Governo vai prorrogar suspensão de contrato por 2 meses e redução de salário por 30 dias

O governo deve prorrogar a suspensão de contrato de trabalho por mais dois meses e a redução de jornada e salário por mais 30 dias. A informação é do secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal.

A prorrogação foi autorizada pelo Congresso durante a votação da medida provisória (MP) 936, que está em vigor desde abril. Porém, para entrar em vigor a permissão à prorrogação, o presidente Bolsonaro ainda precisa sancionar a MP 936 e depois editar um decreto autorizando a prorrogação.

A sanção e a edição do decreto devem sair nos “próximos dias”, segundo Bianco. O secretário esclareceu que os empresários terão de fazer um novo acordo individual ou coletivo com seus funcionários caso queiram estender os efeitos da medida. Ele também explicou que será possível suspender os contratos por mais 2 meses e reduzir a jornada e o salário por mais um mês, totalizando 90 dias de prorrogação.

(fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/breves/governo-deve-prorrogar-suspensao-do-contrato-por-dois-meses-e-reducao-de-salario-por-30-dias/ )

Especialista prevê mudanças no mercado

O mercado como conhecíamos antes do período pré-pandêmico não existe mais e as empresas e profissionais que estão se preparando durante o período de isolamento social, causado pelo novo coronavírus (Covid-19), certamente, terão vantagens na retomada total das atividades econômicas.

A avaliação é do consultor e palestrante João Vidal, que participou no dia 24 passado, de live organizada pela equipe de Comunicação e Marketing do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG).

O especialista, que atua nas áreas de consultoria de gerenciamento, de marketing, negócios, treinamento, negociação, desenvolvimento de liderança, desenvolvimento de equipes, live coaching e coaching executivo considera que o momento é de voltar a nossa atenção ao emocional das pessoas.

Com mais de 30 anos de vivência prática em vendas, nos últimos anos vem atuando nos bastidores preparando estratégias para vendas. Em relação ao cenário atual, João Vidal remonta no início do século passado.

“Ninguém no mundo vivenciou uma situação como esta, já que a última pandemia global de graves consequências ocorreu em 1918. Estamos aprendendo a lidar com um problema que nos pegou de surpresa. Daqui a alguns meses, o joio e o trigo serão separados, aqueles que se abateram com a situação terão muitas dificuldades, mas as pessoas que enfrentaram o problema sairão mais fortalecidas”.

João Vidal observa ainda que o mundo passou, no século passado, por duas grandes guerras mundiais, mas que ocorreu longe do Brasil. Apesar do impacto psicológico, a vida aqui seguiu seu curso normal. “Hoje temos uma guerra silenciosa que amedronta as pessoas e literalmente parou o mundo. As pessoas não sabem o que fazer”.

Segundo ele, neste momento as pessoas se perguntam: o que vou fazer? “Existem aqueles empresários que geram empregos, aqueles que trabalham mais e os líderes de equipe, que estão procurando soluções para o problema. Se não estamos produzindo, as pessoas se perguntam o que fazer para que a gente e as empresas continuem de pé”.

Tem mais um detalhe, acrescenta João Vidal, as despesas fixas como o aluguel, a luz, água e impostos podem ser negociados, mas não cancelados. Além disso, vem aquela enxurrada de informação sobre quantas pessoas morreram, quanto a se contaminaram e quantos se recuperaram do Covid-19.

Conceitos – Segundo João Vidal, é necessário rever nossos conceitos e seguir em frente. “Precisamos conduzir nossas empresas e as negociações de vendas. Dou assessoria para empresas e mentoria de carreira para alguns profissionais e eles sempre me perguntam: João, o que faço para vender se está tudo fechado? Eu digo a eles que este momento é o de não focar diretamente nas vendas, mas sim em estratégia. Temos que fazer autoanálise e pensar onde queremos chegar. Não adianta falar que tem que vender. Pela primeira vez estou falando isso para meus clientes. Temos agora que nos preocupar com o ser humano, cuidar das emoções e do intelecto. Antes de existir produtos e serviços, existem pessoas. Se eu cuido de mim, estou apto para compreender minha equipe e a empresa e, assim, estou preparado para cuidar dos meus clientes, por que eles também estão com medo. Antes de pensar em números, temos que pensar no emocional de cada pessoa”.

Conforme João Vidal, neste momento a empresa que tem o histórico de sua clientela pode, com essas informações, trabalhar no bem-estar dela “Não é ligar para vender, a estratégia e tocar o coração do cliente, devemos fazer contatos para desejar um bom dia e uma excelente semana e agradecer pela parceria”.

O que deve ocorrer quando o mercado abrir completamente é que a guerra de prazo e preços continuará, mas agora o momento é de solidariedade.

“Daqui alguns dias quando seu cliente abrir o estabelecimento, outros concorrentes também vão entrar em ação para tentar fecha negócio. Mas, se durante o período de crise a concorrência não ligou para ele ou ligou para oferecer produtos e serviços, e você optou por hipotecar solidariedade, de quem o cliente vai lembrar com carinho quando retomar os negócios?”

