Mercado pet apresenta potencial de crescimento com profissionalização no varejo

Considerado como serviço essencial em tempos de quarentena e com o aumento de animais adotados no período, o mercado pet tem tudo para comemorar. Entretanto, também enfrenta seus desafios: rápida adaptação de procedimentos operacionais, garantindo segurança e saúde do consumidor, além de ter uma concorrência ativa, gerando maior necessidade de profissionalização para potencializar o atendimento ao cliente e conquistar resultados ainda melhores.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Pet Brasil em 2019 mostrou que apenas 1,8% do mercado pet no Brasil é composto por Mega Stores, 18,6% é composto por lojas de médio porte e 79,6% são formados por microempreendedores, com lojas de vizinhança.

Como em qualquer outro setor do varejo, pet shops também precisam ter padrões de organização e limpeza do salão de vendas e estoque, além de ferramentas de apoio para manutenção dessa rotina. Independente do porte da loja é preciso ter normas e procedimentos para oferecer um melhor serviço ao cliente, criando um diferencial através do modelo de atendimento. Estes são fatores decisivos para atrair melhores resultados, especialmente em um cenário onde a concorrência é cada vez mais acirrada.

O mercado pet no Brasil é considerado o segundo maior do mundo, ficando ao lado de países como Reino Unido, Alemanha e França, que perdem somente para os Estados Unidos, que ocupam a primeira posição no ranking. Estamos falando de um mercado que movimenta mais de R$ 34 bilhões, com potencial de crescimento, mesmo em um cenário em que diversos outros setores do varejo apresentam retração.

A Friedman, empresa especializada em produtividade e aumento de resultados em pontos de venda, realizou uma pesquisa com 70 microempreendedores do mercado de pet shop. Apenas cinco dos entrevistados realizaram demissões, suspenção de contratos de trabalho e/ou redução da jornada de algum colaborador por causa da pandemia de COVID-19. Mais de 50% afirmaram que a atual situação não gerou impactos dessa natureza para o negócio e que ainda conseguiram manter o mesmo nível de faturamento ou tiveram um faturamento maior do que o habitual. Quando questionados sobre qual área do negócio é responsável por maior fatia do faturamento, 43% afirmaram ser a venda de produtos na loja, 30% atribuíram maior parte do resultado à clínica veterinária, 22% informaram que o faturamento é bem equilibrado entre todas as áreas e apenas 5% selecionaram centro estético (serviços de banho e tosa) como a área que representa maior fatia do faturamento do negócio.

Quando questionados sobre as expectativas da variação do faturamento nos próximos 6 meses, 48% acreditam que o nível de faturamento vai aumentar, 40% acham que o faturamento vai se manter e 12% é mais pessimista e dizem que vai diminuir.

O baixo impacto frente ao cenário atual (adverso para tantos segmentos) e as divergências de faturamento entre as áreas do negócio mostram um pouco do potencial de crescimento do mercado pet. Ao encontrar o equilíbrio entre a oferta de produtos e serviços, estabelecendo metas, acompanhando indicadores e desenvolvendo sua força de vendas, o potencial de crescimento é ainda mais promissor. O segredo está na profissionalização do setor para um modelo de gestão e vendas que seja ágil e sistêmico, com processos bem definidos, como já acontece de forma tão presente em diversos outros setores do varejo.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/30/mercado-pet-apresenta-potencial-de-crescimento-com-profissionalizacao-no-varejo/ )

Mobilidade: como evitar aglomerações na sua loja

Distanciamento social e uso de máscaras são medidas preventivas comprovadamente eficazes no combate à pandemia de Covid-19. Por essa razão, a maioria dos estabelecimentos comerciais restringiram a circulação de pessoas ou mesmo fecharam as portas para atendimento presencial. Com a reabertura do varejo, sua loja precisará de mobilidade para vender e evitar aglomerações — um risco para a saúde de clientes e funcionários.

Isolamento aumentou pressão sobre varejo

A retomada das atividades econômicas tem sido cada vez mais exigida por entidades representativas estaduais aos governos. Mesmo com a alta ocupação de leitos, grande parte dos negócios não tem caixa nem acesso a crédito facilitado para se sustentar com portas fechadas.

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE referente a abril — primeiro mês de isolamento social — mostrou uma queda de 16,8% no volume de vendas e de 17% no faturamento do comércio varejista. A movimentação negativa acima de dois dígitos demonstra a gravidade da situação econômica; no mundo, o impacto da pandemia deve chegar a U$2,7 trilhões.

As empresas, além de gerarem valor para os clientes e lucro para a sociedade, garantem a empregabilidade e a circulação de riqueza. Por outro lado, ainda há riscos na abertura total. Mas existem uma maneiras de mitigar o perigo de novas contaminações e melhorar a segurança sanitária da sua loja.

