Empresas devem se preparar para o Coronavírus

Para enfrentar as consequências econômicas da disseminação do novo coronavírus (Covid-19) pelo País, pequenas, médias e grandes empresas precisarão se reestruturar ou, pelo menos, se reorganizar quanto aos aspectos trabalhista, contábil, civil e de compliance.

Este é o alerta de especialistas e sócios do Escritório Manucci Advogados, que chamam a atenção para os impactos em contratos, nas obrigações tributárias, bem como na gestão dos negócios.

De acordo com o advogado Gestão de Risco e Compliance, Tiago Fantini, em momentos adversos como o que o Brasil vive, com o avanço da doença, as alternativas para que as empresas amenizem os impactos precisam levar em consideração aspectos de governança corporativa, cujos pilares fundamentais são: transparência, prestação de contas, perenidade e responsabilidade corporativa.

“São estes aspectos que sustentarão os negócios no momento de turbulência. E é por isso que há grande expectativa quanto ao estabelecimento de regras por parte do poder público”, explicou durante webinar com orientações sobre os “Impactos Legais do Coronavírus para as Empresas, realizado pelo escritório.

O ponto de partida, conforme Fantini, está no entendimento, por parte das empresas, da necessidade de encontrar novos modelos de negócios em cenários adversos e se reinventar. Segundo ele, muitas empresas já estão vivendo isso, com a adoção de home office, e-commerce e delivery.

“O trabalho de governança ajuda a identificar os pontos favoráveis e desfavoráveis diante da situação. O que a empresa poderá usar a seu favor e o que precisará rever. Quanto mais organizada, mais condições ela terá de sobreviver. E é aí que entra o papel da gestão de riscos, que deve ser feito com rapidez, coerência e transparência de modo a proteger a reputação”, reiterou.

Relações trabalhistas – Sobre os reflexos trabalhistas, a advogada do direito do trabalho, Ariela Duarte, citou que há medidas legais que podem ser adotadas pelas empresas, como forma de se proteger e mitigar custos, uma vez que estejam com a produção suspensa ou reduzida, por meio da flexibilização das leis trabalhistas.

Ela citou a Medida Provisória (MP) 927, com mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para o período de calamidade pública. Dentre os pontos definidos há, por exemplo, regras para o trabalho em home office, concessão de férias individuais e coletivas, antecipação de feriados, regras do banco de horas e compensações, suspensão temporária de parte do FGTS, suspensão de medidas administrativas de segurança do trabalho e possibilidade de definir que o trabalhador faça cursos de qualificação on-line, entre outras medidas.

“São definições em vistas de permitir que empresários e empresas tenham soluções viáveis e rápidas nesta situação que está assolando não apenas o Brasil, mas o mundo inteiro. Mas, nossa primeira orientação é que as empresas verifiquem as convenções coletivas de cada categoria”, indicou.

Tributos – O especialista em Direito Tributário, Gustavo Falcão, destacou a suspensão ou postergação de algumas cobranças visando à saúde do caixa das empresas. Segundo ele, há medidas nos âmbitos federal, estadual e municipal. “Nos últimos 10 dias, tivemos uma série de medidas que foram tomadas entre portarias, resoluções e MPs, como forma de garantir a sobrevivência dos negócios”, justificou.

Por fim, o advogado especialista em Contratos e Direito Civil, Guilherme Poggiali, falou que todos os contratos devem levar em consideração o “motivo de força maior”, que no caso é a pandemia – a não ser que o documento explicite a não abrangência. De toda maneira, ele orientou que cada caso deve ser analisado separadamente.

“Empresas que estão impedidas de funcionar e não conseguem entregar o que foi contratado no prazo e/ou no volume, podem, por exemplo, oferecer descontos ou se comprometer a realizar a entrega posteriormente. A negociação é sempre o melhor caminho”, concluiu.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/exclusivo/pmes-precisarao-se-reestruturar/ )

Coronavírus deixa restaurantes de shoppings vazios em São Paulo

É a primeira vez em 18 anos que garçons do restaurante América, um dos mais antigos do shopping Pátio Higienópolis, veem os clientes sumirem de uma só vez.

Neste sábado (14/03), a queda no faturamento, de acordo com eles, foi de cerca de 90% em comparação com um dia normal de atendimento.

E, neste mês, o restaurante pode até fechar com prejuízo, se o número de clientes de um dia der para contar nos dedos.

No restaurante ao lado, o Galeto’s, garçons diziam que o faturamento no dia 14/03 não tinha atingido R$ 1.000.

No domingo (15/03), a situação não estava diferente. Muitas mesas vazias nos dois restaurantes e em outros do shopping. O cenário se repetia nas lojas.

Representantes de restaurantes e lojas e de shoppings devem se reunir nesta semana para avaliar o que fazer com a crise do coronavírus.

É melhor fechar ou não as portas e esperar até que notícias mais positivas sobre a propagação do vírus surjam? É o que está em discussão neste momento.

No caso de restaurantes, a situação é pior porque os alimentos têm validade curta. Se os clientes não aparecem, não tem outro jeito se não jogar no lixo.

“As secretarias de saúde informam que o pico da doença deve acontecer em 45 dias. O impacto no varejo vai ser brutal”, afirma Gustavo Carrer, consultor de varejo.

Hotéis, restaurantes, toda a cadeia de empresas ligadas a eventos, teatros, cinemas vão sofrer mais o impacto do covid – 19, diz ele. “Este é o cenário mais provável.”

“Todo o comércio associado e próximo de metrôs e pontos de ônibus também deve ser muito atingido e bem agora que o setor estava começando a tirar o nariz para fora da água.”

Como numa crise sempre tem quem perde e quem ganha, desta vez, de acordo com Carrer, ganham o e-commerce e o serviço de delivery (entrega de produtos em casa).

Os supermercados também sentiram um efeito contrário ao dos restaurantes. No final de semana (14/03 e 15/03), algumas lojas registraram movimento acima do normal.

