Funcionamento do Comércio Lojista no Carnaval 2019

Os dias de Carnaval não são considerados feriados nacionais, por falta de previsão legal. No entanto, cada Convenção Coletiva de Trabalho pode definir as condições para o trabalho nesses dias, ou determinada Lei municipal pode declarar como feriado essa data em uma localidade específica.

BELO HORIZONTE

Domingo 03 de março

O comércio lojista de Belo Horizonte poderá funcionar normalmente no domingo de Carnaval

Segunda-feira 04 de março

Na segunda-feira de Carnaval não será permitido convocar o trabalhador, uma vez que a Convenção Coletiva atribui a esse dia efeito de feriado (Dia do Comerciário).

Terça-feira 05 de março

o comércio não poderá funcionar, por força da legislação municipal de Belo Horizonte

Quarta-feira 06 de março

Até o meio dia, o comércio não poderá funcionar, por força da legislação municipal de Belo Horizonte.

REGIÃO METROPOLITANA

Nas cidades de Caeté, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará e Vespasiano o trabalho será normal na segunda-feira, domingo, terça-feira e quarta-feira, a critério de cada empresa. A empresa que utilizar a mão de obra de seus empregados na segunda-feira de Carnaval (04 de março), deve conceder uma folga compensatória no prazo de 60 dias, conforme Convenção Coletiva.

Nas cidades de Brumadinho, Confins e São José da Lapa, o trabalho será normal em todos os dias do Carnaval (domingo, segunda, terça e quarta-feira), a critério de cada empresa.

Vem mais shoppings por aí

As vendas nos shopping centers do país devem crescer 7,0% em 2019, de acordo com estimativa divulgada nesta terça-feira (29/01) pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Se a projeção for confirmada, representará uma aceleração no ritmo de vendas do setor, que fechou 2018 com uma alta de 6,5%, totalizando R$ 178,7 bilhões.

De acordo com Glauco Humai, presidente da associação, a perspectiva de evolução positiva das vendas está relacionada às projeções de melhora da economia nacional e redução gradual do nível de desemprego, combinado com aumento na confiança de consumidores, lojistas e donos dos centros de compras.

“Estamos vivendo o período de maior otimismo dos consumidores desde 2014. Com isso, os consumidores acabam comprando mais”, disse Humai, durante entrevista coletiva para jornalistas.

Humai também afirmou que o empreendedor também está mais confiante com o país, ampliando seus investimentos. “Por isso tudo, vemos 2019 com bons olhos”, disse.

Para este ano, a Abrasce prevê a abertura de 15 novos shoppings. No ano passado, foram abertos 14, totalizando 563 unidades em operação no País.

Em 2018, estavam previstas 23 inaugurações, mas parte disso foi adiada ou até mesmo cancelada em função dos solavancos da economia e do replanejamento dos empreendedores, explicou Humai.

Os shoppings em funcionamento totalizam 16,3 milhões de m2 de área bruta locável (ABL) para lojistas. Esse patamar deve ser ampliando em 380 mil m2 em 2019, considerando a chegada de novos empreendimentos e a expansão das unidades já em operação.

Segundo a Abrasce, 3% dos shoppings têm obras de expansão dos espaços físicos em andamento, enquanto outros 13% esperam se expandir nos próximos dois anos.

FUSÕES

A retomada do ciclo de grandes investimentos no setor de shopping centers, com a aceleração no ritmo de inauguração de novas unidades, só deve ocorrer a partir de 2020. Até lá, o setor ainda deve atravessar um movimento de fusão e aquisição entre grandes grupos, visando melhorar a rentabilidade.

“Eu acredito que 2019 vai ser um ano marcado pela consolidação no setor”, disse Humai, citando notícias recentes sobre negociações em andamento para fusões entre Aliansce e Sonae Sierra Brasil, e entre a BRMalls (maior grupo do setor) e a Almeida Junior.

“Acho que alguma coisa grande vai acontecer neste ano”, afirmou.

Humai disse ainda que um novo ciclo de investimentos com aceleração na abertura de novos shoppings só virá só a partir de 2020. Neste momento, o “plano A” dos empreendedores é a expansão das unidades que já estão em funcionamento, mostrando bons resultados.

VACÂNCIA

Os espaços desocupados nos shopping centers em 2019 tendem a girar em torno de 4,5% a 5,0% da área disponível para lojistas, o que representa uma tendência de leve queda em relação ao patamar de 5,0% alcançado no fim de 2018 e de 6,0% no fim de 2017.

A melhora nos indicadores de ocupação do setor são reflexo de uma combinação de fatores, que passam pelo menor ritmo de abertura de novos shoppings, bem como recuperação da economia brasileira e da demanda de varejistas por novos pontos de vendas.

“Já sentimos um maior apetite dos lojistas por espaços nos shoppings porque eles já entendem que o ambiente econômico está mais favorável”, disse Humai.

Segundo ele, houve uma aceleração no ritmo de assinatura de novos contratos de locação entre donos de shoppings e varejistas desde o segundo semestre do ano passado, o que deverá se refletir em um aumento gradual na ocupação daqui para frente.

Humai acrescentou que o apetite está maior entre todos os tipos de varejistas, desde grandes redes até pequenas franquias. Ele lembrou que os shoppings inaugurados durante a crise, principalmente em cidades do interior do País, tiveram mais dificuldade de achar lojistas, sofrendo com espaços vagos.

Nos empreendimentos mais jovens (abertos há menos de cinco anos), a vacância ainda está em um porcentual na ordem de dois dígitos, disse o executivo.

Segundo balanço da Abrasce, o número de lojistas nos shoppings passou de 102,3 mil em 2017 para 104,9 mil em 2018, um aumento de 2,6%.

O presidente da associação também reiterou a expectativa de que os descontos nos aluguéis e outras concessões feitas por donos de shoppings aos lojistas durante a crise continuam sendo retirados gradualmente nos próximos trimestres. Pontualmente, alguns shoppings localizados em áreas nobres, com muito fluxo de visitantes, pode haver algum reajuste no aluguel, estimou.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/vem-mais-shoppings-por-ai )

Confiança de serviços é a maior desde março de 2014

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 3,6 pontos na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, alcançando 98,2 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (30/01).
O resultado representa o maior patamar desde março de 2014, quando estava em 98,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 2,9 pontos em janeiro, o sexto mês consecutivo de crescimento.

“A Sondagem de janeiro confirma a melhora na percepção das empresas de Serviços em relação ao ambiente de negócios. Essa reação, no entanto, permanece apoiada nas expectativas, ficando as avaliações da situação corrente com desempenho positivo, mas ainda muito discreto. Assim, é de se esperar que a atividade produtiva prossiga em ritmo moderado nesse início de ano”, avaliou Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em janeiro, a confiança aumentou em 11 das 13 principais atividades pesquisadas pela FGV.

O Índice de Expectativas (IE-S) cresceu 6,2 pontos, para 107,1 pontos, maior nível desde abril de 2012. Os dois componentes contribuíram positivamente para o resultado: o item da tendência dos negócios para os próximos seis meses teve elevação de 7,8 pontos, enquanto a demanda prevista subiu 4,7 pontos.

“Um aspecto importante da contínua melhora das expectativas vem sendo seu efeito positivo sobre o indicador que mede o ímpeto de contratações para os próximos meses, uma vez que os Serviços são o setor de maior participação no mercado de trabalho”, completou Sales.

O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 0,8 ponto em janeiro, para 89,3 pontos. A alta foi puxada pelo item que mede a situação atual dos negócios, que avançou 1,6 ponto no mês, para 90 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços subiu 0,2 ponto porcentual em janeiro ante dezembro, para 82,1%.

A coleta de dados para a edição de dezembro da Sondagem de Serviços foi realizada entre os dias 2 e 25 do mês.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Prazo para reenquadramento no Simples acaba na quinta-feira

As empresas excluídas do Simples Nacional têm até quinta-feira, 31/01, para regularizar seus débitos e requisitarem o reenquadramento no regime simplificado.

Mais de 500 mil empresas já foram excluídas do Simples Nacional em virtude da não regularização dos débitos a partir de 1º de janeiro de 2019.

Em setembro de 2018, foram notificadas 732.664 empresas optantes pelo Simples Nacional que possuíam débitos previdenciários e não previdenciários com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) e com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As empresas que não regularizaram foram as excluídas a partir deste mês.

A empresa excluída pode solicitar nova opção no Portal do Simples Nacional até 31 de janeiro de 2019, desde que regularize seus débitos antes desse prazo. A regularização pode ser efetuada com pagamento à vista ou por meio de parcelamento. As instruções referentes ao parcelamento estão disponíveis no menu Simples – Serviços do Portal do Simples Nacional.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Saldo de crédito para empresas chegou a R$ 1,4 trilhão em 2018

O saldo de empréstimos ofertados pelos bancos encerrou 2018 com crescimento de 5,5%, chegando a R$ 3,260 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 29/01, pelo Banco Central (BC).

Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) -, o saldo do crédito chegou a 47,4%, com crescimento de 0,2 ponto percentual em relação a 2017.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que o crescimento registrado no ano passado encerrou o ciclo de dois anos seguidos de retração no estoque do crédito. Em 2016, a queda chegou a 3,5% e em 2017, em 0,5%.

O saldo do crédito para pessoas físicas chegou a R$ 1,791 trilhão, com crescimento de 8,6% no ano, enquanto o estoque para as empresas chegou a R$ 1,469 trilhão, com expansão de 1,9%.

A expansão do crédito foi conduzida pelas instituições privadas. Os bancos públicos apresentaram retração de 0,5% no saldo de crédito, enquanto os privados registraram crescimento de 12,4%.

A participação do crédito concedido pelos bancos privados chegou a 49%, no ano passado, com aumento em relação a 2017, quando estava em 46%.

(fonte: Dcomércio.com)

Saldo de crédito para empresas chegou a R$ 1,4 trilhão em 2018

O saldo de empréstimos ofertados pelos bancos encerrou 2018 com crescimento de 5,5%, chegando a R$ 3,260 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 29/01, pelo Banco Central (BC).

Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) -, o saldo do crédito chegou a 47,4%, com crescimento de 0,2 ponto percentual em relação a 2017.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que o crescimento registrado no ano passado encerrou o ciclo de dois anos seguidos de retração no estoque do crédito. Em 2016, a queda chegou a 3,5% e em 2017, em 0,5%.

O saldo do crédito para pessoas físicas chegou a R$ 1,791 trilhão, com crescimento de 8,6% no ano, enquanto o estoque para as empresas chegou a R$ 1,469 trilhão, com expansão de 1,9%.

A expansão do crédito foi conduzida pelas instituições privadas. Os bancos públicos apresentaram retração de 0,5% no saldo de crédito, enquanto os privados registraram crescimento de 12,4%.

A participação do crédito concedido pelos bancos privados chegou a 49%, no ano passado, com aumento em relação a 2017, quando estava em 46%.

(fonte: https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/a-estrategia-do-alibaba-para-dominar-o-varejo)

A estratégia do Alibaba para dominar o varejo

Um dia de 31 bilhões de dólares. Isso foi o que faturou o e-commerce chinês Alibaba em apenas 24 horas do Single’s Day. A data, que celebra o orgulho de ser solteiro, é utilizada há dez anos pelo comércio da China para impulsionar vendas. A comemoração acontece no dia 11 de novembro e tem um peso similar ao Black Friday.

Para efeitos de comparação, de acordo com a ABComm, a estimativa de receitas do e-commerce brasileiro em 2018 foi de R$ 69 bilhões –cerca de 60% do faturamento do Single’s Day.

Durante o recente NRF, congresso mundial de varejo realizado em Nova York, Michael Evans, presidente do Alibaba Group, participou de um debate para explicar o fenômeno do e-commerce mundial.

EVENTO DO SINGLE’S DAY: 31 BILHÕES DE DÓLARES EM VENDAS NUM ÚNICO DIA

Logo de cara, Evans refutou a ideia de que o Alibaba é a Amazon da China.

De acordo com o executivo, há diferenças fundamentais. A maior delas é que o Alibaba é um marketplace –não um varejo online tradicional.

“O Alibaba não compete com marcas”, disse. “Pequenas e médias empresas varejistas usam a nossa plataforma e nós compartilhamos dados com elas”.

Outra diferença, que é consequência do modelo de negócio de marketplace, é a escala. São mais de 10 milhões de pequenas e médias empresas de todo mundo, que entregam 70 milhões de pedidos a cada dia.

Na ponta da cadeia, estão 600 milhões de consumidores na plataforma, que movimentam US$ 780 bilhões em vendas.

E o Brasil tem peso no caixa. De acordo com informações da própria empresa, o AliExpress, ramificação de e-commerce do Alibaba, é a terceira loja online que mais gera vendas no Brasil.

QUEM CONSOME

Entre os consumidores globais do Alibaba, mais de 85% têm menos de 35 anos e 40%, 28 anos ou menos.

“É um grande grupo de jovens consumidores que utilizam o celular em 90% das compras”, disse Evans.

De acordo uma pesquisa da eMarketer, ano passado, o tempo que os chineses passaram utilizando o smartphone foi maior do que assistindo televisão.

Embora a China esteja crescendo a taxa menores (cerca de 7%, frente um crescimento global estimado de 3,7%, de acordo com o FMI), o país possui 300 milhões de pessoas na classe média. Nos próximos cinco anos, mais 300 milhões vão engrossar a faixa social.

“É um mercado que requer paciência”, diz o Evans, que é canadense. “Os chineses pesquisam e conhecem as marcas em sua própria velocidade.”

PONTE ENTRE O ON E OFFLINE

Desde 2016, o Alibaba investiu mais de 10 bilhões de dólares no varejo físico. Houve alocação de capital na rede de supermercado SunArt, na operadora de lojas InTime, na loja de eletrônicos Suning e na loja de móveis EasyHome.

Mas o negócio mais promissor é a rede Hema Xiansheng, especializada em alimentos frescos. A marca possui mais de 46 lojas em 13 cidades. Nos próximos cinco anos, a expectativa é abrir mais 2 mil unidades.

A Hema Xiansheng é o projeto que Jack Ma, fundador do grupo, idealiza para o varejo do futuro.

Os clientes podem fazer as compras por meio de um aplicativo que registra todos os itens e salva as preferências e o endereço de entrega.

O pagamento é feito pelo Alipay, provedor do grupo, que permite aprovação de transações por reconhecimento fácil.

Entregas de produtos de mercearia, em até 3 quilômetros de distância, são gratuitas e em até 30 minutos.

O aplicativo oferece 50 mil itens e o supermercado cerca de 3 mil produtos.

Graças à coleta de dados de consumo, as lojas adaptam os estoques de acordo com os hábitos dos frequentadores de cada unidade.

Na loja física, os códigos de barras podem ser lidos pelo aplicativo, que informa a origem do produto, fabricante, receitas culinárias, informações nutricionais e preços.

Os produtos mais vendidos são carne fresca, legumes, frutas e frutos do mar. A maior parte dos itens é vendido em embalagens seladas. Esse detalhe é importante para manter o frescor dos alimentos e devido questões de segurança alimentar, que ainda é problema comum na China.

Por fim, a experiência omnichannel é fazer com que os clientes off-line comprem mais online. No país, 85% das vendas ainda acontecem no varejo físico. Até ano passado, cerca de 50% dos pedidos da Hema são de entregas online. Mas a meta é fazer o percentual chegar entre 80% e 90%.

ALÉM DA MURALHA

A Alibaba tem uma estratégia de globalização. A ideia é tirar o melhor em termos de experiência, tecnologias e processos de negócios e aplicar tudo em suas operações ao redor do mundo.

Assim, a empresa atua numa via de mão dupla. Uma é a da importação. Como a China é o maior mercado do mundo, a maior parte dos produtos consumidos internamente não são produzidos dentro do pais. Isso faz a empresa atuar no recrutamento de marcas internacionais para dentro de sua plataforma.

O segundo foco de atuação é a exportação. Sendo a China o polo fabril de milhares de marcas estrangeiras, o Alibaba deseja reforçar a atuação em negócios entre empresas (business-to-business).

“Há uma enorme quantidade de produtos que saem da China para mais de 200 países”, finalizou Evans.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Proposta de Guedes deve enfrentar resistência

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quarta (23/1), que o governo quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de 34%, em média, para 15%. Para compensar o corte, Guedes estuda aumentar os tributos sobre renda e aplicações financeiras que hoje são isentas ou pagam pouco imposto.

Em entrevista exclusiva, no Fórum Econômico Mundial, ele explicou que a motivação dessa reorganização tributária é atrair investidores estrangeiros. Declarações do ministro fizeram o dólar cair 1,13%, a R$ 3,76, e a Bolsa bater o décimo recorde no ano.

A proposta de Guedes, no entanto, deve enfrentar resistência no Congresso, principalmente por parte de consultores, economistas, advogados e contadores que podem perder com a mudança.

Micro e pequenas empresas do Simples (modelo simplificado de cobrança de impostos) também podem ser prejudicadas, se as alíquotas não acompanharem a redução.

A proposta de Guedes fixa uma alíquota de 15% para o Imposto de Renda das empresas, mas tributa em 20% os dividendos recebidos pelos sócios, na pessoa física.

Os dividendos são pagos aos acionistas de uma empresa pelo lucro gerado. Hoje, as empresas pagam 34% sobre seus lucros e, depois da tributação, os dividendos são distribuídos sem cobrança de Imposto de Renda sobre esses ganhos.

O Brasil entrou em 2019 no topo da lista dos países com a maior alíquota de imposto sobre o lucro das empresas, desbancando a França.

O levantamento foi feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de países com as economias mais desenvolvidas do mundo e que tem as alíquotas mais elevadas globalmente. O Brasil não faz parte da organização, mas pleiteia uma vaga.

“Todo o mundo está baixando os impostos”, disse Guedes. A onda global de redução da carga tributária das empresas ganhou velocidade ao longo de 2018, com EUA, Bélgica e França anunciando cortes. “Se o Brasil não baixar o imposto para as empresas, elas vão acabar indo para outros lugares”, defendeu.

Guedes argumentou que a única forma de se fazer isso sem derrubar a receita do País é por meio de uma “realocação” da carga tributária.

“Se derruba um, compensa com outro e fica igual, fica a mesma tributação praticamente”, explicou, ao dizer que não haverá aumento de imposto. “Nossa essência é de substituição tributária. Tem gente que não paga, tem gente que paga demais.”

Segundo um dos maiores especialistas do País em tributação, o diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, Rodrigo Orair, a lógica do ministro faz sentido no que se refere à perda da arrecadação e ao aumento dos investimentos.

“A medida dá um estímulo para que a empresa retenha mais lucro e distribua menos para os sócios.” Segundo Orair, empresas de alta lucratividade que pagam muitos dividendos perderão. As de baixa lucratividade, que pagam poucos dividendos, tendem a ganhar.

