Reabertura do Comércio Lojista

O SINDILOJAS BH informa que a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu não permitir a reabertura de outras atividades a partir de 1º de junho, contrariando a expectativa do segmento empresarial.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a decisão de não permitir a reabertura de outras atividades, se baseou nos dados referentes ao aumento da velocidade de transmissão e ocupação dos leitos destinados exclusivamente ao COVID-19

Ainda de acordo com Prefeitura, as datas das próximas fases de reabertura do comércio serão avaliadas e dependerão dos indicadores epidemiológicos, do comportamento da população e dos comerciantes.

Assim, a relação de atividades autorizadas a funcionar e os respectivos horários permanecem inalterados, conforme Decreto nº 17.361, de 22 de maio de 2020.

As atividades que permanecem autorizadas a funcionar são as seguintes:

 

Fase 1 – abertura a partir de 25 de maio de 2020

Poderão reabrir apenas os estabelecimentos comerciais com acesso direto de pedestres ao logradouro público

 

(informações sobre protocolos de vigilância sanitária disponíveis no Portal da PBH)

Atividade Faixa de horário de funcionamento
Artigos de bomboniere e semelhantes 7h às 21h
Artigos de iluminação 11h às 19h
Artigos de cama, mesa e banho
Utensílios, móveis e equipamentos domésticos, exceto eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo
Tecidos e armarinho
Artigos de tapeçaria, cortinas e persianas
Produtos de limpeza e conservação 11h às 19h
Artigos de papelaria, livraria e fotográficos 11h às 19h
Brinquedos e artigos recreativos
Bicicletas e triciclos, peças e acessórios
Cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 11h às 19h
Veículos automotores 8h às 17h
Peças e acessórios para veículos automotores
Pneumáticos e câmaras-de-ar
Comércio atacadista da cadeia de comércio varejista da fase 1 5h às 17h
Cabeleireiros, manicure e pedicure 7h às 21h
Centros de comércio popular instituídos a qualquer tempo por Operações Urbanas visando a inclusão produtiva de camelôs, desde que localizados no Hipercentro ou em Venda Nova 11h às 19h

 

 

Fase de controle – permanecem abertos

Atividades autorizadas a funcionar nos termos do Decreto nº 17.313, de 21 de março de 2020, do Decreto nº 17.328, de 8 de abril de 2020, e do Decreto nº 17.332, de 16 de abril de 2020.

 

(informações sobre protocolos de vigilância sanitária disponíveis no Portal da PBH)

Atividade Faixa de horário de funcionamento
Padaria 5h às 21h
Comércio varejista de laticínios e frios 7h às 21h
Açougue e Peixaria
Hortifrutigranjeiros
Minimercados, mercearias e armazéns
Supermercados e hipermercados
Artigos farmacêuticos Sem restrição de horário
Artigos farmacêuticos, com manipulação de fórmula
Comércio varejista de artigos de óptica
Artigos médicos e ortopédicos
Tintas, solventes e materiais para pintura 7h às 21h
Material elétrico e hidráulico, vidros e ferragem
Madeireira
Material de construção em geral
Combustíveis para veículos automotores Sem restrição de horário
Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)
Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista da fase de controle 5h às 17h
Agências bancárias: instituições de crédito, seguro, capitalização, comércio e administração de valores imobiliários 10h às 16h

(Horário de funcionamento válido para atendimento ao público)

Casas lotéricas
Agência de correio e telégrafo
Comércio de medicamentos para animais Sem restrição de horário
Atividades de serviços e serviços de uso coletivo, exceto os especificados no art. 2º do Decreto nº 17.328, de 8 de abril de 2020 Sem restrição de horário
Atividades industriais Sem restrição de horário
Banca de jornais e revistas Sem restrição de horário

 

 

 

Medo de infecção freia vendas mesmo após reabertura

Os R$ 172 bilhões em vendas perdidas pelo comércio varejista brasileiro de meados de março até hoje por causa do período de isolamento social devem demorar para serem recuperados. Nas cidades onde a reabertura foi autorizada, lojas de shopping estão vendendo até 70% menos em relação ao período anterior à quarentena. No comércio de rua, a situação é menos pior, com queda de até 40%.

A falta de ação coordenada de reabertura de outros setores, como escolas e transporte coletivo, além do medo de contaminação da doença e da queda na renda da população, frearam uma retomada mais forte do varejo onde ele foi liberado.

Em Florianópolis, por exemplo, onde o comércio reabriu há um mês, os varejistas ainda estão cambaleantes. “Quem está bem vende hoje 20% do que vendia antes da pandemia”, conta Rodrigo Rossoni, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), mencionando o varejo em geral. Ele explica que o comércio foi reaberto, mas as escolas e o transporte coletivo, não. Essa falta de coordenação entre os setores impede o fluxo de consumidores às ruas e às lojas.

