6 tendências de varejo que devem ser acompanhadas em 2017

Mais do que um produto, o cliente procura uma experiência de consumo. No mercado atual, em que uma grande quantidade de fornecedores disponibiliza suas mercadorias de diversas formas, físicas e virtuais, é preciso ficar de olho nas tendências de varejo capazes de atrair e fidelizar o comprador.

Com um mercado em constante transformação, é de se esperar que surjam novas tendências a cada dia. Você as conhece? Sabe quais precisa acompanhar para garantir o sucesso de seu negócio e manter a competitividade?

Se você quer saber quais são elas para não deixar sua empresa de fora das oportunidades de negócio, não perca este post. Nele vamos falar de 6 tendências infalíveis para alavancar suas vendas, garantir a satisfação do cliente e aumentar seus lucros. Continue conosco!

As tendências de varejo infalíveis que você não pode ignorar:

1. Valorização do cliente

Essa não é nova, mas é sempre válida. O cliente é rei, e por isso fazer com que ele se sinta especial durante a experiência de consumo é uma forma de conquistá-lo e fidelizá-lo.

Além de oferecer produtos de qualidade, é essencial que a marca invista em uma boa relação com o comprador. O resultado será a efetivação da compra e a divulgação gratuita dos seus produtos por recomendações ou menções em redes sociais.

O cliente valorizado retribui valorizando a empresa. Ela pode se tornar sua fornecedora preferencial para determinados itens e digna de recomendações ao seu círculo de amizades.

2. Oferta de canais de comunicação múltiplos

Atualmente, o consumidor se tornou altamente seletivo. Seu acesso permanente às ofertas de fornecedores diferentes e por diversos meios, inclusive digitais, aumentou seu acesso à informação.

E qual é o resultado disso? A possibilidade de comparar várias ofertas. E mais que isso: sua decisão de compra pode ser realizada por meio de diversos canais.

Em vez de ver esse fato como um obstáculo, veja como uma oportunidade. Afinal, o meio digital permite a exploração de possibilidades que a loja física não permite, por questões relacionadas ao próprio espaço. Portanto, a venda online é uma aliada.

Veja um exemplo: uma consumidora pode ter gostado de um vestido dentro de uma de suas lojas. Amou o modelo, mas quer outra cor, que só está disponível pelo site. Por que ver esse outro canal como concorrente? De qualquer forma, ela prestigiou a marca.

Portanto, estar presente em vários canais é uma estratégia eficiente para atrair o consumidor e também para satisfazer seu desejo de compra, oferecendo a ele possibilidades que não seriam viáveis somente pelos métodos convencionais.

Nunca é suficiente dizer que quanto mais onipresente for um negócio, maiores são suas chances de conversão em vendas. Portanto, uma loja que mantém um blog temático, se relaciona com os clientes nas redes sociais, possui um site com seus produtos e um aplicativo para compras “cerca” o cliente de todas as formas possíveis, aumentando suas chances de sucesso.

3. Personalização

Se o seu negócio permite, saiba que a personalização pode ser não só um serviço adicional, mas se tornar até mesmo um carro chefe para o seu faturamento.

As empresas que têm investido nesse nicho hoje comemoram os bons resultados. Afinal, cada vez mais as pessoas querem que os produtos utilizados expressem a sua personalidade, que tenham “a sua cara”.

A personalização tem ainda outra vantagem: nunca seu cliente encontrará em qualquer outro concorrente uma peça igual. Portanto, garantir este serviço permite uma experiência de consumo realmente única.

Roupas, calçados, relógios, itens domésticos, carros, motos e equipamentos — há muitas opções de personalização. Portanto, investigue como seu negócio pode se adaptar a essa tendência e colha os resultados.

4. Investimento em novos meios de pagamento

Nada deve ser um empecilho para a compra depois que seu cliente encheu o carrinho, seja ele físico ou virtual. Por isso, facilitar o pagamento é uma estratégia imprescindível para quem quer conduzir a venda até o final e eliminar as desistências.

Para tornar esse pagamento mais fácil, muitas empresas investem pesado em tecnologia. A ideia é agilizar essa etapa, tornando-a mais conveniente e menos propensa a falhas.

Uma das tendências é a carteira virtual, que registra os dados dos cartões e ativa o pagamento por meio de leitura biométrica. O resultado é a facilidade no pagamento. O Apple Pay e o Samsung Pay são exemplos de sucesso nesse modelo.