Volta às aulas: vendas de materiais devem crescer até 12%

O consumidor terminou 2018 mais otimista e, isso animou as expectativas de um dos setores mais movimentados em todo início de ano: o de volta às aulas. Pela projeção do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Escritório e Papelaria de São Paulo (Simpa-SP), as vendas de material escolar devem crescer de 10% a 12% no período.

“Apesar de em 2017 o setor ter crescido cerca de 3% e se mantido estável em 2018, agora os clientes não estão mais tão preocupados com o preço do lápis ou do caderno, e sim em encontrar tudo o que eles precisam”, afirma Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa-SP e dono da papelaria São Miguel, no Centro da capital paulista.

NOGUEIRA, DO SIMPA: COMPRAS DE ÚLTIMA HORA

Realizada sempre no mês de agosto na capital paulista, a feira Escolar Office Brasil é uma espécie de termômetro de vendas de material escolar e de escritório para o ano seguinte.

Na edição 2018, por exemplo, além da visitação 12% maior, a feira movimentou R$ 628 mil em negócios imediatos e prospectou R$ 3,5 milhões até agosto de 2019.

“A economia ainda está desafiadora, mas o mercado está mais confiante, e isso começará a se refletir agora no volta às aulas”, afirma Valeska Oliveira, gerente de negócios da feira.

Mas há um movimento ligeiramente atípico no ar. Faltam poucos dias para o início do ano letivo, tanto nas escolas públicas como nas particulares, e a procura por material escolar ainda está um pouco lenta. Com o verão de quase 40º, muitas famílias têm optado por esticar um pouquinho as férias mesmo às vésperas da volta às aulas.

A Roberto Bazar e Papelaria, na Vila Zelina (Zona Leste da capital paulista), já sentiu esse movimento. Lá, a rotina em janeiro é loja cheia de clientes à procura de listas de material das escolas da região já com a cotação de preços. Além de parcelar em quatro vezes sem juros e dar descontos à vista, a loja oferece até opções para fidelizá-los e facilitar o seu dia a dia, como etiquetas impressas com o nome do aluno e o encapamentos de livros e cadernos.

Mas, mesmo sendo uma das papelarias mais populares da região, o grosso das vendas de mochilas, cadernos, livros, estojos, lápis e canetas, entre outros itens, ainda não aconteceu.

“Conversamos com outros lojistas e até com a indústria, e percebemos que as pessoas estão preferindo aproveitar mais as férias esse ano”, afirma Roberto Valiulis, terceira geração à frente do comércio de material escolar e artigos de escritório que está há 72 anos no bairro.

Nogueira, do Simpa-SP, confirma: apesar de as papelarias estarem abastecidas de variedades e novidades, pouca gente ainda está comprando. “O número de pessoas que está na praia é incrível, tem muita gente passeando. Mas como o brasileiro deixa tudo para a última hora, as vendas devem aumentar nessa última semana do mês.”

Apesar de ser uma compra essencial, Valiulis diz que a expectativa geral para a volta às aulas pode ser diferente da realidade: como o desemprego ainda está alto, as pessoas compram menos.

“Mas a perspectiva é de mudança: se a economia melhorar, aí melhora para todos”, acredita o comerciante, que projeta alta de 5% nas vendas no período.

OUTRO CENÁRIO

No e-commerce, o cenário de preparação para o volta às aulas é outro por estar sempre ao alcance da conveniência dos consumidores – principalmente os que decidiram esticar as férias.

Uma pesquisa da Rakuten Digital Commerce realizada com 1,2 mil lojas de sua base online apontam que as vendas de material escolar cresceram 64% nos primeiros seis dias de janeiro ante igual período de 2018.

