Ícones americanos ficam para trás e encolhem

Nos últimos 15 anos, a maneira como as grandes varejistas ganham dinheiro mudou drasticamente. Enquanto a velocidade com que as empresas faturam caiu pela metade, é preciso vender o dobro para estar entre as 200 maiores do mundo.
Boa parte da dificuldade está relacionada à lentidão com que as companhias do setor inovam e a dificuldade em entender o que querem os consumidores mais jovens, de acordo com uma pesquisa mundial feita pela consultoria Deloitte.

O levantamento analisou o desempenho das 250 líderes globais do varejo em faturamento nos últimos 15 anos para apontar as mudanças no período, que aconteceram mais rapidamente de 2012 a 2017.

De acordo com o estudo, nestes últimos cinco anos, as compras de supermercados feitas pela internet no mundo saltaram 30% e a China tornou-se o país onde o comércio eletrônico mais cresce – as vendas anuais do segmento por lá sobem cinco vezes mais rápido atualmente do que no mercado americano.

Grandes lojas de departamentos, sem ofertas virtuais atrativas nem possibilidade de entrega e pagamento variados, são coisas do passado. Prova disso, aponta o relatório, está no número recorde de fechamento de pontos comerciais em 2017 nos Estados Unidos. Apenas no ano, 6.885 lojas fecharam as portas. As varejistas Macy’s, J.C.Penney e Sears estão entre as que mais encerraram operações no mundo. O intuito é se concentrarem apenas nas lojas rentáveis e investirem em tecnologia.

“Tanto elas quanto a maioria das varejistas sabem que têm de competir e atuar como a Amazon, mas não sabem nem por onde começar, de tão atrasadas que estão”, afirma o sócio da Deloitte no Brasil, Reynaldo Saad.

Entre as 10 maiores varejistas do mundo em faturamento, o Walmart é o único que se manteve na mesma posição de 15 anos atrás – a liderança. De acordo com Saad, a rede tem investido em inovação e segue hoje o caminho inverso da Amazon, empresa que se tornou sua maior rival no mercado americano.

“Enquanto o Walmart quer aumentar a presença on-line, a Amazon, com a compra do Whole Foods, investe em lojas físicas. As duas estão se preparando para o futuro, com a junção dos dois mundos, físico e on-line”, diz.

Modelo híbrido – Ainda que o comércio eletrônico esteja ganhando relevância, as lojas físicas de varejo não irão desaparecer, mostra a pesquisa. Pelo contrário: os endereços físicos das varejistas têm cada vez mais importância, já que 90% das vendas mundiais ainda são realizadas nelas.

No entanto, a maneira de vender mudou e a exigência dos clientes é muito maior. “Os mais jovens querem comprar em lugares que tragam comodidade, mas também experiências com as marcas e produtos. Eles pensam: ‘Para que sair de casa se não for para ver algo interessante?’”, diz Saad.

(fonte: Diário do Comércio)

Empresários e executivos de Minas estão mais otimistas

Passado o Carnaval, o ano de fato começa no país, e a expectativa dos empresários de várias áreas de atuação é que os resultados dos negócios em 2018 sejam melhores que os verificados no ano passado. O motivo, segundo eles, é que as variáveis macroeconômicas neste ano estão melhores, com destaque para os juros mais baixos e a redução paulatina do desemprego.

O diretor da indústria Faleiro, Antônio Faleiro Neto, diz que o pior momento da economia nacional ficou para trás. Um dado que reforça o ânimo do empresário do ramo de produtos prontos congelados foi o desempenho de janeiro, que foi superior ao verificado em dezembro do ano passado. “Foi atípico. No geral, o primeiro mês do ano é morto. Nunca vi isso acontecer antes”, conta.

Ele conta que, em 2017, investiu numa fábrica de pão de queijo e, neste ano, um dos objetivos é comercializar o produto em 30% dos clientes ativos, que chegam a cerca de 6.000.

E o empresário não tem do que reclamar, já que a média de crescimento da indústria localizada na capital é de 40% nos últimos cinco anos. Em 2017, a alta no faturamento foi de 36% frente o ano anterior. E, para 2018, a perspectiva é de obter um crescimento da ordem de 44%.

