5 erros cometidos por empresas que fazem com que o cliente não volte

Hoje, muitas empresas reclamam que estão perdendo clientes, mas nem sequer conseguem identificar o motivo. Muitas vezes, o problema está, justamente, no atendimento ao cliente. Estive à frente da Essence IT por dez anos e, durante esse tempo, me deparei várias vezes com um mesmo problema: empresas com operações de atendimento carente. Como a Essence é uma consultoria de SAP, era comum o contato com empresas de diferentes setores. Isso fez com que eu percebesse que os problemas de atendimento não eram uma particularidade de um segmento específico, era geral.

O que eu percebo, atualmente, é que as empresas que não conseguem reter clientes ou que sofrem para conquistar novos consumidores costumam cometer cinco principais erros. O primeiro é não investir em pessoas. Esse é um investimento que começa desde o processo de recrutamento. É muito importante que a equipe de atendimento seja formada por pessoas que gostem, justamente, de atender! Não adianta contratar pessoas desmotivadas que não veem propósito no trabalho que realizam e esperar que elas simplesmente entendam a importância do que fazem. Outro ponto a ser destacado é o treinamento, tanto para os funcionários novos como para os antigos. Alguns gestores acreditam que não é fundamental oferecer programas de atualização para quem já está na empresa há algum tempo. Com isso, desperdiçam uma oportunidade de ouro de capacitar ainda mais seus funcionários, para mantê-los motivados e antenados nas mudanças constantes de contexto e mercado.

O segundo erro que eu vejo é a falta de investimento em tecnologia. Os gestores precisam mudar a mentalidade de fazer tudo só na base do esforço e começar a sistematizar melhor as operações para ter ganho de escala. Os softwares de atendimento, por exemplo, permitem a padronização e automação de processos, melhorando a produtividade da equipe, provendo um atendimento mais rápido e preciso, visando sempre aumentar o nível de satisfação dos clientes. A tecnologia ajuda a gerenciar os processos de forma mais eficiente, por isso, fique atento às novidades tecnológicas que podem contribuir para a expansão do seu negócio.

Aliás, não investir em processos bem estruturados é um terceiro erro que faz com o atendimento das empresas seja falho. A gestão de processos é fundamental para o atendimento, uma vez que permite identificar gargalos e oportunidades de melhoria. As etapas de mapeamento, modelagem e monitoramento permitem a revisão e a otimização dos processos. Se uma empresa não implementa melhorias constantes no seu atendimento, acaba correndo o risco de ficar atrás da concorrência.

Mais do que somente investir em tecnologia, pessoas e processos, é preciso desenvolver uma cultura de atendimento. É nesse ponto que muitas empresas pecam na hora de estabelecer um relacionamento duradouro com seus clientes. Por isso, eu apontaria a falta de preocupação com a cultura de atendimento como um quarto erro. Oferecer qualidade no atendimento deve ser um propósito e uma prioridade de todos dentro da empresa. É papel dos gestores estimular esse tipo de pensamento entre seus funcionários. Muitos acreditam que por oferecerem um produto de ponta, não precisam investir tanto em relacionamento, mas nem sempre só o produto fideliza os clientes. Ainda mais hoje, com um mercado constantemente em expansão, no qual é difícil ser único em determinado setor. Hoje, o que dá destaque para uma empresa é a experiência que ela proporciona para o cliente durante toda sua jornada, desde a pré-venda até sua fidelização.

Por fim, algo muito importante e que muitas empresas não fazem é acompanhar as mudanças de mercado. Não se manter informado é um erro fatal, que poucos gestores percebem. Isso é particularmente problemático se analisarmos os casos das start-ups, que crescem em um ritmo mais acelerado do que quem segue um modelo mais tradicional de negócios.

Um dos nossos principais riscos é deixar de inovar constantemente. Se não estivermos muito bem alinhados às novidades, acabamos perdendo oportunidades importantes de negócio. Consumir informação, procurar ler livros, artigos, pesquisar tópicos relevantes sobre negócios, economia e marketing devem estar na pauta do dia de qualquer empreendedor moderno. É um hábito que eu sempre tive e que, certamente, tem me ajudado muito ao longo do caminho.

(fonte: Administradores.com)

BDMG reduz juros em linha de produtos para empresas em Minas

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) decidiu reduzir os juros praticados em 30 produtos da linha de serviços da instituição voltado para empresas. Segundo o presidente do banco, Marco Crocco, a iniciativa tem o objetivo de estimular a economia por meio da atividade empresarial, além de contribuir com a geração de emprego e renda.

