservas e enfrentam a redução das linhas de crédito especiais. Por isso, elas ainda patinam na recuperação e são maioria nesses indicadores”, comenta Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Falências

As requisições de falências cresceram 58,5% na análise mensal entre maio e abril de 2021. Foram 103 pedidos no mês, dos quais 70 foram feitos por micro e pequenas empresas.

Houve alta também no comparativo com maio de 2020, de 28,8%.

(fonte: O Tempo)

Novo Pronampe tem prazo maior, menos recursos e é mais caro: veja o que dizem analistas e governo

O novo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), sancionado e tornado permanente nesta semana pelo governo (vídeo abaixo), conta com menos recursos em relação ao ano passado, tem juros mais altos, prazo mais dilatado para carência e pagamento e demorou para ser implementado.

Os analistas são unânimes quanto à importância do programa — que concede crédito a um segmento com dificuldades históricas para obtê-lo, com juros menores que as taxas tradicionais dos bancos e com prazos mais dilatados.

“O Pronampe foi muito importante. Todos os programas que foram lançados relacionados a crédito [durante a primeira onda da pandemia, em 2020] envolviam garantias e permitiram concessão de crédito para esse segmento de negócios, empresas micro e de pequeno porte, em um cenário de muita incerteza no período da pandemia”, avaliou o analista de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Giovanni Beviláqua.

Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), o programa veio em um momento importante no ano passado, quando os bancos, durante a primeira onda da pandemia, começaram a ser muito criteriosos na análise e liberação do crédito. Com o Pronampe, os empréstimos foram facilitados.

Para o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, o Pronampe é “transformador para o país”.

“O volume de crédito para micro e pequena empresa, que era muito, muito pequeno, nunca mais vai ser assim. Mesmo que o programa acabasse amanhã, temos milhares de empresas que nunca tiveram acesso ao crédito e construíram seu histórico e passaram a ser incluídas [no sistema financeiro]”, disse.

Demora

Segundo o secretário Carlos da Costa, os recursos dessa nova rodada do Pronampe devem estar disponíveis para as micro e pequenas empresas em até três semanas nas instituições financeiras — prazo necessário para se viabilizar o fundo garantidor e para os bancos ajustarem seus sistemas —, ou seja, no final de junho.

As primeiras versões do Pronampe, relacionadas com as medidas emergenciais de combate ao coronavírus, terminaram no fim do ano passado.

Com estimativa do Ministério da Economia de que o crédito do novo programa estará disponível somente no fechamento desse mês, serão cerca de seis meses sem essa linha de crédito.

“Por que demorou? Primeiro, porque a gente precisava da aprovação do orçamento. A gente não podia fazer absolutamente nada sem a aprovação do orçamento e sem o arcabouço jurídico que justificasse crédito extraordinário. Foi um processo muito longo no Congresso. Não pode fazer um crédito extraordinário sem ter o orçamento-base”, disse o secretário Carlos da Costa, do Ministério da Economia. O orçamento foi sancionado somente no fim de abril.

E depois de aprovado o orçamento, disse ele, a área econômica chegou à conclusão de que o melhor caminho seria trabalhar com o Congresso Nacional em um projeto de lei, tornando o programa permanente — em vez de se recorrer a uma medida provisória, que teria validade imediata, a partir de da publicação, mas que teria de ser necessariamente votada pelo Congresso.

O secretário admitiu que muitas empresas quebraram enquanto aguardavam a linha de crédito, mas acrescentou que muitas outras abriram com a recuperação do nível de atividade neste início de ano.

“O importante é que o crédito não é para empresa que esteja quebrada, mas para empresa que a gente acha que vai ter capacidade de pagar de volta”, afirmou.

Para as empresas que estão em dificuldades, o secretário defendeu uma nova modalidade do processo de transação tributária, que está estudo pela área econômica e Congresso com o objetivo de “limpar o nome” das companhias.

Leonardo Ribeiro, analista do Senado Federal, disse que há uma discussão sobre a necessidade de se ter um orçamento aprovado para poder liberar crédito extraordinário.

“Eu acho que faz sentido a tese de que é necessário orçamento aprovado para se abrir crédito adicional (suplementar, especial e extraordinário). No entanto, governos sempre abrem crédito extraordinário sem orçamento aprovado”, disse.

O economista observou que o próprio governo Bolsonaro liberou recursos extraordinários neste ano, antes da sanção do orçamento. Foram liberados, por exemplo, R$ 42,575 bilhões em março para o pagamento do auxílio emergencial, além de R$ 2,861 bilhões para o Ministério da Saúde em fevereiro, entre outros.

“O governo está usando uma estratégia fiscal conta-gotas. Libera os recursos aos poucos para não sinalizar perda de controle das contas públicas”, disse Leonardo Ribeiro.

Volume de recursos, prazo e carência

De acordo com o secretário Carlos da Costa, o aporte de R$ 5 bilhões ao fundo garantidor do novo Pronampe permitirá conceder até R$ 25 bilhões em empréstimos.