Presencial – De acordo com o especialista, neste momento em que o contato presencial é quase impossível, os negócios poderão ser alavancados por meio de outras ferramentas de contatos como e-mail, telefone e WattsApp. Mas o caminho continua no trabalho da questão do emocional e mostrar que você está preocupado com o cliente.

“Sempre que estiver algo novo, mantenha-o informado. Pergunte como está operando a sua empresa e como pode lhe ajudar”.

Para João Vidal, com certeza, todos nós sairemos mais fortalecidos desta crise. Estamos aprendendo a lidar com as emoções, família, dinheiro e fazer mais com menos. Hoje tem muita gente sofrendo com a dor que não é delas, por exemplo, você está preocupado com o Covid-19 sim, mas está fazendo a sua parte. Por outro lado, não adianta ficar desesperado esperando que alguém descubra uma vacina. Ora esse problema não é nosso, quando elimino da mente essa preocupação, posso focar mais nas minhas necessidades”.

O mercado, de acordo o João Vidal, vai continuar existindo, porém do ponto de vista operacional, sofrerá grandes alterações. O comércio varejista sempre foi conhecido por manter a loja aberta à espera do cliente. Isso também vai mudar devido à expansão do e-commerce e da participação maior de afiliados, ou seja, aquelas pessoas que necessariamente não é funcionário, mas trabalha como parceiro da empresa nas vendas.

“O mundo mudou e nossos pensamentos e valores também. Hoje o foco é no que eu posso fazer para inovar. A máxima do mundo antigo era esmagar a concorrência; o de hoje é trabalharmos mais a questão emocional e a humana. Antes de pensar em números é bom colocar a ética e Deus em primeiro lugar”, enfatizou João Vidal .

O projeto de lives do CIEE/MG é organizado pela Secretaria de Comunicação e Marketing da instituição, sob a supervisão de Alexandre Cézar de Oliveira Melo, tendo a social media Ana Carolina Oliveira como mediadora. Fernando Beiral e Márcio Panzera estão envolvidos na produção das mesmas.

A divulgação da agenda das lives está disponível no site e também no Instagram @ciee.mg. A equipe da Secretaria de Comunicação promete que outros assuntos serão pautados no projeto, com foco nos interesses de estudantes, estagiários, aprendizes, empresários e educadores.

(fontes: https://diariodocomercio.com.br/negocios/especialista-preve-mudancas-no-mercado/ )

Restaurantes lutam contra o fechamento

Com as portas cerradas há cerca de 100 dias, nem todos os bares e restaurantes de Belo Horizonte encontraram no delivery a solução para reduzir os impactos das medidas de distanciamento social promovidas para o combate ao novo coronavírus (Covid-19).

A situação é alarmante, pois a pandemia nem chegou ao fim e a estimativa é de que 25% dos estabelecimentos já tenham encerrado permanentemente as atividades. E o número pode ser ainda maior quando chegar o chamado “novo normal”.

E, enquanto ele não chega, empresas conceituadas da alta gastronomia mineira e belo-horizontina vão tentando se reinventar. É parrilla que virou distribuidora; chef que aproveita a fama para fazer lives, ensinar receitas e cozinhar ao vivo com os fãs e, até mesmo, uma entrega personalizada com direito a menu completo. Mas há também os que não viram outra solução, senão encerrar o ciclo e se despedir de uma das Cidades Criativas da Gastronomia pela Unesco.

Este foi o caso do Mercado da Boca, por exemplo. Inaugurado em 2018, no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). No último dia 23, o estabelecimento informou via redes sociais que não suportou a crise, mas garantiu que a recém-inaugurada filial da Savassi continuará funcionando e reabrirá as portas assim que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) permitir a retomada do setor.

O imóvel em Nova Lima onde funcionava o complexo já foi entregue à proprietária, a Construtora EPO, que informou que já busca novo inquilino para o imóvel. A reportagem tentou contato com os administradores do Mercado da Boca, sem sucesso.

Mas a lista não para por aí. Fundado há seis anos na Capital, o Alma Chef, por exemplo, encerra as atividades neste sábado (27), em uma live de despedida, em que serão preparados hambúrgueres que na sequência serão entregues aos consumidores que compraram os sanduíches antecipadamente. O restaurante estava funcionando no formato delivery desde o início da pandemia, mas as incertezas do cenário atual não o permitiu continuar.

“Nessa tentativa de redesenhar o mundo, de imprimir propósito em tudo o que fazemos, decidimos pausar nossas atividades”, anunciou a casa nas redes sociais no último dia 16 de junho. Já o Tasca do Miguel, também no Lourdes, em maio anunciou pelas redes sociais o fechamento da casa.

Indignação – De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, a entidade tentou todos os caminhos possíveis em diálogo constante com a prefeitura, mas não alcançou êxito nas negociações para liberação das atividades das empresas do setor.

A associação chegou a recorrer à Justiça, no fim do mês passado, pedindo a reabertura dos estabelecimentos, sob alegação de falta de transparência da PBH no processo.

“Só queríamos uma data para que o empresário pudesse olhar para suas finanças e planejar seu retorno. Essa data nunca foi dada e está todo mundo esperando um possível anúncio, que nunca chegou. A incerteza para o administrador de um negócio com pouco capital de giro é fatal. Já são cerca de 100 dias fechados e estimamos que 25% do segmento de alimentação fora do lar já tenha quebrado. Mais do que isso, ainda há o receio de outros 10% ou 15% não conseguirem retomar as atividades diante de tanta regra e novidade”, explicou.

Nos últimos meses, conforme Rodrigues, a maior parte dos estabelecimentos adotou a alternativa do delivery. Para alguns deu certo, para outros não e muitos nem tentaram a modalidade, porque acharam que voltariam em breve. “Nunca tivemos um decreto com transparência, porque até os governantes estão perdidos”, completou.

Humberto Scalioni tinha dois restaurantes no Mercado da Boca Jardim Canadá – Marítimo e Tapas! Tapas! que, juntos, faturavam algo em torno de R$ 200 mil por mês. E, de repente, viu este número ir a zero e, agora, literalmente, fechar. Ele chegou a ter 20 funcionários fixos e 10 freelancers nos fins de semana, mas teve que dispensar todos.

“Vejo o fechamento com muita lamentação e tristeza, porque era um projeto inovador, moderno e único. A cidade e o Estado perdem, porque estamos falando de um centro de turismo e gastronomia que reunia todos os tipos de comida da alta gastronomia e com preço acessível”, justificou.

Scalioni ainda mantém o Esquina Parrillera, na unidade do Mercado da Boca Savassi e disse que as atividades do restaurante foram transformadas em distribuidora de cortes de carnes resfriados para serem entregues por delivery, e adiantou que vai reabrir o Marítimo no Vila da Serra no mês que vem.

O restaurante O Italiano, que funciona no Olhos d’Água, na região Sul de Belo Horizonte, adotou o delivery há cerca de 20 dias. E, segundo o sócio gestor da casa, Vinícius Veloso, tudo está sendo feito em vistas de evitar demissões e manter a cadeia de fornecedores e prestadores de serviço. Ele destacou as mudanças na vida das pessoas e na rotina dos estabelecimentos comerciais mesmo após a pandemia.

“Todos teremos que nos adaptar à nova realidade até que tenhamos uma vacina. O Italiano tem o privilégio de contar com uma área ao ar livre ampla que permite o distanciamento dos clientes e, obviamente, todas as medidas de segurança de higiene serão redobradas quando a casa reabrir, inclusive a equipe já foi treinada e está de prontidão à espera da liberação por parte das autoridades”, afirmou.

No caso do Gomez Restaurante, no Lourdes, região Centro-Sul da Capital, a primeira opção diante das restrições de funcionamento também foi o delivery tradicional, por meio de aplicativos. Para tal, o cardápio foi reestruturado e os investimentos em publicidade nas redes sociais incrementados. Mas, segundo o proprietário da casa, Renzo Sudário, com o passar do tempo, constatou-se que as vendas mensais correspondiam apenas a 5% do faturamento tradicional.

Foi então que buscaram a alternativa de levar a experiência do restaurante para dentro da casa das pessoas e, agora, oferecem a experiência completa, por meio da comercialização do ‘Box GomeZ’ – um kit com entrada, duas opções de pratos principais e sobremesas. A ideia é que o produto seja mantido no cardápio até mesmo quando a casa reabrir.

“O plano foi colocado em prática no Dia dos Namorados, quando criamos três kits de jantar exclusivos para a data. O resultado foi tão surpreendente que apenas o faturamento do Dia dos Namorados foi equivalente a quase dois meses do delivery tradicional”, revelou.

O Villa Giannina, localizado no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, também está operando via delivery, mas, além dos pratos tradicionais, também atende a encomendas, sendo ideais para comemorações, mesmo que restritas. Assim, o restaurante, que antes operava em formato self-service e massas a montar, além de encomendas e eventos, desenvolveu um menu à lá carte para a nova modalidade de operação.

Diariamente, há opções de entrada, pratos principais, pratos fit, saladas, sobremesas e, em alguns dias da semana e nos fins de semana, há sugestões do chef que incrementam o cardápio.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/restaurantes-lutam-contra-o-fechamento/ )

Fechamento do Comércio

O prefeito Alexandre Kalil decidiu recuar no processo de reabertura do comércio de Belo Horizonte. A partir da próxima segunda-feira (29), apenas serviços considerados essenciais poderão abrir as portas. A medida foi anunciada nesta sexta (26).

Poderão funcionar apenas supermercados, farmácias, laboratórios, clínicas, hospitais e demais serviços de saúde em funcionamento no interior de shopping centers, centros de comércio e galerias de lojas. Esta é a chamada ‘Fase 0’ do processo de reabertura estabelecido pela prefeitura.