Os produtos selecionados pelo banco para terem a redução da tarifa afetam micro, pequenas, médias e grandes empresas. Estão estimados, para este ano, mais de R$ 1 bilhão para financiamentos de itens com queda nas taxas, sendo R$ 772 milhões com recursos próprios do BDMG.
Os principais fatores que permitiram a redução das taxas pelo BDMG foram a priorização de produtos relacionados à estratégia do Banco e, consequentemente, aos alinhados à política de desenvolvimento do Estado; as captações feitas pelo Banco com custos mais baixos; a redução de despesas internas e o aumento da previsão de desembolso para este ano; tornando possível a redução do spread. Além disso, a queda na Selic – que está sendo integralmente repassada pelo BDMG.

De acordo com o banco, a medida pretende ajudar a fortalecer as empresas no estado. “Quando o BDMG amplia o acesso ao crédito, as empresas realizam incrementos nos negócios e geram mais emprego e renda para os mineiros”.

A redução faz parte do Programa Mais Investimentos, criado pelo Governo de Minas Gerais, com o objetivo de movimentar a economia do Estado, criando inclusive novas oportunidades de emprego.

(Fonte: EM)

Padarias no estilo butique descolada ganham espaço em São Paulo

Não precisa abandonar — é quase impossível, na verdade — o pão francês na chapa e o café com leite da velha rotina dos paulistanos nas 3,2 mil padarias da cidade. Esse, fato, é um clássico dos clássicos. Mas o paulistano vem se deliciando cada vez mais com padarias ao estilo butique descolada, pequenas e com variedade de pães e outros produtos que têm feito do café da manhã uma experiência mais saudável.

A Padaria Artesanal Orgânica (PÃO) é uma das opções e oferece 80% dos produtos, como se propõe, totalmente orgânicos. Com seis unidades — Vila Madalena, Jardins, Shopping Iguatemi, Vila Nova Conceição, Shopping JK e no prédio da Bienal —, a padaria é umas das boas pedidas de comida natural para começar o dia.

“Nosso interesse é oferecer um cardápio nada muito rebuscado, mas com itens que fazem a diferença”, diz Bruno Rosa, responsável pela área comercial da PÃO.

Funcionando de segunda a segunda, a padaria tem um buffet (R$ 47,80 por pessoa) com bolos, pães variados, frios, uma rabanada de comer ajoelhado, geleia, ovo mexido, queijos, saladas de fruta, nesse último caso, respeitando a sazonalidade. Na Vila Madalena, o endereço da PÃO é Rua Mourato Coelho 1.039.

Há muitos restaurantes e lojas a explorar na Rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, entre a Avenida Rebouças e a Gabriel Monteiro da Silva. Mas por ali você também encontra um pãozinho delicioso na Padoca do Maní, de Helena Rizzo, dona do estrelado restaurante ali do lado, com o mesmo nome, que investiu num ambiente informal na padaria, com mesas na varanda, para vender um café da manhã gourmet com pegada caseira.

O pão é com os melhores grãos, mas vem acompanhado de requeijão e geleia. Tem expresso, mas tem também café coado. Empadas de palmito, muffin de banana e um bolo de chocolate com uma calda deliciosa. Os atendentes são tipicamente paulistanos de tão simpáticos e solícitos. O biscoito polvilho, marca registrada da chef no Maní, é vendido ali em saquinhos especiais — recomenda-se consumir no mesmo dia. A casa funciona no número 138 da Joaquim Antunes.

E com uma vitrine onde é possível encontrar mais de 180 tipos de pães, a Julice Boulangère tem boas opções de sanduíches, como o croque monsieur, seguindo a receita tradicional francesa ou o chamado basílico, com tomate e manjericão. Quiches e crepes também ganham destaque. A Julice fica na Rua Deputado Lacerda Franco 536.

Se rolar de madrugada o desejo pelo pãozinho na chapa, sem problema, uma padoca 24 horas te salvará.

(fonte: Época Negócios)

Comércio eletrônico exige recursos para a segurança das informações em rede

O comércio eletrônico prevê crescimento de 10% a 15% em 2017. Com boas expectativas de negócios, aumenta o número de empreendedores dispostos a investir no comércio on-line e, proporcionalmente, surgem várias dúvidas sobre o funcionamento do e-commerce. Por isso, antes de se aventurar nesse mercado, saiba as vantagens e os riscos para não ficar no prejuízo.

O e-commerce ou loja virtual nada mais é que toda negociação comercial de compra e venda realizada na internet. Nesse mercado, os pequenos negócios representam 90% dos empreendimentos, de acordo com pesquisa realizada em 2016 pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a E-commerce Brasil.

Para quem quer abrir uma loja on-line, a analista da Unidade de Mercado do Sebrae Minas Luciana Lessa destaca que planejar bem pode se tornar o segredo do negócio. “Deve-se colocar tudo na ponta do lápis: quais são os custos, formas de pagamento, entrega e outros detalhes de atendimento”, destaca Luciana Lessa.

Uma das principais vantagens de vender pela internet é o custo operacional, que é menor devido ao baixo investimento inicial com funcionários, limpeza e impostos (o que impacta diretamente as lojas físicas). Assim, o e-commerce possibilita preços mais atrativos e descontos melhores.

Além disso, a analista do Sebrae Minas cita outros benefícios, como: disponibilidade (loja aberta e produtos disponíveis para o cliente 24 horas por dia, sem nenhum custo adicional), informações sobre o produto (exibe marca, modelo, tamanho, peso, dimensões, fotos de qualidade e vídeos explicativos), acesso (qualquer pessoa de qualquer lugar a qualquer momento, desde que tenha acesso à internet poderá comprar), prazo (construir uma estrutura on-line é mais rápido e menos burocrático), conforto (para comprar não precisa enfrentar trânsito, filas nos estacionamentos etc.), variedade (diversificação de produtos, preços e marcas disponíveis no mesmo lugar) e pagamento (condições e preços mais atrativos que nas lojas físicas).

DICAS IMPORTANTES

Utilize títulos chamativos: apresente o produto e ao mesmo tempo faça com que o cliente sinta a necessidade de tê-lo. Mas cuidado, pois produtos com descrições erradas podem gerar reclamações, inclusive no Procon;
Atualize o site: se o consumidor perceber que a página está desatualizada, ele perderá o interesse;
Seja claro e intuitivo: tente manter um padrão de organização das informações para que, depois de ver o primeiro produto, o cliente saiba onde encontrar as informações dos outros itens oferecidos;
Tenha um processo simples para as vendas: isso evita que o consumidor desista de comprar e procure outro local para adquirir o produto;
Formas de pagamento: lembre-se de que, se for uma transação via cartão de crédito ou débito, há uma taxa para pagar;
Esteja presente nas redes sociais: principalmente nas mais acessadas, como Twitter e Facebook. Isso permite uma divulgação rápida e barata;
Não dificulte o contato: deixe seu telefone, e-mail, fax etc. Esses canais possibilitam que o cliente possa tirar dúvidas e/ou adquirir outros produtos;
Consulte um contador: converse com ele para entender os impostos e as taxas, pois elas determinarão os preços e o lucro;
Não coloque fotos que não sejam do produto: não iluda o cliente. Pegar uma imagem qualquer na internet e colocar como sendo sua pode acarretar problemas jurídicos de direitos de imagem;
Lembre-se que imagem é tudo: a apresentação dos produtos deve ser feita com fotos que o valorizem.

Pontos críticos – Alguns fatores, como sistema antifraude, logística e atendimento, merecem muita atenção do empreendedor que deseja montar uma loja virtual. “Recursos necessários para a segurança das informações em rede é fundamental, pois dados como endereço e números bancários de clientes precisam estar seguros contra roubos e fraudes. Além disso, a demora nas entregas ou até mesmo a não entrega de um produto pode ser o principal problema do seu negócio. Portanto, o empreendedor deve ter os produtos anunciados em estoque e prontos para a venda”, explica a analista do Sebrae Minas.

Lembre-se que muitos consumidores se baseiam em experiências de outros clientes para escolher onde comprar, por isso comentários de insatisfação prejudicam as vendas. (ASN)

(fonte: Diário do Comércio)

Via Varejo testará modelos de lojas físicas e digitais no 2° semestre

A varejista de eletroeletrônicos e móveis Via Varejo começará a testar entre agosto e setembro dois novos modelos de lojas físicas, conforme busca impulsionar o modelo de múltiplos canais da rede e aumentar a capilaridade dos negócios.

De acordo com o presidente da companhia, Peter Estermann, um dos modelos contempla uma loja menor, com exposição de produtos físicos e online por meio de catálogo digital, em um modelo semelhante ao já praticado pela rival Magazine Luiza.

O segundo formato será de uma loja totalmente digital, sem estoque de produtos, oferecendo interfaces para que os clientes possam interagir com o catálogo digital. “É um modelo disruptivo…que entendemos que precisamos ter para o futuro”, disse ele à Reuters.

A Via Varejo reportou na véspera lucro líquido de 97 milhões de reais no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 237 milhões registrado no mesmo período de 2016, com crescimento de receita e margem bruta.

Para abril, a previsão da empresa é continuar com resultado positivo de vendas, mesmo com um número menor de dias úteis, que tendem a afetar significativamente o desempenho do setor. De acordo com Estermann, a companhia ajustou estratégias de venda para compensar os feriados. “Estamos bem preparados”, disse ele, sem dar mais detalhes.

Questionado sobre efeito nas vendas em razão da greve geral e das manifestações marcadas para a sexta-feira, ele disse que não tem como prever, mas que a rede irá se preparar para recuperar uma eventual perda.

Para o restante do trimestre, mesmo com um cenário macroeconômico sem grandes mudanças no curto prazo, o executivo afirmou que “é provável que (a Via Varejo) mantenha o ritmo de vendas” do primeiro trimestre, disse.

A companhia também prevê que o desempenho da margem bruta do primeiro trimestre será replicado para o resultado do ano, mesmo se mantendo o atual cenário macro, em razão de estratégia comercial unificada entre as vendas físicas e online, entre outros fatores.

No primeiro trimestre, a margem bruta da empresa cresceu para 31,2% ante 26,9% um ano antes, favorecida pela evolução de rentabilidade do comércio eletrônico, manutenção da rentabilidade de lojas físicas e impacto positivo da Lei do Bem.

Estermann também disse que espera repetir ao longo do ano o equilíbrio financeiro do Ebitda do negócio online, atingido no primeiro trimestre antes do esperado, dado o forte resultado apresentado pela empresa nos três meses até março.

Em relação ao processo de alienação da companhia anunciado no ano passado pelo seu controlador, o Grupo Pão de Açúcar, o executivo destacou que a direção da Via Varejo tem conseguido manter o foco na operação.

Para o analista do Credit Suisse Tobias Stingelin, é “reconfortante” ver que Via Varejo não se distraiu com o processo de venda da companhia e que pode continuar a melhorar a rentabilidade à frente.

Por volta das 16:20, as units da Via Varejo subiam 1,4%, a R$ 11,38. Na máxima, mais cedo, avançaram quase 5%, a R$ 11,77.

(fonte: Época Negócios)

Comunicado: Greve Geral

1Comunicado---Paralização---26-de-abril

Lojas de bairro são as preferidas do consumidor

Planejar ações é essencial para o sucesso das empresas, principalmente diante do atual cenário de retração no consumo. Para tomar decisões assertivas, é fundamental conhecer o perfil dos clientes e os fatores que influenciam a escolha dos locais de compra. Sendo assim, a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizou, pela primeira vez, uma pesquisa sobre o tema. O estudo identificou que mais de 75% dos consumidores da cidade utilizam as lojas de bairro/vizinhança. Os shoppings centers são a opção em 57,4% dos casos, e os estabelecimentos do hipercentro, em 54,4%.O preço das mercadorias é o principal quesito para a definição do lugar, tendo grande influência para 91,3% das pessoas. Qualidade do atendimento e variedade dos produtos, com 77,7% e 76,8%, respectivamente, são outros critérios adotados. A localização exerce grande motivação em 67,8% dos entrevistados. “Comprar no bairro onde mora ou perto de onde trabalha é, muitas vezes, uma forma de não perder tempo, principalmente se o cliente encontra preços mais baixos e diversidade, como a pesquisa mostrou. Ele prefere resolver tudo em um único lugar”, argumenta a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro.

Praticidade e comodidade são justamente os aspectos que melhor explicam o perfil de consumo no bairro/vizinhança. De acordo com o levantamento, o público dessas lojas está concentrado na faixa etária acima de 60 anos (54%). Outros 33,7% possuem entre 45 e 59 anos. A localização/fácil acesso é a justificativa de 82,9% dos entrevistados para a escolha, seguida da comodidade (22,7%). A alimentação é o grupo de produtos e serviços mais procurados (25%).

Já os shoppings centers aparecem como um polo de atração para os mais jovens: quase 59% dos frequentadores têm entre 16 e 34 anos, enquanto aqueles com mais de 60 representam apenas 4,8%. “Há uma grande diferença entre essas duas áreas, provavelmente pela própria configuração dos shoppings, que oferecem uma gama de produtos e serviços, como entretenimento, voltada para um perfil mais jovem”, ressalta Elisa. Entre os produtos mais consumidos estão roupas, calçados e acessórios (63,1%), eletrônicos (39,4%), telefonia (15,7%) e alimentação (14,8%).

O hipercentro, por sua vez, mostrou-se como a região com maior diversificação, englobando praticamente todas as faixas etárias na mesma proporção. A preferência de compra inclui roupas, calçados e acessórios (73,7%), alimentação (47,4%) e eletrônicos (37,6%). O questionário da Fecomércio MG também investigou a frequência em outros polos comerciais de BH. Os shoppings populares e o Mercado Central se destacaram, sendo procurados por 44,6% da população.

(fonte: Fecomércio)

Lojas oferecem desconto nas compras à vista

A Medida Provisória (MP) 764, publicada em 27 de dezembro de 2016, já apresenta efeitos práticos em prol dos consumidores. A regulamentação autoriza a cobrança diferenciada de preços de bens e serviços oferecidos ao público, em função do prazo ou da forma de pagamento utilizados. Conforme uma pesquisa realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, em parceria com a área Jurídica Tributária e Legislativa da entidade, o reflexo imediato da MP é positivo. O levantamento mostra que quase 45% do comércio varejista de Belo Horizonte tem oferecido desconto para os clientes que optam pelas compras à vista, em dinheiro. Além disso, 62,3% deles estendem a vantagem para quem usa o cartão de débito.O estudo foi realizado com a intenção de investigar não apenas a adesão dos estabelecimentos, mas também o conhecimento e a opinião dos empresários sobre o tema. Para a maioria (84,8%), a medida é favorável para o setor. Outros 88,4% garantem que a MP beneficia o consumidor. “O resultado foi muito positivo, em função da prática de uma livre negociação entre as empresas e os clientes. Ambos podem optar pela melhor forma de pagamento, o que aumenta a eficiência do mercado”, analisa o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Almeida acrescenta que a iniciativa de dar desconto para o pagamento à vista tende ser ainda mais difundida nos próximos meses. “A informação sobre a diferenciação de preços ao consumidor é recente. De acordo com a pesquisa, 43,1% do empresariado ainda desconhece a regulamentação e 17,6% não conhecem a MP, mas já praticavam a diferenciação. Por isso, acredito que outras empresas deverão seguir esse caminho, até em função da concorrência”, completa.

Segundo o coordenador Jurídico da Fecomércio MG, Marcelo Morais, a pesquisa reflete bem uma demanda antiga do setor e reforça que a possibilidade do desconto em função da forma de pagamento gera benefícios para empresários e consumidores. “Além disso, a MP veio proporcionar mais segurança jurídica nessas negociações. É um grande avanço”, destaca. Entre os segmentos mais dispostos a praticar a diferenciação de preços estão os de Veículos e Motocicletas, Partes e Peças (70,7%); Móveis e Eletrodomésticos (68%), Material de Construção (60,5%); Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e de Comunicação (55,6%); e Livros, Jornais, Revistas e Papelarias (53,3%).

Entenda a MP 764/2016

Pleito antigo da Fecomércio MG, a MP 764/2016 faz parte de um pacote de medidas microeconômicas anunciadas pelo presidente Michel Temer, no final do ano passado, com o intuito de reaquecer a economia. Em 2010, a Federação ingressou com ação judicial específica para discutir o tema, em nome dos sindicatos filiados. Na prática, a medida permite que empresários cobrem um preço diferente para pagamentos em dinheiro, cartão de débito ou crédito, com parcelamento ou não.

A distinção encontra embasamento no fato de os custos dessas operações serem diversos. Quando se utiliza qualquer cartão, além de o pagamento não ser imediato, existe um custo adicional para a operação: as taxas da máquina e da operadora do serviço. Esse acréscimo entra no cálculo final do valor do produto consumidor destinado à venda. A inexistência dessas despesas, no caso do pagamento em dinheiro, torna possível o desconto no preço da mercadoria. Assim, o cliente pode fazer a opção pela modalidade que lhe proporcionar maior custo-benefício.

(fonte: Fecomércio MG)

Taxa de Juros do Cartão de Crédito volta a subir em março

A taxa de juros no rotativo do cartão de crédito voltou a subir em março, mesmo com a expectativa pela entrada em vigor no mês de abril das novas regras dos cartões de crédito, que proíbem que alguém fique mais que 30 dias no rotativo. A média das taxas cobradas pelas instituições financeiras no crédito rotativo subiu de 487,8% ao ano para 490,3% ao ano em março, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.

Já o crédito parcelado – apresentado pelo governo como opção para fugir dos juros altos do rotativo – caiu de 163,5% para 158,5%.

Os dados do Banco Central mostraram que os juros para o crédito pessoal de pessoas físicas recuaram, enquanto no cheque especial registrou-se alta das taxas. Em março, o juro de crédito pessoal ficou em 52,4% ao ano, abaixo dos 54,1% de fevereiro. Já no cheque especial a taxa avançou de 327% ao ano em fevereiro para 328% ao ano em março.

O relatório do Banco Central também mostrou que o estoque total de crédito no Brasil subiu 0,2% por cento em março sobre fevereiro, a R$ 3,076 trilhões.

No mês, a inadimplência de pessoas físicas — no segmento de recursos livres — se manteve em 5,9% na passagem entre fevereiro e março.

Rotativo do cartão de crédito
Em janeiro, o governo anunciou uma medida para combater o alto custo do crédito rotativo. O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu restringir o uso dessa modalidade de financiamento para apenas 30 dias. Desde 3 de abril o brasileiro não pode mais ficar indefinidamente pendurado no rotativo. Pela nova regra, o cliente que não pagar toda a fatura no seu vencimento, tem de liquidar a dívida na fatura seguinte.

(fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios)

5 erros que as pessoas comentem ao comprar uma franquia

Comprar uma franquia é uma perspectiva animadora para muitas pessoas – e começar um negócio com uma marca já conhecida, usufruindo da experiência da rede, pode ser um bom caminho. Mas a empreitada não vem sem riscos e estresse. Há muitas coisas a se considerar antes de adquirir a unidade e durante a operação. Por isso, o franqueado precisa se preparar para não cometer erros comuns, como aqueles relacionados a questões jurídicas, ao entendimento do mercado e ao relacionamento com outros empreendedores. O site da Inc. elencou cinco erros que o franqueado não pode cometer. Confira – e não incorra nesses equívocos.

1. Não entender o mercado ou não fazer uma pesquisa aprofundada
Em outras palavras, isso significa priorizar um modismo em vez de um negócio realmente necessário na sua área. É preciso pensar no mercado para aquela franquia e se você terá ou não uma base de clientes. Considere se esse tipo de produto ou serviço vende bem e se a localização será um fator importante. Será que o mercado pode mudar logo? Ser uma moda ou uma paixão sua pode não significar sucesso comercial.

2. Não conversar com outros franqueados da marca que você está avaliando
Muitas pessoas compram uma franquia após terem conversado com muitos conhecidos – família, amigos, advogados, funcionários. Mas se esquecem do grupo mais importante: os empresários que já têm uma unidade daquela marca. São eles que conhecem o negócio melhor que todo mundo e têm insights valiosos sobre estar à frente daquela loja. Sabem como é o dia a dia, o mercado e o comportamento do cliente e podem ajudar o candidato a tomar uma decisão melhor.

3. Achar que você poderá manter a sua independência
Diversos empreendedores entram no franchising porque querem ser seus próprios chefes. Mas essa não é a realidade. Os franqueados precisam confiar nos seus franqueados. Como empreendedor, você terá de domar a sua independência. Lembre-se de que o franqueador conhece o sistema melhor que você (pelo menos enquanto a sua loja estiver começando). Se isso não parecer adequado para você, considere se a franquia realmente é o melhor caminho.

4. Não aprender a implementar o sistema de franquias
Como franqueado, seu trabalho não é reinventar o sistema: é seguir o sistema. Você precisa aprender os detalhes da operação e seguir os programas de treinamento. É importante que o franqueado tenham um plano de ação documentado e invista tempo para aprender o funcionamento da loja.

5. Colocar o carro na frente dos bois
Aprenda a implantar o negócio antes de se aventurar com a abertura de várias lojas. Os franqueadores querem ver o sucesso de uma unidade antes que o franqueado abra a segunda – ou a décima. Mergulhe em um conceito de franquia antes de pensar nos próximos.

(fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios)