Mercado Livre investe pesado em logística para entregar mais rápido

Mercado Livre anunciou que irá ampliar sua capacidade de logística e distribuição em até quatro vezes até o primeiro trimestre do ano que vem. Melhorar a logística e o prazo de entrega são alguns dos maiores desafios para o comércio eletrônico, além da dependência dos Correios.

A empresa irá construir um novo centro de distribuição e quatro centros de cross docking, que preparam a mercadoria para envio. A expansão faz parte do investimento divulgado de 2 bilhões de reais no Brasil.

“A logística é o próximo grande passo do comércio eletrônico”, afirma Leandro Bassoi, diretor de Mercado Envios. Segundo ele, muitas pessoas ainda vão a uma loja a comprar porque não podem esperar pela entrega. “Mas isso deve mudar em breve”, diz.

A empresa, presente em 18 países na América Latina, movimentou quase 12 bilhões de dólares em vendas no ano passado. São mais de 12 milhões de vendedores e 247 milhões de compradores. No Brasil, a receita da operação foi de 831,4 milhões de dólares em 2017, ou mais de 2,6 bilhões de reais.

Com 111 mil m², o novo Centro de Distribuição será localizado em Cajamar e destinado à operação de Fulfillment, em que o Mercado Livre gerencia todas as etapas da logística para o vendedor, como coleta, armazenamento, embalagem e entrega.

A empresa ainda tem um centro de distribuição em Louveira, cuja estrutura já passou de 17 mil m² para 51 mil m² e que agora passará por nova expansão, triplicando o espaço ocupado até o final deste ano. Todos os novos espaços devem empregar mais de 3,5 mil pessoas até o final de 2019. Os novos centros são localizados em São Paulo, já que o estado concentra a maior parte dos compradores e vendedores no Brasil.

(fonte: Mercado Livre)

Pouco mais da metade dos pequenos empresários pretende investir em 2019, diz Sebrae

Pouco mais da metade dos pequenos empreendedores planejam fazer algum investimento em seu negócio em 2019. Segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae nesta quarta-feira (14), a parcela dos que devem investir é de 52,8%. O levantamento foi feito com mais de 5,8 mil empresas entre os dias 31 de agosto e 1º de outubro.

A maioria dos que pretendem investir no próximo ano diz que tem o plano de modernizar o negócio, com 51% dos entrevistados. A ampliação da capacidade produtiva é o segundo investimento mais citado, com 23,5% das respostas.

Na divisão por setores, o comércio é apontado na pesquisa como o que tem maior percentual de empresários que pretendem investir: 55%. No setor de serviços, são 53% e na indústria, 50%.

Em um levantamento considerando as empresas maiores, os empresários que dizem que pretendem investir em 2019 também são maioria – 97%, segundo pesquisa divulgada pela Deloitte.

Valores

Segundo o levantamento do Sebrae, a maior parte (46%) das empresas que pretende investir em 2019 vai destinar para as inovações um valor inferior a R$ 20 mil. Já outros 16% ainda não sabem quantificar o montante de que vão dispor para investir.

A pesquisa também mostra que um a cada quatro pequenos empresários chegaram a atrasar algum pagamento em 2018. Entre os que ficaram com pendências, 77% conseguiu negociar o débito com o credor.

Já os que afirmam ter pagamentos em atraso no momento são 15%. O dado considera pequenos empresários que estejam com algum pagamento atrasado há mais de três meses. Entre eles, 90% culpam a crise econômica pela situação. Outros 3% afirmam que esqueceram de pagar.

(fonte: New Trade – Paraíso/SP)

Black Friday 2018 bate recorde de vendas e rouba a cena do Natal

A retomada da economia e o aumento da confiança dos consumidores fez a versão brasileira da Black Friday ter em 2018 o melhor ano desde a criação do evento, no início da década. Segundo dados de transações eletrônicas por cartão de crédito divulgada pela administradora de cartões Cielo, até o início da noite de sexta-feira, o crescimento nas receitas dos varejistas participantes da Black Friday em 2018 foi 9,4% maior que o de 2017. De acordo com dados da consultoria Ebit Nielsen, referência no comércio eletrônico, as vendas online, até as 17h de sexta-feira, somaram R$ 2,1 bilhões, quantia equivalente a todo o faturamento das varejistas on-line nos cinco dias de promoção da Black Friday do ano passado.

– O varejo on-line se preparou muito melhor esse ano, trazendo descontos já na quinta-feira, o que só ampliou a importância da data no Brasil – diz Ana Szasz, diretora comercial da Ebit Nielsen.

O bom resultado para alguns analistas reflete o otimismo com a economia brasileira. Para o economista Vitor França, do birô de crédito Boa Vista SCPC, as vendas na data estão sendo impulsionadas pela queda do nível de desemprego e de índices historicamente baixos de inadimplência, que baixou de 6% no início de 2017 para 4,9%. Além disso, para França, colaborou o fato de o índice de confiança do consumidor ter aumentado em relação ao mesmo período do ano passado.

Para as grandes varejistas, a data virou a grande vitrine de vendas. No Magazine Luiza, a sexta-feira de descontos representou o melhor dia do ano até agora e empatou com o resultado do Natal do ano passado. O bom resultado foi puxado principalmente pelo bom resultado da linha branca leve, como liquidificadores e batedeiras, alvo de promoções de até 60% desde a madrugada de quinta.

– Vendemos na sexta o equivalente a 15 dias de outubro — diz Fabrício Garcia, vice-presidente do Magazine Luiza.

Apesar da oferta ampla de descontos, dados da consultoria no varejo GfK mostram que os consumidores brasileiros acabam aproveitando a festa para comprar o tradicional. Segundo dados da consultoria levantados com 500 consumidores em nove capitais brasileiras, os itens de maior interesse de compra no Black Friday deste ano são roupas, calçados e acessórios — 51% afirmam querer comprar esses produtos. Em seguida estão smartphones, com 43%, e cosméticos, com 30%. A GfK também identificou o movimento de “roubo de vendas” da Black Friday frente a outras datas importantes para o varejo. Entre o final de 2015 e o início de 2016, as vendas de Natal respondiam por 34% dos negócios feitos por hipermercados e varejistas de eletroeletrônicos no Brasil, mesmo percentual da Black Friday. Um ano depois, a festa desta sexta-feira passou a absorver 38% dos negócios, enquanto o Natal caiu para 29%.

– O consumidor está aprendendo a consumir na Black Friday e já organiza o orçamento para aproveitar os descontos na data, em vez de comprar no Natal, quando os varejistas cobram o preço cheio — diz Gisela Pougy, diretora de varejo na GfK.

A temporada de descontos deve continuar nos próximos dias. No caso do Magazine Luiza, o mesmo rol de produtos em promoção nesta sexta seguirá em desconto de até 50% no sábado e domingo.

(fonte: O Globo – https://oglobo.globo.com/economia/black-friday-2018-bate-recorde-de-vendas-rouba-cena-do-natal-23257164 )

56% dos brasileiros ainda não compram online

Todos os dias, o brasileiro passa de quatro a cinco horas em média na frente de um computador, tablet ou smartphone, trabalhando, buscando informações, discutindo ideias, publicando fotos e pensamentos. Apesar dessa conexão toda, ainda não temos o hábito de comprar online.

Segundo a pesquisa Connected Life, da Kantar TNS, 56% dos consumidores não realizam compras pelo e-commerce, porém, 90% deles estão abertos a fazê-lo em algum momento, enquanto os outros 10% rejeitam a ideia.

A taxa de delivery (para entrega do produto) é apontada por 43% dos que não compram online como a maior barreira, seguida do tempo de entrega, qualidade, preço, especificação do produto e facilidade de encontrá-lo.

Entre os que compram pelo e-commerce, 59% são mulheres e 40% homens, em geral na faixa de 25 a 34 anos.

O estudo também revelou os aparelhos que são mais utilizados para compra online. A maioria das pessoas (74%) utiliza o computador, 31% usam o celular, 14% lançam mão do tablet e 2% usam mensagem de voz.

(fonte: Exame – https://exame.abril.com.br/marketing/56-dos-brasileiros-ainda-nao-compram-online-mostra-pesquisa/ )

Black Friday deve movimentar mais de R$ 4 bilhões em compras online

A facilidade de comprar produtos pela internet, sem sair de casa, deve engordar as vendas online durante a edição 2018 da Black Friday, que acontece dia 23 de novembro.

Um relatório da E-Consulting, que faz previsões financeiras para o comércio eletrônico, estima que a data — marcada por significativas promoções nos setores de varejo e serviço  — movimente R$ 4,11 bilhões. O valor é 11% maior do que o registrado no mesmo período de 2017.

O montante estima o volume de transações de vendas de eletrodomésticos, produtos eletrônicos, moda, cosméticos, automóveis e produtos automotivos e de turismo (como passagens aéreas, reservas de hotéis, pacotes turísticos).

Segundo o levantamento, o consumidor brasileiro deverá gastar, em média, R$ 822 nas compras online, representando uma alta de 6,4% em relação à Black Friday do ano passado, que teve um ticket médio de R$ 770.

(fonte: Exame: https://exame.abril.com.br/marketing/black-friday-deve-movimentar-mais-de-r-4-bilhoes-em-compras-online/ )

Equipes afiadas ajudam a vender mais e a conquistar o cliente em todas as épocas do ano

Quem esteve nos Estados Unidos no dia 29 de maio deste ano, em busca de um café produzido pela mais conhecida rede norteamericana do segmento teve dificuldade em conseguir. Isso porque a Starbucks fechou simultaneamente 8 mil de suas lojas durante uma tarde para treinar 175 mil funcionários após um caso grave de racismo que ocorreu em um estabelecimento da rede na Filadélfia. A estimativa é de que nas horas em que esteve de portas fechadas, a marca tenha deixado de vender cerca de US$ 16,7 milhões, além do enorme dano causado à imagem da companhia. Casos como esse mostram a importância do treinamento das equipes – especialmente na época do Natal, quando muitas lojas contam com vendedores temporários – e ainda que negligenciar essa etapa da gestão de pessoas pode causar sérios problemas às empresas, inclusive às gigantes com excelência em várias áreas. Para reduzir o risco, é preciso compreender que capacitação é um pilar básico para desenvolver a melhor solução de acordo com cada perfil, porte e capacidade da empresa.

Universidade interna

Com as mudanças na sociedade acontecendo cada vez mais rápido, contar com um plano contínuo de capacitação dos colaboradores contribui para manter o alinhamento entre a empresa e suas pessoas. É nisso que apostam a Pompéia e a Gang, que mantêm a Universidade Lins Ferrão para desenvolver os seus mais de 3 mil funcionários. Com a aquisição da Gang pela Pompéia, em 2013, e a formalização do Grupo Lins Ferrão, no início de 2018, ocorreu a união da Escola Gang com a Universidade Pompéia. Assim, deu origem à Universidade Lins Ferrão, que capacita em torno de 120 pessoas ao mês em treinamentos presenciais e a distância no ambiente virtual. Os cursos da Gang se apoiam em quatro pilares de capacitação: a Escola Institucional, Escola de Liderança, Escola de Moda e Escola de Vendas. Já para as equipes da Pompéia, a divisão é entre Escola de Vendas, Escola de Moda, Trainees e Desenvolvimento de Líderes. Além de capacitar os participantes, a universidade interna potencializa o crescimento e atinge todos os colaboradores de forma direta ou indireta.

Fábrica de líderes

Dentro de uma realidade bem mais modesta em termos de volume de colaboradores, mas com a mesma determinação de oferecer a melhor capacitação possível, a Ferragem Thony criou o programa Thony 360° para formação de lideranças. O modelo foi desenhado pela área de RH da empresa e aposta no compartilhamento de conhecimentos e da vivência integral da organização.

Por isso, são os líderes das áreas os responsáveis por repassar o que sabem aos aspirantes a líderes que são convidados a integrar o programa. Esse envolvimento direto dos gestores é proposital, pois faz com que, mais do que especialistas na sua área, cada um deles entenda – e repasse – a consciência de que cada setor impacta e é impactado pelos demais.

Com duração de 36 semanas, o programa inclui aulas expositivas, com dinâmicas e jogos, e vivências nas áreas. E para trazer ainda mais engajamento ao programa, é o próprio fundador da empresa – criada há 46 anos – que conta a história da Thony aos participantes, causando um forte impacto e resultando em um alto envolvimento. Criado a partir de uma iniciativa interna, com custo praticamente zero e muita motivação envolvida, o programa Thony 360° é um exemplo de como empresas de todos os tipos e tamanhos podem investir em treinamento e ter ótimos resultados.

Passo a passo para criar um treinamento

1 – Identifique as necessidades: observe quais os pontos fracos da loja, da equipe e até das pessoas. Isso pode ser feito por meio de cliente oculto, pesquisa de clima, pesquisa de satisfação com clientes ou até em reunião com a própria equipe.

2 – Trace os objetivos: enumere o que pode ser melhorado e crie indicadores para medir a eficácia do treinamento depois.

3 – Defina os públicos: identifique os perfis de pessoas que formam a sua organização, dividindo-as por área, por função ou por oportunidade. Dessa forma, é mais fácil desenhar formatos, linguagens e conteúdos específicos para cada carência.

4 – Reúna o conteúdo: tendo em mente cada necessidade e público, escolha os temas e conteúdos que serão trabalhados e os melhores formatos de acordo com cada objetivo pretendido. Ter metas claras para cada treinamento ajuda a construir um conteúdo eficaz.

5 – Programe as agendas: com o conteúdo criado levando em conta a disponibilidade dos participantes e dos ministrantes(que podem ser os especialistas da própria empresa), organize as agendas, o local, o material e convoque as pessoas para as quais o curso foi preparado.

6 – Mensure os resultados: tendo claros os objetivos de cada treinamento criado, coloque os indicadores à prova para verificar se cada melhoria pretendida foi alcançada. Se os resultados atingidos forem diferentes dos imaginados, é sinal de que algo precisa ser repensado: conteúdo, mecânica ou escolha dos participantes.

#ficaadica: Lojas que contratam trabalhadores temporários também precisam ter um treinamento muito bem estruturado, pois, para o consumidor, não importa o regime de contratação, o vendedor é o representante oficial da loja.

Confira essa e outras matérias na edição de novembro da revista Conexão Varejo. Clique aqui.

(fonte: Sindilojas POA – https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/equipes-afiadas-ajudam-a-vender-mais-e-a-conquistar-o-cliente-em-todas-as-epocas-do-ano )

Saiba quais são os direitos dos consumidores para as compras durante a Black Week e Black Friday

Você sabe o que diz o direito do consumidor para compras de produtos na Black Week e Black Friday? A legislação prevê algumas regras específicas, entretanto, elas valem apenas para itens adquiridos pela internet. As regras para lojas físicas são as mesmas que em qualquer época do ano. Confira:

Lojas físicas (de rua e shopping):

– O direito do consumidor não prevê devolução do produto e entrega do dinheiro de volta por arrependimento da compra por parte do consumidor, já que se entende, neste caso, que o cliente viu o produto antes de comprar e teve a oportunidade de testá-lo.

– É possível oferecer a vantagem de troca por arrependimento como um diferencial, mas deve-se deixar a regra bem clara e cumprir com o que for prometido.

– Confira sempre se o produto está funcionando antes de o cliente sair da loja, evitando reclamações logo após a compra.

Vendas pela internet:

– Para compras não presenciais, o consumidor tem sete dias corridos, a partir do recebimento da mercadoria, para manifestar arrependimento à loja, que é a responsável por recolher o produto e devolver o dinheiro.

– Cada loja online possui sua política de devolução de arrependimento.

– Se o produto não for entregue no prazo, é possível negociar com o consumidor um novo prazo de entrega e explicar o ocorrido. Caso o cliente não concorde, este poderá pedir o dinheiro de volta.

– Se não houver mais o produto em estoque, o consumidor tem direito de informar o Procon, que realizará as medidas cabíveis.

Produto com defeito:

– O Código de Defesa do Consumidor estabelece que é permitido trocar produtos com defeito em qualquer ocasião, não apenas na Black Week ou Black Friday.

– Para produtos não duráveis (cosméticos e vestuário), deve-se efetuar a troca em até 30 dias após a compra mediante reclamação do cliente para o lojista ou fabricante.

– Para produtos duráveis (eletrônicos, eletrodomésticos, artigos pessoais como relógio, entre outros): a troca deve ser realizada em até 90 dias da compra, mediante reclamação do cliente para o lojista ou fabricante.

– A troca pode ser feita imediatamente ou em até 30 dias a partir da reclamação.

(fonte: Sindilojas POA – https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/saiba-quais-sao-os-direitos-dos-consumidores-para-as-compras-durante-a-black-week-e-black-friday)

Como se preparar para atender bem as diferentes gerações de consumidores?

Quem é quem?

 – Baby boomers: nascidos entre 1945 e 1960

– Geração X: de 1960 a 1980

– Geração Y: de 1980 a 1995

– Geração Z: de 1995 a 2010

– Geração α (alpha): nascidos a partir de 2010
Basta uma caminhada pela Rua dos Andradas, em um dia de semana qualquer, para observar a diversidade de pessoas que formam a massa de consumidores. Dividindo os mesmos espaços e até recebendo os mesmos estímulos, estão integrantes de todas as gerações*: baby boomers, X, Y, Z e α (alpha). Com praticamente sete décadas de diferença entre os dois extremos desses grupos, são nítidas as diferenças de comportamento e de como cada geração age no mundo e consome. Mesmo que os hábitos de vida e de consumo não sejam definidos exclusivamente pela geração à qual o consumidor pertence, esse é um fator muito importante, pois tem a ver com as experiências e os pontos de vista que cada indivíduo forma ao longo da vida. Se, por um lado, a diversidade torna os grupos ricos socialmente, por outro, é um desafio que precisa ser compreendido para, somente então, ser superado pelo varejo. Por isso, conhecer as características mais comuns de cada geração ajuda a entender quem é o cliente que chega à sua loja em busca de algo que às vezes nem ele sabe o que é.

Para Cristiane Ribas Machado, diretora de varejo da Ribas Rinaldi Consultoria, quando o foco está realmente no cliente, a loja deve treinar muito os seus colaboradores, inclusive com simulações de atendimento e ensinando as diferentes abordagens que existem para conhecer o consumidor. “As lojas precisam preparar suas equipes para lidar ao mesmo tempo com consumidores de diferentes gerações, mas a essência da loja, seu ‘jeito de ser’, deve ser preservada ou o atendimento corre o risco de soar falso”, destaca a especialista em comportamento do consumidor. “Muita impessoalidade ou foco excessivo no produto, colocando a necessidade do cliente em segundo plano, é um problema comum até para as grandes lojas”, reforça Cristiane.
Identifique cada perfil

Desde o primeiro contato com o cliente, é possível observar o seu estilo pessoal, o vocabulário utilizado, a forma de vestir, a maneira como ele transita na loja e fazer perguntas chave para identificar o seu perfil. Junto das características típicas da sua geração, essas informações são capazes de dar uma boa ideia de como esse consumidor se relaciona, escolhe e compra. Segundo Cristiane, o estilo pessoal não está ligado à idade, mas à percepção de mundo individual, por isso os vendedores precisam estar atentos. Com a evolução tecnológica e as transformações cada vez mais rápidas no mundo, a forma como cada geração se comporta também muda. A redução de tempo e de atenção disponível é uma das diferenças mais marcantes a cada nova geração, mas, com influências de todos os lados, até mesmo os membros de gerações anteriores têm mudado seus hábitos e esperam cada vez mais agilidade no processo de compra. Entender quem é o cliente que entra na loja é tão importante quanto compreender que dificilmente uma loja vai atender muito bem todos os perfis de pessoas. Isso porque cada tipo de consumidor deseja um tipo de atendimento e tentar agradar a todos ao mesmo tempo é muito próximo de não agradar a ninguém. “Encontrar o DNA da loja é o grande desafio. Quando a equipe tem isso claro fica mais fácil de o consumidor entender qual a essência da loja e o que esperar dela”, comenta Cristiane. A dica da especialista é buscar a originalidade de cada negócio. “Busque o motivo pelo qual a loja existe e quem é seu foco. Quando há um propósito claro e motivador, o cliente interage o tempo todo”, finaliza. Conheça, a seguir, as principais características que ajudam a compreender os membros de cada geração, compartilhe com a equipe e bons negócios.

Baby boomers (nascidos entre 1945 e 1960)

Nascidos após o fim da Segunda Guerra, os baby boomers têm hoje entre 50 e 70 e tantos anos e se caracterizam pelo conservadorismo e pela busca de estabilidade. Normalmente, trabalharam bastante e hoje querem curtir a aposentadoria, mas muitos que moram com a família são responsáveis pelo sustento da casa. Boa parte mora sozinho e precisa de mais tempo que os mais jovens para compreender as mudanças. Porém, os que já descobriram as facilidades da tecnologia não abrem mão dela. Em geral, são pacientes e exigem a mesma paciência e dedicação para com o atendimento das lojas. “O que essa geração mais sente falta é da educação e do respeito, e estão mais preparados do que se pensa para aceitar a diversidade no atendimento”, descreve a consultora Cristiane Ribas Machado.

> Dica de atendimento: Mostre atenção total à necessidade deste cliente e considere todas as dificuldades que ele pode ter para usar o bem que está sendo ofertado. Cuidado e atenção das lojas são recompensados com a fidelidade na hora do consumo.

Geração X (nascidos de 1960 a 1980)

Cresceram em famílias, na maioria, estruturadas e rígidas, por isso respeitam a hierarquia. Foram muito influenciados pelo capitalismo, costumam ser materialistas e adquirem bens e marcas por status. O “ter” representa muito para eles, mas pesquisam bastante antes de comprar, mesmo tendo praticamente 50% a mais de renda do que a geração Y. Entre razão e emoção, a geração X fica com a razão, por isso o foco deve ser o produto, e não o propósito. Viram a entrada da tecnologia no dia a dia (pois foram eles mesmos que criaram), mas são apegados ao que já conhecem, o que exige muito conhecimento para convencê-los. Estão no comando das empresas e buscam equilibrar a vida pessoal e a profissional, o que os faz valorizar a praticidade para resolver as tarefas.

> Dica de atendimento: Demonstre os benefícios do seu produto ou serviço e como aquilo pode facilitar a rotina do usuário. Destaque os argumentos racionais, mas entenda que muitas vezes um produto representa muito mais do que parece.

 

Geração Y (nascidos de 1980 a 1995)

Velocidade, mudança, consciência ambiental e falta de lealdade a marcas são características marcantes da geração Y, também chamada de Millenial. É a geração mimimi (ou me me me, que significa mim mim mim, em inglês) porque se considera o centro das atenções. Mais do que coisas, eles buscam causas e esse é um dos poucos motivos que fidelizam esse consumidor. Já nasceram num mundo digital e usam essas ferramentas para quase tudo. Apesar disso, é a geração que está resgatando os saberes artesanais e é a que mais reflete e considera os impactos do seu consumo para o planeta. Eles exigem flexibilidade e dificilmente seguem regras sem questionar.

> Dica de atendimento: Esta geração pesquisa muito e não gasta seu dinheiro se não estiver convencida de que está fazendo um bom negócio. Então, domine completamente o que você está oferecendo e prepare-se para responder a todos os questionamentos, que não são poucos.

 

Geração Z (de 1995 a 2010)

São multitarefas, céticos e acreditam que nem tudo precisa ser cobrado, por isso oferecer conteúdo útil (em troca de dados, claro) é uma ótima estratégia para se vincular a esse consumidor. Eles estão entrando no mercado de trabalho agora, mas há muito tempo exercem influência sobre os seus responsáveis, por isso possuem grande poder de compra. Têm facilidade de compreender as novidades e compram em todas as plataformas existentes, mas exigem disponibilidade total das marcas: sempre e rápida. Mais do que produto ou propósito, valorizam a experiência. “Por serem multiplataforma, os que vão à loja física querem experimentação e troca de informação. Muitas vezes, a loja será somente o showroom, porque a compra será via digital”, descreve Cristiane.

> Dica de atendimento: É preciso estar em sintonia com esse cliente e conhecer quem exerce influência sobre ele, o que os seus influenciadores falam, o que usam. Se o cliente quer apenas olhar, esteja atento, mas deixe ele solicitar ajuda, ou pode passar a impressão de um atendimento chato.

 

Geração (alpha, nascidos a partir de 2010)

Apesar de ainda crianças, essa geração será a mais escolarizada de todas e já tem um amplo acesso à tecnologia, pois sabem como usá-la. São muito autônomos e aprendem rápido por meio da observação. Recebem estímulos desde cedo, por isso parecem ser muito espertos e questionam tudo, ainda mais cedo do que as gerações anteriores. São filhos de gerações que convivem há mais tempo com o conceito de igualdade, por isso não veem diferença em função de gênero. O empoderamento das meninas e uma paternidade mais afetiva são realidade para eles, o que deve transformar o modo como eles serão quando adultos. Mas são muito impacientes porque sempre tiveram tudo na hora que queriam.

> Dica de atendimento: Os responsáveis levam muito em conta a opinião deles sobre tudo, por isso é essencial compreender como as crianças reagem aos estímulos. Mesmo onde eles são coadjuvantes, exercem forte influência, portanto ofereça ambientes nos quais eles fiquem confortáveis e distraídos e entenda que eles sempre serão a pessoa mais importante na venda.

 

“O fácil acesso à informação e aos bens tornou o consumidor mais jovem superexigente. Mas educação e respeito ao cliente, independentemente da geração a que ele pertence, são indispensáveis.” Cristiane Ribas Machado

(fonte: Sindilojas POA – https://www.sindilojaspoa.com.br/imprensa/noticias/como-se-preparar-para-atender-bem-as-diferentes-geracoes-de-consumidores )

Como se preparar para vender mais na Black Friday

Há tempos que a Black Friday é tradição nos Estados Unidos, com o comércio oferecendo descontos altos e os consumidores aguardando em longas filas na porta das lojas, sempre na sexta-feira seguinte ao feriado de Ação de Graças. Nos últimos anos, no entanto, as vendas online têm se tornado tão ou mais fortes que as vendas offline, e os descontos migraram para essa plataforma.

Foi nessa época, também, que a Black Friday chegou ao Brasil. Quando aportou aqui no país, a ideia sofreu rejeição e chegou a ser chamada de Black Fraude. Isso porque algumas lojas aumentavam o preço nas semanas anteriores à data para depois diminuí-los, dando uma falsa impressão de desconto e fazendo com que os clientes pagassem “a metade do dobro”.