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que, mesmo com a reabertura, as vendas do comércio de produtos não essenciais em Santa Catarina continuaram no vermelho em relação ao período pré-pandemia, embora com perdas bem menores comparadas a de Estados que ainda enfrentam restrições. Nas contas do economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, nas últimas quatro semanas, já com o varejo autorizado a funcionar, o comércio catarinense deixou de vender R$ 3,4 bilhões. Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Goiás, onde está o Distrito Federal, Estados onde o comércio já foi liberado, também amargaram perdas.

Tito Bessa, dono da rede de artigos de vestuário TNG, com 165 lojas no país, das quais 25 abertas e espalhadas por Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal, notou resultados distintos entre lojas de shopping e lojas de rua reabertas. Nos shoppings, a queda de vendas nas cidades onde o comércio foi reaberto chega a 70%, e nas lojas de rua a retração varia entre 30% e 40%.

“A céu aberto, a tendência é o consumidor se sentir mais seguro, mas não sei por que está acontecendo isso. Os empreendedores de shopping estão tomando muito cuidado”, diz Bessa, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos). Nos quatro shoppings reabertos do grupo Multiplan, localizados em Canoas (RS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF), o movimento de consumidores está 50% menor do que o habitual, diz o vice-presidente institucional Vander Giordano.

Nabil Sahyoun, presidente da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), confirma o recuo. Nas suas contas, os shoppings que reabriram nos últimos 15 dias registram queda de 60% no número de pessoas circulando em relação a maio de 2019. Giordano vê um ponto positivo no menor fluxo de pessoas. “Isso ajuda a garantir o funcionamento das nossas medidas de preservação da saúde”. Um ponto levantado pelo executivo é o tempo de permanência de consumidores nos shoppings, que tem sido menor. O reflexo é uma conversão de vendas maior. Esse movimento também foi notado por Rossoni. “Quando as pessoas vão ao shopping, vão para comprar”. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/medo-de-infeccao-freia-vendas-mesmo-apos-reabertura-1.2343394 )

Coronavírus fez país perder 860 mil empregos só em abril

Três meses após ter a carteira de trabalho assinada na loja de balões de festa em que trabalhou durante quase um ano na região Centro-Sul de Belo Horizonte, Victoria Menezes, de 25 anos, foi demitida, em abril. A justificativa da dona do negócio foi a redução do quadro em meio à pandemia. “Ela disse que, quando melhorasse, me chamaria para trabalhar lá de novo”, conta.

A moradora do bairro Jardim Alvorada, na região Noroeste, ainda conseguiu um acerto retroativo para o período em que trabalhou sem carteira. “Consegui pagar as contas no mês de abril e deste mês agora, e acabou”, diz ela, que já teve os pedidos para o auxílio emergencial negados duas vezes – e tenta agora pela terceira vez.

Victoria faz parte do grupo de 1,4 milhão de brasileiros que perderam o emprego no mês de abril, o primeiro afetado integralmente pela crise do coronavírus, que levou à paralisação de grande parte das atividades econômicas. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério da Economia, o saldo de admissões (598.596) e de demissões registrou a perda de 860 mil postos de trabalho, o pior número na série histórica, iniciada em 1992. Do total, os setores de comércio e serviços, juntos, perderam nada menos que 592.587 vagas só em abril. Em Minas Gerais, foram extintas 88.298 vagas de trabalho em todos os setores – 20 mil só na capital mineira.

De acordo com o Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), a previsão inicial era que o varejo tivesse cerca de 8.000 demissões com 70 dias de paralisação, podendo chegar a 20 mil nos meses posteriores. “Devemos ter de três a quatro meses com vendas inferiores ao normal. Tivemos um empobrecimento da população e uma perda salarial e de trabalho muito grande, não conseguimos dimensionar o que será isso. Estamos falando de 5.000 lojas fechadas. Isso é um impacto muito grande na circulação de dinheiro”, comenta o presidente da entidade, Nadim Donato.

Bares e restaurantes

Pablo Bahia é proprietário de um bar e um restaurante na região Centro-Sul. Desde 20 de março, por determinação do decreto municipal de Alexandre Kalil (PSD), fechou o bar, que existe há 83 anos. O restaurante está atendendo pelo delivery, mas, segundo Bahia, o faturamento que sobrou representa 20% do que era antes da pandemia. “Sou a favor do fechamento, mas não teve planejamento nenhum. O decreto fechou tudo de uma hora pra outra. Perdi R$ 1.000 só de compras na Ceasa que tinha feito para aquela semana. De mercadoria, foram mais R$ 3.000”, conta ele, que demitiu, no total, seis de 18 funcionários.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Minas, Ricardo Rodrigues, cerca de 20% de todos os estabelecimentos de bares e restaurantes em BH e região metropolitana faliram desde o início da pandemia. Para ele, o problema maior para o setor é não ter previsão de reabertura. “Se for 24 de dezembro, que seja. Quem tiver condição sobreviver até lá, fica, quem não (tiver) vive de outra forma. É melhor que ficar na espera, acumulando dívidas”, afirma.

Menos serviços

O setor de serviços foi o que mais perdeu vagas em abril, com saldo negativo de 362.378, seguido pelo comércio, com 230.209 vagas a menos no país.

Redução de jornada

De acordo com os dados do Ministério da Economia, 8,15 milhões de trabalhadores tiveram, até o último dia 25, os contratos suspensos ou a jornada reduzida pela Medida Provisória (MP) do governo federal, de 1º de abril. Do total, 4,4 milhões de acordos foram pela suspensão do contrato de trabalho.

Para o presidente do Sindilojas-BH, Nadim Donato, a medida impediu que houvesse mais demissões. “Ajudou demais. Não tem precedentes. Essa redução de jornada ainda vai continuar, porque agora estamos funcionando num horário reduzido”, afirma ele, que diz que o ideal é que a medida fosse prorrogada para além do limite de 90 dias devido à retomada economia, que deve ser lenta.

Proprietário de um bar e um restaurante, o empresário Pablo Bahia suspendeu o contrato de metade dos 12 funcionários dos dois estabelecimentos. A outra metade teve o contrato suspenso pelas regras da MP. Segundo o presidente da Abrasel em Minas, Ricardo Rodrigues, a MP ajudou muito, mas não resolve. “Se não tem uma data, uma previsão pra voltar, você vai suspender o contrato do garçom por 60 dias – e depois?”, questiona Rodrigues.

(fonte: https://www.otempo.com.br/economia/coronavirus-fez-pais-perder-860-mil-empregos-so-em-abril-1.2342871# )

BH libera abertura de bancos e lotéricas sem restrição de horário

As agências bancárias, casas lotéricas e unidades dos Correios em Belo Horizonte vão poder funcionar sem restrição de horário a partir desta quarta-feira (27). A decisão do prefeito Alexandre Kalil foi divulgada no DOM (Diário Oficial do Município), nesta manhã.

Os três setores não foram fechados no início do isolamento social  na cidade, no mês de março, por serem considerados essenciais. As atividades de atendimento, no entanto, só podiam acontecer das 10h às 16h.

O novo decreto também libera a reabertura das UAIs (Unidades de Atendimento Integrado do Estado de Minas Gerais), que são responsáveis por fazer e distribuir documentos oficiais para população e fazer atendimentos relacionados ao Governo do Estado.

Até esta quarta-feira (27), as unidades estavam operando apenas sob agendamento prévio para entrega de carteiras de identidade emitidas antes do fechamento das UAIs, carteiras de habilitação que foram devolvidas pelos Correios após três tentativas de entrega e documentos de veículos na mesma situação.

Agora, com a mudança, os centros de atendimento que funcionam em shoppings e centros comerciais também vão poder abrir, “desde que adotadas as medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde de prevenção ao contágio e contenção da propagação de infecção viral relativa à covid-19”.

A reportagem procurou o Governo de Minas para saber se haverá alteração no funcionamento das UAIs em BH, mas ainda aguarda retorno.

Reabertura

A alteração nos horários de abertura fazem parte das ações de retomada gradual das atividades comerciais na cidade. Nesta segunda-feira (25), a prefeitura autorizou o retorno de aproximadamente 10 mil empresas, entre elas, salões de beleza e shoppings populares.

A previsão da Secretaria de Saúde é que mais setores possam abrir em outras duas etapas, separadas por um espaço de 15 dias entre elas. Para que isto aconteça, no entanto, a proliferação da covid-19 não pode sair do controle na cidade.

(fonte: https://noticias.r7.com/minas-gerais/bh-libera-abertura-de-bancos-e-lotericas-sem-restricao-de-horario-27052020 )

10 dicas para vender produtos e serviços na crise do Coronavírus

A pandemia do COVID-19 declarada pela Organização Mundial da Saúde – OMS provocou impactos importantes sobre os pequenos negócios, mas há opções criativas para manter as vendas de produtos e serviços.

Confira 10 sugestões de formas alternativas de vender seus produtos e serviços neste momento de crise.

1 – Planeje com seus funcionários formas alternativas de venda

Estabeleça linha direta com os seus funcionários, atualize-os sobre como será o funcionamento do seu negócio, horários, questões de segurança, a nova estratégia de atendimento. Os seus funcionários precisarão adotar novas formas de trabalhar, mas só poderão fazê-lo caso tenham informações claras e consistentes de você, dono do negócio.

2 – Comunique seus clientes

Envie mensagem aos seus clientes, comunicando a sua nova estratégia, como irá atendê-los durante este período.

3 – Se aproxime de seus clientes

Reveja o seu modelo de negócios, a sua forma de entregar produtos, agregue serviço, agregue valor.

Exemplo: se você tem uma loja física, um pequeno varejo, inove, ofereça serviços aos seus clientes em casa.

Você tem o contato do seu cliente? Envie mensagens ofertando serviços especiais como amostra e entrega em domicílio de produtos.

4 – Entregue em domicílio

Você poderá utilizar serviços de motoboy para entrega dos seus produtos ou até mesmo mobilizar a sua equipe local para fazê-la – cada loja tem seu raio (área) de atuação. Verifique se é possível que a sua equipe faça a entrega do produto na casa do cliente.

5 – Divulgue no digital

Reforce a divulgação dos seus produtos em seus canais online, faça ofertas especiais com entregas em domicílio pelas equipes de vendas locais ou serviço de entrega – motoboy.

