Intenção de consumo das famílias sobe em maio

O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 0,2% em maio ante abril, alcançando 87,1 pontos, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com maio de 2017, a alta foi de 12,1%.

Em nota, a CNC lembra que, desde 2015, as leituras do ICF estão abaixo de 100 pontos, limite acima do qual o índice entra na zona de indiferença.

“O desequilíbrio das finanças públicas, a baixa capacidade de recuperação econômico-financeira de alguns Estados, a burocracia e o nível de juros reais continuam afetando investimentos e consumo privados”, diz, em nota, Antonio Everton Chaves Junior, economista da CNC.

O mercado de trabalho segue segurando o consumo, pois, dentro do ICF, o componente Emprego Atual registrou 112,8 pontos, queda de 0,1% em relação ao mês passado e aumento de 4,0% na comparação com 2017.

O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual se manteve estável nos 33,4%, diz a nota da CNC.

Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, o indicador aumentou 0,4% na comparação com abril e se manteve 5,0% maior em relação a igual período do ano passado.

“Desde abril de 2017, é a quarta vez que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 103,8 pontos”, diz a nota da CNC.

A propensão para consumir segue em nível superior ao de 2017. O componente Nível de Consumo Atual avançou 1,6% sobre abril e 23,3% ante maio de 2017.

Já o componente Momento para Duráveis apresentou queda de 2,5% no comparativo mensal, mas em relação ao ano passado a alta registrada foi de 19,0%.

O índice segue abaixo da zona de indiferença, com 61,3 pontos. Já o subíndice Acesso ao Crédito teve queda de 1,2% na comparação mensal e aumento de 13,9% em relação a maio de 2017.

“Apesar da melhora de todos os subíndices em relação ao ano passado, a maior parte das famílias, 52,1%, declarou estar com o nível de consumo menor do que em 2017”, diz a nota da CNC.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Cresce o número de jovens que abrem o próprio negócio

Terminar a faculdade e seguir carreira em uma empresa pública ou privada não é mais a realidade profissional predominante entre o jovem brasileiro.

Cresceu em 2017 o número de empreendedores entre 18 e 34 anos que estão envolvidos na na criação do próprio negócio. Já são 15,7 milhões de jovens que estão levantando informações para ter um negócio ou que já tem empresa com até 3 anos e meio de atividade, um aumento de 7 pontos percentuais, na participação relativa, na comparação com 2016.

Os dados fazem parte do relatório executivo Global Entrepreneurship (GEM), realizado no Brasil pelo Sebrae em parceria com o IBQP. A pesquisa mostra que 1 em cada 3 adultos brasileiros, entre 18 e 64 anos, é empreendedor ou está envolvido na abertura do próprio negócio. Aumentou também, de 57 para 59%, o percentual de brasileiros que empreendem por oportunidade.

“O jovem brasileiro já entendeu que para ter trabalho a melhor alternativa é criar o próprio emprego, é empreender, inovar e gerar novas vagas. E eles não empreendem por necessidade, estão de olho nas oportunidades do mercado, estão atendendo demandas sociais e movimentando a economia. Aliás, este resultado é um reflexo também do início da recuperação da nossa economia”, diz o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Ao verificar o empreendedorismo no Brasil em 2017, de acordo com o relatório GEM, considerando as diferentes faixas etárias, nota-se que os jovens de 25 a 34 anos foram os mais ativos na criação de novos negócios.

Isso significa que 30,5% dos brasileiros nesta faixa etária estão tentando criar um negócio ou já são proprietários e administram um empreendimento em estágio inicial, com até 3 anos e meio de criação.

Em seguida, neste ranking aparecem aqueles ainda mais jovens, de 18 a 24 anos, o que representa que 20,3% deles estavam envolvidos com a criação de novos negócios. O perfil dos novos empreendedores em 2017 manteve o destaque para a mulher, que respondeu por 52% dos Empreendedores Iniciais.

Analice Furtado montou seu próprio negócio com 23 anos. Hoje ela é dona de um salão de beleza junto com a mãe.

“Fui atrás do Sebrae buscar sugestões nesta área e decidi abrir a empresa”, conta a jovem empresária, antes recepcionista de uma academia.

“Me aprimorei, fiz vários cursos e depois resolvi fazer faculdade na área de estética”, diz Analice, que decidiu pelo novo ramo para ter independência financeira. Ela começou com uma funcionária e atualmente trabalha com a mãe.

Dos 27,4 milhões de Empreendedores Iniciais, 15,7 milhões estavam na faixa dos 18 a 34 anos.

(fonte: Dcomérciocom.br)

Uma lenta metamorfose dos shoppings

Nos últimos cinco anos, criaram-se em todo o país 105 novos shopping centers. Mas, entre eles, as lojas ainda vazias representam 41% do espaço.

Essa vacância coincide com a lenta mudança da vocação dos shoppings. Em lugar de uma predominância de lojas de varejo, eles se tornam locais de lazer e serviços (laboratórios de exames clínicos, agências de turismo, cinemas e praças de alimentação).

Muitos varejistas de shoppings estão vendendo seus produtos online, mas as entregam em suas lojas físicas. Com isso, procuram vender um pouquinho mais com a presença física do cliente.

Essa tendência foi levantada nesta quinta-feira (24/1), em reunião do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo, coordenado por Edy Kogut, vice-presidente da entidade.

Outro fator interessante quanto aos shoppings. Naqueles que foram abertos até 2012, e que já estão na linguagem do varejo “maturados”, é mais difícil para os varejistas negociarem o custo da ocupação.

O fato é que as lojas estão perdendo espaço. Em cinco anos, e são dados para todos os shoppings brasileiros, diminuiu em 48% o número de lojas de roupas e calçados.

Com isso, os shoppings tendem a se transformar, em dez anos, em centros de convivência e de conveniência, com as compras reduzidas a espaços bem menores.

Nos Estados Unidos, disse outro participante do encontro, a previsão é de que, dentro de dez anos, a metade dos shoppings venham a fechar.

O QUE CRESCE NO COMÉRCIO

Em termos mais gerais, o encontro na ACSP verificou que eletrodomésticos, tablets e veículos são os produtos que lideram a tendência de alta nas vendas.

Mesmo que algumas delas sejam muito significativas – como a venda de televisores, com alta de 53%, em razão sobretudo da Copa do Mundo – a verdade é que as percentagens são calculadas sobre uma base bastante deprimida, em razão dos três anos seguidos de recessão.

Quanto ao setor imobiliário para empresas, há hoje uma vacância, em termos nacionais, de 21% dos escritórios de luxo.

Nas farmácias, embora a uma velocidade menor, em abril elas aumentaram suas vendas em 1,21%.

Além da concorrência pelas vendas online, que elas próprias promovem, as grandes redes do setor entregam-se a um plano de ocupação física de corredores importantes dos bairros.

Elas antes apenas abriam uma loja se pudessem faturar R$ 300 mil ou mais. Hoje o fazem, mesmo que faturem um terço dessa quantia.

A ideia é impedir que cresça o número de farmácias independentes, incapazes de operar permanentemente com prejuízo.

O varejo de material de construção continua no negativo. Mas, em termos regionais, os números são diferentes. No Nordeste, o setor cai 10%, no Centro-Oeste, 9%, e no Sul apenas 2%.

O setor de construção apresenta uma curiosidade. O que hoje mais se constrói são projetos do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, por uma questão de perfil do crédito, são unidades vendidas apenas pela Caixa e Banco do Brasil.

Os bancos privados, com maiores exigências, dificilmente entram nesse mercado.

INDÚSTRIA

Com relação ao setor industrial, há como maior novidade, no primeiro trimestre de 2018, a forte alta das exportações. Foram 19% a mais de manufaturados.

Alguns dados, no entanto, merecem cautela. Um dos grandes bancos constatou que em abril a produção industrial interna cresceu em 8%, diante do mesmo mês no ano passado.

Mas parte dessa diferença se deve ao fato de abril de 2018 ter tido três dias úteis a mais que em 2017.

Um detalhe preocupante está nas primeiras avaliações sobre os efeitos na produção da greve dos caminhoneiros. Montadoras de veículos, por falta de peças, já deixam de produzir num terceiro turno.

Quanto aos bancos, eles fazem duas constatações. A primeira é de que o governo não criou instrumentos para direcionar o crescimento econômico. Está bem mais preocupado com a questão fiscal.

A inflação baixa não se traduziu por um aumento da demanda do mercado interno.

A segunda constatação diz respeito a certo ceticismo quanto à possibilidade de eleição de um candidato presidencial do centro.

Outra constatação é de que o setor financeiro, bastante concentrado (92% do crédito é dado pelos grandes bancos), não tem interesse em baixar os juros na proporção da queda da Selic.

O mercado tem poucas alternativas. As cooperativas, por exemplo, que tinham apenas 3% dos contratos, hoje têm perto de 10%. E as fintechs têm por enquanto um peso bem marginal.

Os grandes bancos, no entanto, já perceberam que das fintechs pode surgir alguma concorrência, e se apressam em patrocinar uma geração delas.

Uma dessas instituições, por exemplo, está gerando 230 dessas empresas em sua incubadora.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Produtos desaparecem das gôndolas

Com a greve dos caminhoneiros, os supermercados brasileiros já perderam vendas equivalentes R$ 1,320 bilhão por conta do desabastecimento de produtos perecíveis, frutas, verduras, legumes, laticínios e carnes in natura.

Só os supermercados do Estado de São Paulo deixaram de vender cerca de R$ 400 milhões de produtos perecíveis desde o início da greve. O cálculo é do superintendente da Associação paulista de Supermercados , Carlos Correa.

“É um estimativa conservadora”, frisa o executivo. Apesar de a greve durar quase uma semana, ele considerou nos cálculos a perda de vendas de cinco dias porque, nos primeiros dias da greve, havia produtos perecíveis nas lojas e as vendas não foram prejudicadas. Correa diz que os produtos perecíveis respondem 36% das vendas dos supermercados e que a greve já afeta hoje 80% do abastecimento desses itens.

As estimativas de prejuízo correspondem à realidade encontrada pelos consumidores nas lojas.

A busca pela batata ocupou parte da manhã de sábado de Jane Oliveira, de 39 anos. Foram quatro supermercados na Vila Mariana, zona sul da capital paulista, até encontrar o produto.

“Ainda assim, não está do jeito que eu costumo comprar. Mas comecei a vender batata frita quando perdi o emprego de empregada doméstica, há dois meses. Compro porque preciso.”

A normalização do abastecimento dos supermercados ainda poderia levar de 5 a 10 dias mesmo com o desbloqueio de estradas, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em nota, a entidade informou que ainda não estimou as perdas e prejuízos com a paralisação de caminhoneiros. Como a maioria dos supermercados trabalha com estoque médio de não perecíveis, a falta no abastecimento está concentrada nos perecíveis.

Além da batata, a cebola, o tomate e as verduras estão entre os produtos que o consumidor mais sentia falta na manhã deste sábado (26/05).

Em uma outra loja da Rua Domingos de Morais, no mesmo bairro, as hortaliças já tinham acabado desde sexta-feira. No freezer em que elas costumam ficar guardadas, o lojista colocou garrafas de suco de laranja, para preencher parte do espaço vago.

O matemático Luiz Xavier, de 55 anos, faz as contas: “Se eu levar mais um pacote de arroz, fico tranquilo para os próximos dias”. Ele, que vai todos os sábados ao supermercado, diz que o movimento aumentou ontem e que as pessoas parecem estar exagerando nas compras. “Sempre que tem uma ameaça de falta de produtos, as pessoas reagem estocando alimento em casa, o que só faz acelerar a escassez. Eu vou continuar comprando o que costumava levar, lembro bem do desabastecimento do Plano Cruzado (em 1986).”

O baixo movimento desanimou os feirantes do “varejão” da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

O sábado, que costuma ser o dia mais movimentado, foi mais curto e muitos feirantes não foram embora antes do fim da feira. Eles estimam que metade das barracas nem abriram e o movimento caiu entre 60% e 70%.

“Domingo, nem venho”, diz o florista Edson Okita, de 43 anos, há mais de 30 na feira da Ceagesp. “Nunca vi um movimento tão fraco, a gente está ficando sem estoque e o consumidor também sumiu.”

A falta de combustível também afetou o dinâmica nos estacionamentos. Em três deles, na região da Avenida Paulista, o número de clientes caiu entre 40% e 60% desde ontem.

“Os próximos dias devem ser ainda mais fracos. A gente conversa com os poucos clientes que aparecem e eles dizem que já estão quase sem gasolina.”

A maioria das 15 pessoas que a confeitaria DEF emprega na zona leste de São Paulo não deve ir trabalhar na segunda-feira. Um dos sócios da empresa, Eduardo Dini Fracaro, diz que eles costumavam fabricar mil bolos por semana, mas as encomendas já estão comprometidas. “Não temos mais recebido leite e ovos. Estamos com três carros parados, por falta de combustível.”

A paralisação dos caminhoneiros também atingiu as floriculturas. Segundo relatos de comerciantes, a oferta e diversidade de flores na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a Ceagesp, diminuiu bastante nos últimos dias.

Dona de uma floricultura no bairro Itaim Bibi, Júlia Junqueira de Moraes faz compras às segundas-feiras à noite e de madrugada todas as quintas-feiras. Nesta semana, o segundo dia de compra foi bem diferente. “Muito produtor faltou, especialmente quem é pequeno. Faltou variedade de plantas e alguns preços subiram.”

A flor astromélia, que normalmente custa entre R$ 8 e R$ 10 estava sendo vendida a R$ 16. Também florista, Kika Levi, que tem uma floricultura no bairro da Vila Madalena, anunciou para os clientes pelo perfil do Instagram de sua loja que poucos pedidos seriam atendidos por conta da greve.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Indústria têxtil perde R$ 90 milhões por dia com greve

A indústria têxtil estima em R$ 90 milhões por dia as perdas com a paralisação dos caminhoneiros no Brasil, de acordo com os dados do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo.

A entidade destaca que há interrupção do processo industrial, das vendas e do comércio em razão do desabastecimento de matérias primas.

“Ainda estamos começando a respirar em meio ao sufoco da mais grave crise de nossa história econômica”, diz em nota o presidente da entidade, Luiz Arthur Pacheco.

“O cenário de paralisação dos caminhoneiros é uma absurda contradição para um país que precisa voltar a crescer, fomentar investimentos e criar empregos”.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Pedido Sindilojas-BH & Região sobre anúncio de greve dos metroviários de Belo Horizonte

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Procura por crédito cresce 3,8% em abril

A demanda por crédito do consumidor apresentou aumento de 3,8% em abril sobre o mesmo mês de 2017. Em 12 meses, por sua vez, apresenta alta de 2,9%.

Na comparação mensal dessazonalizada, caiu 0,7%, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Por segmento, o Financeiro teve avanço de 8,0% na variação mensal dessazonalizada e o Não Financeiro, queda de 6,5% na mesma base de comparação.

De acordo com os técnicos da SCPC Boa Vista, “a lenta retomada da atividade econômica e alto nível de desemprego no início do ano têm reduzido o ritmo de crescimento do consumo e, consequentemente, da demanda por crédito. Espera-se que com as perspectivas positivas para os juros e inflação o indicador siga evoluindo de forma gradual.”

O indicador de demanda por crédito é calculado com base no número de consultas de CPFs feitas à base de dados da Boa Vista por empresas.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Saiba como a tecnologia pode destravar a burocracia oficial

Coexistem ao mesmo tempo, na área pública da saúde, 796 sistemas eletrônicos de informação. Mas eles não dialogam uns com os outros, o que representa uma indescritível dor de cabeça para controlar ou dividir estoques de medicamentos, compartilhar prontuários e comprar material.

O exemplo dessa espécie de arca de Noé na administração brasileira foi mencionado, em palestra nesta quarta-feira (23/5), por Eduardo Mário Dias, professor titular da Escola Politécnica da USP e há 43 anos especialista em questões de automação.

Ele foi o convidado do Conselho de Economia da Associação Comercial (ACSP), que tem como coordenador o economista Roberto Macedo.

O tema de Dias foi “ Automação e sociedade – quarta Revolução Industrial (indústria 4.0): um olhar para o Brasil”.

Com relação ao controle de medicamentos, ele disse que apenas uma integração dos sistemas de informação poderia diferenciar, no país inteiro, o faturamento de produtos comprados de laboratórios daqueles que são falsificados.

Estima-se que são utilizados, anualmente, R$ 2 bilhões em medicamentos falsificados – adquiridos por meios ilícitos e que provocam sérios problemas de saúde.

A mesma anomalia atinge o comércio das próteses, afirmou Dias.

Uma integração de sistemas também permitiria a troca de informações técnicas para evitar, como ocorre hoje, que 30% das vacinas, em lugar de serem aplicadas, acabem se perdendo por não terem sido estocadas na adequada temperatura.

EXPORTAÇÃO DE CARNE E SOJA

O pesquisador relatou um dos projetos em que trabalhou e que desburocratizou e agilizou a exportação de produtos animais.

O mecanismo é de assustadora simplicidade. Ao ser despachado na origem, o contêiner com a carne congelada recebe na porta um lacre que o acompanha por todo o transporte.

Dentro desse lacre há um chip com informações completassobre origem, destino, preço, guias alfandegárias e informações para a Receita Federal.

Ao pegar a estrada em direção ao Porto de Santos – onde a experiência já começou – o chip é lido e suas informações são transmitidas para o cais em que se dará o embarque.

Ao chegar no porto, basta uma nova leitura do chip para que o motorista descarregue seu contêiner. Economizam-se toneladas de papéis com guias impressas e ainda se ganham no mínimo 48 horas entre o transporte e o desembarque.

Esse mecanismo foi encomendado em 2009 pelo Ministério da Agricultura, mas só agora foi implementado.

Pela economia que proporciona, o sistema teve um custo absurdamente baixo. Apenas R$ 2,5 milhões.

Antes disso, afirma Dias, o governo havia gasto R$ 500 milhões, em sistemas que não funcionaram ou funcionaram mal.

O segredo não está propriamente no aproveitamento de tecnologia já existente, mas sobretudo no abandono da ideia segundo a qual os sistemas importados são mais eficientes que os produzidos no Brasil.

NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Um exemplo engenhoso de soluções em que a tecnologia permite aumentar a arrecadação de tributos com o mesmo volume de faturamento foi dado pela nota fiscal eletrônica, disse o professor da Poli.

Com os caixas integrados a um único sistema, a emissão da nota  no momento em que os produtos são comprados pelo cliente final significa 100% de sucesso no combate à sonegação, num mecanismo que também permite ao varejista controlar, em tempo real, seus estoques e faturamento das vendas.

A ideia partiu da Secretaria da Fazenda durante o governo José Serra, e a USP a executou, a um custo ridículo se comparado aos benefícios produzidos. O projeto saiu por UR$ 1,8 milhão.

O Ceará já adotou a mesma ideia, e Minas Gerais está a caminho de fazer o mesmo.

Outra experiência, encomendada pela Prefeitura de São Paulo pela gestão Kassab, procurou integrar as informações da CET e da Transurb.

A ideia não teve prosseguimento. Mas com o monitoramento de ônibus e veículos, acoplado ao tempo de abertura dos semáforos, o objetivo era economizar em 20% o tempo necessário aos trajetos urbanos.

Existe, nesse campo, disse Dias, um campo de experiências quase ilimitado. Citou, por exemplo, a criação de um waze público e do monitoramento dos celulares transportados dentro dos veículos para mapear preferências de trajetos e tentar desimpedi-los.

(fonte: Dcomércio.com.br)

Governo sela trégua com caminhoneiros, mas protestos continuam

Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou na noite desta quinta-feira (24/05), que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias.

Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

Para não interferir na política de preços da Petrobras e ao mesmo tempo garantir essa previsibilidade, o ministro Eduardo Guardia (Fazenda) informou que haverá um mecanismo de compensação do governo a cada 30 dias, que terá que ser calculado mês a mês entre o preço que a estatal adotaria e o adotado.

“O compromisso da Petrobrás (do desconto no preço do diesel) é por 15 dias. Depois, a política volta normalmente. A política de preços continua preservada até a porta da refinaria”, assegurou Guardia.

O acordo do governo com caminhoneiros também inclui a manutenção do desconto de 10% no diesel por 30 dias. Nesta quinta-feira, a Petrobras anunciou a medida por 15 dias, que será bancada pela estatal. A União se compromete a pagar uma compensação financeira à Petrobrás pelos outros 15 dias acordados para “garantir a autonomia” da estatal.

A estimativa inicial do Ministério da Fazenda é que esta compensação pelo desconto de 10% por 15 dias represente R$ 350 milhões, porém o valor ainda terá que ser atualizado. Segundo Guardia, o governo terá “dotação orçamentária para fazer frente a essa despesa” e também a compensação a cada mês.

Depois dos 15 dias de suspensão da greve, haverá uma nova reunião entre as entidades e o governo para verificar como está o cumprimento dos 12 itens que constam no acordo. Também consta entre compromissos a realização de encontros periódicos a cada duas semanas.

O representante da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que não teve acordo. Segundo ele, outros líderes da categoria se mostraram receptivos à proposta de suspender a paralisação, mas ele se recusou e deixou o local antes do fim da reunião.

A Abcam representa 700 mil caminhoneiros, com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil.

“Todo mundo acatou a posição, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram, mas falei disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, embutidos no preço do combustível”, disse Lopes.

Mesmo após acordo, caminhoneiros mantêm protestos pelo Brasil nesta sexta (25/05). Há bloqueios nos dois sentidos da rodovia Anhanguera, em São Paulo. Às 7h, era registrada interdição, no sentido capital, de uma faixa e do acostamento no km 148.

No sentido interior, havia fechamento da faixa também no km 148. A CCR AutoBan, concessionária que administra a pista, aconselha os motoristas a optarem pela rodovia dos Bandeirantes.

A rodovia Régis Bittencourt (BR-116) permanece com três pontos de bloqueio. O tráfego está liberado para veículos leves, mas congestionamentos se formam nos trechos com protestos.

Caminhoneiros também fazem protesto no Rodoanel de São Paulo, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes. Os acessos ao Porto de Santos (SP) continuam bloqueados em razão das manifestações, tanto na margem esquerda, pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, no Guarujá, quanto na margem direita, pela rodovia Anchieta, em Santos.

O mesmo ocorre em rodovias no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estado que apresenta 74 pontos de manifestação. No Distrito Federal, a PRF registra manifestação de caminhoneiros na BR-020, BR-060, BR-070 e BR-080.

ESCASSEZ

A continuidade da paralisação dos caminhoneiros começa a afetar o abastecimento de produtos em várias localidades dos país. Os entrepostos não estão recebendo alimentos, produtores de perecíveis descartam suas cargas e as bombas combustíveis secaram em algumas cidades.

Os caminhoneiros querem a redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS, e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais que estão concedidas à iniciativa privada.

Na quarta-feira,23/05, a Câmara dos Deputados aprovou a desoneração do diesel, zerando Pis e Cofins. A texto precisa passar pelo Senado. Mas os manifestantes informam que só suspendem a greve quando a lei foi publicada no Diário Oficial.

Enquanto um acordo não acontece, outras categorias se juntam à paralisação. Em Brasília, cerca de 400 motoboys e motoristas de Uber impedem a saída de nove caminhões com combustíveis de uma base da BR Distribuidora.

IMPACTOS

Produtores de leite de todo o País sentem os efeitos da greve dos caminhoneiros e veem milhões de litros serem descartados. Na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, mais de 500 mil litros já foram jogados fora porque, com a falta de transporte o produto se perde em pouco tempo e não há como utilizá-lo.

Os produtores dizem ainda que o risco é grande de começar a faltar ração para os animais.

Os bloqueios nas rodovias de 20 estados brasileiros por conta da greve  ameaçam o abastecimento de carne de frango e de porco. Pelos menos 120 dos 180 frigoríficos de todo o país estão paralisados.

Os frigoríficos explicaram que o estoque de ração nas granjas não é muito grande; é suficiente apenas para 3 ou 4 dias sem abastecimento regular. “A partir do quinto dia, os produtores já começam a intercalar a alimentação — dia sim, dia não; dois dias sim, um dia não — para não ter a falta total”, explicou José Rodolfo Ciocca, gerente de agropecuária sustentável da WAP.

Mas há ainda um outro problema. Com a paralisação repentina, os frigoríficos, sem ter como dar vazão a seus produtos, suspendem o abate dos animais.

A paralisação também reduziu em 27% a movimentação diária de granéis no Porto de Paranaguá, de 150 mil para 110 mil toneladas nesta quinta-feira, disse a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em nota.

“Depois de quatro dias de paralisação total das atividades rodoviárias, os estoques de grãos para exportação nos armazéns estão a 51% da capacidade total do porto”, informou a Appa. “Deste modo, o porto registrou uma queda nas exportações de granéis de 15 mil toneladas por dia, passando de 85 mil para 60 mil toneladas diárias.”

Já a importação de fertilizantes foi interrompida em berços de atracação em que o transporte da carga é feito por caminhões, segundo a Appa. Apenas os berços que operam com esteiras continuam funcionando. “A movimentação de desembarque de fertilizantes caiu de 25 mil toneladas ao dia para 10 mil toneladas.”

Conforme o porto, a movimentação de granéis líquidos segue ocorrendo dentro da média diária de 40 mil toneladas.

A PÉ

Sem o abastecimento por caminhões, aumentou o número de praças sem combustível no País. Comunicados encaminhados por sindicatos regionais para a Fecombustíveis, que representa aproximadamente 40 mil postos revendedores de combustíveis, relatam “desabastecimento generalizado” em cidades gaúchas, redução drástica dos estoques na Bahia e escassez completa de combustíveis em municípios do Paraná.

No Rio de Janeiro, conforme informa o sindicato que representa os revendedores da cidade, falta combustível em metade dos postos da cidade e esse número deve chegar a 90% até o fim do dia.

Ainda segundo relatos recebidos pela Fecombustíveis, o número de postos sem combustível nas bombas cresce rapidamente em grandes centros urbanos do Paraná, como as cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.

LIMINAR

A Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça para tentar garantir o abastecimento de combustível para os ônibus da frota municipal e os caminhões que fazem a coleta de lixo na cidade.

Segundo a prefeitura, por causa do baixo estoque de óleo diesel a São Paulo Transportes (SPTrans) reduzir em até 40% o número de ônibus circulando nos horários de entrepico.

A medida, segundo a SPTrans, foi necessária para garantir que a frota possa funcionar também no final do dia e à noite desta quinta-feira.

(fonte: Dcomércio.com.br, Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

Frio não aquece vendas do comércio de rua

Considerado um bom aliado do comércio, o frio tem o hábito de movimentar consumidores em busca de peças de vestuário para se aquecer na temporada de outono/ inverno. Mas, ao que parece, desta vez a história mudou.

Após uma semana com os termômetros em queda, os lojistas da região do Brás, onde há cerca de 55 ruas comerciais, ainda não sentiram nenhuma melhora no ânimo dos consumidores para as compras.

Enquanto o balanço de vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponte que o movimento de vendas do comércio varejista paulistano subiu em média 4,5% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, lojistas da região revelam que a demanda por vestuário tem sido pouco significativa.

Em abril, os preços das roupas subiram 0,62% de acordo com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. Já as roupas femininas ficaram, em média, 1,66% mais caras.

No entanto, Nelson Tranquez, sócio-proprietário da Loony Jeans e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Bom Retiro, diz que boa parte dos preços está abaixo dos valores do ano passado.

O fraco movimento, porém, não pode ser extrapolado para as grandes redes de vestuário. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, José Galló, presidente da Renner, disse que a chegada das frentes frias na região Centro-Sul quase colocaram a rede na meta para o trimestre.

De acordo com o executivo, em dias frios as lojas chegam a vender de 30% a 40% mais volumes.

Embora o primeiro trimestre tenha sido estável em volume de vendas, Érica Gandal, coordenadora de vendas da Ancona, no Bom Retiro, desconfia que muitos lojistas tenham aproveitado para abastecer suas lojas com as sobras do Natal, quando havia descontos de até 80%.

“Observamos que nossos clientes lojistas levaram um mix mais diversificado de roupas, no início do ano. De repente, já pensando em ter estoque até julho”, diz Érica.

Para driblar a baixa, a confecção tem usado exaustivamente o Instagram e o aplicativo WhatsApp para chamar a atenção dos mil clientes cadastrados pelo país. A estratégia tem sido boa para fisgar novos clientes, segundo a coordenadora.

Ociosas dentro da loja física, as três vendedoras da Ancona passam o dia checando os celulares, respondendo dúvidas de clientes e enviando fotos – um trabalho de formiguinha, na opinião de Érica, mas que tem muito potencial.

Utilizar o Whatsapp e Instagram para aumentar as vendas já faz parte da realidade de muitas empresas varejistas. De acordo com um relatório da startup Opinion Box e do portal Mobile Time, a ferramenta é usada diariamente por 89% dos usuários de smartphones no país.

DATAS COMEMORATIVAS

Quem apostava no movimento de Dias das Mães para salvar os números do segundo trimestre acabou se frustrando. Tranquez diz que as lojas da região do Brás e do Bom Retiro estão vendendo 15% abaixo da média esperada para os meses de abril e maio.

“Da nossa parte, já não há mais o que fazer. Cortamos custos, enxugamos o quadro de funcionários e a produção. Estamos trabalhando no limite”, diz o gerente da Loony.

Nem mesmo o Dia das Mães, que é a data mais significativa para o comércio depois do Natal, ajudou os comerciantes. Idalina Bueno, gerente de estoque da loja Karmona, na rua Oriente, diz que 80% das peças que estavam separadas para a data ficaram encalhadas.

As roupas mais vendidas, segundo Idalina, foram as da coleção passada, que já estavam remarcadas com 20% ou 30% de desconto. Ela também cita que os dias que antecederam a comemoração foram muito quentes e estimularam a comercialização de peças da coleção do último verão.

Faltando pouco mais de duas semanas para o Dia dos Namorados, Tranquez diz que não está otimista para a data que é pouco representativa para as lojas da região.

Com a vitrine repleta de casacos, blusas de lã, calças de couro e vestidos de tricô, a Miss Billa, na rua Silva Telles, não pretende antecipar as promoções da coleção atual para atrair os namorados.

Jason de Oliveira, gerente da loja diz que os lojistas estão comprando o mínimo possível e que os clientes de varejo dão mais preferência a facilidades no pagamento do que para desconto.

Ele torce para que o frio se estenda pelas próximas semanas. “Ano passado, a primeira queda de temperatura já animou os clientes. Neste ano, não movimentou nada”, diz.

FÔLEGO EM 2017

Tranquez recorda que em 2017, as vendas tiveram um fôlego a mais por conta do saque das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O recuo da inflação e a liberação das contas inativas incentivaram os paulistas a comprarem mais itens durante o primeiro semestre do ano e injetaram R$ 7,2 bi no varejo.

A confiança do consumidor também se manteve em alta até maio, quando veio à tona a delação do dono da JBS, Joesley Batista, envolvendo o presidente Michel Temer.

Além disso, o gerente da Miss Billa, diz que os feriados do ano passado levaram muitos turistas para as rua do Brás, bem diferente do que tem acontecido esse ano. Oliveira atribui o fraco desempenho ao mercado de trabalho. De acordo com o Dieese, já são quase 14 milhões de desempregados.

(fonte: Dcomércio.com.br)