Conheça as tendências para o e-commerce em 2017

Se, em negócios, olhar para trás é uma forma de aprender e tirar lições para aplicá-las ao presente, inclinar-se para o futuro é uma maneira de se antecipar às mudanças no mercado e, assim, lançar-se à frente da concorrência.

Seguindo essa recomendação, os profissionais de e-commerce devem ficar de olhos bem abertos para as novas tecnologias que, ao longo de 2016, foram testadas e aprovadas pelos principais canais de venda online e se tornaram referência no mercado digital, bem como as estratégias que se consolidaram na abordagem do público consumidor do varejo moderno.

Que o mercado segue aquecido mesmo diante da crise, disso ninguém mais dúvida. A Ebit, empresa especializada em reunir informações do e-commerce, publicou recentemente dados do mercado referentes ao fechamento do primeiro semestre. De acordo com o 34º WebShoppers, o principal relatório sobre o setor no País, as vendas pela internet atingiram um faturamento de R$ 19,6 bilhões no primeiro semestre de 2016. O valor representa um crescimento nominal (descontada a inflação) de 5,2% em comparação ao mesmo período no ano passado.

Para não perder a oportunidade de surfar nessa onda, os empresários devem se preparar, desde já, para investir nas melhores práticas e ferramentas de que o mercado dispõe, além de apostar naquilo que, nos próximos anos, irá definir quem segue em frente e quem está condenado a perecer por obsolescência.

Para ajudar o varejista a se adiantar à concorrência e ganhar relevância junto ao consumidor, Guilherme Lunardi, VP de Marketing e Vendas da JET e-business, empresa pioneira de tecnologia que oferece soluções para negócios em comércio eletrônico, listou abaixo algumas das possíveis tendências do e-commerce para 2017:

Relacionamento é a alma do negócio: Com a maior competitividade no e-commerce, as empresas devem disputar o laço afetivo do consumidor: o foco é na experiência de compra. Mais do que o produto e o serviço adquirido, a tendência é que o consumidor valorize o processo da compra em si, e o relacionamento da marca com o cliente é crucial nesse momento. Para o cliente valorizar, ele preciso se sentir valorizado. Daí os empresários do ramo precisam entender que não se trata mais de vender algo para uma pessoa, mas de valorizar a relação estabelecida com ela. Além disso, com as compras mais personalizadas e feitas na palma da mão, o consumidor deve ficar cada vez mais no comando – e esse detalhe é fundamental no momento de abordagem.

Omnichannel ampliado. O consumidor moderno é um consumidor multiplataforma. A mesma pessoa que adquire um produto no Shopping Center pode comprá-lo pela internet. O que muda não é o cliente, mas a opção de compra. Portanto, o varejo deve estar presente em todas esses canais de venda – é o conceito omnichannel, que muito se fala, mas pouco se faz. Em 2017, o mercado deve contar com mais ferramentas que consolidam esse intercâmbio de canais. Um exemplo disso, é o recém-lançado aplicativo iPDV, da JET e-business, que, dentre outras funções, sincroniza os estoques da loja física e virtual e mantém o varejista em contato com o cliente pela internet. A integração de canais de venda, com uso de mais tecnologia embarcada, é um futuro inexorável: o consumidor é um só e transita livremente pelos meios físico e digital.

Mobile first: Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o celular é hoje o principal meio de acesso à internet, sendo usado por 80,4% das casas dos brasileiros com acesso à rede. Estes, por sua vez, já representam quase 55% da população. Pesquisas independentes mostram que o smartphone já virou uma alternativa na hora de fazer compras e já representa mais de 15% dos pedidos online. Com a adaptação das lojas virtuais para o mobile é de se esperar, portanto, um crescimento na participaçao do mercado varejista online no chamado m-commerce.

Novos meios de pagamento:A tecnologia avançada trouxe conveniência até para o ato de compra. O mercado já oferece novos meios de pagamento com tecnologia embarcada que agilizam o processo e colaboram com a experiência de compra acima mencionada. Uma dessas novidades é a carteira virtual no e-commerce, que já foi abraçada por grandes redes de varejo. O dispositivo registra os dados dos cartões e é ativado por meio do mecanismo Touch ID, de leitura biométrica, que facilita o pagamento. Dois cases de sucesso no mercado são o Apple Pay e o Samsung Pay.

Personalização: Conteúdo (vídeos, textos, redes sociais e anúncios) e ofertas (recomendação de produtos e descontos) tendem a ser cada vez mais personalizados para o consumidor. O intercâmbio de dados junto às redes sociais permitirá ao varejo definir um perfil mais preciso da demanda, e, por consequência, trabalhar uma divulgação mais assertiva de conteúdo e ofertas, além de definir o próprio nicho de mercado atendido pela loja virtual. Na era da big data, o varejista tem a oportunidade de conhecer em detalhes o perfil de compra de seu cliente e entender suas preferências na hora de colocar o produto no carrinho.

Como é sabido, o consumidor deixa rastros por onde quer que passe, facilitando o monitoramento de seus hábitos de consumo. Novas tecnologias vão ajudar a fazer uma “leitura” mais inteligente dessas informações. Com essa riqueza de dados à disposição, o vendedor tem condições de antecipar o comportamento de compra do consumidor e, assim, criar oportunidades de venda.

(Fonte: Paraibatotal)

Novos shoppings flexibilizam os custos e focam em área de lazer

Mudança de rumo. Centros comerciais recém-inaugurados, cujos planos foram estruturados antes da crise, tiveram de adaptar as estratégias do ramo à nova realidade do varejo nacional

Pegos pela crise, grupos empresariais que inauguraram recentemente shoppings no Brasil, mas que vinham estruturando os planos desde antes da recessão, se viram obrigados a adaptar o negócio à nova realidade do varejo. Para atrair o lojista, a isenção da cobrança de ‘luva’ e preços de aluguel abaixo da média do mercado têm sido as estratégias mais adotadas.

“Estamos trabalhando com condições diferenciadas. Se o varejista não puder pagar a ‘luva’ (valor cobrado na assinatura do contrato e que dá direito ao uso do ponto comercial), por exemplo, ele faz um acordo de quatro anos, sem arcar com essa taxa, e só paga na renovação desse contrato. Não estamos cobrando o décimo terceiro aluguel, que a maioria dos centros comerciais cobra, e nem multa em caso de rescisão”, afirma o presidente do Grupo Del Rey, João Batista. A empresa inaugurou no dia 27 de outubro o Plaza Shopping Carapicuíba, na cidade de Carapicuíba (SP).

Segundo Batista, além desses aspectos, o valor cobrado pelo aluguel é outro atrativo, já que está muito abaixo dos valores praticados pelo mercado. “Se comparado ao shopping Barueri, por exemplo, que é o mais próximo do nosso empreendimento, o preço do aluguel que estamos cobrando é 20% inferior”, diz o executivo, acrescentando que todos esses benefícios foram a forma encontrada de atrair os lojistas e evitar uma alta taxa de vacância.

Atualmente, das 207 lojas que estarão presentes no shopping 110 já estão com o contrato assinado, o que representaria uma taxa de ocupação de 52%. De acordo com o empresário, os planos do lançamento do novo empreendimento iniciaram já em 2008, após uma reforma administrativa na empresa. “Tem coisa que você inicia e depois não tem como parar. A crise começou a afetar os centros comerciais em 2014. Nessa época, já estávamos com o projeto em andamento e não valeria a pena interromper”, conta Batista.

Realidade do mercado

O caso não é exclusivo do Grupo Del Rey, e, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), foram inaugurados em 2016 no Brasil um total de 16 centros comerciais. Mais quatro shopping centers devem ser inaugurados ainda este ano, e para 2017 a previsão é de 30 lançamentos. “Esses shoppings inaugurados em meio à crise foram planejados e viabilizados ainda nos tempos das ‘vacas gordas'”, afirma o sócio-diretor da consultoria GS&BW, Luiz Alberto Marinho. “Muitos têm buscado postergar as datas de inauguração, mas em algumas situações, isso não é possível”, disse ele ao DCI.

Outro empreendimento recém-inaugurado é o Morumbi Town, que foi lançado no dia 11 de outubro na cidade de São Paulo. Em linha com o Plaza Shopping Carapicuíba, os planos começaram a ser estruturados por volta de 2013, antes de a recessão atingir o País. “Calhou de vir a crise no meio do caminho, mas não acho que isso tenha nos prejudicado”, afirma o superintendente do centro de compras, Luiz Siqueira.

Apesar dessa visão, o empreendimento teve que se adaptar ao novo momento vivido pelo comércio nacional. “Tivemos que adequar os custos de ocupação à realidade do mercado, e colocamos um valor mais saudável para o lojista”, afirma. O executivo acrescenta ainda que, na contramão da maioria dos shoppings (que são muito focados nos segmentos de moda e eletroeletrônicos), a ideia do empreendimento é investir nas áreas de lazer e conveniência.

“Queremos trazer esse ramo social, ser o terceiro ambiente do consumidor (o primeiro é a casa e o segundo o trabalho). Conseguimos chegar nessa taxa de ocupação, em grande medida, por conta dessa estratégia que adotamos”, diz Siqueira. Atualmente, o empreendimento está com 97,7% dos espaços com contrato assinado.

Foco nas varejistas do Sul

Para chegar nessa taxa de ocupação, outra aposta foi investir na vinda de varejistas que tinham pouca ou nenhuma presença em São Paulo. É o caso da rede de supermercados Zaffari, que abriu no empreendimento sua segunda loja no estado; da drogaria Panvel, que inaugurou sua primeira operação em São Paulo; e da Tramontina, que também escolheu o centro comercial como sede para sua primeira unidade em território paulista. “O Zaffari foi o primeiro grande contrato que fechamos, e como ele tem várias lojas no Rio Grande do Sul, ele trouxe segurança para que outras operações do Sul do País também viessem”, afirma.

Em relação aos custos de ocupação o executivo diz ainda que em alguns casos pontuais eles também abriram mão da ‘luva’. “Depende do tamanho da loja: se for uma operação importante e que atrai bastante fluxo conseguimos não cobrar pelo ponto. Na negociação com a Tramontina, por exemplo, abrimos mão dessa taxa”, conta Siqueira.

De acordo com Marinho, da GS&BW Consultores, ambas as estratégias são assertivas diante do atual cenário. “Para atrair o lojista o shopping tem que provar que será um empreendimento de sucesso, através de sua proposta de valor, mix de lojas e área de entretenimento. Além disso, tem que oferecer um custo de ocupação menor e ser flexível em relação a isso, para que o lojista entenda que está fazendo um bom negócio em expandir agora ao invés de esperar a melhora da economia.” A opinião do especialista é compartilhada pelo professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), José Roberto Baldin, que também acredita que a flexibilização na negociação dos custos, somada a uma ‘venda’ que mostre para o lojista os benefícios que o centro de compras agregará para o cliente, são as chaves para uma boa prospecção. Segundo ele, no entanto, os shoppings precisam ter um cuidado grande na hora de definir os prazos.

“A negociação precisa ser bem feita e tem que ter essa noção de que a crise vai passar. Tem que ter uma tolerância, mas ter um prazo para terminar. É possível, por exemplo, fazer um contrato de aluguel com desconto, mas que vá gradativamente diminuindo ao longo do tempo firmado”, afirma.

(Fonte: Grupo BITTENCOURT/ DCI)

Varejo atual conhecer, combinar e personalizar

Se compararmos o mercado de hoje com o de dez anos atrás, muita coisa mudou. A adoção de beacons, modalidades diferenciadas de vendas, e disparidade de preços entre plataformas segregou o público consumidor em categorias diversas e dificultou a vida dos varejistas para atingir os clientes, principalmente os millenials, geração altamente conectada a apetrechos digitais. Além do mais, a facilidade das compras online também enfraqueceu o comércio físico, criando uma rixa entre vendedores on e offline. E agora O que os vendedores podem fazer para potencializar a venda de seus produtos para todo tipo de público Existem algumas medidas que podem ser efetivas

1 – Conheça seus clientes

Atualmente, quase todo mundo tem um smartphone no bolso com aplicativos que cobrem tudo leitura de notícias, jogatina, redes sociais e, é claro, apps das lojas favoritas. Ao unir as redes sociais e os apps de varejo é possível retirar informações preciosas para aumentar suas vendas.

Antigamente, sempre que alguém queria comprar algo, essa pessoa ia até a loja e pegava o produto de interesse. Hoje as coisas estão diferentes. Temos o comprador multicanal, um cliente que sabe o que quer e que aproveita a melhor oportunidade para comprar o item, seja utilizando de pontos acumulados, cupons, esperando datas especiais como Black Friday ou outras oportunidades vantajosas.

Já o comprador omni faz uso de todos os canais de compra possíveis, sendo ele internet ou a loja física. Ele também utiliza o Facebook e redes sociais em geral para encontrar ofertas, aproveita descontos dos banners de sites, etc.

2 – Faça das informações as suas aliadas

O que seus clientes gostam, onde moram, quais lugares frequentam, o que costumam comprar online e muitos outros dados podem ser conferidos em simples consultas em seus perfis nos apps. Em posse dessas informações, você pode pensar em promoções, ações e eventos com a cara do seu consumidor, e fazê-lo marcar presença constantemente em sua loja.

Reunir as informações e compará-las também pode indicar o que grande parte dos seus clientes gosta e assim você pode modelar sua loja física ao gosto dos compradores, aumentando a atratividade do espaço para os clientes.

3 – Combine o melhor dos mundos

Comprar online tem suas vantagens, mas adquirir produtos fisicamente ainda possui seu charme. Por que fazer o seu cliente escolher se ele pode ter os dois

Uma estratégia de venda bastante em alta é o BOPIS (Buy Online Pickup In Store, ou Compre online e retire na loja, em tradução livre), uma modalidade que permite que o cliente compre seus itens no conforto de sua casa, mas retire os produtos direto na loja quando for mais conveniente. Além de economizar no frete (que, às vezes, pode ser um processo mais demorado do que pegar o item na loja), o varejista tem a oportunidade de impactar o comprador com ações, promoções e tratamento especial, processos que podem ser convertidos em vendas de mais itens.

4 – Personalize a experiência do consumidor

Cada cliente é único e a sua estratégia de venda também deve ser. Novamente, faça das informações do comprador a sua carta coringa. Se o seu cliente gosta de séries, oferecer opções de boxes com opções de pagamento diferenciado pode ser interessante. Se você percebe que um cliente só faz compras em saldões e eventos especiais, mandar cupons de descontos pode fazê-lo aumentar a frequência de compras na loja.

Outro passo interessante é converter o comprador online em físico e o físico em online. Caso o cliente sempre bata cartão na loja, ofereça descontos caso ele utilize o app da loja, e vice-versa. Unir todas as opções de venda para dar o melhor atendimento ao cliente é sempre o melhor.

Por Caio Bretones. Fundador e CEO da Mobile2You, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos de diversos segmentos.

(Fonte: Varejista)

Vitrines são responsáveis por 70% das vendas

A vitrine é uma das mais importantes ferramentas do varejo e é responsável por 70% das vendas realizadas, apontam estudos na área destacados pela professora de Vitrinismo do Senac, Maya Mello. Porém, atualmente ela não se resume somente a frente da loja onde os produtos ficam expostos. “Tratamos a loja toda como vitrine, incluído toda a parte visual, o atendimento, aparência da equipe, disponibilidade de produtos, facilidade de acesso, corredor, iluminação, entre outros. O visual merchandising trabalha com cada elemento desse, que pode ajudar ou atrapalhar a venda”, explica ela.

Segundo Maya, muitos lojistas não veem a vitrine como um investimento, mas sim como uma despesa. O lojista faz grandes investimentos em outras mídias e ignora que na vitrine o seu consumidor já está ali, em frente à loja. “A vitrine é uma mídia que você consegue mensurar o retorno quase instantaneamente. Geralmente em um prazo de cinco dias, pelo acesso que você está tendo na loja. É um investimento interessante pela facilidade de mensuração”, ressalta Maya.

Preparação para o Natal é diferencial para aumentar vendas

A data comercial mais importante para o varejo exige um cuidado redobrado no quesito visual. Entre os principais erros apontados pela professora do curso de Vitrinismo estão a falta de uma mensagem clara e o exagero. De acordo com a professora, muitas vezes o lojista escolhe o Natal para fazer a vitrine mais cenográfica do ano, mas acaba colocando muitos elementos e poluindo a vitrine.

Outro exemplo bastante comum é o lojista expor em sua vitrine todas as possibilidades de compra que sua loja oferece, porém isso transmite uma mensagem confusa ao consumidor. “Em uma vitrine de Natal devemos trabalhar uma mensagem clara, de percepção fácil e ligada a alguma emoção relacionada a experiência de vida do público. Esse é o melhor período do varejo, as pessoas vão consumir e a loja mais bem preparada irá vender mais”, avalia.

(Fonte: Portal Engeplus)

Como usar conhecimento, poder e desejo para escalar vendas

Em um processo de venda, o produto ou serviço a ser comercializado precisa provocar encantamento e desejo. Para isso, o público deve estar motivado a realizar a compra. Mas de que forma a motivação em vendas pode ser estimulada? Programas de bonificação e oferecer premiações por meta são alguns dos artifícios recorrentes para motivar equipes a vender e, consequentemente, ampliar as vendas.

Porém, para criar lealdade dessas equipes com a empresa, será preciso dispor de tempo e de ferramentas que auxiliem a alcançar os resultados. Para você entender como funciona o processo, o loyalty marketing ou marketing de relacionamento segue três princípios: captar, reter e fidelizar. Ou seja, objetiva estabelecer uma relação de confiança mutuamente benéfica com os públicos envolvidos.

Para que tenha sucesso, as estratégias de loyalty marketing devem considerar o comportamento do público-alvo para fidelizá-lo e cativá-lo de forma gradual e permanente, com o objetivo de fazer com que esse relacionamento seja rentável pelo maior tempo possível. Mas o recurso por si só não será capaz de engajar se não contar com um sistema sofisticado que mescle diferentes elementos para motivar sua participação.

Aspectos como conhecimento, autonomia e desejo podem ser interessantes para ampliar a motivação em vendas. E como conquistá-los? Recursos como estabelecer metas são utilizados para envolver a equipe e encorajar a vender. No entanto, ao invés de propor apenas uma meta que amplie o número de produtos/serviços/clientes a serem atingidos, ela precisa encantar quem vende. Aliar metas ao crescimento profissional pode resultar, nesse contexto, em uma medida válida para criar um ambiente motivacional.

Esse crescimento profissional pode ser estimulado por meio de capacitação. O profissional irá reciclar seu conhecimento sobre determinado assunto e/ou negócio de atuação e, com isso, poderá treinar o olhar e estar apto a identificar os motivos pelos quais não consegue atingir metas e resultados positivos. Além disso, investir no treinamento de pessoal dá à empresa um status de investidora não só de ações ou produtos, mas de pessoas. Esse reconhecimento concedido aos colaboradores pode ser particularmente útil para que percebam sua importância no funcionamento do negócio, uma vez que investir na equipe é dar um voto de confiança ao seu desempenho.

Para você entender a importância do conhecimento no processo de vendas, de acordo com dados do ranking NOVAREJO Brasileiro 2016, investir no desenvolvimento e treinamento de colaboradores é considerado uma prioridade no crescimento futuro da empresa para 89,7% das 300 maiores redes varejistas do país. Desse modo, a questão em torno do saber pode ser resolvida, faltando dois outros aspectos necessários para motivar as vendas: autonomia e desejo.

Mais uma vez o conhecimento é considerado um fator importante para promover autonomia. Quanto mais seguro estiver, melhor o colaborador estará para recorrer ao saber adquirido e reverter em ações. O poder somado à educação, ferramentas inovadoras e a uma estrutura eficiente de trabalho, garante mais facilidade nas ações dos envolvidos no processo de vendas. E essas medidas podem estimular o desejo em alcançar mais clientes.

Quando esses três aspectos – saber, poder e querer – estão juntos, potencializam um sistema que visa a promoção de relacionamento e fidelização. O engajamento se torna, nesse contexto, um componente natural, resultando na satisfação de todos os envolvidos no processo com retorno financeiro ao negócios.

Rafael Assunção – Empreendedor e gestor, com mais de 20 anos no mercado, possui forte experiência em CRM, ERP e Loyalty Marketing. É CEO na Valuenet Incentive Solutions, oferecendo sua expertise e consultoria em gestão e operação de programas de relacionamento e incentivo para grandes empresas.

(Fonte: Administradores)

Falando bem pelas costas: dicas para transformar clientes em embaixadores da marca

Uma grande experiência de consumo é como uma viagem: quem viveu vai querer compartilhar. Veja como transformar clientes em embaixadores da sua marca

Se propaganda é a alma do negócio, como dizem por aí, propaganda do próprio cliente deve ser, então, essa alma no paraíso. O famoso boca-a-boca, “grátis” e absolutamente confiável. Porque os próprios clientes satisfeitos se tornam embaixadores, advogados, porta-vozes de uma marca, irradiando-a, atraindo novos clientes. E se tornam, assim, a melhor ferramenta de marketing dela.

É por isso que qualquer empreendedor deseja transformar clientes em vendedores. Mas são poucos os que realmente conseguem. O que eles fazem? Que estratégia elaboram para subir a esse Olimpo? Que tipo de prática adotam para que os clientes se sintam seguros o bastante para recomendar produtos?

Se você já se fez essas perguntas, neste artigo vai encontrar algumas respostas.

Experiência surpreendente = boca-a-boca garantido  

Hoje em dia, os consumidores buscam experiências que superem expectativas. E pode ter certeza de que, se as tiverem, vão passar a notícia adiante.

Mas não basta superar “pouco” as expectativas. Com a concorrência alucinante dos dias atuais, os consumidores estão expostos a todo tipo de esforço dos seus concorrentes. Então, você precisa ir muito além do ordinário se quiser que seus clientes falem da sua empresa.

Não dependa totalmente do seu time

Quando se trata do segmento de serviços, mesmo nos melhores estabelecimentos, o bom atendimento ao consumidor pode ser inconstante. Se um cliente foi excepcionalmente recebido hoje, não é certo que seus amigos o serão amanhã.

Então, mesmo os que foram mais bem atendidos dificilmente arriscarão suas reputações para fazer recomendações. No fundo, os consumidores sabem que um serviço é prestado por uma pessoa, e não um estabelecimento. E que mesmo os melhores funcionários têm dias ruins.

Mais importante é o que você não diz

Uma empresa se expressa de formas que vão muito além das verbais. A arquitetura, a cinética, a generosidade e a sensatez, por exemplo, podem ser eloquentes manifestos de uma marca, capazes de encantar clientes e gerar aquele buzz do bem que todos queremos.

Vejamos alguns exemplos disso:

_Arquitetura: a Starbucks Reserve Roastery and Tasting Room, em Seattle, é um ótimo exemplo. Basta dizer que a visita ao local é uma experiência memorável. São mais de 15 mil m2 abrigando maquinários para a produção de café, espaços para a degustação de produtos, uma livraria e bastante merchandising. Tudo desenhado com um capricho arquitetônico sem precedentes.

Outro exemplo, mais antigo, foram os playgrounds que o McDonald’s construiu ao lado dos restaurantes. A iniciativa se provou certeira até hoje.

_Cinética: você já foi a algum restaurante da rede Benihana? Caso tenha ido, certamente se lembra dos malabarismos e piruetas que os chefes fazem com facas, ao lado das mesas. E provavelmente comentou com amigos e conhecidos.

Pois é, esse tipo de expediente costuma “descolar” os estabelecimentos da categoria ordinária de um serviço. Você não foi jantar em um restaurante japonês; você acompanhou seu teppanyaki ser preparado por um samurai.

_Generosidade e sensatez: como talvez você tenha ouvido falar, a Zappos vende sapatos online. São produtos que poderiam ser comprados em qualquer lugar (até por preços menores); mas o suporte ao cliente deles é fora de série. A empresa oferece frete grátis e permite que você devolva o produto com até um ano de uso. E, se você não encontra o sapato que está procurando, a equipe te direciona a uma concorrente que tenha.

Já a Southwest Airlines é outra favorita em uma indústria que todos amam odiar. A empresa oferece voos low-cost, mas ganha milhares de fãs todos os dias praticamente sem gastar. Como? Contratando bons profissionais, tratando-os com respeito e incentivando que tratem o cliente bem, por meio de ações como cantar durante as instruções de segurança. Além disso, eles não exploram os consumidores com tarifas inexplicáveis, como acontece com a Ryan Air, por exemplo.

Deixe que os próprios clientes falem

Por mais tentador que seja usar publicidade para prometer aquilo que você acredita que vá alavancar o boca-a-boca, resista. Tais promessas vão apenas eliminar as possibilidades de seus clientes se tornarem embaixadores.

Afinal, por que um consumidor repetiria aquilo que você diz sobre si mesmo em anúncios? Você deve deixar que seus clientes sejam, eles próprios, portadores das boas notícias.

E para o curto prazo?

Tem razão, as orientações acima constituem objetivos a serem atingidos no médio/longo prazo. No entanto, algumas dicas práticas podem ser adotadas agora mesmo:

1. Retorne ligações sempre imediatamente – isto se você atua no setor de varejo ou de serviços, claro.Mas a atenção e a prontidão devem ser as mesmas que você demonstrou antes de realizar a venda. Se houver algum atraso ou problema na entrega, avise o cliente assim que você souber. E, claro, já ofereça soluções para o imprevisto.

2. Se houver reclamações, não discuta ou aponte o dedo. Apenas desculpe-se, mesmo se você pensar que o cliente possa estar errado, resolva o problema apontado ou ofereça um ressarcimento. Ao lidar rápida e eficientemente com problemas, você e seu time podem converter clientes irados em fãs da sua empresa.

3. Mantenha o contato. Já que estamos falando de atendimento, procure manter a regularidade na comunicação com clientes (por e-mail, por exemplo). O compartilhamento frequente de informações, promoções e outros materiais de interesse de seus clientes pode motivá-los a trazer amigos que têm interesses similares.

4. Seja ativo(a) nas redes sociais. Caso sua empresa atue no ramo de B2C, é fundamental criar canais de relacionamento digitais com seus clientes. Crie páginas para o seu negócio no Facebook, no Twitter, no Instagram e onde mais julgar necessário.

É uma dica batida, mas sempre dá certo. Principalmente se explorar os canais nos quais poderá alcançar melhor seus clientes. Então, encoraje-os a curtir, seguir, compartilhar etc. Concursos e promoções especiais costumam dar muito certo. Explore o boca-a-boca virtual, que é tão eficiente do que o analógico (e muito mais ágil).

É isso. Adote hoje mesmo essas práticas, mire naqueles objetivos maiores lá de cima e prepare-se para converter clientes em embaixadores!

(fonte: Endeavor)

Whatsapp para negócios: como utilizar app em mais de um aparelho ao mesmo tempo

O WhatsApp é a verdadeira sensação dos aplicativos de troca de mensagens instantâneas entre smartphones de todo o mundo. Não é à toa que o aplicativo é o mais baixado da Google Play Store, a loja do Android, que também é o sistema mobile mais presente em aparelhos inteligentes. Outros apps até tentaram tirar o seu trono, como o Telegram, por exemplo, mas nenhum ofereceu risco real para o app administrado pelo Facebook.

Pela sua populariedade, o WhatsApp está recebendo novas funções voltadas ao mundo dos negócios e sendo utilizado inclusive como canal de comunicação entre empresas e clientes. No entanto, muitas empresas sofrem pelo fato de que o WhatsApp não permite nativamente a divisão de uma mesma conta em vários aparelhos, o que é um problema para equipes que precisam compartilhar o mesmo aparelho ao longo do trabalho. No entanto, algumas soluções foram desenvolvidas para sanar ou ao menos melhorar a situação de quem sofre com os problemas citados acima. Confira abaixo duas maneiras de dividir a mesma conta do WhatsApp em aparelhos distintos:

Através do WhatsApp Web

1. Abra o navegador mobile no smartphone que deve receber a conta original do WhatsApp.

2. Ative a versão para desktop no navegador. Cada navegador possui uma maneira diferente de ativação desse modo. No mais popular, o Google Chrome, ele pode ser encontrado dentro dos três pontos no canto superior direito.

 3. Acesse o WhatsApp Web no navegador aberto no passo anterior e aguarde até a geração do QR Code na tela do dispositivo.

4. Abra o WhatsApp no smartphone principal e faça a leitura do QR Code aberto no aparelho secundário. Para isso, clique na opção WhatsApp Web dentro do aplicativo do WhatsApp e clique em +. Após isso, aguarde até a câmera solicitar o QR Code e prossiga com a leitura.

Pronto! O WhatsApp agora está espelhado no navegador do celular secundário e também está presente no aplicativo original em seu smartphone.

Através do app Web Lite

Uma outra opção é o aplicativo Web Lite, que simula uma segundo conta do WhatsApp instalada no aparelho.

1. Abra o aplicativo Web Lite instalado em seu aparelho. O app abrirá automaticamente o QR Code do WhatsApp Web.

2. Abra o WhatsApp no smartphone principal e faça a leitura do QR Code aberto no aparelho secundário. Para isso, clique na opção WhatsApp Web dentro do aplicativo do WhatsApp e clique em +. Após isso, aguarde até a câmera solicitar o QR Code e prossiga com a leitura.

Pronto! O app Web Lite abrirá a mesma conta do WhatsApp original em seu aaprelho secundário.

Dessa forma você e sua equipe podem duplicar as contas do WhatsApp para agilizar o serviço prestado, seja ele qual for.

(fonte: Administradores.com)

Nova Lei de Investimento-Anjo: o que ela pode fazer pela sua empresa

Você sabe o que muda na nova Lei de Investimento-Anjo, em vigor desde o início de 2017? Conheça os efeitos que ela pode ter no seu negócio.

*Este artigo foi escrito com a colaboração de Gabriel Pittoli e Nicolau Cavalcanti, advogados de Giovanini Filho Advogados

Não é raro encontrar empreendedores com grande potencial, mas sem recursos econômicos para desenvolver a sua startup. Tal circunstância faz com que eles precisem de investidores desde o início do seu empreendimento. Para esses casos, existe o chamado investimento-anjo, que foi regulamentado pela Lei Complementar 155/2016.

Em vigor desde o início de 2017, a nova lei estabelece as regras de funcionamento do investimento-anjo para as microempresas ou empresas de pequeno porte. Com a finalidade de incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos, a nova lei pode facilitar o caminho de quem está buscando dinheiro para desenvolver a sua startup.

A novidade da lei

A principal novidade da lei, que gera benefícios para o empreendedor e o investidor, é a distinção entre investimento-anjo e participação societária. O investidor-anjo não se torna sócio da empresa.

Essa distinção representa uma importante garantia para os investidores. Como são apenas investidores, eles não são responsáveis pelas obrigações da empresa. O investidor-anjo não pode, por exemplo, ser acionado para pagar uma dívida trabalhista ou fiscal da startup.

Para deixar esse ponto muito claro, a nova lei diz que não se aplica ao investidor-anjo o art. 50 do Código Civil, que trata das hipóteses de desconsideração da pessoa jurídica. Com isso, o legislador explicita sua intenção de proteger o investidor-anjo e, assim, estimular os investimentos nas startups.

Para o empreendedor, o fato de o investimento-anjo não ser considerado participação societária garante que o controle societário da startup continuará em suas mãos. O investidor-anjo não tem direito a interferir na condução da empresa.

Dessa forma, a Lei Complementar 155/2016 contribui para que empreendedor e investidor-anjo possam exercer cada um o seu respectivo papel. Na verdade, a principal beneficiária dessa novidade é a startup, que se vê protegida de interferências externas e, ao mesmo tempo, torna-se um ambiente mais seguro para os investimentos.

Dentro do objetivo de incentivar, num regime de segurança jurídica, os investimentos nas startups, a lei estabelece que o recebimento de investimento-anjo não interfere no acesso ao Simples Nacional.

As exigências da lei

Para usufruir dos benefícios da Lei Complementar 155/2016, é importante que empreendedor e investidor-anjo cumpram as exigências nela previstas.

O primeiro requisito legal é a celebração de um “contrato de participação”, entre o empreendedor e o investidor-anjo, com a finalidade de fomento à inovação e aos investimentos produtivos.

Em relação à remuneração do investidor-anjo, a Lei Complementar 155/2016 define os seguintes parâmetros: (i) o prazo máximo para a remuneração pelos aportes feitos é de 5 anos; e (ii) a remuneração não poderá ser superior a 50% dos lucros obtidos.

De acordo com a lei, “o investidor-anjo somente poderá exercer o direito de resgate depois de decorridos, no mínimo, dois anos do aporte de capital”. O objetivo da medida é garantir um mínimo de estabilidade ao empreendedor, impedindo que o dinheiro investido migre a qualquer momento para outro negócio.

A Lei Complementar 155/2016 também exige que a vigência do contrato de participação não seja superior a 7 anos. Trata-se de uma regra em benefício do investidor-anjo, fixando um prazo máximo para ele realizar os ganhos ou as perdas do seu investimento.

A importância de um bom contrato

A nova lei traz importantes benefícios, mas é preciso estar atento na hora de definir os termos do contrato de participação, respeitando o que a lei exige e garantindo que as cláusulas expressem adequadamente a vontade do empreendedor e a do investidor-anjo.

A lei estabelece ainda que, em caso de os sócios decidirem vender a empresa, o investidor-anjo terá direito de preferência na aquisição em igualdade de condições com terceiros. É uma medida de proteção dos interesses de quem primeiro acreditou na startup, dando-lhe a oportunidade de comprar a empresa antes de ela ser vendida a terceiros.

A lei também prevê que o investidor-anjo terá “direito de venda conjunta da titularidade do aporte de capital, nos mesmos termos e condições que forem ofertados aos sócios regulares”. Aqui, a legislação inclui a conhecida cláusula tag along entre os direitos do investidor-anjo. Em caso da venda das ações de um acionista a terceiros, o investidor-anjo também poderá vender sua participação na startup pelas mesmas condições que os sócios estão vendendo. Protege-se, assim, o investidor-anjo da obrigação de continuar investindo numa empresa que será gerida por novos sócios, com os quais pode não estar de acordo.

Ainda que não seja uma obrigação da lei, pode ser útil prever, no contrato de participação, que, em caso de aumento do capital social, o investidor-anjo tenha direito a aumentar igualmente o seu investimento, garantindo assim uma mesma proporção na participação dos lucros.

Alguns cuidados

A Lei Complementar 155/2016 é positiva e pode contribuir para o desenvolvimento de um ambiente de negócios mais seguro para empreendedores e investidores. No entanto, é preciso ressaltar que, sendo uma lei nova, ainda não há decisões judiciais sobre as regras nela previstas e pode haver, em alguns casos, dúvidas sobre como a lei será interpretada.

Um tema que pode gerar algum questionamento é, por exemplo, a tributação a ser aplicada à remuneração do investimento-anjo. A lei diz que o Ministério da Fazenda poderá regulamentar a tributação sobre retirada do capital investido, o que ainda não ocorreu. Pela legislação tributária em vigor e por ser uma lei de incentivo às startups, o mais coerente seria considerar a remuneração do investimento-anjo como dividendo, que é isento de imposto de renda.

Diante da experiência brasileira, cabe, no entanto, a menção à possibilidade de a Receita Federal querer tributar a remuneração do investimento-anjo. Tal interpretação não seria a mais lógica, até mesmo porque a lei estabelece que só o investimento produtivo pode ser considerado como investimento-anjo, mas o risco existe, infelizmente.

Ainda que possa pairar alguma incerteza sobre a interpretação que a Justiça lhe dará, não há dúvida de que a Lei Complementar 155/2016 é um claro avanço para o desenvolvimento de um saudável ecossistema de empreendedorismo e inovação.

(fonte: Endeavor)

 

Confiança do comércio alcança o maior nível dos últimos dois anos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a 99,9 pontos no mês de março, alcançando o maior nível dos últimos dois anos. Na série com ajuste sazonal, o aumento mensal foi de 6,4%. Já em relação ao mesmo período de 2016, o crescimento foi de 23,6%, a nona taxa positiva nesta base de comparação.

“Ainda que os comerciantes não enxerguem retomada mais expressiva das vendas no curto prazo, a menor pressão sobre os preços do varejo assim como a taxa de juros em queda têm estimulado a confiança. A liberação das contas inativas do FGTS é outro aspecto positivo para aliviar, em um primeiro momento, o comprometimento da renda das famílias com dívidas”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

Condições atuais

O subíndice da pesquisa que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes chegou a 68,2 pontos, um aumento de 54,4% na comparação anual, a oitava variação positiva nesta base de comparação ao longo dos últimos 12 meses. Em relação a fevereiro, o aumento foi de 16,7%, com ajuste sazonal.

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em março (+29,9%), assim como em relação ao desempenho do comércio (+13,4%) e ao da própria empresa (+11,6%). A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores” recuou para 74% dos varejistas, ante 79,4% registrados no mês passado.

Perspectivas

Único item na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio alcançou 147,6 pontos, alta de 4% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. O índice recuperou as duas taxas negativas apresentadas pelo indicador nos dois meses anteriores. Na comparação anual, o crescimento foi de 20,2%.

Na avaliação de 79,7% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses, percentual acima dos 73,8% assinalados em fevereiro, porém abaixo dos 82,2% registrados em dezembro.

Investimentos e estoques

Em março, o subíndice que mede as condições de investimento do comércio registrou aumento de 3,2% com ajuste sazonal, alcançando 84,1 pontos. Aumentaram as intenções de investimento nas empresas (+5,8%), na contratação de funcionários (3,7%) e em estoques (0,4%). Na comparação anual, o índice também cresceu 11%. Apesar de as intenções de contratação de funcionários (+22,4%) e de investimento no capital social das empresas (+12,1%) terem aumentado na comparação com o mesmo período de 2016, piorou a percepção dos comerciantes sobre estoques diante da programação de vendas – o índice de investimentos em estoques caiu (-0,7%).

Dentre os comerciantes entrevistados, 31% acreditam que os estoques estão acima do adequado em março.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitas do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

(fonte: CNC)

Percentual de famílias endividadas aumenta para 57,9% em março

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o percentual de famílias endividadas alcançou 57,9% em março de 2017, uma alta de 1,7 ponto percentual em comparação com o mês anterior.

Apesar do avanço mensal, o indicador permanece abaixo dos 60,3% registrados no mesmo período do ano passado. “Fato que indica um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias”, aponta Marianne Hanson, economista da CNC.

Inadimplência

Acompanhando a alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas que possuem dívidas ou contas em atraso também aumentou de 23% em fevereiro para 23,7% em março. Na comparação anual, no entanto, houve queda. O percentual era de 23,5% em março de 2016.

A parcela de famílias que disseram que não terão como pagar as dívidas e que, portanto, permanecerão inadimplentes aumentou em ambas as bases de comparação. Alcançou 9,9% em março de 2017, ante 9,8% em fevereiro e 8,3% em março de 2016. Esse é o maior patamar do indicador desde janeiro de 2010, quando estava em 10,2%.

Também houve leve aumento na proporção de famílias que se declararam muito endividadas: de fevereiro para março, o percentual subiu de 14% para 14,2% do total de famílias. Na comparação anual, entretanto, houve queda de 0,1 ponto percentual. “A perspectiva menos positiva das famílias em relação ao pagamento das dívidas está diretamente associada à queda da renda e aos juros ainda elevados”, comenta Marianne Hanson, economista da CNC.

Prazo

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,8 dias em março de 2017, acima dos 62,6 dias de março de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 33,8% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 22% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

Para 76,6% das que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como o principal agente, seguido de carnês (15,1%) e, em terceiro, financiamento de carro (10,2%).

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.

(fonte: CNC)