Pequenas empresas terão acesso a crédito sem intermediários

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira, 24/4, em cerimônia no Palácio do Planalto, a lei que cria a figura da Empresa Simples de Crédito (ESC), com o objetivo de tornar mais barato o crédito para Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte através de operações como empréstimos, financiamentos e descontos de títulos.

O projeto de lei foi aprovado pelo Senado no final de março. A atuação deste tipo de empresa, restrita a funcionar com recursos próprios, é exclusiva ao município em que está sediada e municípios limítrofes.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Economia, a criação da ESC pode injetar R$ 20 bilhões, por ano, em novos recursos para os pequenos negócios no Brasil.

Isso representa, segundo a pasta, um crescimento de 10% no mercado de concessão de crédito para as micro e pequenas empresas, que em 2018 alcançou o montante de R$ 208 bilhões.

Segundo estimativa do Sebrae, o resultado deve ser alcançado no momento em que as primeiras mil Empresas Simples de Crédito entrarem em atividade.

Na cerimônia, o ex-ministro Guilherme Afif Domingos destacou que a lei dá um passo “importante na democratização do crédito”, destacando que o cidadão poderá “emprestar dinheiro na própria cidade”, beneficiando quem tomará o empréstimo com juros menores do que os praticados atualmente. Ele também destacou que a medida traz maior competitividade ao mercado de crédito brasileiro.

O texto ainda cria o Inova Simples, regime especial simplificado que, de acordo com o governo, estabelece um rito simplificado e automático para abertura e fechamento de startups, ocorrendo no mesmo ambiente digital do portal da Rede Nacional para Simplificação do Registro da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

Do texto aprovado no Congresso, Bolsonaro vetou um artigo que pretendia limitar a responsabilidade dos titulares das startups – pessoas físicas – às dívidas de qualquer natureza a que tivessem anuído solidariamente.

CRÉDITO SEM INTERMEDIAÇÃO

Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), considera a criação da Empresa Simples de Crédito uma vitória para a pequena e média empresa e para o País.
“A ESC atende à urgente necessidade de oferta de crédito sem intermediações, uma vez que intermediação eleva o custo do crédito”, diz Cotait.

Ele ressalta que a ESC “vem no momento em que o Brasil mais precisa e ampliará a oferta de crédito, além de tornar mais favoráveis as condições de empréstimo”.

Cotait diz que a ESC irá proporcionar, para quem tem reserva de recursos, a possibilidade de aplicar a reserva com rentabilidade melhor do que a do mercado financeiro. “As duas partes ganham: quem adquire o crédito e quem empresta”. O presidente da Facesp e da ACSP também frisa que a ESC formalizará operações que já são realizadas, só que na informalidade.

REGRAS

O texto prevê que o valor de todos os empréstimos, financiamentos e descontos de títulos concedidos não pode superar o valor do capital declarado pela entidade, que também não pode se identificar como um banco. A empresa não pode cobrar qualquer tarifa, e o ganho máximo, com juros, não poderá exceder o limite de receita bruta para Empresa de Pequeno Porte, atualmente em R$ 4,8 milhões por ano.

A ESC também fica impedida de realizar captação de recursos ou emprestar dinheiro a entidades da Administração Pública. Todas as operações da empresa devem ser registradas em entidades autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários.

Magazine Luiza começa a vender livros online

O Magazine Luiza anunciou ontem que vai entrar no mercado online de venda de livros físicos, com oferta própria de 240 mil títulos que podem ser retirados nas lojas da rede de varejo, dentro de um plano da empresa de ampliar o uso de seu aplicativo.

A companhia, que deve chegar ao final deste ano com mais de 1 mil pontos de vendas, afirma ter lojas em 329 cidades do Brasil que não têm livrarias.

Segundo a companhia, apenas 10% das cidades do Brasil têm pontos de venda físicos para compra de livros.