6 – Garanta a segurança e conquiste a confiança dos clientes

Se você tem um pequeno varejo de rua, envie mensagem ao seu cliente falando dos cuidados que você está tendo em seu negócio, uso de detergentes na limpeza várias vezes ao dia, funcionários atendendo com uso de máscaras, a possibilidade de disponibilizar máscara para o cliente, o cliente poder marcar hora para ter atendimento exclusivo, evitando muitas pessoas no mesmo horário.

Se você tem um serviço, faça a entrega do serviço um a um tomando cuidado com as recomendações de higiene e prevenção.

Exemplo: salão de beleza poderá ir até a casa do cliente. Ou a possibilidade do cliente marcar um horário exclusivo para ser atendido.

7 – Provoque a flexibilidade na atuação dos colaboradores

Se você é empresário da área de alimentos, tem um restaurante, verificar a possibilidade da sua equipe de atendimento, exemplo garçom, passar a dar suporte a entregas em domicílio, pois as pessoas provavelmente irão optar por esta modalidade de serviço.

8 – Crie uma força tarefa no digital

Se você é um varejista de roupas/acessórios e beleza, por exemplo, oriente seus funcionários a agirem como “consultores” da sua marca/empresa no ambiente online, eles se tornarão influenciadores da sua marca nos ambientes digitais (Facebook, Instagram, WhatsApp) , eles irão impulsionar suas vendas online e offline além de poderem até fazer a entrega, dependendo do raio de ação de cada negócio.

9 – Planeje a sua atuação para o fim da crise

As previsões estão na linha de que os impactos da pandemia nos negócios não devem ultrapassar 4 meses. Use este tempo de pausa para rever seu negócio e planejar o futuro dele, em vez de reduzir o número de funcionários, incentive-os usar seu tempo para atualizar informações sobre os clientes, perfil, preferencias, sistemas internos, aprimorar habilidades e criar novos produtos e serviços para estarem melhor preparados para a eventual recuperação, pois o planejamento de recuperação precisa começar enquanto você ainda está reagindo à crise.

Aproveite ainda os Cursos Online e Gratuitos do Sebrae para adquirir mais habilidades e pensar novas estratégias para o negócio.

10. Inove rapidamente em torno de novas necessidades e hábitos de consumo

Além de rever seu portfólio de produtos/serviços, as novas necessidades dos clientes criam oportunidades de inovação para os seus negócios. Não fique focado em ações defensivas, aproveite este momento para inovar ousadamente em torno de oportunidades emergentes. Fique de olho nos sinais que o seu consumidor dará.

Observe, algumas mudanças de comportamento e consumo provavelmente persistirão além da crise e muitos setores ressurgirão para novas realidades de mercado. É cedo para dizer com certeza quais novos hábitos surgirão e quais permanecerão no longo prazo, mas teremos aumento de consumo online de produtos e serviços alimentares, de vestuário, beleza e saúde, home office entre outros.

Sabemos que existem diferentes velocidades de recuperação para cada país e setor econômico, isto exigirá de cada uma estratégia local distinta e focada no perfil do seu público.

(fonte: https://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/10-dicas-para-vender-produtos-e-servicos-na-crise-do-coronavirus,40f59fe6ecae0710VgnVCM1000004c00210aRCRD )

Covid-19: comércio brasileiro acumula prejuízo de R$ 124,7 bilhões

Experimentar uma roupa; calçar um sapato; procurar um acessório adequado a certa ocasião; ir às compras no shopping; visitar uma loja de eletroeletrônicos. Em pouco mais de dois meses de distanciamento social, tornou-se incomum fazer qualquer uma dessas atividades presencialmente. Mas, se a paralisação de atividades empresariais em virtude do novo coronavírus (Covid-19) garantiu a saúde de milhões de pessoas, ela também corroeu as vendas no comércio.

Entre os dias 15 de março e 2 de maio, o comércio varejista do país acumulou uma perda de R$ 124,7 bilhões. A constatação faz parte de um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a entidade, o valor representa uma queda de 56% no faturamento do varejo, em relação ao período anterior à pandemia. O montante também equivale a 128% da receita prevista para o Estado de Minas Gerais neste ano.

De acordo com o estudo da CNC, as perdas semanais no varejo mineiro já chegam a R$ 10,03 bilhões. Diante da diminuição da receita e do cenário de incertezas, causado pela paralisação de vários segmentos da economia, 84,3% dos empresários de Minas defendem a volta integral ou em escala reduzida das atividades empresariais. É o que aponta a segunda edição do levantamento “Impactos do Covid-19 na cadeia produtiva”, elaborado pela Fecomércio MG.

Na avaliação, realizada em abril, o percentual de empresários que precisou interromper suas atividades em decorrência do vírus atingiu 67%. O resultado atingiu 6,5 pontos percentuais (p.p) acima da expectativa apontada no relatório anterior, divulgado no início do mesmo mês. Entre esse grupo, a maioria (35,5%) será capaz de manter a operação por mais um mês. Por outro lado, 32,5% das empresas estão funcionando, dado o caráter essencial do bem vendido e/ou serviço prestado ou devido à adoção do regime home office.