 

Decreto 17.377 da Prefeitura de BH sobre o fechamento do comércio: Clique aqui para acessar

Resumo do Decreto 17.377: Clique aqui para acessar

Pesquisa Linhas de Credito Empresariais Pandemia COVID–19

Com portas fechadas durante meses e sem a certeza de quando o mercado retorna ao ritmo anterior à pandemia de coronavírus, cerca de 53% dos lojistas mineiros recorreram a linhas de crédito para manter as contas em dia — mas quase metade deles não conseguiu obtê-las e aponta problemas como burocracia dos bancos e juros altos como os maiores obstáculos.

Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pelo Sindilojas-BH. Junto a outros 14 sindicatos patronais de Minas Gerais, ele ouviu ouviu 423 empresas, distribuídas entre 25 cidades mineiras e totalizando cerca de 1.300 pontos de vendas e quase 11 mil empregos.

Confira a pesquisa: Clique aqui

Pesquisa-Mockup

 

Após tentativas, quase metade de empresas em MG não consegue crédito na pandemia

Com portas fechadas durante meses e sem a certeza de quando o mercado retorna ao ritmo anterior à pandemia de coronavírus, cerca de 53% dos lojistas mineiros recorreram a linhas de crédito para manter as contas em dia — mas quase metade deles não conseguiu obtê-las e aponta problemas como burocracia dos bancos e juros altos como os maiores obstáculos.

Os dados são de uma pesquisa recém-divulgada pelo Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH). Junto a outros 14 sindicatos patronais de Minas Gerais, ele ouviu ouviu 423 empresas, distribuídas entre 25 cidades mineiras e totalizando cerca de 1.300 pontos de vendas e quase 11 mil empregos. “O comércio, de modo geral, nunca teve linhas de crédito baratas como a indústria e a agricultura. Temos linhas com juros de 1,5% a 2% ao mês, o que dá 25%, 30% ao ano. No começo da pandemia, o Governo Federal liberou crédito barato para empresas pagarem as folhas de pagamento, mas esse dinheiro não chegou a elas”, aponta o presidente do Sindilojas-BH, Nadim Nonato.

A maioria das empresas precisou dos empréstimos para ter capital de giro ou honrar com a folha de pagamento, mostra o levantamento. Menos de 1% dos entrevistados diz ter conseguido contratar empréstimo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e sequer 10% tiveram sucesso com os bancos privados.

No início desta semana, o Banco Central (BC) anunciou uma nova de linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas, o Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), com potencial de R$ 127 bilhões. Em maio, o governo federal já havia anunciado o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), linha de crédito que, até então, nem todos os bancos já oferecem — de acordo com a pesquisa do Sindilojas-BH, pouco menos de 2% das empresas entrevistadas conseguiram crédito pelo programa. Nesse cenário, lojistas que tiveram dificuldade na obtenção de crédito durante a pandemia temem que a ajuda chegue tarde demais.

“Vivemos uma insegurança política, uma insegurança jurídica, com riscos trabalhistas, e agora essa insegurança econômica e financeira. Para ter coragem de continuar no negócio temos que estar minimamente seguros”, diz Luciana Morato, dona de três lojas franqueadas de calçado, todas elas em shopping centers da capital. Ela conta que procurou linhas de crédito já em meados de março, quando precisou suspender o funcionamento das lojas, e conseguiu obter uma por meio de um banco privado, com juros anuais de 15%, no final de abril para cobrir a folha de pagamento dos 21 funcionários, que foram colocados de férias. Luciana pontua que burocracia — como solicitação de documentos contábeis — e morosidade de bancos privados para lidar com os recursos públicos foram empecilhos para ter acesso mais rápido ao dinheiro.

Agora, as férias e o período de suspensão de contrato já foram finalizados e ela reduziu a jornada dos trabalhadores, que passaram a se dedicar a vendas online. Enquanto não consegue mais empréstimos, assiste ao acúmulo de dívidas de aluguel das lojas, impostos e contratos com os fornecedores. “Eu preciso do dinheiro, primeiro, para colocar as dívidas em dia. E não acho que as linhas de crédito oferecidas sejam de investimento, elas são para sanar problemas de curto prazo. Mas o pequeno e médio empreendedor vai precisar reinvestir para dar continuidade ao negócio. Precisamos de linhas com perfil de investimento, mais longas”, diz.

Nadim Nonato, do Sindilojas-BH, cobra celeridade da disponibilização dos empréstimos e que o governo federal garanta o repasse de juros mais baixos pelos bancos privados que aderirem aos programas federais. “Se não conseguir crédito agora, o negócio vai morrer.Eles precisam abrir as portas e ter dinheiro para ir pagando o aluguel e as mercadorias e ir recuperando as vendas”, destaca.

Por meio de nota, o Ministério da Economia afirma que “tem tomado todas as providências para que o crédito chegue ao micro e pequeno empreendedor”. De acordo com a pasta, a Caixa Econômica foi a primeira instituição a concluir habilitação para fornecer crédito pelo Pronampe – até então, é a única, e outras serão listadas no Portal do Empreendedor na medida em que se habilitarem, informa o ministério.

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), também por meio de nota, afirma que a taxa de juros do programa BDMG Solidário Coronavírus, lançado em virtude da pandemia, é mais baixa que a do BNDES, chegando a 0,83% ao mês, e que registrou um recorde de crédito para micro e pequenas empresas em maio desde ano, disponibilizando R$ 62 milhões.

