Com crise no país, brasileiro comprou menos e diminuiu a inflação

A recessão econômica do país de 2015 para cá contribuiu para que a inflação de 2017 ficasse num patamar baixo na comparação com anos anteriores, alerta a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Lino Costa. “Vale lembrar que, com o desemprego ainda alto, o consumo acaba reduzindo. Logo, muitos preços caíram por causa da demanda baixa, ou seja, porque a economia está desaquecida”, observa. Dessa forma, a taxa de 2,95% registrada em 2017 é também fruto do baixo dinamismo da economia, num universo de 12,6 milhões de pessoas em busca de emprego no trimestre encerrado em novembro, conforme a última pesquisa do IBGE. A taxa de desemprego é de 12%, 0,6 ponto percentual menor em relação ao trimestre de junho-julho-agosto.

“Só que os empregos gerados são precários”, observa a economista. As vagas sem carteira no setor privado cresceram 3,8% frente o trimestre anterior. Em comparação com igual trimestre de 2016, a alta foi de 6,9%, enquanto que as vagas sem carteira tiveram um decréscimo de 2,5%.

Embora muitos produtos possam ter seus preços reduzidos em razão do consumo baixo, nem todos obedecem essa lógica do mercado, observa o mestre em administração com ênfase cadeia produtiva e coordenador do curso de relações internacionais do Centro Universitário Newton Paiva, Leandro César Diniz da Silva. É o que ocorre com os preços administrados – energia, água, combustíveis e transportes. “Mesmo com a demanda reprimida, os combustíveis continuam subindo”, observa.

O motivo para a alta dos combustíveis, mesmo num cenário ainda desaquecido da economia, foi a nova política de preços da Petrobras, adotada desde 3 de julho de 2017, que permite que a área técnica de marketing e comercialização reajuste na refinaria os preços dos combustíveis, visando acompanhar a taxa de câmbio e as cotações internacionais de petróleo e derivados. E para ajudar a aumentar o valor do produto, no mesmo mês, houve reajuste na alíquota do PIS/Cofins dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.

Além do impacto da demanda, a maior queda no preço dos alimentos em quase 30 anos em 2017 foi determinante no desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país. O coordenador do curso de economia do Ibmec-MG, Márcio Salvato, ressalta que a safra, 30% maior que a de 2016, impactou no preço do grupo alimentos e bebidas, que teve queda de 1,87% em 2017. Segundo o IBGE, responsável pelo cálculo da inflação, esse grupo é responsável por 1/4 das despesas das famílias, sendo a única vez que ele teve deflação no ano desde a implantação do Plano Real.

Gás. A Petrobras reduziu, na quinta-feira, o valor do botijão de gás de uso residencial em 5% e informou que as revisões de preços serão trimestrais, e não a cada mês, como vinha acontecendo.

(fonte: O Tempo)

Número de novas empresas cresce 13,6% em 2017 ante 2016

O número de novas empresas cresceu 13,6% no Brasil em 2017 na comparação com o ano anterior, de acordo com o levantamento da Boa Vista SCPC. Contudo, no quarto trimestre do ano passado, a quantidade de companhias criadas caiu 2,2% ante o terceiro trimestre.

Na classificação por forma jurídica, o Microempreendedor Individual (MEI) continuou com papel de destaque em 2017 ante 2016, crescendo 19,1%, enquanto as Microempresas (Mes) tiveram expansão de 6,8%. Já os demais tipos de companhias registraram queda de 12,8% na mesma base de comparação.

Em termos de composição, o MEI representou 75,5%, as microempresas participaram com 16,8% e as demais categorias corresponderam a 7,8% do total.

Por setores, Serviços teve um leve aumento na participação em 2017, de 55,6% para 55,9%. O Comércio teve ganho de 1,3 ponto porcentual, para 35,1%. Já o setor industrial perdeu espaço, passando de 9,9% para 7,9%. O segmento rural correspondeu a 1,2% do total no período.

Quanto à divisão territorial, todas as regiões apresentaram alta de 2016 para 2017. Centro-Oeste (18,6%) e Sul (17,1%) foram as que acumularam mais empresas novas no ano, seguidas pelo Norte do País (15,1%), Sudeste (12,8%) e Nordeste (10,2%).

O levantamento foi realizado pela Boa Vista SCPC a partir das novas empresas registradas na Receita Federal, considerando todo o território nacional.

