Polo de móveis de BH lança megaliquidação

Cientes de que, em meio à crise da economia, o consumidor espera boas promoções para pôr a mão no bolso, mais de 200 lojas do polo moveleiro da Avenida Silviano Brandão, no Bairro da Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, se unem pela quinta vez para realizar megaliquidação com descontos de até 50% dos preços em toda a linha de móveis e complementos. A promoção começa no dia 27 e termina em 7 de agosto. Para manter a saúde financeira dos negócios, os lojistas decidiram ir além dos descontos e também oferecer condições de pagamento facilitadas. Além disso, a cada R$ 500 em compras, o cliente concorre a um carro zero-quilômêtro. A ideia é oferecer bons preços aos consumidores e com isso aumentar o faturamento em mais de 70%. Neste ano, a queda nas vendas do comércio ao longo da avenida está estimada em 40%.

A Liquida Silviano Brandão – Polo Moveleiro é organizada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas), com a proposta de oferecer o maior evento de ofertas já realizado pelo setor, segundo o presidente do Sindilojas, Nadim Donato. “Este ano, trabalhamos por um evento rejuvenescido e demos treinamento aos lojistas, além de muitas reuniões para afinar a estratégia”, comenta.

Segundo o presidente do Sindilojas, falhas observadas nas liquidações anteriores foram corrigidas. “Estipulamos que os descontos sejam de até 50% para que, nas lojas, sejam encontrados aqueles produtos a preços reduzidos em vários percentuais” diz. Ele afirma, ainda, que os comerciantes estão conscientes de que os descontos sejam, de fato, reais e atrativos. “O consumidor não é bobo. A liquidação tem que ser real”, afirma Donato.

Considerada importante para o setor, a promoção envolve não só o polo moveleiro, mas também o comércio da avenida de uma forma geral. “Há oficinas mecânicas que aproveitam o momento e dão descontos”, afirma o presidente do Sindilojas, acrescentando que, assim, ao todo serão cerca de 300 lojas participantes da liquidação. “Os consumidores estão economizando muito e esta liquidação é uma oportunidade para quem precisa, por exemplo, comprar um bom sofá. Para o comerciante é a hora de fazer caixa, pois ele reduz o preço daqueles produtos em estoque e, assim,  atrai o cliente”, diz.

ALAVANCA De acordo com dados do Sindilojas, nas outras edições da liquidação na avenida, que começou em 2012, lojistas conseguiram crescimento de 70%, sendo que houve empresas que chegaram a triplicar seu faturamento. Por isso, a diretora do Luciana Móveis, Lídia Maria Lima, diz que esse movimento é a alavanca para o setor. “Ajuda demais, ainda mais neste ano, cujas vendas caíram em cerca de 40%”, estima.

Lídia Lima avisa que na sua loja o desconto será de até 60% e há muitos lançamentos previstos. “Aceitamos pagamentos em até 10 vezes, em cheque ou débito em conta. No cartão de crédito, o plano máximo será de cinco vezes, sendo que a pessoa pode começar a pagar daqui 60 dias”, anuncia.

Com o mesmo ânimo, Frederico Nisson, proprietário da loja Cadeira & Cia, diz que a liquidação já está inserida no calendário dos consumidores de BH. Há mais de 20 anos no ramo, com duas lojas na Avenida Silviano Brandão, ele ressalta que 80% dos seus produtos são cadeiras de prontaentrega em até 48 horas. Com a redução nos preços, ele pretende aumentar de 30% a 40% o faturamento do negócio.

“Com a crise econômica, tivemos queda nas vendas de cerca de 30%, em dezembro. Em julho, o recuo foi menor, de 15%, em média, nas lojas que tenho na avenida. Na Zona Sul, estou vendendo como no ano passado. Em outubro, pretendo vender como em 2015 em todas as lojas”, afirma. A empresa vai oferecer a possibilidade de pagamento das compras em até seis vezes no cartão de crédito.

Serviço
Liquida Silviano Brandão

» De 27 de julho a 7 de agosto
» Em toda a Avenida Silviano Brandão
» De segunda a sexta, das 9h às 19h
» Aos sábados, das 9h às 18h
» Aos domingos, das 9h às 14h

(O Tempo)

Criação de empresas bate recorde, puxada por microempreendedores

Com o aumento do desemprego e uma quantidade maior de brasileiros buscando abrir o próprio negócio, bateu recorde o número de empresas criadas no País em 2016, mostra pesquisa da Serasa Experian. Foram 851.083 novas companhias registradas de janeiro a maio, o maior resultado para o período desde que o levantamento começou a ser feito, em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 3,5%.