Aumentando a mobilidade das vendas

As lojas de maior porte precisam de sistemas mais robustos e de terminais para TEF (transferência eletrônica de fundos), que são fixos e compõem a frente de caixa. É o caso de supermercados e lojas de construção — as últimas costumam ter módulos de pré-venda em computadores distribuídos pelo estabelecimento.

Lojas menores, tanto de rua quando de shoppings, podem enfrentar problemas se houver uma corrida às compras. Nesse cenário, é importante que o varejista esteja preparado para evitar a formação de filas e garantir a manutenção do distanciamento.

Em vez de usar um sistema de pagamentos fixo no caixa, uma alternativa é ter maquininhas que possam ser levadas até os clientes. Aparelhos equipados com sistemas operacionais como o Make! POS têm todas as funcionalidades de um caixa.

Além de garantir um fluxo de trabalho otimizado, maquininhas de cartão de crédito equipadas com o Make! podem ser usadas de forma independente de um sistema ERP completo. As mesmas tarefas da frente de caixa podem ser automatizadas a um custo bem mais acessível.

A mobilidade das vendas se aplica tanto às operações dentro da loja, evitando aglomerações e formações de filas de pagamentos, quanto ao delivery. Levantamentos indicam que as compras por entrega aumentaram 59% em abril em decorrência das restrições.

Outra vantagem é a redução da jornada de compras, o que leva o cliente a tomar a decisão mais rapidamente sem desistir de levar produtos. Com a maquininha, o atendente “bipa” os produtos no local onde o consumidor se encontra, recebe o pagamento e a compra é faturada.

Portanto, se você deseja ampliar seu faturamento, garantir as vendas dentro e fora da loja e ter segurança sanitária, uma alternativa é utilizar maquininhas com o Make! POS embarcado.

Mas todo cuidado é pouco. Medidas adicionais são recomendadas caso você queira reabrir seu comércio.

Como manter a segurança sanitária na sua empresa

Deixe higienizadores em toda a loja

Uma das formas mais comuns de contágio é quando alguém leva a mão ao rosto. Por isso, uma das práticas mais recomendadas é a higienização correta das mãos, que pode ser feita com álcool em gel 70%, se secagem rápida.

É importante ter dispensers do produto exclusivos para clientes na loja e outros para os funcionários. Há empreendimentos em que um funcionário se responsabiliza por borrifar álcool nas mãos dos clientes que entram.

No processo de compras, é comum que o cliente toque nas peças ou produtos, o que pode transformar sua loja em um vetor de transmissão. Por essa razão, também é necessário higienizar a loja antes de abrir e logo depois de fechar para garantir o asseio e segurança do ambiente para você, seus funcionários e seus clientes.

Peça o uso de máscaras

Existem regulações distintas e mudanças frequentes em relação à obrigatoriedade da máscara em espaços fechados. De qualquer maneira, vale a pena solicitar ao cliente que use o acessório para garantir a segurança dele e dos demais.

Além de não ser um pedido abusivo, é compreensível em meio a uma pandemia.

Reduza as burocracias operacionais

O que puder fazer para diminuir as tarefas a serem realizadas dentro da empresa, faça. Há procesos que podem ser realizados a distância, outros podem ser simplesmente automatizados com um sistema integrado.

Grande parte das atividades gerenciais pode ser executada a distância, uma vez que sistemas ERP e CRM mais modernos garantem acesso remoto ao gestor. Reuniões e outros processos não precisam acontecer numa sala física.

Talvez essa seja uma boa oportunidade para você fazer seu negócio operar no modo “enxuto”, eliminando tudo o que não gera valor para o cliente e não é obrigatório.

Mesmo com a loja aberta, estimule o delivery

Boa parte dos clientes prefere não se precipitar e continua sem sair de casa, exceto quando estritamente necessário. De acordo com a InLoco, empresa que analisa dados de georreferenciamento, o índice de isolamento social se mantém em 49,2% no Brasil.

Tudo indica que os hábitos de consumo serão permanentemente alterados após o isolamento social. Vale a pena manter — e até estimular — o atendimento dos pedidos via delivery em vez do presencial.

Opere vendas e atendimento em diversos canais

O isolamento social estimulou as pessoas a usarem mais os celulares e se engajarem em redes sociais. Segundo dados da Opensignal, a parcela de smartphones brasileiros conectados à rede 4G passou de 7,4% em 2019 para 79,3% no primeiro trimestre de 2020.

Isso significa que a janela de atenção dedicada às atividades online via dispositivos móveis, como navegação em redes sociais, mobile commerce e consumo de vídeos aumentou significativamente. É uma oportunidade para você atingir esse público.

Use as ferramentas online voltadas para empresas para construir sua marca, pesquisar tendências e divulgar seu produto de forma eficiente. Mais do que isso, é necessário levar a loja até o consumidor, transformar seus perfis em vitrines e fechar vendas por quaisquer canais — sem a limitação do ponto de venda.

