Reabertura do comércio: Horários a partir de 1º de fevereiro de 2021

O SINDILOJAS-BH, vem desenvolvendo, junto com a Prefeitura de Belo Horizonte, constante diálogo para solucionar, de forma mais rápida, a flexibilização na reabertura das atividades comerciais, inclusive em condições de funcionamento mais amplo e mais definitivo, em razão das medidas tomadas decorrentes da Covid-19.

Levado pelo objetivo de atingir um melhor resultado no interesse das empresas, não mediu esforços para propor e atuar em constante diálogo com o Poder Público, apresentando a grave situação econômica das empresas, da empregabilidade, respeitando a saúde da população de nossa cidade, evitando medidas mais drásticas, inclusive judiciais, vendo, agora, vitorioso em seus esforços, conquistando o atendimento de seus pleitos, com a reabertura do comércio, já a partir do dia 1º de fevereiro de 2021.

Confira os horários a partir de 1 de fevereiro

Atividade Faixa de horário de funcionamento
Comércio lojista Segunda a sábado entre 9h e 20h
Atividades autorizadas em funcionamento no interior de galerias de lojas e centros de comércio Segunda a sábado entre 9h e 20h
Atividades        autorizadas       em funcionamento no interior de shopping centers Segunda a sábado entre 10h e 21h

 

Desemprego chega a 14,1% entre setembro e novembro de 2020, maior índice desde 2012

A taxa de desemprego alcançou 14,1% no trimestre entre setembro e novembro de 2020. É o mais alto percentual para esse trimestre móvel desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. O total de desempregados no país foi estimado em 14 milhões.

O número é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, quando registrou 14,4%, o cenário é de estabilidade. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o aumento é de 2,9 pontos percentuais.

O número de pessoas ocupadas aumentou 4,8% entre setembro e novembro e chegou a 85,6 milhões. Esse resultado representa 3,9 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho se comparado ao trimestre anterior. Com isso, o nível de ocupação subiu para 48,6%.

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, disse que o crescimento da ocupação é explicado pelo retorno das pessoas ao mercado de trabalho após a flexibilização de medidas restritivas adotadas para o combate da pandemia da covid-19. A sazonalidade de fim de ano, especialmente no comércio, também contribuiu para o resultado.

“O crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado [de trabalho] que estavam fora por causa do isolamento social e aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”, explicou.

Ocupação aumenta em 9 de 10 grupos

Segundo a pesquisa, o aumento na ocupação atingiu nove dos dez grupos de atividades. No entanto, foi mais intenso no comércio, em que mais 854 mil pessoas passaram a trabalhar no setor no trimestre encerrado em novembro.

“O comércio, nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, disse a coordenadora.

No aumento da população ocupada houve destaques também para a indústria geral, com alta de 4,4%, ou mais 465 mil pessoas; e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais com avanço de 2,6%, ou mais 427 mil pessoas.

Para a coordenadora do estudo, os números mostram que a absorção de trabalhadores foi notada em vários setores. “Além do comércio, outras oito atividades econômicas investigadas pela pesquisa cresceram significativamente na ocupação, mostrando que esse processo de absorção de trabalhadores também avançou em outros setores, como construção (8,4%, ou mais 457 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (5,9%, ou mais 238 mil pessoas) e alojamento e alimentação (10,8%, ou mais 400 mil pessoas)”, afirmou.

Taxa de informalidade chega a 39,1%

Segundo a pesquisa, a maior parte da alta na ocupação mais uma vez partiu do mercado informal. O número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada, que cresceu 11,2%, somando agora 9,7 milhões, pode explicar o movimento. A Pnad Contínua do trimestre encerrado em novembro indicou, ainda, que a taxa de informalidade chegou a 39,1% da população ocupada, o que representa 33,5 milhões de trabalhadores informais no país. No período anterior, a taxa ficou em 38%.

Adriana Beringuy lembrou que, no começo da pandemia, os mais afetados foram os trabalhadores informais e também os que mais cedo retornaram a esse mercado. Para ela, os resultados evidenciam também a reação dos contratados com carteira de trabalho assinada.

“A população informal neste mês de novembro corresponde a cerca de 62% do crescimento da ocupação total e, no trimestre encerrado em outubro, respondia por quase 89% da reação da ocupação. Então, a informalidade passa a ter uma participação menor em função da reação da carteira de trabalho assinada”, explicou.

