Comércio Lojista poderá funcionar no feriado de 7 de Setembro

O SINDILOJAS/BH informa que o comércio lojista de Belo Horizonte está autorizado a funcionar no feriado do dia 7 de setembro de 2.018 (Dia da Independência), conforme Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho.

Para poder funcionar nesse feriado, a empresa deverá requerer ao SINDILOJAS/BH e ao SEC/BH a Certidão de Regularidade, atestando que está em dia com as contribuições previstas na CCT.

No comércio de rua, a jornada de trabalho será de 8 horas.

A jornada de trabalho em Shopping Center será de 14:00 às 20:00 horas, com exceção do Shopping Cidade e Shopping Norte, que será de 10:00 às 16:00 horas.

A empresa deverá conceder, além do repouso para descanso e alimentação, uma folga compensatória em até 60 dias após o mês de setembro. Não existe necessidade de pagamento de gratificação.

Saques do Pis/Pasep devem injetar R$ 10 bi na economia

O resgate das cotas do Fundo Pis/Pasep, liberado para beneficiários de todas as idades até o dia 28 de setembro, pode injetar até R$ 10,3 bilhões no segmento varejista. Os cálculos são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), tomando como base o saldo de cerca de R$ 35 bilhões disponíveis no fundo.

Se essa projeção se confirmar, o comércio pode ser mais beneficiado do que com o que foi liberado das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou mais de R$ 44 bilhões na economia do país no ano passado, com R$ 10 bilhões sendo absorvidos apenas pelo varejo.

“A estimativa é mais otimista para os efeitos do PIS/Pasep porque o comprometimento da renda das famílias hoje, na faixa dos 17%, é melhor do que no ano passado, quando quase 20% da renda estava comprometida com o pagamento de dívidas, parcelas de bens, entre outros”, explica Fábio Bentes, chefe da divisão econômica da CNC.

Segundo ele, a disponibilidade de recursos pelas famílias é maior este ano, apesar da “frustração” com a tímida recuperação do mercado de trabalho e o aumento da inflação em relação a 2017.

“No ano passado, a gente viu que o segmento que mais se beneficiou da liberação das contas inativas do FGTS foi o de vestuário, seguindo pelo de material de construção. A tendência é que esses mesmos setores também se beneficiem com os recursos do PIS/Pasep”, acrescenta Fábio. Segundo ele, os efeitos já devem ser sentidos ao longo do mês de setembro. A expectativa é que o comércio cresça, no segundo semestre deste ano, 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ministério do Planejamento calcula que o impacto da liberação desses recursos poderia reforçar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 0,55 ponto percentual em 2018, um valor expressivo tendo em vista a expectativa de crescimento este ano está em 1,6%. Em média, cada cotista do Pis/Pasep deve sacar um saldo de R$ 1 mil.

Na opinião de Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apesar de boa parte das famílias declarar o uso desses recursos para quitar dívidas, isso abre possibilidade para a retomada do crédito. “Boa parte das pessoas usam o dinheiro para pagar dívidas, mas com isso elas voltam ao mercado de crédito”, aponta.

O economista, que é coordenador do Monitor do PIB, diz ainda que após a liberação das contas inativas do FGTS, no ano passado, houve um incremento no mercado de consumo de bens duráveis, que inclui automóveis, eletrônicos, televisores e eletrodomésticos em geral.

“Bens de consumo duráveis são comprados, em geral, por meio do crediário e os consumidores só poderiam fazer essa aquisição caso tivessem liquidado suas dívidas. Esse pessoal voltou ao mercado de consumo”, argumenta. Ele lembra que até abril do ano passado, as estatísticas de consumo de bens duráveis eram negativas e passaram a experimentar um alta crescente, que tem se mantido.

CRONOGRAMA

Desde que o governo federal deu início ao processo de flexibilização dos saques do Fundo Pis/Pasep, em outubro de 2017, até a última atualização do balanço de pagamentos, no último dia 19 de agosto, foram pagos R$ 13,8 bilhões, atendendo 13 milhões de pessoas. Esse número representa 45,5% do total de cotistas do Fundo PIS/Pasep.

Até o dia 28 de setembro de 2018, cotistas de todas as idades têm direito a fazerem os seus saques. Ao todo, são 15,6 milhões de pessoas aptas a resgatar o benefício, com recursos que totalizam R$ 28,4 bilhões.

Após essa data, o benefício volta a ser concedido exclusivamente ao público habitual, formado por cotistas maiores de 60 anos, aposentados, pessoas em situação de invalidez (inclusive seus dependentes) ou acometidas por enfermidades específicas, participantes do Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e herdeiros de cotistas falecidos.

QUEM PODE SACAR

Têm direito ao saque servidores públicos e empregados que trabalharam com carteira assinada entre 1971, quando o Pis/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque.

Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. No segundo semestre do ano passado, o governo já tinha enviado ao Congresso duas medidas provisórias (MPs) reduzindo a 60 anos a idade para saque, sem alterar as demais hipóteses de acesso aos recursos.

O Projeto de Lei de Conversão 8/2018, decorrente da MP 813/2017, que permitiu os saques, foi aprovado pelo Senado no dia 28 de maio e sancionado pelo presidente Michel Temer em junho, quando a flexibilização do saque passou a valer na prática.

(Fonte: Dcomércio)

Brasileiros estão mais propensos às compras

Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em agosto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 0,6% em relação a julho, para 85,6 pontos, após dois meses consecutivos de queda. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 10,7%.

Quatro dos sete componentes da pesquisa tiveram crescimento na passagem de julho para agosto, com destaque para o nível de consumo atual (+3,4%) e a perspectiva de consumo (+1,8%).

“Esse movimento sugere que o susto das famílias com a greve dos caminhoneiros vai ficando para trás, na medida em que os choques de preços observados logo após a paralisação (dos caminhoneiros) não se replicaram nas semanas seguintes”, avalia o economista Antonio Everton, da CNC.

A redução nos preços após a crise de abastecimento, provocada pela greve de caminhoneiros ao longo de 11 dias em maio, fez avançar também a avaliação dos consumidores sobre a renda atual (+0,3%, para 99,3 pontos).

No entanto, mais da metade das famílias (51,5%) declarou estar consumindo menos atualmente do que há um ano (59,3%).

A pesquisa mostrou que o mercado de trabalho ainda é preocupação para os brasileiros. Os componentes que medem a percepção sobre o emprego atual (-0,4%, para 112,4 pontos) e a perspectiva profissional (-0,8%, para 100,2 pontos) ficaram negativos em relação a julho, apesar de se manterem ainda na zona favorável, acima de 100 pontos.

“Isso indica o maior receio das famílias diante da incapacidade da economia de voltar a crescer e gerar postos de trabalho de forma mais consistente”, completou Everton.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Vendas de vestuário e calçados lideram em julho

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,4% em julho na avaliação mensal dessazonalizada, de acordo com os dados de consultas apurados pela Boa Vista SCPC.

No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 4,4% (agosto de 2017 até julho de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior). Já na avaliação contra julho do ano anterior o varejo permaneceu estável.

O resultado de julho aponta leve melhora na atividade do varejo após as turbulências causadas pela greve dos caminhoneiros.

Ainda assim, o mercado de trabalho fragilizado e o baixo desempenho dos grupos de “alimentos” e “combustíveis” desde as paralisações seguem sendo os principais fatores que explicam resultado ainda tímido do indicador.

Espera-se que para os próximos meses, com a gradual redução da desocupação e melhores condições de crédito, o varejo volte a apresentar um crescimento mais robusto.

Na análise mensal, dentre os principais setores, o segmento de móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 0,6% em julho, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 5,7%.

A categoria de tecidos, vestuários e calçados cresceu 2,2% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 1,4%.

A atividade do setor de supermercados, alimentos e bebidas ficou estável no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 4,0%.

Por fim, o segmento de combustíveis e lubrificantes caiu 0,1% em julho considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses ainda apresenta queda de 1,2%.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Ritmo das vendas do varejo deve acelerar, segundo o Ibevar

As vendas do varejo tendem a acelerar nos próximos meses, conforme projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) com apoio do Provar/FIA. Estudo da entidade estima que as vendas do varejo restrito em agosto podem crescer cerca de 2,2%, na comparação com o mesmo período do ano anterior e, até outubro, o ritmo deve acelerar levemente para 2,8%.

Os maiores crescimentos, no entanto, estão em bens de consumo considerados essenciais, como alimentos e medicamentos. Itens como moda ou eletrônicos ainda devem ter queda de vendas, conforme o estudo.

O setor de hipermercados e supermercados é um dos que devem contribuir para o crescimento. A entidade projeta aumento de vendas no setor acima de 8,5% nos três meses entre agosto e outubro, na comparação com o mesmo período de 2017.

Artigos farmacêuticos e perfumaria e cosméticos também têm projeção de alta, de 4,36% em agosto, de 5,29% em setembro e de 4,4% em outubro.

Por outro lado, segmentos de consumo mais discricionário ainda vão patinar, na análise do Ibevar. É o caso do segmento de tecidos, vestuário e calçados, para o qual a estimativa é de queda de 6% em agosto, seguida de 5,31% de recuo em setembro e queda de 4,34% em outubro.

O varejo de móveis e eletrodomésticos também deve encolher, com vendas caindo 6,25% em agosto e depois com quedas de 6,94% e 7,22% nos meses seguintes.

(fonte: Diário do Comércio)

O Boticário é a empresa mais admirada do varejo

Um estudo inédito, que rastreou e analisou amostras de cinco milhões de vídeos e mensagens de consumidores nas redes sociais, conferiu a O Boticário, fabricante de cosméticos, o título de empresa mais admirada no varejo brasileiro, concedido pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo).

O Boticário sagrou-se campeão entre 120 empresas de 15 diferentes segmentos do varejo de bens, que no ano passado movimentaram R$ 1,3 trilhão no mercado brasileiro.

Com mais de 4 mil pontos de venda espalhados por 1.750 cidades brasileiras, O Boticário opera ainda e-commerce e venda direta.

O espaço interno da nova loja é amplo para que os clientes possam testar os produtos em frente às prateleiras ou em áreas específicas com bancos e espelhos.

O que chama atenção no ranking de imagem, que buscou identificar as empresas que mais se aproximaram dos consumidores em função de estratégias e ações que vão muito além do aspecto comercial, realizado em parceria com a Epistemics, consultoria de inteligência de dados, é a ausência da Natura, concorrente frontal de O Boticário.

“É um levantamento muito interessante, por fazer uma varredura de quem fala de marcas na internet de maneira espontânea”, afirma Jaime Troiano, presidente da Troiano Branding, que elabora rankings de marca para veículos de comunicação.

Com campanhas que sempre ressaltam seus compromissos com a sustentabilidade, por décadas a Natura -dona também da The Body Shop – liderou listas que consideram o prestígio da marca.

Em outro levantamento, batizado de Marcas Mais, promovido pelo jornal O Estado de S.Paulo, O Boticário também despontou em primeiro lugar, seguido pela Natura.

“Nos últimos dois anos quem tem feito mais movimentos no mercado é O Boticário”, diz Troiano, um dos maiores especialistas em branding no Brasil. “A marca mexeu com a questão da diversidade de gêneros e passou a acumular altos níveis de recall (memorização) na mente dos consumidores.”

Troiano se refere, por exemplo, às campanhas que deram o que falar nas redes sociais veiculadas pela marca, como a do Dia dos Namorados, protagonizada por casais gays e do Dia dos Pais, estrelada por uma família negra.

Outra hipótese que segundo ele contribuiu para a ampliação da imagem da marca foi o fato de iniciar atividades no porta a porta, o canal de vendas por excelência da concorrente. Outra marca do grupo, Eudora, voltou a ganhar lojas.

Numa conjuntura marcada por elevado desemprego e dinheiro curto, O Boticário, segundo o especialista, soube adaptar sua linha de produtos a preços médios inferiores aos da Natura.

A visibilidade proporcionada por um portentoso conjunto de lojas franqueadas, que avança celeremente, sempre favoreceu O Boticário.

No mês passado, O Boticário inaugurou em Moema, na zona sul paulistana, uma loja inspirada em uma botica, que remete ao começo da história da marca, porém aliada a tecnologias inovadoras de varejo para gerar novas experiências de compra.