Lembra de quando se falava em omnichannel e como essa tendência parecia distante para a maioria das empresas? Essa é a hora de adotar efetivamente.

Não é necessário gastar fortunas para ter uma operação ágil e lucrativa. Dentro da loja, a mobilidade nas vendas pode ser obtida facilmente com o uso do sistema Make! POS, que também funciona para atender pedidos de delivery. Entretanto, outras práticas são recomendadas para evitar a formação de filas e aglomeração de pessoas no ponto de venda. Com isso, todos ganham sem que você precise abrir mão da segurança sanitária.

Para entender de um jeito bem fácil como o seu varejo pode se diferenciar após a pandemia, baixe o infográfico Varejo Prático e fique por dentro.

(fonte: https://atsinformatica.com.br/blog/evitar-aglomeracoes-na-loja/?utm_campaign=newsletter_12_-_julho&utm_medium=email&utm_source=RD+Station )

Os 5 vetores da transformação digital no consumo e no varejo

Quem estava na frente tem que continuar se movimentando mais rápido. Quem se achava alinhado precisa acelerar e quem estava para trás vai ter que mudar de forma dramática o ritmo. Se transformação digital já era um tema importante para todos, agora se tornou vital, porém reconfigurada em sua forma e relevância.

O período que estamos atravessando ficará marcado como aquele em que o digital saltou na escala da transcendência na realidade dos negócios, não importa em que atividade sua empresa atue. E tudo tem a ver com o protagonismo que o tema adquiriu no mundo e seus impactos nos negócios e no futuro das atividades empresariais e na própria sociedade.

Os elementos fundamentais do processo de transformação digital passam por cinco vetores que atuam de forma interconectada e convergente.

1 – O mapa das transformações digitais que impactam ou podem impactar seus negócios no presente e no futuro: Esse é o primeiro vetor e o que permite uma visão ampla a partir do mercado de todas as inovações e transformações digitais que já estão disponíveis e mais aquelas em fase embrionária e que podem impactar seu negócio. Para essa análise estão disponíveis diferentes instrumentos, usualmente produzidos por empresas de inteligência, pesquisa e consultoria, que mapeiam tudo que está já sendo utilizado em suas diversas fases, blocados segundo suas finalidades. Esses mapas permitem ter uma visão ampla das alternativas e deve-se considerar cada elemento do processo de transformação considerando seu impacto atual e de médio e longo prazo no negócio atual e sua visão sobre o futuro.

Esses impactos devem ser considerados e ponderados segundo sua condição de reduzir ou aumentar receitas e resultados, tanto na sua oferta quando no seu uso como instrumento na operação e na gestão do negócio.

Como o crescimento dos pagamentos digitais vai impactar sua relação com seus clientes finais e fornecedores? Como a biometria facial pode melhorar seu nível de serviço? Como as lojas autônomas podem ocupar espaço em relação aos formatos tradicionais? Como a incorporação de games irá influenciar o ensino, o aprendizado e o treinamento? Como a comunicação digital na loja física pode influenciar acesso, espaço, processos e decisão de compras? Como o domínio de informações e o monitoramento dos hábitos de seus clientes pode se transformar em vantagem competitiva e estratégica essencial? Quão próximo seu negócio estará do núcleo dos ecossistemas em que sua empresa estará inserida? Em quais ecossistemas sua empresa poderá estar inserida?

Para cada desenvolvimento tecnológico surgem diversas variantes de possíveis impactos e geram questões que pedem um repensar estratégico de seu próprio negócio à luz do redesenho do mercado e do ambiente de negócios precipitados pela transformação digital;

2 – Cultura digital como novo normal: O digital foi ao longo do tempo migrando do diferente e novo, passando pelo acessório e até se transformar em essencial. E nesse aspecto a cultura das organizações deve incorporar nesse decantado novo normal essa nova realidade. Não será a incorporação de novas tecnologias e recursos que irá transformar as organizações, mas a entronização na organização do ser, pensar e agir digital de forma natural. É simples e fácil quando pensamos em startups, fintechs e negócios focados em tecnologia. Mas é complexo e desafiador quando pensamos em organizações estruturadas em processos e modelos mais tradicionais e mais difícil ainda quando pensamos em empresas de sucesso e líderes em seus segmentos.