Na loja do Pastorinho de Perdizes, as vendas no sábado (14/03) foram acima do normal, o que sugere, na avaliação de funcionárias, que os clientes estão preocupados com o estoque.

Em alguns países, como Austrália e Canadá, lojas ficaram sem papel higiênico por conta de uma corrida em busca do produto.

Álvaro Furtado, presidente do Sincovaga, sindicato que reúne cerca de 40 mil pequenos varejistas no Estado de São Paulo, diz supermercadistas relataram que subiu mesmo a demanda por produtos de higiene pessoal, como álcool e sabonetes.

“Mas não podemos dizer que houve uma corrida por produtos. Há uma demanda um pouco maior focada em produtos de higiene e limpeza”, afirma.

“Esse é um comportamento normal de pessoas com medo que a crise se prolongue. Um gesto racional de comprar o que não estraga. Mas isso vai durar alguns dias. Depois, reflui.”

O que os empresários devem fazer neste momento?

Para Carrer, os lojistas que não tiverem estrutura de e-commerce devem intensificar a venda por telefone, WhatsApp e utilizar as mídias sociais.

“Em dois meses não dá para montar uma plataforma de vendas. Quem só tem loja física pode experimentar novas formas de vendas até por uma questão de sobrevivência.”

Não é uma boa solução, diz ele, demitir funcionários.

“Essa crise deve durar alguns meses. Com o adiamento de compras, é provável que o consumo aumente forte no segundo semestre deste ano.”

O lojista, diz ele, precisa ter calma e pensar em jornadas mais flexíveis de trabalho e em planos de férias para os funcionários.

“Vai ter perdas sim, mas com planejamento dá para recuperar vendas no segundo semestre. Se demite os empregados agora, não terá pessoal qualificado para trabalhar depois.”

Vários eventos do setor já foram adiados para o segundo semestre, como a feira da Abras (Associação Brasileira de Supermercados, um sinal de que a crise vai passar em dois ou três meses.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio) divulgou recomendações para os empresários do setor, solicitando que “as empresas e instituições sejam parceiras na divulgação das informações e na orientação de seus colaboradores acerca de hábitos de prevenção.”

“E manifesta a confiança de que os problemas serão superados, com a necessária mobilização coordenada do governo, empresários e da sociedade para as ações preventivas e reativas que se fizerem necessárias.”

“A economia está se recuperando gradualmente, mas a cautela das famílias poderá impactar o consumo. O otimismo dos consumidores vinha aumentando, porém a confiança possivelmente será reduzida nos próximos meses.”

“Os comerciantes devem acompanhar ainda mais de perto a rotatividade dos estoques e o ritmo das vendas. No cenário de preços mais baixos, mas com possível queda na confiança dos consumidores, deve-se evitar estoques elevados.”

“A renegociação de prazos com fornecedores é recomendável para melhorar os fluxos de caixa. Além de cortes temporários de despesas consideradas supérfluas, o esforço maior para aproximar os vencimentos de despesas com as receitas também auxiliará no caixa das empresas.”

“No dia-dia dos estabelecimentos, lojas e empresas, os funcionários e colaboradores devem ser orientados a observarem com atenção o movimento de pessoas, utilizarem álcool em gel após contato e atendimento aos clientes.”

“Observar o movimento de consumidores nas lojas e estabelecimentos, caso necessário, ajustar a jornada de trabalho dos funcionários. Os custos com a mão de obra também podem ser reduzidos.”

Os cinco erros que o varejista deve evitar em datas comemorativas

Quem possui um comércio, físico ou eletrônico, sabe que datas comemorativas são alguns dos principais gatilhos para aumentar as vendas e potencializar o lucro do negócio. Dia das Mães, dos Pais e dos Namorados; Natal, Black Friday e Páscoa são apenas alguns exemplos de períodos que costumam trazer bons resultados ao varejo brasileiro. Contudo, a proximidade dessas datas não faz as conversões crescerem como passe de mágica. É preciso que os profissionais se preparem para aproveitar as vantagens dessas ocasiões. Confira cinco erros que devem ser evitados pelo varejista:

1 – Não montar um calendário de vendas

Mesmo com a infinidade de softwares de organização e planilhas para facilitar essa tarefa, muitos lojistas ainda ignoram a importância de criar um calendário de vendas com as principais datas para seu público-alvo. Dessa forma, eles se preparam apenas para os períodos mais lembrados, como Natal, Black Friday e Dia das Mães e dos Pais, mas perdem a oportunidade de aumentar as vendas em dias que podem ser populares para o seu segmento, como o Star Wars Day e o Dia da Toalha para o consumidor geek.

2 – Montar o planejamento em cima da hora

Sem um calendário montado anteriormente, o comércio corre o sério risco de planejar e executar ações próximo da data em questão. Assim, tudo vai ser feito às pressas, e os resultados alcançados não serão aqueles que o empreendedor esperava. O ideal é se planejar com meses de antecedência, deixando claras as funções de cada profissional e detalhando etapa por etapa.

3 – Ficar preso aos clichês

Basta chegar o Dia das Mães para eletrodomésticos e cosméticos serem os campeões das promoções. Mas será que esses produtos satisfazem o seu público-alvo? A falta de planejamento leva muitos lojistas a apostarem nos clichês tanto na divulgação da campanha quanto nos produtos oferecidos. Aqui, o essencial é pesquisar os hábitos da sua base e, sobretudo, abusar da criatividade para atrair os clientes e aumentar as vendas na data comemorativa.

4 – Desconhecer o perfil de seus clientes

O clichê também leva a outro erro comum em datas comemorativas: não conhecer o perfil de quem realmente vai comprar seus produtos. No Dia dos Pais, por exemplo, são os filhos que irão fazer o pedido na maioria dos casos. É preciso ter em mente as características das pessoas que devem ser impactadas em cada data para que a comunicação seja efetiva e reverta em vendas melhores.

