Brasileiros preferem pagar à vista

O pagamento à vista é o meio mais utilizado pela população do país. É o que mostra a pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, realizada este ano pelo Banco Central do Brasil. Em uma questão de múltiplas respostas, 96% dos entrevistados demonstraram preferência pela aquisição de produtos e/serviços em espécie, índice seguido pelo cartão de débito (52%) e cartão de crédito (46%).

A análise considera, entre outros fatores, a percepção dos consumidores e do comércio sobre a conservação das cédulas, formas de armazenagem e transporte do dinheiro, meios de pagamento e elementos de segurança.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, ressalta que o pagamento à vista é uma vantagem para o fluxo de caixa do empresário do comércio. “A maioria das lojas adquire os produtos à vista ou em poucas parcelas, mas realiza a venda em diversas prestações, gerando um descompasso entre pagamentos e recebimentos.”

Em contrapartida, é preciso se atentar ao comportamento dos clientes e se planejar para oferecê-los mais modalidades de pagamento. “O empresário deve avaliar, principalmente, o impacto das escolhas no fluxo de caixa, considerando taxas, prazos e segurança no recebimento”, salienta.

Poupança ‘caseira’

A pesquisa também revelou que 19% da população reserva moedas por mais de seis meses. Desse índice, 56% usam o dinheiro guardado no ‘cofrinho’ para fazer compras e quitar dívidas. Segundo o economista da Federação, guardar o dinheiro em casa é uma estratégia pouco vantajosa, pois a medida é arriscada e não rende juros. “Reservar o dinheiro em casa também é uma desvantagem na hora de obter crédito ou financiamento. Quem mantêm um histórico positivo com bancos pode garantir vantagens no momento de solicitar uma ajuda financeira”, pontua.

Procedimentos de segurança

A pesquisa avaliou ainda o conhecimento da população sobre as medidas de segurança para o combate às fraudes em cédulas. A marca-d’água é o item mais conhecido pelos brasileiros, seguido pelo fio de segurança e pela textura da nota. Já no comércio, a espessura do papel é o item mais utilizado para reconhecimento de uma nota verdadeira, em 48% dos casos, seguido pela cor diferente das notas, com 17%, e pela ausência de marca d’água, com 12%.

A análise do Banco Central apontou que o hábito de verificar a autenticidade da nota está diretamente relacionado ao seu valor. Apenas 9% dos entrevistados declararam verificar sempre a veracidade das cédulas de R$ 2,00. No caso de notas de R$100,00, o percentual ultrapassa 43%.

Acesse, na íntegra, a pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, do Banco Central

(fonte: Fecomércio.com.br)

Onda dos selinhos impulsiona vendas em supermercados

 Juntar selinhos para colar numa cartela e trocar por brindes virou mania entre os consumidores brasileiros. “Parece coisa de álbum da Copa do Mundo, não é?”, diz Maria Cristina Mercon, diretora de marketing do Pão de Açúcar, que lançou esse tipo de promoção em 2016.

Na época, a empresa apenas testava o formato e limitou a campanha às lojas do Rio de Janeiro e do interior de São Paulo.

Mas o sucesso foi tanto que, além de estender a todas unidades da rede, a companhia vai lançar, nesta quinta-feira, a quarta versão da campanha. A rede Extra, do mesmo grupo, e rivais como Carrefour e Coop, com 29 lojas, também entraram na onda.

A “assertividade nas promoções” das bandeiras Extra e Pão de Açúcar chegou a ser citada no balanço do segundo semestre do GPA.

O lucro do conglomerado, controlado pelo francês Casino, teve alta de mais de 350% entre abril de junho, para R$ 526 milhões. Não é à toa que a estratégia das duas bandeiras é continuar com o “troque e ganhe” – o Extra já programou uma nova fase de sua campanha para setembro.

