Consumidor deve economizar mais neste Dia dos Pais

O Dia dos Pais marca a abertura do calendário de datas comemorativas do segundo semestre do ano. Porém, os consumidores da capital não estão pensando em gastar, segundo levantamento da Fecomércio MG, divulgado nessa quinta-feira (27). Neste ano, 36,8% dos entrevistados pela entidade irão presentear, taxa 8,1 pontos percentuais abaixo da registrada em 2015 (44,9%). Em 2015, cerca de 50% dos consumidores pretendiam comprar presente para os pais.

Entre os que pretendem presentear, a maioria (66,4%) deve gastar menos em relação ao ano passado. Neste exercício, os presentes não ultrapassarão R$ 100,00 para 74,4% dos pesquisados. Na comparação com o ano anterior, 68,3% pretendiam presentear com artigos nessa faixa de preço. “Isso mostra que em 2016 o consumidor gastou mais com os presentes”, observa o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Enquanto os consumidores estão cautelosos, a pesquisa com os comerciantes mostra o contrário: otimismo em relação às vendas. Neste ano, 47,9% dos empresários de Belo Horizonte apostam no crescimento dos negócios. Esse é o maior percentual de otimismo com a data nos últimos três anos. Em 2014, 43,1% tinham essa mesma previsão, ante 28,1% em 2015. Já no ano passado, 37,8% dos lojistas entrevistados esperavam vender mais no Dia dos Pais.

Dessa forma, o desafio do lojista será convencer o cliente a gastar. “A comemoração coincide com as liquidações de inverno e a chegada de novos produtos ao mercado. Então, também temos uma força sazonal, o que pode ajudar no desempenho do varejo. Além disso, a conjuntura econômica do país, principalmente em relação aos três anos anteriores, é mais positiva, com recuo da inflação e juros mais baixos”, diz ele.

Para Almeida, deve ser considerado no desempenho da data o fato de que 50,2% dos entrevistados disseram que não têm a quem dar presentes. E outros 23,8% não têm esse costume. “São questões pessoais, não econômicas”, analisa o economista.

(Fonte: O Tempo)

Pátio Savassi experimenta “onda” de coworking em projeto temporário

A proposta inovadora de um coworking dentro de um shopping ganha reforço com a possibilidade da degustação de cafés de produtores locais. O projeto-piloto, que conta com o apoio de parceiros, partiu do setor de marketing do Pátio Savassi que, ao conceber o espaço, aproveitou um local ocioso no shopping e tratou logo de uni-lo à tendência mundial de mercado, a de proporcionar sempre ao cliente boas experiências. De acordo com a coordenadora de Marketing do Pátio Savassi, Andrezza Ibrahim, o espaço, aberto no início do mês, é gratuito – e, para ser utilizado, só precisa de agendamento prévio (que pode ser feito pelo site ou app Beer Or Coffee).

A experiência que inaugura o escritório compartilhado do Pátio e, de quebra, promove o café feito em Minas – Café Coworking Pátio – só vai durar até o final do mês, isso porque a ideia é que, a cada período, uma novidade seja levada para o local. O coworking funciona no piso L3 do centro de compras, possui 200 metros quadrados, e oferece oito mesas de trabalho e lounge. Segundo a coordenadora de Marketing, ele tem estrutura para receber até 50 pessoas com conforto.

“Desde a abertura, ele tem estado cheio a maior parte do tempo. Percebemos que atendeu à demanda”, comemora. Para Andrezza Ibrahim, o sucesso do espaço compartilhado tem muito a ver com a localização. “Estamos no coração da Savassi, onde existem muitas empresas, profissionais liberais, freelancers que precisam de um espaço como esse próximo de suas atividades”, observa. A superintendente do Pátio Savassi, Simone Fiorello, completa: “Acreditamos que mudar de ambiente pode ser uma excelente alternativa para tornar o dia de trabalho mais prazeroso e, consequentemente, mais produtivo. Sem dúvida, se trata de uma opção a mais para os clientes saírem dos escritórios e experimentarem novos ares.”

Andrezza Ibrahim explica que o evento está recebendo produtores artesanais de café de todas as regiões de Minas. “Os clientes poderão conhecer cafés premiados mundialmente e cultivados em nosso Estado. Um barista comanda a degustação e a cada dia da semana as pessoas poderão experimentar uma variedade da bebida de um produtor diferente.” Aqueles que tiverem interesse em comprar os grãos poderão fazê-lo diretamente com cada produtor.