BDMG anuncia adesão a Pronampe, linha de crédito do Governo Federal

O BDMG anunciou, nesta quinta-feira (25), que vai aderir ao  Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), do Governo Federal. As empresas interessadas devem procurar o banco mineiro a partir do dia 30 de junho, por meio da plataforma online BDMG Digital.

Para participar, as empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil e ter sido fundadas até 18 de maio de 2019. A linha promete juros de 1,25% ao ano, com prazo de 36 meses — oito de carência de 28 de pagamento. O crédito poderá ser aplicado em capital de giro ou em investimentos, com limite máximo de contratação de 30% da receita bruta da empresa em 2019.

(fonte: O Tempo – https://www.otempo.com.br/economia/apos-tentativas-quase-metade-de-empresas-em-mg-nao-consegue-credito-na-pandemia-1.2353351 )

 

Para repensar ameaças e oportunidades do comércio eletrônico pós-Covid

O comércio eletrônico no Brasil pode chegar a R$ 100 bilhões de faturamento em 2020, com um crescimento de 61,5% em relação aos R$ 61,9 bilhões de 2019. E esse vertiginoso crescimento vai acontecer também no mundo, em diferentes percentuais, como reflexo das mudanças de comportamento dos consumidores DC – Depois do Coronavírus.

As razões são claras e têm a ver com a familiaridade, facilidade, aumento da oferta e conveniência geradas pelo e-commerce e, principalmente, pela falta de alternativas durante o período de quarentena dos diversos países.

A descoberta para alguns e consagração para outros das virtudes desse canal de vendas, promoção e relacionamento sofreu impacto transformador e estrutural nesse período e seus efeitos permanecerão para sempre.

Essa percepção é uma das poucas unanimidades que caracteriza a análise do mercado neste período, mas traz embutidas ameaças e oportunidades que devem ser consideradas e avaliadas.

1) O comércio eletrônico pressiona a rentabilidade comercial das operações. A compra por esse canal é uma ação mais racional em quase todos os aspectos. Os produtos, as marcas, a experiência de outros consumidores, os preços, os custos de entrega e as condições de pagamentos são muito mais analisados e comparados e a decisão usualmente é por aquela alternativa que oferece mais por menos aos consumidores. O efeito prático e macroeconômico desse aspecto é uma pressão ampla sobre a rentabilidade que, de alguma maneira, é repassada também para a cadeia de valor criando um impacto de dimensões bem maiores.

À medida que cresce a participação do comércio eletrônico nas vendas gerais do varejo o efeito se dissemina e cria esse quadro de pressão macroeconômica, se equivalendo ao efeito Walmart do passado nos Estados Unidos quando a expansão da rede, com sua prática do EDLP – Preço Baixo Todo Dia levava consigo uma depressão das margens praticadas por toda a concorrência na tentativa de equilibrar o jogo;

2) Os marketplaces crescem de participação no conjunto dos negócios do varejo. Os marketplaces se constituem num caminho sem volta como alternativa para os principais players ampliarem sua participação oferecendo serviços para novos entrantes no jogo do comércio eletrônico ao mesmo tempo que criam novas alternativas na estratégia de distribuição para quem já domina o jogo. Mas muito ainda precisa ser revisto nessa alternativa, em especial o que envolve a responsabilidade dos marketplaces com respeito aos produtos vendidos pelas lojas que se abrigam sob sua estrutura. A ideia que o marketplace opera nos moldes de um shopping center no varejo físico e portanto não tem responsabilidade sobre procedência do produto ou serviço, legalidade da operação, garantia de entrega e outros aspectos mais é cada vez mais discutível pois para o consumidor digital essa relação entre fornecedores de fato e o canal market place se confunde e, maciçamente, a percepção é de que o responsável pela venda é o market place e não a marca ou fornecedor final;

3) O desafio de colocar emoção no comércio eletrônico. Sendo como é até agora uma compra mais racional, o desafio cada vez mais presente é como adicionar mais emoção, gratificação, experiência e satisfação nesse processo. Isso permitiria que esse maior prazer e deleite na hora de comprar gerasse diferenciação no processo e permitiria alcançar melhores margens operacionais. Já se discute o impacto que a incorporação da VR (Realidade Virtual) e AV (Realidade Aumentada) possam ter nesse processo, de forma a tornar mais emocionante a compra. Ao invés de comprar numa loja virtual orientada para valor apenas, o consumidor digital poderia imergir num ambiente virtual mais gratificante e incorporar mais doses de emoção no processo de decisão. Essa incorporação deverá se constituir na 5ª onda da evolução do comércio eletrônico. O comércio em si, básico na sua oferta, foi responsável pela 1ª onda. Todo o instrumental tecnológico de monitoramento de comportamento e sugestões, marcou a 2ª onda. Em seguida a incorporação de todas as alternativas de comparação e avaliação, constituíram a 3ª onda. Os marketsplaces sinalizam a 4ª onda. E a perspectiva é agora a incorporação de mais emoção no processo, com novos instrumentos e recursos como VA, VR e outros que permitam uma maior diferenciação no processo de compra que devem caracterizar a 5ª onda, facilitada pelo avanço iminente e, em alguns mercados já presente, do 5G;

5) O DTC – Direto ao Consumidor se torna ainda mais relevante. Já era um processo em clara evolução mas se tornou ainda mais acessível, viável e até mesmo necessário, as marcas e fornecedores de produtos e serviços se aproximarem do consumidor final levando suas alternativas de forma desintermediada e portanto, mais rentável. Mas, mais importante, é poder estabelecer uma conexão direta, sem intermediários, que permita tomar o pulso dos consumidores em tempo real e poder usar isso ampliação de alternativas, agilidade de atuação e, principalmente, a necessária mudança da cultura organizacional trazendo o consumidor final para o epicentro de tudo nas organizações. Os exemplos crescem e se consagraram ao longo do tempo praticamente em todas as categorias de produtos. Dos eletrônicos e tecnológicos com Apple e Samsung, à moda como Ralph Lauren, os alimentos como Nespresso e também até mesmo produtos de limpeza, como as lavanderias Ariel ou Omo. E como já dissemos, quem embarcou nessa não voltou atrás.

E o crescimento da participação do comércio eletrônico só faz aumentar o interesse, a facilidade e o menor investimento necessários para estimular marcas e fornecedores a se aproximarem de forma direta dos consumidores finais, ampliando a oferta e as alternativas para estes e criando um cenário ainda mais competitivo no mercado global.

Esses são alguns elementos que sinalizam os impactos gerados pelo irreversível processo de ampliação da participação do comércio eletrônico nas vendas do varejo no Brasil e no mundo.

Esse salto ativado pela epidemia e suas consequências são parte do novo cenário e talvez um dos mais relevantes elementos de transformação de mercado no período tenha sido a velocidade com que empresas e negócios se reposicionaram e incorporaram essa emergente realidade em seus modelos de atuação.

Há males que vêm para o bem.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/08/para-repensar-ameacas-e-oportunidades-do-comercio-eletronico-pos-covid/ )

Pagamento no WhatsApp: entenda como funciona a nova função do app!

Nesta segunda-feira, dia 15, o Whatsapp anunciou uma novidade para os brasileiros: o Brasil será o primeiro país a receber uma atualização do aplicativo que vai permitir que usuários enviem e recebam dinheiro, usando cartões cadastrados. Outro ponto importante é que aqueles que utilizam o Whatsapp Business também poderão receber pagamentos por serviços prestados ou produtos vendidos.

Segundo a empresa, a nova função deve chegar ao país nas próximas semanas, mas para utilizar será necessário cadastrar um cartão que contenha a função débito. Essa nova ferramenta vai funcionar através do Facebook Pay. Vale ressaltar que o Facebook é dono do Whatsapp e também do Instagram, por isso algumas funções são interligadas entre as empresas.

Ainda de acordo com a empresa, o nome foi escolhido, pois futuramente a intenção é expandir essa modalidade para todos os aplicativos e redes sociais da empresa. Com isso, os mesmos dados podem ser utilizados sem que o usuário faça novos cadastros.

Por que o Brasil?

Uma das curiosidades dos usuários é saber porque o Brasil se tornou o primeiro país a testar a novidade. Segundo o Whatsapp, o Brasil foi escolhido porque o aplicativo é muito usado no país, tanto por pessoas quanto por pequenas empresas.

Além disso, com a pandemia, foi possível identificar um grande número de empreendedores que podem se beneficiar com a novidade. Assim, a empresa ajudaria os pequenos empresários através do desenvolvimento econômico.

O Brasil possui mais de 120 milhões de usuários e por isso será o pioneiro. “Sabemos que os usuários locais amam o WhatsApp e entendemos que o fornecimento desse recurso pode ajudar a acelerar a conscientização e a adoção de pagamentos digitais”

Funcionamento dos pagamentos no WhatsApp

O funcionamento não será nenhum bicho de sete cabeças, pois a empresa quer facilitar a vida dos usuários. Veja:

  • No menu onde se envia imagens haverá a opção ‘Pagamentos’;
  • Ao clicar nela, o aplicativo vai pedir um valor e redirecionar para a criação de uma conta;
  • Em seguida, o usuário deve aceitar os termos de uso e criar uma senha com seus dígitos;
  • Na etapa seguinte o usuário vai precisar incluir nome, CPF e um cartão emitido por um dos bancos parceiros;
  • O banco enviará um código ao usuário para validar o cartão e pronto, a ferramenta estará pronta para utilização.

 

A longa e complexa retomada do varejo e do consumo em 9 pontos

Se uma nova surpresa não surgir nos próximos meses, em 2022 o varejo e o consumo do Brasil deverão atingir os mesmos patamares de 2019. A travessia entre o agora e 2022 será longa e complexa como resultado de um profundo processo de desorganização que a pandemia, exponenciada pelas questões sociais, políticas e econômico-financeiras, estará impondo ao mercado.