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada subiu 3,1% ou 895 mil pessoas a mais. Com isso, tem-se 30 milhões de pessoas. Ainda no trimestre, a categoria dos trabalhadores domésticos subiu 5,1%, alcançando 4,8 milhões de pessoas. O contingente de trabalhadores por conta própria também cresceu 1,4 milhão e atingiu 22,9 milhões de pessoas. Apesar disso, na comparação com o mesmo período de 2019, a categoria perdeu 1,7 milhão de pessoas.

“Embora haja esse crescimento na ocupação nesse trimestre, quando a gente confronta a realidade de novembro de 2020 com o mercado de trabalho de novembro de 2019, as perdas na ocupação ainda são muito significativas”, disse, acrescentando, que atividades como alojamento e alimentação, serviços domésticos e o próprio comércio ainda acumulam perdas anuais relevantes.

Crescimento de carteira assinada

Na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2019, o total de pessoas ocupadas no País recuou 9,4%. Isso significa redução de 8,8 milhões de pessoas. Adriana destacou que o avanço da ocupação é significativo, tanto em aspectos quantitativos quanto qualitativos, comprovada pelo crescimento da população com carteira assinada e a disseminação por diversas atividades, mas ainda está bem distante de um cenário pré-pandemia.

Ainda conforme a pesquisa do IBGE, a população fora da força de trabalho registrou queda de 3,4%, o que representa uma diminuição de 2,7 milhões de pessoas, se comparada com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2019, o contingente cresceu 17,3%, ou 11,3 milhões de pessoas a mais.

A força de trabalho potencial, que inclui pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que possuíam potencial para se transformar em força de trabalho, também caiu. O grupo apresentou retração de 15,8% frente ao trimestre anterior. Isso significa uma redução de 2,1 milhões de pessoas.

Os desalentados, que são um subgrupo de pessoas da força de trabalho potencial, foram estimados em 5,7 milhões. O número é estável se comparado ao último trimestre, mas em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve um crescimento de 22,9%. Lá, havia no país 4,7 milhões de pessoas desalentadas.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/28/desemprego-chega-a-141-entre-setembro-e-novembro-de-2020-maior-indice-desde-2012/ )

Com pandemia, Receita registra em 2020 menor arrecadação em dez anos

A Receita Federal encerrou 2020 com uma arrecadação de R$ 1,526 trilhão em impostos e contribuições, uma queda real de 6,91% em relação ao ano anterior. Afetado principalmente pelos efeitos da Covid-19 na economia, o resultado é o mais baixo em dez anos (já considerando a série histórica atualizada pela inflação).

A diminuição na arrecadação agrava o cenário de desequilíbrio fiscal impulsionado pela pandemia do coronavírus e pelas despesas anticrise criadas em 2020, como o auxílio emergencial, aumentando a dívida pública brasileira. Os números mostram que dezembro foi o quinto mês seguido de crescimento nas receitas (na comparação com mesmo mês de 2019), embora em ritmo menor do que o registrado nas divulgações anteriores.

Após quedas registradas de fevereiro a julho, o mês de agosto mostrou avanço real de 1,33% sobre igual mês de 2019. Em setembro, houve avanço de 1,97% contra um ano antes; em outubro, 9,56%; em novembro, 7,31%. E, em dezembro, houve crescimento de 3,18%.

Os dados foram impactados em 2020 por medidas como o corte de IOF sobre operações de crédito e a redução tributária para diferentes produtos para combater a Covid-19.

Na visão da Receita, os números são influenciados também pelo movimento de empresas buscando as chamadas compensações tributárias, quando elas abatem dívidas tributárias de créditos a que têm direito perante o Fisco.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/com-pandemia-receita-registra-em-2020-menor-arrecadacao-em-dez-anos-1.2439353)

 

“Varejo físico vai se tornar sistema de suporte para o e-commerce”, diz especialista

O futuro do varejo está tomando forma neste exato momento. A pandemia global acelerou sua chegada e tecnologias como drones e 5G estão tornando novas realidades possíveis, o que vai culminar em cidades mais inteligentes. É o que afirma Kate Ancketill, CEO da consultoria estratégica GDR Creative Intelligence, com sede em Londres, no Reino Unido.

