Comunicado: 2ª Fase da Copa do Mundo

O SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE BELO HORIZONTE – SINDILOJAS-BH, comunica às empresas representadas de que não foi celebrada Convenção Coletiva regulamentando o trabalho nos dias de jogos da Seleção Brasileira, a partir da 2ª fase da Copa do Mundo FIFA/2018, ficando a critério das empresas a liberação de seus empregados, durante o horário dos jogos.

O SINDILOJAS-BH, desta forma, atende a várias solicitações das empresas, que, em razão ao momento econômico atual e necessitando manter saudável as suas atividades, optando em deixar livres as empresas, para elas mesmas definirem sobre a utilização da mão-de-obra de seus empregados, durante a realização do evento.

Considerando, entretanto, os costumes dos brasileiros quando da realização de Copas do Mundo, sugere que as empresas procurem viabilizar, na melhor forma possível, que seus empregados possam assistir aos jogos da Seleção Brasileira.

Pequenos negócios criaram 70% das vagas em maio

Apesar da paralisação dos caminhoneiros, as micro e pequenas empresas mantiveram a expansão dos postos de trabalho no mês de maio.

O saldo de 24,3 mil vagas foi o quinto resultado positivo consecutivo neste ano. De acordo com o levantamento do Sebrae com base nos dados do Caged, a geração de vagas correspondeu a 72,4% do total de empregos gerados no país, no mês passado. No período, as médias e grandes empresas responderam pela criação de 9 mil empregos (27% do total).

“É sempre animador confirmar a força da micro e pequena na economia brasileira. Mesmo com diversos setores prejudicados pelo desabastecimento, o resultado na geração de emprego em maio reforça o comportamento dos pequenos negócios, que em períodos de crise são os últimos a demitir, e ao retornar a estabilidade, são os primeiros a contratar”, diz Heloisa Menezes, diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae.

Heloisa diz que a Sondagem Conjuntural do Sebrae já indicava a manutenção dos postos de trabalho no período.

Nos cinco primeiros meses de 2018, os pequenos negócios acumularam um saldo de 328 mil novos postos de trabalho, 65% acima do registrado no mesmo período do ano passado (198,7 mil postos).

Já as médias e grandes empresas acumulam saldo de 38,8 mil empregos gerados este ano, sinalizando uma recuperação no saldo negativo verificado no mesmo período de 2017, quando mais de 136 mil postos foram fechados entre janeiro e maio.

A análise por setor destacou os pequenos negócios da Agropecuária, que puxou a geração de vagas no mês passado, com a criação de 23,4 mil novos postos, especialmente no cultivo de café, laranja e bovinocultura.

As micro e pequenas empresas do setor de Serviços apareceram em segundo lugar, com 10,9 mil novas contratações. Já os pequenos negócios do Comércio e da Indústria registraram demissões, com o fechamento de 10,5 mil e 7,8 mil vagas, respectivamente.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Faturamento da indústria é o mesmo de 13 anos atrás

Orçamento menor, endividamento, cortes nas despesas, planos e investimentos adiados. Assim como as famílias brasileiras, as empresas também convivem com as consequências de quatro anos de economia despencando. No Estado, o faturamento industrial em janeiro de 2017 estava no mesmo patamar de janeiro de 2004, um recuo de 13 anos. No fim do ano passado, o PIB da indústria da transformação de Minas Gerais era o mesmo do observado no mesmo período de 2003, 14 anos antes. Já a produção industrial entre 2014 e 2016 teve uma queda de 16%. “É uma retração alarmante”, afirma o superintendente de ambiente de negócios da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Leão. No ano passado, a produção subiu 1,2%, um crescimento tímido diante as quedas anteriores, na avaliação de Leão. Os dados apresentados são da Fiemg.

“Faz quatro anos que estamos estagnados. A pior consequência da crise para nós foi não conseguir crescer”, afirma o presidente da incorporadora Sancruza, Evandro Veiga de Lima Júnior. Ele conta que, até 2014, lançava de quatro a seis empreendimentos por ano. “Em 2015 e 2016 não lançamos nenhum, e no ano passado fizemos o lançamento de apenas um”, relata.

