Recolhimento da Taxa de Incêndio

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte SINDILOJAS BH, orienta aos seus representados do segmento do comércio lojista da Capital e Região, a recolherem a Taxa de Incêndio do exercício em curso, com vencimento na data de 31 de maio de 2019, uma vez que eventuais liminares concedidas não possuem o caráter de decisão judicial definitiva

Número de lojas fechadas volta a ser maior do que abertas

Depois de quase um ano e meio no azul, o comércio varejista voltou a mais fechar do que abrir lojas no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, 39 pontos de venda lacraram as portas no País.

O número é pequeno, mas emblemático, pois indica grande mudança de rota. E confirma o quadro de estagnação da economia, já apontado por outros indicadores.

No último trimestre de 2018, o saldo entre abertura e fechamento de lojas foi positivo em 4,8 mil unidades. O ano passado também tinha sido o primeiro ano positivo de inaugurações depois da recessão, com 11 mil pontos de venda abertos.

O saldo de lojas de 2018 é pequeno comparado às 220 mil lojas que o varejo perdeu entre 2014 e 2017. Mas era importante porque sinalizava a recuperação do setor, agora ameaçada.

Os dados de abertura de lojas fazem parte de estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) feito com base nas informações prestadas por empresas formais e com vínculo empregatício, reunidas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No final do ano passado, ainda sob a influência do prognóstico favorável para a economia neste ano, a expectativa era de que 2019 encerrasse com a abertura líquida de 22 mil lojas, diz o economista-chefe da CNC, responsável pelo estudo, Fabio Bentes. Hoje, ele acredita que essa projeção está prejudicada diante do pífio desempenho da atividade econômica esperado para o ano.

“Essa previsão vai derreter como todas as previsões de indicadores têm derretido. Seguramente não vamos ter crescimento no número de lojas e há o risco de que o ano termine com um número negativo”, diz Bentes.

O retrocesso do varejo é visível. Quem circula pelas principais ruas de comércio de São Paulo encontra várias lojas vagas, tanto em shoppings como no comércio de rua. Na rua Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital, por exemplo, há sequências de lojas fechadas em vários trechos.

Roberto Frias, diretor-superintendente da distrital de Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo, diz que aumentou muito o número de lojas vagas nos corredores comerciais da sua região, depois da pequena recuperação que houve no ano passado. “O desempenho de 2018 foi febre em defunto”, brinca, pondo em xeque os resultados positivos alcançados até dezembro.

Bentes ressalta que todos os fatores condicionantes do consumo, como emprego, renda e juros ao consumidor estão evoluindo muito mal, o que reforça sua avaliação de que este será mais um ano perdido para a expansão do varejo. “Os números mostram que o varejo está indo para o ralo de novo e quem tinha planos de expansão deve estar engavetando”, diz.

O economista lembra que, no fim do ano passado, uma pesquisa com comerciantes feita pela CNC apontava que quase metade dos entrevistados pretendia abrir lojas ou ampliar as existentes. Hoje, esse indicador está abaixo de 40%.

VESTUÁRIO LIDERA QUEDA

O estudo mostra que o segmento de vestuário e calçados foi o que mais fechou lojas no primeiro trimestre deste ano – quase 400 – e também foi o que mais demitiu trabalhadores, 65,7 mil pessoas, de um total de 101,4 mil funcionários no varejo como um todo.

“O segmento de vestuário é o mais democrático do varejo, tem tíquete médio para todos os bolsos”, afirma Bentes. Para ele, o fato de esse segmento ser o mais atingido revela a grande abrangência da crise.

Até as farmácias, que vinham resistindo à crise, sucumbiram no primeiro trimestre. Foram fechados 196 estabelecimentos no primeiro trimestre, número que supera o encerramento de pontos de venda de móveis e eletrodomésticos. Já os supermercados e hipermercados, que vendem itens de consumo básico, continuaram no azul e inauguraram 645 lojas entre janeiro e março.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/numero-de-lojas-fechadas-volta-a-ser-maior-do-que-abertas )

Em 13 anos, faturamento do mercado editorial recuou 25%

O faturamento do mercado editorial brasileiro, contando vendas para o mercado e para o governo, encolheu 25% entre 2006 e 2018 – período histórico contabilizado pela pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicos (Fipe) a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel).

Os números foram apresentados nesta terça-feira, 28/05, na sede da CBL em São Paulo, e comparam os dados mais atualizados da pesquisa, divulgados em abril, agora em comparação com a série histórica.

O estudo, realizado desde 2006, leva em conta dados cedidos por editoras e é uma estimativa da performance do setor editorial em cada ano, permitindo a série histórica. Ele é mais um diagnóstico da crise acentuada do mercado editorial no Brasil e serve para as instituições, sindicatos e agentes do setor pensarem em soluções com base em dados estabelecidos.

Embora a pesquisa mostre um aumento no número de exemplares vendidos ao mercado no período (um crescimento consistente até 2013, e depois uma queda acentuada até 2018), o preço médio do livro caiu 34%, o que explica a redução no faturamento.

É bom ressaltar que o preço médio não reflete necessariamente o valor pago pelo consumidor, mas representa o que as editoras ganham por volume vendido (o dado é obtido na pesquisa dividindo o faturamento pelo número de exemplares vendidos).

“De 2006 a 2010, há uma redução drástica de preços, uma aposta das próprias editoras. Aí, o País começa a não entregar o sonho e a inflação sobe. Há uma reversão e editores começam a sofrer as consequências”, explicou o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira.

Ele notou também que a redução dos preços médios dos livros foi estimulada por desonerações do PIS/Cofins por parte do governo federal nesse período. “Uma aposta que o mercado fez para trazer uma quantidade maior de leitores mostra sinais de decadência, porque a conta não fechava já há alguns anos”, comentou.

No período entre 2014 e 2018, da crise econômica geral e da crise específica do setor, as editoras mais afetadas foram as de livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), com queda de 45% no faturamento para o mercado.

“Aplicar na bolsa no dia seguinte é fácil”, brincou Veiga Pereira, “mas a importância do processo de análise é constantemente tentar aprender. Olhar, entender os significados. Sumiu R$ 1,7 bilhão no faturamento a mercado. A quantidade de lançamentos que o setor produzia em 2014 é maior do que é hoje, dá para perceber uma desmobilização das editoras nesse período. É um desinvestimento”.

Para o sócio da Faro Editorial, Diego Drummond, um dos erros da indústria é sua dificuldade em vender o próprio produto. “As editoras acreditaram que baixar ou manter o preço do livro atrairia mais leitores, mas isso não ocorreu. Uma dificuldade nossa é chegar às pessoas. Os cinemas, com ingressos a R$ 80, estão cheios, têm filas”, comparou.

Jonas Gomes, das Edições Sesc São Paulo, também acredita que, sem formação contínua de leitores, o mercado pode ter muita dificuldade de se reerguer. “Acho que somos uma indústria pouco criativa”, disse. “Há uma resistência do mercado a inovações e novas formas de produção e distribuição.”

Ele também chamou a atenção para o fato de que as áreas do Estado mais próximas à indústria (educação e cultura) estão sob intenso debate no novo governo federal, o que pode ser preocupante para o setor. Em 2018, a participação de vendas ao governo era de 28% no faturamento do setor – um número dentro da média desse dado, que varia de acordo com a sazonalidade dos programas estatais.

O presidente da Câmara Brasileira do Livro, Vitor Tavares, mencionou na apresentação a intenção da CBL e do Snel organizarem um fórum extenso para repensar o mercado.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/em-13-anos-faturamento-do-mercado-editorial-recuou-25 )

Desaceleração do crédito para empresas preocupa, diz Boa Vista

A equipe econômica da Boa Vista considera que a desaceleração nas concessões de crédito para empresas em abril é um alerta em meio ao contexto de rápida deterioração do cenário econômico.

De acordo com cálculos da empresa especializada em crédito, o ritmo de crescimento dos novos empréstimos com recursos livres para pessoas jurídicas, já descontados os efeitos da inflação, recuou de cerca de 10% para 7,9%, conforme dados originalmente divulgados pelo Banco Central.

A empresa alerta que a lenta recuperação da economia tende a encurtar os ciclos de expansão do crédito.

“O fraco crescimento da renda limita a capacidade de endividamento tanto das empresas quanto das famílias. Também nas operações para pessoas físicas já se nota uma lenta desaceleração desde o ano passado”, analisam os economistas Flávio Calife e Vitor França, em relatório.

Segundo o Banco Central, o saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas recuou 1,0% em abril ante março, somando R$ 427,624 bilhões. Em 12 meses, a queda acumulada é de 7,6%.

A Boa Vista lembra que a inadimplência das empresas, por sua vez, segue estável e próxima dos menores patamares da história. Considerando as operações com recursos livres, ela atingiu 2,7% em abril, ante 2,8% em março.

No caso das pessoas físicas, ficou em 4,7%. “Sem recuperação da atividade econômica e do mercado de trabalho, aumenta a probabilidade de que o crescimento dos empréstimos observado nos últimos meses resulte em aumento da inadimplência, o que ainda não estava no radar”, conclui a dupla de analistas.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/economia/desaceleracao-do-credito-para-empresas-preocupa-diz-boa-vista )

Confiança de serviços cai em maio pela quarta vez, aponta FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 3,1 pontos na passagem de abril para maio, descendo a 89,0 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (29/05).
Nos últimos quatro meses, houve uma perda acumulada de 9,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pela terceira vez consecutiva, dessa vez em 2,5 pontos.

“A quarta queda seguida da confiança de serviços sugere que persiste o período de atividade fraca que o setor vem enfrentando. A combinação da retração suave do Índice de Situação Atual com declínio expressivo do Índice de Expectativas mostra que os empresários de serviços não estão confortáveis com a situação que o setor se encontra e se tornando cada vez menos otimistas em relação à evolução dos negócios nos próximos meses. O resultado geral da pesquisa sinaliza uma recuperação lenta da economia ao longo de 2019”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/GV), em nota oficial.

Em maio, a confiança recuou em 12 das 13 principais atividades pesquisadas. O Índice de Expectativas (IE-S) encolheu 5,1 pontos, para 92,0 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA-S) diminuiu 0,9 ponto, para 86,3 pontos.

A retração do IE-S foi influenciada tanto pelo item que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes (-6,8 pontos) como pelo componente de demanda prevista nos três meses seguintes (-3,3 pontos).

A queda do Índice de Situação Atual (ISA-S) decorreu da avaliação sobre a situação atual dos negócios, que recuou 2,6 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços subiu 0,3 ponto porcentual em maio ante abril, para 82,0%. A coleta de dados para a edição de maio da Sondagem de Serviços foi realizada entre os dias 2 e 24 do mês.

Confiança do comércio piora e previsão de investimento tem queda, diz CNC

A confiança do comércio brasileiro piorou em maio em relação a abril e as perspectivas de investimento caíram, o que levou a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a reduzir de 5,4% para 4,9% a previsão de vendas este ano, ante alta de 6% prevista em janeiro.

Segundo levantamento da entidade divulgada nesta quarta-feira, 29, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 122,4 pontos porcentuais, uma queda de 0,8% em relação a abril, porém 7,6% acima de igual período do ano anterior.

“Acreditamos que, com as reformas essenciais, como a da Previdência, poderemos mudar esse quadro e diminuir a cautela dos empresários”, afirmou em nota o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

De acordo com o levantamento da CNC, o subíndice que mede as condições atuais do empresário do comércio caiu 0,5% na comparação com abril, chegando aos 100,6 pontos, mas subiu 13,2% em relação a maio de 2018.

O subíndice que mede as expectativas para os próximos meses caiu 1,2%, para 163,6 pontos, mas subiu 0,1% na comparação com um ano atrás. Já os investimentos tiveram queda de 0,3% contra abril deste ano e alta de 6,1% na comparação anual.

“O desempenho frustrante da economia brasileira no início de 2019 reduziu o porcentual de empresários que percebem melhora corrente na economia. Em maio, a maioria dos varejistas brasileiros (52,7%) ainda considera o ritmo de atividade melhor do que há um ano – porcentual menor do que o registrado há três meses (59,9%). Ainda assim, esse porcentual se mostra maior do que o registrado em maio de 2018 (42,7%)”, informou a CNC.

Na passagem de abril para maio, a avaliação das condições da economia foi o componente da avaliação das condições correntes a registrar a maior queda, de 1,4%.

A CNC observou que as perspectivas de melhora da atividade econômica registraram queda pelo terceiro mês seguido, de 2,1%, mas que a ampla maioria dos entrevistados (92,2%) ainda aposta na melhora da economia nos próximos meses. O porcentual, no entanto, está abaixo dos 95,3% registrados em fevereiro deste ano.

“Após oito meses de avanços mensais, a confiança dos empresários do comércio, que já havia recuado em abril, voltou a retroceder no mês de maio. A queda desse importante componente da reativação dos investimentos tem se mostrado compatível com as sucessivas revisões das expectativas para o crescimento da economia brasileira em 2019”, explicou a CNC, considerando que apesar de ainda com números negativos, a percepção do comerciante é melhor do há um ano.

A entidade projeta para este ano saldo positivo de 105 mil postos de trabalho em todo o varejo. “Se confirmado, esse será o maior quantitativo de vagas abertas no setor desde 2014 (154,4 mil)”, disse a CNC em nota.

(fonte: Estadão – https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,confianca-do-comercio-piora-e-previsao-de-investimento-tem-queda-diz-cnc,70002848361 )

Protesto Gratuito: Inovações trazidas pela lei n° 23.204/2018

O ano de 2019 trouxe uma grande notícia para os credores mineiros. A atividade de protesto em Minas Gerais acaba de se colocar em sintonia com as normas que regulam o serviço em diversos estados da federação.

No dia 27/12/2018, foi promulgada a Lei Estadual de n° 23.204/2018, que modificou de forma substancial as regras de fixação, contagem, cobrança e pagamento de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro.

A partir de sua vigência, em 28/01/2019, o credor passou a desfrutar de todas as facilidades e benefícios dos serviços extrajudiciais sem necessidade de antecipação do pagamento de custas cartorárias no ato da apresentação de títulos a protesto, o que, sem dúvida, contribui enormemente para reduzir ou eliminar a inadimplência, aumentando o fluxo de caixa do empreendedor.

Entre os diversos benefícios e facilidades à disposição do credor com a apresentação do título a protesto, é importante citar eficiência e agilidade na cobrança de dívidas, com altos índices de retorno; interrupção da prescrição, que proporciona conservação do crédito por mais tempo; prevenção de litígios, inclusive na via judicial; inclusão imediata no cadastro de devedores, com o consequente abalo no crédito do inadimplente; permanência indefinida nos registros cartorários; e economia no processo de cobrança devido à gratuidade dos serviços inaugurada pela citada Lei Estadual.

Assim, em face das inúmeras vantagens proporcionadas pelo protesto de títulos e documentos de dívida e da incipiente retomada do crescimento da economia do Brasil, percebe-se claramente que a nova legislação surge em momento muito oportuno, pois é capaz de contribuir de forma efetiva na mudança do cenário caótico presente nos últimos anos, por ser uma importante ferramenta na recuperação do crédito.

Antes da entrada em vigor da referida Lei, incumbia ao credor o pagamento das custas e emolumentos no ato da apresentação dos seus títulos em cartório, retomando o valor desembolsado somente em um momento futuro, quando da quitação da dívida por parte do devedor.

Para evitar esse transtorno e diante da necessidade de democratização do acesso ao protesto extrajudicial, a nova Lei estendeu ao setor privado uma prerrogativa que privilegiava órgãos públicos desde 2014, ao acrescentar o artigo 12-B à lei n°15.424/2004, possibilitando aos credores privados lançar mão dos mesmos benefícios concedidos ao poder público na recuperação dos seus créditos, tornado o ato de protestar gratuito, de acordo com a seguinte redação:

Art.12-B  – Os emolumentos e a respectiva Taxa de Fiscalização Judiciária fixados nas tabelas constantes no Anexo desta lei e demais despesas, devidos pela apresentação e distribuição a protesto de títulos e documentos de dívida, serão pagos pelos interessados nos seguintes momentos:
I – na elisão do protesto, pelo pagamento, aceite ou devolução;
II – no pedido de desistência do protesto;
III – no pedido de cancelamento do registro do protesto;
IV – na recepção da determinação judicial definitiva, seja de cancelamento, seja de sustação.

Desse modo, a segurança na recuperação de crédito por meio do protesto de títulos e documentos de dívida vem reforçando cada vez mais a ideia de evolução nos serviços públicos. Agora, o credor conta com um excelente mecanismo para diminuir consideravelmente os prejuízos inerentes às relações comerciais modernas.

Neste sentido, o protesto se mostra como uma solução extrajudicial que garante o fomento do mercado, tornando as relações de crédito muito mais transparentes, beneficiando todos aqueles que dependem destas quantias para futuros investimentos e manutenção de seus negócios.

Por outro lado, a eficiência do protesto extrajudicial se estende muito além da recuperação do crédito, pois se apresenta como alternativa de desafogo do judiciário, na medida em que mais pessoas recorrerem aos serviços extrajudiciais para cobrança de seus créditos, reduzindo assim o tempo de processamento e eliminando custos desnecessários.
Portanto, grande é a evolução propiciada pela nova Lei no campo dos serviços extrajudiciais, considerando que a combinação entre eficiência e inovação tecnológica traz novo viés a esse importante serviço público, características essas centrais do novo modelo de atividade dos cartórios extrajudiciais, que buscam o melhor atendimento ao usuário e formas eficientes e seguras na recuperação do crédito.
Autoria:

Domingo Pietrangelo Ritondo (Tabelião no 3° Tabelionato de Protesto de Belo Horizonte) e Guilherme Augusto da Silva Santos (Advogado).

Dívidas do cartão são mais reestruturadas pela baixa renda

Os clientes de bancos de baixa renda são os que mais recorrem à reestruturação de dívidas e a principal modalidade renegociada por essa parcela da população é o cartão de crédito, segundo estudo do Banco Central (BC).

A reestruturação de dívida ocorre nas situações em que o tomador de crédito “enfrenta dificuldades financeiras evidentes e, em geral, já tem parcelas em atraso”.

É diferente da renegociação de dívida que costuma ocorrer por meio de alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento, obtenção de recursos adicionais, migração para outras modalidades de crédito, entre outras possibilidades, explicou o BC.

De acordo com o BC, os tomadores de crédito com renda inferior a três salários mínimos correspondiam a 70% dos clientes que reestruturaram dívida, em dezembro de 2018.

“Sobressaem nessa faixa os clientes com renda de até dois salários mínimos, representando 53% do total. O saldo reestruturado na faixa até três salários mínimos totalizou R$ 1,2 bilhão, o equivalente a 43% da carteira ativa reestruturada e a 0,21% de toda a carteira ativa para essa faixa de valor”, diz o BC.

Por sua vez, os tomadores de alta renda (acima de dez salários mínimos) haviam reestruturado cerca de R$ 660 milhões de suas dívidas ou 23% do total da carteira reestruturada. O número desses tomadores também é bem menor, atingindo 5% dos clientes com dívidas reestruturadas.

CARTÃO DE CRÉDITO

Segundo o BC, 27% dos clientes com dívidas reestruturadas era da modalidade cartão de crédito. Entretanto, as reestruturações nessa modalidade representaram apenas 6% do saldo total da carteira reestruturada.

O destaque do BC em relação a essa modalidade é para o número de clientes de baixa renda com dívidas renegociadas. Cerca de 70% das reestruturações de cartão são de clientes de baixa renda (inferior a três salários mínimos).

DÍVIDAS

Dos cerca de 278 mil tomadores que reestruturaram dívidas em dezembro de 2018, 178 mil tinham débitos em montantes inferiores a R$ 3 mil. O saldo total reestruturado nessa faixa de valor foi de R$ 220 milhões, ou seja, aproximadamente 65% dos tomadores reestruturaram dívidas que correspondiam a apenas 8% do saldo reestruturado total (R$ 2,9 bilhões).

Por outro lado, 63% do saldo da carteira reestruturada em dezembro de 2018 referia-se a dívidas acima de R$ 50 mil. O número de tomadores nessa faixa, contudo, é pequeno, correspondendo a 5% do total de devedores, diz o BC.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO

Em dezembro de 2018, cerca de 15 mil tomadores de crédito imobiliário recorreram à reestruturação de seus débitos. “Ainda que pouco representativa em relação ao número de tomadores com operações reestruturadas (cerca de 6%), essa modalidade de crédito atinge R$ 1,3 bilhão de saldo na carteira (46% da carteira reestruturada)”, destaca o BC.

Dos clientes com crédito imobiliário reestruturado, 67% têm renda inferior a três salários mínimos.

“A maior parcela do saldo da carteira reestruturada (23% do total) é composta por tomadores dessa faixa de renda que financiaram imóveis com valores superiores a R$ 50 mil, um possível reflexo da recessão econômica de 2015 e 2016 sobre os clientes que operam nos limites de sua capacidade financeira”, diz o BC.

INADIMPLÊNCIA

De acordo com o BC, um pouco menos da metade da dívida renegociada é paga em dia. Em dezembro de 2017, após 12 meses da reestruturação, 48% do saldo (45% dos tomadores) estava pago ou com pagamento em dia.

Cerca de 23% da carteira estava com atraso inferior a 90 dias (considerados pré-inadimplente), 15% estava inadimplente ou havia sofrido nova reestruturação e 5% (18% dos tomadores) havia sido lançada como prejuízo para os bancos.

Entre as modalidades, o crédito imobiliário tinha 83% da carteira (84% dos clientes) paga, adimplente ou com atraso inferior a 90 dias. No caso do cartão de crédito, esse percentual cai para 55% da carteira reestruturada (49% dos clientes).

“As reestruturações de operações de crédito imobiliário foram mais efetivas do que as de cartão de crédito”, conclui o BC.

Segundo o BC, “esse comportamento pode estar relacionado com o fato de o crédito imobiliário ser de alto volume e envolver uma boa garantia, levando a um maior interesse tanto por parte do tomador quanto da instituição concedente em mantê-lo adimplente”.

“Porém, a permanência dos tomadores na modalidade cartão de crédito é preocupante dado seu alto custo, que tende a levar ao aumento da inadimplência. Essa análise é compatível com a participação do cartão de crédito na carteira inadimplente. Em dezembro de 2018, embora representasse 12% do saldo da carteira de crédito pessoa física, o cartão de crédito correspondia a 22% da carteira inadimplente”, diz o BC.

SALDO RENEGOCIADO

O saldo da carteira reestruturada, em dezembro de 2018, chegou a R$ 2,9 bilhões. Esse estoque representa cerca de 0,15% do saldo dos empréstimos concedidos pelos bancos no país. O número de clientes com dívidas reestruturadas em relação ao total de tomadores é de aproximadamente 0,3%. Isso corresponde a uma média de 252 mil clientes com novas reestruturações a cada mês.

(fonte: Dcomércio.com – https://dcomercio.com.br/categoria/financas/dividas-do-cartao-sao-mais-reestruturadas-pela-baixa-renda )

Conheça o ciclo das inovações emergentes

É possível que, em breve, grande parte da população de países desenvolvidos tenha um amigo quase imaginário. Quase, pois eles são existirão de forma física, mas poderão ouvir desabafos, dar conselhos, contar piadas, além de auxiliar nas tarefas do lar e na rotina de trabalho. Serão verdadeiros facilitadores da nossa vida.

Embora ainda tímidos, eles já estão entre nós. São os assistentes virtuais, como a Siri, da Apple; o Google Assistente, do Google; a Alexa, da Amazon; e o Cortana, da Microsoft.

Atualmente, um dos mais completos é a Alexa. A assistente realiza cerca de 30 mil tarefas, entre elas leitura de notícias, seleção musical, contas matemáticas e pesquisas na internet.

Mês passado, a Amazon anunciou novas funções da Alexa.

“O Alexa Skill Blueprints é uma maneira totalmente nova para você criar funcionalidades personalizadas da Alexa apenas para você e sua família”, disse Steve Rabuchin, vice-presidente da Amazon Alexa em comunicado. “Você não precisa desenvolver habilidades específica ou codificação para começar.”

De acordo com o estudo Hype Cycle 2018, realizado pela consultoria de TI Gartner, a tecnologia dos assistentes virtuais estará estabilizada daqui dois a cinco anos.

Realizado anualmente pela Gartner, o Hype Cycle não é só um estudo, mas também é uma metodologia que aponta tecnologias emergentes e sua assimilação pelo mercado.

O Hype Cycle é uma representação gráfica dos estágios do ciclo de vida de uma tecnologia, desde a sua criação, transformações, adoção generalizada e maturidade – quando deixa de ser uma novidade.

O gráfico, formado por uma linha curva, é acompanhado de diferentes tecnologias, cada uma dentro de cinco estágios de desenvolvimento (veja melhor no infográfico abaixo, os nomes das tecnologias estão em inglês). São eles:

1. Gatilho da inovação. O momento que uma tecnologia nascente chega ao conhecimento do público, despertando curiosidade.

2. Pico de expectativas infladas: Período do auge do burburinho da tecnologia, onde ainda estão sendo debatidas suas aplicações, o que gera enormes expectativas, mesmo que incertas.

3. Vale da desilusão: Quando acontece a queda na curva, pois o mercado começa a perceber que a real aplicabilidade da tecnologia é menor do que a esperada (ela não é totalmente revolucionária quanto se apregoou).

4. Ponto de esclarecimento: o momento em que a viabilidade da tecnologia está mais clara. É um momento de aprendizagem e exploração de sua verdadeira usabilidade. Soluções que atendam a real necessidade do mercado passam a ser desnolvidas.

5. Platô de produtividade: A fase em que a tecnologia está estabilizada. Protótipos viram produtos, que estão à disposição do mercado, com foco no aumento da produtividade e atendimento de demandas especificas do usuário.

O QUE VEM POR AÍ

O último estudo Hype Cycle da Gartner traz 35 tecnologias emergentes. Há inovações já conhecidas, como Realidade Aumentada e Blockchain.

Outras ainda são mais conhecidas porque popularizadas em filmes de ficção cientfica. É o caso do Exoesqueleto, um sistema dotado de motores elétricos e estrutura de metal que reveste o corpo humano, fornecendo aos membros mais força e resistência.

Como é de se imaginar, algumas tecnologias que aparecem no estudo na segunda metade da curva ainda estão longe de serem uma realidade no Brasil.

Isso ocorre porque as inovações nascem em países desenvolvidos e, só após anos, começam a se popularizar no mercado brasileiro.

É o caso das Smart Factories (ou fábricas inteligentes, conhecidas como Indústria 4.0), que no estudo aparece no Vale da Desilusão. A tecnologia reúne outras inovações, como Internet das Coisas (IoT), Impressão 3D e computação na nuvem.

De acordo com Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, estima-se que 15% das empresas de países como Coreia do Sul, Estados Unidos, Israel e Alemanha utilizam manufatura avançada.

No entanto, no Brasil, a taxa de empresas que adota tecnologias da Indústria 4.0 é de apenas 2%.

Recentemente, o SENAI desenvolveu um programa de melhoria de processos produtivos, com foco em pequenas indústrias.

Chamado de Indústria Mais Avançada, a ideia é levar novos métodos de controle de produção e eficiência operacional, voltado a sustentantabilidade.

Nas empresas que particpam do programa, a contagem de produção e paradas de máquinas são registradas automaticamente, com hardware IoT, que requer apenas uma rede Wi-Fi na fábrica. Já os registros manuais são feitos com um smartphone.

A consulta dos indicadores ficam disponíveis em softwares na nuvem, que também podem ser acessados por dispositivos móveis.

Os dados registrados são processados por mecanismos de Big Data. Assim, as informações são usadas para melhorar a tomada de decisão de novos processos fabris e de gestão de produção.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/tecnologia/conheca-o-ciclo-das-inovacoes-emergentes )

Duas décadas depois, a Kipling se reinventa no Brasil

O zíper, a costura, o tecido, os formatos, as cores, as estampas e o chaveiro. Todos esses elementos fazem das bolsas, malas, carteiras, estojos e outros acessórios da Kipling algo inconfundível.

Quem faz parte da geração Z ou millennial -nascida entre 1981 e 1996-, sabe que em algum momento da vida já cobiçou uma bolsa da Kipling ou até colecionou itens da marca, que vende bolsas entre R$ 500 e R$ 1,2 mil.

Fundada há 30 anos e há 22 no Brasil, a marca de origem belga sofreu uma queda de popularidade entre os consumidores no país.

Cultuada especialmente, entre os adolescentes, a Kipling apostou em novos formatos e materiais, como couro e jeans, para atender a clientela que passou da adolescência e juventude para a vida adulta.

Embora ainda mantenha esses itens com uma pegada “mais madura”, a empresa descobriu que não era preciso repensar a marca com foco em faixa etária, gênero ou classe social, e sim em termos de estilo de vida.

Em entrevista ao Diário do Comércio, Cláudia Abreu, diretora da Kipling Brasil, conta como a marca se readaptou às novas tendências e mudanças de comportamento de seu público-alvo se reinventando, mas mantendo sua essência com 37 lojas próprias e presença em 600 multimarcas.

A Kipling marcou uma geração com suas bolsas coloridas e estampadas, mas em algum momento isso mudou. O que aconteceu? 

A Kipling foi fundada para oferecer um produto funcional, leve e divertido. Com o passar do tempo, a evolução do design acabou modificando um pouco o produto.

No Brasil, é um pouco diferente porque a marca já chegou e se posicionou fortemente para o mercado de volta às aulas. Mas em termos de design de produto, ela acabou indo para essa linha mais feminina, quando na verdade, ela nasceu para ser unissex e descolada.

Num dado momento precisamos resgatar o verdadeiro DNA da marca, que carrega alguns ícones muito bem definidos – o logo redondo, o zíper, o tecido de náilon, o chaveiro de macaquinho, as estampas – essa é a nossa essência. Ou seja, somos uma marca de lifestyle, sem gênero e casual.

Essas características se refletem na postura de vida de nossos clientes. Alguém que vai do trabalho à aula de ioga, que é multitarefa e necessita de produtos multifuncionais. E nossos produtos acompanham a jornada do dia do cliente.

Você costuma dizer que cliente que reclama dá consultoria de graça. Qual foi o papel dos clientes nessa repaginada da marca? Eles costumam ser ouvidos?

Ouvimos muito e isso torna o processoaté um pouco desgastante porque não é confortável receber críticas. Mas, acredito que um cliente que reclama é aquele que realmente se importa e te dá uma chance de fazer de novo e melhor.

O processo de escuta dentro da Kipling é feito em todos os países em que a marca opera. O que analisamos aqui foi que os consumidores estavam sentindo falta da originalidade da marca.

Durante esse processo, um cliente me disse que precisávamos voltar com o logo redondo (a marca trocou a logomarca redonda por outra quadrada e de metal).

Foi então, que percebemos que nosso novo visual competia com o mercado tradicional de bolsas e inevitavelmente, íamos comoditizar nosso produto e teríamos que brigar por preço, algo distante do nosso posicionamento. Quando se tem um propósito de marca bem definido, não é preciso entrar nessa guerra. Por isso, ouvimos nossos clientes fiéis e voltamos à nossa origem.

A Kipling é icônica no mercado de bolsas. Como surgiu a coleção de calçados?

A Kipling do Brasil é a única do mundo a trabalhar essa categoria. Foi um projeto desenvolvido localmente e do qual nos orgulhamos muito.

Enxergamos nos calçados a chance de trabalhar novos consumidores. O mercado brasileiro de calçados é muito ativo e vimos nisso, uma oportunidade. Brinco que o calçado é a batata frita do fast food.

Sempre que vamos a esses restaurantes, seja para comprar um lanche, um sorvete ou uma água, o atendente diz: batata acompanha? E no nosso caso, o calçado é um item que compõe bem o kit bolsa + calçado. Além disso, falando um pouco de ponto de venda, os calçados ajudam a compor melhor o visual da loja, conseguimos montar uma história em nossas vitrines.

Vocês têm um produto instagramável. Como tem sido trabalhar isso nas mídias sociais?

A Kipling é altamente instagramável. Nossos produtos contam uma história e os clientes gostam disso. O colorido das bolsas traz um apelo diferente à fotografia e tem também a figura do macaquinho. A Kipling Brasil tem o maior volume de seguidores do mundo.

São cerca de 2,5 milhões de pessoas no Facebook e 600 mil no Instagram com um nível de engajamento muito alto. Assim como recebemos elogios por lá, há também quem reclame do preço do produto. Mas, nem dá tempo de responder porque logo abaixo surge outro cliente dizendo que trata-se de uma peça valiosa, pois ele tem uma mochila há dez anos e está tudo em ordem.

São verdadeiros brandlovers e nossa rede social virou um espaço de troca – um ativo que não tem preço. Nosso trabalho e obrigação é retribuir todo esse carinho para os clientes.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/duas-decadas-depois-a-kipling-se-reinventa-no-brasil )