“A calamidade que estamos vivendo apenas acelerou todas as coisas que sabíamos que precisavam acontecer no varejo”, afirma ela, para quem as mudanças rápidas pelas quais o setor passou desde o ano passado configuram uma “reinicialização total” do varejo. “Às vezes, são necessários eventos drásticos para nos obrigar a fazer o que sabíamos que deveríamos ter feito o tempo todo.”

Para ela, as vendas no varejo físico continuarão diminuindo em favor das compras online. Citando dados da KPMG, Kate diz que metade das vendas no varejo no Reino Unido será online em 2025 e que, até 2023, o país terá perdido 25% do varejo físico.

“Acho que temos de começar a aceitar que o varejo físico se tornará o sistema de suporte para o e-commerce. Isso não quer dizer que vai desaparecer, de jeito nenhum. Eu sou uma grande fã do varejo pelo tipo de experiências profundas que só ele pode oferecer. Acho que se trata de integrar o comércio e melhorar o atendimento.”

Kate Ancketill foi uma das palestrantes da NRF 2021: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, que tradicionalmente é realizado em janeiro em Nova York, nos Estados Unidos. Neste ano, por causa da pandemia, a NRF foi dividida em dois capítulos, ambos com palestras virtuais. O primeiro terminou na semana passada e o segundo será em junho.

Varejista online busca criar experiência física

A especialista destaca que, ao mesmo tempo em que o varejo, uma indústria principalmente presencial que oferece experiências palpáveis se transforma num negócio online, players que atuavam exclusivamente online agora estão buscando espaços físicos “para preencher lacunas de experiência”.

No ano passado, a marca de cosméticos Avon, mais conhecida por sua estratégia de venda de produtos por meio de representantes independentes em comunidades ao redor do mundo, abriu um “playground de beleza” de dois andares em Los Angeles chamado de Studio 1886, uma referência a ano de fundação da empresa.

“Por que eles acham que precisam de uma loja física? Um dos motivos é que eles a desejam como um espaço comunitário para seus representantes e clientes”, afirma Kate.

Outros exemplos incluem marcas online que abrem pequenas lojas, às vezes sem funcionários, em shoppings centers. A ideia é mostrar produtos – ocasionalmente em vitrines ou displays – que os consumidores comprariam online.

Quais inovações vieram para ficar?

Ao mesmo tempo, os varejistas tradicionais estão buscando alavancar a internet para estender a experiência na loja. Uma das formas de se fazer isso é por meio do live streaming, uma transmissão ao vivo feita em vídeo em que os compradores podem receber atenção individual dos profissionais do varejo.

Em 2019, a Amazon lançou o Explore para apoiar pequenos varejistas e outras empresas interessadas em oferecer aos clientes experiências transmitidas ao vivo. “Pode ser um personal shopper, um guia turístico ou um especialista em alguma habilidade específica”, explica a CEO da GDR Creative Intelligence.  Atualmente, por US$ 10, por exemplo, os fãs de calçados podem ter acesso a um personal shopper da Thursday Boot, cuja única loja física fica na cidade de Nova York.

“A questão é: quais dessas inovações que chegaram rapidamente ao mercado durante a pandemia permanecerão conosco por muito tempo?”, questiona a consultora. E ela mesmo responde. “Qualquer coisa que esteja respondendo aos ‘três P’s’ [profit, planet and people, ou lucro, Planeta e pessoas]. Se todas essas três modalidades estiverem sendo atendidas, é provável que tenha longevidade.”

A explicação está no fato de que as inovações voltadas para as pessoas melhoram o atendimento de pedidos e trazem conveniência aos consumidores. De outro lado, com mais compradores tornando a sustentabilidade um fator em suas decisões de compra, as marcas que oferecem inovações voltadas para o Planeta são beneficiadas com credibilidade. E, é claro, eles têm que manter seus lucros enquanto avaliam seus passos.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/25/varejo-fisico-vai-se-tornar-sistema-de-suporte-para-o-e-commerce-diz-especialista )