Também no segmento de alimentação, a Forno de Minas, que tem fábrica em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, estima alta de 28% no faturamento neste ano, conforme o presidente da empresa, Hélder Mendonça. “Acreditamos em ligeiras melhoras como inflação baixa, juros mais baixos, melhoria, ainda que pequena, no nível de emprego e, então, a confiança do consumidor”, afirma.

Ele conta que 2017 foi um ano desafiador não só para a Forno de Minas, mas para todas as empresas do setor alimentício em razão da deflação dos alimentos concomitante com os altos custos. No ano passado, segundo Mendonça, a indústria registrou incremento de 11,5% em volume e 19,2% de receita em relação a 2016.

O fundador do grupo mineiro Suggar – que abrange Suggar Minas e Suggar Paraíba, além de Cook Cozinhas & Ambiente e Linha Branca Expresso (de transporte) –, Lúcio Costa, aposta num crescimento dos negócios de 28% a 30% este ano, superando a alta na casa dos 24% de 2017.

Costa demonstra não temer as dificuldades impostas pelas crises. “Em anos de atuação de mercado, passamos por diversas crises, vários planos econômicos. Superamos anos de hiperinflação, o confisco da poupança durante o governo de Fernando Collor de Mello, entre outros empecilhos”, diz.

Previsões de aportes volumosos para 2018

As expectativas para 2018 são boas para o presidente da Usiminas, Sergio Leite. Depois que os acionistas deram uma trégua em quatro anos de desavenças e firmaram um acordo de paz, o CEO vê um futuro de tranquilidade para investimentos. A expectativa é aplicar R$ 500 milhões em 2018, mais do que o dobro dos R$ 216 milhões investidos em 2017. “Ainda não serão grandes projetos, serão mais voltados para modernização e manutenção da capacidade produtiva”, afirma.

Dentre os investimentos, o maior é a reativação do alto-forno de Ipatinga, marcada para abril. “Foram R$ 80 milhões, com a geração de 500 empregos no pico das obras de reforma, além de 120 postos de trabalho que serão gerados quando o equipamento voltar a funcionar”, ressalta.

E a confiança na retomada da economia fez a ArcelorMittal divulgar na última semana um acordo para comprar a parte de siderurgia da brasileira Votorantim. A aquisição foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no último dia 7. O CEO da ArcelorMittal Aços Longos Américas do Sul, Central e Caribe, Jefferson De Paula, diz acreditar na recuperação do mercado de aços longos, depois do recuo verificado de 2013 a 2016. “Segundo dados do Instituto Aço Brasil, deve subir de 7% a 9% em 2018”, diz.

Yuri Chain, diretor comercial da MRV Engenharia para Minas, disse que a empresa tem um projeto de R$ 900 milhões para o Estado.

Varejo deve crescer em torno de 5% neste ano, projeta CNC

Na ultima semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou um crescimento de 2% do varejo brasileiro em 2017. E pelo rumo que está tomando a economia o crescimento neste ano deve ser ainda maior, segundo projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

A estimativa é de que o varejo restrito registre um crescimento de 3,2%, ao passo que o varejo ampliado, aquele que considera o varejo de material de construção e veículos deve crescer 5%.

O desempenho de 2018 deve ser influenciado pelo maior ritmo de atividade econômica, segundo a Confederação. O maior consumo das famílias em um ambiente de inflação ainda baixa, e os juros menores deverão permitir que as vendas no varejo mantenham a tendência de alta.

Primeira alta desde 2013

O desempenho do varejo no ano passado foi a primeira alta do setor depois de 2013, quando o setor viu aumento nas vendas de 4,3%. Segundo Fábio Bentes, economista da CNC, o crescimento verificado em 2017 recupera praticamente 1/5 das perdas provocadas pela crise econômica.

“Por trás dos resultados positivos de 2017, há, claramente, a contribuição positiva da menor taxa de inflação (+2,95%) desde a implantação do regime de metas em 1999. No comércio varejista, os preços dos bens de consumo duráveis e não duráveis registraram deflação em 2017 de -1,17% e -2,69%, respectivamente, de acordo com o IPCA”, afirmou Fabio Bentes, economista da CNC.