No ano passado, o Pronampe liberou R$ 37,5 bilhões em crédito para as micro, pequenas e médias empresas. A redução será de 33%, ou R$ 12,5 bilhões em 2021.

“As empresas que tomaram os R$ 37 bilhões no primeiro ano não precisam mais agora, resolveram o problema delas. Resolve o problema e precisa tomar muito menos agora. A gente espera que a maior parte desse crédito vá para empresas que não tomaram o primeiro Pronampe e que ainda estão em necessidade”, disse.

Carlos da Costa disse ainda que atualmente o governo considera esse montante de recursos suficiente, e que não avalia, neste momento, aumentar o valor de R$ 5 bilhões disponibilizado para o fundo garantidor.

“Se acabar muito rápido — que eu não acho que vai ser o caso —, a gente pensa em alternativas. Podem ter várias. Mas a gente não imagina colocar mais dinheiro no Pronampe neste ano”, afirmou.

Pesquisa do Sebrae, divulgada em fevereiro, mostra que, desde o início da pandemia do coronavírus, 49% das micro e pequenas empresas buscaram empréstimos, mas somente 39% das que tentaram conseguiram o crédito.

Em abril de 2020, ainda na fase inicial da pandemia, somente 30% buscavam empréstimos; 70% conseguiram os recursos.

“Há um componente de aversão ao crédito. A gente não pode esquecer que o crédito é uma dívida. Às vezes nem buscam, e os que buscam encontram dificuldades com garantias, documentação [exigidos pelos bancos]. É suficiente [a nova parcela R$ 25 bilhões prevista para 2021]? Não é fácil de ser estimado, porque há uma parte significativa que não vai atrás, então. Não sei se precisam ou não”, disse Giovanni Beviláqua, do Sebrae.

Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac, porém, o volume de crédito a ser disponibilizado neste ano, por meio do Pronampe, é “bem abaixo do que seria necessário”.

“Houve uma grande redução do ano passado para este ano em termos de volume de crédito, e as condições também pioraram”, disse. Mas, para ele, “é melhor isso do que nada”.

Dois pontos positivos destacados pelos analistas, e também pelo governo, são a ampliação da carência (tempo para começar a pagar os empréstimos), que subiu de oito para 11 meses, e do prazo total do empréstimo — que avançou de 36 meses para 48 meses.

Essas medidas, dizem os analistas, permitirão uma folga maior no caixa das empresas em meio a possível terceira onda da Covid-19 e atenuarão o impacto da alta dos juros nas prestações mensais.

Taxa de juros maior

Outra mudança do novo Pronampe é o aumento da taxa de juros, que passará a ser de 6% ao ano mais a taxa Selic, atualmente em 3,5% ao ano. Nas fases anteriores do programa, em 2020, os juros eram bem menores: 1,25% ao ano acrescido da taxa Selic.

“As taxas eram muito vantajosas anteriormente, mas as taxas de agora ainda melhores do que as condições normais do mercado. As taxas de juros do mercado são maiores do que as do Pronampe”, disse Miguel Ribeiro, da Anefac.

Segundo o BC, os juros médios das operações de crédito para esse segmento, em linhas normais dos bancos, estão em cerca de 35% ao ano.

Mesmo com o aumento, Carlos da Costa, do Ministério da Economia, avalia que essa é uma das “menores taxas de juros ao mundo” para micro e pequenas empresas.

“Mesmo em países que têm juro básico de 2% ao ano, o juro para pequenas empresas é mais alto. Então, Selic mais 6% ao ano é uma taxa muito boa tanto para o patamar brasileiro quanto em níveis internacionais”, declarou.

(fonte: G1 )

Kalil amplia horário de funcionamento de bares e restaurantes de BH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, anunciou nesta quarta-feira, durante entrevista coletiva na sede da prefeitura, que, a partir deste fim de semana, os bares e restaurantes da capital poderão funcionar das 11h às 22h.

De acordo com o prefeito, a flexibilização só foi possível por conta da melhora dos indicadores da Covid em BH. “Os números estão permitindo tudo o que vamos anunciar”, comentou.

Ainda de acordo com Kalil, exclusivamente no dia dos namorados, celebrado no próximo sábado (12), os estabelecimentos poderão funcionar até 1h. “Vamos fazer uma homenagem ao dia dos namorados. Os bares poderão ficar abertos no sábado até 1h”, disse.

(fonte: Super Notícia)

Pandemia fecha portas: crise já provocou o encerramento de mais de 10 milhões de pequenos negócios

A crise econômica causada pela pandemia reduziu quase à metade o número de pequenos negócios no país. De acordo com relatório divulgado ontem pelo Sebrae, e elaborado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o total de empreendedores que se enquadram nessa modalidade, e com negócios ativos há pelo menos 3 anos e meio, saiu de 22,3 milhões, em 2019, para 12 milhões, no ano passado.

A pesquisa mostra ainda que a taxa de empreendedorismo entre adultos caiu para 31,6% em 2020, ante 38,7% em 2019 – o que representa o menor patamar no quesito dos últimos 8 anos. Em Minas, somente nos quatro primeiros meses de 2021, 38.012 pequenos negócios fecharam as portas. O setor de serviços foi o que mais sofreu com a crise, somando 45,3% de todos os empreendimentos fechados.