Prefeitura de BH prorroga vencimento de tributos e ações de cobrança

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio do Decreto Municipal nº 17.471, de 17 de novembro de 2020, prorrogou os prazos para que os contribuintes alcançados pelas disposições dos artigos 1º e 2º do Decreto Municipal nº 17.328, de 8 de abril de 2020, possam pagar as Taxas de Fiscalização de Localização e Funcionamento, de Fiscalização Sanitária e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

De acordo com a norma, os valores devidos a título de Taxas de Fiscalização de Localização e Funcionamento, de Fiscalização Sanitária, e de Fiscalização de Engenhos de Publicidade do exercício de 2020, bem como a Taxa de Expediente relacionada ao Licenciamento de Atividade Econômica, ficam prolongadas para o dia 30 de julho de 2021.

Estas taxas poderão ser pagas em até cinco parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira na data adiada do tributo e as demais no mesmo dia dos meses subsequentes.

Já o IPTU e as taxas do exercício de 2020, cobradas junto a ele, com vencimento no dia 15 dos meses de abril a dezembro, ficam diferidas para pagamento em seis parcelas mensais e consecutivas. Com isso, esses tributos passam a vencer a partir de 30 de julho até 30 de dezembro de 2021.

As parcelas do IPTU devem ser pagas até 30 de dezembro de 2021, sem prejuízo dos acréscimos legais devidos pelo eventual pagamento da parcela após o vencimento.

Além disso, o decreto suspendeu por 100 dias a instauração de novos procedimentos de cobrança e o encaminhamento de certidões da dívida ativa para cartórios de protesto.

(fonte: https://www.fecomerciomg.org.br/2020/11/prefeitura-de-bh-prorroga-vencimento-de-tributos-e-acoes-de-cobranca/ )

Empresas têm até o fim deste mês para aderir ao Simples Nacional 2021

As empresas que querem optar pela adesão ao Simples Nacional para 2021 têm até o dia 31 de janeiro para realizar essa opção. Mas é preciso se apressar, porque, se após o envio do pedido houver algum tipo de pendência, pode ser que não dê tempo de enviar a correção. Por outro lado, se o pedido for deferido, ele produzirá efeitos a partir do primeiro dia do ano calendário da opção.

“Se a pessoa fizer a opção e houver algum tipo de restrição, terá de ajustar até o fim de janeiro. Porém, se deixar para a última hora, as ações para ajustes serão praticamente impossíveis”, explica Welinton Mota, diretor tributário das Confirp Consultoria Contábil, que lembra que o programa é bastante atrativo na maioria dos casos.

Antes de aderir ao Simples Nacional é necessário eliminar possíveis pendências que poderiam ser impeditivas para o ingresso ao regime tributário, como débitos com a Receita Federal. A opção pode ser feita pela internet. As empresas de serviço também podem aderir ao sistema simplificado de tributação.

O atual teto de faturamento para empresas do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano, mas com uma ressalva: o ICMS e o ISS serão cobrados separado do DAS e com todas as obrigações acessórias de uma empresa normal quando o faturamento exceder R$ 3,6 milhões acumulados nos últimos 12 meses, ficando apenas os impostos federais com recolhimento unificado.

Para adesão ao Simples Nacional, é necessário fazer um planejamento tributário. Isso porque, para muitas empresas, essa opção não se mostra tão vantajosa, caso de prestadores de serviço que se encaixam no Anexo VI das regras.

“Segundo estudos da Confirp, para algumas empresas essa opção não é positiva, podendo representar em aumento da carga tributária, apesar da simplificação dos trabalhos”, explica Welinton Mota. “Agora, se a carga tributária for menor ou até mesmo igual, com certeza a opção pelo Simples será muito vantajosa por causa das facilidades que proporcionará para essas empresas.”

Para as empresas que já são tributadas no Simples, o processo de manutenção é automático. Neste ano, as empresas com débitos tributários não serão excluídas da tributação. “A decisão pela não exclusão das empresas com débito foi atendendo a uma solicitação do Sebrae. Diante ao atual cenário de pandemia e crise financeira, nada mais coerente para com as empresas”, avalia Welinton Mota.

Mas existem fatores que podem excluir a empresa. Um é se, durante o ano-calendário, as despesas pagas superarem a margem de 20% em comparação aos lucros no mesmo período, com exceção do primeiro ano de atividade;  o outro é se, durante o ano-calendário, o valor investido na compra de mercadorias para a comercialização ou industrialização for superior a 80% em comparação aos rendimentos do mesmo período, também com exceção do primeiro ano de atividade.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/19/empresas-tem-ate-o-fim-deste-mes-para-aderir-ao-simples-nacional-2021/ )

Início de vacinação pode impulsionar retomada da economia

O anúncio da chegada em Minas Gerais das 577.680 doses da vacina CoronaVac, que atua contra a Covid-19, repercutiu de maneira positiva entre entidades e economistas.

Além da importância para a saúde das pessoas, profissionais do setor destacaram a esperança de que o combate mais efetivo à doença colabore para uma retomada mais consistente da economia no Estado. No entanto, ainda há muito a ser feito, ponderam.

A boa notícia encontra números negativos em Minas Gerais no que diz respeito à extinção dos negócios. Para se ter uma ideia, só no ano passado, foram fechadas 41.436 empresas no Estado, o que significa um aumento de 5,5% em relação a 2019 (39.260).

Em Belo Horizonte, o número de empresas fechadas em 2020 foi 8.566, um incremento de 2,5% na comparação com o ano anterior (8.350), segundo os dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

O desemprego no Estado também permanece alto. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta de algo em torno dos 14%.

Com tantos desafios pela frente, a vacina anima, mas não sozinha. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, destaca que outras ações serão importantes, a nível municipal, estadual e federal.

“A chegada da vacina é um componente fundamental para a recuperação da economia, mas ele não é o único. Vários segmentos foram muito sacrificados”, diz ele.

Nesse cenário, Silva defende medidas relacionadas aos impostos pagos pelas empresas, a continuidade do auxílio emergencial, campanhas de conscientização em relação à prevenção da doença, ações de combate à aglomeração no transporte coletivo, entre outras. “A vacina vem, isso já dá uma tranquilizada no mercado. Mas é preciso entender que a imunização é demorada”, afirma ele.

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), José Anchieta pondera que o momento excelente será aquele em que todos estarão finalmente vacinados. Nesse cenário, inclusive, diz ele, é muito importante que se tenha agilidade.

No entanto, Anchieta considera que, mesmo por ora, já existem aspectos importantes relacionados ao início da vacinação que refletem na economia, como o componente psicológico tanto para o consumidor quanto para os empresários.

“Agora o bicho-papão será cada vez menos bicho-papão. Embora não seja suficiente, é importante para levantar o moral”, afirma.

Retorno gradativo – Pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), Cláudio Considera destaca que “a vacina é a grande esperança para a retomada da atividade econômica”. Entretanto, ele lembra que essa retomada não será algo tão rápido.

“Estamos no início da vacinação. Temos que vacinar todos os brasileiros com duas doses. Será aos poucos e a economia também vai retomar aos poucos”, diz ele.

Assessor de investimentos e responsável pela filial da Acqua Investimentos em Belo Horizonte, Mário Pereira também ressalta que os efeitos da vacinação não serão vistos em curto prazo na economia, embora ela já desperte esperanças.

“A boa economia depende da livre circulação de mercadorias, bens, serviços e pessoas”, salienta. “A vacinação traz a esperança de que não vai haver o fechamento da economia dentro dos municípios”, diz.

Demora da China preocupa Butantan 

São Paulo – A demora do governo da China em autorizar a exportação para o Brasil de matéria-prima que será usada no envase no País de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, preocupa e pode afetar o cronograma de entrega de doses ao Ministério da Saúde, reconheceu ontem o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado, Covas disse que o cronograma atual de entregas acertado com o ministério será mantido, desde que um novo lote de matéria-prima chegue ao Brasil até o final deste mês.

“Preocupa sim a chegada da matéria-prima. Essa matéria-prima precisa chegar para não parar o processo de produção, e esperamos que isso aconteça muito rapidamente, porque se chegar antes do fim deste mês, nós manteremos o cronograma de entrega de vacinas”, disse o presidente do Butantan.

Ele explicou que as cerca de 6 milhões de doses da CoronaVac que no domingo deram início à vacinação no País foram importadas prontas da China e acrescentou que ontem o Butantan já pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para uso emergencial de 4,8 milhões de doses envasadas no Brasil pelo Butantan.

