Comerciantes estão mais otimistas com o Dia das Mães

Os comerciantes de Belo Horizonte estão otimistas com o Dia das Mães deste ano. Na avaliação de 67,5% dos empresários ouvidos em pesquisa divulgada ontem , as vendas vão aumentar em relação a 2017. Somando aqueles que acreditam que o volume de negócio será igual ao do período anterior, o índice sobe para a 85,1%. Apenas 14,9% acreditam que a movimentação será menor, indicador que em 2017 estava em 33,3%. Os comerciantes esperam que o tíquete médio do presente seja de R$ 130,23, ou seja, 23,75% superior ao do ano passado. Como estratégia de divulgação de produtos e promoções, a maior parte citou que vai usar o WhatsApp.

De acordo com Marco Antônio Gaspar, o otimismo dos lojistas está amparado na melhora dos indicadores macroeconômicos, principalmente queda dos juros e inflação controlada. “Com esses fatores, sobra um pouco mais de dinheiro no bolso do consumidor e as pessoas podem optar por comprar presentes”, ponderou. Na última semana, a CDL-BH já havia divulgado projeção de aumento de 2,76% nas vendas do Dia das Mães deste ano em relação ao do ano passado, o que deve injetar R$ 2,16 bilhões no comércio.

Marco Antônio Gaspar ressalta que outro dado da pesquisa que mostra mais otimismo e confiança por parte do lojista é a intenção de investimento. O levantamento apontou que 56,7% revelaram que reforçaram os estoques para atender à demanda na data. No ano passado, esse índice ficou em 42,7%.

A região da Capital na qual os lojistas estão mais otimistas é a Pampulha, onde 82,4% acreditam que as vendas deste ano serão melhores. Em seguida estão Noroeste (70,6%); Venda Nova (70%); Centro-Sul (69,8%); Leste (65%); Norte (60%); Barreiro (58,8%); Oeste (58,3%) e Nordeste (54,5%).

E, para incrementar as vendas, os lojistas estão apostando em divulgação de produtos e promoções na internet: dos cinco meios de propaganda mais escolhidos, quatro são virtuais. Em primeiro lugar está o WhatsApp, citado por 22,4%. Os demais são o Facebook, com 18,7%; cartazes/faixas na vitrine, com 16,9%; Instagram, 13,5%; e site da empresa, com 13%. Para Marco Antônio Gaspar, o fato de a divulgação nas mídias sociais não gerar custos é primordial para essa escolha. “Até mesmo a panfletagem mais básica gera gastos. A divulgação nas redes sociais é toda gratuita”, ressaltou ele.

Entre as estratégias para alavancar vendas estão promoções, ofertas e liquidações (28,7%); divulgação de produtos (23,4%); decoração da loja (19,6%) e flexibilidade de pagamento (9,7%).

Apelo emocional – Considerada a segunda melhor data para o comércio, ficando atrás apenas do Natal, o Dia das Mães tem forte apelo emotivo, o que também impulsiona as vendas. Neste ano, a comemoração será em 13 de maio. E, na opinião dos lojistas, o item preferido na hora da escolha dos presentes devem ser as roupas. Dos entrevistados, 44% citaram essa mercadoria. Os outros produtos mais citados foram calçados e acessórios, 18,2%; cosméticos e perfumaria, 10,6%; joias e bijuterias, 5,3%.

Dos comerciantes ouvidos, a grande maioria (55,9%) acha que os consumidores comprarão um presente, enquanto 35,1% consideram que cada pessoa dará dois presentes. O valor do presente deve girar em torno de R$ 130,23, na avaliação dos entrevistados. Mas, a maior parte acredita que os gastos ficarão entre os R$ 50 e R$ 100, sendo essa a opinião de 58,8% dos ouvidos.

O tíquete médio aguardado, de R$ 130,23, terá incremento de 23,75% em relação a 2017, quando o valor citado foi de R$ 105,30. Os comerciantes que aguardam maiores gastos com os presentes são os da Pampulha, que acreditam que o tíquete médio ficará em R$ 217,19. Em seguida estão os do Centro-Sul (R$ 161,89); Leste (R$ 136,90); Venda Nova (R$ 129,76); Nordeste (R$ 106,82); Noroeste (R$ 105,30); Barreiro (R$ 101,47); Norte (R$ 100) e Oeste (R$ 79,17).

Quanto à forma de pagamento, a maioria dos empresários (57%) acredita que o consumidor optará pelo parcelamento no cartão de crédito. As outras formas de pagamento mais citadas foram cartão de débito (20,3%); à vista no cartão de crédito (9,7%) e à vista em dinheiro (5,1%). “Normalmente, a pesquisa com o consumidor mostra que ele vem privilegiando o pagamento à vista, ao contrário do que pensa o lojista”, pondera Gaspar.

(fonte: Diário do Comércio)

Confiança do consumidor sobe só 0,3%

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu apenas 0,3% em abril em relação a março, ficando em 102,2 pontos. O aumento é fraco e ainda deixa o indicador abaixo da média histórica da pesquisa, que é de 107,9 pontos. Os dados foram divulgados ontem.

Para a CNI, o resultado de abril demonstra que a confiança do brasileiro ainda é insuficiente para reativar o consumo.

“Há quase dois anos, o índice está oscilando em um patamar muito baixo. Com isso, as pessoas têm pouca disposição para fazer compras, o que limita o crescimento do consumo e da economia como um todo”, avalia o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Segundo o estudo, o Inec está, desde junho de 2016, variando dentro da faixa de 100 e 105 pontos, com duas exceções, a última delas em setembro de 2017, quando o índice foi a 98,5 pontos. Nos meses seguintes, até abril de 2018, o índice mostra três variações mensais positivas e quatro negativas – e acumula alta de apenas 3,8% no período.

A leve recuperação registrada em abril, de acordo com a entidade, se deve a uma melhora nas expectativas do consumidor diante da inflação, do emprego e da renda pessoal nos próximos seis meses. “Os índices de expectativa de inflação, desemprego e própria renda registram crescimento de mais de 2% na comparação com março. Ou seja, revela que os consumidores esperam menor inflação e desemprego, e aumento de sua renda”, cita o levantamento.

Endividamento – Apesar disso, o componente que avalia a expectativa quanto ao endividamento piorou, com queda de 3,4% em relação à edição anterior da pesquisa, indicando aumento das dívidas das famílias. O consumidor também vê uma piora na situação econômica, com recuos no índice de situação financeira e de compras de bens de uso doméstico de maior valor, como móveis e eletrodomésticos. Os recuos nesses índices foram de -0,8% e -0,4%, respectivamente.

A CNI explica que o Inec é um indicador que ajuda a antecipar variações na atividade econômica. “Consumidores pouco confiantes tendem a diminuir as compras. Com a redução do consumo, aumentam as dificuldades de recuperação da economia”, reforça.

O Inec é elaborado em parceria com o Ibope e esta edição do estudo ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre 12 e 16 de abril.

(fonte: Diário do Comércio)

Que nível de confiança você tem em sua equipe?

A interessante pergunta é reflexiva e reveladora. Podemos usar as máximas populares da gestão onde “a equipe é reflexo do seu líder” e também “sua empresa tem a equipe que merece”. Se você, nobre empresário, não concorda com tais máximas, está certo. Porém, também é correto afirmar que são verdadeiras.

Trabalhando há mais nove anos com empresários de várias partes do Brasil e Paraguai, percebo que empresas são alavancadas por meio das pessoas. Os processos devem ser muito bem elaborados, a ponto de serem independentes de quem os executa. Os sistemas devem ser customizados conforme a realidade de cada negócio. Mas, se as pessoas que fazem parte desse jogo não funcionarem, a engrenagem trava.

Vou propor questionamentos para reflexão quanto a sua equipe:
“Se demitisse todos, quem você recontrataria e por quê?”

“Se pudesse demitir até três colaboradores, quem seria e por qual motivo?”

“Qual a quantidade de horas de treinamento/capacitação e valor investido em sua equipe nos últimos 12 meses? Quanto isso representa sobre seu faturamento? Entende como sendo suficiente?”

“Qual seria o próximo pequeno passo para que seu cenário do tema equipe suba um nível? Já elaborou uma ação específica?”

“Se você fosse seu próprio chefe, se contrataria por sua performance, inteligência e esforço?”

“Seus colaboradores são os mais baratos, estão no padrão do mercado ou você paga bem para ter os melhores?”

Agora sim é momento de repetir a pergunta: Qual o nível de confiança que você tem com sua equipe? Se esta é alta e valiosa, crie ações para valorizar seus funcionários. Se sua confiança com eles é média para baixo, tome 30 minutos de reflexão sobre você, seu comportamento, seus hábitos, suas crenças limitantes e sobre o que, realmente, deseja para o futuro da sua empresa.

O momento é de reflexão e ação. “Enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Enquanto vários concorrentes e empresários estão reclamando e puxando a energia da empresa para baixo, é sua hora de sair na frente. Quando o cenário virar, esses players de mercado estarão ainda se recompondo e você poderá estar passos largos à frente deles.
É hora de entrar em ação.

(fonte: Diário do Comércio)

Festivais impulsionam os bares em BH

Bares e botecos que aumentam em cerca de 50% as suas vendas, praticamente dobram o número de funcionários, se veem obrigados a fazer melhorias estruturais em seus negócios, incrementam o cardápio com novos pratos e ainda atingem a sonhada visibilidade. Estes são alguns efeitos que os festivais culinários pautados pelos tira-gostos e petiscos surtem nos estabelecimentos participantes, durante e depois de suas passagens. Para honrar o título de capital dos bares e botecos, Belo Horizonte não só abriga uma boa safra destes festivais ao longo do ano, como também já importa o modelo para outros estados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, Belo Horizonte e região metropolitana conta com 21 mil estabelecimentos de alimentação. Os bares e botecos participantes dos festivais têm motivos distintos para se integrar aos eventos, mas todos esperam como resultado o balanço positivo nas vendas ao final do evento. “Alguns estabelecimentos buscam mais divulgação, outros se pautam mais pelo movimento previsto, outros focam mais na parte institucional, mas todos eles aguardam a época destes festivais para lançar pratos novos, rever conceitos, reformular seus negócios. É uma forma de sair da zona de conforto”, analisa.

Um destes festivais é o Botecar, que começou no dia 11 e vai até o dia 30 de abril, e tem como objetivo valorizar os estabelecimentos de administração familiar e que utiliza ingredientes naturais em seus pratos. O tema desta edição, a sua quinta realização, é a Estrada Real. Segundo o coordenador do evento, Antônio Lúcio Martins, a maioria dos donos dos 38 bares e botecos participantes já tem relatado o aumento nas vendas. “Isso faz com que tenhamos que recalcular o crescimento de 40% nas vendas que notamos nos primeiros dias, já que agora, com base no número de visitas e pratos vendidos nos estabelecimentos ao longo do evento, estamos chegando perto de um crescimento de 80%”, explica.

Um dos bares participantes é o tradicional Bartiquim, no Santa Tereza, chefiado por Rômulo Silva, o Bolinha. “Eu tenho o bar há 15 anos e participo do Botecar desde o início. Com a visibilidade alcançada pelo festival, a estrutura e o número de funcionários tiveram que mudar, porque as vendas aumentam. E a gente nota que o evento atrai novos clientes porque muitos deles perguntam onde fica o banheiro. O pico de vendas é durante o evento, quando há um aumento de 50% nas vendas. Mas o movimento se mantém bom também ao longo do ano, até porque muita gente que vem durante o Botecar não consegue experimentar algum prato e acaba voltando depois”, conta.

Turismo – Segundo o diretor de Marketing e Promoção Turística da Belotur, Marcos Barreto, a Prefeitura de Belo Horizonte já vê a gastronomia como carro-chefe no turismo.

Só no ano passado, a cidade contou com 82 eventos gastronômicos. “Por isso este é um segmento que nós adotamos como prioridade no turismo. No ano passado, chegamos a pleitear o título da Unesco na Rede de Cidades Criativas da Unesco para o segmento da gastronomia. No ano que vem vamos pleitear novamente, porque acreditamos no potencial da cidade, o que é reforçado pela força dos eventos gastronômicos como os que estão acontecendo agora”, analisa.

EVENTO SE TORNA SALVAÇÃO ECONÔMICA

O bar Já Tô Inno, localizado no Barreiro, estava com as portas quase fechadas em 2014 quando o proprietário Washington Grenfell recebeu o convite para participar do Comida Di Buteco. “Neste ano eu já estava pensando em fechar porque na época começava a onda dos espetinhos e o nosso foco era o churrasco a quilo, então o movimento estava diminuindo bastante. Como eu trabalhava sozinho, não tinha condições mais de manter o negócio funcionando. Foi quando recebi o convite do Comida di Buteco para participar e resolvi tentar”.

Coroando a sua estreia com a vitória no concurso em 2014, Grenfell já não tinha mais como fechar o bar. Ao contrário, ele precisou contratar mais funcionários, construir uma cozinha e aumentar o número de mesas para conseguir atender à nova demanda. O sucesso foi se consolidando com o aumento gradativo do movimento nos anos seguintes, potencializado por outras duas vitórias subsequentes, em 2015 e 2016, consagrando o Já Tô Inno como tricampeão do Comida di Buteco.

“Foi uma mudança radical. Logo que a gente entrou no concurso, ganhamos, e aí tive que contratar quatro funcionários. Em 2015 eu precisei contratar ainda mais e, hoje, mantemos o quadro de 13 funcionários. Antes, eram 20 mesas, agora são 33, e de 2014 para cá, o movimento mais que triplicou”, explica Grenfell. Como ocorre com outros bares e botecos participantes, o Já Tô Inno costuma manter os pratos criados para o concurso em seu cardápio, uma forma também de expandir o negócio e oferecer novas opções para os clientes.

Petiscos o ano todo – Além do Botecar e do Comida di Buteco, que ocorrem simultaneamente, BH ainda recebe o evento nacional Brasil Sabor que, na capital mineira, é uma espécie de abertura gastronômica das festas juninas. O evento, que vai de 17 de maio a 3 de junho, conta com vários petiscos juninos que vão ser incorporados ao cardápio oficial do Arraial de Belo Horizonte. No final de ano também acontece o Festival Bar em Bar, do dia 8 a 25 de novembro, com a mesma ideia de apresentar tira-gostos de bares e restaurantes e expandir os negócios destes estabelecimentos.

(fonte: Diário de Comércio)

Via Varejo registra queda no lucro, mas vendas aumentam no 1º trimestre

A Via Varejo teve crescimento de dois dígitos da receita e nova evolução das margens no primeiro trimestre, mas o resultado foi ofuscado por uma queda no lucro, devido ao maior pagamento de impostos.

A dona das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio anunciou ontem que teve lucro líquido de R$ 71 milhões nos três primeiros meses do ano, queda de 26% contra um ano antes. A companhia pagou R$ 74 milhões em imposto de renda, enquanto tivera um crédito de R$ 11 milhões nesta linha um ano antes.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 407 milhões no trimestre, 24,1% acima de um ano antes. A margem Ebitda subiu 0,67 ponto percentual ano a ano, para 6,1%, registrando o quinto trimestre sequencial de elevação.

A receita líquida subiu 10,5%, para R$ 6,62 bilhões, com o faturamento das lojas físicas subindo 11,4%, enquanto o dos canais on-line cresceu 6,4%. As vendas na base mesmas lojas subiram 10,6%.

As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 12,4% sobre um ano antes, para R$ 1,76 bilhão.

O grupo em fevereiro passou por uma troca de comando, com Flávio Dias assumindo como presidente-executivo no lugar de Peter Estermann, que nesta sexta-feira assume a presidência do Grupo Pão de Açúcar.

De janeiro a março, a Via Varejo investiu R$ 106 milhões, montante que envolveu a abertura de 12 lojas e a reforma de outras 16. O plano da companhia é de abrir até 80 lojas neste ano.

A empresa fechou março com R$ 2,5 bilhões em recebíveis não descontados, declínio de R$ 114 milhões em relação a um ano antes.

O índice de inadimplência no crediário acima de 90 dias ficou em 7,5%, ante 7,7% no primeiro trimestre de 2017. Já o índice de 15 a 90 dias ficou estável em 16,3%.

Datas comemorativas –  A Via Varejo está preparada para atender à demanda dos consumidores para o Dia das Mães e a Copa do Mundo, disseram executivos do grupo.
“Estamos muito bem preparados em termos de estoque, mix de produtos e estratégia para que tenhamos posição competitiva adequada para eventos sazonais”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Peter Estermann, durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre.

“Vamos concluir amanhã o processo de transição do comando da Via Varejo e estou muito confiante de que sob a liderança do Flavio a companhia vai prosseguir de modo acelerado com a transformação digital”, disse Estermann.

O ritmo de implementação de várias iniciativas da companhia, incluindo os chamados “mini-hubs” (pequenos galpões em lojas físicas), deve ganhar força nos próximos trimestres, de acordo com o diretor executivo de operações da varejista de móveis e eletrodomésticos, Paulo Adriano Naliato.

A Via Varejo já conta com cinco mini-hubs nas cidades de Mauá (SP), Brasília (DF), Curitiba (PR), Teresina (PI) e Cuiabá (MT). O plano é elevar esse número a 70 unidades Casas Bahia e Pontofrio até o fim de junho e 220 até dezembro.

A empresa também vem empenhando esforços para expandir o marketplace, atualmente com 3,3 mil vendedores, acima dos 3 mil do ano passado, que segundo os executivos deve se consolidar ao longo de 2019 como importante fonte de receitas para Via Varejo.

“Estamos terminando ajustes no sistema e em processos internos para englobar mais sellers e já no segundo semestre teremos condições de alavancar esse número”, afirmou Dias em seu último dia como diretor da unidade de negócios on-line.

(fonte: Diário do Comércio)

Lojas do Comércio não poderão funcionar no feriado do dia 1º de maio

O Sindilojas BH & Região informa que o comércio lojista de Belo Horizonte, Brumadinho, Caeté, Confins, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão Das Neves, Rio Acima, Sabará, São José Da Lapa e Vespasiano, não está autorizado a funcionar no feriado do dia 1º de maio de 2.018 (Dia do Trabalho), pois não há a autorização para o trabalho no respectivo feriado, conforme exigência da Lei 10.101/00, alterada pela Lei 11.603/07.

Quais fatores determinam o interesse dos clientes no ponto de venda

Fachada, provador, espaço para circulação e até a temperatura do local. Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Abiesv) mostrou o que os clientes julgam ser o fator mais importante da infraestrutura das lojas.

Na pesquisa, os consumidores listaram os aspectos importantes nos estabelecimentos. O mais citado foi a boa disposição dos produtos expostos, 56% dos entrevistados disseram que este é um fator relevante.

Em segundo lugar, os clientes citaram o serviço de caixa. Para 53%, um atendimento rápido no momento do pagamento é importante. Outros dois aspectos foram lembrados – amplo espaço para circulação (39%) e boa climatização (38%).

Rapidez no pagamento

Os consumidores entrevistados disseram que o fator mais importante no momento de finalizar a compra é ter operadores suficientes para que não se formem filas, esta foi a reposta foi dada em 88% das entrevistas. O segundo fator mais citado (26%) como importante nos caixas é a organização de uma fila única, para evitar que uma ande mais rápido que outra.

Os participantes ainda responderam perguntas sobre terminais de autoatendimento, que estão chegando ao Brasil. A maioria (63%) disse preferir pagar sem o operador de caixa enquanto 20% disseram que gostam do atendimento humano. Outros 17% se mostraram indiferentes.

Outros fatores notados pelos consumidores têm menos relevância, segundo o estudo. Provadores espaçosos foram citados em 32% das entrevistas, boa sinalização de setores em 23%, fachada atrativa e espaço para descanso apareceram em 17% e música ambiente agradável em 12%.

Fachadas importam

A fachada está longe de ser o fator que mais influencia a experiência do consumidor em lojas físicas, segundo os entrevistados. Porém, a frente das lojas é importante para atrair os clientes: 63% dos participantes da pesquisa disseram que elas são essenciais para identificar a loja. Outros 59% dizem que avaliam se o estabelecimento combina com seu gosto apenas pela fachada.

O primeiro contato visual com as lojas já é suficiente para 57% saberem se os produtos são caros ou baratos, mesma porcentagem de pessoas que decidem se vão ou não entrar no estabelecimento. Metade dos clientes julga se a loja tem produtos bons olhando a fachada.

A pesquisa encomendada pela Abiesv foi feita pela Qualibest, instituto de pesquisas online. Foram ouvidas 616 pessoas, 51% homens e 49% mulheres. A maioria (55%) tem entre 25 e 44 anos.

(fonte: Portal No Varejo)

Produtos feitos à mão ganham mercado

Em tempos de tecnologia de ponta e produtos digitais, uma cultura que valoriza o “feito à mão” e a criatividade do Do It Yourself (faça você mesmo) parece ganhar força no sentido contrário. Da agulha à colher de pau, do martelo ao prego, as ferramentas ancestrais ganham status em uma geração ávida pela experiência de construir seus próprios móveis, decorar seus apartamentos, ser o chef de sua cozinha e de consumir produtos que foram feitos por mãos reais e não numa esteira de produção em série.

Nessa cultura crescem os negócios que vendem o produto feito à mão, mas também aqueles que ensinam como fazer as coisas, assim como os negócios que fornecem matéria-prima. Em Belo Horizonte, empresas ligadas ao segmento ganham relevância, como é o caso do Elo7, plataforma que se intitula como um “marketplace de produtos criativos e autorais”. Levantamento recente realizado pela empresa apontou que a capital mineira é um dos destaques no País em compra e venda de artigos artesanais.

Entre as 3,7 mil cidades onde a plataforma atua, Belo Horizonte ficou em terceiro lugar entre as que mais compraram produtos em 2017. Além disso, a Capital ocupa o quarto lugar em relação ao número de vendas realizadas pelos artesãos e lojistas cadastrados. O CEO do Elo7, Carlos Curioni, acredita que o resultado positivo está diretamente ligado à cultura de consumo na cidade, que pode ser pautada pela valorização do que é feito artesanalmente e também pela preferência do que é personalizado e original. “Acredito que temos uma geração que quer consumir com consciência, sabendo quem produziu e valorizando esse produto”, diz.

Capacitação – Nessa mesma onda de Do It Yourself , surfam os negócios que oferecem cursos que dão o passo a passo de como fazer produtos. A startup mineira Hotmart é uma plataforma de cursos on-line que tem experimentado resultados positivos nesse segmento. De acordo com o coordenador de Novos Negócios da empresa, Alexandre Abramo, os cursos com o formato “faça você mesmo” representam mais de 30% dos produtos vendidos na plataforma.

De acordo com ele, a venda de cursos dessa categoria teve um crescimento de 54% no ano passado em comparação a 2016. Ao todo, a plataforma contabilizou mais de 800 mil transações em cursos com esse perfil nos últimos 12 meses. Entre os empreendedores que disponibiliza seus cursos na Hotmart está Fernando Oliveira. Há nove anos, ele criou o site Revista Artesanato, que traz conteúdo gratuito sobre como fazer diversos trabalhos em artesanato. A partir do fluxo de visitantes desse site, o empreendedor passou a monetizar com a oferta de cursos on-line.

“Nosso objetivo é capacitar artesãos para que eles transformem esse trabalho em profissão. Hoje ofereço aulas de 30 técnicas diferentes, entre feltro, pintura, mosaico, costura, reciclagem, entre outros”, explica. Os cursos do empreendedor são produzidos por uma equipe que convida e remunera artesãos para dar as aulas. De acordo com Oliveira, são cerca de mil alunos formados por mês e 45 mil desde que os cursos foram criados. Eles custam entre R$ 67 e R$ 240 e têm entre 20 e 30 horas de aula.

O empreendedor afirma que a empresa cresce cerca de 30% em faturamento por ano. Para ele, esse sucesso é reflexo de uma “geração maker”. “Tudo que é feito à mão está em alta, inclusive entre os jovens. Acredito que a internet, o Youtube e as redes sociais alimentam essa cultura, pois esses espaços facilitam a dispersão do conteúdo e a organização de grupos que conversam entre si e trocam ideias e técnicas”, analisa.

(fonte: Diário do Comércio)

Adesão aos programas de fidelidade cresce 25,2%

Os programas de fidelidade fecharam o ano passado com 112,2 milhões de cadastros, um crescimento de 25,2% em relação ao número de inscritos em 2016. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), que compila os resultados de suas associadas (Dotz, Grupo LTM, Mastercard, Multiplus, Netpoints, Smiles, TudoAzul e Visa).

No último trimestre de 2017, foram emitidos 72,2 bilhões de pontos e milhas, volume 34,3% superior se comparado ao de igual intervalo de 2016. Com isso, no ano passado, a emissão chegou a 251,6 bilhões de pontos e milhas, 27,7% maior que o observado um ano antes.

Já os resgates somaram 55,2 bilhões no quarto trimestre de 2017, alta de 28,6% na comparação anual. As passagens aéreas seguiram como as mais procuradas (72,7%) no período, mas a Abemf destaca que a categoria “produtos e serviços” atingiu o maior share em dois anos (27,3%).

No cenário nacional, São Paulo se manteve como o destino de viagem mais procurado para o resgate de passagens aéreas, seguida de Rio de Janeiro e Brasília. Em viagens internacionais, Miami-Orlando está no topo do ranking, seguida de Santiago e Buenos Aires.

A taxa de breakage (pontos expirados e não resgatados ante os pontos emitidos há dois anos) se manteve estável na casa dos 19%, “em linha com mercados mais desenvolvidos”, afirma a Abemf.

O faturamento total das empresas associadas à entidade atingiu R$ 1,7 bilhão no quarto trimestre de 2017, cifra 12,5% superior à dos três meses anteriores e 9,3% maior que o visto no último trimestre de 2016.

Marca mineira Luiz Rocca estima crescer 150% neste ano

Acostumado a lidar com calçados, o empresário Luiz Rocca fundou a marca que leva o seu nome há 3 anos e meio em Belo Horizonte. Segmentado no ramo de calçados masculinos premium, o negócio começou com zero de capital e, segundo o empresário, a expectativa para este ano é que ele cresça em 150% o seu faturamento. Isso porque, segundo afirma, só nos primeiros quatro meses de 2018 a marca já vendeu o mesmo que foi vendido em seis meses no ano passado. Rocca credita a boa safra nas vendas ao fato de o negócio ser novo e ter começado sem nenhum investimento, fazendo jus à expressão popular “o que vier é lucro”. “Caso contrário, se eu estivesse no ramo há muitos anos, provavelmente estaria hoje preocupado com a queda nas vendas por causa da crise econômica no País. Como é um negócio novo, a tendência é crescer mesmo”, explica.

O otimismo de Rocca pode ser justificado, em parte, pelo último Relatório Setorial da Indústria de Calçados registrado anualmente pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Os dados do setor mostram que, em 2017, foram produzidos 21,4 bilhões de pares de calçados no mundo todo, 4% a mais do que em 2016. Ainda segundo a pesquisa, este crescimento foi motivado pelo consumo interno dos produtos nos países. No ano passado, o Brasil, que produziu 908,9 milhões de calçados, consumiu 805,5 milhões de calçados, 1,2% a mais que em 2016.

Além disso, a Luiz Rocca Calçados, por sua segmentação, se apropria de parte da fatia produtora de calçados masculinos em couro, usufruindo de menos concorrência, já que, conforme o relatório, apenas 24,7% dos calçados produzidos no Brasil no ano passado são masculinos e somente 19,6% do total de sapatos produzidos no mesmo ano são de couro.

Entretanto, Rocca revela que não é exatamente um novato no ramo. “Eu já mexo com calçados há 12 anos porque o meu pai, que é representante comercial neste mercado há 42 anos, sempre teve a minha ajuda. Então, como eu tinha contato com investidores, negociantes e lojistas, consegui pleitear um prazo maior com o fornecedor para fazer o pagamento pelo material da minha primeira safra. Com o dinheiro da venda, consegui pagar o fornecedor e fazer o negócio girar”.

A ideia de começar a criar os próprios calçados surgiu da insatisfação pessoal do empresário. “Como eu tinha acesso a várias marcas de sapatos por causa do trabalho com o meu pai, eu mudava a forma dos sapatos para o que eu gostaria de usar. Aí o pessoal perguntava onde eu comprei, gostava do estilo. A Luiz Rocca Calçados surgiu também da minha insatisfação com o serviço prestado por alguns lojistas e fabricantes”, explica.

Com a possibilidade de mais crescimento este ano, Rocca passou a complementar o negócio com novidades. “Eu fazia apenas vendas no varejo, mas desde julho comecei a vender por atacado, que é o que tem me feito crescer também. E há cerca de um mês e meio criei um e-commerce da marca, mas ainda é muito cedo para fazer um balanço destes resultados no mundo virtual”, conta.

Caminho solo – Rocca toca o negócio sozinho. Com escritório e centro de distribuição em Belo Horizonte, ele cria os sapatos, envia os protótipos para uma fábrica terceirizada no interior de São Paulo, recebe os produtos na capital mineira e distribui. “Eu também arco com toda a carga tributária para o lojista não ter mais este gasto”, revela.

Segmento – Focado na produção de sapatos masculinos premium, Rocca vende os seus produtos principalmente para butiques que vendem roupas e calçados para o público masculino, e admite que o seu mercado mais forte é em Minas Gerais. “Até porque eu não consigo atender outros estados sozinho. Por exemplo, se eu for atender um mercado maior em São Paulo e isso estourar, eu não vou conseguir manter”. Além disso, ele acredita que o mercado mineiro é um teste de qualidade para outros mercados. “O consumidor mineiro é mais desconfiado, exige qualidade. Se um negócio der certo em Minas, ele vai dar certo em qualquer outro lugar”, brinca.

(fonte: Diário do Comércio)