Inadimplência entre Jovens Cai, mas ainda atinge quase 5 milhões

O número de jovens brasileiros inadimplentes, entre 18 e 24 anos, caiu 22% em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As entidades afirmam, porém, que 4,8 milhões de pessoas ainda se encontram na inadimplência, representando 20,14% de jovens dessa faixa etária.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a retração dos indicadores de inadimplência dessa faixa de jovens se explica pela menor presença desses brasileiros nos níveis de ocupação do país. “Fora do mercado de trabalho pelas mais diversas razões, seja estudo, desemprego ou por opção, muitos desses brasileiros acabam ficando também fora do mercado de crédito, reduzindo o contingente de potenciais inadimplentes”, explica a especialista.

De acordo com o IBGE, o nível de ocupação da população com idade entre 18 e 24 anos caiu de 57,9%, no primeiro trimestre de 2012, para 51,2%, no terceiro trimestre de 2017.

Inadimplência dos jovens por região

A maior proporção de consumidores jovens com contas em atraso está no Centro-Oeste. Do total de devedores da região, 7,8% têm idade entre 18 e 24 anos. Em seguida aparecem as regiões Sul (7,6%), Norte (7,4%), Nordeste (5,7%) e o Sudeste (5,0%).

A maioria das dívidas se concentra nos bancos: 44,8% das pendências dos jovens entre 18 e 24 anos têm como credor as instituições financeiras. Em seguida, aparecem o comércio (29,9%), o setor de comunicações (14,7%); e as empresas de abastecimento de água e luz (1,8%).

(fonte: Portal No Varejo)

Vendas da Páscoa deste ano devem superar as de 2017

Com a melhora dos indicadores econômicos, a expectativa do varejo é que as vendas da Páscoa deste ano sejam melhores do que as verificadas em 2017. Prova disso é que há redes de supermercados no Estado que esperam alta de até 20% na comercialização. A estimativa do presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret Nametala, é que as vendas do setor em Minas registrem expansão em torno de 3% na comparação com a mesma data do ano passado. “É uma data sazonal importante para o setor, que tem como grande incentivador as vendas de chocolates, bombons e barras”, frisa.

Ele explica que a indústria está atenta às mudanças no perfil dos consumidores que, nos últimos anos, migraram para os produtos mais em conta, deixando de lado, em especial, os ovos de Páscoa de tamanho grande. “No caso dos ovos, esperamos manter as vendas no patamar do ano passado”, observa.

Para os tradicionais ovos, a expectativa do dirigente é que as vendas se concentrem em produtos de R$ 20 a R$ 30. “Estão previstos 120 lançamentos da indústria, inclusive caixa de bombons com brinquedos voltados para o público infantil”, conta.

Para 2018, a perspectiva é que as vendas gerais dos supermercados mineiros cresçam 2,8%. No ano passado, o incremento foi de 2,29%, marcando o sexto ano seguido de expansão do segmento no Estado, segundo dados do Termômetro de Vendas, pesquisa mensal da Amis.

Na rede Super Nosso, a perspectiva para a Páscoa é de incremento na casa dos 20% frente ao ano anterior, conforme o diretor comercial Ronaldo Peixoto. Já as lojas do Extra e do Pão de Açúcar estimam aumento de 15% nas vendas de ovos, bomboniere e barras em todo o país. A apostas para a data são as barras de chocolate e os itens de bomboniere (bombons, balas e chocolates). Essas categorias de produto devem ter incremento de 30% na comercialização frente a 2017.

A Cacau Show, que encerrou o ano passado com 2.121 lojas em operação no país, prevê um crescimento de 20% nas vendas durante a Páscoa, data mais importante do ano para a marca. Para atender à alta demanda, foram abertas mais de 6.800 vagas temporárias em todo o Brasil. Para se candidatar, os interessados nas vagas de vendedores e atendentes devem apresentar o currículo na loja da Cacau Show mais próxima de sua residência.

O presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação, Vinícius Segantine Dantas, ressalta que toda data comemorativa que tenha relação com alimentos, como é o caso do Natal e da Páscoa, é favorável ao setor, que em Belo Horizonte conta com mais de 1.600 padarias. “Na Páscoa, os produtos que levam chocolate ganham destaque”, explica.

Para ele, o consumidor está mais confiante na economia, o que deve ajudar nas vendas na data. “O desempenho das padarias vai depender das estratégias adotadas pelos empresários para a Páscoa. Depois de um ano de crise, acredito que é possível crescer, pelo menos, 5% nas vendas ante 2017”, observa.

Números positivos

As vendas dos supermercados com a Páscoa devem crescer 3% neste ano na comparação com a data em 2017, no Estado.

Nas padarias e confeitarias mineiras, a perspectiva com a data é de alta de, pelo menos, 5%.

Quase 30% das varejistas da capital têm um impacto positivo com a Páscoa, conforme levantamento de 2017, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas).

(fonte: O Tempo)

Como pensar em gestão de talentos nas pequenas empresas?

Por Juliane Yamaoka (Gerente da Efix)

As pequenas empresas estão em franco crescimento no Brasil, representando 27% do PIB (Produto Interno Bruto) e 54% das vagas formais no mercado de trabalho, de acordo com dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) divulgados em 2017. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma pequena empresa no Brasil é aquela com até 49 funcionários, se for do setor comercial ou de serviços, ou com até 99 funcionários, se for do setor industrial. O faturamento também é fator determinante para sua qualificação como pequena empresa: o valor máximo deve ser de R$ 3,6 milhões ao ano.

Não podemos pensar que o fato de a empresa ter poucos funcionários vai isentá-la da necessidade de “cuidar” de quem trabalha no negócio e “acompanhar” seu potencial. Em muitos casos, os profissionais começam sua carreira nas pequenas empresas. A oportunidade pode não ser o “emprego dos sonhos”, mas é considerada um grande passo para o início de uma carreira promissora. Para que isso se torne realidade, é fundamental que o indivíduo seja “lapidado”, “orientado” e “preparado” para os maiores desafios do mercado.

Neste cenário, o clima organizacional é um aspecto importante para garantir que os profissionais se sintam motivados a crescerem junto com o negócio e se mantenham engajados em suas tarefas, aproveitando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento. Investir em um ambiente de trabalho agradável, tanto do ponto de vista visual quanto comportamental que estimule o crescimento, é um dos primeiros passos para contar com um clima organizacional favorável. 

As pequenas empresas podem evoluir consideravelmente com um ambiente de estímulo ao aprendizado e ao desenvolvimento. Veja a seguir três fatores, interligados e igualmente importantes, que contribuem para este processo:

  – Financeiro: Um fato que parece óbvio (mas nem sempre seguido à risca) é ter um orçamento anual para oferecer salários atualizados com o padrão de mercado e benefícios ou compensações atraentes aos funcionários. Caso contrário, aumentam as chances deles saírem em busca de outras oportunidades, com a justificativa de procurarem maior “estabilidade financeira”.

– Comportamental: Todo local de trabalho tem suas divergências de ideias e relações, mesmo que a empresa tenha poucos funcionários. Os motivos podem ser os mais diversos: alguém “leva” os problemas pessoais para dentro da empresa e “desconta” nos colegas, um funcionário “não vai com a cara do outro”, ou os funcionários discordam em relação à forma de trabalhar, entre outros.

Por isso, é importante adotar uma política básica de gerenciamento de conflitos, pois estes, inevitavelmente, vão acontecer. Com a política, é possível, pelo menos, minimizar os degastes e evitar problemas de descontentamento, desengajamento e queda de rendimento profissional.

– Educacional: Tão importante quanto a remuneração é ter um programa contínuo de treinamento e desenvolvimento corporativo, mais uma vez levando em consideração que é grande a chance de ter mão de obra em início de carreira.

 Essa é a melhor forma de conscientizar os funcionários sobre a cultura organizacional, seus direitos e deveres no dia a dia da empresa. E, finalmente, educá-los (tanto por meio de especialização interna quanto por meio de cursos externos) para desenvolver ao máximo suas habilidades (até mesmo aquelas que não são demonstradas de imediato na entrevista de emprego ou nos primeiros dias de trabalho) e explorar tais habilidades em prol da empresa também é essencial para gerar engajamento.

O verbo engajar é, por fim, a ordem para a gestão de talentos nas pequenas empresas. O engajamento dos funcionários por meio do aprendizado, de comportamentos favoráveis e valorização é o que dá às empresas de pequeno porte a oportunidade de crescer.

(fonte: Administradores.com.br)

Parcelamento sem juros pode terminar, alertam entidades

Já faz parte da rotina. Praticamente todos os dias, há pelo menos quatro anos, o promotor de eventos Igor Jardel, 27, saca da carteira um de seus oito cartões de crédito, de várias bandeiras, e parcela no máximo de vezes possível alguma compra, principalmente quando o valor supera R$ 500. “Não tem jeito. Como viajo muito a trabalho, divido a compra de roupas, calçados, passagens aéreas e rodoviárias, hospedagem, despesas com alimentação e até mesmo corridas de táxi, quando o motorista aceita cartão”, diz ele. No fim do mês, os extratos, com datas de vencimento variadas, somam cerca de R$ 2.000. “Dependo do parcelamento para minhas despesas diárias. Hoje, é impossível viver sem ele”, admite o promotor de eventos.

Porém, a segurança e a conveniência proporcionadas pelo parcelamento sem juros no chamado “dinheiro de plástico”, que responde hoje por algo entre 50% e 55% das operações no país, podem estar com os dias contados, segundo alertam entidades de defesa do consumidor e do comércio. Isso porque a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) apresentou ao Banco Central (BC) uma nova modalidade de financiamento via cartão de crédito.

Pela proposta, os consumidores fariam uma espécie de crediário, com juros mais baixos, para parcelar as compras, com base em um limite fixado pela operadora, que poderia ser usado em qualquer loja, independentemente do porte. A administradora do cartão pagaria o lojista em até cinco dias após a operação e assumiria os riscos. As prestações e despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão no ato da compra.

No modelo atual, a decisão de oferecer o parcelamento e estipular o número de parcelas cabe ao comerciante, que recebe a primeira parcela após 30 dias, enquanto o consumidor vai pagando as demais na fatura do cartão. Hoje, segundo as operadoras, o parcelamento sem juros está disponível principalmente nas grandes redes de varejo. O BC ainda não decidiu se acata ou não a sugestão e preferiu não se manifestar sobre o assunto. Procurada, a Abecs confirmou o envio da proposta. E informou que “os estudos e as discussões sobre o tema se encontram em fase inicial”. E, por isso, também não comentaria o assunto.

Ofício. Na avaliação da advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Lívia Coelho, o fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito é uma “possibilidade real, que não pode ser descartada” e que preocupa a entidade. Por isso, segundo ela, a Proteste enviou, no começo deste mês, ofício ao Banco Central pedindo mais informações sobre a proposta e solicitando a participação de alguma entidade ou órgão de defesa do consumidor nas discussões.

“Não temos nenhuma informação oficial sobre o que foi proposto, sobre taxas de juros que seriam cobradas, a partir de qual valor seria aplicada a nova modalidade ou sobre o custo total ao final do parcelamento”, explica a especialista. “Pela nova proposta, o valor das prestações e as despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão na hora de finalizar a compra. Isso está errado, o consumidor tem o direito de saber com antecedência os valores, para poder fazer pesquisa entre as administradoras”, conclui Lívia.

Abecs nega fim da modalidade

Procurada, a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) preferiu não se pronunciar. Por meio de nota, informou que “o Banco Central tem consultado o setor no sentido de obter informações para subsidiar futura regulação, com o objetivo de ampliar a eficiência dos meios eletrônicos de pagamento e reduzir o custo do financiamento ao consumo.”

Sobre a possibilidade de eliminação do parcelado sem juros, garantiu que “essa informação não tem qualquer fundamento, e que jamais considerou essa hipótese.”

“Ao contrário disso, entre os diversos temas que são debatidos com o Banco Central, a Abecs apresentou estudos sobre novo produto para financiamento ao consumo, que ampliaria o leque de alternativas já existentes, provisoriamente denominado crediário”, diz a nota.

Ainda segundo ela, “esse novo produto possibilitaria prazos maiores de financiamento ao consumidor por meio do cartão e seria uma alternativa especialmente para os comércios menores, que não contam com capital de giro para financiar suas vendas”, diz o texto.

Usuários prometem reduzir o consumo

Apesar de se tratar de uma proposta ainda em estudo pelo Banco Central, adeptos do parcelamento sem juros temem as consequências da nova modalidade de pagamento, caso ela seja aprovada. “Sempre compro parcelado em três vezes quando o produto custa mais de R$ 500. Se acabar (o parcelamento) vou reduzir meu consumo. Ninguém gosta de pagar juros”, adianta o assistente fiscal Lucas Milagres, 23, que compra com o “dinheiro de plástico” principalmente equipamentos eletrônicos.