“Em comparação com o consumidor que não junta os selinhos, o que participa acaba gastando, em média, 50% mais”, diz Alberto Calvo, diretor executivo da rede Extra, que lançou sua primeira promoção “Juntou & Ganhou” em abril. Foram distribuídos 183 milhões de selinhos e mais de 900 mil brindes.

A explicação para o sucesso desse tipo de promoção é simples, segundo Celio Ashcar, presidente do conselho da Associação de Marketing Promocional (Ampro): “Todo mundo gosta de ganhar um brinde e de colecionar alguma coisa.”

Além disso, diz a executiva do Pão de Açúcar, juntar e trocar é mais tangível que um sorteio. “Diferentemente de sorteio, que depende de sorte e tem engajamento baixo, o consumidor sabe que vai ter o brinde ao completar a cartela”, diz Maria Cristina.

O cliente acaba concentrando suas compras no mesmo lugar para juntar mais selinhos, explica a executiva. “O pão que compraria na padaria, o legume da feira, a carne do açougue –ele acaba comprando tudo aqui.”

Ou seja: esse tipo de iniciativa também aumenta a frequência de visitas às lojas. No caso do Pão de Açúcar, o cliente que participa da promoção acaba gastando em média 35% mais (em valor), de acordo com a executiva.

Ao contrário dos sorteios, as promoções “Junte e Troque” não precisam de autorização da Caixa Econômica Federal. Mesmo assim, exigem preparo dos varejistas.

“Levamos seis meses para lançar a campanha”, explica Calvo, do Extra. Além do treinamento de pessoal, confecção das cartelas e selinhos numerados para evitar fraudes, é preciso escolher os brindes, negociar sua compra e estipular espaço nas lojas para o estoque desses itens. Cada campanha dura, em média, quatro meses.

No Pão de Açúcar, assim como no concorrente Carrefour – que ofereceu itens de cozinha com a grife Masterchef, programa de TV que a empresa patrocina –, os brindes são ligados à gastronomia.

A mais recente campanha do Carrefour, segundo Silvana Balbo, diretora de marketing da operação brasileira do grupo francês, distribuiu 633 mil brindes entre clientes que colecionaram um total de 68 milhões de selinhos.

A executiva destaca que a edição 2018 da campanha – que se estendeu de fevereiro até o último dia 17 – teve alcance nacional, embora a empresa já viesse realizando ações regionais semelhantes desde 2016.

No Pão de Açúcar, já foram distribuídas mais de 800 mil panelas e pouco mais de 1 milhão de facas e utensílios de cozinha da grife do chef britânico Jamie Oliver – que também será a estrela da próxima campanha.

Desta vez, porém, em vez de selinhos, os consumidores receberão figurinhas para colar em um álbum e terão como brindes brinquedos de pelúcia e kits de horta. O mesmo pacote de prêmios, com foco na família e alimentação saudável, foi usado pela rede varejo australiana Woolworths, há quatro anos.

Entre as redes do GPA, Pão de Açúcar e Extra adotaram estratégias diferentes. Na primeira, voltada às classes A e B, além de colecionar os selos, alguns produtos exigiam o pagamento de R$ 9,99 a R$ 129,99. Na segunda, como o perfil de consumidor também abrange as classes C e D, só colecionar os selos bastava para fazer a troca.

(fonte: Dcomércio.com.br)

A economia se recupera devagar, quase parando

A recuperação da economia se tornou ainda mais lenta, num cenário que transporta nas costas os efeitos da greve dos caminhoneiros e que teme, pela frente, o que pode acontecer na sucessão presidencial.

Foi esse, em resumo, o quadro apresentado nesta quinta-feira (26/7) pelos participantes da reunião mensal do Comitê de Avaliação de Conjuntura, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O encontro foi desta vez coordenado por Edward Tadeusz Launberg, conselheiro da associação.

Os indicadores macroeconômicos continuam mornos, com uma novidade. Em lugar de o PIB crescer este ano 1,5%, como indicado pela última pesquisa Focus –feita pelo Banco Central com economistas do setor privado -, o crescimento poderá ser um pouco menor: 1,2%.

É uma projeção interna do Instituto de Economia Gastão Vidigal, que faz parte da ACSP.

Os demais indicadores são um pouco mais conhecidos, como o déficit do setor público (1,4% para o déficit primário, bem melhor que os 10% negativos no pico da crise), um IPCA-15 em 4,53%, número próximo da meta, e os salários com crescimento anual de 1,2%.

Com números tão modestos, é compreensível que o varejo restrito (que não leva em conta veículos e material de construção) cresça este ano 3,6% com relação a 2017, ano bem mais afetado pela crise.

ELETRÔNICOS

O setor de eletroeletrônicos fechou o primeiro semestre com um crescimento de 2,8% na linha branca (geladeiras, fogões), mas com alta de 30% no segmento de televisores -algo perfeitamente previsível em razão da compra de aparelhos para a Copa do Mundo.

Os eletrônicos portáteis cresceram 13%, enquanto o emprego no setor decresceu 0,5%.

São números nacionais. Que, no entanto, segundo o IBGE, permanecem bastante tímidos se comparados ao pico de produção e venda registrado por cada setor na atual década.

Os móveis e eletrônicos, por exemplo, continuam 25% abaixo do patamar alcançado em 2014. Com relação àquele ano, as vendas do varejo são hoje 7,1% inferiores.

Quanto ao material de construção, comparado ao pico de 2012, a queda é de 16,9%. E os automóveis, comparados àquele ano, que também registrou a mais elevada atividade, a queda é de 41,9%.

A comparação serve para mapear o longo caminho que ainda precisa ser percorrido para que a economia se recupere do desastre que foi a recessão patrocinada pela gestão de Dilma Rousseff.

FARMÁCIA

O varejo de medicamentos e cosméticos cresceu em junho apenas 0,57%, com oscilações desiguais: menos vendas para os medicamentos mais caros, e um pouco mais para os mais baratos.

Existem no Brasil 85 mil farmácias. Elas hoje atravessam um duplo processo. De um lado, as seis grandes redes, capitalizadas por fundos estrangeiros, abrem indistintamente novas lojas para se manter em visibilidade e fazer frente à concorrência.

De outro lado, os pequenos varejistas partem para o associativismo. Pelo mecanismo, eles compram de determinados laboratórios a preços negociados de maneira coletiva. Mas as compras são individuais.

INDÚSTRIA

O setor industrial crescia 4,5% neste primeiro semestre, mas despencou 6,6% com a greve dos caminhoneiros.

Com isso, o acumulado em um ano caiu para 2%, e é mais que provável que números insatisfatórios (relativos a maio deste ano, quando o transporte rodoviário foi paralisado) tenham algum efeito até maio de 2019.

A indústria brasileira também se ressente da queda das importações argentinas, que eram um mercado importante e agora está com problemas.

Há por fim o fator inflação. Por mais que prossiga pouco elevada, ela registrou um pico em maio, em razão da baixa oferta de produtos de primeira necessidade.

Com isso, os índices inflacionários atingem também o poder aquisitivo das famílias. Com os preços estacionados num novo patamar, as compras tendem a cair.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Um levantamento feito por associações comerciais junto a 530 varejistas de todo o país demonstra que as vendas subiram apenas 6% no último semestre.

O setor permanece pessimista, sem poder reajustar seus produtos, em razão dos estoques e da baixa demanda.

Grosso modo, as novas construções são adiadas, e o setor depende muito mais da compra de material para pequenas reformas.

EMBALAGENS

O setor atravessa um momento de transformação. Há estabilidade em produtos como embalagens para creme dental. Mas ocorreu paralelamente uma queda em iogurte, margarina e sorvete.

A venda de sabão em pó dentro de caixas de papelão está em queda, seguindo a tendência mundial pela qual o produto vem embalado em sacos plásticos.

Mas o papelão que deixa de ser consumido com esse produto é em grande parte redirecionado para a embalagem de produtos do comércio eletrônico.