Migrar de uma cultura tradicional de operação e gestão de negócios para incorporar a cultura digital requer uma liderança interna mobilizadora e estimuladora da transformação, programas de desenvolvimento, atualização e educação e a “inoculação” na organização de novas lideranças e programas que estimulem a percepção da importância da migração. E como tudo que envolve cultura demanda tempo, foco e obstinação na implementação;

3 – Comunicação digital: Em todos os processos transformacionais a comunicação tem papel crítico. Seja no ambiente interno, como instrumento complementar na transformação da cultura, seja no ambiente externo, ao mostrar a face reconfigurada da organização pela incorporação do digital e seus benefícios para consumidores e parceiros. Os programas de comunicação devem necessariamente estar alinhados com a visão da transformação digital futura sem minimizar a realidade atual, para não gerar desconexão sobre o presente e a transformação para o futuro, permitindo a geração de hiatos que tornariam a organização percebida de forma desconectada;

4 – Os instrumentos de transformação digital interna na operação e na gestão: Para além da cultura e da comunicação, a transformação digital envolve a incorporação de novos recursos para a operação e gestão do negócio que podem acelerar e consolidar todo o processo. A incorporação de plataformas integradas tanto na gestão como na operação envolvendo todos os setores da organização é um dos elementos mais importantes no processo de transformação digital pelo que acelera na intimidade de todos com os novos instrumentos digitais, contribuindo ainda, passada a fase de adaptação, para melhoria, eficiência, produtividade e os resultados, sempre avaliados considerando os diferentes níveis de investimentos. E essa é uma questão crítica, pois novos recursos são constantemente disponibilizados e atualizados exigindo novos investimentos, adaptações e treinamento;

5 – Dimensionando e medindo a transformação digital: Onde estamos, onde queremos chegar e com quais benefícios para quem?  Essas são as questões críticas que envolvem as decisões ligadas à jornada de transformação digital e que devem ser respondidas já num primeiro momento e constantemente monitoradas para que se tenha efetividade de todo o processo e que possamos ter uma correta mensuração dos investimentos, resultados e retorno de tudo que será feito.

A jornada de transformação digital de uma organização é um processo amplo, profundo e permanente, considerando os novos elementos ligados à tecnologia constantemente incorporados.

Se no passado poderíamos decidir quando promover, no presente não há opções. Tem que ser feito o mais rapidamente possível para não transformar seu negócio numa Kodak dos novos tempos, aquela que até criou uma alternativa digital às fotos tradicionais, mas preferiu promover uma mudança mais gradual a o que foi imposto pelo mercado.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/20/os-5-vetores-da-transformacao-digital-no-consumo-e-no-varejo/ )

Como reinventar seu negócio em meio à crise?

Como sobreviver à crise de Covid-19? Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

Mas essa reinvenção não precisa passar necessariamente por uma repaginação total na empresa. Ao menos, é o que ensina Daniel Keller, professor, palestrante e facilitador de workshops e capacitações. Para ele, reajustar alguns focos na sua atuação pode ser o caminho para atravessar essa turbulência no mercado e sair mais forte no pós-Covid-19.

Confira a seguir o que o consultor tem a dizer sobre o tema e o que sua empresa pode aprender com isso.

3 focos para reinventar seu negócio

1) Foco na atividade do negócio

Daniel destaca que momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Como exemplo, ele imagina uma loja de roupas e calçados femininos e masculinos, sendo que 90% do faturamento dela venha dos produtos femininos. No caso, focar apenas nessa linha ajudaria a não só a liberar espaço de mostruário para itens que geram mais receita, como reduziria a necessidade de compra de itens com baixa saída.

Esse mesmo pensamento pode ser aplicado a outros segmentos, reduzindo a oferta de produtos ou serviços para focar naqueles que contribuem de fato para a sobrevivência da empresa.

Tal medida deve ser tomada em sintonia com os interesses dos clientes, percebendo os movimentos naturais de consumo. É um contínuo exercício de adaptação com relação a soluções individuais oferecidas, mas sem perder o core business, isto é, o seu negócio principal.

— O empreendedor precisa conhecer o comportamento do seu cliente, compreendendo o que mudará daqui para a frente para fazer rápidas adaptações na forma de entregar valor através de seus produtos e serviços — complementa o consultor.

Reinventar seu negócio pode ser mais sutil do que imagina, mas precisa ser ágil. (Foto via Freepik)

2) Foco no público-alvo

Podemos falar do foco no público-alvo sob diferentes perspectivas. Primeiro, do tipo de consumidores que tem atraído para sua empresa. Eles ajudam você a atingir os objetivos estratégicos ou, por outro lado, consomem toda a energia da atividade ou demandam recursos excessivos sem compensar, impedindo o crescimento? Ou seja, é um modelo de negócio sustentável?

Quando tem certeza de que está atraindo os clientes certos, então é hora de focar nas tendência de consumo.

— Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços — Daniel explica.

Ele ainda destaca outra tendência em alta, a de valorização das marcas com propósito:

— Já é claro também que o cliente cada dia mais vai procurar empresas, independentemente do porte, que tenham um propósito claro, algo que vá além de vender um produto ou serviço e que justifique por que a empresa existe e por que ela deve ser escolhida pelos consumidores.

3) Foco em preencher lacunas

Pensando agora no momento futuro da retomada, como estarão os empreendedores e suas empresas? Reinventar seu negócio servirá apenas para se manter em pé agora ou para dar um salto depois?

Você provavelmente percebeu algumas lacunas na operação. Desde a falta de uma segurança de caixa para enfrentar uma situação como esta até a ausência de canais de venda e comunicação virtuais para se conectar ao consumidor. Ou talvez sentiu a necessidade de buscar uma capacitação maior na sua área.

O consultor recomenda que repare nesses pontos frágeis do negócio e procure aprimorá-los. São aqueles que você pensa: “se eu tivesse X, estaria mais tranquilo agora” ou “se estivesse preparado para fazer Y, o impacto da crise seria menor”. Profissionalização, ele afirma, será um dos pilares da retomada:

— O crédito mais acessível deve ser um grande motivador da produção e consumo, e um possível processo de fortalecimento da indústria nacional, cenário este que já se mostra como alternativa em outros países. Mas, certamente, o amadurecimento das empresas, a profissionalização da gestão, a inovação e a capacidade de se adaptar em um “novo normal” serão pontos decisivos para termos empresas competitivas para puxar a retomada pós-crise — completa o especialista.

(Fonte: https://negociossc.com.br/blog/como-reinventar-seu-negocio-em-meio-a-crise/?utm_campaign=news_4_maio_-_clientes_potenciais_e_agencias&utm_medium=email&utm_source=RD+Station )

Dia dos Pais: 69% dos brasileiros vão dar presentes em meio à pandemia

Mesmo com todos os impactos trazidos pela pandemia da Covid-19, o Dia dos Pais será celebrado com presente por 69% dos brasileiros. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Méliuz, empresa líder em cashback no Brasil.

Para 53% dos respondentes, a pandemia afetou a decisão a respeito da compra do presente de Dia dos Pais — destes, 65% considera o impacto pequeno e 35% acham que a pandemia impactou muito na decisão.

Dentre os que vão presentear na data, a maior parte (36%) pretende gastar entre R$ 51 e R$ 100. A média de valor que será investido não foi diferente do resultado da pesquisa realizada em 2019, com exceção da porcentagem de pessoas que buscam comprar presentes mais baratos (até R$ 50) — apesar das consequências da pandemia, menos pessoas pretendem gastar pouco (7,7% em 2020 vs. 14,8% em 2019).

Ainda segundo a pesquisa, mais da metade das pessoas que pretendem presentear (51%) devem optar por comprar roupas para os pais. A categoria Acessórios e Calçados ficou em segundo lugar (28%) nas escolhas, seguido de itens Eletrônicos e de Informática (25,1%), Perfumes e Cosméticos (22,18%) e Celulares (15,9%).

Compras durante a pandemia

Entre os respondentes, 79% pretendem fazer a compra do presente, exclusivamente, em lojas online — sendo que destes, 94,7% vão receber o pedido em casa e apenas 5,3% devem retirá-lo em uma loja física. Já os demais, apenas 11,7% devem comprar o presente em lojas físicas e/ou online e 8,4% vão optar por fazer compras apenas em lojas físicas.

“Fazer tudo online e prestando bem atenção, você compra produtos de qualidade, acertar no tamanho, traz comodidade, sem contar o crédito e o parcelamento. Economia de tempo e crédito certo, dentro dos seus limites e segurança!”, afirmou Vilaci Oliveira Rabelo, um dos entrevistados na pesquisa.

Apesar do impacto que a pandemia do coronavírus teve no comportamento de consumo do brasileiro, 52,7% dos respondentes afirmaram que as consequências não afetaram a escolha de onde comprar o presente do dia dos pais — desses, 83% vão comprar (e já comprariam) exclusivamente em lojas online.

Porém, para 47,3% dos entrevistados, a pandemia mudou a maneira de comprar o presente — 74% destes vão comprar exclusivamente online, mas preferiam ir às compras exclusivamente em lojas físicas ou dividir as compras entre lojas físicas e online.

Dia dos Pais em ascensão

O Dia dos Pais é uma data que vem ganhando força e se firmando como uma das mais relevantes no número de vendas para o e-commerce. De acordo com levantamento da Ebit|Nielsen, em 2019 foram 6 milhões de pedidos, com um faturamento de R$ 2,5 bilhões, superando Dia das Mães e Dia dos Namorados.

(Fonte: https://newtrade.com.br/varejo/dia-dos-pais-69-dos-brasileiros-vao-dar-presentes-em-meio-a-pandemia)

Comunicado CCT Covid 19 e Prazo

O Sindilojas-BH comunica a seus representados do comércio lojista de em Belo Horizonte, Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano, que celebrou, em 15 de julho de 2020, o 01º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho Específico em decorrência da Pandemia do COVID-19, em razão dos ordenamentos decorrentes da Lei Federal nº 14.020, de 06 de julho de 2020 e do Decreto nº 10.422, de 13 de julho de 2020.

Desta forma, ficou inserido ao Parágrafo Décimo-Segundo, na Cláusula Quarta da Convenção Coletiva de Trabalho / Específico em decorrência da Pandemia do COVID-19, ora aditada, a prorrogação do prazo da suspensão temporária do contrato de trabalho ficando acrescido em mais 60 (sessenta) dias.

Também inseriu o Parágrafo Nono, na Cláusula Quinta da Convenção Coletiva de Trabalho / Específico em decorrência da Pandemia do COVID-19, ora aditada, ficando o prazo previsto no Caput da referida Cláusula Quinta, relativo à redução proporcional de jornada de trabalho e de salário, acrescido em mais 30 (trinta) dias.

Quanto à possibilidade de suspensão temporária do contrato de trabalho e da redução proporcional de jornada de trabalho e de salário dos empregados aposentados, autorizou-se, na inclusão da Cláusula Quinta-A, na convenção aditada, que as empresas representadas pelo Sindicato Patronal, poderão acordar a suspensão temporária do contrato de trabalho ou a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário dos empregados que possuem benefício de prestação continuada do Regime Geral de Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social, desde que em comum acordo com estes, observado os termos da Lei Federal nº 14.020, de 06 de julho de 2020 (em especial o art. 12, § 02º e seus incisos), e do Decreto nº 10.422, de 13 de julho de 2020.

Foi estabelecido, ainda, através do 2º Termo Aditivo à Convenção Coletiva Geral, celebrado na data de 20 de julho de 2020, que as empresas representadas pelo Sindilojas-BH, estabelecidas nas cidades informadas neste comunicado, terão o prazo de até o dia 14 de agosto de 2020, para pagarem a seus empregados, os salários correspondentes ao mês de julho de 2020.

1° Termo Aditivo Aditivo – Convenção Coletiva de Trabalho : Específico em decorrência da Pandemia do Covid-19

2° Termo – Convenção Coletiva de Trabalho : Específico em decorrência da Pandemia do Covid-19

Hábito de consumo adquirido na pandemia deve permanecer após covid-19

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamentos e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia. Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social.

De acordo com o levantamento, em 46% dos casos esse aumento foi superior a 50%. O destaque foi para a compras de alimentos e bebidas para consumo imediato, que cresceram 79%. Conforme o estudo Novos Hábitos Digitais em Tempos de Covid-19, que entrevistou mil pessoas em todo o país, a crise do novo coronavírus fez com que a transformação digital do varejo se tornasse prioridade para poder manter os negócios em operação.

“Os consumidores estão cientes do risco de contaminação ao sair de casa e por isso, ainda que saiam às ruas para comprar itens essenciais, têm apresentado um comportamento mais digital, usando apps para compra e pagamento, por exemplo”, analisou o presidente da SBVC, Eduardo Terra.

O levantamento também mostra que, devido ao aumento da demanda no comércio eletrônico, os prazos para entrega aumentaram, com 69% dos consumidores notaram prazos mais longos e 57% considerando esse aumento aceitável. Pelo menos 11% dos consumidores deixaram de comprar online devido ao prazo de entrega.

“Nesta quarentena, as compras de muitas categorias passaram a ser mais planejadas e, com isso, um prazo de entrega mais alongado se tornou aceitável. A satisfação dos clientes, na faixa de 80%, mostra que o e-commerce vem conseguindo absorver bem o aumento de demanda”, disse Terra.

Segundo os resultados da pesquisa, depois de experimentarem o comércio eletrônico em novas categorias, os consumidores brasileiros indicam que estão mudando o comportamento de consumo, com 52% dos entrevistados comprando mais em sites e aplicativos durante a quarentena e 70% que pretendem continuar comprando mais online do que faziam antes da covid-19.

“Está havendo uma mudança real de comportamento e empresas que conseguirem se relacionar bem com os clientes neste momento terão uma grande vantagem no pós-crise”, avaliou o presidente da SBVC.

(fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-05/habito-de-consumo-adquirido-na-pandemia-deve-permanecer-pos-covid-19)

Número de ações trabalhistas contra empresas cresceu 1.900% em Minas

Com os impactos da pandemia da Covid-19 sobre a economia brasileira, o número de ações trabalhistas no país, que vinha caindo desde 2017, quando a reforma da legislação do setor flexibilizou regras e desestimulou litígios, voltou a disparar. Segundo dados do Termômetro Covid-19, da Justiça do Trabalho, já são mais de 60 mil processos acumulados nos últimos quatro meses, cujo valor total estimado ultrapassa R$ 3,8 bilhões. A elevação na quantidade desses documentos, entre março e julho, foi de cerca de 2.000 %.