O instituto importa da China litros da vacina concentrada e envasa o imunizante em suas instalações, transformando, segundo Covas, mil litros de vacina concentrada em 1 milhão de doses.

Em entrevista coletiva no domingo, Covas disse que o Butantan aguarda autorização do governo chinês para trazer ao Brasil matéria-prima equivalente a mais de 11 milhões de doses da CoronaVac, que já está sendo aplicada em profissionais de saúde de São Paulo desde domingo, após autorização para uso emergencial dada pela Anvisa.A vacinação nos demais estados estava prevista para começar ainda ontem.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/inicio-de-vacinacao-pode-impulsionar-retomada-da-economia/ )

 

 

 

 

 

 

NRF 2021: Como a pandemia preparou o consumidor para as incertezas do futuro

A consultoria WGSN ofereceu, na tarde desta terça-feira (12), um mapa estratégico para varejistas prontos para fazer a transição entre um momento de medo para outro de esperança. A diretora de Insight da WGSN, Andrea Bell, falou sobre o tema “Consumer behavior: making sense aftermath uncertainty” (“Comportamento do consumidor:  fazendo sentido após a incerteza”) como parte “Chapter 1” do Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, promovido anualmente pela National Retail Federation (NRF) .

Com base em um white paper preparado especialmente para a NRF, Andrea explorou dois sentimentos do consumidor que devem ter impacto global em 2023, a percepção do tempo e o entorpecimento, bem como alguns grupos de consumidores do futuro.

A percepção do tempo é a ideia de que a incerteza induzida pela pandemia alterou nossa compreensão do tempo, mudando as memórias e dando origem a um foco renovado em um passado idealizado. O tempo se tornou elástico e aparentemente inexistente, observou ela, e em 2020, “os dias pareciam se arrastar, enquanto os meses pareciam passar em um piscar de olhos”.

Tem havido um foco coletivo em como passar o tempo, como aproveitá-lo ao máximo e como suportá-lo. Ao longo do caminho, a nostalgia serviu de âncora, e os consumidores se voltaram a produtos e experiências que parecem confortáveis ​​e familiares.

Entorpecimento do consumidor

Por outro lado, o sentimento de entorpecimento do consumidor e a turbulência emocional durante o ano passado deram origem a mecanismos de enfrentamento únicos, à medida que as pessoas procuram maneiras de sentir e curar. O ano levou a um espectro de “intensa desordem emocional”, disse ela, “do medo à indignação, alegria, tristeza”. Uma sensação que envolve o medo de descobrir e a apreensão do que está por vir.

Bell, no entanto, teve o cuidado de observar que nem tudo é desgraça e tristeza. Até 2023, segundo ela, novos mecanismos de enfrentamento estarão em vigor. O cuidado estruturado é um exemplo. “Aprender a dar um passo para trás e examinar objetivamente cada informação e determinar a resposta apropriada, em vez de ter uma reação automática”, cita. Concentrar esforços no cuidado reduz a fadiga emocional e melhora os resultados.

Essas reservas emocionais, disse ela, serão essenciais para um grupo de consumidores em particular: “The Predictors” (algo como “profetas”). Ao buscar estabilidade e segurança, esse grupo adotará uma mentalidade recessiva e de gastar com cautela, tendo ou não renda disponível.

Eles também serão desafiados por uma divisão cada vez maior de atenção. Para este grupo, o futuro é de reabastecimento automático e reposição automática, assinaturas, pré-encomenda e economia contínua (como ofertas que verificam e aplicam descontos).

O perfil “The New Romantics” (“novos românticos”) é outro grupo de consumidores focado em se reconectar com emoções, comunidade e equilíbrio entre trabalho e vida. Aqui, há interesse em sustentabilidade e diversidade. Conectar-se com os novos românticos exigirá um “arrebatamento ritual”, ajudando-os a criar laços emocionais mais fortes com seus dias e arredores.

CBD novamente em pauta na NRF

Outras estratégias incluem soluções psicodélicas que alteram o humor, como ofertas de CBD (cannabidiol) e “alimentos e suplementos que elevam a mente”, bem como higiene emocional, que se concentra em soluções para gerenciamento de estresse, ansiedade, desconexão e outros desafios de saúde mental.