Segundo levantamento da Movebla e Ekonomio, em parceria com Coworking Brasil, só em Minas Gerais foram contabilizados no ano passado 37 escritórios compartilhados, um crescimento de 60% em relação a 2015, ficando atrás apenas de São Paulo, com 148.

(Fonte: Diário do Comércio)

A sua empresa está preparada para a internet das coisas?

A popularização dos smartphones conectou de vez os humanos à internet. Mas, em breve, todos os objetos que vemos e usamos também estarão conectados, conversarão entre si e com pouca ou nenhuma interferência humana.

A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é a tecnologia do momento. As facilidades e impactos que a implementação de ‘inteligência’ nas máquinas como geladeiras e carro, foram debatidos durante o painel “Casos e causos da internet das coisas: Para onde vai essa inovação tecnológica?”no Whow!.

Eduardo Peixoto, CBO do CESAR, acredita que a tecnologia é uma evolução da internet que conhecemos hoje e irá mudar o comportamento da sociedade.

“Nós já somos monitorados pelos aplicativos de celulares que baixamos hoje e autorizamos coletar dados pessoais e de localização. Em breve, a vida privada que entendemos não existirá. Será como se estivéssemos sempre nus, mesmo que com roupas”, disse.

Educação

Para que a sociedade consiga assimilar a tecnologia será preciso reformular o modelo educacional existente hoje no País. É o que acredita Mauricio Pimentel professor de tecnologia da ESPM.

O especialista acredita que a tecnologia irá trazer muito mais complexidade a vida da sociedade do que já foi percebido até nos dias atuais.

“O IoT vai se popularizar em um cenário que já tem inteligência artificial e big data sendo usado. Não será apenas um cenário em que meu relógio acionará minha cafeteira conectada à internet. Mas um dispositivo como o Waze que vai me acordar mais cedo porque tem um carro quebrado no caminho do meu trabalho. Todo mundo terá que se adaptar essa nova relação com a tecnologia”, completou.

Empresas

A vida dos empresários também vai mudar. Com todos os objetos conectados, a relação com as máquinas mudará e os empregos também sofrerão alterações.

“A tecnologia tem muitos tipos de aplicações possíveis e mudará completamente o cotidiano das companhias. O que eu diria para os empresários hoje é: analise o que sua empresa entrega de valor para sociedade. Depois, veja se empresa vai conseguir mudar com a chegada do IoT na mesma velocidade que o seu cliente vai querer que você mude”, disse Flavio Lobo estrategista de adoção tecnológica da Innoframe Consultoria.

A Internet das Coisas deve melhorar muito a experiência do cliente. Para Marcelo Biasoli, head de Estratégia Corporativa, Marketing & Clientes e Inovação da Seguros Sura, a tecnologia trará oportunidades para as empresas.

“Dois grandes pontos de mudanças do IoT será a interação e experiência que as marcas tem com seus clientes. Os dispositivos permitirão que isso mudem drasticamente e coloquem essa interação em outro patamar. É uma oportunidade muito positiva e ainda imensurável”, concluiu Biasoli.

(Fonte: Portal No Varejo)

Livraria Cultura adquire operação da FNAC No Brasil

O Grupo Livraria Cultura é o novo dono das lojas e e-commerce da franquia Fnac no Brasil. O anúncio foi divulgado no início da tarde desta quarta-feira (19). Com as novas lojas, o grupo de livrarias brasileiro terá 30 unidades pelo País.

Em dezembro do ano passado, o grupo Fnac Darty anunciou que buscava sócios para manter a operação de suas 12 lojas no Brasil. A consagração de uma parceria era dada como indispensável para manutenção das lojas de origem francesa no solo brasileiro.

Em nota, Pedro Herz, presidente do Conselho de Administração da Livraria Cultura, disse que a transação deve finalizar nas próximas semanas, sem especificar datas. Ele ressaltou o peso da Fnac no mercado e o forte posicionamento da empresa no varejo digital.