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em abril deste ano o índice de atividade da Construção Civil em Minas ficou estável em relação ao apurado em março, registrando 43 pontos. O resultado revelou queda da atividade, ao permanecer abaixo da linha de 50 pontos (que separa o recuo da expansão), comportamento observado desde novembro de 2012. O índice foi inferior ao de abril de 2017 (47,7 pontos) e ficou abaixo de sua média histórica (44,5 pontos).

Comércio. Nas ruas, as lojas fechadas são um termômetro. Segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucemg), em maio deste ano o saldo positivo de empresas que abriram (1.227) no Estado foi 48,6% menor do que a mesma diferença em maio de 2014 (2.390 novos estabelecimentos). No caso das empresas limitadas, modelo mais comum de pessoa jurídica do país, a diferença é ainda maior. No mês passado, o saldo foi de apenas 240 novas organizações e no mesmo mês de 2014 foi de 1.333, um número 5,5 vezes maior. “O cenário desses quatro anos, que envolveu desemprego, inflação alta e redução de rendimentos, impactou o comércio e toda a cadeia produtiva, porque cai o consumo, cresce a inadimplência, mas os custos continuam. Quem não tinha uma gestão financeira saudável quebrou”, analisa a economista da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Ana Paula Bastos.

A economista salienta que a renda do empresário também é afetada. “Para manter os custos da empresa, ele corta na margem de lucro e no pró-labore (remuneração pelo trabalho dos sócios)”, argumenta. Dados do IBGE confirmam. No Estado, a renda média dos empregadores caiu 9,5% nos três primeiros meses de 2018 frente o primeiro trimestre de 2014. Na mesma comparação, o IBGE identificou uma queda de 2.000 profissionais que deixaram de ser empresários. O dirigente lembra que, sem consumo, a ociosidade da indústria sobe. “O consumo é cerca de 70% do PIB nacional”, salienta. Em Minas, entre 2015 e 2017 a utilização da capacidade instalada da indústria acumulou uma queda de 10,7%. “É um quadro circular, que impacta o emprego. A indústria evita demitir, principalmente a mão de obra especializada, mas, quando as máquinas estão paradas, é uma questão de sobrevivência”, explica.

Independência ou morte: país não pode ser refém de commodity

A política econômica do governo precisa ser macro para diminuir a dependência econômica do país das commodities, um dos geradores da crise iniciada em 2014. Essa é a opinião do superintendente de ambiente de negócios da Fiemg, Guilherme Leão. “Ainda somos um país dependente de produtos agrícolas e, na indústria, do setor extrativo e de produtos semielaborados relacionados ao aço. A crise econômica começou com um ciclo econômico de baixa no mundo, ampliada por uma política interna intervencionista”, avalia.

“Não adianta criar linhas de crédito para empresas de tecnologia. O governo deve adotar políticas macroeconômicas que criem um ambiente positivo para o desenvolvimento de outros setores”, diz. Para ele, isso envolve diminuição do Estado, que permitiria uma nova política tributária, uma legislação ambiental mais célere, mais segurança jurídica e investimentos em infraestrutura de logística.

O economista e professor da FGV Istvan Kasznar cita até mudanças na Constituição Federal para que a economia do país se consolide. “A Constituição permite a falta de responsabilidade dos agente públicos. É preciso uma reforma administrativa para rever os privilégios no setor público, outra no sistema bancário, e a tributária”, avalia.

Para o economista e reitor do Centro Universitário Unifor, Reginaldo Nogueira, a solução da crise passa, necessariamente, pelas eleições presidenciais deste ano. “Precisamos de um governo que tenha força política para fazer as mudanças que precisam ser feitas: diminuir a dívida pública e o déficit dos Estados, além de fazer um ajuste tributário”, indica Nogueira.

Investimentos. O reitor lembra que a crise também emperra investimentos que, por sua vez, seguram a formação de novas vagas de emprego qualificado. “Com o dilema político que não se resolve, os investimentos no país estão paralisados, seja oriundos do Estado, seja da iniciativa privada ou do exterior”, conclui Nogueira.

(fonte: O Tempo)

Em 2016, 64,3 mil empresas fecharam as portas

No ano de 2016, em meio à recessão econômica, o país registrou fechamento de 64,3 mil empresas e outras organizações ativas, o equivalente a uma redução de 1,3% em relação a 2015.