Há telas com conteúdo interativo para que a clientela conheça como são feitos os produtos e ampla bancada para experimentar os produtos.

A dinâmica competitiva se torna ainda mais relevante quando se observa que o mercado brasileiro de cosméticos, que movimentou um consumo de R$ 45 bilhões no ano passado, é o terceiro mais volumoso do planeta, de acordo com a Euromonitor.

Cada ponto conquistado na mente do consumidor é, portanto, valioso, sobretudo para O Boticário, que detém 10,8% de participação nas vendas do segmento de cosméticos e cuidados pessoais, ligeiramente atrás da Natura (11,7%), de acordo com o Euromonitor.

Troiano afirma desconfiar que as constantes mudanças de executivos na cúpula da Natura, neste período, de alguma forma teriam desalinhado a coesão de sua cultura -ums traço mais marcantes da empresa fundada pelo empresário Luiz Seabra.

Entre os segmentos, o ranking de Imagem trouxe algumas surpresas. A rede Panvel, com forte concentração na região Sul, mas presença ainda incipiente em São Paulo, é a mais admirada entre as redes de farmácia, seguida pela Drogasil.

A Saraiva lidera as redes livrarias, seguida pela Cultura, hoje também dona da Fnac.

AS MAIORES DO VAREJO

Pelo segundo ano consecutivo, o Carrefour posicionou-se no topo do ranking das maiores varejistas do país pelo critério de faturamento, de acordo com a lista elaborada pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo) em parceria com o Provar/FIA.

Para ranquear essas empresas, foi considerado o faturamento de 2017, o número de lojas e o de funcionários. Seguindo esses critérios, a rede francesa, que no conjunto das suas bandeiras possui 638 lojas e mais de 82 mil funcionários no país, faturou R$ 52,3 bilhões, uma alta 6,7% ante 2016.

O Carrefour ficou em primeiro lugar também na divisão por setor, categoria Hiper e Supermercados, e mais uma vez, superou o concorrente Grupo Pão de Açúcar (GPA), a segunda maior varejista do ranking principal ao faturar R$ 48,4 bilhões, uma alta de 7,7%.

Há dois anos, o GPA passou a divulgar os resultados da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) em separado da operação alimentar -o que explica o avanço do Carrefour no Top 5.

No ranking de imagem, o Carrefour também marcou presença, já que outra bandeira do grupo, o Atacadão, liderou no segmento Atacado.

Com 155 unidades de autosserviço, 23 centrais de atacado e uma unidade da bandeira Supeco, em 2017, o Atacadão foi eleito, pela quarta vez consecutiva, pelo  “Prêmio Época Reclame Aqui” como a empresa que melhor atendeu seus clientes no país.

CARREFOUR: NO TOPO PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO

Na lista das cinco maiores empresas do varejo brasileiro [veja o quadro acima], aparecem ainda a própria Via Varejo em terceiro lugar, seguida pelo Walmart Brasil e Lojas Americanas.

Nesse grupo, a única mudança em relação ao ranking do ano passado foi a queda do Walmart, que fechou diversas operações no Brasil a partir de 2016 e acabou perdendo a posição para a Via Varejo.

De acordo com o Ranking Ibevar 2018, no ano passado as 120 maiores empresas do varejo de bens de consumo faturaram juntas meio trilhão de reais, o que equivale a 8% do PIB brasileiro

Diante desses números, Luiza Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e patrona do ranking, lembrou que, se antes “a útima coisa que alguém queria ser era vendedor”. Mas o setor se uniu, ganhou força e hoje é o segundo maior empregador do país, só perdendo para o governo.

“Nossa margem de lucro é pequenininha, mas só crescemos dessa forma porque adoramos vender”, brincou a carismática empresária.

EFICIÊNCIA

Por último, o Ranking de Eficiência considerou fatores como produção, funcionários e números de lojas baseada em métodos estatísticos.

Dentro de um indicador que vai de 0 a 100, foram consideradas as campeãs por segmento, ou seja, as que atingiram 100 pontos.

No segmento Drogarias e Perfumarias, as mais eficientes foram Raia Drogasil, O Boticário, Dimed (Panvel), Drogaria Araújo e Drogaria Onofre.

Em Fast Food e Restaurantes, destacam-se McDonald’s Burger King, Giraffas, IMC e AM/PM.

Em Hiper e Supermercados, Carrefour, Makro, Mundial, Atakarejo e Formosa. Em Eletrônicos e Móveis, foram a Via Varejo, Magazine Luiza, Fast Shop, Fujioka e Tok & Stock. Em Moda e Esportes, lideram a Renner, Grupo Guararapes (Riachuelo), Havan e Inditex.

Os destaques em Material de Construção foram Leroy Merlin, Telhanorte, Herval e Cassol. Por último, na categoria Especializado e Outros, as líderes foram Cacau Show, Kalunga, DPaschoal e FNAC BR.

Para Cláudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do Provar/FIA e do IBEVAR, analisar apenas o faturamento diz muito pouco.

“Por isso, nossa pesquisa vai além dessa diretriz ao apontar empresas que mais se destacam em eficiência e, principalmente, como são lembradas pelo consumidor final.”

(fonte: Dcomércio.com.br)

(Foto: Divulgação)

Perdas no varejo chegam a US$ 100 bilhões no mundo todo

O varejo mundial registrou perdas de 99,56 bilhões de dólares ao longo de 2017. Só no Brasil, as perdas chegaram a 2,34 bilhões de dólares, o que representa 1,99% da receita. Os números brasileiros estão acima da média mundial, que é de 1,82%.

Furtos e roubos dentro dos pontos de venda cometidos não cometidos por funcionários são a maior causa de perdas ao varejo brasileiro, representando 29,17%, quase um terço do total de perdas. As perdas cujos culpados principais são os fornecedores ficaram na segunda posição, com 27,9%. Na sequência vem problemas de gestão de estoques, com 21,93% do total. Furtos ou fraudes realizados por funcionários responde por 21%.

No mundo, furtos em lojas praticado por consumidor também lideram as perdas, com 34,34% do total. Perdas por conta dos fornecedores (24,28%), furtos ou danos causados por funcionários (22,95%) e problemas na gestão de estoque (18,43%) fecham a lista.

Segmentos que mais sofrem

As lojas de departamento são as que mais apresentam perdas em relação à quantidade de vendas, com 2,35%. Em seguida está o segmento de moda, com 2,22%. Atacarejo é o terceiro, com 2,13%, seguido por eletrônicos (1,60%), produtos para casa e jardim (1,60%) e hipermercados (1,53%).

Entre os produtos mais furtados estão peças de vestuário, bebidas alcoólicas e eletroeletrônicos (tablets, smartphones e câmeras digitais).

Pesquisa

Os dados são da pesquisa Sensormatic Global Shrink, da Tyco Retail Solutions, líder global em prevenção de perdas e inteligência de inventário, e da PlanetRetail RNG, especializada em inteligência de mercado. O índice mede o desempenho de varejistas em todo o mundo e compara taxas de perdas de outros varejistas da mesma região e vertical.

O estudo abrange mais de 1.100 profissionais em posição de liderança em empresas de varejo em quatro regiões, 14 países e 13 segmentos. No total, são mais de 229 mil lojas contempladas pela pesquisa e faturamento de 1,5 trilhão de dólares.

(fonte: Portal No Varejo)

Após dois anos de queda, parcelamento no cartão volta a subir

A proposta de se passar a cobrar juros dos consumidores nas compras parceladas no cartão de crédito gerou um amplo debate entre representantes de bancos e representantes do comércio no início deste ano.

De um lado, argumentava-se que, para viabilizar economicamente a redução do prazo de pagamento aos lojistas das vendas na modalidade – atualmente de 30 dias –, seria preciso repassar ao menos parte dos custos da mudança para os consumidores que parcelam as compras – e são subsidiados no atual modelo.

Do outro lado, temia-se que a redução ou extinção do parcelamento sem juros prejudicasse o comércio e a retomada da economia.

Um dos principais desafios na avaliação do impacto de propostas como esta é estabelecer relações de causa e efeito. Muitas vezes, o máximo que se consegue analisar é a associação entre duas variáveis.

Assim, se não é possível dizer exatamente qual seria o impacto do fim do parcelamento sem juros nas vendas do varejo, ao menos não se pode negar a relevância da modalidade para o comércio e a relação entre a evolução das vendas parceladas e o faturamento dos varejistas.

Segundo cálculos feitos pela área de Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista SCPC, com base nas Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, divulgadas no dia 3 de agosto pelo Banco Central, após dois anos de queda, as vendas parceladas sem juros no cartão de crédito voltaram a crescer em 2017.

Conforme mostra o gráfico 1, após caírem de R$ 154 bilhões em 2014 para R$ 152 bilhões em 2015 e R$ 148 bilhões em 2016, as vendas em 2 ou 3 parcelas no cartão de crédito cresceram 1,3% em 2017 em termos reais – já desconta a inflação –, para R$ 150 bilhões.

Já as vendas parceladas de 4 a 6 vezes no cartão de crédito subiram 6,6% em 2017, chegando a R$ 117 bilhões – após terem recuado de R$ 121 bilhões para R$ 110 bilhões entre 2014 e 2016.

O maior crescimento, porém, foi observado nas vendas em 7 ou mais parcelas, que, com alta de 10,1%, passaram de R$ 86 bilhões em 2016 para R$ 94 bilhões em 2017, aproximando-se, com isto, do valor registrado em 2014, último ano antes da crise, quando as vendas em 7 ou mais vezes somaram R$ 95 bilhões.

O movimento pode ser associado à melhora das condições de crédito, com maior oferta de limites por parte dos bancos, e à retomada de setores como os de vestuário, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, nos quais o parcelamento das compras no cartão de crédito é mais frequente.

De fato, dados do IBGE (Gráfico 2) mostram que, no ano passado, as vendas dos setores de vestuário, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos cresceram acima da média do varejo como um todo. Por outro lado, entre 2014 e 2016, estes setores registraram desempenho abaixo da média geral.

Seguindo a mesma direção, a participação das vendas em 4 ou mais parcelas no volume total movimentado pelos cartões de crédito, que vinha crescendo até 2013, caiu daquele ano até 2016 e voltou a subir em 2017, retornando ao patamar de 28,9%. (Gráfico 3)

Afinal, durante a crise, bancos tornaram-se mais conservadores na concessão de empréstimos e limites, enquanto as famílias cortaram gastos, evitaram se endividar e priorizaram a compra de bens de primeira necessidade. Com a recuperação da confiança, da renda, do emprego e a melhora das condições de financiamento (juros mais baixos e maior oferta de crédito), consumidores puderam retomar projetos adiados como a reforma e decoração da casa ou a substituição do fogão e da geladeira por modelos mais novos.

Apesar da recuperação dos parcelamentos, as transações no débito seguem ganhando espaço na preferência de consumidores e lojistas, tendo atingido R$ 495 bilhões em 2017 (Gráfico 1), crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior, após altas de 4% em 2016 e 1% em 2015.

O melhor desempenho do débito, que já vinha sendo observado mesmo antes da crise, pode ser explicado pela migração dos meios de pagamento, mais intensa entre itens de menor valor, onde a modalidade costuma ser mais utilizada do que o crédito.

Conforme mostra o gráfico 4, o valor médio das compras no débito, já descontada a inflação, caiu de R$ 65 em 2016 para R$ 62 em 2017, seguindo a tendência observada desde de o início da série histórica. O valor médio das vendas em 7 ou mais parcelas no crédito, por sua vez, saltou de R$ 1.028 em 2016 para R$ 1.052 em 2017.

Compras de valor mais alto, como seria de se esperar, estão associadas a um maior número de parcelas.

Nada evidencia, portanto, que a crise trouxe mudanças significativas e duradouras no comportamento de consumidores e lojistas em relação ao uso de meios eletrônicos de pagamento e ao parcelamento das transações.

Seja como for, a necessidade de aprimoramento do sistema de pagamento de varejo no Brasil pode trazer novamente à tona o debate a respeito do parcelamento sem juros e do prazo de recebimento das vendas no cartão.

Afinal, é fato que o modelo atual apresenta uma série de subsídios cruzados, com o pagamento à vista e sem desconto subsidiando compras em parcelas sem juros no cartão de crédito, e o maior prazo de recebimento dos lojistas subsidiando o maior prazo de pagamento de quem paga com cartão de crédito, para ficar apenas em dois exemplos.

A forte relação entre o desempenho do varejo e as vendas parceladas, contudo, sugere que o parcelamento sem juros está profundamente enraizado nos hábitos de consumidores e lojistas brasileiros, de forma que, no caso de alterações no sistema, é preciso se pensar em regras de transição para evitar mudanças abruptas, que poderiam colocar em risco a já tímida recuperação da atividade econômica e a saudável expansão dos pagamentos eletrônicos.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Brasil institui novo modelo de NF-e

As Secretarias de Estado da Fazenda de todo o país anunciaram uma mudança no dia a dia das empresas que emitem Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A antiga versão utilizada pelos contribuintes (3.10) deu lugar à NF-e 4.0 desde a última quinta-feira (02/08). Disponível para testes desde dezembro do ano passado, o novo modelo, de uso obrigatório, apresenta algumas alterações. Boa parte dessas modificações tem caráter técnico e serão aplicadas automaticamente para quem usa um sistema emissor atualizado e confiável.

O coordenador do Jurídico Tributário e Legislativo da Fecomércio MG, Marcelo Morais, observa que a nova versão garante mais segurança aos contribuintes, com a utilização de novo protocolo de criptografia (TLS 1.2). Todavia, ressalta que a fiscalização terá outras informações que poderão aumentar o controle das operações, com a introdução de campos até então inexistentes no documento fiscal, como a forma de pagamento (dinheiro, cartão, cheque ou vale alimentação). “Esse mecanismo poderá maximizar o trabalho de fiscalização, permitindo cruzar informações novas com outras já existentes, como aquelas repassadas pelas operadoras de cartão de crédito.”

Aqueles que não aderirem à nova versão serão impedidos de emitir os documentos fiscais e não terão seus dados verificados pela Receita Federal, Secretarias de Estado de Fazenda ou prefeituras. Sem essa validação, o governo poderá entender que a empresa está omitindo ganhos, o que é considerada uma infração gravíssima, sujeita a penalidades como multas e até prisão.

Novidades da NF-e 4.0

 Fundo de Combate à Pobreza (FCP): para cada situação em que é taxado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), será preciso preencher o campo do FCP, de acordo com o Código de Situação Tributária (CST). Para tanto, é necessário verificar qual a alíquota vigente em cada Estado.

 Validação do Número Global do Item Comercial (GTIN): tornou-se obrigatório o preenchimento dos campos dos códigos de barra cEAN (que corresponde ao produto faturado na nota fiscal) e cEANTrib (que remete ao produto tributado), de acordo com a ramo de atividade do contribuinte.

 Pagamento: nesta versão, os contribuintes que gerarem a NF-e também terão que informar os dados de pagamento. Na versão 3.10, apenas quem emitia a Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) tinha que preencher esse tipo de informação. Outra novidade é que o grupo foi reestruturado no arquivo XML, formato que pode ser aberto por qualquer editor de texto.

 Indicador de Escala Relevante: a partir de agora as empresas terão a oportunidade de indicar bens e mercadorias que não serão submetidos ao Regime de Substituição Tributária.

 Outras inclusões relevantes da versão 4.0: ICMS efetivo, grupo de parcelas, indicador de presença, modalidade do frete, código de benefício fiscal e modificações nos campos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

WhatsApp Business transforma a comunicação dos negócios

Sabe quando você acessa um site e vê lá “número do fax”? Pois esta vai ser a mesma sensação ao visualizarmos um endereço de e-mail!

O WhatsApp Business chegou para melhorar a comunicação entre as pequenas e médias empresas e logo vem a versão para grandes empresas, a Enterprise. A proposta das duas versões do app é uma comunicação mais rápida, segura e em uma única plataforma, sacramentando que não dá mais para ficar esperando pelo e-mail pra fechar negócio.

A “formalização” do app no mundo corporativo (pois sabemos que há tempos empreendedores usam o WhatsApp para falar com clientes, vender produtos e serviços) é reflexo da entrada no mercado de trabalho das novas gerações (Millennials e geração Z). Nós não nos comunicamos ou consumimos mídia mais da forma tradicional. Os vídeos no YouTube ganham da televisão aberta, os filmes e séries no Netflix, a locomoção via bike ou aplicativos como Uber e Cabify, as listas de música no Spotify. É uma mudança natural, de comportamento, que veio para “ficar” – e cabem as aspas aqui porque nada em comportamento, geração, ou tecnologia é estático. As coisas permanecem enquanto fazem sentido. A mudança é inevitável e nos cabe extrair o melhor dela, usando as novidades ao nosso favor.

As novas gerações já vinham matando os e-mails no universo corporativo com uso de outras soluções de mensageria. Empresas como a Slack e a Wrike oferecem plataformas internas, blogs e interação entre os funcionários de uma companhia por meio de canais, grupos, chat e vídeo chamada em contexto empresarial. Criam-se canais sobre temas específicos, documentação centralizada, sem aquela longa troca de e-mails.

Agora, as novas versões do WhatsApp combinadas aos Bots vêm para efetivar uma mudança já anunciada, da Era App para a Era Bot. Segundo o estudo Digital in 2017, feito pelo instituto We are Social, são 139 milhões de usuários da Internet no Brasil e pelos dados do app de chat,120 milhões deles usam o Whatsapp. Por ser um canal livre de spam (uma das maiores preocupações da empresa foi crescer sem nunca deixar isso mudar), já estar nos nossos celulares e não demandar aprendizado de uso. A dupla deve sacramentar a morte do e-mail mais rápido que esperamos.

O motivo para tal mudança é bem claro, o consumidor/cliente quer ser atendido a qualquer momento e espera conseguir as informações que deseja (principalmente o preço) no momento em que saca seu smartphone do bolso. Em vários casos no Google Trends a busca por “preço de produto” está acima de “onde comprar o produto”: pense em você buscando um produto na internet, quer saber o preço e quanto tempo demora para chegar. As pessoas desejam pronto atendimento, informações claras, objetivas, rápidas.

Os bots integrados ao WhatsApp desempenharão esse papel muito bem. Neste sentido, também se espera, evidentemente, uma mudança no mercado de trabalho. O vendedor que só sabe tirar pedido também irá para o mesmo caminho fatal dos e-mails. Vai morrer. Perder seu lugar para o vendedor consultivo.

Em resumo, as novas versões de WhatsApp integradas aos Bots – a API ainda não foi liberada, mas olhando para o histórico da empresa, é mais provável que após o lançamento do Entreprise, ela seja liberada para alguns clientes de alto volume de interações escolhidos a dedo no início – vem sacramentar uma nova Era. Uma Era em que uma nova geração, com comportamentos nitidamente distintos da geração anterior, vem mudar as relações de trabalho, a forma como negociamos e nos comunicamos.

Estamos saindo da “Era dos Apps” para a “Era dos Bots” para manter um diálogo mais dinâmico com o cliente e também e possibilitando o acesso dele aos serviços de forma muito mais ágil. A tecnologia muda em uma velocidade cada vez maior e nós não conseguimos prever o que virá, mas me arrisco a fazer uma previsão de curto a médio prazo: o e-mail vai morrer e o “Botzapp” será, ao que tudo indica, o seu substituto.

Sobre Mateus Azevedo

Sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

Formado em Administração pela ESPM (SP), com pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, Mateus é um dos sócios da BlueLab, responsável pela diretoria de marketing e vendas da companhia. Nessa função, desenvolve a estratégia de vendas, sempre com foco na evolução do modelo de negócios, na experiência do usuário e nas diversas plataformas tecnológicas. Além disso, faz questão de participar da contratação de todos os novos profissionais da empresa.

Mateus iniciou sua carreira em Trade Marketing na Danone do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Em seguida, assumiu a reestruturação de empresas familiares na área metalúrgica, expandindo e diversificando para novos mercados, como projetos de arquitetura estrutural, que garantiram o crescimento mesmo na crise.

Em 2012, ingressou na BlueLab, e fez mudanças significativas na empresa, saltando de uma companhia mais técnica de desenvolvimento de produtos para uma focada em atendimento e experiência do cliente. Fluente em inglês e espanhol, Mateus morou na Austrália por um ano. É grande estudioso e amante da escola austríaca de economia e do livre mercado.

(fonte: Varejista.com.br)