Os resultados refletem a piora da situação das empresas justamente durante o período de intensificação das medidas de isolamento social. “Em março, 54% das empresas no Estado tiveram perdas em vendas, prestação de serviços e produção superiores a 50%. Já em abril, o índice atingiu 57,3%, mas para perdas acima de 60%. Isso mostra o quanto o consumo tem se deteriorado desde o início da pandemia”, explica o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Os reflexos negativos mais comuns citados pelos empresários mineiros foram a queda no volume de vendas, da prestação de serviços e da produção (23,5%); a falta de capital de giro (15,4%); a escassez de dinheiro para o pagamento de compromissos (14,9%); a alteração no fluxo de clientes (13,9%) e a dispensa temporária de funcionários (10,3%). A inclusão de itens como recursos financeiros e suspensão de contratos são novidades desta edição do levantamento.

O economista-chefe da Fecomércio MG lembra que, por estarem interligados, todos os setores da economia acabam sentindo os impactos da crise. “As medidas estabelecidas pelos órgãos de saúde para mitigar o avanço do Covid-19 são essenciais, principalmente em função da inexistência de vacina ou remédio. Mas, quando há uma paralisação da atividade empresarial deste porte, a economia inteira desaquece e o risco de desemprego aumenta diante da ociosidade”.

(Fonte: http://www.fecomerciomg.org.br/2020/05/covid-19-comercio-brasileiro-acumula-prejuizo-de-r-1247-bilhoes/ )

Criatividade na pandemia: novas tendências de propaganda

Se houve algum momento propício para começar um artigo dizendo que “o mundo mudou”, é agora. Mudanças drásticas por causa do impacto do novo coronavírus afetaram o mercado de consumo e as marcas precisaram adaptar não só as operações, mas também a comunicação. Com isso, surgiram novas tendências de propaganda em meio à pandemia.

Confira quais são essas novidades e inspire-se!

7 tendências de propaganda durante a pandemia do novo coronavírus

Conscientização em primeiro lugar

Naturalmente, o próprio coronavírus tem sido o tema de boa parte da comunicação das marcas. Ainda em março, quando entrarem em vigor pelo Brasil medidas mais extensivas de distanciamento social, as inserções publicitárias sobre Covid-19 chegaram a um quinto das veiculações em mídia, segundo dados da Kantar IBOPE Media.

Mas essa bandeira não deve baixar tão cedo. A expectativa do consumidor com relação às marcas neste período é que elas tenham, sobretudo, uma postura educativa, conscientizadora e transparente sobre as ações delas frente à pandemia. Portanto, é hora de fortalecer a imagem com boas respostas à atual situação e com campanhas mais institucionais que comerciais.

Passatempos

A necessidade de passar mais tempo em casa leva o consumidor a buscar formas variadas de se entreter. Algumas marcas perceberam que podem ser úteis ao público nesse sentido, oferecendo diversão em formatos de anúncio.

A IKEA, por exemplo, apostou em um jeito lúdico de inserir a comunicação da marca no dia a dia da quarentena. A empresa de produtos para o lar criou um catálogo com passatempos — desenhos para colorir, labirintos etc. — com itens à venda, aumentando o tempo de interação do consumidor com o material.

Confira mais ideias: Dicas para criar anúncios impressos durante a pandemia

Produções mais simples

Por enquanto, não poderemos ter aglomerações de equipes de produção, filmagens complexas e sessões de fotos em diversas locações. Mas há um lado bom nisso: surge a tendência de propagandas mais simples de fazer e, em alguns casos, mais econômicas. Vide os ensaios como o de Robert Pattinson para revistas, feitas pela internet ou pelos próprios artistas em casa.

Independentemente de ser uma marca grande ou pequena, a criatividade para lidar com recursos limitados será um dos maiores diferenciais da comunicação. Portanto, é hora de reaprender o essencial: boas histórias valem mais que orçamentos astronômicos.

Conteúdo gerado pelo consumidor

Um dos melhores recursos para superar a limitação de produção e gerar conteúdo para as campanhas de marketing é o próprio consumidor. Se o momento pede o fortalecimento de marca e o público deseja criar com ela, todos saem ganhando.

Marcas como a Havaianas trouxeram vídeos de pessoas reais, em casa, nas campanhas de Dia das Mães. O Facebook aproveitou conteúdo gerado pelos usuários da rede e notícias da imprensa em um comercial cheio de esperança. Já a NSC vai projetar fotos e mensagens positivas nos municípios catarinenses por meio da hashtag #JuntosporSC.

Exemplos dessa tendência de propaganda não faltam para você se inspirar. Convide sua audiência para participar e criar em conjunto a comunicação durante e pós-Covid-19.

Velhos materiais, novas mensagens

Outra forma criativa de se virar neste momento é reaproveitar velhos materiais publicitários, desde comerciais de televisão e spots de rádio a anúncios impressos. O segredo está em usar essas peças sob uma nova perspectiva para não parecer que simplesmente foram tiradas do fundo do baú.

Isso ainda ajuda a reforçar a tradição da marca e expressa a relação duradoura com o consumidor.

Um universo de possibilidades em casa

Muitas pessoas estão redescobrindo os prazeres de ficar em casa — e as marcas também, inclusive aquelas mais voltadas ao mundo exterior, como a Nike. A gigante do mundo dos esportes fez um filme com atletas famosos treinando nos próprios lares, reforçando o posicionamento na quarentena “Play inside, play for the world” (Jogue em casa, jogue pelo mundo).

Empresas de outros ramos que dependem do deslocamento das pessoas, como o setor automotivo e o de turismo, também têm reimaginado elementos do lar para se inserirem no novo contexto social. Assim, continuam presentes na mente do público.

Oportunidades para aproveitar

Quem está de olho também nas tendências de mídia encontrará oportunidades de promoção da marca nos meios mais inesperados.

Neste cenário, vemos desde a corrida por espaços de merchandising em transmissões ao vivo de artistas famosos até algumas empresas que conseguem aparecer engenhosamente nos fundos das videoconferências entre anônimos.

Por outro lado, as mídias essenciais estão ainda mais vantajosas para os anunciantes. Empresas como a NSC, além dos diversos benefícios que já ofereciam aos parceiros, estão empenhadas em ajudar os negócios locais com condições especiais durante a pandemia.

(fonte: https://negociossc.com.br/blog/criatividade-na-pandemia-novas-tendencias-de-propaganda/?utm_campaign=news_3_maio_-_clientes_potenciais_e_agencias&utm_medium=email&utm_source=RD+Station )

Estratégias para serviços venderem mais na pandemia

Enquanto alguns setores têm perdas na procura e no faturamento, outros vivem um momento de alta repentina por causa da Covid-19. Destaca-se aí a indústria de serviços digitais.

Soluções virtuais têm ajudado o mundo em quarentena a continuar produzindo, a se conectar, a se desenvolver e até a se divertir. Não é de se estranhar, então, o aumento na procura por aplicativos, plataformas on-line e ferramentas na internet mesmo com o resto do mercado em retração.

No entanto, a busca do público não é somente maior, é também mais criteriosa. Isso implica um aumento na concorrência entre empresas. Pensando nisso, trazemos a seguir dicas de estratégias para serviços digitais se destacarem e venderem mais. Confira.

O impacto do coronavírus na procura por soluções digitais

É claro, o crescimento não tem acontecido de maneira uniforme entre as empresas do setor. Muitas soluções digitais B2B, aliás, foram afetadas negativamente pela pandemia. Com a queda do faturamento dos clientes, manter o serviço tornou-se mais difícil, o que levou a cancelamentos.

Como indicador básico, quanto maior o impacto do novo coronavírus sobre o setor que a empresa atende, mais delicada é a situação dela neste momento. Por exemplo, uma startup com soluções para o setor hoteleiro precisará de uma resposta diferente à crise que uma startup com soluções para e-commerce ou saúde.

Já as soluções digitais focadas no consumidor final vivem um cenário mais favorável, como diversos exemplos revelam.

  • Cerca de 1 em cada 5 internautas brasileiros (18%) fizeram algum curso on-line nesse período.
  • Inscrições em serviços de streaming de vídeo cresceram na casa dos 30% nas semanas de março.
  • Aulas de ioga on-line tiveram 811% de aumento na procura durante a pandemia de Covid-19.
  • Na Europa, as fintechs (empresas de tecnologia do mercado financeiro, como a Nubank no Brasil) tiveram alta de 72%.
  • O aplicativo de videoconferências Zoom teve um aumento de 1330% nos downloads, entre diversas ferramentas digitais que ganharam maior popularidade com o distanciamento social.

As melhores estratégias para serviços digitais diante do novo coronavírus dependerão do contexto da empresa. Acompanhe as dicas abaixo e veja quais se encaixam no seu caso.

Estratégias de negócio para serviços digitais

Condições especiais para enfrentar a crise

Este é o momento de as empresas fazerem valer a afirmação de que colocam o cliente em primeiro lugar. Muitas delas passaram a oferecer ferramentas gratuitas, freemium (grátis, mas com recursos limitados) ou com descontos expressivos para ajudar o público-alvo a equilibrar as finanças. Vale considerar essa opção, se seu negócio permitir isso, como a Go Daddy que ofereceu a criação gratuita de sites para estimular seu serviço de hospedagem.

Neste momento, os próprios consumidores esperam que as marcas foquem mais em soluções frente à pandemia que em crescimento. Essa postura serve não só para conquistar novos usuários, mas também para manter e fidelizar os atuais. Eles vão agradecer seu empenho.

Implementação ágil de soluções

O cenário atual trouxe uma série de novas tendências de interesse e de consumo. Ficar de olho nessas mudanças é importante para oferecer soluções relevantes para o consumidor.

Por exemplo, uma plataforma de cursos virtuais pode investir em conteúdos no estilo “faça você mesmo”, já que são temas em alta neste período.