5 – Não aproveitar o fluxo maior para aprofundar o relacionamento

Por meio das datas comemorativas, os lojistas têm à disposição inúmeros recursos para ampliar a visão e aprofundar o relacionamento com seus clientes. Há os dados digitais coletados por meio das redes sociais e e-mail marketing, pesquisas de opinião, itens mais vendidos, frequência de visitas, entre outros indicadores que fornecem uma visão mais completa das pessoas que se aproximam de sua marca. Saber trabalhar com esses insights permite que, no futuro, o comércio possa fazer campanhas melhores e mais efetivas.

(fonte: https://newtrade.com.br/varejo/os-cinco-erros-que-o-varejista-deve-evitar-em-datas-comemorativas/ )

Inadimplência do consumidor tem queda de 3,9% em fevereiro

A inadimplência do consumidor recuou 3,9% em fevereiro na comparação com janeiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados nacionais apurados pela Boa Vista.

Em relação a fevereiro do ano passado, o indicador subiu 0,4%. Com isto, ele acumula queda de 1,4% no acumulado de 12 meses (março de 2019 até fevereiro de 2020 frente aos 12 meses anteriores).

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, todas as regiões ainda registram queda: Centro-Oeste (-2,6%), Norte (-0,6%), Nordeste (-1,6%), Sul (-3,6%) e Sudeste (-0,7%). Na comparação mensal, as regiões também apresentaram queda, com destaque para a Sul, que recuou 4,2%.

A queda da inadimplência observada a partir do final de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda, e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

Com isto, a inadimplência dos consumidores atingiu um patamar historicamente baixo, o que proporcionou a redução dos juros e motivou o aumento das concessões a partir de 2017, o que, por sua vez, vêm resultando em um crescimento significativo do endividamento e do comprometimento nos últimos meses.

Os economistas da Boa Vista têm alertado que o elevado nível de desocupação e subutilização da mão-de-obra, somado à lenta recuperação da renda, aumenta a possibilidade de que esta expansão recente dos empréstimos resulte em maior inadimplência nos próximos meses.

De fato, apesar do resultado mensal de fevereiro, nota-se que a análise acumulada em 12 meses parece ter seguido nesta direção ao apontar desaceleração no seu ritmo de queda. Além disso, outros dados de mercado mostram que a inadimplência tende a crescer mais entre os consumidores de menor renda, exatamente os mais afetados pela lenta recuperação do mercado de trabalho.

Por ora, passado o período mais intenso da crise e a melhora da expectativa referente ao ambiente econômico, o indicador demonstra sinais de que caminha para a estabilização após quatro anos consecutivos de queda nos registros.

Assim, a equipe econômica da Boa Vista volta a ressaltar que uma retomada mais vigorosa e generalizada do crédito aos consumidores, sem aumento dos riscos, segue condicionada, a curto prazo, à evolução do mercado de trabalho e do endividamento das famílias.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/financas/inadimplencia-do-consumidor-tem-queda-de-3-9-em-fevereiro )

Faturamento das franquias aumenta 6,8% em 2019

O faturamento do setor nacional de franquias cresceu 6,8% em 2019, informou nesta sexta-feira (06/03) a Associação Brasileira de Franchising (ABF). De acordo com o presidente da ABF, André Friedheim, o resultado ficou “bem dentro da meta”, que era de +7%. Porém, resultado ficou ligeiramente abaixo do previsto, que era 6,9%.

O faturamento total do mercado de franquias no período evoluiu de R$ 174,843 bilhões para R$ 186,755 bilhões.

Abertura de lojas, vendas na Black Friday (dia que inaugura a temporada de compras de Natal com promoções significativas no comércio), liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou dinheiro no mercado, e também a força das marcas de franquia foram os fatores que contribuíram para o incremento registrado no setor. “Tudo isso ajuda no crescimento do segmento”, disse André Friedheim.

A Pesquisa de Desempenho do Franchising Brasileiro em 2019 mostra que também houve expansão de 4,6% no número de empregos diretos gerados pelo setor, alcançando 1.358.139 trabalhadores empregados. O aumento das contratações em relação a 2018 está relacionado ao movimento de expansão das marcas, aos efeitos positivos da reforma trabalhista e à recuperação gradual da economia, segundo Friedheim.

Segundo Friedheim, as contratações terão continuidade neste ano, e a geração de empregos formais deve crescer cresça 5%, “porque o crescimento do mercado e do número de operações reflete no aumento do emprego”.

SEGMENTOS

A pesquisa revela que houve crescimento da receita nos 11 segmentos de franquias acompanhados pela ABF, com a liderança exercida pelos grupos comunicação, informática e eletrônicos e casa e construção, que tiveram alta de 10% no faturamento, cada um. Friedheim disse que os dois segmentos foram favorecidos pelo reaquecimento, ainda que moderado, da economia. “Foram os que tiveram melhor performance comparada”.

O setor de serviços e outros negócios (8,3%) teve o segundo melhor desempenho em 2019, refletindo o aumento da demanda por serviços, de forma geral, e foi seguido pelo das franquias de crédito e serviços financeiros. Já os segmentos de saúde, beleza e bem-estar e de serviços automotivos aparecem na quarta posição, com crescimento de 7,2%, cada. “Foram os segmentos que mais se destacaram no mercado”, afirmou Friedheim.

O número de unidades também cresceu 4,7%, somando 160.958 operações no Brasil. A taxa de abertura de unidades de franquias atingiu 9,2% no período, contra 5,2% no ano anterior. O número de marcas subiu 1,4% em 2019, superando o índice de 1,1% apurado no ano anterior e totalizando 2.918 redes de franquias em atuação no Brasil.

Entre os fatores que contribuíram para a alta estão o lançamento de novas marcas e a adesão de grandes e tradicionais empresas ao mercado de franquias.

Para este ano, a ABF projeta expansão de 8% na receita do setor. “A gente acredita que o franchising, que hoje representa 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro, pode chegar, até o final do ano, a 2,8% do PIB. A gente quer ser mais representativo no mercado”, disse Friedheim.

Ele lembrou que algumas redes de franquias se juntaram no ano passado para ganhar escala e eficiência e as franqueadoras adotaram muita tecnologia para melhorar processos e se tornarem mais eficientes.

QUARTO TRIMESTRE 

A pesquisa revela ainda que no quarto trimestre do ano passado, o setor de franchising cresceu 8,1% em relação ao mesmo período de 2018.

Os segmentos que registraram maior aumento do faturamento na comparação com o quarto trimestre de 2018 foram comunicação, informática e eletrônicos (12,7%); casa e construção (11,9%); serviços e outros negócios (9,0%).; alimentação e hotelaria e turismo (com 8,7%, cada).

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/faturamento-das-franquias-aumenta-6-8-em-2019 )

Empreendedorismo feminino movimenta mais de R$ 830 mi na economia

No Brasil cerca de 24 milhões de mulheres são empreendedoras, segundo dados de estudo realizado pelo Sebrae. São muitos casos em que o empreendedorismo é uma alternativa criada pela necessidade.

No país, 44% do público feminino aposta na criação de um negócio como alternativa para complementar a renda e até mesmo como única receita dentro de casa.

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, que representa as vitórias conquistadas pelas mulheres ao redor do mundo, conheça 11 mulheres brasileiras que são Donas de Negócios e ajudaram a economia brasileira movimentando mais de R$ 830 mi em 2019.

Renata Marcolino – Mil e Uma Sapatilhas

Com dívidas acumuladas, a fonoaudióloga Renata Marcolino precisou recorrer a outra alternativa de renda com o propósito de auxiliar o marido em um momento de dificuldade financeira. A então funcionaria pública decidiu apostar no comércio de sapatilhas populares para saldar a dívida da família. A criação do negócio começou com as revendas dos calçados dentro do porta-malas do carro da fonoaudióloga, que usava o veículo para ir até as casas de suas clientes.

Da ideia de levar os calçados até suas clientes, nasceu a Mil e Uma Sapatilhas, que já vendeu mais de dois milhões de sapatilhas e se tornou o primeiro negócio com foco no público emergente com produtos licenciados Disney. Com mais de 140 unidades abertas, a marca faturou R$ 60 milhões em 2019 com a comercialização de sapatilhas.

Danyelle Van Straten – Depyl Action

 Danyelle Van Straten é o nome por trás da Depyl Action, franquia especializada em depilação e cuidados com o pelo que faturou em 2019 mais de R$ 122 milhões. A marca tem mais de 110 unidades em operação no Brasil e duas na Venezuela. A rede pretende inaugurar dez unidades em 2020. A franquia nasceu em 1996, mas o negócio deu os primeiros passos na década de 1980, quando a família de Danyelle Van Straten descobriu uma receita caseira de cera de depilação. Associada a uma técnica, também criada pela família, a remoção de pelos ficava mais confortável. Inicialmente, Danyelle viajava o Brasil vendendo a cera em feiras.

Naquela época, o espaço para depilação representava o fundo do salão, não era nem 10% do negócio. E foi nessa brecha que Danyelle e sua mãe, Glaci Van Straten, enxergaram o próximo passo: oferecer um local exclusivo para a depilação e levar este serviço para a porta da frente. O resultado disso culminou na Depyl Action, transformada em franquia, em 1996. Um espaço privativo, confortável e com atendimento sem hora marcada que oferece além da depilação com cera, serviços de depilação à laser, luz pulsada, design de sobrancelhas, alongamento de cílios, coloração de cílios e da região íntima; aparo de pelos e coloração de barba.

Marcela Tarraf – Melting Burges

Com um sonho de voltar para o interior, Marcela Tarraf, decidiu mudar de área para trazer uma novidade a São José do Rio Preto. Fundada em 2013, a Melting Burgers é conhecida pelo ambiente decorado por equipamentos de esportes americanos e por oferecer lanches de primeira linha, que fazem sucesso também pela criatividade nos nomes. O LeBron James, por exemplo, é o mais vendido da rede e leva catupiry, bacon crocante e crispy de mandioquinha. Em 2019, a rede que produz seus hambúrgueres com carne de Angus, comercializou mais de 240 mil lanches

As vendas de unidades são feitas pelo meio do co-franchising, um modelo de negócio criado pela Cobiz. Com cinco unidades, o negócio faturou R$ 7 milhões no ano passado.

Rafaela Justino – Vox2You

Nascida em Ribeirão Preto, Rafaela Justino conheceu a Vox2you, franquia de escolas de oratória, em 2017, para aprimorar as técnicas de atendimento aos pacientes quando ainda era enfermeira. Após meses de curso, a enfermeira se apaixonou pela metodologia da franquia. Ao ser desligada do hospital, viu no negócio uma oportunidade de recomeçar e colocar em prática um sonho antigo que era o de empreender.

Em apenas um ano de funcionamento, a unidade possui mais de 300 alunos matriculados e um faturamento de R$ 1,5 milhão.

Sibele Vaz de Lima – Vazoli

Vendedora de seguros de um grande banco na cidade de Severínia, interior de São Paulo, Sibele Vaz de Lima viu, em 2008, a oportunidade de uma renda extra quando um imóvel, de pouco mais de 15m2, ficou disponível. Mas o que era para ser um complemento financeiro, se tornou a única fonte de renda.

Sibele não contava com o fato de ser demitida poucos meses após o início da empreitada. Desempregada, e logo depois, grávida da segunda filha, ela arregaçou as mangas e foi à luta. Criou a Vazoli, que hoje é a maior franquia de crédito do país, com a ajuda do marido, Eric Vaz de Lima, e transformou uma pequena ideia em um negócio que movimentou mais de R$ 600 milhões em 2019. A rede conta com mais de 100 unidades espalhadas por 22 estados do Brasil.

Sanaua Morais – Emagrecentro

Aos 16 anos, Sanaua Morais saiu da cidade de Palmeira dos Índios, interior de Alagoas para estudar biomedicina. Após fazer o primeiro semestre sem pagar as mensalidades, a jovem quase desistiu do curso, mas contou com a ajuda de uma tia para terminar os estudos. Para pagar os outros meses, a estudante recebeu a ajuda de familiares com metade do valor das mensalidades e a outra parte do dinheiro por meio dos sapatos que vendia na faculdade. Dois anos depois Sanaua conseguiu um emprego de vendedora em uma loja de roupa masculina.

Aos 23 anos, já casada e com um emprego na área, a biomédica conhece a Emagrecentro, clínica de emagrecimento e estética. Sanaua e o marido, Diego Peixoto, vendem o apartamento e o carro para investir, em abril de 2016, na franquia da rede. No primeiro mês, a clínica faturou R$ 45 mil e teve mais demanda do que o esperado. Em setembro do mesmo ano, a empresária inaugurou a segunda unidade.

Com duas franquias em Maceió, Sanaua decide, em janeiro de 2019, abrir a terceira clínica da rede, dessa vez, na sua cidade natal, Palmeira dos Índios.

Hoje Sanaua fatura anualmente mais de R$ 3 milhões com as três unidades. Com mais de 40 colaboradores nas clínicas, a empresária espera futuramente ampliar seu negócio por mais estados da região Nordeste.

Poliana Ferraz – Super Estágios

Para Poliana Ferraz, a insatisfação que teve como estagiária fez com que ela criasse uma das maiores redes de franquias de estágios do Brasil.  Quando era estudante de direito, ao participar de diversos programas de estágio, sempre se sentia frustrada, pois não realizava as atividades que tinham realmente a ver com sua área. Em seu dia a dia, a limitavam com atividades mais similares ao trabalho de uma secretária, como servir café, atender o telefone e tirar xerox. A situação mudou em 2008, quando a jovem estudou a Lei 11788, conhecida como a “lei do estágio”, e que descrevia os direitos e deveres dos estagiários. Encontrando uma oportunidade de negócio com a sanção da lei, em 2009, Poliana criou a Super Estágios, empresa que direciona estudantes para programas de estágios e realiza a gestão dos mesmos do primeiro ao último, garantindo que a experiência seja satisfatória tanto para o estagiário quanto também para a empresa em que ele trabalha.

Em 2014, a empresa entrou para o franchising, tornando-se a primeira rede de franquias de estágios homologada pela ABF. Hoje, com 36 unidades em operação, a rede foi responsável pela inserção de mais de um milhão de estudantes no mercado de trabalho e em 2019 faturou R$ 37 milhões

Flávia Aparecida Correa e Mirian Cristina Correa – Flamy

Conhecida por seus bolos artesanais na cidade de Hortolândia, Flávia Aparecida e sua filha Mirian Cristina, decidiram apostar em um mercado promissor, depois de ver que as demandas pelo produto só aumentavam. Elas uniram o momento do mercado com o sonho de empreender e abriram a Flamy.

Em 2001, mãe e filha inauguraram a primeira unidade da confeitaria, que além de bolos, comercializam também salgados, tortas e sorvetes na taça. Com 15 unidades no estado de São Paulo, a rede faturou mais de R$ 5,5 milhões, no ultimo ano.

Raissa Diniz – Clube de Permuta

Formada em administração de empresas e com MBA em marketing, Raissa Diniz, de 41 anos, se interessa por assuntos relacionados ao empreendedorismo desde os 16, quando começou a trabalhar no negócio fundado pelo pai, O Borrachão Revestimento. O primeiro cargo de Raissa na empresa de artefatos de borracha foi de auxiliar de estoque. Conforme foi estudando e se especializando, também foi evoluindo de cargo. Já foi auxiliar de secretariado, de caixa, de venda, de gerência e hoje é diretora comercial.

Raissa sempre se manteve informada a respeito de negócios inovadores. Em 2018, adquiriu uma franquia do Clube de Permuta, plataforma de trocas multilaterais de produtos e serviços, em Natal, no Rio Grande do Norte. A empresária encontrou na franquia, uma maneira de driblar a crise econômica que atingia o Brasil e, até o momento, já faturou mais de R$ 1,5 milhão.

Charlene Moraes – Ótris Soluções Financeiras

Aos 24 anos, com dois filhos pequenos e um aluguel para pagar, Charlene Moraes dividia seu dia entre estagiar em um escritório de advocacia, trabalhar como garçonete em uma balada durante a noite e aos finais de semana vendia pastéis na feira. Com o sonho de empreender, Charlene enxergava no setor de vendas o nicho para ser dona do próprio negócio. Em 2008, trancou a faculdade de direito e saiu dos três empregos para trabalhar com crédito consignado. Trabalhando em casa, viu sua renda aumentar em pouco tempo. Decidida a pegar mais experiência na área de recuperação de crédito, a empresária entrou, em 2012, no setor de vendas da empresa Ótris de recuperação de crédito, em Campinas.

Com poucos meses na função, Charlene reformulou os formatos das vendas e o atendimento da equipe, aumentando o número de clientes. Depois disso, decidiu cursar administração e passou a assumir o cargo de supervisora e, logo, se tornou gerente da empresa. Até que em 2017, foi convidada pelo dono da rede para ser diretora comercial da Ótris Soluções Financeiras no formato de franquias. Com a Ótris, Charlene ajudou na recuperação de mais de R$ 5 milhões para PMEs e aposta na inclusão de mulheres no empreendedorismo como forma de equidade de gênero. Em 2019, o negócio faturou R$ 1,5 milhão.

Thais Mezadri e Daniela Fogaça – Sigbol Fashion

Com a mãe internada, e numa nova sociedade com a melhor amiga da matriarca, Thais assumiu a escola de moda e dobrou o faturamento. Para Thais Mezadri, não tem como falar de Sigbol Fashion sem falar de dois amores: a moda e a mãe. Desde pequena Thais tinha o sonho de ser estilista. Aos 16 anos, apoiada pela mãe, iniciou o curso de Desenho de Moda na Sigbol. Após concluir o curso, entrou na faculdade de Negócios de Moda e atuou por alguns anos na área.

Em 2014, a mãe de Thais ficou desempregada e decidiu investir em uma franquia. A Sigbol foi a escolha das duas, enquanto a estilista dava aulas a mãe ficava na administração. Mas em 2018, a mãe de Thais descobriu uma leucemia e pensou em vender a unidade. Thais decidiu assumir a direção da escola enquanto a mãe fazia o tratamento. Com a ajuda de Daniela Fogaça, amiga da família e também apaixonada por moda, elas tocaram o negócio o ano inteiro, até a recuperação da mãe dela.

No inicio de 2019, Thais comprou a unidade da mãe e com a sócia Daniela implantaram estratégias de otimização de espaço e marketing. Em um ano, o faturamento da loja dobrou. De 85 alunos, no inicio de 2019, Thais começou este ano com 110 alunos. Aluna, professora e gestora, hoje Thais usa o conhecimento que obteve nas três áreas para gerir a escola que fatura cerca de R$38 mil por mês.

(fonte: https://diariodocomercio.com.br/livre/empreendedorismo-feminino-movimenta-mais-de-r-830-mi-na-economia-brasileira/ )

Monte seu e-commerce no Instagram

As redes sociaissão fundamentais para quem é varejista, principalmente quando falamos de visibilidade em um negócio. Uma das mais utilizadas, é o Instagram, que possuí diversos recursos para publicação como feed, stories, publicidade de post e até mesmo a possibilidade de montar uma loja virtual.

Com ela é possível alcançar diversos públicos ao mesmo tempo, aumentando as chances de realizar vendas na internet. Além disso, o aplicativo permite a análise de engajamento dos seguidores, que pode ser usada como ferramenta estratégica pela empresa.

Se você nunca usou a ferramenta ou ainda tem dúvidas sobre ela, leia essas dicas sobre como criar uma conta, gerenciar e montar um perfil de vendas no Instagram preparadas pela equipe da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC).

 

CRIE UMA CONTA

Se você quer ter acesso ao Instagram, é preciso baixá-lo no celular. Entre na loja de aplicativos do seu celular e procure-o pelo nome, ele está disponível para aparelhos IOS, Android e Windows. O download é gratuito.

Para você começar a utilizar a rede social é necessário ter um perfil, então, crie uma conta. Na página de início clique em “Não tem uma conta? Cadastre-se”.

Depois disso serão pedidas algumas informações que irão compor sua conta, como e-mail, senha de acesso e também o seu usuário. Se atente muito a isso, afinal, esse será o nome utilizado para que as pessoas te encontrem.

Após a criação é necessário a configuração, por isso, não deixe de colocar uma foto, preencha a descrição e acrescente dados como, site, endereço e telefone. Esses dados poderão ser editados sempre que necessário.

 

ALTERE A MODALIDADE DO PERFIL

O Instagram criou uma categoria para pessoas notórias e empresas, assim, é possível fazer o monitoramento da conta e gerenciar os números de engajamento nas publicações ou até mesmo visualizar o número de visitantes na semana, por exemplo.

Através dessas ferramentas dentro da rede social é possível criar estratégias mais assertivas com o público-alvo.

Para alterar de um perfil normal para profissional basta entrar em “configurações” > “conta” > “mudar para conta profissional” > “empresa”, escolha a categoria na qual o seu negócio melhor se encaixa e por último clique em “avançar”.

Nessa etapa, é muito importante que você conecte a page do Facebook, é por meio dela que será possível fazer o anúncio de posts e também o gerenciamento da loja do Instagram.
ANUNCIE SEUS PRODUTOS NA ‘LOJA’

Neste passo é preciso criar um marketplace no Facebook, sem ele, você não conseguirá adicionar os produtos na página do Instagram. Inclua as mercadorias e os preços, é por meio dessas inclusões que o Instagram Shopping vai puxar as informações para as publicações.

Realizado esse passo, é necessário que o perfil do Instagram tenha no mínimo nove fotos no feed, até aí, nada que seja impossível. Mas atenção, após realizar os procedimentos, é obrigatório aguardar a liberação do recurso da loja. Em alguns casos, isso pode levar até 72 horas.

Se concedida autorização, você vai receber uma notificação da rede social, basta clicar nela e continuar com a configuração. Leia os passos que o próprio Instagram fornece e aceite os termos de vendas e as políticas para utilização do recurso.

Após a permissão, o aplicativo irá reconhecer os produtos que já estão cadastrados no Facebook, depois basta marcar os produtos em seus posts do Instagram.

Toda vez que você quiser incluir um produto, basta fazer o mesmo procedimento das inclusões, entrando no marketplace do Facebook.
UTILIZE LEGENDA E HASHTAG NAS PUBLICAÇÕES

Quando postar uma foto, lembre-se de sempre legendá-la. Seja criativo e recorra a frases que atraia o cliente, afinal, essa é sua vitrine virtual.

Procure usar fotos de qualidade e bem editadas, o próprio Instagram fornece filtros e recursos de edição. Também aposte nas hashtags, mas use as mais procuradas para os produtos que você vende, é possível encontrar um ranking delas no Google.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/inovacao/monte-seu-e-commerce-no-instagram )

Franchising: a salvação do varejo multimarca de calçados

Margens baixas, gestão de estoque complicada, mão de obra de difícil qualificação. A realidade do tradicional varejo multimarca de calçados acabou derrubando a participação desse mercado, que era de 80%, pela metade de 2013 em diante, segundo dados da Ablac (Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados).

Mas a opção de virar franqueado de grandes marcas da indústria calçadista, como Usaflex, Arezzo e Democrata, entre outras, se tornou uma espécie de “salvação” para esse lojista. Principalmente quando se fala em diversificar negócios e aumentar lucros.

Num momento em que o consumidor exige cada vez mais experiências, se aproximar da indústria, que busca capilaridade para fortalecer sua expansão com a ajuda de um parceiro que entende de vender sapatos, é uma tendência que já virou realidade.

Essa segmentação do varejo de calçados, inclusive, é um movimento maior que o das marcas, na tentativa de melhorar o atendimento para o consumidor final, diz Wesley Barbosa, consultor de varejo da Francal Ablac Show.

“Franquia é isso: fabricante busca lojista que entende da operação, e lojista busca diversificar os negócios. É uma junção cada vez mais forte para trocar conhecimentos.”

A estratégia está ficando mais comum, e pelo menos 40% dos empresários do setor investem numa franqueadora, mas mantêm a multimarca – caso da Oscar Calçados, no Vale do Paraíba, que tem mais de 35 anos nesse mercado e é franqueada Usaflex.

“E a tendência é que isso aconteça cada vez mais, e não só porque reduz custos, mas porque as margens de uma franquia são melhores”, explica.

Lojistas do setor também têm adotado o modelo pré-formatado e padronizado de design de loja, atendimento e processos para se beneficiar da expertise das marcas.

“Além do custo menor que uma multimarca, com uma loja (franqueada) de menos de 100 m2, esse lojista não só melhora a experiência do consumidor, mas consegue melhorar sua própria imagem e ter uma gestão de custos mais eficiente”, diz Barbosa.FRANQUIA USAFLEX: 120 SKUs DE UMA SÓ MARCA

De olho nesse movimento, a edição 2020 da Francal Ablac Show, que será realizada entre 1 e 3 de junho, terá até um espaço exclusivo para promover esse encontro batizado de “Showroom Franquias”, lembra o diretor de negócios Fernando Ruas.

No espaço, que fica na área 100% Varejo, grandes fabricantes devem expor seu modelo de franchising a milhares de lojistas interessados em diversificar.

“Muitas empresas do setor voltaram a investir, então a expectativa é colher esses frutos durante a feira”, destaca Ruas, dizendo que há uma expectativa de aumento de público de 10% a 15% ante 2019, quando a Francal recebeu mais de 15 mil visitantes. Para mais informações sobre a Francal Ablac Show 2020, acesse o site do evento.

RELAÇÃO DIRETA COM A MARCA 

Multimarca desde 1991, a rede Azul Calçados, com sede em Itú e oito lojas espalhadas em Campinas e região, percebeu que nos últimos anos o mercado em que atuava vinha sofrendo forte influência de produtos monomarca através do peso do nome do fabricante, segundo o seu fundador, Antoniel Marrachine Lordelo.

“Então, decidimos estreitar nosso relacionamento com a Usaflex e partimos para o sistema de franquias, onde atuamos com seis lojas em São Paulo”, conta. Uma delas é a do Mooca Plaza Shopping, na capital paulista, na foto que abre essa reportagem

Quando as histórias da Azul e da fabricante Usaflex se confundem, exemplificam bem esse movimento: fundada em Igrejinha (RS) em 1998, a indústria calçadista virou franqueadora em 2016, após receber aportes do Axxon Group e do investidor Sérgio Bocayuva, que hoje é presidente da companhia.

“Percebemos que o mercado multimarca, tanto no Brasil, quando no exterior, não evoluiu e vinha se desmantelando”, afirma. “Entendemos que o consumidor quer ter uma relação mais direta com a marca, mas para ter mais controle sobre a expansão, os produtos e os serviços, o ideal é através de uma loja monomarca”, completa Bocayuva.

Sem revelar números, Lordelo diz que o modelo de franquia trouxe grandes aprendizados para a equipe que atua sob administração da Azul. Tanto que a rede também opera uma franquia da Calçados Bibi, e vai abrir mais duas Usaflex.

“O mercado tem mudado muito, e as monomarcas têm sido mais valorizadas pelo cliente pois possibilitam uma melhor experiência de compra para o consumidor”, afirma. “Nelas, conseguimos expor em torno de 120 SKUs de uma única marca – o que não acontece em uma loja multimarca.”

Mas o empresário, que também é diretor da Ablac, não vai desistir do modelo no qual sempre atuou. “Temos boas perspectivas para 2020, que incluem abrir o primeiro negócio de franquias da Azul no formato multimarca”, sinaliza. “Afinal, estamos tratando de públicos diferentes: o C, no caso da Azul, e o A/B, no caso da Usaflex.”

Sem nenhuma loja própria, a Usaflex, que entrou no varejo via franchising, hoje tem 227 unidades operadas por 74 franqueados, sendo que, cada um tem em média três franquias cada. Do total, 48 eram ou ainda são donos de multimarcas. Também está presente em multimarcas de 50 países, onde tem 17 lojas licenciadas.

Em 2019, faturou R$ 349 milhões, deve encerrar 2020 com 280 lojas, e estima chegar a 2023 com 340. “Grande parte do nosso crescimento vem através de franquias”, diz Sérgio Bocayuva.

Porém, não basta franquear para ter sucesso: é preciso oferecer um produto inovador e de alto valor agregado, que tem como diferencial o conforto, destaca. Mas também é preciso estruturar uma área completa de serviços ao franqueado dando todo o apoio necessário, da escolha do ponto à montagem da loja, e até às compras.

E não empurrando mercadorias, garante, mas oferecendo vantagens competitivas, diz o presidente da Usaflex,  reforçando que, pela estabilidade da operação, além de a rentabilidade relativa ficar entre 50% e 100% maior, a venda por m2 de uma loja monomarca é, em média de 4 a 8 vezes maior que a da multi.

“O ganho que esse operador tem ao migrar para franquia é gigantesco: tem produtos, tem mídia, e apoio da indústria para fazer que a operação seja mais rentável possível”, finaliza.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/franchising-a-salvacao-do-varejo-multimarca-de-calcados )

JUCEMG simplifica a devolução de taxas

O cidadão que pagou por algum serviço da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) e tem direito à restituição do valor não precisa mais preencher formulários em papel nem se deslocar para um dos postos de atendimento da autarquia para protocolar a solicitação.

A partir de agora, todo o processo será feito pela internet, por meio do Sistema de Informações Eletrônicas (SEI MG).

Tem direito à restituição quem emitiu um Documento de Arrecadação Estadual (DAE), mas não utilizou o serviço pago, quer seja para registro/arquivamento de ato de empresa quer seja para outras solicitações, como emissão de certidão e autenticação de instrumento de escrituração mercantil ou, ainda, para qualquer um dos atos especificados na Tabela de Preços da Jucemg.

Para solicitar o ressarcimento, o cidadão deve inicialmente acessar o portal do SEI e cadastrar e-mail e senha. Na sequência, deve clicar nas abas “Peticionamento” / “Peticionamento Novo” / “Requerer restituição de taxas de serviços Jucemg” e preencher os campos obrigatórios do formulário. Para finalizar, é preciso confirmar a operação em “Peticionar”, incluir eletronicamente o comprovante de pagamento do Documento de Arrecadação Estadual (DAE) e assinar digitalmente o processo via ferramenta do próprio SEI.

Após assinar a petição, o SEI gera um protocolo com os dados do pedido, incluindo o número do processo para consultas do andamento do requerimento. O requerente é informado quanto à efetivação da restituição ou ao indeferimento do pedido. O prazo para restituição é de até dois meses e o valor é depositado na conta bancária do cidadão.

A alteração do procedimento está na Instrução de Serviço 1/2020 da Jucemg, que tem por objetivo a simplificação de processos aos usuários do serviço público e a quebra do paradigma do uso do papel como suporte físico para documentos institucionais e compartilhamento do conhecimento.

(Fonte: Diário do Comércio: https://diariodocomercio.com.br/livre/jucemg-simplifica-a-devolucao-de-taxas/ )

Estudo do Google revela comportamento para o Dia do Consumidor

Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, cresce a cada ano. Não se resume mais em apenas um dia: ele movimenta uma semana inteira de ofertas. De acordo com dados do Ebit, no ano passado, o faturamento da Semana do Consumidor chegou a R$ 1,174 bilhão. Já no Google, as buscas pelo Dia do Consumidor cresceram 20% em 2019 com relação a 2018.

Com a proximidade da data, o Google apresenta sua tradicional pesquisa sobre o comportamento de consumo dos brasileiros. Os dados foram obtidos por meio de uma Google Survey, ferramenta de pesquisa online que permitiu entrevistar mil pessoas. Além disso, possibilita uma análise do comportamento dos brasileiros que pesquisam sobre a data no buscador.

A data é do consumidor

Criada para celebrar os direitos do consumidor, o Dia do Consumidor se tornou relevante para o varejo brasileiro apenas em 2014. A data cresce a cada ano e, por ser o “seu dia”, o consumidor quer mais do que grandes descontos e espera que as empresas façam mais por ele, oferecendo benefícios e mimos.

Entre os benefícios além de descontos, frete grátis ainda aparece como o principal diferencial (53%). Porém, condições de pagamento especiais (15%), pontos extras em programas de fidelidade (12%), cashback (7%) e seguro/garantia estendida gratuita (7%) ganharam relevância em 2020.

Os direitos do consumidor

Para os entrevistados, o direito mais importante do consumidor é o de atendimento atencioso (22%). Ele é seguido por promoções/propagandas honestas (21%), produto entregue no prazo (14%), trocar produtos defeituosos (14%), estorno de compras canceladas (14%) e estorno de cobranças indevidas (12%).

Ainda segundo os entrevistados, o direito menos respeitado do consumidor é o de ter acesso a promoções/propagandas honestas (21%). Além disso, trocar produtos defeituosos (18%), atendimento atencioso (17%), entrega no prazo (15%), estorno de cobranças indevidas (13%) e estorno de compras canceladas (12%) vêm logo em seguida.

Potencial da data para 2020

O estudo revela que o brasileiro começou o ano mais otimista em relação à economia do país e ao próprio bolso. Por consequência, essa relação reflete em uma maior intenção de compra. Cerca de 35% dos entrevistados declararam estar bastante otimistas com a economia do Brasil em 2020 e 17% disseram estar bastante pessimistas. Considerando as finanças pessoais dos entrevistados, 34% afirmaram estar em situação muito melhor ante o ano passado e apenas 12% sinalizaram estar muito pior.

Categorias em alta

Ao considerar os produtos que os brasileiros pretendem adquirir no primeiro semestre de 2020, roupas e calçados apresentam a maior intenção de compra para o primeiro semestre (28%). Em seguida, aparecem os smartphones (24%), eletrônicos (24%), alimentos e bebidas (23%), móveis (19%) e eletrodomésticos e eletroportáteis (16%).

No entanto, esses números mudam quando consideramos quem pretende esperar especificamente pelo Dia do Consumidor para efetuar a compra. Os smartphones estão na liderança das intenções de compra (28%). São seguidos por roupas e calçados (27%), eletrônicos (26%), móveis (21%), eletrodomésticos e eletroportáteis (19%) e alimentos e bebidas (19%).

Os smartphones também são líderes quando consideramos qual produto os consumidores mais querem ver em promoção na data. Por isso, são citados por 22% dos entrevistados. Roupas e calçados (13%) aparecem em seguida. Ademais, TVs (6%), computadores e eletrônicos (6%), alimentos (5%), móveis (5%), videogames (4%), eletrodomésticos e portáteis (4%) e itens de beleza (1%) também foram citados.

(Fonte: https://newtrade.com.br/varejo/estudo-do-google-revela-comportamento-para-o-dia-do-consumidor )