Mas, com o surgimento de ferramentas que permitem ao consumidor monitorar os preços nos últimos meses e identificar o decréscimo real no valor do produto, esse cenário tem se modificado.

Quem pode investir na Black Friday?

O mais comum, até pela quantidade de players, é vermos ações de empresas B2C. De fato, são as vendas voltadas para o consumidor final que mais movimentam dinheiro nesse dia.

Mas e os negócios B2B, podem se beneficiar da Black Friday? Sim! Apesar de a venda clássica nesse dia ser B2C, se você vende para negócios também pode fazer ofertas.

Em empresas de vendas complexas – como é o nosso caso – o anúncio da promoção pode ser uma oportunidade de reativar contatos que desistiram da compra, além de acelerar negociações que estão paradas no processo de vendas. E, ainda, de atrair pessoas que já estavam interessadas no produto e que acabam fechando negócio com um ciclo de vendas mais rápido que o usual.

Como se preparar

A Black Friday é um dos picos de tráfego de ecommerces e oferece grandes chances de fechar mais vendas em um único dia, pois trabalha com urgência e antecipação de expectativa. Veja algumas dicas que você pode colocar em prática desde já:

Analise os dados de anos anteriores

Se sua empresa já participou de outras edições da Black Friday, você provavelmente tem dados bem relevantes que podem ser explorados, visando uma otimização de resultados no ano atual.

Dados como número de vendas e receita obtida são parâmetros importantes para você traçar metas realistas para o ano corrente.

Da mesma forma, outras estatísticas como número de acessos simultâneos e interação da audiência nas redes sociais são outros indicadores para você analisar. É primordial que você mantenha uma estrutura sólida para que seu site não caia caso receba um número muito alto de visitas. Também é preciso estar preparado para interagir em tempo real com potenciais compradores.

Analisar também se deu resultado as palavras-chave que foram usadas no passado, estratégias de conteúdo e mídias utilizadas para promoção. É uma boa hora para deixar para trás o que não funcionou e continuar testando que deu resultado.

Enfim, o segredo é utilizar esse histórico para tentar prever ações futuras. Estudar o comportamento do consumidor no ano anterior para aproveitar melhor a oportunidade de vendas, e atingir a persona certa com uma maior precisão.

Prepare as ofertas e a estratégia de divulgação

Faça um planejamento estratégico, avaliando quais produtos colocará em promoção, qual será o desconto oferecido, quantos emails serão enviados etc.

Para escolher esses produtos, recomendamos as seguintes estratégias:

  • Os que têm maior margem para desconto,
  • Os que estão parados no estoque
  • E os produtos “isca” – produtos baratos que vendem bem e são porta de entrada para outras vendas.

Se você oferece um curso ou algum outro produto online que seja escalável – aqueles em que, diferentemente de um produto físico, não há um custo alto de produção – essas são sempre boas ofertas.

Definidas as ofertas, faça uma estratégia de divulgação.

É interessante, nas semanas anteriores à Black Friday, criar expectativa de boas ofertas e começar a trabalhar com uma das características principais da data: a urgência em fechar negócio ou realizar uma compra naquele dia específico.

Também é importante desde já começar a preparar as imagens dos produtos que serão ofertados na Black Friday, tanto para não precisar correr na última hora quanto para evitar erros e anunciar valores errados. Dessa forma, as pessoas ficam sabendo que haverá descontos e conseguem planejar as compras que desejam fazer.

Crie uma Landing Page específica para a Black Friday

Uma boa estratégia para colocar em prática antes da Black Friday é criar uma LP específica para captar o contato de pessoas interessadas em saber quais são as ofertas da sua empresa. Fazer essa página é uma forma de encorajar o “act now”.

Você pode colocar na Landing Page um aviso de estoque limitado, por exemplo, em que, ao deixar seu contato, o visitante ficará sabendo antes de todo mundo das promoções ou receberá uma oferta do tipo “exclusivamente por email, começaremos as vendas com desconto já na quinta à noite”.

Pense que centenas de outras lojas vão mandar email na sexta de manhã. Alcançar antes da sexta-feira quem já se inscreveu pode ser uma boa estratégia para se diferenciar.

Aproveite a mídia paga

Coloque o pixel de remarketing em todo o site, caso não o tenha. Você também pode criar listas de remarketing por categoria e por produto, caso se aplique. A ideia aqui é, no dia, mostrar ofertas específicas para públicos segmentados e aumentar a taxa de conversão.

Você também pode direcionar o tráfego diretamente para a Landing Page da Black Friday (isso, aliás, é uma regra geral da mídia paga: nunca direcione o visitante para a home do site, mas sim para páginas específicas, seja Landing Page ou página do produto).

Faça uma campanha de Email Marketing

Definidas as ofertas, prepare listas de segmentações de pessoas que já demonstraram interesse em determinada categoria de produto, comprando ou visitando o site. As segmentações também podem ser definidas a partir de produtos relacionados com compras anteriores, como um upgrade dos produtos comprados, por exemplo.

Essas campanhas devem ser preparadas com antecedência e, principalmente, testadas. Já imaginou mandar um email com o valor errado ou com um link quebrado? Certifique-se, também, de que os templates de Email Marketing são responsivos.

Reative contatos de vendas

Para o time de vendas, a Black Friday é uma oportunidade de reativar contatos – pode ser via Email Marketing ou prospectando-os durante a semana.

Por isso, alinhe suas expectativas e tire dúvidas dos vendedores. O time de vendas deve tomar cuidado para não fazer vendas desalinhadas ou vender para Leads que não são qualificados. Além disso, no caso de vendas complexas, tenha em mente o acordo feito entre marketing e vendas (Service Level Agreement ou SLA) para não atrair clientes que, em curto prazo, acabarão dando churn.

Lembrando também que, no ecommerce, o vendedor é o próprio site. Por isso, antes da Black Friday, é importante melhorar a descrição e inserir características como medidas, cor do produto – até um vídeo mostrando o produto é válido. Muitas lojas simplesmente copiam e colam as informações do site do fornecedor, mas isso não é uma prática recomendada porque fará com que você perca o rankeamento. Além disso, caso não encontre as informações que deseja no seu site, é possível que o visitante vá procurá-las na loja concorrente.

Utilize um pop-up de saída em seu site

Muita gente acha chato, mas colocar pop-ups no site ainda funciona bem. Um bom modelo é o exit-intent pop-up, que mostra uma mensagem de “já vai embora?”, por exemplo, quando o visitante vai deixar o site. Para isso, você pode usar ferramentas como o Sumome e o Optinmonster.

Prepare um suporte em tempo real

Tenha consciência de que o movimento em seu site deve ser maior do que o normal se você estiver realizando uma campanha de Black Friday.

Junto a esse aumento de visitantes simultâneos, deverão aumentar o número de visitantes que terão dúvidas pontuais sobre determinados produtos ou serviços.

Algumas opções como Olark e Zopim são alternativas bem conhecidas para você implementar no seu site e tirar essas dúvidas rápidas dos clientes. Deixe sempre uma equipe preparada para responder à audiência nesses canais.

Além disso, consumidores cada vez mais buscam interagir com as empresas em redes sociais como Facebook ou Twitter. Não esqueça desses canais, e monitore durante o dia para ver se há algum cliente insatisfeito publicando algo sobre seu site, por exemplo.

Faça um atendimento de excelência

É importante sempre atender o cliente da melhor maneira possível. Ser Customer First é parte de uma cultura primordial para o bom crescimento de uma empresa, e uma tecla que sempre gostamos de bater aqui na Resultados Digitais.

No entanto, pode ser que a Black Friday exija que sua empresa dedique uma atenção ainda maior aos clientes. Isso porque a concorrência é enorme, e há grandes chances de o cliente optar por outra opção caso ele tentar entrar em contato com sua empresa e não conseguir uma resposta.

Seja honesto e faça descontos de verdade

A Black Friday, apesar de oferecer descontos valiosos para o consumidor, também já foi alvo de piada por conta de empresas que se aproveitaram do momento com campanhas de má fé, aumentando o valor dos produtos para aumentar o valor dos descontos.

Paródias como “Black Fraude” e “Tudo pela metade do dobro” foram já muito disseminadas na internet em anos anteriores, e isso alertou os consumidores.

Há sites que monitoram os preços durante o ano todo, e que os consumidores podem usar para entender se há desconto mesmo ou se o desconto é forjado.

Para não sofrer consequências negativas nas redes sociais ou no Reclame Aqui, seja honesto com seu cliente. Ofereça descontos de verdade para conquistá-lo e fidelizá-lo. Lembre-se que um cliente satisfeito pode voltar a efetuar outras compras em seu site ou até mesmo a expor sua satisfação nas redes sociais, gerando prova social gratuita para seu negócio.

Se você quiser conhecer mais estratégias para a Black Friday, acesse o nosso eBook! Basta preencher os dados abaixo para receber gratuitamente.

(fonte: Resultados Digitais – https://resultadosdigitais.com.br/blog/black-friday-como-vender-mais/ )