Clubes de assinatura de entregas

Clubes de assinatura tiveram um crescimento de 24% entre março e abril de 2020, indicam dados da Vindi. Aproveitando esse embalo, sua empresa pode casar o serviço digital com um serviço de entrega mensal complementar para o consumidor final.

Digamos que você tenha um aplicativo de receitas. Então, que tal oferecer a entrega de itens de alimentação para as pessoas praticarem o que aprenderam?

Leia também: Coronavírus e o novo comportamento do consumidor digital

Programa de indicação

O consumidor satisfeito é um dos melhores vendedores que sua empresa pode ter. Sua empresa pode também incentivar essas recomendações criando um programa de indicação: ao trazer um novo usuário ou uma nova conta para o negócio, ele ganha algum benefício, como descontos ou ferramentas extras.

Gamificação

Para ajudar na retenção de clientes e na conversão de usuários grátis ou freemium em vendas, a gamificação é outra estratégia para serviços digitais a ser considerada. Ela incentiva o indivíduo a interagir cada vez mais com a interface por meio de um sistema de recompensas progressivas. Quanto mais ele usa, mais aproveita.

Parcerias

Juntos somos mais fortes, inclusive comercialmente.

Este é um bom momento para procurar parcerias de negócios com empresas que ofereçam serviços digitais complementares ao seus. É possível fazer assim vendas casadas e agregar valor às ofertas de ambas.

Independentemente da estratégia adotada, é fundamental considerar que cenário gerado pelo novo coronavírus vai acelerar a transformação digital. Os serviços on-line serão uma realidade cada vez mais presente, seja no mercado de trabalho, seja na vida pessoal. Os esforços feitos hoje para conquistar ou manter clientes se refletirão no posicionamento do seu negócio diante desse “novo normal”.

(fonte: https://negociossc.com.br/blog/estrategias-para-servicos-digitais-venderem-mais-na-pandemia/?utm_campaign=news_3_maio_-_clientes_potenciais_e_agencias&utm_medium=email&utm_source=RD+Station )

Abertura das lojas do mercado central servirá como teste para o comércio de BH

Um dos principais símbolos e pontos turísticos de Belo Horizonte, o Mercado Central, na região do hipercentro, vai retomar as atividades na próxima segunda-feira (18). Em acordo fechado com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o Mercado vai antecipar em uma semana a abertura prevista para o dia 25 como uma forma de teste para o comércio da cidade.

As lojas de produtos não essenciais poderão abrir, porém, bares e restaurantes continuarão fechados, pelo menos, até o dia 25. Pelo acordo fechado, a administração do Mercado ficará responsável por um controle rígido do número de pessoas dentro do local e por evitar aglomeração nos corredores. Apenas quatro entradas vão funcionar: avenida Amazonas com rua dos Goitacazes; rua Santa Catarina; e rua Curitiba com avenida Augusto de Lima.

O controle será feito através de cartões magnéticos higienizados entregues aos consumidores nas entradas. O consumidor também terá álcool em gel à disposição e só poderá entrar com máscara de proteção. Apenas 370 poderão estar no local concomitantemente.

De acordo com o superintendente do Mercado Central, Luiz Carlos Braga, das 400 lojas que compõem o Mercado Central, apenas 19 permanecerão fechadas.

“Vamos funcionar da mesma forma que um supermercado, com as mesmas restrições de capacidade e cuidados sanitários. Fizemos um investimento importante em sinalização e compra de insumos, como totens de álcool em gel nos cruzamentos dos corredores e equipamentos de proteção individual (EPIs)”, explica Braga.

Como parte do acordo com a PBH, a Guarda Municipal vai manter agentes nas três portas de acesso que serão abertas para auxiliar na verificação do cumprimento das normas. Dezesseis câmeras do circuito interno do Mercado Central foram interligadas ao comando da Guarda Municipal com o intuito de fortalecer a fiscalização e evitar qualquer procedimento fora das normas de segurança sanitária dentro do empreendimento. O horário de funcionamento continuará das 8 horas às 17 horas, de segunda a sábado; continuando fechado aos domingos, como tem sido desde a chegada da pandemia ao Estado.

“O Mercado Central vai funcionar também como um grande piloto para reabertura do comércio da cidade. Como símbolo da Capital, temos também a responsabilidade de prestarmos esse serviço. A abertura dos bares e restaurantes que estão aqui dentro e o relaxamento das normas, como a possibilidade de recebermos mais pessoas, seguirão as orientações da Prefeitura, como fizemos até aqui. Nesse momento, pedimos aos consumidores que evitem passear pelo Mercado. Pedimos que venham, realmente, apenas para fazer compras de maneira rápida e segura para todos”, pontua o superintendente do Mercado Central.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/negocios/abertura-das-lojas-do-mercado-central-servira-como-teste-para-o-comercio-de-bh/ )

(foto: Divulgação/Mercado Central.com.br)

Coronavírus e o novo comportamento do consumidor digital

O cenário gerado pelo novo coronavírus acelerou algumas tendências e criou padrões próprios de consumo. Diante disso, entender e acompanhar o comportamento do consumidor é essencial para a sobrevivência dos negócios neste momento.

Se já apontávamos as vendas pela internet como escolha do público por maior praticidade, agora é uma questão de necessidade. Saiba mais sobre o panorama desse comércio virtual diante da pandemia e confira algumas observações para sua empresa.

A tendência das vendas on-line

As vendas pela internet já vinham em um movimento de alta no Brasil. A perspectiva da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) era de um crescimento de 18% em 2020, antes da pandemia de Covid-19.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, pagamentos digitais já representam 43% do consumo das famílias brasileiras. Só o uso de cartões movimentou R$ 1,84 trilhão em 2019 no Brasil, um aumento de 18,7% para 2018.

As próprias lojas tinham muito o que celebrar com isso. De acordo com o relatório NeoTrust, do Compre & Confie, o faturamento on-line em 2019 aumentou 23% em relação ao ano anterior. O número de pedidos aumentou em 22% e o número de consumidores em 43%.

Então, o que acontece com o impacto do novo coronavírus no Brasil?

O comércio eletrônico durante o coronavírus

A ABComm revela que a compra de produtos pela internet teve alta de 40% em março, comparado ao mesmo período de 2019, diante das medidas mais intensas de distanciamento social adotadas no País. Alguns segmentos de bens de consumo, como saúde, beleza, perfumaria e supermercado, tiveram crescimentos de 80% a 111%.

No entanto, itens não essenciais também tiveram um aumento súbito de pedidos. Dados da Kondutomostram que brinquedos chegaram a registrar alta de 643% e artigos esportivos de 188%.

O comportamento do consumidor digital mudou não só no sentido de que clientes habituais estão comprando mais pela internet, mas também há um fluxo de novos consumidores tendo a experiência de compra virtual pela primeira vez. São pessoas descobrindo aplicativos de e-commerce, pesquisando alternativas aos serviços de sempre e pedindo os mais variados itens no conforto do lar.

Elas compraram pela primeira vez em e-commerce, segundo a consultoria Kantar:

  • Alimentos e bebidas: 17%
  • Remédios sem prescrição: 15%
  • Cosméticos e produtos de higiene pessoal: 12%
  • Serviços: 12%
  • Roupas e acessórios: 8%
  • Eletrônicos: 8%

Isso gera uma oportunidade para novos negócios se tornarem conhecidos ou empresas já estabelecidas conquistarem mais espaço de mercado. A pandemia implica uma ruptura de status quo e as marcas que souberem se posicionar com uma boa comunicação, focada em trazer utilidade e praticidade para o público, e com uma forte presença digital se tornarão mais competitivas daqui para a frente.

A maior procura pelas compras na internet teve outro efeito sobre o funcionamento do comércio eletrônico: mais tempo para as entregas. Segundo uma pesquisa da consultoria Ebit/Nielsen, em média, alimentos e bebidas levam agora quatro vezes mais tempo para serem entregues. Além disso, o consumidor digital tem encontrado discrepâncias entre os estoques das lojas físicas e virtuais.

As consequências da pandemia de Covid-19 ressaltam a importância de ter uma estratégia omnichannel. Sem a completa integração dos canais de venda, a capacidade de pronta-resposta da empresa, especialmente em termos de disponibilidade de produtos, fica prejudicada.

Visitas a lojas virtuais pré e durante a quarentena. (Fonte: Social Miner)

Mudanças na rotina do consumidor digital

A própria forma de pesquisar e comprar pela internet mudou com esse novo comportamento do consumidor digital.

No período pré-distanciamento social, verificavam-se picos de visitas a lojas virtuais às 13h às 18h, ou seja, no horário de almoço e no fim do horário comercial. Agora, entre 17h e 22h vê-se um tráfego mais constante. De acordo com um estudo da Social Miner, “com o público em casa, o engajamento com o varejo virtual passa a ser também uma forma de distração, substituindo atividades com as quais o consumidor estaria anteriormente envolvido”.

Já os picos de vendas on-line têm se estabelecido às 14h e das 18h em diante, com mais vendas sendo concluídas entre 22h e 23h que no meio da tarde. Isso muda, inclusive, a forma de encontrar os melhores horários para anunciar.. O “horário nobre” das mídias agora está mais bem distribuído ao longo do dia.

Outra mudança diz respeito aos dias que têm gerado mais conversões. A proximidade do final de semana, nas quintas e sextas, contribui com a maior porção das vendas on-line. Mas também é possível criar ofertas atraentes de produtos ou serviços para cada dia, com base em necessidades específicas do público para diferentes momentos da semana.

Quer saber então quais são as melhores formas de divulgar sua marca diante desse novo comportamento do consumidor? Consulte as soluções da NSC para seu negócio com nossa equipe pelo site ou pelo telefone (48) 3216-3216.

(fonte: https://negociossc.com.br/blog/coronavirus-e-o-novo-comportamento-do-consumidor-digital/?utm_campaign=news_2_maio_-_interno&utm_medium=email&utm_source=RD+Station )