“É um mercado em crescimento e vamos aproveitar esta oportunidade vendendo livros com entrega rápida e frete grátis”, disse, em comunicado, Eduardo Galanternick, diretor executivo de comércio eletrônico do Magazine Luiza. “O objetivo é fazer com que o Magalu se torne referência neste segmento.”

O lançamento desse serviço fez com que as ações da empresa subissem 2,27% ontem na bolsa de valores, a B3, em São Paulo, encerrando o pregão cotadas a R$ 171.

O anúncio da companhia ocorre em meio a dificuldades de concorrentes tradicionais no segmento de livros. No ano passado, as redes Saraiva, maior livraria do País, e Livraria Cultura pediram recuperação judicial.

Questionado sobre isso, Galanternick afirmou que a companhia já estudava entrar na categoria de livros há algum tempo e que estava esperando “entrar nesse mercado em algum momento”.

“Há um número muito pequeno de livrarias, que infelizmente está diminuindo. O varejo tem dificuldade de sustentar frete grátis por livros serem produtos de preço muito baixo”, disse o executivo. “Nas nossas conversas com as editoras, vimos que há demanda reprimida para livros, em função da má distribuição.”

POTENCIAL

Perguntado se a empresa pretende oferecer em seus canais online venda de livros digitais, o executivo disse que a estratégia primária do Magazine Luiza na categoria é atuar na distribuição de livros impressos.

A média de leitura do brasileiro é de 2,43 livros por ano, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura, de 2016, feita pelo instituto Pró Livro.

“Tivemos, também, o cuidado de desenvolver uma embalagem especial para nossos livros, que será de material reciclável”, afirma Galanternick.

(fonte: Dcomércio.com – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/magazine-luiza-comeca-a-vender-livros-online )

Queda no emprego confirma enfraquecimento da economia

O Ministério da Economia divulgou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativo ao mês de março. Foram admitidos 1.216.177 trabalhadores com carteira assinada, número inferior ao das demissões registradas no mesmo mês (1.304.373), resultando na redução de 43.196 empregos formais.

Esse resultado negativo é o primeiro registrado no ano, além de ser o pior para os meses de março desde 2017.

A redução do emprego foi generalizada, afetando cinco dos oito setores econômicos considerados no Caged, com destaque negativo para o comércio, cuja diminuição das vagas formais alcançou a maior cifra (28.803).

Para Bruno Dalcomo, Secretário do Trabalho do Ministério da Economia, esse fechamento de vagas é natural, representando, na verdade, um adiamento de demissões, que geralmente ocorrem, por motivos sazonais, no início do ano.

Embora, de certa forma, o resultado de março possa ser interpretado como uma “devolução” de parte do excesso de admissões sobre demissões ocorrido em fevereiro, não há como negar que esses números confirmam a fraqueza da recuperação da atividade econômica, que segue crescendo timidamente, mantendo o mesmo ritmo observado nos dois últimos anos.

Mesmo se levarmos em conta que essas informações não contabilizam os números do setor informal, que continua aumentando na economia, e das vagas de trabalho no setor público, elas sem dúvida refletem a crescente precarização do emprego, também espelhada no salário médio dos admitidos, que continua menor do que o recebido por aqueles que foram demitidos.

Esse resultado deverá contribuir para piorar as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, pois, o elevado desemprego, além do crescente subemprego e desalento (pessoas que desistiram de procurar emprego), somado ao baixo crescimento da renda acima da inflação e ao crédito ainda muito caro, deverão limitar de forma importante a capacidade de expansão do consumo das famílias, o que, por sua vez, também limitará de forma importante a retomada do comércio.

(fonte: Dcomércio –  https://dcomercio.com.br/categoria/economia/queda-no-emprego-confirma-enfraquecimento-da-economia)

Negócios com pegada rural prosperam na capital

De onde vem, como foi feito e por quem foi feito. Esses questionamentos rondam o pensamento de uma nova classe de consumidores que dão preferência a alimentos e preparações locais – um hábito perdido com a invasão dos industrializados.

Dispostos a pagar um pouco mais, eles querem transparência, ajudar a criar empregos, promover a economia de pequenos municípios e da cidade em que vivem, além de apoiar boas práticas ao meio ambiente.

Muitos negócios já reconheceram o potencial desse mercado e incorporaram uma pegada mais rural e artesanal em suas lojas e estratégias. É o caso da Pão de Mó, uma espécie de micropadaria, nas proximidades da avenida Paulista.

Por lá, tudo vai na contramão dos grandes estabelecimentos do setor. Desde o horário de funcionamento (aberto somente de quinta-feira a sábado), passando pelo espaço (há somente um balcão de atendimento) até o preparo dos pães que são de fermentação natural e levam até 48 horas para ficar prontos.

A oferta de produtos é pequena e não dá para ser muito diferente. São diferentes tipos de baguete feitas sem nenhum tipo de equipamento e à base de água e farinhas de boa qualidade.

A produção é totalmente artesanal, natural e fresca – bem diferente do nosso tradicional pãozinho francês, à base de fermento biológico, aquele encontrado em forma de tablete ou instantâneo nos supermercados.

Na Vila Clementino, a Padaria Migalha também foge do modelo tradicional. Funciona apenas de terça a sábado, entre 12h e 19h30 ou até o último pão, como costuma dizer Maurício Nascimento, que comanda o negócio.

Com base única de água e farinha francesa, Nascimento cria versões com grãos, ervas e queijos. São fornadas superdisputadas por quem mora, trabalha ou simplesmente passa por ali.

VENDE O QUE COLHE

Pioneiros em pregar um estilo de vida mais simples, o Instituto Chão, na Vila Madalena, tenta promover uma vida mais saudável para os paulistanos.

Por ali, tudo que é vendido ou servido é repassado diretamente pelo preço de compra. E todos os gastos e custos para manter o negócio funcionando ficam expostos num quadro negro pintado na parede principal.

São custos de recursos humanos, aluguel, impostos, água, luz, telefone, internet, contabilidade, segurança e terceiros, material de higiene e limpeza, tarifas bancárias, frete de produtos, perdas e outros itens – um custo estimado em R$ 250 mil.

Uma prática bem-sucedida para conscientizar o público sobre a proposta do espaço. Os rabiscos na parede mostram também que, para cada real vendido, é necessário arrecadar R$ 0,35 para conseguir fechar as contas – uma forma sutil de convidar cada cliente a contribuir de forma espontânea.

Eles vendem de tudo – frutas, verduras, legumes, sorvete, castanhas, farinha, queijo, cerveja, frango, pão e outros produtos —tudo cultivado por mais de mil famílias, microprodutores ou cooperativas. Como tudo é produzido de forma mais natural, há de se respeitar a sazonalidade. Ou seja, se não tiver laranja, o consumidor leva maracujá. Se não tiver couve-flor, leva brócolis. E por aí vai.

A compra de frutas, verduras e legumes locais é considerada uma espécie de evolução da compra de orgânicos, de acordo com o relatório U.S. Food Market Outlook, da Packaged Facts.

O estudo também considera laticínios, pães e outros alimentos produzidos dessa forma como forte tendência para 2019, num movimento chamado de farm-to-table (da fazenda à mesa).

Produtores de leite de pequenas fazendas, por exemplo, estão indo muito além da bebida no formato integral ou desnatado.

O consumo de produtos lácteos como o iogurte e o kefir com menor quantidade possível de conservantes entrou no radar dos consumidores, junto com outras tendências, como, o kombucha (chá fermentado) e kimchi (vegetais fermentados).

TÃO LONGE…TÃO PERTO

A falta de opções de alimentos mais frescos em São Paulo também desperta um movimento contrário. Pequenos produtores fazem a rota Interior-Capital para distribuir suas produções.

A Fazenda Santa Adelaide, em Morungaba, a 102 quilômetros de São Paulo, por exemplo, oferece uma grande variedade de alimentos frescos e da estação, sem intermediários.

Além de participar de feiras de orgânicos na capital, uma vez por semana, eles fazem entregas de cestas em sistema de assinatura semanal ou quinzenal. Um esquema parecido com o praticado pelo Raizs, um e-commerce de orgânicos.

A plataforma funciona como um elo de conexão entre as duas pontas da cadeia: pequenos produtores rurais e consumidores.

ARTE: REPRODUÇÃO DO SITE DA RAIZS

Cada item vendido pela Raízs traz na embalagem o nome e a foto da família que cultivou aquele produto – além do hortifrúti, há também, vinhos, café, massas, geleias e produtos de higiene e limpeza.

Ovos, tomate italiano, couve manteiga e pão estão entre os mais vendidos. Tudo orgânico e vindo de zonas rurais próximas à capital paulista, como Caucaia do Alto, Ibiúna e São Roque.

Em 2014, Tomás Abrahão, fundador do negócio, começou a rodar o interior de São Paulo, buscando conhecer famílias com tradição na agricultura. Ali, começou a formar sua rede de fornecedores, cerca de 80 produtores.

Ao lado de outros três amigos e com investimento próprio de R$ 150 mil, colocaram o negócio no ar.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/vida-e-estilo/negocios-com-pegada-rural-prosperam-na-capital )

É maior o número de famílias com dívidas acima de 50% da renda

Aumentou em 14 pontos percentuais o número de consumidores inadimplentes que alegam estar com mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas.

Segundo a pesquisa Perfil do Consumidor da Boa Vista, realizada com pouco mais de 1,5 mil respondentes, em todo o país, ao longo do 2º semestre de 2018, 70% dos entrevistados disseram estar com mais de 50% da renda comprometida contra 56% dos respondentes no 1º semestre de 2018.

A pesquisa também identificou que para 82% está muito difícil manter as contas em dia. Percentual que permaneceu estável na comparação com o semestre anterior.

Valor total das dívidas

51% dos consumidores informaram que possuem dívidas de até R$ 3 mil. 23% até R$ 1 mil (contra 32% do 1º semestre de 2018). 28% deles que possuem valores acima de R$ 1 mil e até R$ 3 mil (contra 34% do 1º semestre de 2018). Quanto maior o número de contas, maior é o valor devido. Segundo a pesquisa, 67% possuem cinco contas ou mais que geraram a restrição e com valores devidos que superam R$ 4 mil.

Motivos que levaram à restrição

Saltou de 7% para 24%, entre o 1º e o 2º semestre de 2018, o percentual de respondentes que alegaram ter ficado inadimplentes porque houve uma diminuição da renda, uma alta de 17 pontos percentuais.

Outros 33% dos consumidores disseram que ficaram inadimplentes por conta do desemprego. Eram 44% nesta situação no 1º semestre de 2018. Em terceiro lugar ficou o descontrole financeiro (18%), que permaneceu praticamente estável na comparação com o semestre anterior. Em seguida o empréstimo do nome a terceiros (11%); despesas extras com saúde/educação (10%); atraso no recebimento de salário (2%) e cobrança indevida (2%).

Comportamento do inadimplente

Aproximadamente 30% dos consumidores tomaram conhecimento da restrição pelo próprio credor. 25% por empresa de cobrança e outros 31% pelos Órgãos de Proteção ao Crédito, como o SCPC.

43% dos consumidores com restrição já procuraram ajuda em bancos. 42% procuraram parentes e familiares. 35% financeiras e 23% amigos ou colegas. Em média, pouco menos de 10% deles conseguiu a ajuda esperada.

Tipos de contas em atraso

27% compraram bens ou contrataram serviços cujo pagamento está atrelado ao boleto bancário, e por conta do não pagamento deste compromisso financeiro ficaram com restrição.

Destes, 26% referem-se às contas de telefone exclusivamente. 25% despesas com educação. 24% contas de concessionárias (água, luz, gás) 16% taxas e tarifas diversas (IPTU, IPVA, condomínio, etc) e 9% despesas médicas.
O cartão de crédito foi apontado como o segundo meio de pagamento na lista (24%), seguido por carnê (14%), cartão de loja (12%), empréstimo pessoal (11%), cheque especial (8%) e cheque pré-datado (4%).

Conta em atraso que pagaria em 1º lugar

Questionados sobre qual conta em atraso pagariam em primeiro lugar, 32% dos consumidores disseram que seriam as compras realizadas com o cartão de crédito. 22% o pagamento de boletos (sendo que 37% referem-se às despesas com educação, 24% concessionárias, 19% taxas e tarifas, 12% despesas com contas de telefones exclusivamente, e 8% às despesas com planos médicos). 15% carnê de financiamento/crediário e 12% empréstimo pessoal/consignado. 9% cartão de loja. 7% cheque especial e 3% cheques.

Pretensão de quitar as dívidas 

20% dos consumidores entrevistados disseram que conseguirão pagar as dívidas que geraram a restrição num prazo menor do que 30 dias.

Já 36% afirmaram que devem pagar o débito entre 30 e 90 dias. 19% entre 90 e 180 dias e 25% acima de 180 dias. Ainda em relação ao total de devedores, 37% dos que pretendem pagar irão quitar o valor total devido. Já os outros 63% farão após a tentativa de renegociação ou obtenção de desconto no valor devido.

21% alegaram não possuir outras dívidas além daquelas que geraram a restrição. Em contrapartida, daqueles que afirmaram possui, 59% disseram que os débitos irão comprometer o orçamento dos próximos 12 meses. Já 56% dos consumidores que estão com restrição não pretendem fazer novas compras/financiamentos, mesmo após quitarem suas atuais dívidas. 18% pretendem comprar (destes, 23% automóvel e 17% casa própria).

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/financas/e-maior-o-numero-de-familias-com-dividas-acima-de-50-da-renda )

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Quase 70% das pequenas empresas acreditam em alta nas vendas

O índice de otimismo dos empreendedores quanto aos rumos da economia brasileira caiu cerca de 10 pontos percentuais nos primeiros três meses de 2019, mas a confiança dos donos de micro e pequenos negócios continua em alta.

É o que mostra a Sondagem Conjuntural feita pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), entre os últimos dias 25 de fevereiro e 11 de março.

O estudo aponta que 69,6% dos empresários entrevistados acreditam na recuperação da economia, ante 79,5% apontado na pesquisa de dezembro, quando foi feito o último levantamento.

Entre esses empresários, o principal motivo apontado para serem otimistas foi a confiança no crescimento econômico do Brasil com o novo governo.

“A mudança no governo , aliada ao novo ano, elevou muito a expectativa dos empresários de pequenos negócios em dezembro, quando foi realizada a última sondagem. É natural que o percentual de otimistas apresente queda suave, após os primeiros meses do governo”, avalia o analista de Gestão Estratégica do Sebrae, Paulo Jorge.

“Ainda assim, registramos o segundo maior índice de otimismo da série histórica e verificamos que a intenção de contratação de mão de obra, por parte dos empreendedores permanece alta”, pondera.

A marca de 79,5% de empreendedores otimistas, verificada em dezembro, foi a maior já registrada desde junho de 2017, quando a pesquisa começou a ser feita pelo Sebrae.

O levantamento, feito trimestralmente, tem como objetivo conhecer as expectativas dos donos de pequenos negócios em relação à economia brasileira e ao seu próprio empreendimento.

A Sondagem conjuntural ouviu 2,9 mil Microempreendedores Individuais (MEI), empresários de Micro e Pequenas Empresas (ME) e donos de Empresas de Pequeno Porte (EPP).

Mais da metade deles (68,5%) se mostram bastante otimistas com relação à melhora do faturamento de sua empresa em 2019, apesar da queda de quase 9 pontos percentuais em relação a dezembro de 2018.

Os que acreditam que a situação vai ficar como está, somaram 22,5%, índice maior do que ano passado, que era 16,8%, enquanto que os pessimistas cresceram de 3,3% para 6,8%.

A última pesquisa indicou que 81,5% dos donos de pequenos negócios otimistas avaliam que a economia do país vem dando sinais de recuperação, 60% dos entrevistados já constataram aumento de vendas, enquanto 54,7% disseram que o emprego está aumentando.

Apesar disso, o percentual de empresários que pretendem contratar funcionários em 2019 foi de 32,1%, praticamente igual ao do final do ano passado: 32,4%.

Conforme a Sondagem Conjuntural, isso ocorrerá principalmente em EPP dos setores ligados à Indústria e à Construção Civil.

Em contrapartida, os que devem enxugar seus quadros subiram de 2,8% para 4,8%. Para resolver o problema de mão-de-obra, os empreendedores continuam com a mesma percepção de que é melhor contratar pessoas inexperientes e capacitá-las na própria empresa: 80,4%.

(Fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/quase-70-das-pequenas-empresas-acreditam-em-alta-nas-vendas )

Shopping virtual já é o principal canal de vendas do e-commerce

Usar canais de venda na internet deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade. A 4ª edição da Pesquisa Nacional de Varejo Online, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com E-Commerce Brasil, Lojas Integradas (VTEX) e B2W, revela que os empresários que atuam no e-commerce pretendem ampliar suas vendas em Marketplaces, até 2021.

Atualmente, os shoppings virtuais já são considerados a principal plataforma de e-commerce utilizada por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, alcançando a preferência de 52% das empresas pesquisadas.

A pesquisa revelou que 30% das empresas consultadas trabalham apenas com e-commerce, 22% atuam com loja física e e-commerce e apenas 12% dos empreendimentos possuem apenas loja física.

“O e-commerce é uma opção de compra cada vez mais frequente do consumidor brasileiro e não investir para desenvolver um canal de vendas na Internet pode significar a perda de um enorme volume de negócios”, afirma João Henrique de Almeida Souza, presidente do Sebrae

Ter uma presença online não é difícil. Mas é importante bastante planejamento antes de criar uma loja virtual.

“É fundamental analisar as alternativas de plataformas disponíveis, desenvolver estratégias para atrair os clientes e diferenciar o seu negócio da concorrência. Além disso, assim como toda loja física, o e-commerce também tem seus gastos. É preciso contar com boas ferramentas de gestão para garantir a rentabilidade e o sucesso do negócio”, diz o presidente do Sebrae.

Nesse sentido, a pesquisa também apontou as principais dificuldades que os pequenos negócios enfrentam na rotina de gestão do e-commerce.

A carga tributária é considerada um dos principais empecilhos para os pequenos negócios (43%), seguida pela logística (42%) e marketing e concorrência/showrooming empatam em terceiro lugar (30%).

O levantamento detectou ainda que 46% dos pequenos negócios online são lucreativosém lucro. “Esse dado é reflexo do momento do país, que está retomando de um processo de crise econômica. O pequeno negócio ganha visibilidade com os shoppings virtuais, mas a concorrência ainda é alta”, explica Flávio Petry, especialista do Sebrae.

Os principais produtos comercializados por meio do e-commerce, no Brasil, estão relacionados à casa e decoração (26%), seguido por moda (24%), beleza (12%) e eletrônicos/telefonia (11%). Informática e esporte/lazer empatam com 10%. Além disso, os estados que mais compram produtos pela internet são São Paulo (89%), Rio de Janeiro (75%), Minas Gerais (69%), Rio Grande do Sul (42%) e Paraná (40%).
O que aponta a pesquisa:

• 30% das empresas consultadas estão somente no ambiente virtual
• 22% contam com loja física e e-commerce
• 12% têm somente loja física
• 46% dos pequenos negócios de e-commerce registram lucro
• A carga tributária é considerada a principal dificuldade por 43% dos pequenos negócios
• O e-mail é apontado como o principal canal de atendimento por 90% dos entrevistados, seguido por Whatsapp (82%) e Facebook (64%)

(fonte: Dcomércio.com – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/shopping-virtual-ja-e-o-principal-canal-de-vendas-do-e-commerce)

Consumo recua pela primeira vez em cinco anos

Pressionado pelo aumento do desemprego e da inflação da comida e também pela queda na renda, o consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza dentro da casa dos brasileiros sofreu um baque neste início de ano.