“A união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil e permitirá que a Livraria Cultura diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”, disse por meio da assessoria.
Estratégia

Com as novas 12 lojas em sete estados do País, o Grupo Livraria Cultura se fortalece no mercado de livros, papelaria e eletrônicos. Em nota, a Fnac Darty comemorou a parceria com a empresa brasileira que chamou de “player histórico na distribuição de produtos editorias no Brasil”.

“Essa união entre dois grupos de cultura semelhante e comprometidos na promoção cultural no Brasil criará valor e sinergias. Permitirá à Livraria Cultura diversificar sua atividade com a agregação dos produtos técnicos da Fnac”, diz a nota divulgada pela assessoria de imprensa.

O grupo francês anunciou ainda que autoriza os novos donos a manter o uso da marca Fnac e que realizará uma recapitalização na operação brasileira.

(Fonte: Portal No Varejo)

Estoques ficam estáveis no varejo em Julho

A crise política teve impacto limitado no setor de varejo, pelo menos quando se observam os dados dos estoques do comércio. Os números permaneceram praticamente estáveis nos últimos dois meses, mostram dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Após uma alta de 2,7% na passagem de maio para junho, o Índice de Estoques (IE) do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo voltou a cair em julho, recuando 2,5% na comparação com junho, e atingindo 105,8 pontos. Este índice, calculado pela entidade desde 2011, capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.
Apesar da queda na comparação mensal, o índice cresceu 6,6% em relação a julho de 2016. Assim, a proporção de empresários com estoques adequados alcançou 52,8%, mantendo-se acima dos 50% pelo terceiro mês consecutivo, mas ainda abaixo dos 60% a 65% vistos em momentos de boas vendas, de acordo com a FecomercioSP.
Em julho, tanto o grupo que diz ter estoques elevados quanto o que afirma ter estoques baixos apresentaram pouca variação, atingindo 33% e 13,9%, respectivamente. Em junho, os porcentuais foram de 32,1% e 13,5%.
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, os diferenciais entre estoques acima e abaixo do adequado tiveram uma pequena alta em julho, mas dentro da margem de erro, não havendo interrupção efetiva no ajuste de estoques que havia sido percebido no começo de 2017. “Os indicadores de estoques, de forma geral, continuam em patamares melhores do que no passado recente, mas ainda aquém do desejável de uma economia em sua plenitude”, ressalta o estudo.
A FecomercioSP ressalta que a economia tem mostrado resistência à piora do ambiente político, mas em meio ao aumento da incerteza, “nada garante que esse relativo descolamento vai persistir”.

(Fonte: Fecomércio SP)

Dia dos Pais: Empresários esperam data mais rentável

Influenciados pelo melhor desempenho do varejo nas datas comemorativas do primeiro semestre, os lojistas de Belo Horizonte também apostam em um Dia dos Pais mais rentável em 2017, na comparação com o do ano anterior. Pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostra que, entre os empresários impactados pela comemoração na Capital, a maior parte (47,9%) acredita que o volume de vendas será maior do que em 2016.

O percentual é o melhor dos últimos quatro anos em termos de expectativas de vendas do comércio belo-horizontino. Em 2014, o universo de empresários que vislumbravam um cenário positivo para a data era da ordem de 43,1%, contra 28,1% em 2015 e 37,8% no ano passado.

A confiança do setor contrasta com a posição de cautela adotada pelo consumidor frente a crise econômica nacional. O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, destaca que o paradoxo pode ser explicado pelo comportamento de alguns indicadores macroeconômicos, como inflação e taxa de juros, que, por outro lado, vêm se tornando cada vez mais convidativos ao consumo.

“O empresário está otimista principalmente por dois fatores: o desempenho favorável das datas comemorativas do primeiro semestre e os indicadores macroeconômicos. Se por um lado ainda há cautela e deterioração no mercado de trabalho, há melhorias nos condicionantes do consumo como inflação, que diminui a cada mês, e a taxa de juros, também em queda. A taxa ainda está alta, mas, comparado a anos anteriores, o crédito está barateado”, explica Almeida.

Para os lojistas de Belo Horizonte, os principais motivos que os levam a acreditar em vendas melhores no período são o valor afetivo da data (17,4%), o otimismo/esperança (12%) e a melhora na economia (9,8%). Em contrapartida, a crise econômica (53,2%), seguida da cautela do consumidor (12,8%) e da queda nas vendas (12,8%) estão entre as razões mais citadas pelos 24,5% dos comerciantes que apostam em vendas piores na comparação com 2016.

Mais da metade dos empresários (67,3%) estima que, em média, serão gastos até R$ 100 com o presente do Dia dos Pais, sendo que em 65,3% dos casos o pagamento será à vista, em dinheiro. Para impulsionar o crescimento das vendas, 60,8% dos entrevistados planejam realizar promoções e liquidações, 24,4% vão investir em propaganda e 5,3% na visibilidade da loja. A expectativa de 89,7% dos lojistas da Capital é de que o consumidor, como ocorre habitualmente, deixará as compras para a última hora.

Se por um lado o comerciante está mais confiante, por outro, os consumidores estão menos dispostos a presentear no próximo Dia dos Pais. Neste ano, conforme revelado por outra pesquisa de intenção de consumo da Fecomércio-MG, apenas 36,8% dos belo-horizontinos disseram que vão às compras na data, número 8,1 pontos percentuais (p.p.) menor do que o apurado em 2016. Apesar da redução, Almeida pondera que não há motivo para desespero do varejo.

Surpresa – “O lojista pode tanto se decepcionar com as vendas como se surpreender, porque na pesquisa com os consumidores observamos que a maioria pretende ir às compras às vésperas da data, e esse hábito de deixar tudo para a última hora abre margem para compras de impulso. Então, o empresário, dependendo da ação promocional, pode captar o consumidor com posição mais cautelosa e fazê-lo consumir mais do que o planejado, o que pode alavancar as vendas”, destaca o economista da Fecomércio-MG.

Conforme o levantamento feito pela entidade, 73,5% dos consumidores do município dispostos a gastar na data deixarão a compra do presente para a semana do Dia dos Pais. Segundo 66,4%, o valor empregado, no entanto, será menor. Para 74,4%, o custo dos presentes não ultrapassará R$ 100. Roupas (47,6%), calçados (16,3%) e artigos de perfumaria (8,8%) estão entre os produtos preferidos pelos belo-horizontinos para prestigiar os homenageados.

“O consumidor quer gastar menos com o Dia dos Pais do que em 2016, principalmente por causa do desemprego – que freia a perspectiva de consumo pelas famílias e torna a população mais cautelosa – e também do endividamento, porque os compromissos financeiros já adquiridos influenciam o hábito de compra”, analisa Almeida.

As promoções (80,3%), o preço reduzido (28,6%) e o atendimento diferenciado (17%) serão, aliás, segundo os consumidores, fundamentais na hora de efetivar a compra.

(Fonte: Fecomércio MG)

Sapateiros ganham fôlego com “arrocho” do consumidor

No lugar de gastar com a compra de um calçado novo ou bolsa, a crise tem feito com que o consumidor repense os gastos e opte pela reforma. Essa mudança de comportamento já foi alvo de pesquisa realizada pela agência de publicidade Nova/SB. De acordo com os dados, cresceu 49% o número de pessoas no Brasil que se encaixam no perfil chamado “smart buyer” ou “consumidor inteligente”.

Em Belo Horizonte, empresas especializadas no conserto de sapatos, mochilas, tênis, malas e bolsas registraram aumento de 25% na demanda na comparação com 2016.

Uma delas é a João Sapateiro, reformadora de calçados e bolsas localizada no bairro Carlos Prates, região Noroeste da cidade. O movimento cresceu 22% neste ano, com a entra de 30 a 40 pares por semana.

“Com a crise, os clientes querem gastar pouco. Mas sempre digo que tem sapato que é descartável, não vale a pena consertar. Mas um bom sapato de couro, que custa, em média, R$ 300, a economia pode ser de 70%”, diz Miguel Barbosa Lima, sapateiro há 35 anos.

A economia com o reparo realmente não é pequena. Uma bota nova de marca, por exemplo, que chega a custar em torno de R$ 1 mil, tem o preço do reparo entre R$ 70 e R$ 120 na Zip Zap Renovadora de Calçados, Bolsas e Mochilas, que fica no bairro Funcionários, região Centro-Sul. Segundo o dono da loja, o sapateiro Elvécio da Rocha Ribeiro, há 49 anos na atividade, o mercado nunca esteve tão ruim. Ao contrário do colega Miguel Lima, o movimento na sua reformadora diminuiu 70% este ano, na comparação com igual intervalo de 2016.

“As pessoas hoje compram sapatos baratos que não compensam ser reformados. Posso dizer que há quatro anos sigo trabalhando com 30% do movimento que tinha. Já empreguei cinco funcionários, hoje só tenho dois”, compara. Ribeiro conserta, em média, cerca de 200 pares de sapato por semana. O volume pode parecer bom, mas ele diz que já teria fechado se dependesse só dos calçados. “É muito comum hoje as pessoas comprarem sapatos baratos que não compensam ser reformados”, constata o sapateiro.

Dois lados – Davy Silva Castro, da Renovak, reformadora de calçados, bolsas, mochilas, malas e tênis localizada no Caiçara, região Noroeste, acredita que o negócio do qual é dono há 22 anos também sofre com a crise, mesmo que, por um lado, a procura pelo serviço tenha aumentado em cerca de 20% nos últimos meses. “São dois lados, porque aumentou muito o custo de manutenção da loja. Meu aluguel passou de R$ 550 para R$ 1.200. Hoje, tenho apenas um funcionário, já tive seis e fechei duas lojas, mantendo apenas a matriz”, reclama.

Ele diz estar passando um ‘pente fino’ no negócio para diminuir os custos e manter as portas abertas. “É um trabalho certo, que não falha, mas cabe a nós a gestão econômica do negócio, para fazê-lo valer a pena. Senão, os custos engolem a receita”, ensina.

O ofício do qual tem muito orgulho, Castro aprendeu com o pai, sapateiro há mais de 40 anos. Ele só se ressente de o trabalho, que até hoje é artesanal, não ser mais valorizado como antigamente. Ele conta ter muita dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. “Os jovens não querem saber disso. Quando contrato, tenho que primeiro ensinar o serviço”, comenta. No momento, Castro está formando um novo profissional para trabalhar na loja, necessidade que ele sentiu com o aumento da demanda pelos serviços de reforma.

Ele também percebe que há uma variação da procura ao longo do ano. Embora o aperto financeiro tenha piorado nos últimos tempos, fazendo com que as pessoas busquem reutilizar tudo, o movimento na sua loja ainda é melhor no início do ano. “Os clientes gastam muito com as compras de fim de ano e as férias. Só sobra dinheiro para comida, daí querem reformar tudo”, conta, achando graça da sazonalidade do negócio.

Na Renovak a maior procura é pela reforma de calçados femininos, seguido das bolsas utilizadas pelo mesmo público. Ele reforma, em média, 200 peças por semana e às vezes chega a mandar serviço para terceirizados. “Pela troca de uma alça de uma bolsa de couro de qualidade cobro cerca de R$ 70, compensa muito. O preço do artigo novo varia de R$ 500 a R$ 1 mil”, compara , ressaltando o custo/benefício da reforma.

(Fonte: Diário do Comércio)

Multiplan obtém crescimento de 5,9%

A Multiplan obteve lucro líquido de R$ 104,5 milhões no segundo trimestre, 5,9% a mais do que no mesmo período de 2016, com shopping centers da companhia registrando melhora em índices de vendas e de ocupação por lojistas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve alta de 8,7% no período, para R$ 212,3 milhões.

A receita líquida foi 5,1% maior no trimestre de abril a junho sobre um ano antes, totalizando R$ 283,5 milhões. As despesas dos 18 shopping centers operados pelo grupo subiram 1% no período, para R$ 32,6 milhões.

As vendas mesmas lojas nos shoppings da companhia subiram 6,7% no período, acima do percentual de 3,2% do primeiro trimestre e dos 2,3% registrados um ano antes.

Enquanto isso, a taxa de ocupação dos empreendimentos da empresa que atua no segmento de alto padrão subiu pelo segundo trimestre consecutivo, passando de 97,5% nos três primeiros meses do ano, para 97,7% no intervalo de abril a junho. A taxa ficou ligeiramente acima dos 97,6% reportados no segundo trimestre do ano passado.