A evolução no faturamento também comprova, segundo a análise, o início do processo de recuperação do varejo no ano passado, tendência já confirmada pela recuperação parcial do emprego formal no setor (+26 mil vagas em 2017) e pela retomada da abertura líquida de lojas a partir de outubro do ano passado.

(fonte: Portal No Varejo)

Confiança do Consumidor Inicia o ano com crescimento de 4%

O consumidor iniciou o ano mais confiante, segundo dados da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil. Segundo o indicador, o brasileiro está mais otimista: a alta foi de 4% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo os dados, 59% dos brasileiros têm esperança de que a vida financeira vai melhorar em seis meses. Entre otimistas, muitos não sabem explicar razões, mas 21% notam aumento do consumo e 20% acham que desemprego já começa a recuar.

Hoje e amanhã

Para mensurar a confiança, as instituições mensuram o otimismo em relação às Condições Atuais, que afere o cenário momentâneo da economia e da própria vida financeira; e as Expectativas dos brasileiros, que avalia o que os consumidores esperam para os próximos seis meses.

De acordo com a sondagem, 78% dos brasileiros avaliam o atual momento econômico do País como ruim contra apenas 3% que consideram a situação ótima ou boa. Para 19%, a situação é regular. Quando o assunto é a avaliação da própria vida financeira, o percentual dos que consideram o momento atual como ruim cai para 40%, enquanto 14% avaliam a vida financeira de forma positiva. Outros 45% classificam o momento como regular.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a consolidação da volta da confiança é uma condição necessária para a retomada do consumo das famílias e dos investimentos entre os empresários. “Mas isso dependerá, fundamentalmente, do aumento de vagas de emprego e ganhos reais de renda, depois de um longo período de queda”, explicou o presidente.

(fonte: Portal No Varejo)

Pedidos de falência caem mais de 14% em Janeiro no País

O número de pedidos de falência de empresas no País caiu 14,1% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Serasa Experian. Em relação a dezembro, a queda foi de 23,3%. No primeiro mês do ano, 79 empresas pediram falência, contra 103 em dezembro e 92 em janeiro de 2017.

A maior queda ocorreu entre as micro e pequenas empresas: 46 pediram falência em janeiro deste ano, contra 53 de janeiro de 2017.

Ainda assim, esse tipo de empresa é a que mais sofre e tem maiores dificuldades de encontrar soluções que evitem a falência. As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos pedidos de janeiro.

Do total dos pedidos as médias empresas somaram 15 pedidos e as grandes, 18 pedidos.

A retomada da economia e queda dos juros, que possibilita o destravamento do crédito, têm ajudado as companhias a se recuperar.

Recuperação judicial

O indicador também mensura o número de pedidos de recuperações judiciais. Em janeiro foram requeridos 63 pedidos de recuperações judiciais, queda de 23,2% em relação a janeiro de 2017. Já em relação a dezembro, os pedidos caíram 46,6%.

As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial em janeiro de 2018, com 32 pedidos, seguidas pelas médias (15) e pelas grandes empresas (16).

(fonte: Portal No Varejo)

Nível de atividade do varejo brasileiro acelera em janeiro

O nível de atividade do varejo brasileiro teve alta de 1,3 por cento em janeiro ante mesmo período de 2017, descontada a inflação do período, segundo o ICVA, índice da empresa de meios de pagamentos Cielo divulgado nesta sexta-feira.

Ajustado ao efeito calendário, o índice deflacionado apontou alta de 1,9 por cento, após avanço de 1,7 por cento em dezembro. Nominalmente, o indicador teve alta anual de 2,6 por cento. Com o ajuste de calendário, o índice nominal cresceu 3,2 por cento.

“Notamos de fato uma trajetória de recuperação do ritmo de crescimento”, afirmou em comunicado o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

Segundo a Cielo, a aceleração do varejo foi liderada pelos setores de bens não duráveis e serviços, com destaque para supermercados, turismo e transporte e drogarias. O segmento de bens duráveis e semiduráveis ficou praticamente estável. A maiorretração foi dos postos de combustíveis.

De dezembro a janeiro, as maiores altas também foram em supermercados e hipermercados, vestuário e artigos esportivos, enquanto as áreas e recreação e lazer, eletroeletrônicos e lojas de departamento tiveram os desempenhos mais fracos. Complemente sua leitura: Supermercados apostam em mobilidade e BI. Saiba mais com a TOTVS Patrocinado

Por regiões, o Norte teve alta anual real de 5,7 por cento em janeiro, liderando a retomada no país. A regiões Sul e Nordeste tiveram alta de 2,6 por cento cada, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tiveram avanços de 0,7 e 0,6 por cento, respectivamente.

(fonte: Exame)

Por que os pequenos negócios quebram?

Por Erik Penna

Você sabia que, segundo o Sebrae, 98,5% das empresas no Brasil são micro e pequenos negócios? E segundo o IBGE, de cada 10 negócios abertos no Brasil, 6 fecham antes de completar 5 anos? Pasmem, nos Estados Unidos, esse dado é ainda mais negativo, pois lá, 80% das empresas fecham antes de cinco anos de atividade.

Dados preocupantes e que muito têm a ver com as três personalidades que existem dentro de cada dono de um pequeno negócio. Um estudo da E-Myth Worldwide, publicado no livro O Mito Empreendedor, de Michael Gerber, chegou à conclusão que, uma das principais razões para que a maioria das empresas fecharem as portas, é a briga entre as personalidades existentes dentro do próprio dono do negócio.

Segundo Gerber, há três tipos de personalidades dentro de cada empresário que abre um negócio e que o atrito entre elas é o principal culpado para a falta de prosperidade. São elas:

1) Técnico: é aquele que sabe colocar a mão na massa, gosta de fazer, representa 70% do perfil do empreendedor novato. Caracteriza-se por viver o presente, desconfia de ideias ambiciosas, é focado na realização e, por isso, acha que ninguém realiza uma tarefa tão bem como ele. Desta forma, defende a bandeira: “Se quer bem feito, faça você mesmo”. Um erro muito comum do técnico é pensar, quando empregado, que vai abrir um negócio e continuar fazendo a mesma coisa, ganhando mais e com maior liberdade por não ter patrão.

2) Administrador: é o perfil pragmático, que adora planejar. Vive o passado, afinal, aprende com os erros para se organizar melhor a cada dia. É daquele tipo que primeiro precisa conhecer a casa para só depois pensar em morar nela. Geralmente representa 20% do perfil de empreendedores. Sua bandeira é: “Se ele não planejar as coisas, nada de bom vai acontecer”.

3) Empreendedor: é o perfil sonhador, aquele visionário catalisador da mudança e representa 10% do perfil empresarial. Caracteriza-se pela criatividade e sempre chega com ideias para inovar o negócio, quer transformar continuamente sonho em realidade. Vive no futuro, do tipo que termina de construir a casa e já pensa na próxima. Sua bandeira é: “Se não for ele, ninguém cria nada”. 

Agora imagine o encontro dessas três pessoas na empresa: o perfil empreendedor já chega falando que tem uma brilhante ideia. O administrador então retruca: Ah, não, nem terminei de planejar a primeira ideia e você já aparece com outra, pode esperar para nos organizarmos direito. E enquanto os dois estão discutindo o técnico aproveita para sair de fininho e já começa a colocar a mão na massa.

E essa guerra mental e cotidiana na cabeça do empresário costuma ser fatal para o desenvolvimento do negócio. E sabe o que é o mais agravante? Quando ele percebe que não está dando conta e decide contratar alguém para ajudar, é comum escolher uma pessoa com o mesmo perfil do seu, afinal, uma personalidade semelhante à sua irá agradá-lo e o problema tende a persistir.

Então a dica para evitar este ciclo negativo é ter a consciência de que o pequeno empresário que deseja crescer vai precisar dos 3 perfis. Mas cabe a ele reconhecer o seu perfil mais saliente e valorizar e dar espaço para as outras 2 personalidades atuarem dentro de cada decisão, ou encontrar pessoas com perfis complementares, podendo ser um funcionário ou até um sócio.

É importante lembrar que grande é aquele que reconhece a grandeza do outro, ou seja, identificar, relevar e valorizar o perfil do outro e, a partir daí, trabalhar em harmonia para o bem do próprio negócio.

Além disso, é preciso saber treinar adequadamente as pessoas ao seu redor para poder delegar, pois, se a empresa depende de você para tudo, na verdade você estará atuando mais como empregado do que empresário.

Erik Penna — Palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10”, “21 soluções para potencializar seu negócio”, “Atendimento Mágico – Como Encantar e Surpreender Clientes” e “O Dom de Motivar na Arte de Educar”. Saiba mais sobre motivação e vendas em: www.erikpenna.com.br

(fonte: Administradores.com.br)

Varejo elogia novo corte na taxa de juros e espera aceleração da retomada

A queda da taxa básica de juros, a Selic, de 7% para 6,75% ao ano foi bem recebida pelas entidades que representam o varejo. Elas consideraram o recuo adequado, mas parte das entidades não espera mais quedas.

“Novas quedas vão depender de como vão se comportar os indicadores de inflação e de atividade. E mesmo que a inflação permaneça sob controle, haverá as incertezas próprias de um ano eleitoral”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

“A inflação continua baixa, nos menores níveis desde o início do plano Real. Por outro lado, a expectativa é de que o IPCA volte a se aproximar da meta chegando a 4% ao final deste ano, fato que somado à expectativa de que a recuperação econômica ganhe velocidade ao longo do ano fazem com que o espaço para novas quedas significativas fique cada vez menor”, disse. “Por conta disso, a expectativa é de que essa seja a última queda deste ciclo”.

Mais espaço para quedas

Já Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), acredita que há mais espaço para quedas. “É um corte adequado, considerando que a inflação segue baixa, o que abre espaço para a Selic cair mais”, disse.

Para Solimeo, os juros menores beneficiam as duas pontas do mercado. “De um lado, as empresas arcam com custos menores de financiamento, podendo investir mais e contratar mão de obra. Do outro lado, com juros menores, o trabalhador consome mais e tem mais oportunidades de emprego”.

“O nível de atividade econômica está relativamente fraco e o desemprego ainda é muito elevado. É preciso alavancar esses dois componentes da macroeconomia”, diz Solimeo.

Retomada em supermercados

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) afirma que a decisão sinaliza ao mercado a busca por uma retomada do crescimento econômico brasileiro no curto e médio prazo, mas com compromisso da estabilidade dos preços.

“A nova queda da taxa básica de juros demonstra a confiança do comitê de que a inflação dos alimentos, responsáveis pela inflação baixa em 2017, continuará contida, mantendo o IPCA dentro do centro da meta, permitindo assim que os efeitos dos juros baixos alavanquem ainda mais a economia brasileira aumentando o crédito, os investimentos e reduzindo a inadimplência”, avaliou Thiago Berka, economista da Associaçãop.

Para ele, o recuo vai acelerar a retomada de crescimento do setor de supermercados. “Estas taxas de juros beneficiam o setor supermercadista em pontos importantes, como por exemplo nas lojas que oferecem produtos como eletro e têxtil (Hipermercados e Supermercados grandes) os juros baixos ajudam ao melhorar o crédito e os parcelamentos aumentando as vendas”, explicou.

“Para o setor como um todo no financiamento da construção e reforma de lojas já que há ainda muito espaço para preenchimento pelas médias e grandes redes assim como a tendência de abertura dos minimercados de proximidade gerando mais empregos”, completou Berka.

(fonte: Portal do Varejo)

No Brasil, vendas tiveram aumento de 2%

As vendas do comércio varejista caíram 1,50% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com dezembro de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 3,3% em dezembro de 2017. Nesse confronto, as projeções iam de uma expansão de 2,90% a 7,34%, com mediana positiva de 4,50%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2% no ano de 2017, em linha com o piso do intervalo das projeções (2% a 3%, com mediana de 2,20%).

No conceito ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas do varejo caíram 0,80% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio melhor que a mediana das estimativas dos analistas ouvidos, de negativa em 1,05%, e dentro do intervalo das previsões, de recuo de 3,4% a avanço de 0,13%.

Na comparação com dezembro de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 6,4% em dezembro de 2017. Nesse confronto, as projeções variavam de uma expansão de 3,00% a 8,75%, com mediana positiva de 5,70%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 4% no ano de 2017, acima da mediana, de 3,90%. As estimativas iam de 3,10% a 4,20%.

(fonte: Diário do Comércio)

Inadimplência entre as MPEs bate recorde, aponta Serasa

A inadimplência das micro e pequenas empresas no Brasil bateu novo recorde e encerrou o mês de dezembro de 2017 com 4,937 milhões de negócios negativados, maior número apurado pelo estudo realizado pela Serasa Experian desde março de 2016, quando o levantamento começou a ser feito. O número de MPEs com dívidas atrasadas no último mês do ano passado é 10,8% maior se comparado com igual período do exercício anterior, quando registrou 4,455 milhões de CNPJs de MPEs com dívidas atrasadas.

Das quase 5 milhões de MPEs no vermelho, o estudo mostra que 45,8% do total é do setor de serviços e essa falta de dinamismo apresentada pelo segmento no último ano é uma das principais variáveis atribuídas pelo economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, para o impacto na inadimplência das micro e pequenas empresas em dezembro de 2017. Segundo ele, apesar de a economia ter saído da recessão no último ano, o crescimento econômico ficou concentrado em poucos setores como agronegócio e indústria e o setor de serviços não conseguiu apresentar um desenvolvimento satisfatório e não sentiu essa recuperação da economia.

“Além de ter sido baixo, o crescimento econômico do País no ano passado foi concentrado em poucos setores. As empresas do segmento de serviços apresentaram dificuldades financeiras porque o crescimento não chegou de fato para elas, o que aumentou a inadimplência das micro e pequenas empresas, que são basicamente de serviços”, explica Rabi.

O levantamento da Serasa Experian mostra ainda que a maior porcentagem de micro e pequenas empresas inadimplentes está concentrada na região Sudeste, responsável por 53,8% do total, seguida pelas regiões Nordeste (16,3%), Sul (15,8%), Centro-Oeste (8,7%) e Norte (5,3%). Minas Gerais registrou 11% das MPEs negativadas, perdendo somente para São Paulo, com 32,6% do total. Na avaliação de Rabi, isso acontece porque os dois estados, além de concentrarem o maior número de micro e pequenas empresas, também apresentaram a particularidade de altos índices de desemprego durante o período pesquisado.

O economista destaca que o déficit de empregos em setores fortes na região como a indústria e a construção civil, criou uma demanda por novos empreendimentos e fez surgir empresários que empreenderam não por vocação, mas por falta de opção. “Muitas pessoas que perderam o emprego precisaram se tornar empresários, os chamados microempreendedores individuais. As dificuldades e a falta de experiência ajudaram a engrossar a fileira das empresas inadimplentes”, analisa Rabi.

Responsáveis por 27% do PIB, as MPEs representam uma preocupação para o setor devido ao resultado recorde no fim de 2017. Apesar de não acreditar em uma recuperação imediata, a expectativa, segundo Rabi é de que a inadimplência diminua neste ano, devido à tendência de um crescimento maior e mais disseminado da economia como um todo.

“A estimativa da Serasa Experian é de crescimento de 3% do PIB para 2018, um ritmo três vezes maior do que no ano passado. Além disso, esperamos que a indústria, de uma forma mais disseminada, cresça e alavanque o setor de serviços, uma vez que grande parte da prestação de serviços tem como foco a indústria”, afirma.

Renegociação – Nesse contexto, o caminho para os empresários que estão em situação de inadimplência passa pela renegociação dívidas para uma reinserção no mercado de crédito. As MPEs podem negociar dívidas atrasadas pela internet por meio do Serasa Recupera PJ, um serviço on-line gratuito que permite que as empresas renegociem seus débitos diretamente com os credores.

Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o processo de renegociação é inevitável e a principal dificuldade enfrentada pelas empresas negativadas é o número de credores. De acordo com ele, dados mostram que uma micro ou pequena empresa inadimplente tem, em média, 11 credores diferentes, o que exige negociações individuais. “Não é fácil uma empresa sair da inadimplência pagando à vista todos os seus credores. O que acontece é um processo de renegociação com os credores que, em sua maioria, são fornecedores ou prestadores de serviços”, diz Rabi.

Em 2017, o Serasa Recupera foi responsável pela quitação de R$ 55 milhões em débitos atrasados de 40 mil companhias inadimplentes. A ferramenta conta com mais de 2 mil credores de diversos segmentos e oferece um ambiente seguro para o fechamento de acordos.

(fonte: Diário do Comércio)