Banco Central reduz custo do cartão de débito

O Banco Central (BC) vai limitar a partir de 1º de outubro a tarifa paga pelas empresas credenciadoras aos emissores do cartão de débito, buscando com isso reduzir o custo dessa modalidade de pagamento e aumentar sua utilização entre os consumidores, e adiantou que estuda a viabilidade de o mesmo ocorrer com cartões de crédito.

Ao mexer na chamada tarifa de intercâmbio, o BC deve estimular a maior competição entre as credenciadoras, empresas como Cielo, Rede (unidade de processamento de cartão do Itaú Unibanco) e GetNet, do Santander Brasil. Na prática, haverá barateamento para as companhias e a expectativa do BC é que isso seja repassado aos lojistas e, na sequência, aos consumidores.

Pela regra imposta pelo BC, a tarifa de intercâmbio média de cartões de débito terá teto de 0,50% do valor da transação e a tarifa máxima de 0,80%. Essa taxa é um dos componentes para o preço cobrado das credenciadoras aos estabelecimentos comerciais, conhecido no jargão do mercado como taxa de desconto.

“Como o mercado de credenciamento está competitivo hoje, esperamos que essa redução num dos componentes na taxa de desconto seja inteiramente repassada na ponta para o estabelecimento comercial”, afirmou ontem o diretor de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie.

Ele ressaltou que nos últimos oito anos a tarifa de intercâmbio dos cartões de débito aumentou de 0,79% para 0,82% da transação, enquanto a taxa de desconto caiu de 1,60% a 1,45%.

Agora, a expectativa é que a taxa de desconto ceda ainda mais. A ideia de alterar as regras para cartões de débito já havia sido divulgada pelo próprio BC em dezembro passado, no âmbito da sua agenda institucional BC+. A jornalistas, Le Grazie defendeu que essa alteração é considerada intervenção de baixo risco e já foi adotada em diversos países do mundo.

Em janeiro, a Reuters informou que o BC queria regular as taxas cobradas pelas empresas de meios de pagamentos nas transações com cartões de débito, na tentativa de reduzir os custos para lojistas, ampliar o uso de meios eletrônicos de pagamento e proteger os consumidores.

O objetivo é que os cartões de débito tornem-se mais competitivos em relação aos outros meios de pagamento, como dinheiro em espécie, transferências eletrônicas e cartão de crédito.

Isso porque o BC quer que o cartão de débito seja visto – e utilizado – para pagamentos e o cartão de crédito como instrumento de crédito, com os custos envolvidos em ambas as modalidades mais explícitas aos consumidores, reduzindo assim os subsídios cruzados.

Cartão de crédito – Le Grazie afirmou ainda que o BC seguirá acompanhando esse desenrolar para verificar se existe espaço para reduções adicionais na tarifa de intercâmbio no cartão de débito, além da oportunidade e conveniência de estabelecer limite para tarifa de intercâmbio também no cartão de crédito.

O teto imposto pelo BC ao cartão de débito representará redução na remuneração dos emissores, ou seja, aos bancos, de 40% e que impactará a receita de intercâmbio de débito nos balanços das instituições.

Questionado sobre mais medidas para barateamento do custo das transações, ele afirmou que há estudos para eliminar os limites máximos para utilização de cartão de débito por transação. Esse teto, que já foi de R$ 2 mil, já havia subido R$ 5 mil reais, apontou.

Em outra frente, ele afirmou que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentará proposta ao mercado e ao BC sobre novo modelo para o cheque especial em abril.

A autoridade monetária ainda publicou outras duas circulares ontem. A primeira estabelece que a entrada na liquidação centralizada para subcredenciadores passa a ser obrigatória apenas para aqueles que têm giro anual maior que R$ 500 milhões, prevista para 28 de setembro.

A outra determina que passam a ser necessariamente autorizados pelo BC apenas emissores de moeda eletrônica, emissores de instrumento de pagamento pós-pago ou credenciadores com giro anual maior que R$ 500 milhões ou com pelo menos R$ 50 milhões em recursos mantidos em contas de pagamento. Os demais estão dispensados de autorização.

(fonte: Diário do Comércio)

Consumo no País aumenta 1,8% em prévia de março da CCEE

O consumo de energia elétrica no País cresceu 1,8% nos primeiros 20 dias de março, enquanto a geração teve avanço de 2,6%, na comparação com o mesmo período de 2017, segundo informou ontem a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em boletim InfoMercado Semanal Dinâmico. Os dados são preliminares e consideram a medição coletada entre os dias 1º e 20 de março.

Segundo a câmara, o consumo no Sistema Interligado Nacional (SIN) somou 65.441 MW médios, em março, índice 1,8% superior ao consumo de energia no mesmo período de 2017 e impactado pelas temperaturas mais elevadas ao longo do mês.

No Ambiente de Contratação Regulado (ACR) (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais), o consumo cresceu 0,9%, ao passar de 46.136 MW médios para 46.549 MW médios, número que já leva em consideração a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). “Caso esse movimento de mercado fosse retirado da análise, o crescimento no consumo seria de 2,6%”, observa a CCEE.

Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (onde estão os consumidores de atividade industrial/comercial), subiu 4,1%, número que incorpora o impacto das novas cargas vindas do ACR. Sem a migração na análise, o consumo no ACL ficaria praticamente estável (-0,2%).

Segmentos – Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+10,2%), metalurgia e produtos de metal (+4,3%) e saneamento (+2,2%) registraram os maiores índices de aumento no consumo, mesmo sem o impacto da migração na análise. As maiores retrações, no mesmo cenário, pertencem aos segmentos químico (-7,1%), de bebidas (-6,1%) e de telecomunicações (-4,3%).

Geração – Em março, a geração de energia no sistema somou 69.320 MW médios, incremento de 2,6%, em relação ao mesmo período de 2017, montante impulsionado pelo aumento de 5,5% na produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Houve queda na geração das usinas térmicas (-12,6%) e eólicas (-7,3%) no período.

(Fonte: Diário do Comércio)

Recuperação econômica impulsiona mercado de trabalho no País

O desemprego no Brasil atingiu a taxa de 11,8% no quarto trimestre de 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em Minas Gerais, o índice de desemprego alcançou a taxa de 10,6%.

Em um cenário econômico incerto e em recuperação, o mercado de trabalho conta com um grande número de pessoas a procura de uma recolocação profissional; trabalhadores dedicados a manter suas posições; e por fim, organizações compostas por gestores e recrutadores muito exigentes e específicos quanto aos perfis profissionais demandados por suas empresas.

Neste panorama se torna essencial que trabalhadores empregados ou desempregados saibam o que uma organização ou empresa querem deles. Para orientar estes profissionais quanto às habilidades e competências fundamentais para o desenvolvimento de suas carreiras, a diretora e consultora da empresa Leaders HR Consultants, Astrid Vieira, destaca algumas das principais dicas de atitudes e comportamentos que devem ser adotados e colocados em prática pelo profissional na atualidade.

Segundo a consultora, o profissional atual deve ser altamente proativo, aberto a mudanças e ter inteligência emocional. “Esse profissional precisa ter domínio sob novas tecnologias; comunicação fluente em pelo menos dois idiomas; dedicação no desenvolvimento de suas qualificações; capacidade de reconhecimento e resolução de problemas complexos; competência na gestão e coordenação de pessoas; aptidão na avaliação de dados e situações e a posterior tomada de decisão; e a flexibilidade e agilidade cognitiva”, pontua.

Astrid Vieira explica que o mercado de trabalho ainda sofre com o recuo econômico do País, mas as empresas estão à espera da recuperação do crescimento para voltar a investir e contratar funcionários. “Com a necessidade de redução de custos, escolha de projetos prioritários e a reestruturação de departamentos por parte de empregadores nos últimos anos, houve por consequência a diminuição do quadro de funcionários. No entanto, com o progresso da expectativa econômica para 2018, as empresas podem prospectar a continuidade de projetos e a expansão de suas atividades, e este panorama acaba por favorecer a criação de novas vagas”, esclarece.

A consultora afirma que uma importante causa do desemprego atual, presente em ampla parcela da população, é a necessidade de profissionais mais capacitados. “Existem empresas com vagas em aberto para diversos cargos, mas que não são ocupados por falta de qualificação. É preciso investir em capacitação acadêmica e na especialização, para que a empresa almejada veja em seus potenciais funcionários, um possível colaborador.

Por fim, dados recentes de recrutamento apontam, segundo Astrid Vieira, que neste ano haverá alta de contratações, principalmente, nas áreas de engenharia, finanças e contabilidade, jurídica, mercado financeiro, recursos humanos, seguros, tecnologia, vendas e marketing.

(fonte: Diário do Comércio)

BH Shopping lança novo canal de comunicação

Na era da imagem, toda oportunidade de se comunicar por meio das tecnologias de audiovisual é importante para o varejo. Pensando nisso, o BH Shopping, centro de compras localizado no bairro Belvedere, na região Sul da Capital, inaugurou este mês dois painéis de led gigantes para a divulgação das ações institucionais do mall e para a divulgação de publicidade dos lojistas, parceiros e terceirizados por meio de campanhas de merchandising.

Os painéis possuem 2,25m x 4,5m e formam imagens em alta definição com controle de intensidade luminosa e possibilidade de ajustes de brilho e cor que permitem a exibição de qualquer conteúdo em vídeo, inclusive a transmissão de conteúdos interativos.

Segundo o gerente de Marketing do BH Shopping, Renato Tavares, a iniciativa pretende abrir um novo espaço de comunicação com o público que frequenta o shopping não apenas para os lojistas e mensagens institucionais, mas também para a prestação de serviços e publicidade para empresas que estão fora do mall, mas consideram importante falar para o público que frequenta o centro de compras.

“Vivemos a era da tecnologia e da imagem, não podíamos abrir mão dessa ferramenta que deverá trazer ótimos resultados especialmente nas campanhas de datas comemorativas, como a Páscoa, que está se aproximando. Vamos também ofertar serviços ao nosso público como previsão do tempo e replicar as principais manchetes do noticiário. Já para empresas de fora pode ser uma grande oportunidade de falar para o público do BH Shopping e, com isso, teremos uma nova fonte de receita”, explica Tavares.

Os equipamentos foram adquiridos junto à empresa Theled – sediada em São Paulo -, que também fará a manutenção. Os valores não foram divulgados, mas a expectativa é de que retorno seja alcançado em médio prazo. O mesmo trabalho já foi desenvolvido para outros empreendimentos do grupo administrador do BH Shopping, o Multiplan, como o Barra Shopping, no Rio de Janeiro; o Park Shopping Canoas, no Rio Grande do Sul; e o Morumbi Shopping, em São Paulo.

Para veicular as mensagens os interessados devem procurar o departamento de merchandising do BH Shopping. “A utilização dos painéis entra no pacote de merchandising do BH Shopping. Os valores serão negociados de acordo com frequência e datas com o departamento”, completa o executivo.

(fonte: Diário do Comércio)

Número de dívidas cai 7,8% em Minas Gerais

Os consumidores mineiros estão conseguindo vencer as contas atrasadas. O número de dívidas teve queda de 7,8% em fevereiro, no comparativo com igual mês do ano passado. Nessa base comparativa, é a primeira queda registrada no período de três anos. Na relação fevereiro/janeiro, a retração foi de 0,08%. A inadimplência também recuou nessas duas bases comparativas, caindo 3,6% na comparação fevereiro 2018/fevereiro 2017 e 0,09% na passagem de janeiro para fevereiro. Os dados constam do Indicador de Inadimplência do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais.

A queda no número de dívidas e na inadimplência, aliada à melhora da economia, leva a um ambiente propício ao consumo. Ele explica que as pessoas vêm priorizando o pagamento de suas dívidas e, com isso, em um segundo momento, passam a contar com renda disponível para consumo. Quanto à melhora da situação econômica, ele cita a inflação controlada, juros em queda e início da retomada do emprego, fatores que levam a um aumento dos rendimentos.

Já é possível perceber que as pessoas estão comprando mais, mas esse aumento ainda é tímido. “É preciso lembrar que em 2017 o crescimento do PIB ficou em 1% e ocorreu sobre uma base fraca”, pondera.

Ainda segundo Falci, a queda no número de dívidas e na inadimplência mostra o amadurecimento do consumidor. “Quem já passou por uma situação de aperto, não quer passar novamente por ela”, pondera. “O consumo consciente é o melhor para todo mundo. Você compra o que necessita e tem o recurso para efetuar o pagamento”, completa.

De acordo com o levantamento, em fevereiro, comparando com o mesmo mês de 2017, 46,49% das dívidas registradas ocorreu na faixa etária acima do 50 anos. Essa característica se deve ao fato de essas pessoas serem responsáveis por arcar com elevado de despesas familiares e, em alguns casos, contam apenas com os rendimentos da aposentadoria.

Entre os sexos, a redução dos débitos foi maior entre os homens, ficando em 8,27%, enquanto no público feminino foi de 7,96%. Em fevereiro, na comparação anual, a retração da inadimplência dos homens foi de 4,63%, já a do público feminino foi de 3,12%. Na análise , essa diferença ocorre porque a taxa de desemprego é maior entre as mulheres, que também têm rendimento menor que os homens.

Empresas – Quanto às empresas de Minas, os índices de inadimplência e número de dívidas continuam em alta. Segundo Falci, este cenário já é esperado, pois as empresas reagem em um segundo momento, após a recuperação dos consumidores.

Mas o levantamento mostra que há redução no ritmo da alta. Na relação fevereiro 2018/fevereiro 2017 houve alta de 2,94% no número de dívidas das empresas. No ano passado (fevereiro 2017/fevereiro 2016), o aumento foi de 6,53%. Na base de comparação mensal (fevereiro 2018/janeiro 2018) o crescimento foi de 0,58%.

Quanto à inadimplência entre as empresas mineiras, houve alta de 4,31% na comparação fevereiro 2018/fevereiro 2017. Em fevereiro de 2017, o índice era de 8,23%. Na passagem de janeiro para fevereiro, o aumento foi de 0,8%.

No Estado, o setor de serviços foi o que teve o maior crescimento de empresas devedoras na relação de fevereiro com igual mês do ano passado, com alta de 6,37%. Os demais segmentos apresentaram os seguintes índices: comércio teve alta 4,09%; indústria apresentou aumento de 2,64%; agricultura teve retração de 2,02%; e outros tipos de estabelecimentos com recuo de 6,55%.

(fonte: Diário do Comércio)

Lojas de bairro atraem os belo-horizontinos

O comércio de bairro em Belo Horizonte vem crescendo na preferência do freguês. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) mostra que 54,5% das pessoas disseram que sempre compram em lojas de bairro/vizinhança. Na pesquisa realizada no ano passado, esse índice era de 29,4%. De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, a principal vantagem desse tipo de comércio é a comodidade. E os comerciantes souberam se aproveitar dessa característica, oferecendo diversidade de mercadorias e bons preços, mesmo no período de crise. “A descentralização do comércio continuará com expressividade na Capital”, avalia ela.

E, se o comércio de bairro ganhou relevância na passagem de 2017 para 2018, o mesmo não ocorreu quanto aos shoppings e hipercentro. A pesquisa Escolha do Local de Compras – Opinião do Consumidor mostrou que, em 2018, 17,4% dos consumidores responderam que sempre fazem compras em shoppings. O número aponta para pequena queda no comparativo com o ano passado, quando o percentual era de 18,5%.

A retração foi bem mais acentuada no caso do hipercentro da Capital. Neste ano, 13,2% das pessoas responderam que sempre fazem compras na região, sendo que no ano passado o percentual era de 22,1%.

Elisa Castro explica que o aumento dos empreendimentos nos bairros já vem ocorrendo há alguns anos, como resultado de uma tendência de procura por mais comodidade pelo consumidor. E, durante o período de recessão, as empresas viram a necessidade de fazer ações para atrair os compradores. Nesse momento, as lojas de bairro acabaram se movimentando para fazer promoções, melhorar atendimento e diversificar produtos. Com isso, provaram que podem competir em igualdade com lojas do Centro ou de shoppings, conseguindo atrair fregueses.

“Essas lojas eram desmerecidas, porque tinham preços mais elevados ou menor diversidade de produtos. No momento de readaptação, isso mudou”, explica Elisa Castro. Na hora de escolher o local de compras, as características que mais têm peso são preço (81%), qualidade do atendimento (78,9%), variedade de produtos (74,3%) e localização (68,7%).

A pesquisa mostrou que, levando-se em conta as pessoas que responderam que sempre fazem compras em lojas de bairro (54,5%) e aquelas que responderam que às vezes escolhem esses locais para suas compras (30,2%), o índice chega a 84,7%. E, nesse tipo de comércio, os grupos de produtos que mais têm preferência são alimentação, citada por 21,7% dos entrevistados; e roupas, calçados e acessórios (14,1%). Para 76,2%, o motivo da escolha do local de compra ocorreu devido ao fácil acesso, seguido da comodidade (15,2%) e dos preços mais baixos (8,2%).

Shopping centers – Já 60,3% dos consumidores têm costume de fazer suas compras em shoppings centers, sendo sempre (17,4%) ou, às vezes (42,9%). Nesse caso, os produtos prediletos são roupas, calçados e acessórios (56,1%) e eletrônicos (10,6%). As principais vantagens citadas pelos entrevistados foram localização e fácil acesso (30,1%); comodidade (24,3%) e maior variedade de produtos (14,5%).

Segundo Elisa Castro, os shoppings têm a característica de captar não só diretamente pessoas interessadas em compras, mas também aquelas que procuram lazer ou alguns serviços. “É um público bem diverso”, resume.

Quanto ao hipercentro, 53,3% disseram que escolhem o local para suas compras, podendo ser sempre (13,2%) ou, às vezes (40,1%). Na relação dos produtos preferidos estão roupas, calçados e acessórios (57,5%) e alimentação (31,4%). Ao explicarem por que optam por esse ponto de compras, os entrevistados citaram principalmente maior variedade de produtos (33,1%); localização/fácil acesso (18,3%) e preços mais baixos (12,7%). “O comércio no hipercentro cai justamente devido à ascensão das lojas de bairro”, informa Elisa Castro.

O levantamento também mostrou a frequência de consumidores em outros pontos. O destaque ficou para o Mercado Central, com 51,4% respondendo que fazem compras no local sempre ou às vezes. Em seguida estão shoppings populares (48,4%); Barro Preto (25,7%); Pedro II e arredores (16,2%); outras cidades (13,6%) e Ceasa (5,3%).
(fonte: Diário do Comercio)

Temer sanciona financiamento para pequenos negócios AE

O presidente Michel Temer sancionou, com um veto, lei que atualiza o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), voltado para financiar atividades produtivas de empreendedores e pequenos negócios. A lei tem origem no projeto de conversão da Medida Provisória 802/2017, aprovado pelo Congresso Nacional, e está publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem.

Entre outras determinações, a nova lei amplia de R$ 120 mil para R$ 200 mil o limite de renda ou receita bruta anual para enquadramento dos beneficiários do PNMPO. O texto também acrescenta novas fontes de financiamento de microcrédito, antes concedido apenas com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e da parcela dos recursos de depósitos à vista destinados a microcrédito. Agora entram também na lista o Orçamento Geral da União e fundos constitucionais de financiamento do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, por exemplo.

Juros fixados – A lei sancionada vetou o trecho que fixava em 2% ao mês o valor das taxas de juros efetivadas nas operações de microcrédito com recursos do FAT, proibindo a cobrança de qualquer outra despesa, à exceção da taxa de abertura de crédito.

Para vetar o dispositivo, o governo explicou que “a definição, em instrumento legal, da taxa de juros ou outra modalidade de taxa aplicável a operações de crédito, dificulta eventuais ajustes decorrentes de alterações na política monetária, podendo acarretar prejuízo à oferta de crédito e prejudicar o alcance dos objetivos da política de microcrédito, indo contra os objetivos do projeto sob sanção.”

(fonte: Diário do Comércio)

Comércio volta a contratar

O varejo começou 2018 com crescimento e deve ajudar na consolidação da retomada econômica do país. Depois de uma alta de 6,5% no varejo ampliado em janeiro, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) fez uma revisão para cima de sua expectativa para o setor em 2018, e passou de 5% para 5,2%. A entidade também estima a abertura de mais de 20 mil lojas no país neste ano.

Para o varejo de Belo Horizonte, que registrou crescimento nas vendas de 1,64% no primeiro mês de 2018, a expectativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH) é crescer pelo menos 3% nas vendas. “O crescimento pode ser pequeno desde que seja constante. Grandes saltos que não se sustentam são muito caros para o empresário”, avalia o presidente da CDL-BH, Bruno Falci.

O crescimento do varejo está diretamente ligado a recuperação do emprego, na avaliação do economista da Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Vinicius Carlos. “Vamos crescer de fato quando os desempregados forem reabsorvidos pela economia. Mas, no momento, já é possível ver uma melhora dos resultados em Minas Gerais que está ligada a queda da taxa de juros Selic e a inflação baixa”, analisa Vinicius Carlos.

O próprio varejo está ajudando a absorver mão-de-obra. Só na Páscoa, o varejo deve gerar 10,6 mil empregos temporários no país, segundo a CNC, além de movimentar R$ 2,2 bilhões e alcançar o melhor faturamento dos últimos cinco anos.

Em BH, serão contratados 170 temporários para o Bazar Hudson, que acontece nos dois primeiros fins de semana de abril, no galpão do atacadista de utensílios domésticos, no bairro Jardim Canadá em Nova Lima. “Estamos com uma expectativa positiva para 2018 porque as vendas melhoraram no fim de 2017. Pretendemos crescer nessa edição do bazar, que é aberto ao público, 12,5% em relação ao ano passado e 22% no faturamento total da empresa em 2018”, afirma a presidente do Bazar Hudson, Renata Faria.

Outro demonstração da retomada, é a expectativa de abertura de 20,7 mil novos estabelecimentos comerciais neste ano, divulgada pela CNC. Em 2017, o saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos comerciais ficou negativo em 19,3 mil unidades. Esse crescimento chegará a Minas Gerais se depender da farmácia de manipulação artesanal que hoje tem 24 unidades no país e pretende alcançar 50 lojas até 2019. Quatro delas poderão ser abertas no interior de Minas Gerais, por meio de franquia, em Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba e Patos de Minas. E, claro, essas unidades vão contratar trabalhadores.

No Estado, o otimismo chegou ao consumidor. Um índice usado para medir a retomada da confiança pela FCDL-MG é a intenção do consumidor de poupar ou gastar. Em fevereiro de 2017, o estudo mostrou que 76% dos entrevistados pretendiam poupar e 24% consumir. No mesmo mês de 2018 a proporção era 66,2% de poupadores e 33,8% de interessados em consumir. “A confiança na economia aumenta a intenção de compra”, diz Vinicius Carlos.

Evento

Tecnologia. O Infovarejo, realizado pelas empresas Avanço, ATS e Nérus, de softwares de gestão para o varejo, aconteceu nesta terça-feira (20) na capital mineira e reuniu 500 comerciantes para conhecer tecnologias aplicadas ao setor.

Tecnologia é aliada na retomada do varejo

A tecnologia já está ajudando o varejo a alcançar melhores resultados. O empresário Cristiano Oliveira, da loja de construção e acabamento Cristiano Casa e Construção, no bairro Milionários, na região do Barreiro, usa inteligência artificial na hora de vender. O software Nérus sugere ao vendedor da loja produtos que são complementares à compra do cliente. “Com isso, um vendedor recém-contratado tem a mesma capacidade de orientar o cliente que um vendedor experiente”, diz Oliveira. O sistema está em fase de testes na loja de Cristiano, mas a expectativa é que o software incremente entre 10% e 25% as vendas das empresas.

“As soluções de gestão e venda para o varejo que utilizam inteligência artificial podem custar de R$ 99 até R$ 40 mil por mês”, explica Gustavo Fleubert, da Avanço Informática, que também tem uma software de gestão para varejistas. Para ele, o valor mostra que a tecnologia está acessível para médias e pequenas empresas. “São ferramentas que já eram usadas no comércio eletrônico, aplicadas ao comércio off-line”, diz Geovanne Teles, da ATS Software, que usa a inteligência artificial do Watson da IBM. Para Cleber Piçarro, CEO da Nérus, a inteligência artificial ajuda a reduzir custos. “Ele funciona como um gerente para a empresa”, conclui Piçarro.

Tendências

Palestrante do Infovarejo, Nelson Soares, da consultoria Stefanini Scala, aponta as tendências tecnológicas para o setor varejista:

Realidade virtual e aumentada. O cliente aponta o celular para um produto e vê informações adicionais. Também funciona com óculos 3D.

Big Data e Analytics. Permite que dados coletados pela própria empresa se transformem em inteligência na hora de oferecer produtos.

Etiqueta digital. Substitui a etiqueta de papel e pode alterar o preço de forma dinâmica, usando dados de estoque, concorrência e preferência do cliente.

Atendentes virtuais. Serviços de atendimento que utilizam inteligência artificial (chatbots).

Internet das Coisas. Usada em logística e estoque.

(fonte: Diário do Comércio)

A importância de aliar a tecnologia mobile ao seu negócio

A tecnologia mobile revolucionou a forma de fazer negócios e trouxe às empresas um novo cenário para aposta: o dos aplicativos (Apps). Em um mundo no qual há mais celulares que televisões, é impossível terminar o dia sem recorrer à tela do telefone móvel. Pedir uma refeição, chamar um taxi, verificar o extrato bancário ou simplesmente checar os e-mails estão entre milhares de possibilidades de serviços que temos disponíveis na palma da mão. A era digital modificou os hábitos dos consumidores e obrigou as empresas a repensarem os seus negócios e desenhar novas estratégias para se manterem competitivas no mercado atual. Os Apps são uma dessas táticas de melhorias nas transações.

Para transformar o modelo de negócio para o cliente e atender às expectativas dos consumidores da nova era digital, principalmente os millennials (indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000), é preciso levar em conta o que o público em questão espera encontrar ao baixar um aplicativo. Para isso, antes de mais nada, é preciso utilizar abordagens como Design Thinking, Lean Inception, dentre outras, para alinhar o produto aos desejos do usuário final. Quanto mais recursos as empresas puderem gerar por meio de um clique, mais assertiva será a abordagem com o cliente.

Mas como desenvolver um aplicativo que atenda às expectativas do consumidor final? Para lançar uma boa solução no mercado é fundamental contar com uma equipe preparada de arquitetos, especialistas em usabilidade e Agile Experts. O roadmap do produto deve ser decidido sob a orientação de grupos multidisciplinares. Muitos desses desenvolvedores são full-stack e estão preparados para desenhar a melhor arquitetura, aliando a tudo isso com a boa experiência final do cliente.

Antes de iniciar qualquer projeto de um novo App, precisamos saber qual o objetivo que a empresa deseja atingir. Essa é a pergunta-chave que precisa ser feita para não errar na entrega do produto e aliar a marca à tecnologia mobile. A competição em um mundo digital exige criatividade para se lançar nos negócios, constante atualização para não ficar para trás e assertividade na entrega da solução. Um projeto estruturado e apoiado por um bom time de profissionais é o que garante o sucesso de qualquer iniciativa.

Quando um aplicativo é bem desenvolvido, ele permite que os clientes acessem sua empresa de forma assertiva, a partir de qualquer lugar e a qualquer momento. Por isso, é primordial que, durante o desenho do projeto, a usabilidade seja analisada, assim como o conteúdo que será divulgado e as funcionalidades a serem oferecidas. Tudo para que o App não caia no esquecimento do usuário ou seja jogado na lixeira.

Ao disponibilizar um aplicativo, a empresa estreita os laços com os clientes e permite que eles se aproximem cada vez mais do seu negócio. Ao contrário do site, que é um ambiente no qual as pessoas procuram por informações, o aplicativo é um sistema de interação constante. A velha e funcional estratégia de negócio se mantém a mesma: quem não é visto não é lembrado.

Sem dúvida, a tecnologia mobile não vai parar de crescer. No atual mundo digital, os aplicativos deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ocupar uma posição de destaque para o sucesso da estratégia de negócios das organizações. Mas não se esqueça: é fundamental se certificar que o desenvolvimento de novos aplicativos seja feito por um parceiro tecnológico experiente, com um bom time de profissionais. Não basta ter um App, é preciso planejar previamente seu uso e os objetivos empresariais a serem atingidos.

Julio Mila — Diretor de Digital Customer Experience da Resource

 

Como prospectar clientes?

Não adianta estar num ponto maravilhoso, vender produtos excelentes e ter um sistema de precificação bem feito, se você não souber captar clientes. Independente do setor ou do tamanho do seu negócio, essa deve ser uma preocupação permanente. Nenhuma empresa cresce sem manter uma estratégia regular que tenha como foco ampliar sua base de clientes.

Mas como fazer isso? Confira abaixo 3 dicas que selecionamos para você

Entender a importância e compreender o processo

Antes de tudo, você precisa compreender de forma clara por que precisa ter uma estratégia eficiente de captação de clientes. Se você não enxergar a validade das suas ações, acabará deixando de lado. Até mesmo porque, muitas vezes, o resultado dessa prospecção não é imediato e esses novos clientes só vão gerar entradas expressivas um pouco mais à frente.

Defina uma mensagem eficiente

Ao buscar um cliente, você precisar ser claro na comunicação e, ao mesmo tempo, eficiente na apresentação dos argumentos. Para evitar falhas, defina previamente um script que oriente bem todo seu processo.

Proteja sua agenda de prospecção

O processo de prospecção de clientes precisa ser guiado por dois fatores: consistência e produtividade. E isso só é possível quando sua agenda não é afetada por atividades paralelas que acabem atrapalhando o objetivo principal.

(fonte: Administradores.com)