Funcionamento do comércio lojista no feriado de 12 de outubro (Nossa senhora aparecida)

-O SINDILOJAS BH informa que o comércio lojista poderá convocar seus empregados para trabalhar no feriado de 12 de outubro de 2020, na cidade de Belo Horizonte, conforme previsto em Convenção Coletiva de Trabalho.

O trabalho será possível mediante celebração de Termo Específico em conjunto com o SINDILOJAS/BH e o SEC/BH, disponível nos site  http://www.secbhrm.org.br/guia-autorizacao-feriado-1

O trabalho nesse feriado somente será permitido para as empresas que celebrarem o Termo Específico, e estiverem com sua Taxa de Convenção devidamente quitada perante o SINDILOJAS/BH nos últimos 02 (dois) anos.

Em razão das restrições decorrentes da pandemia do novo Coronavírus, a Prefeitura de Belo Horizonte autorizou o funcionamento do comércio lojista, na segunda feira, nos seguintes horários, conforme Decreto 17.434, de 18 de setembro de 2020:

Segunda-feira (12/10/2020)

Comércio lojista: entre 11:00 e 19:00 horas

Comércio lojista no interior de galerias e centros de comércio: entre 11:00 e 19:00 horas

Comércio lojista no interior de shopping centers: entre 12:00 e 20:00 horas

Atividades do formato drive-in: entre 14:00 e 23:59 horas

Para o comércio de rua, a jornada de trabalho será de, no máximo, 08 (oito) horas, com no mínimo 01 (uma) hora de intervalo para descanso e alimentação.

Para o comércio localizado em Shopping Center, a jornada de trabalho será de no máximo 6 horas, com um intervalo de 15 minutos para descanso.

Os estabelecimentos comerciais, deverão conceder para cada empregado que trabalhar neste feriado, 01 (uma) folga, a ser concedida no prazo de até 60 (sessenta) dias após o respectivo mês do feriado trabalhado. A folga não poderá ser concedida em dia feriado, nem coincidir com dias destinados ao repouso semanal remunerado.

A multa por trabalho em feriado sem observância das condições previstas na Convenção Coletiva e no Termo Específico pode chegar a R$ 4.025,33, sendo dobrada em caso de reincidência e a oposição à fiscalização, aplicada pelos órgãos competentes em caso de fiscalização, além de multa de R$289,00 por empregado do estabelecimento, sem prejuízos de medidas judiciais cabíveis.

Pequenos negócios iniciam recuperação

Apesar de ainda estarem distantes dos patamares pré-pandemia da Covid-19, os pequenos negócios do Estado já dão alguns sinais de recuperação. Se em julho, 82% dos empresários afirmaram que as vendas estavam abaixo do normal, esse número caiu para 75% em agosto. O volume de vendas em agosto foi 37% inferior ao convencional, um aumento de 14 pontos percentuais na comparação com julho (51%).

Além disso, 18% dos empreendimentos estavam com o funcionamento suspenso no mês passado, contra 22% em julho.

Os dados são da 7ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e divulgada ontem pela entidade.

De acordo com o gerente de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão, apesar de os números ainda estarem longe dos que eram registrados no período pré-crise, só o fato de parar de piorar e começar a melhorar já é um bom sinal.

Aliás, o que contribuiu para esse cenário um pouco mais positivo, segundo ele, foi o aumento da circulação das pessoas, graças à flexibilização das medidas de distanciamento social.

“O isolamento mais restrito levou a demandas de consumo reprimidas. A partir do momento que os estabelecimentos voltaram a ser abertos, as pessoas passaram a circular mais, também consumiram mais produtos e serviços. Assim, elas precisaram investir em combustível, por exemplo, em roupas, entre outros itens”, salienta.

Além disso, a pesquisa também mostra que em agosto 19% dos empresários passaram a investir nas vendas de itens favorecidos pela pandemia, como uma maneira de expandir o faturamento. Em julho, eram 10%.

Conforme explica Brandão, esses produtos favorecidos pela pandemia são aqueles mais voltados às necessidades nos lares, como alimentação, material de construção e eletrodomésticos.

