Proporção de empresários com estoques acima do adequado atinge 37% em outubro

Segundo FecomercioSP, parte dos comerciantes acreditava que a retomada das vendas seria rápida, aumentaram os pedidos e agora contabilizam estoques elevados

Em outubro, o Índice de Estoques (IE) alcançou os 99,4 pontos, leve alta de 0,3% em relação a setembro. A elevação, porém, não deve ser comemorada já que resulta da alta de 1,1 ponto porcentual (p.p.) na proporção de empresários com estoques acima do adequado que passou de 35,9% em setembro para 37% no mês atual, além da queda relevante da proporção de empresários com estoques baixos (-1,0 p.p.), saindo dos 14,3% para 13,3%. De forma geral o indicador não mudou de patamar, porque subiram os estoques altos e caíram os baixos, ou seja, mais lojistas estão com prateleiras cheias. Na comparação com o mesmo período de 2015, houve crescimento de 8,1% no IE (quando o índice registrou 91,9 pontos).

Os dados são do Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A parcela de empresários que consideram seus estoques adequados registrou leve crescimento de 0,4 p.p. na comparação mensal, passando dos 49,2% para 49,6%. Em relação a outubro de 2015, o aumento foi de 3,8 p.p., quando essa parcela era de 45,8%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as expectativas para 2016, que eram de fato negativas, melhoraram mesmo quando após quatro meses de aumento do indicador houve uma queda em setembro e apenas uma modesta e ligeira alta em outubro. Esses indicadores, combinados com o aumento da confiança de empresários e consumidores indicam que o País está construindo o caminho para a recuperação em 2017. O quadro tende a melhorar, segundo a Entidade, na medida em que as políticas de equilíbrio macroeconômico forem implementadas, ainda que se tenha um período demorado até que tudo se normalize e que os empresários do varejo consigam efetivamente ajustar os seus estoques a patamares mais confortáveis.

A FecomercioSP acredita que o Natal pode servir para fazer boa parte desse ajuste de estoques, desde que não haja euforia com as perspectivas de melhoria nas vendas. Provavelmente, na visão da Federação, o Natal será melhor do que o do ano passado, porém os empresários devem usar essa perspectiva com tranquilidade, sob risco de terem produtos de sobra para as liquidações de janeiro.

O indicador de estoques ainda está ruim, diante dos seus patamares anteriores a 2015 e do que se considera razoável (pelo menos 60% dos empresários com estoques adequados) para o bom andamento da economia. Mas, a FecomercioSP pondera que muitos sinais estão sendo dados no sentido de que o País começa a se recuperar. Nesse aspecto, os indicadores antecedentes da Federação têm sido primordiais na identificação dessas mudanças de ventos da economia. A Entidade observou com grande antecedência a piora do humor e dos indicadores de consumo, e agora pondera que com bom gerenciamento de pedidos e acompanhamento das vendas, os empresários podem aproveitar o Natal para ajustar seus estoques.

(Fonte: Fecomercio)

Conhecer, combinar e personalizar: passos fundamentais para o varejo atual

O que os vendedores podem fazer para potencializar a venda de seus produtos para todo tipo de público?

Se compararmos o mercado de hoje com o de dez anos atrás, muita coisa mudou. A adoção de beacons, modalidades diferenciadas de vendas, e disparidade de preços entre plataformas segregou o público consumidor em categorias diversas e dificultou a vida dos varejistas para atingir os clientes, principalmente os millenials, geração altamente conectada a apetrechos digitais. Além do mais, a facilidade das compras online também enfraqueceu o comércio físico, criando uma rixa entre vendedores on e offline. E agora? O que os vendedores podem fazer para potencializar a venda de seus produtos para todo tipo de público? Existem algumas medidas que podem ser efetivas:

1 – Conheça seus clientes

Atualmente, quase todo mundo tem um smartphone no bolso com aplicativos que cobrem tudo: leitura de notícias, jogatina, redes sociais e, é claro, apps das lojas favoritas. Ao unir as redes sociais e os apps de varejo é possível retirar informações preciosas para aumentar suas vendas.

Antigamente, sempre que alguém queria comprar algo, essa pessoa ia até a loja e pegava o produto de interesse. Hoje as coisas estão diferentes. Temos o comprador multicanal, um cliente que sabe o que quer e que aproveita a melhor oportunidade para comprar o item, seja utilizando de pontos acumulados, cupons, esperando datas especiais como Black Friday ou outras oportunidades vantajosas.

Já o comprador omni faz uso de todos os canais de compra possíveis, sendo ele internet ou a loja física. Ele também utiliza o Facebook e redes sociais em geral para encontrar ofertas, aproveita descontos dos banners de sites, etc.

2 – Faça das informações as suas aliadas

O que seus clientes gostam, onde moram, quais lugares frequentam, o que costumam comprar online e muitos outros dados podem ser conferidos em simples consultas em seus perfis nos apps. Em posse dessas informações, você pode pensar em promoções, ações e eventos com a cara do seu consumidor, e fazê-lo marcar presença constantemente em sua loja.

Reunir as informações e compará-las também pode indicar o que grande parte dos seus clientes gosta e assim você pode modelar sua loja física ao gosto dos compradores, aumentando a atratividade do espaço para os clientes.

3 – Combine o melhor dos mundos

Comprar online tem suas vantagens, mas adquirir produtos fisicamente ainda possui seu charme. Por que fazer o seu cliente escolher se ele pode ter os dois?

Uma estratégia de venda bastante em alta é o BOPIS (“Buy Online Pickup In Store”, ou “Compre online e retire na loja”, em tradução livre), uma modalidade que permite que o cliente compre seus itens no conforto de sua casa, mas retire os produtos direto na loja quando for mais conveniente. Além de economizar no frete (que, às vezes, pode ser um processo mais demorado do que pegar o item na loja), o varejista tem a oportunidade de impactar o comprador com ações, promoções e tratamento especial, processos que podem ser convertidos em vendas de mais itens.

4 – Personalize a experiência do consumidor

Cada cliente é único e a sua estratégia de venda também deve ser. Novamente, faça das informações do comprador a sua carta coringa. Se o seu cliente gosta de séries, oferecer opções de boxes com opções de pagamento diferenciado pode ser interessante. Se você percebe que um cliente só faz compras em saldões e eventos especiais, mandar cupons de descontos pode fazê-lo aumentar a frequência de compras na loja.

Outro passo interessante é converter o comprador online em físico e o físico em online. Caso o cliente sempre bata cartão na loja, ofereça descontos caso ele utilize o app da loja, e vice-versa. Unir todas as opções de venda para dar o melhor atendimento ao cliente é sempre o melhor.

*Caio Bretones é fundador e CEO da Mobile2You, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos de diversos segmentos.

(Fonte: Administradores)

Confiança do comércio avança com percepção melhor da situação atual

A confiança do comércio voltou a avançar em outubro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador avançou 1,5 ponto, chegando a 81,9 pontos. No mês anterior, foi registrada queda de 1,7 ponto percentual.

As avaliações que os comerciantes fizeram sobre o presente melhoraram. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,1 pontos e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2015. Já as expectativas sobre o futuro, calculadas pelo Índice de Expectativas (IE-COM), recuaram 2 pontos.

Com o resultado de outubro, pela primeira vez desde março foi observada uma redução da distância entre os subíndices ISA-COM e IE-COM para 16,5 pontos, a menor desde junho de 2016.
“A evolução atípica do índice relativo ao presente e a acomodação do índice de expectativas, no entanto, mantêm a dúvida quanto à forma com que este hiato será fechado ao longo dos próximos meses”, disse a FGV, em nota.

(Fonte: G1)

Cinco passos para simplificar o processo de vendas em sua empresa

O gestor precisa ter em mente o caminho entre o cliente e o vendedor na tomada da decisão e na compra final do produto

O processo de vendas dentro de uma empresa é uma das principais funções para se manter e é fundamental que sejam bem definidos para que as vendas possam acontecer corretamente. Além disso, a forma como o gestor trabalha interfere muito na qualidade da sua equipe. Portanto, quanto mais simplificada for esse processo, melhor!

Vejo que um dos grandes motivos pelo qual uma equipe de vendas não consegue entregar bons resultados, é o fato de muitos deles estarem perdidos nos milhões de processos da empresa. O que eles precisam é de direcionamento para realizar da melhor forma seu trabalho e assim, conseguir entregar bons resultados. Para que isso aconteça, entender qual a melhor forma de executar os processos de vendas da sua empresa é essencial, ou seja, qual é o começo, o meio e o fim.

Além disso, o gestor precisa ter em mente o caminho entre o cliente e o vendedor na tomada da decisão e na compra final do produto. Por isso, listei abaixo cinco pontos fundamentais para dar o melhor direcionamento para criar um processo de vendas adequado para qualquer empresa:

1. Deixe claro o processo de vendas: assim como em outras áreas, não existe verdade universal sobre quais são as etapas do processo de vendas. É comum que empresas criem processos com algumas etapas diferente de outras empresas, por exemplo. O que o gestor precisa ter em mente é que é preciso transformar o processo de vendas em algo mais tangível para que os vendedores consigam entender o passo a passo de suas tarefas. O importante é que elas saibam onde estão, quais foram os passos que já foram realizados e quais serão os próximos. Só assim é que as vendas vão acontecer de verdade.

2. Utilize ilustrações para o processo: primeiro, esclareça todas as etapas do processo de uma forma bem estruturada e em seguida, explique claramente para toda a equipe de vendas envolvida para que eles possam entender. Nesse caso, o ideal é que você crie um gráfico do processo de vendas da sua empresa e coloque em algum lugar que seja visível por todos. Dessa forma, eles conseguem entender, saber o andamento geral dos negócios e dar continuidade ao trabalho.

3. Acompanhe sua equipe de vendas: toda equipe de vendas precisa de reuniões diárias de alinhamento. Para isso, é necessário acompanhar diariamente a performance dos vendedores com os clientes para que o relacionamento avance. É fundamental que no próximo dia, haja um bate-papo sobre o dia anterior, para refletir o que foi feito e junto com a equipe, entender os erros, os acertos e os motivos para tal resultado.

4. Meça o desempenho de vendas com um sistema de CRM: é importante apresentar outras possibilidades de gerenciamento das atividades para sua equipe. Todo vendedor precisa saber da utilidade, por exemplo, de um CRM e como utilizá-lo para tirar maior proveito das vendas, ganhar tempo e otimizar melhor o trabalho. O CRM é um grande parceiro dos vendedores e gestores, ajudando no momento de tornar visível o relacionamento do vendedor/cliente e no que diz respeito ao processo de vendas.

5. Crie processos de vendas claros e concisos: esse ponto é de grande importância para que a venda aconteça. Eles são os responsáveis pela eficácia no relacionamento junto aos clientes e por uma equipe de vendas de alto desempenho. Deixe sempre claro para os vendedores que o processo de vendas é uma maneira de dizer a eles o que a empresa espera que eles façam em cada etapa. E isso alinha as expectativas criando métricas para que os objetivos sejam atingidos.

Se os processos de vendas da sua empresa estão apenas na sua cabeça, trate de colocá-los no papel e explicar de forma clara para todos os envolvidos no relacionamento com os clientes. Afinal, você e sua equipe precisam estar na mesma página para passar a mesma mensagem para o cliente.

*Gustavo Paulillo é CEO do Agendor.

(Fonte: computerworld)

Varejo alimentar dá sinais de recuperação

Segmento de não-duráveis começa a mostrar que está deixando os piores momentos

A crise econômica e a queda na renda modificaram os hábitos do consumidor e vêm refletindo fortemente na rotina de compras dos estabelecimentos comerciais, até mesmo os que comercializam bens essenciais. O varejo de gêneros alimentícios, em especial, tem um alento: foi o último a ser fortemente afetado pela recessão e dá sinais de ser o primeiro a sair dela, principalmente em termos de geração de postos de trabalho, segundo análise do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de S. Paulo).

Dados recentes sobre emprego mostram que o setor parece começar a “respirar”. Um aparente processo de retomada? que não chega a ser um real processo de recuperação, que pode demorar anos, mas ao menos um início de reação ? está ocorrendo inicialmente em São Paulo e, mais especificamente, no setor de não-duráveis.

A rigor, em termos de emprego, enquanto o varejo em geral iniciou um processo de demissões no final de 2014 e passou o ano todo de 2015 reduzindo o número de postos de trabalho, esse efeito somente ocorreu no varejo de gêneros alimentícios a partir de 2016. Da mesma forma, enquanto o varejo em geral sofria desde 2014 com queda nas vendas, esse fenômeno só atingiu a venda de gêneros alimentícios ao final de 2015, começo de 2016, com um ano de diferença.

“A saída da crise não está sendo linear, e o segmento de não-duráveis começa a mostrar que está deixando os piores momentos para trás, mais rapidamente do que outros segmentos do Varejo. Não é coincidência que o mesmo ocorre com o emprego. No varejo, principalmente em São Paulo, já há sinais claros de retomada, após um ano de 2015 muito ruim e um início de 2016 que chegou a assustar pela velocidade de fechamento de postos de trabalho”, afirma Alvaro Furtado, presidente do Sincovaga.

(Fonte: Paraibatotal)

Funcionamento do Comércio Lojista no feriado de Finados

O SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE BELO HORIZONTE – SINDILOJAS-BH, esclarece que o comércio lojista da Capital está autorizado a funcionar no feriado do dia 02 de novembro de 2.016 (Finados)

De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017, o trabalhador que prestar serviço nesse feriado terá uma jornada de trabalho de 8 oito horas, com no mínimo uma hora para descanso.

O trabalhador que prestar serviço nesse feriado em empresa estabelecida em Shopping Center, terá sua jornada de trabalho fixada em 6 (seis) horas, que deverá ocorrer no período de 14:00 até às 20:00, com 15 minutos de intervalo.

No comércio estabelecido no Shopping Cidade e no Shopping Norte, para esse feriado o trabalhador terá sua jornada de trabalho fixada em 6 horas, no período de 10:00 às 16:00, com 15 minutos de intervalo.

A empresa deverá pagar uma gratificação de R$40,00 para o empregado que trabalhar nesse feriado, além de uma folga compensatória.

Para poder funcionar nesse feriado, a empresa deve estar em dia com todas as contribuições devidas ao SINDILOJAS-BH.

SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE BELO HORIOZONTE – SINDILOJAS-BH

Franqueadoras investem na criação de lojas móveis para atingir público diversificado

Não são apenas os artistas que precisam ir aonde o povo está. Empreendedores também estão apostando nessa máxima e criando negócios itinerantes, montados em caminhões, carretas e contêineres.
Executivo da área financeira, João Baptista Sundfeld Junior estudava o mercado de franquias desde 2009. Em 2015, ao sair de uma empresa, decidiu que o momento de empreender havia chegado.

Sua primeira loja física do Mercadão dos Óculos foi inaugurada em dezembro de 2015. A segunda, em maio deste ano. No final de junho, apostou na mobilidade e adquiriu uma loja sobre rodas da mesma marca.

“O negócio tem tido ótima aceitação. As pessoas acham muito interessante, principalmente porque não é uma coisa improvisada, temos realmente uma ótica móvel”, conta.

Pesando 900 kg a carreta é deslocada por meio de engate em outro veículo. “O carro precisa ter estrutura forte para que não haja nenhum risco. A loja itinerante tem capacidade para expor 300 óculos, enquanto na loja física exponho 500 unidades no máximo.”

Sundfeld Junior tem levado sua loja para eventos nos finais de semana, como feiras de arte e de pets. “Em julho, fiquei uma semana na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, participando de uma festa ‘junina’. Lá, um terço do faturamento foi obtido com a venda de óculos de grau. Algumas pessoas já tinham receitas e outras fizeram a compra e posteriormente mandaram a receita por WhatsApp. A tecnologia facilita o trabalho, fazemos muitas vendas dessa forma.”

Ele diz que, ao participar de feiras, não precisa se preocupar com autorização, porque o organizador do evento é o responsável por todas as autorizações. “Para parar na rua é preciso ter alvará da Prefeitura. Uma opção que tenho adotado é estacionar em posto de combustível ou em estacionamento. Muitas vezes, nem preciso pagar nada, porque a loja atrai um fluxo diferente de pessoas para o ponto, o que é interessante para o proprietário do local.”

Com a proximidade do verão, o empresário já está providenciando autorização para parar nas ruas de duas cidades do litoral paulista. “Poder ir atrás do público é a grande vantagem desse tipo de negócio. Além dos eventos, posso fazer parcerias com empresas e supermercados. O leque de opções é muito maior do que o de uma loja física. A experiência que tive no inverno foi muito boa, por isso, acho que no verão será melhor.”

A unidade móvel do Mercadão dos Óculos custa a partir de R$ 79 mil e o prazo de retorno do investimento é estimado entre 12 e 18 meses. O faturamento mensal é de R$ 25 mil, aproximadamente.

Antes de virar franqueado da marca de produtos de limpeza Ecoville, Ricardo Mendes era representante comercial de uma empresa de cosméticos. “Com o tempo, o fato de vender entre R$ 50 mil e R$ 60 mil por mês e ganhar 1% de comissão começou a me incomodar e resolvi vender meu carro e minha moto para investir R$ 65 mil em uma unidade móvel da Ecoville. Agora, ganho muito mais e já dei entrada em um carro novo.”

O empreendedor diz que sua área de atuação é na região da Grande Florianópolis. “Cada dia passo por um bairro. Uso um jingle produzido pela marca para anunciar a venda de desinfetantes, amaciantes etc. É um ótimo chamariz porque as donas de casa adoram os produtos da Ecoville e já ficam no portão esperando para efetuarem as compras”, afirma.

Mendes tem intenção de comprar mais uma unidade e contratar uma pessoa para conduzir a loja itinerante. “Acho que em fevereiro terei condições de investir em outra unidade.”

O empreendedor pode, por exemplo, atingir o público que participa de feiras, shows, atividades esportivas etc. Esse tipo de negócio costuma reduzir o custo da operação e do mix de produtos ou serviços, facilitando o dia a dia e aumentando a margem de lucro.

No entanto, que não se deve deixar de considerar a influência da condição climática no faturamento. Em dias de chuva as pessoas costuma dar preferência a estabelecimentos fechados.

Alguns municípios já regulam o negócio itinerante e estabelecem previamente locais e horários de estacionamento. É importante ressaltar que a lei pode variar de acordo com cada cidade. Antes de investir neste modelo pesquise com profundidade. Uma alternativa bastante viável é estacionar em áreas privadas como em shoppings, universidades, estacionamentos particulares ou na área externa de empresas, tendo sempre uma autorização prévia.

O candidato a uma franquia de loja móvel deve se questionar se tem perfil para ser franqueado porque terá de seguir regras e padrões estipulados pela franqueadora. Também deve escolher um segmento com o qual tenha forte identificação, além de avaliar o território de atuação estipulado pelo franqueador, assim como o plano de negócio, os investimentos necessários, taxas, ponto de equilíbrio, rentabilidade e a reputação da franqueadora.

Modelo sobre rodas amplia área de atuação das marcas

Fundador da Container Segurança, franqueadora especializada em locação de contêineres usados como depósito de material de construção em canteiros de obras, Ivan Zafalon afirma que a ideia de lançar um novo negócio surgiu quando viu que havia grande demanda para a locação de equipamentos de pequeno porte para construção civil, jardinagem, manutenção e limpeza.

“A partir desta constatação, criamos a marca Gênio da Locação e adotamos o modelo de loja itinerante.”

Segundo ele, entre as vantagens da loja móvel está o fato de não haver custo de ocupação como aluguel e IPTU. “Outro ponto positivo é a possibilidade de levar o produto até o consumidor. Pelo fato de não haver estrutura física, o investimento total é R$ 150 mil. O faturamento bruto é 8% sobre o valor investido em equipamentos e de 35% a 45 % de margem liquida. A previsão de retorno do investimento é de 24 a 36 meses.”

O empresário afirma que a própria unidade funciona como uma ação de marketing itinerante. “O modelo resulta em agilidade e rapidez na entrega, oferecendo ao cliente um atendimento personalizado.”

Segundo ele, o franqueado tem uma área pré determinada de atuação com raio potencial de 7 km, definido por estudos de geomarketing.
“Recomendamos que os franqueados estacionem a unidade em canteiros de obras, loteamentos e condomínios. A carreta articulada é transportada por meio de um sistema de engate em carros comuns”, afirma.

O diretor de operações da franqueadora Sóbrancelhas, Jonathan Bernardes, conta que a marca lançou o modelo truck por considerá-lo ideal para ser instalado em pontos que não comportam uma loja física e nem o quiosque.
“Na praia de Copacabana, por exemplo, é possível obter alvará da prefeitura e colocar uma unidade móvel para ficar instalada durante toda a temporada de verão. Dependendo do ponto, esse tipo de operação tem capacidade operacional maior do que a de uma loja instalada em shopping.”

Segundo ele a unidade móvel tem de ser transportada por um caminhão modelo básico. “Nossa loja é construída a partir de um contêiner e tem nas quatro laterais estruturas hidráulicas que são ativadas quando a unidade é removida do veículo. A loja possui fachada e é equipada com ar condicionado, televisão e área para o atendimento das clientes”, conta.

Bernardes afirma que todos os serviços prestados pela marca como design de sobrancelhas e visagismo, alongamento de cílios, aplicação de henna, limpeza de pele, depilação egípcia, tintura de sobrancelhas etc, podem ser feitos na loja itinerante, exceto a micropigmentação.

O diretor diz que o investimento total para adquirir uma unidade móvel é R$ 180 mil. Lançada em 2013, a marca possui 173 unidades em operação, sendo 107 lojas físicas e 71 quiosques. “Estamos em processo de negociação avançada com três interessados em comprar a unidade móvel. Eles irão atuar nas praias de Bertioga, Santos e Rio de Janeiro”, conta.

(Fonte: Grupo BITTENCOURT/Estadão)

Inadimplência das empresas volta a acelerar em setembro e cresce 12,20%, mostra indicador do SPC Brasil

Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio.

O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.

Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).

De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas – ou seja, para quem as empresas estão devendo – são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

(Fonte: maxpressnet)

Varejo paulista fatura R$ 512,8 bilhões e concentra 30% do total das vendas no País, aponta FecomercioSP

Segundo dados do IBGE, se capital paulista fosse um estado, faturamento do seu comércio (R$ 160,4 bilhões) estaria atrás apenas de Minas Gerais (R$ 171,9 bilhões) e do próprio Estado de São Paulo.

São Paulo, 24 de outubro de 2016 – O faturamento do comércio varejista do Estado de São Paulo, composto por 645 municípios, atingiu R$ 512,8 bilhões em 2014 – o maior do País e que corresponde a 30% do total do varejo nacional. Os dados são da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os números demonstram o tamanho e a importância do varejo paulista para a economia nacional, sendo a região com maior concentração de oportunidades de emprego e geração de renda.

Em 2014, o varejo paulista empregava 2.512.855 pessoas – 2,5 vezes maior que o número de pessoas ocupadas no varejo de Minas Gerais e o equivalente às regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte juntas. O total de rendimentos pagos foi de R$ 45,5 bilhões, quantia maior do que a soma de 22 estados e 3,6 vezes o total do estado mineiro, segundo colocado no quesito.

A remuneração média mensal é de R$ 1.508,16 – superior a todos os outros estados brasileiros e 25% maior do que a média nacional de R$ 1.206,70.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a economia diversificada e rica faz do Estado de São Paulo independente de setores específicos, que são sujeitos aos altos e baixos das crises. A produção paulista exporta desde soja até aviões, ou seja, a economia local não fica refém de uma só atividade, justificando o protagonismo do Estado no cenário nacional e internacional.

Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, os maiores faturamentos foram registrados na Capital (R$ 160,4 bilhões), em Campinas (R$ 50,5 bilhões), Osasco (R$ 48,8 bilhões) e Ribeirão Preto (R$ 29,7 bilhões). Já as regiões de Presidente Prudente (R$ 7,4 bilhões), Araçatuba (R$ 7,7 bilhões), Marília (R$ 9,8 bilhões) e Araraquara (R$ 13,6 bilhões) apresentaram os menores faturamentos do varejo no Estado.

Outro ponto que merece destaque, de acordo com a Entidade, é que cada uma das 16 regiões do Estado também detêm a riqueza e diversidade característica do varejo paulista, não sendo dependentes da Capital. Se as 16 regiões selecionadas fossem estados, seriam mais ricas que pelo menos dois estados brasileiros e nenhuma delas amargaria o último lugar do ranking nacional.

Varejo paulistano
Desconsiderando o Estado a que pertence, o faturamento do varejo na cidade de São Paulo só é inferior ao do Estado de Minas Gerais. O comércio varejista da capital faturou R$ 160,4 bilhões em 2014, superior ao de 25 estados brasileiros e ocupou a primeira posição entre as 16 regiões analisadas, com participação de 31,3% nas vendas do Estado.

O varejo paulistano empregava 776.150 trabalhadores formais, número superior ao de todos os estados. O total de rendimentos pagos pelo comércio foi de R$ 16,4 bilhões – quantia maior do que a soma de 26 estados. Em relação à remuneração média mensal, o varejo da Capital pagou R$ 1.759,69 aos funcionários – superior a de 27 estados brasileiros e 45,8% maior do que a média nacional, que foi de R$ 1.206,70.

Ranking Estadual
Capital – R$ 160,4 bilhões
Campinas – R$ 50,5 bilhões
Osasco – R$ 48,8 bilhões
Ribeirão Preto – R$ 29,7 bilhões
ABCD – R$ 28,9 bilhões
Jundiaí – R$ 28,8 bilhões
Guarulhos – R$ 27,8 bilhões
Sorocaba – R$ 26,2 bilhões
Taubaté – R$ 23,1 bilhões
Litoral – R$ 17,5 bilhões
São José do Rio Preto – R$ 17 bilhões
Bauru – R$ 15,7 bilhões
Araraquara – R$ 13,6 bilhões
Marília – R$ 9,8 bilhões
Araçatuba – R$ 7,7 bilhões
Presidente Prudente – R$ 7,4 bilhões

Nota Metodológica
O estudo foi feito a partir dos dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), referente ao ano de 2014 divulgada pelo IBGE. Com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela FecomercioSP, calculou-se a participação do varejo de cada uma das dezesseis regiões sobre o total do estado em 2014. Essa proporção foi aplicada sobre o faturamento do comércio varejista paulista apurado pela PAC, possibilitando a comparação entre o faturamento do varejo das regiões paulistas e dos demais estados brasileiros.

(Fonte: maxpressnet)

Confiança do consumidor sobe 1,8 ponto em outubro ante setembro, diz FGV

A confiança do consumidor subiu 1,8 ponto em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 25, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 82,4 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014, quando estava em 86,6 pontos.Foi a sexta alta consecutiva no indicador, que tinha atingido a mínima histórica em abril deste ano.

A alta da confiança segue puxada pelas expectativas em relação ao futuro, que seguem descoladas da satisfação com o presente. Segundo a FGV, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, de 68,2 para 69,0 pontos, compensando parte da queda de 1,3 ponto no mês anterior.

Ainda assim, o descolamento manteve-se porque o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,5 pontos, atingindo 92,6 pontos, o maior desde outubro de 2014 (94,6). A distância entre ISA e IE alcançou 23,6 pontos, a segunda maior da série histórica, abaixo apenas de dezembro de 2007, informou a FGV.

A recuperação da confiança dos consumidores continua a ser comandada pelas expectativas. Apesar da tendência ainda declinante do mercado de trabalho, as perspectivas de desaceleração da inflação e de queda das taxas de juros parecem contribuir para previsões menos pessimistas em relação à evolução das finanças familiares e para as perspectivas de compras de duráveis no curto prazo, diz a nota divulgada pela FGV.

O indicador que mede o grau de satisfação em relação à Situação Financeira das Famílias subiu 1,4 ponto atingindo 63,6 pontos, em outubro. O indicador continua extremamente baixo em termos históricos, mas registra o maior nível desde fevereiro passado (65,7 pontos), segundo a FGV.

Também houve melhora na intenção de compras de bens duráveis, pelo quinto mês consecutivo. O indicador que mede o ímpeto de compras de duráveis nos seis meses seguintes subiu 5,6 pontos, atingindo o maior nível desde março de 2015 (77,9 pontos).

(Fonte: Diário do Grande ABC)