Eis alguns fatores que balizam essa previsão.

1 – A redução da massa salarial demandará muito tempo para voltar aos patamares anteriores. Anterior à COVID-19 o Brasil já vinha titubeante na sua recuperação pelas consequências estruturais no emprego e na renda após a crise 2014-2018. Por consequência da pandemia exponenciada, teremos uma perversa conjugação de redução da renda dos empregados do setor privado e o aumento do desemprego. A constatação de que é possível fazer mais, ou o mesmo, com menos empregados deverá ser um dos aspectos positivos, ou negativo, dependendo da ótica, desse período que vivemos. Mas ao mesmo tempo, na retomada, os salários tenderão a ser menores por conta do desemprego estrutural e conjuntural que marcará o período. Mas de fato a recuperação da massa salarial que já vinha abalada e que é motor do consumo interno, demandará ainda mais tempo, provavelmente para além de 2022 para que possa ocorrer;

2 – O crédito ao consumo no curto e médio prazo será ainda mais seletivo. Até que ocorra uma efetiva desconcentração na oferta de crédito ao consumo, hoje estimada em próximo a 80% nos maiores bancos comerciais privados, estamos condenados a uma oferta seletiva de um crédito excessivamente caro às famílias, inibindo a recuperação e crescimento do consumo interno que poderia ser o motor da retomada. É verdade que existe um trabalho sério e competente do Banco Central, consciente dessa realidade, de que o caminho da democratização do crédito ao consumo no Brasil passa pela criação de novas alternativas, no caminho das fintechs e outras possibilidades mais. Mas tudo isso terá que enfrentar o encastelamento da situação atual, condenando a população às restrições e custos que enfrentou e enfrenta neste momento e no futuro próximo. Só a efetiva concorrência e novas e inovadoras formas na ampliação da oferta poderão romper a quadro instaurado e permitir que o crédito às famílias possa chegar a algo como 50% do valor do PIB, permitindo quase que dobrar o que temos hoje e contribuir para geração de emprego e renda na indústria, no comércio e nos serviços;

3 – O consumidor emergente da pandemia será ainda mais racional no seu comportamento. Nada mais natural. Tendo que passar por um período dramático como está vivendo, com redução de emprego e renda no setor privado, incertezas e desinformação, o consumidor irá emergir dessa marcante experiência mais seletivo, racional e cauteloso em seu comportamento. Primeiro porque, naturalmente, vai faltar renda, emprego e perspectivas, dada a ausência de mensagens e liderança inspiradoras. Segundo porque terá aprendido no período a importância da cautela e da prevenção. Terceiro, porque permanecerão muitas incertezas com respeito ao futuro. Consequência adicional dessa constatação é que essa racionalidade aumenta a pressão sobre a rentabilidade pois faz crescer o comportamento mais por menos que já vinha crescendo antes da crise e que será ainda mais marcante nos próximos períodos;

4 – A confiança está abalada de forma estrutural. Não é apenas a conjugação perversa da pandemia com as questões econômico-financeiras. É a própria confiança no presente e no futuro próximo do país por conta da crise de liderança e do catastrofismo dominantes que estimulam uma menor confiança. Nunca ficou tão flagrante as visões mesquinhas e individuais de curto prazo de líderes de diversos poderes que não souberam e não sabem crescer nas dificuldades inspirando e estimulando o pensar positivo e a busca de soluções de forma integrada e corajosa. O país sairá abalado dessa experiência toda e menor em muitos aspectos pela incapacidade de seus líderes do setor público, com raras e honrosas exceções, de integrar, motivar e mostrar caminhos para todos, tornando o drama menor e não potencializando os problemas como tem acontecido;

5 – Uma inevitável desorganização setorial compromete setores e negócios. Neste momento, por alguns dos indicadores disponíveis, o setor de super e hipermercados tem um crescimento positivo estimado em 6% sobre o mesmo período do ano passado. Para os atacarejos esse número é superior a 20% no mesmo critério. Para farmácias e drogarias crescimento próximo a zero. Para vestuário, calçados e outros similares, negativo em perto de 40%. Para alimentação fora do lar, negativo em 60%, e já foi maior. Para material de construção negativo em 10%. Para o turismo, negativo em 92%. E também já foi maior e similar ao que acontece no setor de autos. De outro lado, corporações do varejo mais estruturadas e de maior porte crescerão de forma evidente sua participação de mercado, em detrimento de pequenos e médios que por falta de crédito e apoio perderão participação ou até mesmo desaparecerão. Ou seja, uma profunda e estrutural desorganização setorial que demandará tempo para ser reequilibrada e que deixará, sem dúvidas, um rastro de problemas econômico-financeiros para as próprias empresas, fornecedores e sistema financeiro, comprometendo a velocidade de retomada do mercado como um todo;

6 – Uma outra desorganização regional. O setor agroindustrial vai muito bem, obrigado. E assim continuará por méritos próprios e vocação estrutural do país, favorecendo as regiões geográficas como Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste, no médio e longo prazo. Diferente do que acontece no Norte e Nordeste onde, no curto prazo, o auxílio do governo cria um bolsão de sobrevivência, mas na impossibilidade estrutural de ser mantido, sua redução ou eliminação, trará consequências adicionais aos problemas históricos já enfrentados por essas regiões;

7 – A atratividade do Brasil para o mercado internacional ficou menor. Apesar de sermos um país absolutamente privilegiado como fornecedor de alimentos para o mundo, setor de seguro e próspero crescimento estrutural e estratégico, como sub produto de nossa inabilidade para conduzirmos de forma mais positiva a crise que se instaurou e de um crônica e recorrente incapacidade de nos comunicarmos bem em escala global, a confiança mundial está abalada com relação ao país. Como resultado temos uma redução do investimento direto externo e um clima de desconfiança generalizado, aprofundado por declarações e manifestações pueris de quem tinha obrigação de pensar antes de falar. O resultado prático é o menor investimento na recuperação, o que atrasará todo o processo e aumenta a dependência dos já escassos e ainda mais comprometidos recursos internos. É verdade que o fluxo global de capitais é menos ideológico do que muitos gostariam e esse quadro pode ser revertido à medida que surjam sinais positivos no médio prazo e considerando as questões estruturais que envolvem nosso potencial na agricultura, na idade média da população e outros tantos fatores estratégicos relevantes. Mas no curto prazo vamos ter que nos virar mais com nossos próprios recursos o que dificulta todo o processo;

8 – A vacina em larga escala deverá demandar ainda muito tempo. Não bastará termos uma ou mais vacinas testadas, comprovadas e verificadas em sua segurança para aplicação sem efeitos colaterais. Será preciso disponibilizar em larga escala para imunizar populações relevantes em tamanho antes que se crie um sentimento coletivo de segurança a ponto de estimular comportamentos sociais similares ao passado. E isso também contribuirá para tornar a jornada de retorno ainda mais longa;

9 – As finanças públicas estarão comprometidas no curto e médio prazo. Não pode e nem poderia ser diferente. E nem deveria ser. No meio da maior crise dos últimos 100 anos é consciente a decisão de salvar o que é possível salvar e pensar em cuidar e resgatar a economia num momento seguinte. Mas o dano e as consequências não serão pequenos ou desprezíveis e demandará muitos anos para colocar o país nos trilhos novamente. E isso deveria precipitar um pacto nacional, houvesse grandeza e visão para isso, para levarmos adiante as reformas que ainda precisam ser feitas, entre elas a tributária, a política e um novo pacto federativo, para tentar minorar as consequências que tivemos que assumir neste momento.

Ainda que a constatação desses fatores crie certo desencanto e preocupação sobre o que nos espera nos próximos meses, por razões internas e externas que listamos aqui, será preciso pensar com a visão do longo prazo.

Temos e podemos desenvolver condições estruturais ímpares que nos “condenam” ao crescimento, ao desenvolvimento econômico e à melhoria de nossa situação no contexto global.

Deveríamos parar de brincar de protelar o futuro e buscar realizá-lo o mais rapidamente possível.

Mas para isso é preciso visão, liderança e capacidade de integração em escala nacional para harmonizar interesses sociais, políticos e econômicos, nem sempre convergentes, para que esse salto para o futuro possa acontecer.

Por enquanto fica adiado por mais algum tempo.

(fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/22/a-longa-e-complexa-retomada-do-varejo-e-do-consumo-em-9-pontos/ )

Coronavírus: Kalil anuncia que BH não avança no processo de reabertura

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou em coletiva nesta sexta-feira (19) que Belo Horizonte não vai avançar no processo de flexibilização do comércio em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), tampouco retroceder em meio à expansão no número de casos, mortes e ocupações dos leitos hospitalares.

“A notícia que todos querem de início é que nós continuaremos como estamos. Não haverá fechamento. Não haverá abertura. Isso porque o nosso protocolo, feito solidariamente em 18 de abril, é que guia nossos secretários envolvidos na Covid-19”, afirmou.

Ainda durante sua fala, o prefeito afirmou que gostaria de um cenário diferente, mas que se mostra impossível atualmente, e ainda citou o governo de Romeu Zema (Novo) que agora tem mudado o tom com relação à pandemia.

“Hoje gostaria de trazer uma coisa diferente e serena. Quando fechamos a cidade, sofremos duras críticas, inclusive do governo do Estado. O próprio secretário geral (Mateus Simões), que está falando em lockdown, disse, em alto e bom som “que não entendia porque tanta pressa”. Talvez agora ele entenda porque tanta pressa. E que agora não venha, como se diz no jargão popular, ensinar o padre nosso ao vigário. Nós dissemos isso em 18 de março”, relembrou.

Sobre o que vem pela frente, o prefeito ressaltou que ainda existe a possibilidade de lockdown, caso a população não faça sua parte.

“Gostaria de dizer à população de BH que isso daqui não quer dizer que na próxima sexta não fechemos a cidade inteira. Se as máscaras continuarem no queixo, os churrascos continuarem acontecendo, nós, aqui, não temos o menor problema de fechar a cidade,” garantiu.

(fonte: O Tempo)