5. Criação de mercados de nicho

Não é incomum o empreendedor descobrir que há muitos concorrentes no segmento em que ele decidiu atuar. Com a competitividade acirrada, como fazer para se diferenciar? Uma boa opção pode ser a criação de mercados de nicho.

Essa tendência aposta na especialização, e tem sido praticada especialmente com empresas de pequeno e médio porte, as chamadas PMEs. As opções são diversas, e destacaremos alguns exemplos:

Mercado amplo Nicho de mercado
Venda de sapatos Venda de sapatos apenas de tamanhos considerados difíceis, como os menores ou maiores
Moda Venda para segmentos específicos: plus size, roupas brancas para profissionais que precisam usar esta cor etc.
Alimentos (marmitas) Marmitas fitness

A ideia é simples: focar em uma parte específica da clientela e atender às suas necessidades.

6. Análise de dados sobre o comportamento dos consumidores

Esse é um ponto chave para obter sucesso. Quem analisa o histórico do cliente e sua relação com a marca sabe exatamente que produtos oferecer a ele com maiores possibilidades de realização de negócios.

Usar dados obtidos por ferramentas de inteligência de mercado permite selecionar o melhor grupo alvo para uma campanha específica, o que aumenta o retorno sobre o investimento. Esse método também permite detectar clientes mais propensos a desistências e cancelamentos para promover ações preventivas ao problema.

Portanto, se um comerciante detecta que uma cliente compra vestidos de comprimento médio com certa frequência, quando a nova coleção chegar ele pode mostrar esses lançamentos com os quais ela se identifica. Isso pode acontecer pelo envio de um catálogo ou por um e-mail. O importante é descobrir o que o consumidor quer e oferecer a ele.

(fonte: GS1)

Trocas representam 3% do volume de vendas do varejo

O varejo já entendeu que trocar um produto para o consumidor é mais do que um direito previsto no Código de Defesa do Consumidor. Realizar trocas é uma prestação de serviço e fator que pesa na experiência de compra. No ano passado, as trocas representaram 3% do volume total de vendas e 2$ do faturamento líquido das companhias que participaram do estudo conduzido pelo CIP – Centro de Inteligência Padrão com a SBVC (Sociedade Brasileira de varejo e Comércio).

O estudo mostrou que foram trocados 89.700 itens por empresa no ano passado. O alto volume mostra que o setor já entendeu a importância desse processo, segundo Eduardo Terra, presidente da SBVC.

“A troca é um serviço, uma obrigação da empresa. Portanto, se a empresa não tem um processo eficiente de troca, está deixando de prestar um serviço para o consumidor”.

Entraves

Do lado das empresas, há entraves que os varejistas enfrentam. Os custos embutidos no processo não são poucos e esse certamente é o maior problema. “Uma parte desse custo é tributário”, explica Terra. É que no caso das trocas os tributos são cobrados duas vezes. Nos resultados do estudo, os custos com impostos, como ICMS, PIS e Cofins, foram citados por 62% das empresas como o gasto mais pesado no momento da troca.

Em primeiro lugar, porém, ficaram os gastos com logística, fator citado por 83% dos entrevistados. Como se não bastasse, o estudo identificou que, em média, 21% dos produtos trocados não podem ser vendidos novamente e se revertem em prejuízo para a empresa.
No fim, tudo é eficiência

(Portal No Varejo)

Vendas reais dos supermercados crescem 6,27% em abril, diz Abras

As vendas dos supermercados brasileiros cresceram 6,27% em termos reais em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o setor acumula crescimento real de 0,5% nas vendas.

Na comparação com março, as vendas de abril subiram 4,06%. Todos os valores foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em termos nominais, a alta nas vendas em abril foi de 10,65% na comparação com o mesmo mês de 2016. Já o resultado acumulado do ano é de crescimento nominal de 5,25% ante 2016.

Em nota, a Abras considerou que o crescimento nas vendas era esperado no mês devido a um efeito de calendário. As vendas de Páscoa este ano se concentraram em abril enquanto, em 2016, o evento ocorreu em março.

O presidente da entidade, João Sanzovo Neto, avaliou ainda que os dados do acumulado do ano indicam “leve sinal de crescimento” Ele considerou que o recuo da inflação favorece o setor, em razão do aumento do poder de compra das famílias, mas ponderou que a instabilidade política e o desemprego ainda pesam negativamente.

Cesta

O preço da cesta de itens básicos nos supermercados brasileiros subiu 0,99% em abril na comparação com março deste ano, de acordo com a Abrasmercado, cesta composta por 35 produtos de largo consumo pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras.