Segundo o Sebrae Minas, se contabilizados os fechamentos entre maio de 2020 a abril deste ano, foram 109.948 pequenos negócios descontinuados. Desses, 71.302 eram Microempreendedores Individuais (MEI) ­- 64,85% do total. Em seguida, aparecem as microempresas (ME), com perda de 36.017 negócios (32,75%). Além disso, 2.649 Empresas de Pequeno Porte fecharam as portas no período.

Efeitos

O maior índice de fechamento entre as MEI atinge diretamente a economia mineira. De acordo com o Sebrae Minas, essa modalidade representa 81,87% do contingente de Pequenos Negócios no Estado.

Luander Falcão, analista da Unidade de Inteligência Empresarial da entidade, diz que o maior impacto nas MEI se explica pela natureza dos empreendimentos. “A maioria sofreu duro impacto de medidas que impuseram, por exemplo, o fechamento das atividades comerciais. Muitas MEI se viram impedidos de trabalhar do dia para a noite e acabaram ‘morrendo’”, explica o analista.

Por setores

Ainda em Minas, o setor de serviços foi o que mais registrou fechamentos de pequenos negócios na pandemia: 49.197, ou 44,75% do total. O comércio veio em seguida, com 37.144 empresas fechadas (33,78%). A Indústria teve 15.186 encerramentos (13,81%), à frente da Construção Civil com 7.414 (6,74%) e do setor Agropecuário, que teve 1.007 pequenos negócios encerrados (0,92%).

Entre as atividades que mais sofreram, a de bares e restaurantes lidera a lista. Segundo o Sebrae, 8.332 pararam de funcionar entre maio de 2020 a abril deste ano.

Empresas ligadas ao comércio varejista de vestuários vieram na sequência, com 8.012 negócios encerrados. Depois, foram 4.407 pequenos negócios ligados a cabeleireiros e atividades de tratamento de beleza não funcionam mais.

A confeiteira Adriene Silva empresta um rosto a tantos sonhos desfeitos durante a maior crise sanitária mundial de que se tem notícia. Após atuar de maneira informal na área por 15 anos, ela resolveu abrir uma doceria, em 2017.

Com a pandemia, abandonou o negócio e teve de se reinventar, passando a ensinar o que sabe. “Foi uma reviravolta em minha vida, porque vi o projeto de uma vida ir embora. Agora, dou aulas sobre o que sempre fiz para conseguir me sustentar”, afirma Adriene.

(fonte: Hoje em Dia)

Lojista poderá registrar vendas realizadas por cartão a partir desta segunda

Depois de dois adiamentos, o Banco Central (BC) confirmou que, a partir desta segunda-feira (7), começará a funcionar o registro centralizado das receitas de lojistas com as vendas realizadas por cartão.

Segundo a instituição financeira, a medida deve beneficiar principalmente micro e pequenas empresas, que poderão ter acesso a créditos com juros mais baixos ao oferecerem parte do que têm a receber aos bancos.

Em nota, o BC informou que a medida aumentará a concorrência entre as instituições financeiras, permitindo a redução do spread bancário – diferença entre as taxas pagas pelas instituições para captarem recursos e as taxas cobradas dos clientes.

O comerciante poderá dividir as agendas de recebíveis, em lotes de dezenas ou centenas de transações, e negociar com várias instituições financeiras ao mesmo tempo, até conseguir o melhor empréstimo.

Os recebíveis valem tanto para as vendas com cartão de crédito e de débito. Como as empresas credenciadoras vão registrar essas transações, os comerciantes poderão conseguir empréstimos ao oferecer os recebíveis para cobrir eventuais inadimplências ou até revender as receitas que têm direito a receber nas vendas com maquininhas.

Atualmente, existem três empresas autorizadas a atuar como credenciadoras de recebíveis no país: CIP, Cerc e Tag. As companhias, no entanto, alegaram dificuldades na montagem dos sistemas e pediram ao Banco Central os adiamentos da entrada em vigor do registro.

Inicialmente prevista para 3 de novembro do ano passado, a data havia passado para 17 de fevereiro e foi novamente adiada para 7 de junho, data confirmada pelo BC.

Por causa do segundo adiamento, o BC multou uma das companhias em R$ 30 milhões e obrigou a empresa a assinar um termo de compromisso em que prometia resolver as dificuldades tecnológicas até o início de junho.

A autarquia estima que os recebíveis de cartões têm potencial para movimentar até R$ 1,8 trilhão por ano, dos quais R$ 1 trilhão correspondem às transações com cartões de crédito e R$ 800 bilhões ao fluxo com cartão de débito.

O novo sistema também deve aumentar a segurança para as instituições financeiras. Atualmente, um mesmo recebível pode ser dado como garantia para mais de um banco. Com o registro centralizado, isso não será mais possível.

(fonte: Hoje em dia)