“Como as pessoas começaram a passar mais tempo em casa, elas passaram a melhorar a vida útil do lar e o dia a dia, adquirindo micro-ondas, máquina de lavar louças, celulares e computadores para aulas on-line, por exemplo”, afirma.

Trabalho – A pesquisa do Sebrae Minas também revela que as demissões nos pequenos negócios foram um pouco menores em agosto (10%) do que em julho (11%). As contratações, por sua vez, permaneceram estáveis. No mês passado, 9% das pessoas que foram entrevistadas disseram que contrataram funcionários com carteira assinada.

Entretanto, quando o assunto é a redução da jornada de trabalho, a adoção dessa alternativa foi maior em agosto (24%) na comparação com julho (20%). A suspensão do contrato de trabalho reduziu de 36% para 29%.

Gargalos – Conforme destaca o gerente de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão, a tendência daqui para a frente é que haja a manutenção do crescimento dos números das micro e pequenas empresas. Porém, com dificuldades pelo caminho.

Um dos gargalos é a redução do auxílio emergencial, de R$ 600 para R$ 300. “Menos rendimento das famílias significa menos potencial de consumo”, afirma ele, lembrando que o auxílio emergencial impactou bastante o consumo do comércio. Embora parte do dinheiro tenha sido destinada para pagar dívidas, a outra foi para adquirir bens, frisa.

Além disso, o acesso ao crédito ainda continua difícil, mesmo com as medidas de desburocratização, segundo Brandão. O emprego também não deve voltar ainda aos patamares de antes da crise. “Vai haver um número maior de pessoas na informalidade ou de microempreendedores individuais”, afirma.

IMPACTOS DA PANDEMIA NOS EMPREENDIMENTOS

– 75% dos empresários registram queda do faturamento

– 33% dos que conseguiram aumentar o faturamento investiram nas vendas on-line

– 19% passaram a vender produtos/serviços favorecidos pela pandemia

– 37% não demitiram em julho

Fonte: Sebrae – 7ª pesquisa O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios (27 e 31/08/20).

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/pequenos-negocios-iniciam-recuperacao/ )

Varejo pós- pandemia: Novos hábitos de compra e venda

Não há como negar que a pandemia da covid-19 transformou nossas vidas. De repente nos vimos obrigados a mudar a forma como conduzimos nossos negócios, reorganizamos a rotina familiar, repensamos nosso lazer e, claro, mudamos nosso jeito de comprar.

Nos primeiros dias de isolamento, viu-se uma corrida aos mercados. O cenário de guerra tinha como pano de fundo as filas intermináveis nos caixas e prateleiras vazias de papel higiênico, produtos de limpeza e álcool. Tudo para os estoques dos dias difíceis que viriam.

Enquanto algumas categorias viveram um boom de procura, outras tiveram queda drástica de vendas. De acordo com dados da Nielsen colhidos entre 1.º e 21 de março, as pessoas gastaram 76% a mais com suprimentos domésticos e 46% com alimentos embalados.

Já os eletrônicos, por exemplo, tiveram queda de 36% no mesmo período. E houve perdas também em setores como os de eletrodomésticos e vestuário.

Passadas as filas dos primeiros dias, começamos todos a evitar deslocamentos. Para isso, recorremos ao e-commerce para as pequenas e grandes compras.

E eis que surge o primeiro desafio da era pós-covid às empresas de bens de consumo e varejo: reter esses novos consumidores a partir de uma experiência on-line diferenciada e entrega impecável.

Como garantir que os varejistas sejam capazes de orquestrar esse aumento de pedidos on-line com estoque suficiente e entrega rápida? O que vai acontecer com as lojas físicas? As respostas para essas perguntas e a corrida para a reinvenção deixarão uma herança relevante na maneira como os varejistas se relacionam com seus consumidores.

O primeiro ponto talvez seja pensar como serão as lojas físicas depois da pandemia. Varejistas omnichannel têm, por exemplo, aproveitado a localização estratégica de suas unidades, ainda que fechadas, para fortalecer o sistema de compra on-line e retirada presencial (popularmente conhecido como bopis).

Com todos os cuidados de higiene e distanciamento, vemos o espaço físico reformulado como uma grande aposta de “novo normal” no mundo pós-covid, que servirá para aumentar a conveniência e agilidade das compras.

Também temos nos debruçado sobre saídas para reduzir os prazos de entrega, um gargalo que se mostrou ainda mais importante e limitador em tempos de isolamento.

Nesse sentido, vemos pequenos comércios de bairro se organizando para oferecer serviços de entrega compartilhada – pelo qual o mesmo entregador presta serviço para diferentes comércios de determinada região.

A ferramenta ainda é pouco usada no Brasil, mas uma aposta que certamente renderá frutos a quem investir nela.

Historicamente, somos movidos pelas restrições, pelas dificuldades, e daí surgem as melhores soluções.

O impedimento de usar todos os espaços de uma padaria, por exemplo, pode levar seu proprietário a oferecer tipos diferentes de produtos no local onde antes ficavam mesas.

Ou então, em um contexto em que sabemos que o cliente gostaria de encontrar tudo em um mesmo lugar, farmácias podem expandir sua gama de itens à venda.

Há uma infinidade de soluções que podem brotar da pandemia nesse sentido, e ao fim do processo teremos certamente empresários mais versáteis, para dizer o mínimo. Outro grande exemplo são os esforços que os shoppings estão fazendo para se adequar ao novo normal, e muitos estão começando a usar uma forma criativa de disponibilizar o WhatsApp de suas lojas para compra de produtos e retirada organizada.

Para quaisquer dos caminhos escolhidos pelos varejistas, grandes ou pequenos, resposta ágil é a ordem do dia.

Todas as empresas precisam estar preparadas para o desafio de encontrar novas formas de engajar o consumidor final, talvez até com restrições de trabalho físico impostas, que influirão na produtividade e na colaboração dos funcionários. Serão necessários ajustes e amadurecimento. E muita resiliência.

Nesse novo paradigma, as marcas precisarão pensar além do produto e procurar impulsionar a lealdade do consumidor, fornecendo experiências verdadeiramente relevantes. A covid-19 tem acelerado processos que já eram inevitáveis, como a digitalização e personalização dos atendimentos.

Ao repensar a experiência de ponta a ponta do consumidor, as marcas têm agora a oportunidade de fazer realmente a diferença na vida das pessoas que servem, por meio dos produtos que fornecem e do conteúdo ou serviços entregues.

No mundo pós-covid, a resposta precisará ser personalizada, integrada e onipresente, aproveitando uma combinação de canais físicos e digitais (figital).

Isso trará um controle mais forte sobre como os consumidores interagem com seus produtos, influenciam, criam elo e aumentam a defesa da marca mediante avaliações e recomendações orgânicas e digitais.

Assim como no cenário de antes da pandemia, a análise dos dados terá grande importância para oferecer aos clientes uma experiência completa e personalizada.

É ela que vai garantir que o insight certo seja disponibilizado no ponto de contato apropriado, para conduzir às ações corretas. Mas agora se soma a essa importância um desafio que quem conseguir contornar terá imensa vantagem estratégica: são as empresas de delivery as detentoras dos detalhes sobre o perfil das compras dos consumidores, e essas respostas serão fundamentais nas tomadas de decisão daqui em diante.

No mundo pós-covid, portanto, espero ver um aumento nos investimentos em plataformas de dados adaptativos, ferramentas analíticas avançadas e recursos de IA/machine learning à medida que as empresas transformam os dados em vantagem estratégica.

Ganharemos também em agilidade: estamos vendo implantações ocorrendo em semanas ou poucos meses, que nem sequer teriam saído do papel não fosse a pandemia.

Seremos capazes de montar equipes multifuncionais para resolver problemas de alto impacto com velocidade e escala nunca vistas antes.

Isso, claro, para aqueles que se permitirem romper hábitos antigos e repensar a própria essência. Apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia, o futuro pode apresentar novas e emocionantes oportunidades.

(fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/varejo-pos-pandemia-novos-habitos-de-compra-e-venda/ )

 

A arte de segmentar clientes, direcionar ações e maximizar resultados

Dando continuidade à nossa discussão sobre como conhecer os clientes (consumidores e shoppers), é de grande importância adotar na sua empresa um processo de segmentação. Não é possível fazer tudo para todos. É necessário identificar os segmentos-alvo de shoppers, ou seja, quais são aqueles clientes que, de fato, são relevantes para o seu negócio.

Diferentes shoppers, cada qual com suas particulares características, perfis e comportamentos, exigem diferentes ações. Assim, o processo de segmentação permite a varejistas e fabricantes (com suas áreas de trademarketing e agências externas) alinhar e direcionar ações mais efetivas aos grupos nos quais tenham interesses comuns.

A segmentação consiste em agrupar clientes específicos, com características que façam sentido, em grupos também específicos, para em seguida direcionar as ações personalizadas a essas mesmas características. Atenção! Quando falamos em direcioná-las, vai muito além de ações de comunicação, marketing, propaganda e publicidade. Trata-se de direcionar ações especialmente no âmbito do negócio, do ponto-de-venda, para definir o melhor layout, selecionar o mix correto de produtos e serviços e precificar e expor os produtos nas gôndolas corretamente, entre outro

Um dos desafios da boa segmentação é que cada grupo precisa incluir clientes que, entre si, compartilhem características similares, mas com diferenças significativas quando comparados com outros grupos. As segmentações mais conhecidas são a demográfica (segmenta as pessoas de acordo com a classe social, faixa etária, gênero, ciclo de vida – pessoas morando sozinhas, casais sem filhos, etc -, religião, nível de instrução, etc), geográfica (segmenta pelo local em que a pessoa mora – país, Estado, cidade e bairro), psicográfica (segmenta com base em seu estilo de vida), comportamental (segmenta com base no comportamento de compra do shopper – tíquete, frequência de compra, número de itens, etc) e atitudinal (segmenta os clientes de acordo com atitudes em relação a temas escolhidos, como determinadas atitudes na escolha de produtos, de embalagens e das seções, etc).

Compartilho aqui um caso de um “cliente” que perdia continuamente vendas em sua rede de lojas. Apesar da perda de shoppers, ele mantinha a crença de que o problema estava nas iniciativas das empresas concorrentes, pela agressividade nos preços e promoções praticadas no mercado. Com essa certeza, iniciou uma jornada de ofertas e mais ofertas, chegando a um cenário onde 35% de suas vendas eram resultado de produtos em promoção.

Essa ação, repetidamente, além de afetar demasiadamente a sua lucratividade, era ineficiente para manter e recuperar seus clientes (shoppers) e volume de vendas. Nossa primeira ação nesse “cliente”, visando a reversão do cenário, foi aplicar um estudo atitudinal para entender quais e quantos shoppers, de fato, eram buscadores de ofertas.

A partir de nosso estudo de segmentação atitudinal, chegamos a quatro grupos distintos de shoppers:

 

Notem que as “caçadoras de ofertas” eram apenas 12% de suas shoppers. Portanto, não havia público suficiente para manter as vendas com foco em preço e promoções.

Ao fazer ofertas de maneira desenfreada, esse “cliente” também afastava as compradoras aceleradas (28%) de suas lojas. Elas querem, em primeiro lugar, agilidade, praticidade e rapidez na hora da compra, e ao chegarem em uma loja superlotada (e, geralmente, desorganizada por causa das promoções constantes), desistiam da compra e abandonavam o local.

Por outro lado, a rede não tinha fluxo de caixa suficiente para investir em lançamentos de produtos e manter seu mix atualizado, o que afastava das lojas também as exploradoras, que representavam 35% de suas shoppers. Ao conhecer seus shoppers e segmentá-los, esse “cliente” foi capaz de identificar aquilo que, de fato, era relevante para o seu negócio, e, com isso, pode desenvolver ações direcionadas para atrair, engajar, converter e reter os shoppers.

Essa foi a grande saída para reverter o quadro crítico da empresa “cliente”, no qual estava inserida principalmente pela falta de conhecimento das seus shoppers. Resultado alcançado pela empresa: houve aumento significativo nas vendas, que resultou no crescimento no tíquete médio em dois dígitos. O maior ganho foi de 3 pp na rentabilidade!

Mas, poderiam perguntar: Como ficaram as promoções hoje nessa rede?

Apenas 8% de suas vendas são obtidas por meio de promoções! Como visto nesse case, o conhecimento sobre os clientes relevantes (consumidores & shoppers) é de grande valor para o varejo (e indústria), mas não basta ter esse conhecimento. É necessário saber usar as informações de modo estratégico, metódico, com planejamento e implementação efetiva de ações para maximizar os resultados.

A arte de segmentar é um dos melhores processos para conseguir atingir os objetivos desejados, principalmente quando combinada com outros instrumentos de aplicação do gerenciamento por categorias (GC).

(Fonte: https://newtrade.com.br/varejo/a-arte-de-segmentar-clientes-direcionar-acoes-e-maximizar-resultados/ )

MP abre crédito de R$ 10 bilhões para financiar Peac-Maquininhas

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (24) a Medida Provisória (MP) 1.002/2020, que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para financiar o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac-Maquininhas).

A Lei 14.042, de 2020, que criou o Peac-Maquininhas, programa de crédito com linhas para microempreendedores individuais (MEIs), micros, pequenas e médias empresas usuários de máquinas de cartões de crédito e débito para vendas de produtos, buscou amenizar a crise provocada pela pandemia de covid-19. Foi sancionada em agosto pela Presidência da República.

A intenção é viabilizar crédito de até R$ 50.000 para esses microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. A garantia dos financiamentos é uma parte das vendas futuras firmadas por meio de maquininhas de cartão de crédito e débito, sendo dispensada a exigência de aval ou garantia real.

Deputados e senadores incluíram no texto original da Medida Provisória 975/2020, que originou a lei, dispositivo que determinava à União liberar R$ 10 bilhões para essa modalidade de empréstimo por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É o que a MP 1.002, que autoriza a contratação de operação de crédito interna, vem cumprir.

(fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/09/24/mp-abre-credito-de-r-10-bilhoes-para-financiar-peac-maquininhas )

Em BH e região, quase sete em cada dez lojas demitiram durante a pandemia

A reabertura do comércio em Belo Horizonte, retomada em agosto, não foi o ponto final dos problemas trazidos pela pandemia de Covid-19 ao setor. Durante os últimos seis meses, 68,5% delas demitiram funcionários, em um cenário em que muitas não obtiveram crédito para manter o negócio e que só deve melhorar em 2021.

Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pelo Sindicato dos Lojistas de BH (Sindilojas BH), respondida por 223 lojistas da capital e da região metropolitana durantes este mês, a maioria deles de micro a pequeno porte. Dos lojistas que demitiram funcionários, quase 40% dispensaram até um quarto da equipe. Em praticamente 5% das empresas, mais da metade dos trabalhadores foi demitida.

Na perspectiva do presidente do Sindilojas BH, Nadim Donato, é uma situação que pode ser amenizada com a chegada da Black Friday, em novembro, e do Natal, no final do ano, épocas em que tradicionalmente há aumento das contratações temporárias. “Isso é bom, porque pode refletir em efetivação no ano que vem. Acreditamos que neste ano será uma contratação temporária maior, mas ela vinha diminuindo. Antes da pandemia, todos já estavam operando com quadro reduzido”, diz.

Já o prognóstico do presidente do Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região Metropolitana, José Cloves Rodrigues, é de baixa nas contratações temporárias e aumento da precarização das relações de trabalho, que, segundo ele, deterioram-se desde a Reforma Trabalhista de 2017. “Torço para isso não acontecer, mas penso que até dezembro o comércio ainda não vai estar em condição de fazer as contratações como sempre fez ao longo dos anos. Acho que a recontratação vai ser mais lenta do que foram as demissões”, diz.