(fonte: O Tempo)

Número de novos processos trabalhistas cai pela metade

Um mês após a reforma trabalhista entrar em vigor, o número de novos processos no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3-MG) caiu pela metade (49,5%) frente o mesmo período do ano anterior. Em dezembro de 2017, o Tribunal recebeu 8.239 novas ações e, no mesmo mês de 2016, foram 16.336 processos novos. Para os especialistas, a queda está ligada à nova legislação, mas não reflete ainda uma redução dos conflitos trabalhistas. “Isso não significa só que a reforma trabalhista desmotivou trabalhadores e advogados a propor ações. Houve também uma concentração de esforços, na maioria dos escritórios de advocacia, para que as demandas que tinham fossem propostas antes do dia 11 de novembro, pois, dessa forma, há a possibilidade que a legislação nova não recaia sobre elas.

“As ações que poderiam ser distribuídas em novembro e dezembro, os advogados propuseram todas antes da reforma”, disse o advogado Antônio Queiroz Júnior, coordenador do curso de pós-graduação em advocacia trabalhista da Escola Superior de Advocacia (ESA/OAB-MG).

Os números confirmam a tese. Em novembro de 2017 foram 27.496 novas ações no TRT-3, 19,36% de aumento em relação ao mês anterior e 19% frente o mesmo mês de 2016. Em nota, o Tribunal mostra que houve um “boom” de processos antes de a nova lei entrar em vigor. “Nos três dias anteriores à vigência, foi constatado acréscimo excessivo no número de processos distribuídos, mais de 12 mil processos em três dias, bem como queda abrupta no lapso posterior à vigência, 9.000 processos nos 30 dias posteriores”, diz a nota.

Queiroz afirma que, após a promulgação da lei, o número de processos continuou baixo porque advogados e partes aguardam as primeiras decisões da Justiça para entender como ela será interpretada. “A lei e sua aplicação precisam ser submetidas aos juízes, que vão decidir diante das inúmeras teses que vão surgir”, avalia o advogado.

Para a juíza do Trabalho e dirigente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3ª Região (Amatra3), Silene Cunha de Oliveira, o número de novos processos, neste primeiro momento, continuará mais baixo. “A retomada vai acontecer aos poucos, a medida que as decisões (judiciais) forem sendo tomadas. Mas vai reduzir, sim, em janeiro de 2018 – já percebemos isso também”, diz Silene. Um aumento de novas ações, porém, pode acontecer dentro dos próximos meses, na opinião de Queiroz. “O que vai acontecer daqui a cinco, seis meses, quando surgirem as primeiras decisões a respeito da reforma, é uma chuva de ações trabalhistas. O advogado estará mais seguro para distribuir ações”, diz.

Ele lembra que a reforma trabalhista alterou 117 artigos da CLT e que a Medida Provisória 808, apresentada pelo presidente Michel Temer, fez mais 85 alterações na lei do trabalho. Já a MP recebeu, no Congresso Nacional, mais de 800 emendas parlamentares. “Isso gera insegurança jurídica. Além disso, existem 16 Ações de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal questionando a nova legislação”, diz Queiroz.

Queda no ano

Total. O número de novas processos no TRT-MG em 2017 caiu na comparação com o ano anterior. As demandas e passaram de 279,6 mil em 2016 para 259,3 no ano passado, um recuo de 7,28%.

Lei coíbe abusos de pedidos

A atual legislação trabalhista coíbe a “litigância de má-fé”, na opinião do advogado trabalhista Jacinto Neves, do escritório Neves e Villamil. “O reclamante, muitas vezes, era induzido a fazer pedidos que não tinha direito para ver o que sobrava”, diz Neves.

Ele se refere à “responsabilidade por dano processual”, que define que as custas e os honorários advocatícios e periciais devem ser pagos pela parte que perdeu o processo. Segundo a juíza do Trabalho e dirigente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3ª Região, Silene Cunha de Oliveira, a gratuidade da Justiça também mudou. “A prova da miserabilidade tem que ser efetiva. Não é um presunção legal. O cidadão alega a condição de miserabilidade no direito processual comum, e isso é reconhecido pela mera declaração se não houver prova em contrário. Agora, no processo do Trabalho, para que ele tenha a assistência judiciária gratuita, não basta a alegação, ele tem que provar”, diz.

“Essa legislação estabelece critérios que acabam por cercear a interposição de ações na Justiça do Trabalho. Formas de evitar o demandismo”, pondera. Para ela, porém, a reforma pode “cercear o acesso à Justiça a muita gente que deve ter o direito, mas vai se inibir de entrar na Justiça”, conclui.

Mais difícil

Pontos que mudaram na lei e podem desmotivar ações na Justiça do Trabalho:

Custas processuais. Os custos referentes a pedidos que não forem concedidos pelo juiz do Trabalho são pagos pela parte do processo que perdeu. Se um reclamante fizer cinco pedidos e ganhar apenas dois, terá que pagar as custas dos três pedidos que perdeu. A lógica vale para o reclamado.

Honorários advocatícios e periciais. A parte que perde a ação é responsável pelos honorários advocatícios da outra parte. Se for necessário o trabalho de um perito, seu honorário será pago pela parte que perdeu.

(fonte: O Tempo)

Entrega em casa se reinventa para conquistar mais clientes

Por Juliana Gontijo
Sair de casa para comprar só mesmo se for necessário. Essa é a filosofia do gerente de administração Vanderson Silva, que se tornou preferencialmente um consumidor a distância. Ele conta que é um dos adeptos do novo sistema de delivery, via aplicativos. “Hoje, praticamente 90% das minhas compras são via aplicativos, de alimentos a roupas. A vantagem é a praticidade” diz. Outro benefício dessa modalidade é ter ferramentas que permitem fazer pesquisas nos apps, segundo Silva.

É fato que o serviço de delivery já existe há anos. A diferença é que, se antigamente, o atendimento era exclusivamente pelo telefone, hoje, com a tecnologia, os mais diversos canais de atendimento são utilizados pelas empresas – e-mail, WhatsApp, sites e aplicativos –, com o objetivo de ficar mais próximo do consumidor e, assim, aumentar as vendas. Com aplicativos como o Get Ninjas, depois de poucos cliques um nutricionista pode chegar à sua casa. Em outros apps, a pessoa pode escolher um médico comparando currículo, valor de consulta e tempo de chegada.

Já existe empresa oferecendo consultoria do produto que comercializa por essas plataformas, tudo para facilitar a vida do cliente. O delivery é tão importante que metade dos restaurantes e das lanchonetes atendidos pelo Sebrae em todo o país oferece o serviço, sem terceirização, para dar mais comodidade ao consumidor.

Além dos estabelecimentos que adotam a modalidade há décadas, negócios recentes no formato tradicional estão adotando o delivery. É o caso da hamburgueria The Taste Burguer, que depois de dois anos de mercado, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rendeu às entregas via telefone e aplicativo. Esse modelo começou no fim do ano passado.

No segmento de lavanderias, por exemplo, a rede 5àsec conta com o e-commerce, chamado de “Lavanderia Online”. O projeto inclui um novo website, que já está no ar, e um aplicativo para smartphones e tablets, que será lançado no primeiro trimestre deste ano. “Com isso, passamos a ter uma variedade maior de consumidores, em especial a nova geração, que vive mais conectada”, diz o diretor. Assim, os clientes podem contar com a coleta e a entrega de roupas sem precisar ir às lojas.

A rede está apostando no crescimento desse tipo de serviço, que representa de 35% a 40% do faturamento das lojas, segundo o diretor de franquias, Alex Quezada. Em cinco anos, a perspectiva é que a participação chegue a 50%. Quando o serviço foi lançado no Estado, representava, no máximo, 10% dos negócios, pois era algo pouco conhecido, observa Quezada.

Saúde. E, se tem um setor experiente, além do de bares e restaurantes, é o de saúde, em que o atendimento domiciliar veio muito antes da tecnologia. Há quase 20 anos, a empresa Hospital na Residência, sediada na capital, oferece esses serviços. “No nosso caso, é mais que comodidade, é necessidade”, observa o diretor Marcelo Baltazar. Ele explica que há possibilidade, para algumas especialidades, de o médico se deslocar até a residência do paciente, além da modalidade home care. “Entre as vantagens da internação domiciliar estão o contato maior com a família e a segurança, já que não há risco de infecção hospitalar”, diz.

Trânsito pior ajuda a aumentar a demanda

A combinação de pessoas com menos tempo livre e trânsito cada vez pior, em especial nas grandes cidades, fez a demanda pelos serviços de profissionais em domicílio aumentar. É o caso da fisioterapeuta Isabel Cristina Lara Freitas, que percebeu alta na demanda por esse tipo de serviço nos últimos três anos na capital. “Em torno de 80% de meus atendimentos são nas residências”, afirma. Ela vai até a casa de seus pacientes há dez anos.

Isabel diz que, entre os mais jovens, a procura pelo atendimento em casa tem relação com o trânsito ruim. No caso dos pacientes mais idosos, ela ressalta que existe a dificuldade de locomoção – muitos não dirigem e ficam dependendo de um parente para acompanhá-los a uma clínica. “Existe a comodidade de ter o serviço em casa. Além do tempo, há gastos nos deslocamentos, seja num estacionamento ou no pagamento do transporte, seja um táxi ou Uber, por exemplo”, analisa.

Aplicativo. A nutricionista Shellen Pollyanna, que está no Get Ninjas, percebeu a elevação da procura pelos seus serviços. “Comecei a atender em domicílio em 2014. Na época, esse tipo de atendimento representava de 1% a 2% dos meus pacientes. Hoje, está entre 30% e 40%”, ressalta.

Para ela, as pessoas estão mais ocupadas e valorizando, cada vez mais, o tempo. “Elas não querem perder tempo no deslocamento, no trânsito cada dia pior, estão mais práticas”, frisa. A nutricionista destaca ainda que outra vantagem para os profissionais que vão até os seus clientes é que não há faltas nem atrasos.

No setor de drogaria, serviço é fundamental para o cliente

A participação do delivery cresceu nos últimos anos na drogaria São Camilo, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte, conforme a proprietária Jacqueline Moreira Freitas. A empresa oferece o serviço de entrega há cerca de 18 anos. “Quando a gente começou, as encomendas não chegavam nem a 5% do movimento. Hoje, em torno de 40% das vendas são pelo delivery”, compara.

Para Jaqueline, quem não oferece o serviço perde vendas, principalmente para as grandes redes. “É uma comodidade, ainda mais para remédio. Muitas vezes, a mãe está com a criança doente e não tem como sair de casa”, diz.

Eletricidade. E quem está com obra em casa e precisa de algum material elétrico não precisa sair correndo buscar o produto. O gerente da Loja Elétrica, Édimo Pires, conta que, para casos urgentes, o pedido pode ser feito pelo telefone. “Temos o delivery há mais 30 anos. Só que a gente vai se modernizando para atender mais rápido”.

(fonte: O Tempo)

4 lições para acertar nas estratégias de vendas em 2018

Dezembro e janeiro são meses pautados em planejamentos e resoluções do que fazer e do que não fazer. Para Anderson Gil, professor e diretor de Marketing e Negócios da Followize, existem alguns pontos que devem ser ajustados para que o negócio tenha  resultados surpreendentes e mais adequados ao novo ano.

Abaixo você confere quatro dicas dada por anderson para acertar nas estratégias de vendas em 2018:

1- Planejamentos mais curtos

Muitas empresas fazem um plano para o ano todo, mas se esquecem que o mercado pode ter variações e mudanças podem ocorrer, como posicionamento, contratação de pessoas, direcionamento do foco, entre outros. “O importante aqui é diminuir o período planejado, de 3 a 6 meses no máximo”, conta Anderson.

2- Acompanhamento objetivo

Não adianta fazer reuniões a todo momento para definir o que será feito. É fundamental sim, acompanhar o que será feito, mas com parcimônia. “Uma reunião no começo ou no fim da semana é suficiente com cada departamento. Não precisa juntar todo mundo no mesmo lugar e perder tempo de pessoas da equipe com assuntos que ela não pode contribuir”, explica o empresário.

3- Replicar o que está dando certo

Anderson comenta que é necessário abrir os olhos para o negócio: “às vezes a vontade é ter um monte de clientes diferentes, mas antes é preciso identificar quem é o perfil do principal consumidor e se existem mais para prospectar. Seus futuros clientes estão bem mais próximos do que imagina”.

4- Não errar nos três pontos principais

Para finalizar, o empresário ensina que existe uma tríade que não pode ser deixada de lado para quem usar qualquer tipo de software de gestão: encontrar um processo que funcione para todos; cuidar para que as informações inseridas sejam de qualidade; e equipe treinada para registrar todos os dados. Quanto mais estes pontos estiverem redondos, mais fácil será fazer relatórios e todo o acompanhamento será mais fácil.

(fonte: Portal Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-licoes-para-acertar-nas-estrategias-de-vendas-em-2018/123203/ )

Nota de Esclarecimento sobre o Carnaval

Por força da Lei 662/49, alterada pela Lei 10.607/02, os dias de Carnaval não são considerados feriados nacionais. No entanto, cada Convenção Coletiva de Trabalho pode definir as condições para o trabalho nesses dias, sendo necessário a empresa verificar a Convenção Coletiva de Trabalho do respectivo segmento econômico, além da legislação de cada município.

O comércio lojista de Belo Horizonte e o Carnaval de 2.018:

Domingo: A CCT celebrada entre o SINDILOJAS/BH e o SEC/BH determina que o Dia do Comerciário será comemorado no domingo de Carnaval (11 de fevereiro de 2018), atribuindo-se, a este dia, efeito de feriado integral para o segmento do comércio lojista. As empresas lojistas não poderão utilizar da mão-de-obra de qualquer de seus empregados no domingo de Carnaval.

Segunda-feira: As empresas não poderão utilizar da mão-de-obra de qualquer de seus empregados na segunda-feira de Carnaval (12/02/2018). A proibição de trabalho nesse dia é uma decorrência da autorização do trabalho no feriado do dia 08/12/2017, e vale para todas empresas, independentemente de terem utilizado o trabalho de qualquer empregado neste feriado.

Terça-feira e quarta-feira: De acordo com a Lei Municipal 5.913/91, não haverá expediente no comércio lojista na terça-feira, e na quarta-feira haverá expediente somente a partir das 12 horas.

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Via Varejo inicia operação de primeira loja física digital

A rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo iniciou ontem a operação de sua primeira loja física digital, introduzindo tecnologias com as quais espera conseguir ganhos de produtividade de 25% a 30%.

“O varejo está se transformando…Essa loja digital servirá como um laboratório para testarmos soluções”, disse à reportagem Marcelo Nogueira, diretor do modelo de vendas da Via Varejo, que reúne as bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio e é controlada pelo GPA.

A unidade inaugurada no Shopping Vila Olímpia, em São Paulo, disponibiliza todos os produtos à venda no comércio eletrônico do Ponto Frio, alguns fisicamente e outros por meio de realidade virtual, com vitrines e prateleiras interativas que mostram diversos itens por dentro e por fora em tamanho real e permitem aos clientes acessar informações técnicas.

De acordo com Nogueira, a Via Varejo planeja abrir mais uma ou duas lojas físicas digitais neste ano, com gestão parecida à do site. “Uma será de rua em São Paulo e a outra possivelmente no Rio de Janeiro”, afirmou o executivo.

Ele não quis informar o total investido nesse novo formato, mas citou uma diferença “marginal” de apenas um dígito em relação ao conceito “smart”, lançado no fim do ano passado para substituir gradativamente o modelo convencional.

As lojas smart ocupam uma área cerca de 30% menor que a média atual de 900 a 1.100 metros quadrados em uma unidade tradicional da Via Varejo, com menor mostruário físico de produtos devido ao uso de terminais conectados à internet.

A empresa planeja abrir 70 a 80 novas lojas já no conceito smart neste ano e concluir até o fim de 2019 a conversão das 966 lojas convencionais, disse Nogueira. Mas segundo o diretor de Tecnologia da Informação, Marcos Teixeira, todas as unidades já terão infraestrutura de tecnologia adequada para o formato até meados de 2018.

Questionados sobre o controlador GPA, que colocou à venda sua participação de 43% na Via Varejo, os executivos ressaltaram que o processo não interfere na estratégia de negócios e que a rede de móveis e eletrodomésticos seguirá focada em iniciativas para melhorar a experiência de compra e sua eficiência operacional.

Entre as medidas para reduzir o tempo de entrega e priorizar a conveniência do cliente, eles destacaram que agora é possível retirar os produtos no balcão dos Correios ou armários em postos de gasolina. Por enquanto, essa opção estará disponível em cerca de duas semanas para 43 agências dos Correios em 11 estados e quatro postos de gasolina em São Paulo.

Para 2018, Nogueira afirmou a expectativa da Via Varejo é positiva, especialmente para o primeiro semestre, quando a Copa o Mundo tende a impulsionar as vendas de televisores e outros eletrônicos. “O segundo semestre vai ser uma incógnita um pouco maior”, disse ele, citando, entre outros motivos, a disputa eleitoral.

(fonte: Diário do Comércio)

 

Três formas de atrair e reter talentos na era da disrupção

A era da disrupção digital e da inovação está aí diante de nós. O mundo todo passou por processos de disrupção graças à globalização, o ritmo acelerado da tecnologia e mudanças nos dados demográficos da força de trabalho.

Embora esses avanços tenham criado soluções inovadoras para a forma de trabalharmos, eles também trouxeram novos riscos e desafios para o mundo dos negócios. Isso leva a uma incerteza quanto ao futuro das empresas e à sua capacidade de impulsionar o crescimento. Em particular, a atração e a retenção de talentos são muitas vezes identificadas como um risco competitivo, mesmo nas grandes empresas de tecnologia do Vale do Silício.

A busca pelos melhores talentos sofreu um processo de disrupção especialmente por causa da Gig Economy (Economia do Trabalho Freelancer), em que os colaboradores trabalham de forma flexível (adequadas aos seus horários, habilidades e outras necessidades) e sem vínculo empregatício (por projeto ou como freelancer). Essa tendência por profissionais temporários tem abalado diversos setores, já que muitos talentos com diversas habilidades muito procuradas pelas empresas estão preferindo oportunidades de trabalho freelancer.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Upwork and Freelancers Union — um grupo defensor do movimento freelance nos Estados Unidos — em 2015, 34% da força de trabalho no país é freelancer. No Reino Unido, a Independent Professionals Association estima que existem atualmente cerca de 4,64 milhões de pessoas que trabalham por conta própria.

Essa mudança no emprego e na forma que trabalhamos pelos últimos 10 anos em parte se deve aos novos profissionais que entram no mercado de trabalho: estima-se que os Millennials serão 72% da força de trabalho até 2025. É inquestionável que a acelerada disrupção e a inovação tecnológica vem impulsionando tudo isso, o que está fundamentalmente mudando a forma como agimos no mundo corporativo e até mesmo como definimos um dia de trabalho.

À medida que vemos, todo ano, recém-formados trocando os seus chapéus e togas por traje social e cases de laptop, devemos nos perguntar alguns pontos importantes: como as empresas encontram e atraem os melhores talentos em um mercado de trabalho que não para de mudar? Como fazer para encontrar pessoas com as competências certas para não só atender as necessidades de hoje, mas também as do futuro? Como vai ser o ambiente de trabalho do futuro e como podemos nos preparar para isso?

Embora seja difícil encontrar soluções para questões tão complexas, existem três pilares que as empresas – desde startups até grandes empresas consolidadas – podem levar em consideração ao alinhar as estratégias de gestão de talentos com o crescimento corporativo.

1. Abrace a flexibilidade

O que mais atrai na Gig Economy é a flexibilidade que ela oferece aos profissionais temporários. Se uma maior flexibilidade é preferível em vez de formas mais tradicionais, então também temos que abraçar a flexibilidade e a agilidade no nosso fluxo de trabalho. Temos que pensar como assegurar aos nossos colegas ter a mesma escolha e independência, possibilitando conciliar trabalho com vida pessoal.

Na EY, somos há muito tempo defensores de ambientes de trabalho flexíveis que variam desde trabalhar remotamente ou fora do tradicional horário de trabalho até acordos formais de trabalho flexível com um expediente reduzido ou sazonal. À medida que a gig economy cresce, vai ser ainda mais importante analisar o que a flexibilidade representa para o seu time e para sua empresa.

2. Incentive o espírito “intraempreendedor”

Recentemente, introduzimos um simples sistema chamado “previsão de tempo livre”. A ideia é que cada pessoa do time anote em um calendário compartilhado as noites ou os fins de semana em que eles estão ocupados com compromissos fora do trabalho para que as pessoas saibam quem é a melhor pessoa para entrar em contato numa fase com grande volume de trabalho. Originalmente introduzido no nosso processo de Assurance, a ideia foi tão bem recebida que agora já está presente em outras áreas do negócio também.

O “previsão de tempo livre” é um bom exemplo de como incentivar os colegas a pensar diferente e de forma inovadora. Ao dar poder aos colaboradores de desenvolver soluções criativas, eles conseguem encontrar novas formas de ajudar todas as pessoas da equipe. Trata-se de estimular o “intraempreendedorismo” ou incentivar os colaboradores a agir, a pensar e a se comportar como empreendedores dentro de uma grande empresa.

Uma empresa que incorpora um espírito “intraempreendedor” é capaz de incentivar a inovação, e portanto, aumentar a produtividade e a eficiência. O método também reduz o turnover de colaboradores e ajudar a atrair novos talentos. Talvez a inclusão de profissionais temporários pode ser uma solução que também atraia habilidades antes inexploradas e não disponíveis internamente, assim como um espírito “intraempreendedor” para a empresa.

3. Reconheça a importância do propósito

Abraçar a flexibilidade e o “intraempreendedorismo” internamente são boas soluções para atrair novos talentos. Acima de tudo, ajudam, mas só elas não basta para que as empresas consigam reter pessoas qualificadas.

Um claro senso de propósito pode ajudar as empresas a enfrentar os desafios trazidos pela disrupção. Ele deve fundamentar qualquer nova iniciativa no ambiente de trabalho e qualquer mudança na estratégia do negócio.

De acordo com uma pesquisa recente da EY, feita em colaboração com o Harvard Business Review, a maioria dos executivos entrevistados acredita que empresas guiadas por um propósito são mais sucedidas, entregando produtos e serviços de alta qualidade, realizando transformações no negócio e retendo colaboradores e clientes. Ainda, aproximadamente metade admite que não têm uma estratégia que reflita o seu propósito.

É importante incentivar uma comunicação transparente e constante, numa via de mão dupla com os seus colaboradores sobre a direção para qual a empresa é conduzida e o papel que eles desempenham quando a organização atingir essas metas. Afinal, o seu pessoal é o seu ativo mais importante, os seus grandes advogados e os melhores em recrutar novos indivíduos para a empresa.

Já que a tecnologia e a disrupção reformulam a força de trabalho em todos os setores — em alguns casos eliminando cargos, em outros mudando a natureza das profissões existentes e criando novas –, é claro que agora é um momento interessante para as empresas aproveitarem as oportunidades que alinham as suas estratégias de gestão de talentos com o crescimento futuro.

Texto originalmente publicado no site da Endeavor Brasil*

4 passos para decidir a melhor estratégia de crescimento para seu negócio em 2018

Empreendedores sabem da importância da resiliência – que simplificando significa ‘não deixar a peteca cair’ e se cair… pegar do chão rapidamente e seguir o jogo! Estar preparado para encarar de frente esses altos e baixos é fundamental, e isso também significa saber aproveitar os momentos de “baixa” para se reinventar, inovar e rever sua estratégia acerca de processos, contratações, produtos, serviços e muito mais.

É comum que empreendedores se sintam angustiados e com tensão diante desses desafios e, quando se está sozinho, costuma ser ainda mais complicado. Surge o medo de não crescer o suficiente e até regredir o crescimento da empresa. E não ache que você é o único nessa situação. Ela é comum à todos os empreendedores, até os mais experientes!

Ao esmiuçar o negócio em busca de oportunidades de crescimento, chega o momento em que o empreendedor precisa tomar decisões estratégicas para que o negócio cresça e atinja ótimos resultados ao longo do ano. Como qualquer ser humano, ele começa a pensar exaustivamente em busca de possíveis resoluções, e já foi comprovado que a forma mais comum de buscar respostas partem de ideias e seguem direto para uma proposta de solução, sem levar em consideração importantes etapas que aumentaram exponencialmente a possibilidade daquela solução performar como o esperado.

Para mudar o mindset do empreendedor existe método, técnica e processo que o conduzem nessa busca por soluções eficazes de maneira mais assertiva, rápida e econômica. Hoje te ensinaremos 4 passos certeiros que a empresa focada em educação transformadora para empreendedores, BOOMIT, criou e validou com diversos empreendedores e recebeu chancela da UNESCO devido ao seu alto impacto.

Confira agora os 4 passos imprescindíveis para que você tenha clareza sobre a melhor estratégia de crescimento para o seu negócio:

1. Hipóteses

Quando algo vai mal, está estagnado ou diante de aparente oportunidade, o empreendedor começa a tentar deduzir o motivo e também como poderia trazer uma solução para solucionar o problema ou aproveitar a oportunidade.Nesse processo começam a surgir ideias, “achismos”, suposições, meias certezas e dúvidas em sua cabeça que podem ser todas denominadas como hipóteses. Este primeiro passo consiste em simplesmente compilar todas em uma única lista.

2. Validação

Com essa lista em mãos, precisamos buscar visão de outras pessoas envolvidas para entender se o “faro”do empreendedor está correto, ou se é preciso algum ajuste no alvo antes de criar a solução. Para isso existe uma técnica que passa pela formulação de um questionário focado no público em questão: clientes, fornecedores, colaboradores, e assim por diante. O questionário deve trazer as respostas para suas hipóteses. Se o que você estava desconfiado for comprovado após a pesquisa, ou seja, a grande maioria dos respondentes concordou com você, considere suas hipóteses validadas!

3. Protótipo

Neste momento você já terá mais clareza para ir adiante rumo à solução ideal. Protótipo é uma palavra que assusta, mas ele nada mais é do que um MVP (mínimo produto viável) ou seja, uma espécie de rascunho da sua solução final. Algo que não demande muito tempo ou dinheiro, mas que te possibilite testar na prática se essa é realmente a melhor solução para o seu problema ou situação.

4. Métricas e solução final

Com o protótipo rodando, você vai conseguir analisar os resultados. Crie métricas para te ajudar nessa avaliação, ou seja parâmetros e aspectos que devem ser considerados durante o tempo que o protótipo estiver em prática. É neste período que você terá clareza do que funciona e do que não funciona e conseguirá fazer os ajustes necessários de maneira ágil até que chegue numa solução final, com muito mais chances de funcionar numa escala maior.

Como você pode ver nesse passo a passo, existe método, processo e técnica para tomar melhores decisões que contribuirão para o crescimento do negócio. Parece complicado, mas é muito mais simples do que parece! Quer aprender tudo isso de forma prática e ter acesso à vídeos, mentorias e ferramentas poderosas para seu negócio crescer? Inscreva-se no BOOMIT Club. O BOOMIT Club é grupo exclusivo e as vagas são limitadas. Se você é um empreendedor que está em busca de novos aprendizados e crescimento, inscreva-se agora e faça parte!

(fonte: Administradores.com.br)

Número de inadimplentes recua em Minas

O número de consumidores mineiros inadimplentes recuou 4,77% em dezembro, frente ao mesmo mês de 2016. O dado é do Indicador de Inadimplência, divulgado ontem pelo Conselho Estadual do Serviço de Proteção ao Crédito de Minas Gerais (CESPC-MG). A conjuntura econômica mais favorável, assim como a renda extra proveniente do pagamento do 13º salário no período, foram alguns dos fatores que propiciaram a retração do índice.

“O cenário está melhor e, automaticamente, as pessoas estão liquidando mais as dívidas. Mas tem ainda a questão do índice de compra, que, apesar de ter crescido, está baixo. Quanto menos o consumidor compra, menor também a possibilidade de ele se tornar inadimplente”, pondera o presidente do CESPC-MG, Bruno Falci.

A queda da inadimplência no Estado, no último mês de 2017, foi maior entre os homens (-5,86%), mas as mulheres também deram a sua contribuição. Na comparação com dezembro de 2016, a retração entre o sexo feminino foi de 4,23%. Na análise por faixa etária, todas apresentaram redução. O destaque, porém, ficou com o grupo dos consumidores de 18 a 24 anos, que viu a parcela dos inadimplentes cair 23,98%. Os mineiros de 85 a 94 anos apareceram logo atrás (- 8,94%).

Na passagem de novembro para dezembro, a variação também foi negativa, com a inadimplência 1,54% menor em Minas Gerais. O recuo desses índices é resultado do maior esforço dos consumidores para colocar as contas em dia. Em dezembro, as dívidas em atraso das pessoas físicas no Estado diminuíram 8,49% em relação ao mesmo mês de 2016, naquela que foi a redução mais expressiva registrada pelo indicador.

Na análise por gênero, o masculino verificou queda de 9,26% no número de despesas pendentes, contra um recuo de 8,32% entre as mulheres. Falci explica que essa diferença – apesar de as dívidas entre os homens, na maioria das vezes, serem mais elevadas – pode estar relacionada com o perfil do desemprego no País. “As mulheres pagam menos porque têm sido mais demitidas do que os homens, então isso também pode ser reflexo do maior desemprego entre aquele gênero”, destaca. No confronto com novembro, as dívidas em atraso dos mineiros caíram 2,77% em dezembro.

Empresas – Como em uma espécie de efeito cascata, a regularização da situação financeira por parte dos consumidores contribuiu para a desaceleração do crescimento da inadimplência entre as empresas do Estado. Em dezembro, as pessoas jurídicas inadimplentes em Minas aumentaram 4,06% frente a igual período de 2016. Um ano antes, entretanto, o percentual de alta havia sido bem maior, de 9,16%, para a mesma base.

Já de novembro para dezembro, foi registrado um pequeno recuo de 0,18% no número de empresas inadimplentes, o primeiro desde 2013 neste tipo de comparação. Para Bruno Falci, o comportamento do indicador dá ao setor esperanças de que em 2018 a redução da inadimplência possa ser mantida.

“Acredito nisso porque o pior período para uma empresa é o fim do ano, quando vem um alto custo com o pagamento do 13º salário, e mesmo assim tivemos queda (da inadimplência). Há o faturamento melhor pelo Natal, mas tem essa despesa. A empresa, normalmente, é a última a recuperar, porque o empregado, quando contratado, melhora a renda de imediato, a empresa ainda leva um tempo”, avalia o presidente do CESPC-MG, sobre o tempo de resposta de um negócio frente a um cenário de recuperação da economia.

O setor de serviços foi o que teve o maior aumento da inadimplência em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2016: 6,19%. Em seguida, vieram comércio (3,90%) e indústria (1,84%). Em contrapartida, a agricultura viu o número de inadimplentes reduzir 3,84%.

As dívidas em atraso das empresas subiram 3,07% no último mês de 2017, na comparação com dezembro do ano anterior. Frente a novembro, o indicador retraiu 0,71%. O número médio de contas pendentes das pessoas jurídicas no Estado, em dezembro, foi de 2,06 por entidade.

(fonte: Diário do Comércio – Por Gabriela Pedroso)