O preço total da cesta saiu de R$ 465,55 em março para R$ 470,16 em abril. Já na comparação com março de 2016 o preço subiu 1,05%

Entre as maiores altas do mês passado estão itens como tomate, cujo preço aumentou 40,66% ante o mês anterior; batata, aumento de 31,74%; e farinha de mandioca, com alta de 8,12%. Já as maiores quedas foram encabeçadas por óleo de soja, cujo preço recuou 6,99%; desinfetante, queda de 3,20%; e feijão, retração de 3,18%.

(fonte: O Tempo)

Inadimplência de empresas avança 4,3% em abril, dizem SPC e CNDL

A quantidade de empresas brasileiras inadimplentes em abril cresceu 4,30% em relação ao mesmo mês do ano passado, apontam dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O movimento representa a menor variação para o mês de abril desde 2011, quando foi iniciada a série histórica do indicador de empresas inadimplentes. Na avaliação entre abril e março, foi verificada alta de 0,75%.

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, avalia que a queda do faturamento das empresas, em função do recuo da atividade econômica, tem pressionado a capacidade dos empresários manterem as contas em dia. “Mas, por outro lado, os índices vêm crescendo em um ritmo menor em decorrência da maior restrição ao crédito e da menor propensão a investir. Com menos custos e menos tomada de crédito, consequentemente, há menos endividamento”, afirmou em nota.

Segmentos

Entre os devedores, empresas do segmento de serviços lideram a alta da inadimplência em abril, com 7,31% de alta em comparação a abril de 2016. Na sequência, houve alta de 3,90% entre indústrias e avanço de 3,12% no comércio, na mesma base de comparação. Na contramão, o setor agrícola apresentou queda de 1,57% na quantidade de empresas com dívidas em atraso.

Entre as empresas credoras, houve crescimento das dívidas com comércio (8,29%) e indústrias (7,10%), também na comparação entre abril deste ano e igual mês do ano passado. No ramo de serviços, que engloba bancos e financeiras, foi verificada alta de 0,19%. O agronegócio, novamente, foi o único a apresentar retração (-16,80%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, projeta que o crescimento da inadimplência das empresas permaneça em “patamares discretos” nos próximos meses em relação à séria histórica, alegando que “a atividade econômica deve se manter fraca e os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política”.

Regiões

Empresas sediadas no Nordeste do País lideraram o crescimento da inadimplência em abril, com alta de 5,59% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na sequência, e na mesma base de comparação, aparecem empresas da região Sudeste (4,43%), Norte (4,93%), Centro-Oeste (3,51%) e Sul (1,93%)

O indicador de inadimplência é formulado a partir da base de dados do SPC Brasil e da CNDL nas 27 unidades federativas.

(fonte: O Tempo)

Brasileiros já pagaram este ano R$ 900 bilhões de impostos e taxas

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou nesta segunda-feira (29) R$ 900 bilhões de tributos acumulados pagos pelos brasileiros desde o início de 2017. O valor se refere à arrecadação de todos os impostos, taxas e contribuições que vão para a União, os estados e os municípios.

A marca de R$ 900 bilhões chega 14 dias antes do que no ano passado. Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, isso reflete a atual fase da economia. “Como a economia não está crescendo, o que impulsiona a arrecadação é o efeito da inflação, é o aumento de alguns impostos”. Ele considera, no entanto, que o aumento é positivo na medida em que o governo está procurando equalizar as finanças.

O Impostômetro foi implantado pela ACSP em 2005 para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar dos governos serviços públicos melhores. Outros estados aderiram ao projeto e hoje existem painéis com o Impostômetro em Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília. Em São Paulo, fica localizado na Rua Boa Vista, 51, no centro da capital.

(fonte: O Tempo)

Em 12 meses, demanda por crédito sofre queda de 8,5%

A demanda por crédito caiu 2,3% de março para abril deste ano, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), divulgados ontem. A diminuição entre estes dois períodos segue a tendência dos últimos 12 meses, que registrou queda acumulada de 8,5%.

O cenário, segundo o levantamento, reflete o receio do consumidor em relação a despesas futuras, que ainda pode ser afetado negativamente caso a crise política, em ebulição desde a última quarta-feira (17) afete a saída do País da recessão.