Minas segue o mesmo ritmo e é, hoje, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina, o terceiro estado com maior número de ações do tipo – a maior parte motivada por efeitos do novo coronavírus nas relações trabalhistas. Já são cerca de 6.500 processos, 1.887% a mais que em março, somando R$ 422 milhões em pedidos de reparações e pagamentos não efetuados, como as verbas rescisórias. Trata-se do segundo maior valor global do país, atrás apenas do montante que corre na Justiça paulista (R$ 1,3 bilhão).

Para a advogada Mariana Silva Tavares, especializada em direito coletivo do trabalho e diretora da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas, as ações crescem na mesma proporção em que milhares de empresas, afetadas parcial ou até totalmente pela pandemia – como no caso de segmentos do comércio e de serviços –, são obrigadas a reduzir seus custos.

“Muitos processos dizem respeito a verbas rescisórias não pagas ou pagas de forma incorreta após a dispensa de empregados”, diz ela. “Exemplo disso é o acerto incorreto da multa do FGTS nas demissões sem justa causa: além de termos empresas que já não vinham recolhendo o fundo adequadamente, antes mesmo da pandemia, há aquelas que alegam ter fechado por causa da Covid. Por força maior, portanto, garantem só metade, ou 20%, da multa, o que gera os questionamentos na Justiça”, explica.

Também se destacam, em todo o país, as ações, sobretudo as coletivas, com a rúbrica de “Covid-19”, registrada nos processos eletrônicos da Justiça do Trabalho. Em Minas, por exemplo, de 152 processos trabalhistas coletivos acumulados até julho – e que respondem pelo maior valor monetário agregado de processos do tipo entre os estados (R$ 170 milhões) – a maioria (75) tem tal denominação.

Além disso

Diante do aumento de demissões e processos trabalhistas na pandemia, o “Seguro Garantia Judicial”, oferecido por diversas companhias, tem se tornado boa alternativa para empresas de todos os tipos e portes. Com apólices que podem custar R$ 300, seguradoras garantem para as organizações os “depósitos recursais”, que chegam a R$20 mil por ação. “Isso permite que a empresa recorra em ações trabalhistas com ônus menor, sem atrapalhar seu fluxo de caixa, ainda mais em meio a essa grave crise”, comenta o advogado Conrado di Mambro.

(fonte: https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/n%C3%BAmero-de-a%C3%A7%C3%B5es-trabalhistas-contra-empresas-cresceu-1-900-em-minas-1.796161 )

Queda no consumo deve superar 5% em 2020

Com a pandemia do novo coronavírus, o consumo das famílias brasileiras ficará comprometido ao longo de 2020, se igualando aos patamares de 2010 e 2012. A expectativa é de uma movimentação de R$ 4,465 trilhões na economia, retração de 5,39% em relação a 2019. O resultado vai gerar um impacto negativo de 5,89% do PIB. A projeção é do estudo IPC Maps 2020.

Segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, o resultado cria um efeito déjà-vu, já que a economia “retomará os índices dos últimos anos em que houve um progresso vigoroso”. O especialista ressalta que no início de março, antes desse cenário de pandemia e isolamento social, “a previsão do PIB para 2020, conforme o Boletim Focus do Banco Central, era de +2,17%. O resultado apontava então para uma projeção do consumo brasileiro da ordem de R$ 4,9 trilhões, superando os R$ 4,7 trilhões obtidos no ano passado.

O levantamento aponta que, a exemplo de 2019, as capitais seguirão perdendo espaço no consumo, respondendo por 28,29% desse mercado. Enquanto isso, o interior avançará com 54,8%, bem como as regiões metropolitanas, cujo desempenho equivalerá a 16,9% neste ano.

MIGRAÇÃO DE CLASSES SOCIAIS

Esta edição do IPC Maps destaca, ainda, a redução na quantidade de domicílios das classes A e B1, o que elevará o número de residências nos demais estratos sociais. Para Pazzini, “essa migração das primeiras classes impactará positivamente o consumo da classe B2, com uma vantagem de 6,8% sobre os valores de 2019”, explica. As outras classes, por sua vez, terão queda nominal do potencial de consumo de 2,94% em relação a 2019.

consumo

Fonte: IPC Maps

MAPA DA ECONOMIA

Houve declínio de 13% no número de empresas instaladas no Brasil, totalizando hoje 20.399.727 unidades. Deste montante, mais da metade (10,6 milhões) tem atividades relacionadas a Serviços; seguida pelos setores Comércio, com 5,7 milhões; Indústrias, 3,3 milhões e, por último, Agribusiness, com 703 mil estabelecimentos.          

Como de costume, a Região Sudeste concentra 51,98% das empresas nacionais, seguida pelo Sul, com 18,15%. Em caminho inverso, as demais regiões reduziram suas atividades: O Nordeste conta com 16,96% dos estabelecimentos, Centro-Oeste com 8,27%, e o Norte com apenas 4,65% das unidades existentes no País.

(fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2020/07/16/queda-no-consumo-deve-superar-5-em-2020/ )

Comércio Eletrônico pode dobrar participação no varejo em 2020

Por conta do crescimento acelerado das vendas no e-commerce como resultado do isolamento social gerado pela COVID-19, combinado com a redução das vendas do varejo físico, a participação do comércio eletrônico no varejo total em 2020 pode dobrar em termos percentuais, chegando próxima, ou superando, os 10%. E só vamos ter esse número em definitivo no fechamento do ano, pois até lá muita coisa ainda pode acontecer.

Dependendo dos critérios, das categorias e segmentos envolvidos e da fonte de apuração dos dados, pode ser estimado que o resultado das vendas do comércio eletrônico no Brasil em 2020 poderá oscilar entre R$ 100 e 120 bilhões, uma expressiva variação exatamente por conta das diferenças mencionadas e o volátil comportamento do mercado.

Antes da pandemia as estimativas apontavam crescimento entre 15 e 25% das vendas do comércio eletrônico em 2020 sobre 2019. No momento atual os números se situam na faixa de 60-70%. Esse resultado somente ocorreu em 2006 nos primórdios do e-commerce quando cresceu 76% com base ainda muito pequena chegando a R$ 4,4 bilhões em faturamento ou 25 vezes menor que a previsão deste ano.

Considerando os diferentes institutos, empresas e entidades com apuração primária de dados do e-commerce, como Ebit-Nielsen, ABComm, ICVA Cielo, Mastercard Spending Pulse, Compre e Confie, Locaweb, IBGE e outros, os números e percentuais variam muito por conta das diferenças de critérios, categorias e segmentos, fonte e base de dados envolvidos.

Mas o que não varia é a clara percepção do salto que o canal e-commerce terá em sua representatividade e potencial de crescimento no varejo brasileiro. Algo que também acontecerá no mundo, com variação significativa, dependendo da maturidade do mercado e estágio anterior.

E as causas são similares.

Pressionado pela contingência do isolamento imposto pelo vírus e pela cautela derivada da preocupação com a proximidade física, do lado da demanda, consumidores ampliaram suas compras pelos canais digitais. Quem já era usuário habitual comprou mais. Quem não era, descobriu suas vantagens, comodidade e conveniência, mesmo que num primeiro momento o sistema tenha enfrentado problemas pelo abrupto crescimento.

Do lado da oferta, quem já estava estabilizado, Magalu, Carrefour, GPA, Boticário, Natura, C&A, B2W, Via Varejo, Amazon e outros, aproveitou e fez crescer sua participação de mercado imediatamente, pelas vendas diretas e pelo marketplace. Quem não era relevante, tratou de correr e jogar o novo jogo com as novas regras em operações próprias, e (ou) através dos marketplaces dos maiores operadores. E até quem nunca tinha imaginado operar no curto prazo pelos canais digitais teve que correr e implantar.

Também fornecedores do varejo de produtos e serviços trataram de criar, ou desenvolver, seus canais digitais e, na prática, já sabemos, depois de implantado o canal direto de relacionamento com o consumidor, é pouco provável o retorno à situação anterior, pelo aprendizado incorporado.

E até mesmo pequenos e médios negócios tiveram que implantar alternativas como vendas por WhatsApp e outras modalidades. Não faltaram iniciativa e criatividade precipitadas pela necessidade.

Chamaram a atenção as notícias que indicavam que no período de pouco mais de dois meses, na fase inicial da pandemia, teriam sido abertas perto de 110 mil novas lojas virtuais no Brasil, como destacado, mais de uma loja por minuto naquela fase.

Do lado da demanda, essa intimidade, a prática e os aprendizados dos consumidores com as alternativas digitais permanecerão, mantendo elevada, e crescente, a participação desses canais no todo das vendas de produtos e serviços no varejo.

Do lado da oferta, haverá a expansão de possibilidades e inovação para incorporar mais experiência, facilidades, atratividade e conveniência, como o uso iminente das moedas digitais e mais a incorporação de Realidade Aumentada e Realidade Virtual.

O que ficará é a expansão da participação do canal digital em todos os seus vetores, incluindo vendas, relacionamento, promoção, fidelização, propaganda e a reconfiguração da participação dos canais na oferta de produtos e serviços, pelo varejo e também por seus fornecedores de produtos e serviços. Sem falar no impacto da reconfiguração dos centros comerciais, planejados ou não, como shoppings centers, malls e terminais de transporte.

Em especial os shopping centers, que antes se viam como concorrentes do canal e-commerce e, por absoluto bom senso estão mudando sua postura e desenvolvendo alternativas buscando um novo e, se possível, produtivo e lucrativo convívio.

Nesse tema, com certeza, nada será como antes.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/29/comercio-eletronico-pode-dobrar-participacao-no-varejo-em-2020/ )