Em 2020, a NRF já tinha levado ao palco Stephanie Wissink, diretora-administrativa de pesquisa do consumidor do Jefferies Financial Group; Jann Parish, diretora de Marketing da Green Growth Brands; Rachel Bonsignore, consultora sênior da GfK Consumer Life; e Sharon Leite, CEO da The Vitamin Shoppe, para um debate sobre o mercado do canabidiol.

Bell também mencionou outra coisa a se observar em termos de investimento: os mercados do metaverso. A internet está se transformando em um metaverso, disse ela, um reino digital compartilhado que impulsionará a cultura e o design, bem como novas maneiras de se comunicar, brincar, comprar, aprender e trabalhar.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/12/nrf-2021-como-a-pandemia-esta-preparando-o-consumidor-para-as-incertezas-do-futuro/ )

NRF 2021: Trabalhador do varejo busca apps e vídeos para cuidar da saúde mental

A preocupação com a saúde mental já era grande mesmo antes de o novo coronavírus se espalhar pelo Planeta. Mas não existem dúvidas de que a pandemia potencializou a angústia de quem já vivia com estresse, depressão ou ansiedade. No caso dos trabalhadores do varejo, a situação foi ainda mais complicada. Além de lidar com o medo de perder o emprego, no primeiro momento de fechamento comércio, e com o receio da contaminação, a partir da reabertura, eles tiveram de aprender a tomar novas medidas de higiene e segurança.

A saúde mental foi um dos temas desta quinta-feira (14) do Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo promovido pela National Retail Federation. O debate contou com a participação de Lorna Borenstein, CEO da Grokker Inc., uma empresa que soluções de bem-estar sob demanda para trabalhadores, e Dave Zielinski, diretor de desenvolvimento de negócios da Headspace, uma companhia especializada em meditação.

Lorna Borenstein compartilhou dados de fontes diversas sobre trabalhadores do varejo. Segundo as pesquisas apresentadas por ela, 54% dos empregados do setor disseram que o trabalho impactou negativamente sua saúde mental durante da pandemia e 70% afirmaram que este é o período mais estressante de suas carreiras.

Além disso, 88% das empresas afirmaram que vão fornecer suporte para seus funcionários manterem a saúde mental em 2021, seja por meio da disponibilização de aplicativos, seja por meio de vídeos. A escolha parece acertada, porque outra pesquisa mostrou que 68% das pessoas preferem interagir com um robô ou app no lugar de um ser humano na hora de buscar esse tipo de ajuda.

“Quando olhamos para o varejo em particular, 80% dos funcionários que não recebem benefícios das empresas são os mais estressados e se sentem vivendo em uma montanha russa. Além disso, os mais jovens, de 18 a 29 anos, estão mais estressados do que os mais velhos”, afirmou Lorna Borenstein.

Ela destaca que o estresse impactou vários aspectos da vida dos trabalhadores do varejo. Eles passaram a se alimentar de comida menos saudável, diminuíram a frequência com que faziam atividades físicas e aumentaram o uso de álcool, por exemplo. “Não se pode tratar de depressão, ansiedade e estresse como situações isoladas.”

Dave Zielinski concordou. “O burnout [esgotamento profissional] é real. Os trabalhadores do varejo ficaram muito estressados e precisaram lidar com questões de higiene e de segurança”, disse. E o que ajudou muita gente nessa época, assim como em diversas outras áreas, foi a tecnologia. Os serviços oferecidos pela Grokker e pela Headspace passaram a ser mais procurados pelas empresas. “A Covid-19 acelerou a adoção do cuidado com saúde pelo meio digital. As pessoas procuram ferramentas boas e efetivas”, disse o executivo.

Para os trabalhadores, os apps e os vídeos são vistos de forma positiva porque são oferecidos sob demanda e podem ser acessados onde e quando as pessoas quiserem. Também são mais baratos do que uma consulta com um especialista, o que faz diferença, sobretudo, para quem não tem plano de saúde. E o retorno de quem tem usado a tecnologia para cuidar da saúde mental sem sido muito bom, segundo Zielinski. “As pessoas nos relatam que, após uma sessão de meditação, já percebem uma melhora, já dormem por mais tempo e com mais qualidade” conta.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/15/nrf-2021-trabalhador-do-varejo-busca-apps-e-videos-para-cuidar-da-saude-mental/ )

NRF 2021: Como Alibaba e Moschino estão conquistando o cliente de luxo na China

A compra digital não é mais opcional. É uma necessidade que combina bem com o varejo de luxo, especialmente na China. As inovações do Alibaba e da Moschino estão fazendo para conquistar o consumidor de luxo no país asiático foram tema de um dos painéis do terceiro dia do Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo promovido pela National Retail Federation.