Opinião semelhante tem a redatora Thaís Lombardi, 28, que pelo menos uma vez por semana faz uso do parcelamento. “Compro há dez anos praticamente tudo que puder parcelado, sejam coisas para o dia a dia ou algo mais especial, mas sempre dentro do limite de R$ 500 por mês. Se não puder dividir mais, vou comprar bem menos”, diz. “Tudo que eles (bancos) querem, eles conseguem. Os bancos não olham muito para o consumidor, só enxergam o lado deles. Por isso, acho que vai passar”, afirma.

(fonte: O Tempo)

Microempreendedores individuais com débitos tributários serão incluídos na dívida ativa

Microempreendedores Individuais (MEI) que não regularizaram sua situação tributária com a Receita Federal, além de terem o CNPJ cancelado, não poderão tirar passaporte, fazer inventário, emitir certidão negativa, nem realizar transferência de bens até pagarem seus débitos na dívida ativa.

Estão nessa situação os formalizados que não fizeram nenhum pagamento dos tributos entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017 ou não entregaram as Declarações Anuais do Simples Nacional (DASN-Simei) referentes a 2015 ou 2016. A listagem completa dos MEI que tiveram seus CNPJ cancelados pode ser consultada no Portal do Empreendedor.

Vale lembrar que o CNPJ cancelado não pode ser mais ativado e o empreendedor passa a ser um trabalhador informal se continuar exercendo a atividade econômica. “Caso queira se tornar um MEI novamente, ele deverá passar por todo o processo de formalização para que seja gerado um novo CNPJ”, afirma o analista do Sebrae Minas Haroldo Santos.

Todos os MEIs que tiveram seus CNPJ cancelados pela Receita também terão seus débitos incluídos na dívida ativa. “O débito tributário ficará ativo no CPF do devedor e não prescreve, ou seja, poderá ser cobrado a qualquer tempo pelo poder público. O indivíduo ainda será privado de emitir passaporte, por exemplo”, explica Santos.

Para não ser penalizado, o empreendedor poderá parcelar seus débitos com a Receita. Vale lembrar que a cada mês o valor da dívida é acrescido de 0,33% e haverá multa de 20% sobre o valor do débito.

A dívida contraída, dos débitos já vencidos, poderá ser parcelada, no Portal do Simples Nacional, em até 60 meses com valor mínimo de R$ 50,00, desde que a DASN-Simei do ano de referência tenha sido entregue. Para que o parcelamento seja validado, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) da 1ª (primeira) parcela deverá ser pago até a data de vencimento. Com informações do Sebrae Minas.

(fonte: Diário do Comércio)

Integração é nova tendência do e-commerce

O e-commerce tornou-se um dos canais de compras dos brasileiros. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), só Minas Gerais foi responsável por movimentar aproximadamente R$ 4,8 bilhões em vendas pela internet no ano passado, o que representa 10,8% do total de compras on-line em âmbito nacional.

Nesse cenário, Belo Horizonte desponta como a terceira cidade mais representativa da região Sudeste, com 4,60% dos pedidos, atrás apenas de São Paulo (1º) e Rio de Janeiro (2º).

Mesmo com o desempenho expressivo, os negócios virtuais podem ser potencializados a partir da adoção de estratégias como a integração das plataformas. Thiago Lima, CEO da LinkApi, startup especializada em integração de sistemas digital, diz que a rotina operacional de um e-commerce demanda, muitas vezes, um alto investimento de tempo e de recursos humanos para administrar todas as etapas do negócio de forma manual, o que aumenta consideravelmente as despesas da empresa.

Uma estratégia para resolver esse desafio é apostar nas integrações – soluções rápidas e acessíveis que vêm ganhando cada vez mais espaço entre os e-commerces, automatizando processos, economizando tempo e, consequentemente, aumentando os lucros. Para ele, uma loja que consegue ter eficiência operacional proporciona uma melhor experiência para o cliente final, isso porque o lojista conseguirá focar a energia no negócio e não em como os sistemas se comunicam. “Sempre digo que não existe nada que faça vender mais do que um cliente satisfeito com sua experiência de compra”, afirma.

Segundo o CEO, essa integração ainda não acontece de forma satisfatória em razão de três fatores: porque existe um legado muito grande de tecnologia entre os grandes sistemas no Brasil e isso dificulta muito o processo; pelo fato de o ecossistema de ferramentas ser muito dinâmico e mudar o jeito de se comunicar o tempo todo; e por existirem poucos players no mercado que resolvam o problema de integrações de todo o ecossistema disponível. Em relação aos sistemas, Lima esclarece que normalmente são utilizados vários em uma operação de e-commerce como plataforma de e-commerce, ERPs, sistemas de logística, antifraude etc.

Tendência – Na visão dele, também é preciso ficar atento às novidades. “É um movimento natural de mercado, virou necessidade para o lojista estar presente em todos os canais. Além disso, o e-commerce ainda não representa nem 10% do total do varejo, o que mostra que ainda temos muitas oportunidades de crescimento”, avalia, dizendo que, para aumentar a lucratividade de um e-commerce, é possível lançar mão de algumas habilidades, entre elas a mudar a vitrine da loja virtual constantemente. “Destacar produtos com maior saída ou utilizar ferramentas de IA para personalizar as vitrines com as melhores ofertas para aquele usuário”, ensina.

Lima também faz referência ao big data. Para ele, a integração do e-commerce com a plataforma de CRM e automação de marketing facilita na personalização das ofertas enviadas por e-mail marketing, de acordo com as últimas compras e preferência do cliente. “Isso aumenta a chance de recompra em sua loja”, afirma. O omnichannel também é destacado. Na visão do CEO, além de estar em todos os canais on-line, é importante ter a loja física integrada com a loja virtual e aplicativo mobile, ainda mais se compartilham estoque. “Dessa forma, o cliente pode escolher se compra on-line e retira na loja física ou vice-versa”, ensina.

Por último, ele cita os marketplaces. “Há muitas lojas virtuais que estão entrando em marketplaces para ampliar os canais de venda. Atrelar a marca a grandes nomes do segmento gera mais visibilidade para o consumidor”, afirma. Ele completa dizendo que o que falta e traz prejuízo é o problema da gestão do negócio, má administração de custos e aplicação de marketing de forma errada, gastando muito e gerando pouco retorno.

E-mail marketing – Outra ferramenta importante do e-commerce é o e-mail marketing. Felipe Rodrigues, sócio-diretor do Enviou, empresa especializada em ferramentas para ajudar lojas on-line a vender mais conjugando soluções para relacionamento com o cliente e recuperação de vendas, diz que para estreitar laços, a empresa pode criar uma estratégia de régua de relacionamento com o cliente. “O ideal é que haja relacionamento em todas as fases de interação com a sua loja, desde prospecção, como lead, até pós-vendas, com a conclusão da compra. A estratégia de e-mail marketing deve ir além de vender”, afirma.

Nesse sentido, acrescenta, é interessante criar conteúdo e nutrir o cliente para gerar fidelização. “Quando falamos de ser menos robotizados, estamos dizendo da tendência da comunicação, onde o cliente procura e preza, cada vez mais, por exclusividade no atendimento. Não é fácil trabalhar e tornar essa estratégia eficaz. As empresas que começam com envios segmentados estão no caminho certo para deixar essa comunicação menos robotizada e mais assertiva”, afirma.

Para ele, diversos fatores levam um consumidor a desistir de compra. Entre as principais, a dificuldade que o consumidor encontra com todo processo até a finalização do pedido. “Essa etapa deve ser fácil e rápida. É indicado que tudo possa ser feito com poucos cliques. Um processo com várias telas acaba fazendo com que o consumidor abandone o pedido”, diz. Outro fator que ele aponta é o valor dos produtos. “É preciso estar de acordo com a concorrência. O preço oferecido deve ser atrativo para o consumidor”, completa, lembrando que o valor do frete e prazo de entrega também são fatores decisivos para a desistência da compra.

Para evitar que isso aconteça, ele afirma que é preciso criar estratégias que favoreçam o consumidor. “Quando ele encontra dificuldade em finalizar a compra pelas etapas do cadastro, seria o caso de deixar ativo o cadastro por rede social, facilitando assim o acesso ou pedir somente informações que são realmente necessárias para sua base de dados, deixando essa etapa menos extensa.

Além disso, temos que pensar que, com o avanço da tecnologia, o consumidor tem melhor acesso às informações, consequentemente ele vai pesquisar melhor antes de finalizar o pedido. Então, ofereça um preço justo. Fique por dentro das ações dos seus concorrentes e pratique valores atrativos. Trabalhe com cupom de descontos para induzir a finalização da compra”, ensina.

Na opinião dele, montar uma loja virtual é muito fácil atualmente, até porque existem diversas plataformas que facilitam esse processo. Mas manter e fazer do e-commerce um negócio de sucesso é um desafio para o lojista. “É preciso ter um bom planejamento e os objetivos de negócio bem definidos. Também é importante criar estratégias para estabelecer um bom relacionamento com leads e clientes”, diz.

Outro ponto que para ele é extremamente importante é a agilidade no atendimento. “Isso é fundamental para se destacar entre os milhares de concorrentes presentes no seu mercado de atuação. Investir em uma comunicação eficaz é uma estratégia muito importante. Não é fácil, na verdade é bem trabalhoso, mas tendo tudo bem definido, com o foco e as estratégias certas é possível alcançar o objetivo com sucesso”, garante.

O Enviou foi criado por Felipe Rodrigues em novembro de 2016. Atualmente, já são mais de R$ 80 milhões em recuperação de carrinhos abandonados e mais de 30 mil lojistas on-line cadastrados na ferramenta. Além do recuperador de carrinhos, o Enviou oferece outros serviços como o envio de email-marketing e de aniversariantes do dia. “Nossa novidade mais recente é o ‘Recuperador de Boletos’”, completa.

(fonte: Diário do Comércio)

Números de MPES negativadas cresce mais de 10% em 2017 e some milhões

O número de micro e pequenas empresas negativadas no País cresceu 10,8% no ano passado, segundo dados da Serasa Experian. Ao todo, elas somam quase 5 milhões de companhias – este é o maior número registrado desde março de 2016, quando o levantamento começou a ser feito.

Do total de empresas negativadas, 45,8% eram prestadoras de serviços, 45,1% empresas comerciais e 8,7% indústrias.

Segundo os economistas da Serasa, a maior fragilidade financeira, o fato de se concentrarem no setor de serviços, o qual ainda registrou baixo dinamismo em 2017, e as maiores dificuldades de acesso ao crédito, impulsionaram a inadimplências das micro e pequenas empresas ao longo de todo o ano passado.

De acordo com a Serasa, ainda, as MPEs respondem por 27% do PIB, por isso, o recorde de inadimplência traz preocupação para o setor.

Regiões

Por regiões, a Sudeste concentrou a maior porcentagem de micro e pequenas empresas inadimplentes, com 53,8% do total. Em seguida aparece o Nordeste, com 16,3%; o Sul, com 15,8%; Centro-Oeste, com 8,7% e Norte, com 5,3%.

Entre os estados, São Paulo tem o maior número de empresas negativadas, com 32,6% do total. Em seguida está Minas Gerais, com 11,0%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,1%.

(fonte: Portal No Varejo)

Varejistas têm melhor percepção de estoque desde julho de 2015

O índice que mede os estoques do varejo na região metropolitana de São Paulo registrou neste mês crescimento de 16,3%, em comparação a fevereiro de 2017. A maior novidade do indicador, no entanto, é a percepção dos empresários quanto à adequação do estoque: 56,5% consideraram o volume apropriado. O resultado da pesquisa indica aumento de 7,9 pontos percentuais, em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior proporção desde julho de 2015.

Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O estudo mensal capta a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

Comparado a janeiro, o índice de estoque registrou alta de 7,8% ao passar de 105,3 pontos para 113,5, considerado um avanço significativo pela FecomercioSP.

A entidade destaca que a alta no indicador foi motivada pelo bom desempenho nas vendas de Natal e nas liquidações de janeiro, que resultaram na queda dos estoques excessivos. A Federação ressalta que esse movimento tende a beneficiar outros setores da economia com mais pedidos à indústria e mais importações.

Estoque excessivo

A parcela de empresários que declarou ter estoques excessivos foi de 14,4%, caindo 0,7 pontos percentuais comparando a fevereiro de 2017. Em relação a janeiro, a retração foi de 3,6 pontos percentuais, atingindo 28,2% dos lojistas entrevistados.

(fonte: Portal No Varejo)

Estratégia é realizar ações promocionais

Além de contar com os ajustes da economia, uma das tentativas de reverter a queda no volume de vendas no segundo semestre do ano passado apontada pela pesquisa, é a realização de promoções e liquidações para tentar atrair clientes. De acordo com os dados divulgados pela Fecomércio-MG, 43,5% dos empresários de Belo Horizonte realizaram promoções ou liquidações durante o período avaliado e 54,1% dos entrevistados planejam realizar promoções neste semestre. A competição acirrada que caracteriza o comércio varejista exige também criatividade para conquistar o consumidor, seja por meio de melhorias no atendimento e da renovação do mix de produtos ou de novos canais de vendas como a internet ou compras coletivas.

“O varejo é altamente pulverizado, com diversos estabelecimentos concorrendo no mesmo nicho de mercado e, muitas vezes, na mesma localidade. Então, a disputa por consumidores se dá principalmente por meio dos preços, uma vez que os produtos possuem poucos diferenciais entre eles. Então, o empresário que, além de acompanhar o mercado, adota ações para cativar o consumidor, obtém sucesso maior que a concorrência”, confirma o economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida.

Outro reflexo dos bons resultados esperados para o primeiro semestre de 2018 é o possível aumento na geração de postos de trabalho no varejo de material de construção na Capital e nas outras cidades pesquisadas. O levantamento indica que 89,4% dos empresários pretendem manter ou aumentar o quadro de funcionários nesse período. “A confiança dos empresários, que deve levar a novos investimentos, resulta no estímulo à economia e geração de novos postos de trabalho. Para atender esse aumento de investimentos é preciso mais mão de obra empregada, o que gera um círculo virtuoso”, conclui o economista da Fecomércio-MG.

(fonte: Diário do Comércio)

Adesões ao Simples têm alta de 46,17% em Minas

O número de pedidos de adesão ao Simples Nacional, em Minas, teve aumento de 46,17% em janeiro deste ano no comparativo com igual mês do ano passado. De acordo com levantamento divulgado ontem pela Receita Federal do Brasil (RFB), foram registradas 49.952 novas adesões no mês passado, contra 34.172 em janeiro 2017.

O avanço foi maior que o nacional: no País, o crescimento foi de 35,8%, com o número de pedidos de adesão ao sistema simplificado de tributação passando de 396.200 em janeiro de 2017 para 537.950 em janeiro de 2018. De acordo com o auditor-fiscal da Receita Federal em Minas, Luiz Carlos Entrudo da Graça, o aumento pode estar ligado à entrada em vigor de novas regras do Simples, o que ocorreu também em janeiro deste ano.

Entre as mudanças no Simples está a alteração do aumento do limite máximo de faturamento das empresas. Desde janeiro, os empreendimentos que optam pelo sistema podem ter faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Até então, o limite era de R$ 3,6 milhões. Além disso, segundo Luiz Carlos Entrudo, o setor das indústrias de bebidas alcoólicas – como pequenas cervejarias, vinícolas e destilarias – foram autorizadas a fazer parte do Simples, o que também pode ter levado ao aumento das adesões.

Dos 49.952 pedidos de opção pelo Simples Nacional registrados em Minas, em janeiro, 2.854 foram de empresas novas, sendo que 47.098 são de empreendimentos já em atividade. Nesse último grupo estão aquelas empresas que se regularizaram débitos, as que já faziam parte do sistema e as que mudaram de modelo de tributação.

As alterações no Simples Nacional fazem parte da Lei Complementar 155/2016, que tem como objetivo reorganizar e simplificar a metodologia de apuração do imposto simplificado, aplicável às micro e pequenas empresas.

Analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas (Sebrae Minas),  Mariana de Souza acredita que o aumento nas adesões é indicativo de que as alterações estão sendo positivas.

Entre outras alterações trazidas pela nova lei, ela cita a redução de faixas de tributação, que antes eram 20 e agora são seis. Com esse enxugamento, o sistema ficou mais descomplicado para os empresários.

Redução de impostos – A analista do Sebrae Minas explica ainda que algumas atividades – como serviços médicos, designers e de tecnologia – tiveram redução na carga tributária. Por fim, ela cita o chamado fator “r”: por essa regra, aqueles empresários que são mais dependentes de mão de obra, ou seja, que têm mais gastos com pagamento de funcionários, podem ser beneficiados com uma alíquota menor de imposto.

Empresários que aderem ao Simples pagam todos os tributos num documento único. A adesão ao sistema simplificado é feita via internet. A Receita Federal disponibilizou em seu site videoaulas abordando as noções básicas sobre esse sistema de tributação e as alterações trazidas pela Lei Complementar 155/2016.