Alguns aspectos de melhora também foram percebidos nos dados do SCPC. A singela estabilização da economia registrada nos últimos meses foi refletida pela desaceleração da queda registrada entre maio de 2016 e abril de 2017 frente aos 12 meses anteriores. “A demanda não está em um nível ideal, mas, na comparação com o ano anterior, tem uma melhora”, comenta o economista da Boa Vista SCPC, Yan Cattani.

Para os próximos meses, a confiança sobre a queda da inflação e do repasse da trajetória de corte nos juros para o consumidor final é o que garante o otimismo em relação ao crescimento da demanda pelo crédito, de acordo com o especialista. “Demora entre seis e sete meses para que a diminuição dos juros comece a afetar essa procura”, aponta Cattani.

O Banco Central do Brasil anunciou a primeira redução em outubro do ano passado, e a expectativa é que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) decida pelo corte em 1 ponto porcentual da taxa Selic, de 11,25% para 10,25%.

A delação da JBS e a instabilidade do governo Temer também entram na balança das previsões sobre o crédito, em um cenário mais pessimista. Para Cattani, uma paralisação da retomada recairia sobre os investimentos do setor produtivo, aumentando as taxas de desemprego e a desconfiança do consumidor. “Ainda é muito difícil prever algo em cima deste cenário”, ponderou, refletindo a reação geral do mercado, que espera desdobramentos da crise política para estabelecer novas projeções.

Instituições financeiras – Considerando os segmentos que compõem o indicador, na avaliação dos últimos 12 meses, as instituições financeiras representaram a queda mais acentuada, de 13,4%, mais que o dobro da procura no segmento não-financeiro, como o varejo que oferece crédito ao consumidor na hora da compra. Neste, foi registrada uma diminuição de 5,4% na demanda. “Bancos fecham e abrem mais rápido a peneira do crédito, mas cobram antes de quem deve.”

Segundo Cattani, isso acontece porque o setor bancário é mais volátil, enquanto o segmento não-financeiro tem uma melhor relação com o consumidor.

O economista explica, ainda, que nas instituições não-financeiras existem outras formas de oferta de crédito, como por meio de carnês e boletos. “O parcelamento de compras nesses moldes pode ter incidência de juros mais elevadas, mas não são necessariamente maiores que outras modalidades de crédito rotativo, por exemplo.”

(fonte: Diário do Comércio)

Conheça as tendências do varejo para os próximos 5 anos

A mais longa e profunda recessão que se abateu sobre o País atingiu em cheio o varejo e mudou a forma de o brasileiro consumir. “Com a crise, parecia que o mundo ia acabar. Não acabou, mas se transformou”, disse Márcia Sola, diretora de Varejo e Shopping do Ibope Inteligência.

No início do mês, a especialista apresentou a uma plateia de empresários do setor de comércio e serviços um estudo sobre a perspectiva do varejo para os próximos cinco anos.

Durante o 2º Simpósio de Varejo e Shopping, realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) em Punta Del Este, no Uruguai, Márcia apontou as cinco principais tendências de consumo que devem se consolidar no varejo até 2022. Algumas delas, já em curso, foram captadas por lojistas, que estão se adaptando às mudanças para conquistar novos mercados (veja exemplos abaixo).

Na opinião do presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, grande parte dos lojistas não captou essas tendências porque, nos últimos tempos, esteve ocupada em enfrentar os desafios do dia a dia. Com dois anos seguidos de crise e queda nas vendas, Sahyoun explicou que os empresários do setor – sobretudo os pequenos, que são a maioria nos shoppings – tiveram de correr atrás de capital de giro para fechar as contas do mês.

Em função dessa conjuntura complicada, os investimentos em novos segmentos foram deixados de lado pela maioria dos pequenos lojistas. No entanto, o presidente da Alshop acredita que há um potencial de mercado escondido nas tendências apontadas pelo estudo.

“A crise mudou o comportamento do brasileiro na hora de ir às compras”, observou a diretora do Ibope Inteligência, apontando para o avanço do consumo de produtos reciclados ou usados. Quando a economia ia bem, lembrou a especialista, o consumo estava relacionado com artigos novos. Com a crise, o produto reciclado com cara de novo vem ganhando a cena, destacou.

Enquanto o volume de vendas de mercadorias novas caiu 6,1% no ano passado, a maior retração da série iniciada em 2001, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vários sites e lojas físicas de produtos de segunda mão cresceram na faixa de dois dígitos.

Além do aperto no bolso, a venda de itens reciclados foi impulsionada por uma nova visão de mundo, isto é, de um consumo mais consciente. “Reciclar é uma tendência que veio para ficar”, disse Márcia.