E nesse setor há o exemplo de alimentos vendidos para o consumo imediato. Operam na cidade de São Paulo, por exemplo, 130 mil motoboys.

Não há ainda uma avaliação sobre o efeito das campanhas contra o uso dos canudos de plásticos, que representam uma quantidade bem marginal no uso daquela matéria prima.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Mercado financeiro mantém previsão para Selic

À espera do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre terça e quarta-feira, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira (30/07), que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos.

Em 20 de junho, o Copom manteve a Selic no patamar de 6,50% ao ano. Na decisão, o colegiado não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio.

O Copom procurou ressaltar que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções para os índices de preços. Isso foi reiterado tanto na ata do Copom quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados no fim de junho. Na próxima quarta-feira, o colegiado decidirá o novo patamar da Selic.

A estimativa de instituições financeiras para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) este ano permanece em 4,11%. Para 2019, a projeção segue em 4,10. Também não houve alteração na estimativa para 2020 e 2021, que é 4%.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 1,50% neste ano há duas semanas seguidas.

Para 2019, a estimativa segue em 2,50% há quatro semanas consecutivas. As instituições financeiras também projetam crescimento de 2,50% do PIB em 2020 e 2021.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim deste ano e de 2019.

(fonte: Dcomércio.com.br)

25% das vendas brasileiras na interent são para outros países, diz ebay

O eBay mapeou o mercado brasileiro para entender exatamente a parte das vendas on-line sobre as quais não tem domínio dos dados. Para isso, a empresa americana focou especialmente em vendedores on-line que não fazem parte dos seus marketplaces. A principal descoberta é que, 25% das vendas do e-commerce brasileiro são para o exterior.

Portanto, três quartos das vendas via internet no País ainda são para o mercado interno. “Esta pesquisa ajuda a entender melhor as necessidades, desafios e oportunidades que os vendedores brasileiros têm, mas também mostra que há uma grande margem de crescimento e competitividade, especialmente no comércio internacional”, diz Xavier Aguirre, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Exportações da eBay Latin America.

Perfil dos exportadores

Segundo o estudo, o perfil dos brasileiros donos de e-commerce que vendem para o exterior engloba, em especial, homens entre 18 e 35 anos, com renda acima da média brasileira. O tempo médio que esses e-commerces têm de operação é de 2,5 anos. A maioria encontrou no mercado externo a possibilidade de aumentar os ganhos que já tinham no País.

Os vendedores on-line têm como preferência na hora de escolher o marketplace no qual vão atuar a usabilidade do site (se ele possui uma navegação tranquila). Em seguida estão os benefícios dados pelo marketplace relacionados a entregas e taxas.

A produção dos exportadores é quase sempre terceirizada. Segundo o eBay, apenas três em cada dez vendedores desse tipo produzem aquilo que vendem. Entre esses que produzem o que vendem, a maioria é de mulheres.

Rendimentos

Os rendimentos desses vendedores que exportam mostraram-se maior que a média dos sellers nacionais. As receitas anuais na faixa de 10 mil a 50 mil dólares são geradas principalmente pelas vendas ao exterior. As horas dedicadas ao comércio também são maiores entre os exportadores. Os vendedores internacionais trabalham entre seis e sete dias por semana, enquanto os que vendem apenas para o mercado interno trabalham de um a três dias.

(fonte: Portal No Varejo)

Mercado pet deve crescer quase 10%

R$ 20,7 bilhões deve ser o montante movimentado pelo mercado pet no Brasil em 2018, segundo projeção da Euromonitor International. O volume é 9,8% acima do registrado em 2017 e, caso se confirme, colocará o Brasil na frente de países como Alemanha e Reino Unido em vendas de produtos para animais de estimação. Melhor colocado do que o Brasil ficarão somente os Estados Unidos. Na avaliação dos responsáveis pelo estudo, o aumento de produtos das linhas premium e a humanização dos animais de estimação levaram ao bom desempenho do segmento mesmo em tempos de crise. Outro comportamento que impacta o setor é a busca por hábitos mais saudáveis por parte dos tutores, o que reflete também em escolhas mais conscientes para os animais de estimação, como alternativas mais naturais e com menos ingredientes artificiais.

Segundo o estudo “Mães pet”, desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, no Brasil hoje já existem mais cachorros de estimação (52,2 milhões) do que crianças até os 14 anos (44,9 milhões). E o cenário deve se manter ou até se evidenciar, já que 42,8% dos casais entre 25 e 34 anos não desejam ter filhos, de acordo com o levantamento.

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48% das vendas online ocorrem via mobile

No Brasil, quase a metade das vendas online são realizadas por dispositivos móveis, como smartphones e tablets, conforme o estudo Análise do E-commerce no Mundo, da Criteo, referente ao último trimestre de 2017. Além disso, 22% das compras feitas pelo desktop são precedidas de um clique no ambiente móvel. E, no último trimestre de 2017, foi registrado crescimento de 51% nas transações por meio de celulares (sem contar as feitas por apps) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Categorias mais vendidas no mobile (sem contar apps):

  • 38% cultura e mídia
  • 37% saúde e beleza
  • 36% Grandes varejistas
  • 34% fashion luxo
  • 34% produtos para o lar
  • 25% computação tecnologia

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(fonte: Sindilojas Porto Alegre)

Produza fotos perfeitas para as redes sociais do seu negócio

Em tempos de mídias digitais e de e-commerce, o ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca fez tanto sentido. Atuando como uma verdadeira vitrine virtual, as redes sociais dizem muito sobre o negócio e podem exercer grande influência sobre o consumidor, mas ter fotos bem-feitas – o que não é sinônimo de equipamentos caros – é um fator decisivo.

Tanto para lojas que vendem pelos canais a distância quanto para as que usam as redes sociais para construção de marca e relacionamento com o consumidor, é fundamental que as imagens valorizem os produtos clicados. Se no contato físico é possível tocar e sentir o objeto desejado, além de ter os vendedores à disposição, no contato virtual por meio de fotos é preciso contar uma história, seja por meio dos cenários ou pelo destaque de detalhes marcantes dos objetos. No caso de serviços, fotos ilustrativas em cenários bonitos e com pessoas no mesmo perfil do seu público são ideais.

Aprender fazendo

E mesmo os negócios que não possuem verba disponível para contratar fotógrafos profissionais podem elevar bastante o nível das suas fotos seguindo técnicas simples, que podem melhorar o clique até de quem não possui muito conhecimento em fotografia. O trabalho realizado pela loja de artigos de decoração Studio Casa 54, no bairro Três Figueiras, é um ótimo exemplo. Lá, quase todas as fotos são produzidas pela equipe, e para alguns posts a inspiração vem da rede Pinterest. Para as sócias, Paula Busnello e Gabriela Mascia, os principais cuidados são a escolha do fundo,  luminosidade, cor e enquadramento. “Um fundo feio pode acabar com a foto e com o atrativo do produto, assim como o uso de cor quebra a monotonia e favorece a imagem”, afirma Paula. Buscar algo inusitado, que chame a atenção para o produto, é outra dica. “Um contraste de cores, como uma foto de um bico de sapato claro sobre um tapete escuro, ajuda a chamar atenção. No Instagram, buscamos equilíbrio, sempre alternando imagens para que não fiquem muito próximas de outras do mesmo produto”, explica, Gabriela. E, segundo elas, também é preciso cuidado com o texto, que deve estar à altura da foto.