Como a China vive um momento mais tranquilo com relação à Covid-19, Kati Chitrakorn, editora de varejo e marketing da Vogue Business e mediadora do painel, destacou que as marcas estão adotando novas maneiras de se envolver com o consumidor de luxo chinês, não importa onde eles estejam. Nesse sentido, Moschino e Alibaba colaboraram para criar experiências de compras que ela classificou como “inesquecíveis e luxuosas”.

Atualmente, a plataforma de luxo Tmall Luxury Pavilion, do Alibaba, abriga cerca de 200 marcas de líderes desse segmento. Para atrair os clientes, conta com recursos como jogos, personalização e live streaming. A plataforma também lançou recentemente o Luxury Soho, uma loja online para compradores da geração Z com recursos interativos, incluindo realidade aumentada e revistas digitais. “É um ano realmente emocionante para nós”, disse Christina Fontana, chefe de moda e luxo da Tmall Luxury.

Show digital com marionetes

O diretor administrativo da Moschino, Stefano Secchi, disse que a marca italiana sempre teve, como parte do seu DNA, questões como inovação e visão de futuro. Foi uma das primeiras, por exemplo, a criar coleções no estilo “veja agora, compre agora” e a fazer parcerias com empresas como McDonald’s e Budweiser.

“Hoje em dia, quando você fala sobre inovação, você precisa falar sobre digital. As duas palavras andam juntas. Neste ano desafiador de 2020, a Moschino prestou muita atenção a essas duas questões”, afirmou Secchi. Para lançar a coleção Primavera/Verão de 2021, a marca promoveu um show digital com marionetes e explorou a realidade aumentada.

O diretor da Moschino destacou, ainda, que o foco principal da marca no mercado chinês é, justamente, a colaboração com o Alibaba. A parceria com a Tmall começou em 2018.

“As marcas são realmente fantásticas na criação de conteúdo, de inovação digital e de coleções. E, com o Tmall Luxury Pavilion, criamos uma plataforma que permite às marcas ampliar seu conteúdo e suas criações para o consumidor chinês”, complementou Christina Fontana.

Como entender o consumidor chinês

Existem mais de 700 milhões de consumidores nas plataformas Alibaba e um dos objetivos do grupo, segundo ela, é ajudar as marcas a entender a melhor maneira de se comunicar na China, maximizar sua presença lá e entreter, envolver e construir lealdade entre os consumidores.

No passado, os consumidores chineses de luxo normalmente compravam e interagiam com marcas durante as viagens para fora do país, algo que mudou por causa da pandemia de Covid-19. Como esses consumidores continuaram comprando “em casa”, o luxo digital ganhou espaço para crescer.

Das mais de 200 marcas de luxo que participaram do “11-11”, o festival global de ofertas do Alibaba, 65 estavam ali pela primeira vez. A data foi marca pelo lançamento de mini coleções, por apresentações de itens antes indisponíveis na China e mais de 100 mil vídeos foram compartilhados por 1,5 bilhão de pessoas no país. ““Trata-se de encontrar uma nova maneira de tornar as compras divertidas”, disse Christina Fontana.

Ela espera que a digitalização continue em 2021, mas também que se expanda para a cadeia de suprimentos, logística e merchandising. “Obviamente, estamos olhando para a nossa presença não apenas nas lojas físicas”, disse Stefano Secchi. “Em 2021 e depois, o sucesso virá com uma estratégia omnicanal, e a parceria com o Alibaba ajudará a tornar esse sonho realidade.”

O Chapter 1 do Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo promovido pela National Retail Federation, continua na quinta e sexta-feiras da semana que vem, ainda de forma virtual. A segunda parte está prevista para ocorrer no mês de junho.

(fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/15/nrf-2021-como-alibaba-e-moschino-estao-conquistando-o-cliente-de-luxo-na-china/ )