O número de sócios e proprietários, que já tinha caído entre 2014 e 2015, encolheu também 1,3%, 93 mil pessoas a menos. Os dados são do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016, divulgado nesta quarta-feira (27/6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, havia 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas no Brasil, com 5,5 milhões de unidades locais e 51,4 milhões de trabalhadores ocupados. Entre os ocupados, 44,5 milhões eram assalariados, que receberam R$ 1,6 trilhão em salários e outras remunerações naquele ano.

Na passagem de 2015 para 2016, o salário médio mensal registrou um aumento de 0,7%, já descontada a inflação, passando de R$ 2.643,56 para R$ 2.661,18 no período.

Considerando a massa de salários e outras remunerações, houve redução de 3,0%. As entidades empresariais pagaram 62,1% da massa de rendimentos em 2016, mas tinham os salários médios mensais mais baixos, R$ 2.327,57.

Os órgãos da administração pública possuíam os salários médios mensais mais elevados, R$ 3.779,43, seguidos das entidades sem fins lucrativos, com R$ 2.535,75.

Entre os ramos de atividades, os salários médios mais baixos foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.363,30), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.652,44) e comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.753,80). Os três segmentos concentraram 33,3% de todo o pessoal ocupado assalariado.

Os maiores salários médios mensais foram pagos por eletricidade e gás (R$ 7.263,19), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.916,33) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.033,15). As três atividades absorveram somente 2,5% do pessoal ocupado assalariado.

Na passagem de 2015 para 2016, houve redução de 4,0% no total de trabalhadores ocupados nas empresas e outras organizações ativas do País, o equivalente à dispensa de 2,1 milhões de pessoas. O resultado foi puxado pelo recuo de 4,4% no trabalho assalariado, menos 2 milhões de empregados.

Em 2016, o Sudeste detinha 2,8 milhões (50,7%) das unidades locais, 50,0% dos ocupados (25,7 milhões), 49,7% dos assalariados (22,1 milhões) e R$ 858,9 bilhões (53,3%) das remunerações.

Na média nacional, os homens recebiam, em média, R$ 2.895,56, 22,2% a mais do que as mulheres, R$ 2.368,98. Houve crescimento de 1,6% no total de trabalhadores com nível superior, mas eles ainda eram apenas 21,7% dos ocupados naquele ano.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Sem uma boa âncora, shoppings podem ficar à deriva

Mesmo contando com varejistas do porte da Riachuelo, C&A, Renner, Preçolândia, Magazine Luiza, Casas Bahia e Lojas Americanas, entre outras, com a saída do hipermercado e, na sequência, da C&C, de material de construção, quem sofreu o impacto com a queda do fluxo foram as lojas-satélite instaladas no empreendimento.

Atualmente, com mais de 20 lojas fechadas, o Central Plaza, que não revelou os índices de vacância, tem ocupado espaços vazios com pequenas exposições, atividades ou propaganda de outras operações, em vez de colocar só os habituais tapumes.

Inaugurado em maio de 2013, o Atrium Shopping, em Santo André, no ABC Paulista, chamava a atenção por um motivo: os tapumes. Na abertura, de 200 lojas, menos de 30 funcionavam. Nos dois anos seguintes, a vacância continuava alta: chegou a 92%, segundo a AD Shopping, sua atual administradora. Em meio ao baixo fluxo, a C&A, uma varejista de peso, saiu do mix.

Dois casos aparentemente distintos, mas que ilustram o mesmo movimento: a mudança do modelo baseado em grandes âncoras do varejo. Isso porque, as megalojas de departamento, vestuário e eletroeletrônicos, entre outras, que representam de 30% a 40% da ABL de um shopping, talvez não atraiam mais gente suficiente para lotar um empreendimento do tipo.

A afirmação é de Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH Retail Real Estate, braço da GS&MD Gouvêa de Souza, especializada no setor, que lembra que, apesar de não ser novidade, hoje, frente à transformação do consumidor, que já é digital e prioriza experiência de compra e conveniência, o mercado mundial questiona cada vez mais o papel desse tipo de loja.