Look perfeito

Na Profana, com lojas na Cidade Baixa e no Centro Histórico, todas as fotos para as redes sociais são feitas pela equipe de vendas, e o gerenciamento das postagens é dirigido por um profissional de social media. Por ser uma loja de vestuário, a aposta é em looks montados (já sugerindo combinações). “Quando alguém veste a roupa, temos cuidado para que mostre conforto com o look, para que pareça o mais natural possível”, comenta a proprietária, Simone Moro. Na Profana, o segredo é produzir fotos “limpas”, com poucos elementos e boa iluminação, além de atrativas. Se não seguir esses critérios, a foto acaba não sendo utilizada. “Nossas redes sociais são canais importantes de comunicação com o cliente. Por meio delas é que geramos desejos de compra. Por isso, dedicamos tempo para pensar as combinações e para clicar cada produto, pois elas representam muito quem nós somos”, finaliza.

Top 6 dicas para a foto perfeita:

Câmera: muitos smartphones modernos têm ótimas câmeras, basta selecionar a melhor qualidade de foto disponível nas configurações.

Produto: além de perfeita conservação do objeto fotografado, ele deve estar sem etiquetas e preferencialmente em um cenário ambientado.

Luminosidade: o flash pode comprometer as cores. Prefira lugares com iluminação natural. Caso contrário, a fonte de luz deve ficar sempre nas costas do fotógrafo. E cuidado com as sombras.

Sem tremores: apoiar a câmera em algum suporte imóvel, como um tripé ou um banco, ajuda e evita que a foto fique tremida.

Mantenha o foco: apostar em fundos desfocados eleva bastante o nível da foto. Para isso, basta que o produto esteja próximo da câmera e o fundo bem distante.

Foto de produto: para mostrar peças com muitos detalhes, como joias e óculos, usar um fundo infinito, sem marcação de bordas, é uma boa ideia. É chamada de fotografia “still” a que captura somente objetos, sem a presença de pessoas, como roupas no cabide ou uma bolsa em uma mesa, com ou sem cenário.

Gostou desse contéúdo? O texto faz parte da revista Conexão Varejo de julho. Neste link é possível ler gratuitamente a versão digital. Boa leitura!

(fonte: Sindilojas Poa)

Dia dos Pais deve render R$ 2,2 bilhões ao e-commerce

O comércio eletrônico deve movimentar R$ 2,2 bilhões no Dia dos Pais, de acordo com previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Segundo a entidade, a data, que é considerada uma das mais importante para o varejo, deve ter um crescimento de 8% quando comparado com o mesmo evento do ano passado.

A ABComm estima que cerca de 6,8 milhões de pedidos sejam realizados no período de 16 de julho a 4 de agosto, com um tíquete médio de R$ 329. As principais categorias de produtos a serem buscados na data são Informática, Celulares, Eletrônicos, Materiais esportivos, Moda e Acessórios

De acordo com Mauricio Salvador, Presidente da ABComm, a data inicia o calendário de eventos importantes para o varejo no segundo semestre, e deve servir como preparação para os lojistas até o fim do ano.

“Seguindo as demais datas sazonais, o Dia dos Pais deve movimentar o faturamento do setor, mesmo que num ritmo menor do que o observado no ano passado”, afirma.

(fonte: Diário do Comércio)

Demanda por crédito do consumidor avança 2,1% até junho

A demanda por crédito do consumidor cresceu 2,1% no 1º semestre de 2018, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC.

Na comparação mensal dessazonalizada, o indicador avançou 0,3% em relação a maio. No acumulado em 12 meses, houve crescimento de 1,9% (julho de 2017 até junho de 2018 frente aos 12 meses antecedentes).

Na avaliação interanual (maio de 2018 frente a maio de 2017), junho apresentou relativa estabilidade (0,1%).
Considerando os segmentos que compõem o indicador, o segmento financeiro apresentou diminuição de 2,2% na variação mensal dessazonalizada. Já o segmento não financeiro avançou 2,0% na mesma base de comparação.

A lenta retomada da economia e alto nível de desemprego no início do ano têm contribuído para um crescimento menor do consumo e, consequentemente, da demanda por crédito. Espera-se que com as perspectivas positivas para os juros e inflação o indicador siga evoluindo de forma gradual.

Clique aqui para ver a série histórica deste indicador, iniciada em 2010.
(fonte: Diário do Comércio)