Inadimplência – A Multiplan também registrou queda na inadimplência dos lojistas, que caiu de 2,4% nos segundo trimestre do ano passado, para 1,3% nos três meses encerrados em junho. Já a receita de locação subiu cerca de 13% no intervalo, para R$ 238,8 milhões. “A redução da inadimplência foi alavancada pelo aumento das vendas dos lojistas no trimestre e a consequente redução do custo de ocupação”, afirmou a Multiplan no balanço.

O resultado foi divulgado depois que grandes grupos de varejo do país, incluindo GPA, Via Varejo e Lojas Renner citaram nesta semana sinais de recuperação das vendas, apesar do quadro de fraqueza da economia e em meio ao fluxo de recursos da liberação de saldos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A Multiplan terminou junho com relação de dívida líquida sobre Ebitda de 2,4 vezes ante 2,43 vezes um ano antes e 2,39 vezes no fim de março deste ano.

(Fonte: Diário do Comércio)

Percentual de cheques devolvidos cai

O volume de cheques devolvidos no País por falta de pagamento caiu no primeiro semestre em relação a igual período de 2016. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos divulgado ontem, o percentual de devoluções de documentos pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,13% nos seis primeiros meses de 2017, na comparação com 2,41% anteriormente.

Conforme os economistas da Serasa, o resultado – o menor patamar de inadimplência com cheques dos últimos dois anos – reflete a inflação baixa, a queda na taxa de juros a entrada dos recursos do FGTS na economia.

No primeiro semestre, 5.325.735 cheques foram devolvidos e 250 296.036 foram compensados. No mesmo período de 2016, por sua vez, foram 7.059.080 cheques devolvidos por falta de fundos e 292.598.781 compensados.

Em junho, o total de cheques devolvidos em relação aos compensados foi de 1,86%, menor que a devolução de 2,15% registrada em maio. Também ficou aquém do porcentual de devoluções registrado no sexto mês do ano passado, de 2,36%.

Percentuais – A região Nordeste foi a que apresentou o maior número de devoluções, com 4,14%, enquanto o Sul do País foi onde se observou o menor porcentual de documentos devolvidos por falta de fundo, de 1,77%.

Entre os estados, o Amapá ficou liderou o ranking no primeiro semestre: foram 17,76% de cheques devolvidos por insuficiência de fundos. São Paulo, por sua vez, teve o menor volume de devoluções, de 1,69%.

(Fonte: Diário do Comércio)

Intenção de consumo das famílias aumenta 12,6% em julho

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,3 pontos em julho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado representa a maior variação anual da série histórica do índice, que começou a ser apurado em 2010. Na comparação com junho, o indicador também apresentou incremento de 0,2%.

“A confiança dos consumidores, que segue em trajetória positiva em relação ao mesmo período do ano passado, vem sendo conduzida pela melhora das expectativas. O início de recuperação das condições econômicas, como a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a uma alta mais consistente ao longo dos próximos meses”, comenta Juliana Serapio, assistente econômica da CNC.

Segurança em relação ao emprego

Único subitem acima da zona de indiferença (100 pontos), com 107,5 pontos, o componente Emprego Atual voltou a crescer em relação ao mês anterior (+0,3%). Na comparação anual, também teve elevação, de 6,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,3%, ante 31,2% em maio.

A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 95,5 pontos, o subitem apresentou queda de 1,1% na comparação mensal. Em relação a julho do ano passado, teve aumento de 2,1%.

Consumo em alta

O componente Nível de Consumo Atual apresentou a maior variação anual desde fevereiro de 2016, com aumento de 24,2% ante julho do ano passado e 1,8% ante junho. Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (58,6%, ante 59,3% em junho). Embora o item Perspectiva de Consumo tenha registrado queda de 0,2% em relação ao mês anterior, houve aumento de 32,4% na comparação com julho de 2016.

Após duas elevações seguidas, o item Momento para Duráveis apresentou queda de 0,1% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente mostrou aumento de 25,8%, o oitavo consecutivo. O item Acesso ao Crédito, com 70,4 pontos, apresentou aumento de 1,5% na comparação mensal, assim como na anual, com incremento de 11,2%.

O registro mais positivo no comparativo anual de vendas do comércio levou a CNC a revisar de +1,2% para +1,6% sua projeção para o desempenho do varejo ampliado ao final deste ano. Confirmada essa expectativa, o setor voltaria a crescer após três anos consecutivos de retrações.

(Fonte: CNC)