“Do mesmo modo que acabaram os ‘caixotões’ da Sears e da Macy’s nos Estados Unidos, por aqui as imensas áreas vazias  levaram a repensar o formato baseado em megalojas”, afirma.

Nesse sentido, ganham cada vez mais espaço gastronomia, serviços, operações médicas e entretenimento, que se avolumam e tomam corpo com o intuito de se tornarem âncoras, diz Hirai. Ou seja, tudo o que não pode ser substituído pelo e-commerce.

Como um dos principais exemplos, ele cita entretenimento, com o shopping Aricanduva e o Playcenter, e o SP Market e o Parque da Mônica – segmento específico que deve crescer muito para ocupar as áreas vazias antes ocupadas por âncoras tradicionais.

“Se loja de roupa começa a ser insuficiente para suprir o mix, repensa-se o modelo. O que dá certo, se alastra.”

Mas a questão é que a falta de uma boa âncora inviabiliza a operação das satélites. Com a queda no fluxo de pessoas, as lojas menores não conseguem manter os altos custos de operar em um shopping, segundo Nelson Kheirallah, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e coordenador do Conselho de Varejo da entidade.

Para ele, se o sentimento hoje é de que o varejo em si vem reduzindo no cenário dos shoppings, a grande salvação para o lojista é o click-and-collect (quando o cliente compra pelo e-commerce para retirar na loja física).

“É a chance de vender algo mais”, afirma. Mas, no caso das âncoras tradicionais, que representam quase a metade de um shopping, segundo Kheirallah, não há muito o que discutir: antes de serem meras puxadoras de público, elas são investidoras.  “Elas preferem parar de perder dinheiro (num shopping novo) e ficar em um maturado. Ou fecham.”

RETORNO ÀS ORIGENS

Desde que inaugurou, há quase 20 anos, o Central Plaza Shopping se tornou a opção de lazer e compras em uma região carente de lojas, redes de fast food e cinemas. Mas com o boom do varejo da década passada, cerca de 11 shoppings passaram a concorrer com o empreendimento, segundo Márcio Bevilacqua, superintendente comercial do Grupo Savoy, dono do empreendimento.

Depois, veio a crise, e a perda de uma âncora como o Walmart potencializou o efeito nefasto, afirma o superintendente Carlos Simões. “Saídas grandes pedem mudança de estratégia dos varejistas. Por isso, precisamos fazer um conjunto de coisas para torná-lo um multiuso mais relevante.”

Entre as mudanças, a revitalização da fachada, a aquisição de um terreno vizinho para criar uma espécie de centro empresarial – um outro tipo de âncora -, a renovação de lojas como a Polishop e da área de entretenimento, antes ocupada por um boliche e um espaço de diversões para crianças, além da chegada de japonesa Miniso. E o wi-fi gratuito, que está em fase de estudos.

“Temos um quadro mais ameno de vacância hoje, mas não voltaremos aos patamares anteriores, claro”, afirma Simões. “O importante são as negociações novas, feitas de forma mais equilibrada que antigamente.”

Se uma âncora como o Walmart trazia clientes cotidianamente, segundo Bevilacqua, com a saída, chegou a hora de pensar a mudança do mix, com lojas menores mas de marcas expressivas e grande apelo.

“Ou um laboratório num shopping, uma novidade gerada por efeito da crise que traz esse trânsito de pessoas de volta. E faz a venda por impulso retornar.”

Marcos Hirai, da GS&BGH, lembra que os shoppings que envelhecem e perdem o timing por um motivo ou outro acabam sentindo o peso disso. Outra questão no caso do Central Plaza, segundo o especialista, foi a abertura do Mooca Plaza Shopping, que fica a menos de 15 minutos do empreendimento e tirou uma parcela do seu público.

“O Central Plaza passou por uma transformação muito difícil. Mas com esse novo macroprojeto, que tem uma área toda planejada para escritórios, e um piso próximo à estação Tamanduateí (linha verde do Metrô e CPTM), que desemboca dentro dele, a tendência é que o Central Plaza comece a voltar a ser o shopping que era antes”, afirma.

REVITALIZAÇÃO

O caso do Atrium, da AD Shopping, que perdeu a C&A antes de completar dois anos, assim como o do Pátio Pinda, também inaugurado em 2013, são reflexos de um movimento que começou muito antes do colapso econômico que iniciou naquele ano.

Além do fechamento de varejistas no Brasil, como o Walmart, o mercado de shoppings sofreu um revés com o fim do boom do varejo: 105 empreendimentos, planejados antes de 2009, inauguraram entre 2013 e 2017. E receberam o impacto em cheio.

“Antes disso, um shopping novo conseguia maturar em dois Natais”, diz Nelson Kheirallah, da ACSP. “Mas com a recessão, a partir de 2014 todo mundo começou a fechar lojas.”

Resultado: a vacância média do setor, que era de 7,9% em 2012, chegou a 41% em 2017 nos shoppings novos, de acordo com estudo do Ibope Inteligência apresentado na reunião de junho do Conselho de Varejo da ACSP.

“Veio muito dinheiro de fora, barato, para investir”, disse Fábio Caldas, coordenador de atendimento e planejamento do instituto. “Mas a crise chegou, e o mercado de shoppings ficou com 17,4 mil operações de varejo esperando para serem ocupadas”, completou, lembrando que são necessários quatro anos para esses espaços vazios serem ocupados.

Mas, assim como no Central Plaza, a adoção de um novo modelo de âncoras tem ajudado a mudar o cenário em shoppings como o de Santo André, que agora tem unidades do Detran e do Poupatempo.

Esse último, sozinho, atrai um fluxo diário de 3,5 mil pessoas. Outra linha de atuação são os eventos e shows infantis, que passaram de uma média de 15 para 150 por mês, além de atrações como piscina de bolinhas e simulador de montanha-russa.

A reaproximação com lojistas e a redução do custo condominal também ajudaram a trazer novas marcas, como Leroy Merlin, Carrefour Express, Fly Tour e Rock’n’Ribs.

Com a estratégia, a vacância diminuiu de 31%, em 2015, para 17,7% em 2017, com aumento de fluxo em 94% e de 61% nas vendas, disse Cláudio Nembri, coordenador de administração geral da AD, cuja equipe participou do Conselho de Varejo.

O Pátio Pinda, de Pindamonhangaba (a 138 km de São Paulo), também administrado pela AD a partir de 2015, apostou num  outro perfil de âncora para atrair clientes de classe B+ – como o supermercado Shibata que, aumentou o fluxo em 20%.

A rede de cinemas Cineflix e o Hotel Intercity, além de um calendário de grandes eventos e shows semanais também ajudaram a mudar o cenário: da vacância de 33,7%, no fim de 2014, o Pátio Pinda chegou a 17,7% em 2017, segundo o coordenador de administração geral Paulo Müller. Nos últimos dois anos, as vendas também cresceram 55,49%.

O novo desafio do grupo é o Cidade Sorocaba, cuja reestruturação foi assumida pelo próprio diretor geral da AD, Hélcio Póvoa. Dos 92% de ocupação inicial, houve não só uma queda de fluxo muito alta por conta de um destelhamento, em 2014, mas também por causa da ampliação exagerada da ABL do empreendimento.

“Muitos shoppings sofreram não só pela crise, mas por otimismo dos empreendedores do setor. Eu mesmo ajudei a aumentar ABL de shopping entre 15% 20%, mas isso foi um erro”, afirmou. “Serão dois a três anos de trabalho para voltar ao normal.”

E, de novo, implantar um novo modelo de âncora foi a solução encontrada pela AD para reduzir a vacância de 20% do Cidade Sorocaba: o piso Saúde, que concentra operações da área clínica e diagnóstica, e recebe 500 mil pessoas/mês.

“Apostar nas operações médicas é porque talvez tentou as âncoras tradicionais mas não conseguiu o mesmo resultado”, diz Hirai, da GS&BGH. “Mas é essa a ideia: se não dá certo, tem que repensar o modelo. É um fenômeno que está acontecendo no mundo inteiro, então não dá para ficar para trás.”

(Fonte: Dcomércio.com.br)

Juros do cheque especial e do cartão de crédito caem em maio

A taxa de juros do cheque especial caiu em maio, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quarta-feira (27). A taxa chegou a 311,9% ao ano, com redução de 9,1 pontos percentuais em relação a abril. A taxa do rotativo do cartão de crédito também caiu, ao chegar a 243% ao ano em maio, com recuo de 5,1 pontos percentuais em relação a abril. Essa é a taxa para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia.

Em abril, os bancos anunciaram mudanças no cheque especial, mas as novas regras só valem a partir de julho. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizarem mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos vão receber a oferta de parcelamento, com taxa de juros menor do que a do cheque especial, a ser definida pela instituição financeira.

No caso do cartão, a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) caiu 39,1 pontos percentuais, chegando a 346,1% ao ano. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 303,6% ao ano, com redução de 25 pontos percentuais em relação a abril.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passarão a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Mas essa regra só vale a partir de junho deste ano.

Modalidades caras

Apesar da redução das taxas do rotativo do cartão e do cheque especial, essas modalidades de crédito são as mais caras entre as disponíveis nos bancos. A taxa do crédito pessoal, por exemplo, é mais baixa: chegou a 114,7% ao ano, em maio, com redução de 10,2 pontos percentuais. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) caiu para 25,4% ao ano, com recuo de 0,3 ponto percentual, em relação a abril.

A taxa média de juros para as famílias caiu 2,8 pontos percentuais para 53,8% ao ano, em maio. A taxa média das empresas recuou 0,2 ponto percentual: agora é de 20,6% ao ano.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, caiu 0,1 ponto percentual para 5%, em maio. No caso das pessoas jurídicas, também houve queda de 0,1 ponto percentual para 4,1%. Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual para 8% ao ano. A taxa cobrada das empresas teve retração de 0,4 ponto percentual para 9,2% ao ano. A inadimplência das pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual para 2% e das empresas chegou a 1,8%, com aumento de 0,1 ponto percentual.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,107 trilhões, com crescimento de 0,5%, no mês e no ano. Em 12 meses, a expansão chegou a 1,3%. Esse estoque do crédito correspondeu a 46,6% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual se mantém por três meses seguidos.

(fonte: O Tempo)

Belo-horizontinos compram cada vez mais pela internet

O consumidor de Belo Horizonte ampliou significativamente sua presença nos sites de comércio eletrônico nos últimos três anos. De acordo com pesquisa da Fecomércio MG, apurada em maio, 61,1% das pessoas com acesso à internet fizeram compras nessa plataforma. No mesmo mês do ano passado, esse índice era de 51,9%. Em junho de 2015 o número era bem menor, já que menos da metade da população (43,1%) adquiria produtos por meio do ambiente virtual.

Para os clientes, os principais atrativos do negócio on-line são a praticidade de escolher e receber o produto em casa (44,9%) e a perspectiva de pagar menos. Neste caso, os descontos oferecidos são estímulo para 30,1%, enquanto os preços mais baixos e a possibilidade de pesquisar preços influenciam, respectivamente, 30,9% e 16,3% dos entrevistados. Aqueles que ainda não utilizam o e-commerce alegam questões culturais e de falta de informação, como o medo de fraudes/golpes (45,6%).

Em função desses resultados, o economista da Federação, Guilherme Almeida, pondera que as vendas virtuais registram desempenho positivo, porém, há ainda muito espaço para expansão. “Esse segmento, se bem trabalhado, proporciona ganhos para o empresariado. Nele existe um grande potencial de crescimento, pois mais de 84% dos consumidores da capital têm acesso à internet. No entanto, somente 25% dos empresários, conforme a pesquisa, trabalham com e-commerce por plataforma exclusiva ou pela rede de lojas”, argumenta.

Redes sociais

A presença nas redes sociais, na análise de Almeida, também deve ser explorada com mais atenção. O tema foi inserido, pela primeira vez, na pesquisa com os empresários, a fim de medir o posicionamento das corporações diante das novas tendências de mercado, como o uso comercial de Facebook, Instagram, WhatsApp, Linkedin e Twitter. “Percebemos que esses meios são utilizados, principalmente, para ações de marketing e oferta de produtos. São poucos aqueles que aproveitam a oportunidade para estreitar relacionamento, apresentar sua filosofia, oferecer apoio ao consumidor. Isso é um gap”, completa.

De acordo com o estudo da Fecomércio MG, o WhatsApp é a rede social mais utilizada pelas empresas (59,3%), seguido pelo Facebook (56,7%) e Instagram (46,7%). Cerca de 90% das lojas fazem postagens nesses canais, mesmo que, às vezes, para divulgação da marca e dos seus artigos. No entanto, somente 11% oferecem materiais de apoio ou educativos aos compradores. Ao mesmo tempo, as redes sociais influenciam a escolha de mais de 67% dos clientes com acesso à internet.

(fonte: Fecomércio MG)

Festas juninas aquecem negócios do setor alimentício de BH

Tradicional no calendário do brasileiro, o período das festas juninas tem ganhado força entre as datas importantes para o comércio varejista, aquecendo os negócios em diversos segmentos. O destaque são as empresas de gêneros alimentícios, cuja maioria (53,8%) é impactada nesse período, de acordo com pesquisa da Fecomércio MG. A pesquisa mostra que mais de 70% dos empresários estimam um volume de vendas igual ou superior ao apurado em 2017.

O movimento maior é esperado para a segunda quinzena de junho, devido aos dias de São João (24/6) e São Pedro (29/6). Para atrair os clientes, a maior parte dos estabelecimentos (65,4%) investiu ou investirá em produtos específicos para a época, ao longo deste mês e da primeira quinzena de julho, já que as celebrações costumam se estender até lá. Os principais artigos inseridos ao mix são canjica (69,2%), amendoim (61,5%) e doces (34,1%).

Além disso, 39,2% dos entrevistados pretendem oferecer promoções e liquidações para atrair o consumidor, e 20,3% apostarão em propaganda. A visibilidade da loja (19,6%) e o atendimento diferenciado (12,6%) são outros aspectos citados para alavancar vendas. “O empresário está otimista em função da melhoria nos indicadores econômicos, do bom desempenho nas demais datas comemorativas do primeiro semestre e da expressividade da festa. Também há estímulos, como o frio, já que as pessoas dão preferência a produtos mais quentes e diferenciados na época, e a própria Copa do Mundo”, argumenta a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro.

Os hipermercados e supermercados (83,3%), seguidos por açougues e peixarias (57,5%) são as atividades mais influenciadas pelas comemorações. A data ainda gera negócios extras para hortifrutigranjeiros (53,3%); padarias, estabelecimentos de laticínios, doces, balas e semelhantes (51,9%); bebidas (48,4%); e minimercados, mercearias e armazéns (45,2%).

(Fonte: Fecomércio.com.br)

Com a greve, média diária de exportações caiu 37%

A greve dos caminhoneiros, que paralisou o transporte de mercadorias nos últimos dez dias de maio, afetou negativamente as transações correntes do Brasil com o exterior.

Dados divulgados na segunda-feira (25/6), pelo Banco Central mostram que o País registrou superávit em conta corrente de US$ 729 milhões em maio, equivalente a 29,2% dos US$ 2,5 bilhões projetados pelo BC para o mês.

O resultado está diretamente ligado à queda das exportações, em decorrência da dificuldade que as empresas tiveram para levar produtos até os portos.

O resultado das transações correntes reflete a relação do Brasil com os países nas áreas comercial (exportações menos importações), de serviços e de renda.

“As exportações foram afetadas pela greve dos caminhoneiros. Elas caíram 2,8% em maio deste ano em relação a maio de 2017, na primeira redução desde dezembro de 2016”, pontuou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, ao apresentar os dados.

No mês passado, as exportações somaram US$ 5,6 bilhões, sendo que esse resultado se deve em grande parte ao movimento nas três primeiras semanas de maio, quando a greve dos caminhoneiros ainda não havia começado. Em maio de 2017, as exportações haviam sido de US$ 7,4 bilhões. Na prática, como as exportações travaram, entraram menos dólares no País.

Rocha destacou ainda que, nas três primeiras semanas do mês, a média diária de exportações foi de US$ 1,1 bilhão. Nas duas últimas semanas, porém, já com a greve, a média diária de exportações caiu cerca de 37%, para US$ 671 milhões.

Por outro lado, segundo Rocha, o efeito da greve tende a se dissipar ao longo do tempo.

“Este mês, a recuperação das exportações ocorreu de forma gradual. Na primeira e na segunda semana de junho, ainda houve exportações abaixo da média pré-greve dos caminhoneiros.”

Com a recuperação a ser vista nas semanas seguintes, a estimativa do BC para a conta corrente em junho é de estabilidade.

No ano, até maio, o País registra déficit em conta corrente de US$ 4,02 bilhões. A cifra não preocupa, já que a conta de Investimento Direto no País (IDP) – que diz respeito aos aportes produtivos de investidores estrangeiros – mostra que o Brasil já recebeu US$ 23,3 bilhões em 2018 até maio.

VIAGENS

O dólar mais caro já faz com que os brasileiros sejam mais cautelosos nos gastos em viagens no exterior. Os dados do Banco Central mostram que as despesas de turistas em viagens internacionais cresceram 8% em maio na comparação com maio de 2017. O ritmo é inferior ao observado nos quatro primeiros meses de 2018, quando as despesas cresciam a uma velocidade próxima de 11%.

“Está havendo, de fato, desaceleração no ritmo das despesas nas viagens internacionais. Isso é esperado diante da desvalorização do câmbio”, diz Rocha, ao comentar que o dólar alto normalmente reduz o ritmo do crescimento das despesas antes de diminuí-las.

Em maio, quando o dólar turismo subiu 6,66% ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil restultou em saldo negativo de US$ 1,2 bilhão. Em igual mês de 2017, o déficit nessa conta foi de US$ 1,1 bilhão.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Lei permite que empresas excluídas do Simples retornem ao regime

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no final da noite de segunda-feira, 25/06, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 500/18, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), que permite a readmissão das empresas excluídas do Simples Nacional em janeiro de 2018. Aprovado por 270 votos a 1, o texto será enviado ao Senado.

O Simples Nacional é um regime unificado de tributação diferenciada para microempreendedores e micro e pequenas empresas. Segundo o texto, para retornarem ao Simples Nacional, os interessados deverão aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN) instituído pela Lei Complementar 162/18.

O prazo para requerer a volta é de 30 dias a partir da adesão ao parcelamento, contanto que a empresa ainda se enquadre nos requisitos do Simples Nacional.

A lei de parcelamento surgiu em razão da derrubada do veto presidencial total ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 171/15, em abril deste ano. Com a regulamentação da nova lei pela Receita Federal, as microempresas excluídas esperam a definição sobre a reinclusão para aderir ao parcelamento.

Os efeitos do retorno ao Simples Nacional valerão a partir de 1º de janeiro de 2018.

DESCONTOS

Para o autor da proposta, que também é presidente da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas na Câmara, o governo iria perder dinheiro se esses microempresários ficassem na informalidade.

“Hoje, 75% dos empregos no Brasil são dados pelos microempresários. O Refis do Simples Nacional foi uma das maiores vitórias da história da luta desses empresários, porque nunca existiu um refinanciamento para os pequenos com abatimento de juros e multa, coisa que, para os grandes empresários, já houve dezenas de vezes”, afirmou o deputado Jorginho Mello.

Levantamento feito pelo Sebrae indica que havia, em 2017, 600 mil empresas em dívida com o Simples Nacional em um montante acumulado de R$ 21 bilhões.

O cálculo de quanto o governo deve arrecadar (e também deixar de receber) com o parcelamento não foi divulgado. Como o principal da dívida começa a ser pago apenas no próximo ano, o impacto será para o orçamento de 2019.

JUROS E MULTAS

As empresas que aderirem ao Refis terão redução nos juros e na multa pelo não pagamento dos impostos, além de prazo para pagar de até 175 meses, com prestações mínimas de R$ 300.

Para o pagamento integral, haverá redução de 90% dos juros de mora e de 70% das multas. No pagamento em 145 meses, o desconto será de 80% dos juros de mora e de 50% das multas. Já para o pagamento em 175 vezes, a redução será de 50% dos juros de mora e de 50% das multas.

No ano passado, o governo já havia reeditado o Refis das médias e grandes empresas. O valor dos débitos chegava a R$ 300 bilhões. Depois de mudanças no Congresso, a arrecadação prevista inicialmente de R$ 13,3 bilhões baixou para R$ 7 bilhões líquidos.

(fonte: Dcomércio.com.br)