Em janeiro e fevereiro, houve uma queda de 5,2% no número de unidades de itens básicos comprados pelas famílias em relação ao mesmo período de 2018, aponta pesquisa da consultoria Kantar. Foi a primeira retração para o período em cinco anos.

Também foi a primeira vez desde o início da pesquisa, em 2014, que houve recuo nas compras de todas as cestas de produtos, com retrações importantes em produtos básicos e de difícil substituição.

Entre os itens que mais contribuíram para a queda do consumo em unidades das respectivas cestas estão açúcar (alimentos), papel higiênico (higiene), leite de caixinha (lácteos), detergente em pó (limpeza) e cerveja (bebidas).

“Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões do País”, afirma Giovanna Fisher, diretora da consultoria e responsável pela pesquisa.

Semanalmente, equipes da consultoria visitam 11,3 mil domicílios para tirar a temperatura do consumo a partir do tíquete de compra da família. A amostra retrata as compras de 55 milhões de domicílios ou 90% potencial de consumo do País.

A classe C foi a que mais retraiu o consumo no bimestre e o interior do Estado de São Paulo, por concentrar uma grande fatia dessa população, foi a região que registrou a maior queda, seguida pelas regiões Norte e Nordeste.

O que chama também a atenção nos resultados é que, além de ir menos vezes às compras, a cada ida ao supermercado o consumidor levou uma quantidade menor de produtos para casa.

Esse movimento traduzido em números significou uma queda de 2,2% na frequência de compras no bimestre em relação ao ano anterior e redução 5,7% no número de unidades adquiridas a cada compra.

Giovanna explica que até pouco tempo atrás a frequência permanecia estável ou apresentava um pequeno recuo. Mas quando o brasileiro fazia as compras ele levava para casa uma quantidade de produtos maior.

“Antes, as pessoas compensavam com volumes médios maiores a ligeira redução na frequência de compras. Com isso, o volume total consumido se mantinha estável e agora, não.”

Dados nacionais de vendas dos supermercados confirmam esse movimento. A receita real de vendas acumulada no ano, que crescia 2,95% em janeiro ante o mesmo mês de 2018, desacelerou para 2,51% no primeiro bimestre, segundo a Associação Brasileira de Supermercados.

Na divulgação dos resultados no início do mês, João Sanzovo Neto, presidente da entidade, atribuiu parte do enfraquecimento no ritmo de vendas à lenta recuperação da economia e ao desemprego elevado.

A virada que houve na inflação de alimentos e bebidas explica, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes, boa parte da freada nas compras. “A inflação vista por dentro mudou muito”, diz.

Alimentos e bebidas respondem por quase 25% dos gastos das famílias e são a maior fatia do orçamento. Ao longo de 2017 e parte de 2018, os preços dos alimentos e bebidas ajudaram a segurar a inflação geral. Enquanto a inflação, fechou 2017 em 2,95%, alimentos e bebidas tiveram deflação de 1,87%.

Em 2018, a inflação em 12 meses de alimentos e bebidas correu abaixo da inflação geral até outubro. A partir de novembro, a inflação de alimentos e bebidas acumulada em 12 meses superou a inflação geral, mês a mês, até atingir o pico em março.

No mês passado, a inflação geral em 12 meses chegou a 4,58% e a inflação de alimentos e bebidas atingiu 6,73%, a maior variação em 12 meses desde dezembro de 2016 (8,61%).

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/consumo-recua-pela-primeira-vez-em-cinco-anos )