Os consumidores também aumentaram o valor do tíquete médio em 11%, atingindo um total de R$ 786. “De uma forma geral, as compras pela internet estão aumentando em todos os setores, mas no caso de papelaria e material escolar esse movimento tem sido benéfico para os compradores”, afirma René Abe, CEO e Presidente da Rakuten Brasil. “Os pais ou responsáveis conseguem pesquisar os preços e ainda evitam filas e lojas lotadas,” diz.

Valeska Oliveira, da Escolar Office, confirma: os canais digitais estão cada vez mais presentes no setor, e além de a indústria buscar esses canais, muitas papelarias têm usado o e-commerce e as redes sociais para turbinar vendas. “Não é um movimento de substituição de lojas físicas, mas uma outra oportunidade de negócio”, finaliza.

(fonte: Dcomércio – https://dcomercio.com.br/categoria/negocios/volta-as-aulas-vendas-de-materiais-devem-crescer-ate-12 )

Amazon vai lançar loja com operação 100% própria no Brasil, diz analista

A gigante do e-commerce Amazon está prestes a dar um grande passo para firmar sua posição no Brasil, mesmo diante das incertezas econômicas e políticas. A “loja de tudo” estaria prestes a abrir uma loja onlinedireta aos consumidores brasileiros neste mês, vendendo de produtos de bebês e brinquedos até computadores e eletrônicos.

A informação é do veículo Business Insider, que conversou com um analista do BTG Pactual. Este, por sua vez, afirma ter conversado com fornecedores e parceiros da Amazon.

A gigante já realiza vendas por aqui desde 2012, começando pelos seus icônicos livros. Desde o ano passado a empresa diversifica seu catálogo de produtos, com a entrada de eletrônicos. Depois, anunciou produtos de casa e cozinha. Em agosto de 2018, foi a vez das roupas e dos artigos esportivos.

Tudo isso no modelo de marketplace, pelo qual a Amazon fornece apenas sua vitrine online, o atendimento ao cliente e o processamento dos pagamentos. As marcas ficam responsáveis pelo estoque, pela precificação e pela logística de entrega de seus produtos.

Em fevereiro deste ano, porém, a Amazon já havia dado sinais de que queria mudar a situação, de acordo com a Reuters. Ficou de olho em um depósito de distribuição de 50 mil metros quadrados ao redor da cidade de São Paulo. Um mês depois, falou com produtores sobre planos de estoque e distribuição. Em abril, conversou com a áerea Azul sobre entregas. Neste mês, supostamente fechou um piloto com a startup de logística por caminhões CargoX.

A criação de uma loja online direta, totalmente operada pela Amazon, imitaria a experiência ágil de varejo que a gigante do e-commerce possui em outros países – como em seu país de origem, os Estados Unidos. Isso se a gigante conseguir vencer o complicado sistema brasileiro em tributação e logística – esforço que a gigante parece estar fazendo há anos, em passos comedidos em relação a outras apostas mais agressivas, como as feitas na Índia. O movimento da Amazon é contrário ao de um grande concorrente, a rede Walmart, que vendeu 80% de sua operação no Brasil ao fundo Advent.

Cenário

A Amazon já chegou a ultrapassar o valor de mercado de 1 trilhão de dólares – hoje está por volta dos 843 bilhões de dólares, por conta de uma queda generalizada de ações das empresas de tecnologia.

Enquanto isso, o mercado brasileiro de comércio eletrônico continua a ser atrativo, mesmo passando por incertezas. O país possui 55 milhões de compradores em e-commerces, com 111,2 milhões de compras online a um ticket médio de 418 reais em 2017.

O total faturado pelo setor no ano passado foi de 47,7 bilhões de reais. A adoção crescente dos smartphones deixa o setor otimista: a Ebit estima um crescimento de 12% para o mercado de e-commerce brasileiro, que deveria finalizar 2018 com uma receita total de 53,5 bilhões de reais.

De planejar e de esperar pelo futuro a Amazon, que demorou anos para apresentar lucro, entende bem.

(fonte: Exame)