No Mundo dos Armarinhos, loja de aviamento no Centro de BH aberta há 33 anos, as recontratações já se iniciaram. O dono, Fausto Izac, 61, demitiu quatro, dos 16 funcionários, durante a pandemia. Com a reabertura, pretende contratar dois. Ele conta que o movimento da loja está próximo ao que era antes da pandemia, mas o faturamento diminuiu devido à alta imposta pelos fornecedores.

“Não houve nenhum fornecedor que não aumentou o preço pelo menos em 5%. Acabei de saber que um fornecedor de algodão, de Minas, aumentou 8% o preço, é o terceiro aumento dele. As mercadorias também não chegam na mesma velocidade de antes”, aponta o comerciante.

Para maior parte dos lojistas, vendas diminuíram de 30% a 40%

31% dos respondentes da pesquisa do Sindilojas BH afirmam que as vendas caíram de 30% a 40% do início do ano até agosto, comparadas ao mesmo período de 2019. Nas duas primeiras semanas de setembro, quando o comércio já estava de portas abertas novamente, a diminuição também foi nesse nível para 36% dos consultados.

Não é um cenário que vá se reverter tão cedo, na visão do presidente do sindicato, Nadim Donato. “A recuperação para o patamar de 2019 virá só no último trimestre do ano que vem, se não houver fechamento do comércio novamente”, estima. Ele diz acompanhar os indicadores da saúde em BH e temer uma nova paralisação das atividades, caso os índices piorem. “(Os casos de Covid-19) estão voltando na Inglaterra e na Espanha. Se tiver que fechar de novo, não aguentamos”, pontua.

Pouco menos de 48% dos respondentes da pesquisa concordam com Donato e afirmam que só recuperarão os negócios de 1,1 a dois anos. Uma minoria de 10,5% apostam que conseguirão retomar imediatamente.

Quase 40% dos comerciantes que tentaram obter crédito pelo Pronampe não conseguiram

Outro problema enfrentado pelos comerciantes durante a pandemia foi a obtenção de crédito. Na pesquisa do Sindilojas-BH, cerca de 72% deles declararam ter tentado acesso a crédito e pouco mais da metade desses lojistas recorreu ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), lançado pelo governo federal.

Praticamente 40% de quem procurou o programa não obteve o crédito solicitado. Segundo Donato, bancos impõem dificuldade à aquisição do crédito ao verificar a documentação de lojistas.

Uma medida esperada por quase metade dos comerciantes para aliviar as dificuldades é a redução de impostos e taxas governamentais. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) adiou o pagamento do IPTU das lojas que tiveram que fechar durante a pandemia, porém, por 2020 ser um ano eleitoral, não pode conceder descontos. Quando as eleições de novembro passarem, o presidente do Sindilojas BH afirma que tentará negociar isenção do imposto para as lojas.

Outra demanda que ele levará à prefeitura, assim que uma pesquisa sobre viabilidade for concluída pela sindicato, é a abertura do comércio por mais duas horas, de segunda a sábado. Atualmente, as lojas de rua podem funcionar d as 11h às 19h, de segunda a sexta, e das 9h às 17h aos sábados; nos shopping centers, a permissão é de abertura das 12h às 20h de segunda a sábado.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/em-bh-e-regiao-quase-sete-em-cada-dez-lojas-demitiram-durante-a-pandemia-1.2389239 )

Consumo de artigos para casa e decoração recua em BH

Realizado pelo terceiro ano consecutivo, o mapeamento produzido pela Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores (ABCasa) e pelo instituto Iemi Inteligência de Mercado, revela que Belo Horizonte caiu uma posição no ranking brasileiro do varejo do segmento, ocupando, em 2019, a quarta colocação. Na pesquisa de 2018, a cidade estava em terceiro lugar.

Com esta queda, a participação de Belo Horizonte no total consumido no País no segmento foi de 1,9% em 2019 contra 2,73% em 2018. Uma queda de cerca de 30%.

Com a queda, a cidade fica atrás de São Paulo (1ª), Rio de Janeiro (2ª) e agora Brasília (3ª). Por outro lado, fica à frente de outras capitais, como Porto Alegre (5ª), Salvador (6ª), Curitiba (7ª) e Goiânia (8ª).

Dados nacionais – No segmento de casa e decoração do Brasil, as vendas do varejo cresceram 1,63% em 2019 no comparativo com o ano interior. Em valores, o setor movimentou um total de R$ 63,9 bilhões no último ano, ante os R$ 62,9 bilhões em 2018.

Novamente incorporado à pesquisa, o setor têxtil (cama, mesa e banho) acrescentou R$ 19,9 bilhões ao valor obtido por todas as áreas abrangidas pela ABCasa. O total somado (R$ 83,8 bilhões) ficou R$ 2,5 bilhões acima do saldo de 2018. A inclusão contribuiu para o crescimento atingido em praticamente todos os indicadores analisados. Vale ressaltar que, somente no quesito “produção local”, a participação do setor têxtil foi de R$ 12,9 bilhões.

As importações atingiram a cifra de US$ 1,4 bilhão, mesmo patamar alcançado em 2018. Já as exportações tiveram crescimento de 0,39%, passando de US$ 990,1 milhões para US$ 993,9 milhões. Com a inclusão do setor de cama, mesa e banho, houve um acréscimo de US$ 200 milhões em importações e US$ 41,9 milhões em exportações.

Os indicadores de produção, empresas atacadistas, pontos de vendas e mão-de-obra registraram queda em relação ao ano de 2018. O segmento de casa e decoração registrou uma leve queda de 0,39% em produção de artigos, passando de R$ 25,7 bilhões (2018) para R$ 25,6 bilhões (2019). Ao todo, 19,5 mil unidades produtoras foram responsáveis pelos resultados. No entanto, houve uma redução de 2,5% no número dessas fábricas no ano passado.

O número de empresas atacadistas do setor, que realizam o escoamento dos produtos até o consumidor final, teve queda de 1,4%. No segmento de cama, mesa e banho também houve diminuição: -1,39% no número de atacadistas.

Em relação ao número de pontos de venda (PDVs) no varejo total, o setor de casa e decoração sofreu uma redução de 3,24%. A mesma tendência também se confirmou em cama, mesa e banho (queda de 3,23%).

A pesquisa aponta ainda que houve estabilidade no número de pessoas que formam a mão de obra total empregada no varejo (2,2 milhões de funcionários), sendo que, no varejo especializado, houve uma redução de 655,1 mil para 622,4 mil postos de trabalho – 32,7 mil a menos, uma queda de aproximadamente 5% entre 2018 e 2019 -, enquanto que o varejo não especializado teve uma estabilidade, com os cerca de 1,6 milhão de postos de trabalho mantidos entre um ano e outro.

“Apesar do crescimento menor em relação ao obtido em 2018, o levantamento indica que o setor tem melhorado seus níveis de produtividade e eficiência com a adoção de melhorias no processo produtivo e de novas tecnologias, além do aumento do valor agregado dos produtos relacionados ao segmento de casa e decoração”, destaca o presidente da ABCasa, Eduardo Turqueto.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/consumo-de-artigos-para-casa-e-decoracao-recua-em-bh/ )

 

 

 

 

 

Vendas desabam nos shoppings de Belo Horizonte

Apesar de os shoppings de Belo Horizonte, pouco a pouco, estarem retomando as atividades após ficarem fechados por conta das medidas de isolamento social adotadas para combater a Covid-19, o cenário ainda não está bom em relação às vendas. Quem afirma é o superintendente da Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (Aloshopping), Alexandre França. A queda nas comercializações, diz ele, gira em torno de 50% a 70% e só pioram a cada dia.

O motivo para isso são diversos, segundo França. Um deles tem a ver com o próprio comportamento do consumidor, que pouco tem comprado determinados produtos, como roupas e calçados, por exemplo. “O comportamento dos consumidores mudou muito. Não está tendo festas, casamentos, entre outros eventos, então, eles não têm investido em vestuário”, justifica.

As comercializações, embora menos volumosas, têm sido mais presentes na área de artigos para o lar, como os de cama, mesa e banho. Mas, mesmo assim, nada como era antes, até porque, explica França, praticamente acabaram as vendas por impulso, algo que era muito intenso nos shoppings.

Antes, explica, as pessoas iam aos cinemas (que permanecem fechados) e ficavam mais nas praças de alimentação. O tempo de permanência nos centros de compras no pré-pandemia era de, em média, 69 minutos. A circulação mais demorada alavancava o consumo. Atualmente, o tempo de permanência é de cerca de 23 minutos. “As pessoas compram algo e já vão embora”, diz França.

Com todo esse cenário, conta o superintendente do Aloshopping, cerca de 15% dos lojistas de shoppings da capital mineira já fecharam as portas definitivamente. Os outros têm conseguido negociações com os administradores em relação ao aluguel e ao condomínio. No entanto, agora, as situações têm sido analisadas caso a caso e mês a mês, o que também tem sido um desafio.

“O que estamos pleiteando é algo mais definido por um período, como até o fim do ano. Como o lojista pode planejar qualquer coisa sem saber o boleto que terá de pagar?”, indaga. De acordo com ele, se as contas apertarem mais, serão ainda mais lojas fechadas.\

Aumento de preços – No entanto, esses não são os únicos desafios enfrentados pelos lojistas. França diz que há, atualmente, dificuldades de comprar determinados produtos. “Muitos lojistas não estão conseguindo comprar o que eles querem. Está faltando matéria-prima”, afirma.

Segundo o superintendente do Aloshopping, pelo fato de muitas indústrias terem paralisado as atividades por um tempo por conta da pandemia, há itens escassos no mercado, o que afeta os preços.

Com isso, a previsão é de que, mesmo sem muita demanda, haja aumento dos valores dos produtos também nas lojas, pois os lojistas poderão ter de repassar a alta para os consumidores, por já estarem em uma situação complicada. “Nós estamos prevendo um aumento grande no preço de mercadorias”, ressalta França.

Mais uma vez, o setor de vestuário, também nesse sentido, tem sido um dos mais afetados, assim como o de colchões, por falta de matéria-prima, além do aumento do valor do algodão.
Perspectivas – Nem mesmo o Natal, data tão importante para o comércio, tem conseguido alcançar expectativas positivas do segmento. Segundo França, as vendas de fim de ano nos shoppings deverão ser 30% menores em relação ao ano passado. A queda nas comercializações deve permanecer em 50% até o mês de novembro, em comparação ao período antes da pandemia.

Já em relação às perspectivas de abertura dos shoppings em um horário mais amplo, França diz que espera-se que os shoppings voltem a funcionar de 10h às 22h ainda em outubro.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/vendas-desabam-nos-shoppings-de-belo-horizonte/ )

Live a Retomada do Comércio nessa segunda

Nadim Donato, Presidente do Sindilojas BH & Região será entrevistado na Live do Tempo – apresentada pelos jornalistas Helenice Laguardia e Karlon Aredes. Abordará os principais impactos do COVID-19 no Comércio e todas medidas de retomada.

Data: 21 de setembro, segunda-feira
Horário: 15h

Assista nos canais abaixo:

portal otempo.com.br
facebook.com/portalotempo
youtube.com/otempo
twitter.com/otempo
rádio Super 91,7 FM
supernoticiafm.com.br

Edição impressa do jornal O Tempo no dia 22 de Setembro.

live

Pesquisa impactos do COVID-19 no Comércio

Prezados Lojistas,

O Objetivo desta pesquisa é identificar os principais impactos econômicos do Coronavirus, no Comércio.

Sua participação é importante, para que possamos monitorar e buscar soluções para as empresas na retomada das atividades no comércio.

Contamos com a colaboração de todos. (para responder a pesquisa basta um minutinho!)

👉 Para acessar clique nesse link