A expansão foi impulsionada pelos chamados microempreendedores individuais (MEIs), única categoria que apresentou crescimento em relação a 2015, de 9,9%. Essa modalidade costuma representar a maior parte dos novos negócios. Neste ano, chegou a 80,3% (683.779) do total de empresas criadas, acima dos 75,4% alcançados no ano passado.

Segundo economistas da Serasa, o aumento é explicado pela alta do desemprego, que leva trabalhadores desempregados a buscarem alternativas para geração de renda. No primeiro semestre, a crise resultou no fechamento de 531,7 mil vagas de empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, o Brasil conta hoje com 11,5 milhões de desempregados.

Por região, Sul e Sudeste foram as principais responsáveis pelo aumento no surgimento de empresas no Brasil no primeiros cinco meses do ano. Foram as únicas que apresentaram crescimento em relação ao ano passado, de 2,3% e 4,1%, respectivamente. Enquanto isso, a região Centro-Oeste apresentou queda de 4,9%; a Nordeste, de 4,8%; e a Norte, de 3,2%.

O setor de serviços continuou sendo o mais procurado nos primeiros cinco meses de 2016, com a abertura de 585.829 empresas, o equivalente a 63% do total. Em seguida, 242.413 empresas comerciais (28,5% do total) surgiram nos cinco primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 70.661 empresas (8,3% do total).

(EM)

Boticário homenageia padrastos em campanha de Dia dos Pais

O Boticário decidiu homenagear os padrastos em sua campanha para o Dia dos Pais deste ano. A propaganda “Não é meu pai”, criada pela agência AlmapBBDO, mostra diversos momentos de uma uma relação entre enteada e padrasto, do primeiro encontro até os atritos da adolescência. Assista ao filme

Com o novo comercial, a marca de perfumes segue a estratégia de retratar as diferentes formas de relacionamento e de modelo familiar. Na campanha feita no ano passado, O Boticário celebrou no Dia dos Pais a atitude da adoção de crianças órfãs. Relembre aqui

A marca já abordou em seus comerciais a casais em processo de separação e em 2015, recebeu aplausos e ameaçãs de boicote, com a campanha feita para o Dia dos Namoradosque mostrou diferentes tipos de casais, incluindo gays, trocando presentes.

A nova propaganda estreou neste domingo com versão de um minuto e continuará sendo veiculada na TV em versão de 30 segundos.

Segundo a empresa, a campanha conta também com anúncios impressos, peças out of home, material de PDV, estratégia para as redes sociais e mídia display.

As ações digitais da campanha tem assinatura da W3haus e prevê a apresentação deutras histórias, entre elas, a de “um homem solteiro e homossexual que, ao invés de escolher, foi escolhido pela criança em um evento especial para adoção”, informa O Boticário.

(G1)

Carrefour volta a vender pela internet no Brasil

O Carrefour anunciou nesta terça-feira o seu retorno ao comércio on-line no Brasil, como antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. A varejista francesa havia interrompido o comércio eletrônico no país em 2012.

O site começa a funcionar hoje para a região Sudeste, até o fim do dia, com a venda de eletrônicos, eletrodomésticos e itens para casa.

Em um segundo momento, em 2017, a empresa começará a vender alimentos por esse canal.

A varejista informou ainda que, daqui a alguns meses, deve atuar no mercado de “marketing place” – o que consiste na operação de lojas de outros varejistas na web. O Carrefour considera possível entrar nesse mercado no ano que vem.

O comando da rede francesa, liderada por Charles Desmartis, informou ainda hoje que deve operar o sistema “retira em loja”: o cliente compra pelo site e retira direto no ponto de venda. A companhia, no entanto, não deu prazo para o início dessa modalidade.

(Valor Econômico)

Inadimplência das empresas sobe 12% em junho, dizem SPC e CNDL

A inadimplência entre as empresas aumentou 12,3% em junho na comparação com o mesmo mês de 2015, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). No entanto, as instituições destacam que o indicador vem crescendo com menos força. Na comparação com maio, a inadimplência caiu 0,71%.