A segunda tendência identificada foi o avanço de consumidores com mais de 60 anos. Em 1997, essa faixa etária reunia 13 milhões de pessoas. Neste ano, 26 milhões; em cinco anos, serão 32 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, segundo a especialista.

Esse público já representa 14% da população, detém 22% da renda e é a faixa etária que mais vai crescer nos próximos 20 anos. “O varejo trata mal esse consumidor, que tem dinheiro e tempo para gastá-lo”, observou Márcia. Como até hoje o comércio e a indústria estiveram voltados para o público jovem, salvo raras exceções, não existem produtos adequados para os que têm mais de 60 anos. “Eles querem mais do que planos de saúde e cruzeiros de navio, querem ser desafiados.”

No polo oposto, a diretora do Ibope Inteligência ressaltou o avanço do mercado infantil como outra tendência ainda pouco explorada no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, um terço das vendas da Target, a maior rede de lojas de departamento do país, é de itens para crianças.

Diferentemente do passado, as crianças são hoje o centro das famílias. “Elas influenciam a decisão de compra dos pais”, afirmou Márcia. Parte dessa mudança, segundo ela, se deve ao fato de o pai e a mãe trabalharem muitas horas por dia e se sentirem culpados pela ausência.

Uma tendência importante identificada pelo estudo são os nichos de mercado. Hoje, por exemplo, mais da metade dos brasileiros (53%) está acima do peso e 18% são considerados obesos – o que significa um universo 34 milhões de pessoas. “O varejo não faz provavelmente nada com essa informação”, alertou a especialista. Por falta de produtos feitos sob medida para esses consumidores, muitos preferem comprar em sites internacionais. “O futuro é o mercado de nicho, o varejo especializado. O consumidor não quer nada adaptado.”

A quinta tendência revelada pelo estudo – o bom atendimento – pode parecer óbvia, mas não é para muitos varejistas. Com o avanço do comércio eletrônico e das redes sociais, quando o consumidor vai a uma loja física, ele já tem muitas informações sobre o produto que deseja comprar. Por conta disso, espera algo a mais, isto é, ter uma boa experiência de compra. “O vendedor é o embaixador da marca e poucos lojistas estão preparados”, finalizou a especialista.

(fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios)

Missão, visão e valores: O que são e como desenvolvê-los em seu negócio

Missão, visão e valores são três palavrinhas que muitos empreendedores já ouviram. Muitos levam isso a sério. Porém, outros nem sabem do que se trata. Cristiane Sevilla, consultora do Sebrae-SP, ajuda você a entender melhor o que são esses pilares e como introduzi-los em seu negócio.

“Missão, visão e valores são três pilares que compõem o que é a empresa, onde ela pretende chegar e os valores que balizam os comportamentos dela”, disse Cristiane.

Antes de elaborar cada ponto, a consultora afirma que o empreendedor precisa definir claramente qual é o negócio da empresa. Com isso, entenda cada pilar e como você pode desenvolvê-lo.

Missão
É ela quem estabelece o norte de atuação para a empresa. “A missão orienta esforços em uma direção comum, evitando que seus colaboradores persigam propósitos conflitantes e é a base para a elaboração de objetivos e estratégias da empresa”, afirma a consultora.

Uma dica para estabelecer a missão é fazer três perguntas: o que a empresa faz, para quem faz e como faz.

Visão
“A visão são os objetivos da empresa no longo prazo“, diz Cristiane. O empreendedor precisa estipular uma visão dentro dos limites e capacidades da própria organização. Não adianta sonhar além do que é possível.

“A visão é aonde o empreendedor quer chegar e representa como a empresa estará no futuro”, diz a consultora. “Essas diretrizes nortearão o crescimento do seu negócio.”

Valores
O último pilar diz respeito “às diretrizes de como se comportar e o que priorizar ao tomar decisões na empresa”. Os valores representam o que o empreendedor acredita e influenciam em suas decisões.

“Os valores geralmente são originados das crenças pessoais dos empreendedores, sendo compromissos que a empresa se impõe no sentido de cumprir a sua missão”, diz Cristiane. Ou seja, os valores da empresa devem refletir o próprio empreendedor e devem ser capazes de atender a missão estipulada.

(fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios)

Pequenas empresas lançam suas próprias franquias

Os três primeiros meses deste ano, o faturamento do setor de franchising passou de R$ 33,71 bilhões para R$ 36,89 bilhões, no mesmo período de 2016, registrando um aumento de 9,4%, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A recuperação do mercado tem estimulado o crescimento do setor, inclusive o surgimento de novas oportunidades para micro e pequenas empresas se tornarem franqueadoras. Na próxima quinta-feira (25/5), quatro desses pequenos negócios da Região Metropolitana de Belo Horizonte irão lançar suas próprias franquias para investidores.

O evento de lançamento, gratuito e aberto ao público, será às 19h, na sede do Sebrae Minas. Inscrições podem ser feitas pelo número (31) 3379-9152.

Apoiadas pelo programa Minas Franquia, desenvolvido pelo Sebrae Minas em parceria com a ABF, o Restaurante Dona Fulô, de Betim, e as empresas de Belo Horizonte, Rom Seguros, One Burguer e Passione Cabeleireiros decidiram expandir os negócios.

Durante 12 meses, cada empresa passou por uma análise de diversas etapas, como: identificação do nível de maturidade do negócio, pesquisa se a marca está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), análise do perfil do empresário, levantamento dos números do mercado de atuação, padronização do atendimento e do modelo de negócio.

A consultoria do Sebrae ajudou os empresários na construção de todos os processos obrigatórios a um franqueador, desde a circular de oferta de franquia, elaboração do modelo de contrato com franqueados e a criação do plano de viabilidade econômica da franquia.

“O objetivo do programa é fomentar o surgimento de franquias mineiras entre empresas bem-estruturadas, com know how para fazer parte do segmento de franchising e dividir a experiência e os riscos de mercado com outros investidores”, explica a analista do Sebrae Minas Alessandra Simões.

Em seis anos, o Minas Franquia lançou no mercado 73 franqueadoras em todo o estado, 18 delas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, foram 145 unidades franqueadas vendidas, em transações que somam cerca R$ 9 milhões.

(fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios)

Mercado de Franquias de Café oferece oportunidades de negócios

Mesmo com a crise econômica, investir em cafeterias e franquias desse segmento pode ser uma boa oportunidade de negócio para empreendedores. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que surgiram em média duas redes de cafeterias por ano, entre 2013 e 2016, totalizando 40 franquias no país. No mesmo período, os pontos de venda ligados às redes aumentaram em 10%, de 782 para 862 cafeterias.

Um exemplo de sucesso é o Café Caramello, da microempresária Cristina Pascoli Tongo, do município de Serra (ES). A empresa é a primeira do país a produzir e comercializar creme de café.

Com apoio do Sebrae, Pascoli aprimorou seu negócio e hoje conta com uma rede de 50 franquias em 12 estados. “É primordial que uma empresa não só inicie o processo dela com o Sebrae, mas que seja acompanhada constantemente. Quatro anos depois de abrir meu negócio, a gente tem consultorias do Sebrae aqui na fábrica”, conta a empresária.

A brasiliense Paola Borges e seu namorado Leonardo Brasil conheceram o Café Caramello em julho de 2015, durante o Festival Internacional de Inverno, no município de Domingos Martins (ES).

Gostaram tanto do produto que viraram franqueados da marca em setembro do mesmo ano, vendendo cerca de 50 potes da marca por mês. Para melhorar os negócios, procuraram o Sebrae no Distrito Federal e, desse encontro, surgiram convites para participação em exposições e feiras de empreendedores.

Hoje, comercializam uma média mensal de 350 potes. “O negócio está dando certo”, comemora Paola, ao  afirmar que as vendas estão crescendo quase 7% ao mês. “O produto é novo e exclusivo, não tem outro tipo de creme de café no mercado”, diz Paola. Atualmente, 12 lojas já comercializam o produto em Brasília.

“Estamos empenhados em valorizar nosso café, e as novas opções de consumo da bebida com maior valor agregado, como café com leite, cappuccino e cápsulas, geram oportunidades de negócios nesse segmento.

As cafeterias vêm se multiplicando no país, impulsionadas também pelo maior interesse do consumidor por cafés especiais, mais conhecidos como café gourmet”, destaca a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café e o segundo consumidor mundial da bebida, atrás dos Estados Unidos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Somente em 2016, foram industrializados 21,2 milhões de sacas no país, registrando um consumo anual per capita de 84 litros de café.

As vendas no varejo brasileiro (foodservice) devem saltar de 28,1 bilhões de litros em 2014 para 32,5 bilhões de litros em 2019.

(fonte: Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios)