7 passos para desenvolver uma política de reembolso eficaz na sua empresa

Diversas empresas possuem funcionários que realizam viagens a trabalho ou necessitam deslocar-se com frequência. Nesses casos, a empresa deve arcar com todas as despesas geradas pelo funcionário. Por isso, é preciso estabelecer políticas de reembolso para organizar esses procedimentos, assim como delimitar e monitorar os gastos de forma eficiente.

De acordo com Bruno Pain, diretor do VExpenses, aplicativo de gestão de despesas corporativas, quanto mais bem definidas, mais as políticas trazem benefícios para empresas e colaboradores.

“Do lado dos funcionários, dão garantia de que receberão a quantia gasta, além de saber quando será feito o reembolso. Já para empresas, funciona como um instrumento de controle dos gastos, que auxilia na redução de custos da organização de forma geral”, explica Pain.

Abaixo você confere os sete passos principais para elaborar e aplicar uma política de reembolso eficaz para a sua empresa, segundo Bruno Pain:

Entenda a realidade da empresa

O tamanho da organização, assim como o número de pessoas que viajam a trabalho, seus cargos e a frequência que realizam essas viagens são alguns dos pontos que influenciam o desenvolvimento das políticas.

Entenda a lei

É preciso estudar as leis aplicáveis com atenção e entender suas implicações, já que deixar de seguir o que determina a CLT pode acarretar em problemas jurídicos. Transporte e deslocamento, hospedagem, refeições, locação de carros, combustível, pedágios e gastos com estacionamentos, por exemplo, são alguns dos principais gastos que devem ser reembolsados.

Crie limites para cada tipo de despesa

Determine quais serão as despesas reembolsáveis, além de qual será o limite de gastos a ser restituído. Estabelecer se todos os funcionários da organização terão o mesmo limite de gastos também é importante.

Monte um processo estruturado de prestação de contas

Outra parte essencial da política de reembolso é a definição do fluxo de prestação de contas e de ressarcimento. O período máximo para envio dos pedidos, os documentos necessários e a forma de pagamento, por exemplo, são alguns dos itens necessários nesse fluxo.

Explique aos colaboradores a importância da nova política

Não adianta criar uma política completa se os funcionários não sabem o que ela significa ou, até mesmo, que ela existe. Por isso, comunicá-la de forma ampla, reforçá-la, mostrar seus benefícios e tirar as principais dúvidas que surgirem sobre os processos são as principais dicas para que os colaboradores da empresa cumpram as políticas.

Crie mecanismos de controle automatizados

Para ser reembolsado, o funcionário tem que apresentar as notas fiscais e recibos que comprovem os gastos, além de inserir os principais dados de cada despesa em relatórios. Esse processo geralmente é bastante burocrático e manual, e tanto empresa como funcionário ficam expostos a erros humanos em toda a duração do processo. No entanto, já existem soluções que automatizam essas atividades, garantindo a otimização da rotina dos colaboradores e a diminuição das possibilidades de erros e fraudes. É o caso do VExpenses.

Utilize a tecnologia a seu favor

Ao investir em soluções tecnológicas, as empresas podem economizar tempo – segundo projeções, é possível reduzir em até 88% o tempo gasto com o processo de reembolso. Essa economia permite que a empresa invista em análises mais relevantes para a companhia, como gastos por região do país, por área da empresa ou por projetos e, assim, encontrem novas formas de economia e possíveis gargalos para serem investigados com mais detalhes.

(fonte: Administradores.com.br)

Optantes pelo Simples querem o fim da cobrança do Difal em BH

O comércio de Belo Horizonte e região metropolitana quer o fim da cobrança do diferencial de alíquota (Difal) do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) das empresas optantes pelo Simples Nacional. No último dia 19 de janeiro, o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte (Sincovaga-BH) e o Sindicato do Comércio Varejista de Maquinismos, Ferragens, Tintas e Material de Construção de Belo Horizonte (Sindimaco), entraram com uma ação coletiva, junto à vara de Feitos Tributários, com pedido liminar para que o Estado deixe de exigir o pagamento do valor por parte do segmento.

Na prática, a solicitação dos varejistas diz respeito especificamente à cobrança do diferencial que hoje incide sobre a compra de produtos provenientes de outros estados para revenda, destinação à industrialização ou utilização na prestação de serviços. A abrangência da ação, nos cálculos das entidades, alcançaria em torno de 60 mil empresas que hoje integram o regime tributário simplificado na Capital e região metropolitana.

O presidente do Sindilojas-BH, Nadim Donato, explica que o Simples Nacional foi instituído para que as empresas de pequeno porte tivessem condições diferenciadas em relação às outras para crescer. Entretanto, o dirigente pondera que mudanças na legislação, como é o caso do Difal, acabaram desvirtuando o propósito inicial do regime.

“Começaram com a substituição tributária, em seguida veio o Difal. Ora, o que era uma coisa simples, ficou complicada.  Com isso, o lojista vai pagando todos os impostos e, no fim, ele pagou mais do que deveria”, critica Donato, ao lembrar da impossibilidade do uso do crédito decorrente do pagamento do Difal do ICMS pelo segmento, por exemplo, para dedução na revenda ao consumidor final, aumentando a carga tributária para os empresários.

“O Difal, para nós, é um imposto dobrado e que não temos o crédito dele. Eles (governo) criam um imposto simples, que depois fica complicado e oneroso e, com isso, joga o lojista para a informalidade novamente”, completa o presidente do Sindilojas-BH.

Inconstitucionalidade – De acordo com o sócio da Silva Freire Advogados, Rômulo Martins, que representa os sindicatos, na ação é alegada a inconstitucionalidade da cobrança, além da lesão aos princípios da não-cumulatividade e do tratamento favorecido para as empresas optantes pelo Simples. Martins esclarece que, apesar de existir a Lei complementar nº123, que prevê a arrecadação do diferencial de alíquota, a Constituição só autoriza a incidência do Difal quando envolve a aquisição pelo consumidor final. Logo, a cobrança seria incompatível com a norma suprema.

“Fere a não-cumulatividade, porque o crédito do ICMS incidente na aquisição do produto para revenda ou utilizado no processo de industrialização não pode ser aproveitado e, por consequência, acaba ferindo o postulado do tratamento favorecido”, explica Martins. Segundo ele, desde 2016 houve a intensificação da cobrança do diferencial de alíquota por parte do Estado.

A previsão é de que haja uma decisão da Justiça sobre o pedido liminar entre um e dois meses, pois o Estado ainda será ouvido. A expectativa do advogado a respeito do julgamento, porém, é boa. Ele destaca que, em abril do ano passado, o tema recebeu parecer favorável ao contribuinte do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Isso dá força maior, porque se a PGR entende que é inconstitucional, não é algo completamente descabido, é algo que faz sentido”, afirma Martins, ao frisar que o parecer é um subsídio importante para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a questão na sua pauta.

Procurada pela reportagem para comentar o assunto, a Secretaria de Estado de Fazenda informou, por meio de nota, que “só irá se pronunciar quando for comunicada oficialmente da ação impetrada pelos sindicatos”.

A cobrança do Difal do ICMS realizada atualmente em Minas Gerais determina que as micro e pequenas empresas, optantes pelo Simples, recolham, antecipadamente, a diferença entre a alíquota mineira e a interestadual no momento da aquisição do produto voltado à comercialização, utilização na prestação de serviços ou industrialização, que seja originário de outra unidade da federação.

Investimentos – Para Nadim Donato, o fim da exigência do pagamento do Difal contribuiria para a redução da carga tributária e, consequentemente, o aumento dos investimentos do varejo na região. “A empresa poderá se tornar rentável, porque ela hoje está pagando tanto imposto que não é mais rentável, e o lojista poderá continuar crescendo, investindo, por exemplo, na ampliação do estoque e abertura de novas lojas”, conclui.

(fonte: Diário do Comércio)

Shopping centers devem registrar alta de até 6% no faturamento neste ano

O faturamento dos shopping centers do Brasil deve aumentar entre 5,5% e 6% em 2018 em termos nominais, em linha com o crescimento apurado em 2017, informou ontem a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

“2018 vai ser um ano de consolidar os empreendimentos lançados nos últimos anos… Vai ser positivo, mas longe do crescimento de dois dígitos de 2014 e 2015”, disse a jornalistas o presidente da entidade, Glauco Humai.

Em termos reais, a entidade prevê alta de 3% na receita total de vendas dos shopping centers do País neste ano. Na avaliação de Humai, o primeiro semestre tende a ser melhor que o segundo, quando a disputa eleitoral deve acentuar o sentimento de cautela entre os consumidores e empresários. “A eleição injeta dinheiro na economia e, ao mesmo tempo, afeta confiança”, comentou.

Outro evento que afetará a dinâmica do setor em 2018 é a Copa do Mundo, que deve favorecer as vendas de eletrônicos, em especial televisores, mas pode enfraquecer o varejo de moda, exceto no segmento esportivo, cuja representatividade é baixa, acrescentou o presidente da Abrasce.

No ano passado, os shopping centers do Brasil faturaram um total de R$ 167,75 bilhões, alta nominal de 6,2% ante 2016. O resultado ficou aquém da expansão de 7% que a associação projetava para 2017. “Dezembro não foi tão bom quanto esperávamos… O Natal foi melhor que 2016, mas pior que o esperado”, explicou Humai.

O setor encerrou 2017 com uma taxa de vacância de 5,7%, ante 5% apurada ao fim de 2016. A associação projeta algo entre 5,5% e 6% para 2018 e só vê a taxa retornando à média história de 4,5% a partir de 2020.

Um dos motivos para a maior vacância nos últimos anos é a taxa de ocupação mais baixa no momento de inauguração dos empreendimentos, segundo a entidade. “Hoje inauguramos um shopping com ocupação de 60 %… Essa taxa é menor na largada, mas a curva de melhora é contínua”, disse o presidente da Abrasce.

Em 2017, foram abertos 12 shoppings em todo o País, ante expectativa inicial de 30. Para 2018, estão planejadas 23 inaugurações, sendo 17 no interior e seis em capitais, mas Humai alerta que o número final de lançamentos normalmente é revisado para baixo no decorrer do ano. “São muitas as variáveis que postergam as inaugurações, acho que 15 a 16 é algo factível para 2018”, afirmou.

Consolidação – O presidente da Abrasce espera maior movimentação de fusões e aquisições no setor a partir de 2018, principalmente entre participantes regionais de pequeno e médio portes.

Questionado sobre a eventual abertura de capital de novos grupos, Humai destacou que Tenco, Almeida Junior e Saphyr estão entre os que avaliam essa possibilidade.

Em 16 de janeiro, a JHSF Participações anunciou que estudava realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária de shopping centers.

Humai também vê espaço para vinda de redes internacionais de varejo ao Brasil só a partir de 2019. “Esse ano o que dificulta é o ambiente político”, disse, referindo-se à cena eleitoral.

(fonte: Diário do Comércio)

Magazine Luiza prevê que preço em loja será igual ao da internet

O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, defendeu que os preços de produtos em lojas físicas e lojas virtuais precisarão ser equiparados no longo prazo. Durante evento do Credit Suisse em São Paulo, Trajano afirmou que acredita em uma convergência desses preços “em 5 ou 10 anos”.

O desafio para essa equiparação, disse Trajano, é o nível de despesas associados à operação de loja física. “Será preciso retirar muito SG&A (despesas com vendas, gerais e administrativas) das lojas físicas”, concluiu.

Trajano estimou que hoje, em média, os preços nas lojas físicas chegam a ser 10% mais elevados que no comércio eletrônico. De acordo com ele, a diferença varia entre os diferentes tipos de itens e há alguns produtos que são mais fortes em loja física. O executivo considerou que produtos de maior giro tendem a ser o foco da loja física enquanto itens mais de nicho ganham espaço no e-commerce.

No evento, Trajano apresenta algumas das ações feitas pela companhia com ferramentas do Google. Um dos instrumentos mencionados foi o “Local Inventory Adds”, ferramenta do Google que indica a loja física mais próxima do consumidor que vende um produto pesquisado no buscador.

O presidente do Magazine Luiza destacou que essa ferramenta representa um desafio, porque é preciso garantir que a loja física terá o produto disponível ao preço indicado no Google.

Telefonia celular – O Magazine Luiza discute hoje a possibilidade de lançar um plano próprio de telefonia celular, segundo afirmou o presidente da companhia. Trajano comentou que a companhia já evoluiu na venda de planos de telefonia em suas lojas.
“Já temos internet sem fio em todas as lojas, já vendemos hoje planos de telefonia pós-pagos e não apenas o pré-pago como antigamente”, comentou. “Estamos discutindo a possibilidade de lançar nosso próprio plano”, disse.

O executivo comentou durante o evento sobre dificuldades na relação do varejo com consumidores por dispositivos móveis. Ele afirmou que um grande número de usuários no Brasil tem acesso a conexão de internet móvel com velocidade limitada. De acordo com ele, a companhia tem pensado como oferecer experiências melhores Para Trajano, grande parte do varejo ainda oferece uma experiência ruim de navegação em dispositivos móveis.

(fonte: Diário do Comércio)

E-commerce brasileiro sofre uma tentativa de fraude a cada cinco segundos

Com o objetivo de estudar o comportamento dos criminosos virtuais, a Konduto, empresa brasileira que desenvolveu um sistema antifraude eficiente e de alta performance, realizou um levantamento que mostra que o e-commerce brasileiro sofre uma tentativa de fraude a cada cinco segundos. Estes golpes contra lojas on-line acontecem a partir de compras feitas com cartões de crédito clonados.

O estudo, intitulado Raio-X da Fraude, levou em consideração uma amostragem de mais de 40 milhões de transações, durante entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2017. O estudo aponta que o índice de tentativas de golpes virtuais foi de 3,03%, o que corresponde a uma transação fraudulenta a cada 33 processadas no comércio eletrônico. Este valor representa somente as tentativas de fraude, e não necessariamente a taxa de fraudes efetivas do e-commerce brasileiro.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), o e-commerce nacional recebeu mais de 203 milhões de pedidos ao longo de 2017. Se 3,03% delas são de origem fraudulenta, mais de 6 milhões de transações foram feitas por estelionatários utilizando cartões clonados durante os 365 dias do ano. Quase uma compra criminosa a cada 5 segundos.

“A maioria destas transações ilegítimas é barrada pelos sistemas antifraudes ou pelo lojista antes mesmo da aprovação do pagamento na hora da compra, e os produtos sequer são enviados ao fraudador. Um e-commerce saudável não pode ter uma taxa de fraudes superior a 1% do faturamento, sob risco de advertências, multas e até mesmo descredenciamento junto às operadoras e bandeiras de cartão de crédito”, explica Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

A taxa de tentativas de fraude em 2017 ainda é considerada bastante elevada alta, mas apresentou uma redução de 15,4% em comparação ao índice de 2016, de 3,58%. Uma explicação para esta queda é o crescimento de todo o ecossistema do e-commerce no Brasil, com um mercado cada vez mais maduro e com soluções que oferecem alta tecnologia e segurança para lojistas e clientes.

O Raio-X da Fraude apresenta também o período do dia e o dia da semana em que a atividade criminosa é mais intensa na internet brasileira. De acordo com o relatório, a maioria dos pedidos ilegítimos ocorre entre 20h e 23h, com 21,5% das tentativas, e quarta-feira é o dia da semana que em que acontecem mais compras perigosas. “Estes dados mostram que os criminosos virtuais encaram a fraude como ‘trabalho’, e não como atividade secundária”, ressalta Canabarro.

O estudo é voltado principalmente para profissionais que atuam nos setores de e-commerce, meios de pagamento on-line, bancos ou tecnologia. O objetivo da Konduto é compartilhar com o mercado informações relevantes sobre um problema ainda muito pouco debatido no mercado, muito embora a fraude seja uma das principais causas de prejuízo para lojas virtuais.

“Este é um mal inerente ao comércio eletrônico, e infelizmente não há e-commerces à prova de fraude. A real função de um sistema antifraude também não é de garantir fraude zero para o lojista, mas de aprovar o máximo de compras diante do menor risco possível. Ou seja: administrar o risco de maneira consciente e orientada ao lucro”, finaliza Canabarro.

(fonte: Diário do Comércio)

85% das empresas reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo

A relação entre a educação e o trabalho passa por uma espécie de crise existencial.

Ela é evidenciada por constantes revisões do perfil profissional buscado pelas empresas, que se torna cada vez menos técnico e mais focado em traços da personalidade, como persistência e facilidade de relacionamento.

Outro sintoma do distanciamento entre o universo acadêmico e o laboral é a elevada parcela de profissionais que termina em empregos fora de sua área de formação.
Essas tendências – apontadas por duas pesquisas da FGV Clear – indica que o País pode estar desperdiçando recursos investidos na educação que, se fossem mais bem aplicados, talvez elevassem a baixa eficiência da economia.

Um dos estudos, feito pela instituição em parceria com o JPMorgan em 2017, mostra que 85% das empresas no Estado de São Paulo, nos setores de saúde, tecnologia e alimentos, reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo.
O percentual atinge 90% entre as grandes empresas.

“O mundo do trabalho tem mudado muito, e as empresas não sabem bem o que querem. Vão na base da tentativa e do erro”, afirma o economista André Portela, um dos autores da pesquisa.

O esforço para adequar o perfil dos funcionários às rápidas mudanças tecnológicas esbarra em barreiras.

Quase 80% das 417 empresas entrevistadas pela FGV e pelo JPMorgan relataram enfrentar problemas para contratar empregados para vagas de perfil técnico, e 36% disseram que a dificuldade é alta.

Personalidade – As entrevistas feitas com as empresas mostram que conhecidas deficiências do ensino ajudam a explicar seu desencontro com o trabalhador.

Indagadas, por exemplo, sobre as competências que dificultam as contratações, as empresas mencionaram questões que aludem à formação acadêmica.

No setor de alimentos, falta de conhecimento e escolaridade foram, respectivamente, a segunda e a quarta fragilidade mais citada.

As empresas de tecnologia e de saúde também listaram problemas como escassez de conteúdo técnico e falta do domínio da escrita.

Mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi que, nos três setores, competências mais próximas de traços da personalidade do que de conteúdos técnicos foram citadas pela maioria.

“As empresas não reclamam tanto de habilidades técnicas, mas da chamada ‘job readiness’ [prontidão para o trabalho em tradução livre]”, afirma Portela.

Entre as carências mais comuns, foram mencionados pontos como “postura profissional”, “competências comportamentais”, “ética”, “falta de comprometimento” e “comunicação”.
Já entre as características imprescindíveis, “ser disciplinado e perseverante” e “trabalhar em grupo” foram mencionadas por quase a totalidade das empresas.

As habilidades socioemocionais apareceram na frente de “se comunicar em língua estrangeira” até nas respostas do setor de tecnologia, em que a demanda por profissionais com ensino superior técnico é bem mais alta do que nos outros dois.

A percepção da importância de característica como perseverança, autocontrole e facilidade de relacionamento aumenta à medida que pesquisas mostram que seu impacto no desempenho acadêmico e no sucesso na vida adulta é igual ou até maior do que a inteligência medida em testes cognitivos tradicionais.

Com isso, a demanda por profissionais com essas habilidades tem se tornado explícita. Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores.

Nove entre os 10 atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento.

(fonte: Diário do Comércio)

Aumenta a confiança, mas recuperação ainda é lenta

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 2,4 pontos na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, para 91,8 pontos, na série com ajuste sazonal, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice atinge o maior nível desde julho de 2014, quando estava em 92,4 pontos.

“A alta da confiança de serviços em janeiro decorre de avaliações mais positivas tanto em relação ao período corrente quanto das perspectivas de curto prazo. A melhora na margem ganha ainda maior relevância por sua reverberação entre os diversos segmentos do setor. Esta maior convergência das avaliações dos empresários reforça o cenário de continuidade da recuperação da economia nos próximos meses”, avaliou Itaiguara Bezerra, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

Houve melhora na confiança em nove das 13 principais atividades pesquisadas. O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 1,1 ponto em janeiro, para 86,2 pontos, mantendo uma sequência de onze meses consecutivos de crescimento. Já o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,4 pontos, para 97,4 pontos, o maior nível desde março de 2014.

A maior contribuição para a elevação do ISA-S foi do item que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, que avançou 2,3 pontos, para 86,7 pontos. No IE-S, os dois quesitos que integram o subíndice avançaram, com destaque para o indicador que mensura o otimismo com a situação dos negócios para os próximos seis meses, que subiu 3,9 pontos, para 99,1 pontos, maior nível desde março de 2014.

No entanto, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de Serviços recuou 0,6 ponto porcentual em janeiro ante dezembro, para 82,3%.

A FGV ressalta que, apesar do consistente avanço da confiança nos últimos meses, o ICS ainda não atingiu o nível neutro dos 100 pontos, sob influência de questões como a incerteza econômica, que afeta decisões empresariais de realização de investimentos.
“O setor de serviços voltou a crescer em 2017, mas as projeções ainda tímidas para a realização de investimentos mostram como esta recuperação ainda continua lenta e sujeita a sobressaltos. O empresário se mostra cauteloso em função das incertezas econômica e política, já que a implementação de reformas estruturantes no País, como, por exemplo, a da Previdência, é ainda incerta no curto prazo”, completou Itaiguara Bezerra, na nota.

A coleta de dados para a edição de janeiro da Sondagem de Serviços foi realizada pela FGV entre os dias 2 e 26 deste mês.

(fonte: Diário do Comércio)