“Nos últimos meses, tanto o número de empresas devedoras quanto o de pendências ligadas a estas empresas seguem em crescimento moderado, já que ambos os indicadores vêm mostrando desaceleração desde março de 2016. Apesar disso, as taxas de crescimento da inadimplência de pessoas jurídicas continuam sendo expressivas, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, afirmou em nota o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

“A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas. A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo desse cenário, que limita o crédito e engessa o crescimento dos negócios”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Pagamentos atrasados
Segundo a pesquisa, o setor credor de serviços, que inclui os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas, concentrando mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões analisadas é o setor de Comércio.

Os dados se referem a quatro regiões pesquisadas – Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

(G1)

Após tombo de empresária, Magazine Luiza oferece até 70% de desconto em campanha

“Quem ri por último, ri melhor”, não diz o ditado? Pois bem, a empresária Luiza Helena Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, repercutiu na internet na semana passada ao levar um tombo enquanto carregava a tocha olímpica pela cidade de Franca, no interior de São Paulo. Agora, ela resolveu lançar uma promoção para “celebrar” o caso.

Divulgada nas redes sociais da Magazine Luiza, a campanha está fazendo sucesso com a tag #CairFazParte: de acordo com o site das lojas, são centenas de produtos com até 70% de desconto, além de frete grátis para diversas regiões do Brasil. No Facebook, a promoção já recebeu mais de 3 800 curtidas e outros 300 compartilhamentos em menos de um dia. Confira e clique para ver a promoção

Na internet, a campanha foi muito elogiada pelos internautas: muitos comentaram o carisma da empresária. “O importante é aproveitar as desgraças para se criar oportunidades“, ponderou um leitor sobre a campanha de marketing.

(VejaSP)

Confiança dos empresários do comércio aumenta em julho

Entre os indicadores usados no cálculo do indicador de confiança, o Índice da Situação Atual e o Índice de Expectativas subiram na mesma velocidade.
No caso da avaliação sobre o presente, que atingiu o maior nível desde agosto de 2015, a maior contribuição partiu do item que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual. “Apesar de ainda estar muito próximo ao nível mínimo histórico, e refletir uma demanda ainda enfraquecida, o índice avançou 6,3 pontos nos últimos três meses.”

Já o índice de expectativas atingiu o maior desde janeiro de 2015. A alta de julho foi determinada pelo indicador que mede o grau de otimismo com as vendas nos três meses seguintes. “Somente nos últimos três meses, o IE-COM avançou 10 pontos, sinalizando uma diminuição relativamente rápida do pessimismo no setor.”

“Em 2016, tem havido no comércio um aumento discreto da satisfação com a situação presente dos negócios e uma melhora expressiva das expectativas. Para que a retomada da confiança se consolide, faltam sinais mais consistentes de recuperação da demanda. Neste sentido, a Sondagem de julho traz uma boa notícia: há um primeiro sinal de otimismo nos segmentos revendedores de bens duráveis, algo que vai ao encontro da melhora observada no ímpeto de compras de duráveis pelos consumidores também neste mês”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, por meio de nota.

(G1)

Pela primeira vez, mercado de crédito encolhe no primeiro semestre de um ano

Pela primeira vez desde que o Banco Central passou a fazer a compilação dos dados na forma atual, o volume de crédito do mercado brasileiro encolheu no primeiro semestre de um ano. A atual série da instituição teve início em março de 2007. De acordo com o BC, esse segmento apresentou recuo de 2,8% de janeiro a junho de 2016, para R$ 3,130 trilhões. No final do ano passado, o estoque de empréstimos somava R$ 3,219 trilhões. Na primeira metade de 2015, o crédito havia avançado 2,75%.

A previsão do BC para a expansão deste ano é a pior dos últimos tempos também, de 1,00%, mas ainda segue no terreno positivo. Isso significa que a instituição embute em sua projeção um reaquecimento desse mercado na segunda metade de 2016, que sazonalmente ganha mais impulso com o aumento dos negócios, em especial no fim do ano, com o Natal. Até porque, como lembrou hoje o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a segunda metade de 2015, que já começava a sentir os efeitos da crise atual, é uma base baixa de comparação.

Pelos cálculos da autoridade monetária, o crédito direcionado é o que puxará o mercado, com a previsão de alta de 3%. Já os recursos livres para financiamento devem ter retração de 1% este ano.

Nem em 2008 e 2009, anos da crise financeira internacional, o mercado de crédito doméstico sentiu tanto a fragilidade da economia como agora. Em 2008, o crescimento desse mercado foi de 14,08% no primeiro semestre do ano. Com o baque da turbulência internacional, a expansão de 2009 foi bem mais modesta, de 3,97%, mas ainda no terreno positivo.

A estimativa do BC é a de que o Produto Interno Bruto (PIB) apresente retração de 3,3% em 2016 na comparação com o ano passado. Em junho, o mercado de crédito representava 51,9% do PIB. A expectativa do BC é a de que se mantenha assim até o final do ano, quando essa relação deve atingir 52%.

Escasso e com baixa demanda, pela diminuição da renda, da confiança dos empresários e o temor com o desemprego, o financiamento também sofreu ao longo deste ano com o aumento dos juros. Isso, apesar de a taxa básica Selic estar estacionada em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Como identificou Maciel hoje, o encarecimento do crédito se deu basicamente pelo aumento dos spreads.

(GS&MD)

Inadimplência e juro bancário recuam em junho, diz Banco Central

A taxa média de inadimplência de empresas e consumidores recuou pela primeira vez em 12 meses. De acordo com a pesquisa de crédito bancário do Banco Central, o indicador passou de 3,7% em maio para 3,5% em junho, retornando ao nível verificado entre janeiro e março deste ano.

A taxa média de juros também caiu, o que não acontecia desde dezembro do ano passado.

Passou de 32,7% para 32,6% ao ano entre maio e junho.

Os dados do BC divulgados nesta quarta-feira (27) mostram ainda que o estoque de operações de crédito voltou a cair no mês passado, depois de uma ligeira recuperação em maio. A queda, no entanto, se deu apenas para as empresas (-1,3% no mês). Para as pessoas físicas, houve aumento de 0,3%, segunda alta seguida, influenciada pelo aumento de 0,7% no crédito imobiliário, cujas concessões voltaram a crescer nos últimos dois meses.

No primeiro semestre, o estoque total de crédito encolheu 2,8%, para R$ 3,13 trilhões. Nos últimos 12 meses, cresceu 1%, bem abaixo da inflação acumulada no período de quase 9%. A previsão do BC é fechar o ano com crescimento de 1%, o que pressupõe uma estabilidade a partir de agora. Dados da instituição desde o Plano Real mostram que as menores expansões registradas até então foram de 3%, em 1997 e 2001.

Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o crédito segue em queda. Depois de atingir o pico de 54,5% em dezembro de 2015, recuou para 51,9% em junho.

Atrasos

Houve queda nos atrasos tanto nas linhas com recursos livres como naquelas com direcionamento obrigatório e juros subsidiados, tanto para empresas como para pessoas físicas.

Dois destaques foram os recuos no crédito pessoal, de 9,9% para 9,3%, e no rotativo do cartão de crédito, de 37,5% para 36,8%.

Juros

A taxa média de juros recuou nas linhas ao consumo, para pessoas físicas, e subsidiadas para empresas.

Houve recuo no crédito pessoal (para 128,3% ao ano), consignado (29,4% ao ano), veículos (26% ao ano) e rotativo do cartão (471% ao ano), por exemplo, embora a maioria dessas taxas continue próxima dos recordes já registrados pelo BC na última década.

No cheque especial, por outro lado, os juros bateram recorde pelo quarto mês seguido, atingindo 316% ao ano.

fonte: O Tempo

Clientes estão mais velhos, ficam mais tempo nos shoppings, mas entram em um número menor de loja

Nos últimos 18 anos, o número de shoppings em todo o país e a cobertura geográfica do setor mais do que duplicou. Eram 185 shoppings centers em 81 cidades no começo de 1998 e atualmente são 503 centros comerciais em 191 municípios distribuídos por todos os Estados do país. Acompanhando esse crescimento houve uma mudança relevante no perfil dos clientes, que envelheceram e ficaram mais qualificados.

Este envelhecimento é comum a toda população brasileira, mas acontece de forma mais acentuada nos shoppings.

“Essa mudança impacta todos os aspectos de um shopping center. Arquitetura, ambientação, produto, promoção, localização e irá se intensificar nos próximos anos”, avalia Márcia Sola, diretora da área de shopping, varejo e imobiliário do IBOPE Inteligência. A estimativa, segundo a executiva, é que em dez anos, 4 em cada 10 clientes de shopping tenham mais de 45 anos.

Além de mais velhos, os clientes também estão mais qualificados: estudam por mais tempo e pertencem a classes socioeconômicas mais altas. “Essa notícia é ótima, pois significa que eles têm mais dinheiro no bolso. Mas atenção, porque eles estão muito mais bem informados, críticos e têm mais alternativas de local de compra. Trate-o mal e ele não voltará”, avalia Márcia.

Outra mudança observada se deu nos meios de comunicação consumidos pelos clientes de shopping, seguindo a tendência observada na população: diminui a penetração dos meios de comunicação de massa (jornal e rádio) e cresce o consumo de mídias segmentadas (canais pagos de televisão).        

Relação com o shopping
Assim como seu perfil, o comportamento do cliente dentro do shopping também mudou. Hoje ele fica mais tempo dentro shopping, mas entra em um número menor de lojas, o que reforça a importância da vitrine. “Uma parcela grande dos clientes vai ao shopping sem objetivo definido de compra. Estas pessoas colocam o pé para dentro de alguma loja quando são ‘fisgadas’ pela vitrine. Produtos atrativos, exposição clara dos preços, entre outros fatores, devem ser muito bem planejados para que a loja seja bem sucedida nesta tarefa”, explica Márcia.

A mudança de comportamento dos clientes está relacionada com uma alteração maior e mais significativa no papel que o shopping center exerce na vida das pessoas. Hoje, muito mais do que no passado, ele é um local de entretenimento e convivência, não só de compras. Mais da metade dos clientes (55%) visitam o shopping em busca de lazer, entretenimento e relacionamento, enquanto a motivação por compras atrai apenas 34%.

Não por acaso, muitos shoppings modernos já nascem com grandes espaços destinados a convivência. Nos shoppings mais antigos, por exemplo, a área de alimentação representava, em média, 8% da ABL total, enquanto nos mais novos este percentual pode alcançar até 17%.

Também é clara a diferença entre shoppings novos e antigos no que se refere à arquitetura e ambientação. Enquanto os empreendimentos inaugurados até o final da década de 90 têm, quase sempre, o formato de caixa fechada, os shoppings mais novos valorizam o paisagismo, a luz natural e os espaços abertos.

E para onde vai esse mercado?
Na visão da diretora do IBOPE Inteligência, estamos nos aproximando de um novo ciclo. “O mercado de shopping nunca esteve tão concorrido como agora e o consumidor nunca esteve tão exigente”’, avalia.

Um dos resultados do estudo “A crise econômica e a dinâmica das compras das famílias brasileiras”, realizado pelo IBOPE Inteligência, indica que o sentimento geral é de “compasso de espera”. Todos estão receosos com o futuro e querem ter alguma perspectiva segura. Para conquistar clientes em um cenário tão desfavorável, segundo Márcia, é importante ter alguns aspectos em mente:

– Valor é mais importante do que preço.
“O consumidor na crise quer sentir que esta fazendo uma compra inteligente, mas não que está ficando mais pobre. Quando for oferecer um desconto ou uma promoção, transforme em uma compra vantajosa e não simplesmente em uma redução de preço”, orienta.

– Treinamento nunca foi tão importante.
“A equipe de vendas precisa estar preparada para lidar com este cliente que está cada vez melhor informado e crítico. Não há segunda chance de fisgar o cliente, então o primeiro contato precisa ser perfeito.”

– Tolerância zero
“O cliente atual está frustrado e zangado com a crise politica e econômica pela qual passa o país e está transferindo este sentimento para a sua relação com o varejo. O resultado é tolerância zero com qualquer tentativa de propaganda esperta ou enganosa. Portanto, cuidado com promessas falsas ou vazias, o consumidor não lhe dará uma segunda chance.”

Por fim, a executiva lembra que o shopping na crise deverá ser um lugar de refúgio onde o cliente espera encontrar um ambiente alegre, como uma ilha de isolamento. “Quem conseguir esse feito estará pronto para crescer.”

(Ibope)